Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 98.153 questões
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Haverá em breve uma vacina contra o câncer?
Empresas de biotecnologia querem lançar em alguns anos imunizantes contra a doença, algo que se tornou possível com a tecnologia de mRNA. Com isso, o câncer pode deixar de ser uma "sentença de morte". Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina. Durante a pandemia de covid-19, imunizantes de alta eficácia contra o vírus Sars-Cov-2 foram desenvolvidos em apenas alguns meses graças a essa tecnologia.
Mesmo que o vírus se desenvolva com mutações mais agressivas, vacinas sob medida podem ser novamente desenvolvidas em pouco tempo graças à tecnologia de mRNA. Mas esse avanço, recentemente agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, pode ainda alcançar muito mais.
A tecnologia de mRNA também deu novo impulso à pesquisa sobre o câncer. O CEO da empresa de biotecnologia CureVac, Alexander Zehnder, quer introduzir no mercado vacinas com base nessa tecnologia em um prazo máximo de cinco anos.
O desenvolvimento de vacinas contra certos tipos de câncer seria um sonho realizado para a humanidade. "Pesquisas sobre vacinas contra o câncer vêm sendo realizadas há 20 anos. Os progressos atuais, porém, são enormes", afirma Zehnder. "Ganhamos muita experiência durante a pandemia e a inteligência artificial está tão avançada que consegue resolver muitos problemas na programação do mRNA", explicou o chefe da CureVac em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag.
As vacinas contra o câncer estimulam o sistema imunológico de maneira que as defesas próprias do corpo podem combater especificamente as células tumorais. "O fator mortal no câncer é o fato de ele se manter em crescimento. A vacina visa conter esse crescimento, mesmo que o câncer já esteja metastático. O câncer, dessa forma, se torna uma doença crônica com a qual se pode conviver durante décadas. Não é mais uma sentença de morte", disse Zehnder.
Corrida pela vacina
Além da CureVac, outras empresas também investem intensamente em pesquisas contra o câncer. No início de outubro, a empresa BioNTech publicou resultados preliminares promissores de um estudo clínico em andamento. A eficácia de sua vacina de mRNA contra o câncer, CARVac, já está sendo testada em cobaias.
O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que, segundo sua estimativa, haverá vacinas contra o câncer disponíveis nos próximos anos. "Acreditamos que será possível produzi-las em larga escala antes de 2030", afirmou.
No longo prazo, as vacinas tendem a substituir o tratamento convencional contra o câncer. Isso também seria um fator bastante positivo, uma vez que as terapias com quimioterapia ou radiação são extremamente agressivas para os pacientes.
"A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis. É por isso que há tantos efeitos colaterais", explicou Zehnder. "A vantagem de usar o mRNA é que o sistema imunológico próprio é estimulado e combate especificamente o câncer, e nada mais".
Como funciona a vacina?
As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer.
O tratamento com as células CAR-T foi aprovado na Europa em 2018 e vem sendo utilizado principalmente no tratamento da leucemia, o chamado câncer sanguíneo.
No entanto, essa forma bastante eficaz de imunoterapia tem custos impraticáveis para muitos. Segundo o Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer da Alemanha, os fabricantes cobram até 320 mil euros pela produção dessas células imunológicas para apenas um paciente.
Nesse tipo de imunoterapia, as células T são filtradas dos leucócitos - os glóbulos brancos - do sangue do paciente. Elas então são geneticamente modificadas para formarem receptores quiméricos de antígeno (CARs) na superfície. Isso resulta em um receptor cujos componentes diferentes não se encaixam.
Vacinas deixam as células tumorais visíveis
Se as células CAR-T produzidas dessa forma forem injetadas de volta no paciente, elas se alojam especificamente nas células cancerígenas. O sistema imunológico é ativado e ataca as células tumorais. As futuras vacinas podem dar apoio a esse processo se, por exemplo, as células CAR-T não conseguirem encontrar ou estiverem muito enfraquecidas para lutar contra as tumorais.
Para deixar as células tumorais mais visíveis, a proteína Claudin-6 é introduzida na célula cancerígena com ajuda da tecnologia mRNA. Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T.
Até agora, as células T modificadas combatiam somente o câncer sanguíneo. Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas, não apenas para a leucemia, mas também para outros tipos de câncer.
Retirado e adaptado de: TERRA. Haverá em breve uma vacina contra o câncer? Portal Terra. Disponível em: https://www.terra. com.br/noticias/havera-em-breve-uma-vacina-contra-o-cancer, 60f8d40daa34735e8fe2882052bb273fti7x3zb1.html Acesso em: 09 nov., 2023.
Partindo da leitura do texto "Haverá em breve uma vacina contra o câncer?", analise as afirmações a seguir:
I.O tratamento com as células CAR-T foi iniciado durante a pandemia e resultou em muito conhecimento construído sobre o tema.
II.As células T já são empregadas no tratamento do câncer sanguíneo e, com o avanço da tecnologia, poderão ser empregadas também no combate de outros tipos de cânceres.
III.A única limitação apresentada pela tecnologia de mRNA é relativa às mutações possíveis nos vírus.
IV.A estimativa é que as vacinas substituam o tratamento convencional contra câncer nos próximos cinco anos.
V.Os tratamentos convencionais têm, como ponto negativo, a falta de especificidade de sua ação: além de destruir células cancerígenas, também acabam incidindo sobre células saudáveis.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Haverá em breve uma vacina contra o câncer?
Empresas de biotecnologia querem lançar em alguns anos imunizantes contra a doença, algo que se tornou possível com a tecnologia de mRNA. Com isso, o câncer pode deixar de ser uma "sentença de morte". Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina. Durante a pandemia de covid-19, imunizantes de alta eficácia contra o vírus Sars-Cov-2 foram desenvolvidos em apenas alguns meses graças a essa tecnologia.
Mesmo que o vírus se desenvolva com mutações mais agressivas, vacinas sob medida podem ser novamente desenvolvidas em pouco tempo graças à tecnologia de mRNA. Mas esse avanço, recentemente agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, pode ainda alcançar muito mais.
A tecnologia de mRNA também deu novo impulso à pesquisa sobre o câncer. O CEO da empresa de biotecnologia CureVac, Alexander Zehnder, quer introduzir no mercado vacinas com base nessa tecnologia em um prazo máximo de cinco anos.
O desenvolvimento de vacinas contra certos tipos de câncer seria um sonho realizado para a humanidade. "Pesquisas sobre vacinas contra o câncer vêm sendo realizadas há 20 anos. Os progressos atuais, porém, são enormes", afirma Zehnder. "Ganhamos muita experiência durante a pandemia e a inteligência artificial está tão avançada que consegue resolver muitos problemas na programação do mRNA", explicou o chefe da CureVac em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag.
As vacinas contra o câncer estimulam o sistema imunológico de maneira que as defesas próprias do corpo podem combater especificamente as células tumorais. "O fator mortal no câncer é o fato de ele se manter em crescimento. A vacina visa conter esse crescimento, mesmo que o câncer já esteja metastático. O câncer, dessa forma, se torna uma doença crônica com a qual se pode conviver durante décadas. Não é mais uma sentença de morte", disse Zehnder.
Corrida pela vacina
Além da CureVac, outras empresas também investem intensamente em pesquisas contra o câncer. No início de outubro, a empresa BioNTech publicou resultados preliminares promissores de um estudo clínico em andamento. A eficácia de sua vacina de mRNA contra o câncer, CARVac, já está sendo testada em cobaias.
O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que, segundo sua estimativa, haverá vacinas contra o câncer disponíveis nos próximos anos. "Acreditamos que será possível produzi-las em larga escala antes de 2030", afirmou.
No longo prazo, as vacinas tendem a substituir o tratamento convencional contra o câncer. Isso também seria um fator bastante positivo, uma vez que as terapias com quimioterapia ou radiação são extremamente agressivas para os pacientes.
"A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis. É por isso que há tantos efeitos colaterais", explicou Zehnder. "A vantagem de usar o mRNA é que o sistema imunológico próprio é estimulado e combate especificamente o câncer, e nada mais".
Como funciona a vacina?
As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer.
O tratamento com as células CAR-T foi aprovado na Europa em 2018 e vem sendo utilizado principalmente no tratamento da leucemia, o chamado câncer sanguíneo.
No entanto, essa forma bastante eficaz de imunoterapia tem custos impraticáveis para muitos. Segundo o Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer da Alemanha, os fabricantes cobram até 320 mil euros pela produção dessas células imunológicas para apenas um paciente.
Nesse tipo de imunoterapia, as células T são filtradas dos leucócitos - os glóbulos brancos - do sangue do paciente. Elas então são geneticamente modificadas para formarem receptores quiméricos de antígeno (CARs) na superfície. Isso resulta em um receptor cujos componentes diferentes não se encaixam.
Vacinas deixam as células tumorais visíveis
Se as células CAR-T produzidas dessa forma forem injetadas de volta no paciente, elas se alojam especificamente nas células cancerígenas. O sistema imunológico é ativado e ataca as células tumorais. As futuras vacinas podem dar apoio a esse processo se, por exemplo, as células CAR-T não conseguirem encontrar ou estiverem muito enfraquecidas para lutar contra as tumorais.
Para deixar as células tumorais mais visíveis, a proteína Claudin-6 é introduzida na célula cancerígena com ajuda da tecnologia mRNA. Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T.
Até agora, as células T modificadas combatiam somente o câncer sanguíneo. Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas, não apenas para a leucemia, mas também para outros tipos de câncer.
Retirado e adaptado de: TERRA. Haverá em breve uma vacina contra o câncer? Portal Terra. Disponível em: https://www.terra. com.br/noticias/havera-em-breve-uma-vacina-contra-o-cancer, 60f8d40daa34735e8fe2882052bb273fti7x3zb1.html Acesso em: 09 nov., 2023.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o gênero do texto "Haverá em breve uma vacina contra o câncer?":
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Haverá em breve uma vacina contra o câncer?
Empresas de biotecnologia querem lançar em alguns anos imunizantes contra a doença, algo que se tornou possível com a tecnologia de mRNA. Com isso, o câncer pode deixar de ser uma "sentença de morte". Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina. Durante a pandemia de covid-19, imunizantes de alta eficácia contra o vírus Sars-Cov-2 foram desenvolvidos em apenas alguns meses graças a essa tecnologia.
Mesmo que o vírus se desenvolva com mutações mais agressivas, vacinas sob medida podem ser novamente desenvolvidas em pouco tempo graças à tecnologia de mRNA. Mas esse avanço, recentemente agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, pode ainda alcançar muito mais.
A tecnologia de mRNA também deu novo impulso à pesquisa sobre o câncer. O CEO da empresa de biotecnologia CureVac, Alexander Zehnder, quer introduzir no mercado vacinas com base nessa tecnologia em um prazo máximo de cinco anos.
O desenvolvimento de vacinas contra certos tipos de câncer seria um sonho realizado para a humanidade. "Pesquisas sobre vacinas contra o câncer vêm sendo realizadas há 20 anos. Os progressos atuais, porém, são enormes", afirma Zehnder. "Ganhamos muita experiência durante a pandemia e a inteligência artificial está tão avançada que consegue resolver muitos problemas na programação do mRNA", explicou o chefe da CureVac em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag.
As vacinas contra o câncer estimulam o sistema imunológico de maneira que as defesas próprias do corpo podem combater especificamente as células tumorais. "O fator mortal no câncer é o fato de ele se manter em crescimento. A vacina visa conter esse crescimento, mesmo que o câncer já esteja metastático. O câncer, dessa forma, se torna uma doença crônica com a qual se pode conviver durante décadas. Não é mais uma sentença de morte", disse Zehnder.
Corrida pela vacina
Além da CureVac, outras empresas também investem intensamente em pesquisas contra o câncer. No início de outubro, a empresa BioNTech publicou resultados preliminares promissores de um estudo clínico em andamento. A eficácia de sua vacina de mRNA contra o câncer, CARVac, já está sendo testada em cobaias.
O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que, segundo sua estimativa, haverá vacinas contra o câncer disponíveis nos próximos anos. "Acreditamos que será possível produzi-las em larga escala antes de 2030", afirmou.
No longo prazo, as vacinas tendem a substituir o tratamento convencional contra o câncer. Isso também seria um fator bastante positivo, uma vez que as terapias com quimioterapia ou radiação são extremamente agressivas para os pacientes.
"A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis. É por isso que há tantos efeitos colaterais", explicou Zehnder. "A vantagem de usar o mRNA é que o sistema imunológico próprio é estimulado e combate especificamente o câncer, e nada mais".
Como funciona a vacina?
As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer.
O tratamento com as células CAR-T foi aprovado na Europa em 2018 e vem sendo utilizado principalmente no tratamento da leucemia, o chamado câncer sanguíneo.
No entanto, essa forma bastante eficaz de imunoterapia tem custos impraticáveis para muitos. Segundo o Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer da Alemanha, os fabricantes cobram até 320 mil euros pela produção dessas células imunológicas para apenas um paciente.
Nesse tipo de imunoterapia, as células T são filtradas dos leucócitos - os glóbulos brancos - do sangue do paciente. Elas então são geneticamente modificadas para formarem receptores quiméricos de antígeno (CARs) na superfície. Isso resulta em um receptor cujos componentes diferentes não se encaixam.
Vacinas deixam as células tumorais visíveis
Se as células CAR-T produzidas dessa forma forem injetadas de volta no paciente, elas se alojam especificamente nas células cancerígenas. O sistema imunológico é ativado e ataca as células tumorais. As futuras vacinas podem dar apoio a esse processo se, por exemplo, as células CAR-T não conseguirem encontrar ou estiverem muito enfraquecidas para lutar contra as tumorais.
Para deixar as células tumorais mais visíveis, a proteína Claudin-6 é introduzida na célula cancerígena com ajuda da tecnologia mRNA. Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T.
Até agora, as células T modificadas combatiam somente o câncer sanguíneo. Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas, não apenas para a leucemia, mas também para outros tipos de câncer.
Retirado e adaptado de: TERRA. Haverá em breve uma vacina contra o câncer? Portal Terra. Disponível em: https://www.terra. com.br/noticias/havera-em-breve-uma-vacina-contra-o-cancer, 60f8d40daa34735e8fe2882052bb273fti7x3zb1.html Acesso em: 09 nov., 2023.
Analise o excerto a seguir, retirado de "Haverá em breve uma vacina contra o câncer?":
As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer.
Podemos afirmar que o excerto apresenta uma figura de linguagem conhecida como:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Haverá em breve uma vacina contra o câncer?
Empresas de biotecnologia querem lançar em alguns anos imunizantes contra a doença, algo que se tornou possível com a tecnologia de mRNA. Com isso, o câncer pode deixar de ser uma "sentença de morte". Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina. Durante a pandemia de covid-19, imunizantes de alta eficácia contra o vírus Sars-Cov-2 foram desenvolvidos em apenas alguns meses graças a essa tecnologia.
Mesmo que o vírus se desenvolva com mutações mais agressivas, vacinas sob medida podem ser novamente desenvolvidas em pouco tempo graças à tecnologia de mRNA. Mas esse avanço, recentemente agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, pode ainda alcançar muito mais.
A tecnologia de mRNA também deu novo impulso à pesquisa sobre o câncer. O CEO da empresa de biotecnologia CureVac, Alexander Zehnder, quer introduzir no mercado vacinas com base nessa tecnologia em um prazo máximo de cinco anos.
O desenvolvimento de vacinas contra certos tipos de câncer seria um sonho realizado para a humanidade. "Pesquisas sobre vacinas contra o câncer vêm sendo realizadas há 20 anos. Os progressos atuais, porém, são enormes", afirma Zehnder. "Ganhamos muita experiência durante a pandemia e a inteligência artificial está tão avançada que consegue resolver muitos problemas na programação do mRNA", explicou o chefe da CureVac em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag.
As vacinas contra o câncer estimulam o sistema imunológico de maneira que as defesas próprias do corpo podem combater especificamente as células tumorais. "O fator mortal no câncer é o fato de ele se manter em crescimento. A vacina visa conter esse crescimento, mesmo que o câncer já esteja metastático. O câncer, dessa forma, se torna uma doença crônica com a qual se pode conviver durante décadas. Não é mais uma sentença de morte", disse Zehnder.
Corrida pela vacina
Além da CureVac, outras empresas também investem intensamente em pesquisas contra o câncer. No início de outubro, a empresa BioNTech publicou resultados preliminares promissores de um estudo clínico em andamento. A eficácia de sua vacina de mRNA contra o câncer, CARVac, já está sendo testada em cobaias.
O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que, segundo sua estimativa, haverá vacinas contra o câncer disponíveis nos próximos anos. "Acreditamos que será possível produzi-las em larga escala antes de 2030", afirmou.
No longo prazo, as vacinas tendem a substituir o tratamento convencional contra o câncer. Isso também seria um fator bastante positivo, uma vez que as terapias com quimioterapia ou radiação são extremamente agressivas para os pacientes.
"A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis. É por isso que há tantos efeitos colaterais", explicou Zehnder. "A vantagem de usar o mRNA é que o sistema imunológico próprio é estimulado e combate especificamente o câncer, e nada mais".
Como funciona a vacina?
As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer.
O tratamento com as células CAR-T foi aprovado na Europa em 2018 e vem sendo utilizado principalmente no tratamento da leucemia, o chamado câncer sanguíneo.
No entanto, essa forma bastante eficaz de imunoterapia tem custos impraticáveis para muitos. Segundo o Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer da Alemanha, os fabricantes cobram até 320 mil euros pela produção dessas células imunológicas para apenas um paciente.
Nesse tipo de imunoterapia, as células T são filtradas dos leucócitos - os glóbulos brancos - do sangue do paciente. Elas então são geneticamente modificadas para formarem receptores quiméricos de antígeno (CARs) na superfície. Isso resulta em um receptor cujos componentes diferentes não se encaixam.
Vacinas deixam as células tumorais visíveis
Se as células CAR-T produzidas dessa forma forem injetadas de volta no paciente, elas se alojam especificamente nas células cancerígenas. O sistema imunológico é ativado e ataca as células tumorais. As futuras vacinas podem dar apoio a esse processo se, por exemplo, as células CAR-T não conseguirem encontrar ou estiverem muito enfraquecidas para lutar contra as tumorais.
Para deixar as células tumorais mais visíveis, a proteína Claudin-6 é introduzida na célula cancerígena com ajuda da tecnologia mRNA. Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T.
Até agora, as células T modificadas combatiam somente o câncer sanguíneo. Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas, não apenas para a leucemia, mas também para outros tipos de câncer.
Retirado e adaptado de: TERRA. Haverá em breve uma vacina contra o câncer? Portal Terra. Disponível em: https://www.terra. com.br/noticias/havera-em-breve-uma-vacina-contra-o-cancer, 60f8d40daa34735e8fe2882052bb273fti7x3zb1.html Acesso em: 09 nov., 2023.
Analise o sentido das palavras em destaque nos seguintes trechos, retirados de "Haverá em breve uma vacina contra o câncer?":
I.Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina.
II.A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis.
III.Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T.
IV.Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas.
Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente o sentido com o qual as palavras foram empregadas nos excertos:
Papos
- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O “te” e o “você” não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo…
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-loias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.
Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
A situação retratada no texto, de correções sobre a fala de uma das personagens, demonstra uma atribuição de valores à forma culta da linguagem, em detrimento da forma coloquial. Tal atribuição é evidenciada no trecho:
Analise as frases abaixo com relação à linguagem conotativa e denotativa:
I. A tempestade da vida o derrubou, mas ele se levantou mais forte.
II. O avião decolou às 10 horas da manhã.
III. A planta precisa de água para crescer.
Pode-se afirmar que há linguagem conotativa:
Responda às questões 1 a 6 com base no seguinte texto:
Ziraldo, o criador do Menino Maluquinho, tem muita história pra contar e encantar. Mudou a arte dos quadrinhos no Brasil, foi preso na ditadura militar e, como cartunista, ganhou o Nobel da Literatura Infanto-Juvenil. Ziraldo começou a trabalhar no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e, posteriormente, no Jornal do Brasil, em 1963.Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores.Em 1960 lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil.Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.A revista da Turma do Pererê teve outras passagens pelas bancas numa edição encadernada pela Editora Primor no ano de 1986 e em formato de almanaque pela Editora Abril na década de 1990. Em 1960 recebeu o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.
Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2023/10/24/91-anos-de-ziraldo-as-10-melhores-tirinhas-do-cartunista/.
De acordo com o texto, qual dos seguintes prêmios Ziraldo NÃO recebeu?
Responda às questões 1 a 6 com base no seguinte texto:
Ziraldo, o criador do Menino Maluquinho, tem muita história pra contar e encantar. Mudou a arte dos quadrinhos no Brasil, foi preso na ditadura militar e, como cartunista, ganhou o Nobel da Literatura Infanto-Juvenil. Ziraldo começou a trabalhar no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e, posteriormente, no Jornal do Brasil, em 1963.Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores.Em 1960 lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil.Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.A revista da Turma do Pererê teve outras passagens pelas bancas numa edição encadernada pela Editora Primor no ano de 1986 e em formato de almanaque pela Editora Abril na década de 1990. Em 1960 recebeu o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.
Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2023/10/24/91-anos-de-ziraldo-as-10-melhores-tirinhas-do-cartunista/.
Qual dos seguintes eventos NÃO está relacionado à carreira de Ziraldo, de acordo com o texto?
Responda às questões 1 a 6 com base no seguinte texto:
Ziraldo, o criador do Menino Maluquinho, tem muita história pra contar e encantar. Mudou a arte dos quadrinhos no Brasil, foi preso na ditadura militar e, como cartunista, ganhou o Nobel da Literatura Infanto-Juvenil. Ziraldo começou a trabalhar no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e, posteriormente, no Jornal do Brasil, em 1963.Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores.Em 1960 lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil.Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.A revista da Turma do Pererê teve outras passagens pelas bancas numa edição encadernada pela Editora Primor no ano de 1986 e em formato de almanaque pela Editora Abril na década de 1990. Em 1960 recebeu o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.
Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2023/10/24/91-anos-de-ziraldo-as-10-melhores-tirinhas-do-cartunista/.
Com base no texto sobre Ziraldo, qual das seguintes afirmações é verdadeira?
Responda às questões 1 a 6 com base no seguinte texto:
Ziraldo, o criador do Menino Maluquinho, tem muita história pra contar e encantar. Mudou a arte dos quadrinhos no Brasil, foi preso na ditadura militar e, como cartunista, ganhou o Nobel da Literatura Infanto-Juvenil. Ziraldo começou a trabalhar no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e, posteriormente, no Jornal do Brasil, em 1963.Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores.Em 1960 lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil.Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.A revista da Turma do Pererê teve outras passagens pelas bancas numa edição encadernada pela Editora Primor no ano de 1986 e em formato de almanaque pela Editora Abril na década de 1990. Em 1960 recebeu o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.
Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2023/10/24/91-anos-de-ziraldo-as-10-melhores-tirinhas-do-cartunista/.
Relativamente às ideias do texto, leia as assertivas:
I. O texto contextualiza a carreira de Ziraldo em relação à história do Brasil, mencionando seu envolvimento com a ditadura militar e a influência dessa época em sua obra.
II. O texto descreve o cancelamento da revista Turma do Pererê em 1964, durante o início do regime militar no Brasil, o que ilustra os desafios enfrentados por artistas e mídia durante esse período conturbado.
Pode-se afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 31 a 35.
Misofonia: a doença que faz qualquer som virar um sofrimento físico
Para a maioria das pessoas, ouvir sons como o de uma pessoa respirando perto de você, cachorros latindo na vizinha ou qualquer outro ruído corriqueiro não costuma ser um grande problema. No entanto, há quem realmente fique louco só de ter que escutar esses mínimos barulhos por alguns segundos.
Ou seja, sons que outras pessoas nem notam podem causar uma crise sem precedentes para determinados indivíduos. O nome desse problema é misofonia, uma síndrome bastante rara que causa extrema sensibilidade a sons específicos, sendo mais comum em pessoas com certas condições de saúde prévias.
A misofonia é o nome da condição sofrida por pessoas que se afetam emocionalmente por alguns sons comuns no dia a dia, seja os exemplos citados anteriormente ou outros que parecem passar desapercebidos por outros indivíduos. Quando esse gatilho é acionado, é comum que o paciente crie uma resposta de luta ou fuga ao áudio que está ouvindo.
Isso pode ser manifestado por meio de ataques de raiva ou uma grande vontade de fugir daquele ambiente. Como a misofonia é uma síndrome pouco estudada pela medicina até hoje, não se sabe ao certo o quão comum ela de fato é. Contudo, é sabido que esse problema afeta alguns mais do que outros e pode causar isolamento social.
Pacientes que sofrem de misofonia se sentem envergonhados geralmente por suas reações e não costumam expressar isso para profissionais de saúde. No entanto, é válido destacar que esse é um distúrbio neurológico real e que compromete seriamente o funcionamento, a socialização e a saúde de um ser humano. Por fim, estima-se que tal síndrome costuma aparecer por volta dos doze anos de idade.
Com o passar dos anos, novas pesquisas têm surgido a respeito da misofonia para tentar identificar suas causas. Estudos conduzidos por pesquisadores britânicos em um grupo de vinte adultos que sofrem da síndrome e vinte e dois que não a possuem, mostram que os sintomas mais comuns são o desconforto com diferentes sons, sons universalmente perturbadores e sons neutros.
Sons de pessoas mastigando, respirando alto e choros de bebê aparecem como os mais incômodos para quem sofre com esse distúrbio. De acordo com os estudiosos, isso confirma que as pessoas misofônicas são muito mais afetadas por sons de gatilho específicos do que outros indivíduos, mas não se diferem tanto em relação a outros tipos de som.
Os estudos também mostram que esses pacientes apresentam sinais de estresse muito maiores — como aumento de suor e frequência cardíaca — aos sons desencadeantes de comer e respirar do que aqueles considerados comuns. Sensações de ansiedade ou pânico, incluindo sentimentos de estar preso ou perder o controle, também podem acontecer com frequência.
Para a sorte de quem é diagnosticado com misofonia, o futuro parece próspero. Atualmente, algumas clínicas de misofonia já existem nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo. Inclusive, tratamentos como distração auditiva, utilizando ruído branco, fones de ouvido, ou terapia cognitiva-comportamental mostraram algum sucesso na melhoria dos sintomas.
Misofonia: a doença que faz qualquer som virar um sofrimento físico - Mega Curioso. Adaptado.
A misofonia pode causar uma reação a sons, como gotas de água, mastigação, chiclete ou ruídos repetitivos, como batidas de lápis.
De acordo com o texto, quais são os sintomas mais comuns da misofonia?
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 31 a 35.
Misofonia: a doença que faz qualquer som virar um sofrimento físico
Para a maioria das pessoas, ouvir sons como o de uma pessoa respirando perto de você, cachorros latindo na vizinha ou qualquer outro ruído corriqueiro não costuma ser um grande problema. No entanto, há quem realmente fique louco só de ter que escutar esses mínimos barulhos por alguns segundos.
Ou seja, sons que outras pessoas nem notam podem causar uma crise sem precedentes para determinados indivíduos. O nome desse problema é misofonia, uma síndrome bastante rara que causa extrema sensibilidade a sons específicos, sendo mais comum em pessoas com certas condições de saúde prévias.
A misofonia é o nome da condição sofrida por pessoas que se afetam emocionalmente por alguns sons comuns no dia a dia, seja os exemplos citados anteriormente ou outros que parecem passar desapercebidos por outros indivíduos. Quando esse gatilho é acionado, é comum que o paciente crie uma resposta de luta ou fuga ao áudio que está ouvindo.
Isso pode ser manifestado por meio de ataques de raiva ou uma grande vontade de fugir daquele ambiente. Como a misofonia é uma síndrome pouco estudada pela medicina até hoje, não se sabe ao certo o quão comum ela de fato é. Contudo, é sabido que esse problema afeta alguns mais do que outros e pode causar isolamento social.
Pacientes que sofrem de misofonia se sentem envergonhados geralmente por suas reações e não costumam expressar isso para profissionais de saúde. No entanto, é válido destacar que esse é um distúrbio neurológico real e que compromete seriamente o funcionamento, a socialização e a saúde de um ser humano. Por fim, estima-se que tal síndrome costuma aparecer por volta dos doze anos de idade.
Com o passar dos anos, novas pesquisas têm surgido a respeito da misofonia para tentar identificar suas causas. Estudos conduzidos por pesquisadores britânicos em um grupo de vinte adultos que sofrem da síndrome e vinte e dois que não a possuem, mostram que os sintomas mais comuns são o desconforto com diferentes sons, sons universalmente perturbadores e sons neutros.
Sons de pessoas mastigando, respirando alto e choros de bebê aparecem como os mais incômodos para quem sofre com esse distúrbio. De acordo com os estudiosos, isso confirma que as pessoas misofônicas são muito mais afetadas por sons de gatilho específicos do que outros indivíduos, mas não se diferem tanto em relação a outros tipos de som.
Os estudos também mostram que esses pacientes apresentam sinais de estresse muito maiores — como aumento de suor e frequência cardíaca — aos sons desencadeantes de comer e respirar do que aqueles considerados comuns. Sensações de ansiedade ou pânico, incluindo sentimentos de estar preso ou perder o controle, também podem acontecer com frequência.
Para a sorte de quem é diagnosticado com misofonia, o futuro parece próspero. Atualmente, algumas clínicas de misofonia já existem nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo. Inclusive, tratamentos como distração auditiva, utilizando ruído branco, fones de ouvido, ou terapia cognitiva-comportamental mostraram algum sucesso na melhoria dos sintomas.
Misofonia: a doença que faz qualquer som virar um sofrimento físico - Mega Curioso. Adaptado.
Misofonia refere-se a uma condição em que há uma forte aversão a certos sons, em resposta aos quais a pessoa relata experiências emocionais desagradáveis e excitação autonômica.
Qual é o principal sintoma da misofonia, de acordo com o texto, e como ele afeta os indivíduos que sofrem desse problema?
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox
digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos
negativos que já foram amplamente descritos pelos
cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o
5 distanciamento dessas plataformas também pode
diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos
usuários.
Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a
reduzir as experiências negativas – como comparação
10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por
outro, o jejum também minora ações que trazem
sensações de recompensa social, como likes, crescimento
do número de seguidores e mensagens positivas.
O resultado surpreendeu os próprios cientistas
15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação
como inesperada.
"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos
positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de
experiências socialmente gratificantes das redes sociais",
20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é
professor do departamento de psicologia da Universidade
de Durham, no Reino Unido.
"As nossas descobertas sugerem que as redes
oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção
25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções
positivas, porque essas recompensas já não estão
disponíveis", diz o cientista.
O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na
revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda
30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que
avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a
questionários em que os próprios participantes mensuram
e descrevem seus sentimentos.
Em muitos dos trabalhados dessa área, a
35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta
para medir os efeitos psicológicos.
Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por
mesclar esses questionários com diversas abordagens,
incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal
40 era captar certas consequências implícitas da abstinência
das redes.
"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma
realista, os efeitos da redução do consumo [das redes
sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um
45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.
Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus
smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma
avaliação mais naturalista do humor e dos
comportamentos", descreve Niklas Ihssen.
50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma
avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do
experimento, o grupo avaliado respondia a um
questionário mais abrangente.
Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer
55 visitas também a um laboratório da Universidade de
Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados
que mensuravam outras componentes, como percepção
temporal e de esforço e a reação a estímulos.
Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma
60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.
Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes
sociais e a desabilitarem as notificações, eles não
precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.
Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos
65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros
dispositivos para acessar as redes. Essa configuração
permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais
"recaídas" no uso das ferramentas.
No próprio experimento, aliás, vários participantes
70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51
envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios
durante os sete dias determinados. A maioria, porém,
reduziu drasticamente o uso.
A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi
75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o
recrutamento para o experimento.
"Os participantes precisavam estar preparados para
se absterem das redes sociais durante uma semana, e
muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os
80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO
[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em
inglês]", diz o autor.
Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total
tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode
85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,
saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de
30 minutos durante o experimento.
O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,
os participantes também não tiveram manifestações
90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de
abstinência.
"Em última análise, os nossos resultados implicam
que é possível reduzir substancialmente o uso das redes
sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e
95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,
parece difícil abster-se completamente", completa o
autor.
(Giuliana Miranda.
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)
Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por mesclar esses questionários com diversas abordagens, incluindo experiências em laboratório. (L.37-39)
O termo sublinhado no período acima desempenha papel
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox
digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos
negativos que já foram amplamente descritos pelos
cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o
5 distanciamento dessas plataformas também pode
diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos
usuários.
Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a
reduzir as experiências negativas – como comparação
10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por
outro, o jejum também minora ações que trazem
sensações de recompensa social, como likes, crescimento
do número de seguidores e mensagens positivas.
O resultado surpreendeu os próprios cientistas
15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação
como inesperada.
"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos
positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de
experiências socialmente gratificantes das redes sociais",
20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é
professor do departamento de psicologia da Universidade
de Durham, no Reino Unido.
"As nossas descobertas sugerem que as redes
oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção
25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções
positivas, porque essas recompensas já não estão
disponíveis", diz o cientista.
O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na
revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda
30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que
avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a
questionários em que os próprios participantes mensuram
e descrevem seus sentimentos.
Em muitos dos trabalhados dessa área, a
35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta
para medir os efeitos psicológicos.
Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por
mesclar esses questionários com diversas abordagens,
incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal
40 era captar certas consequências implícitas da abstinência
das redes.
"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma
realista, os efeitos da redução do consumo [das redes
sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um
45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.
Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus
smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma
avaliação mais naturalista do humor e dos
comportamentos", descreve Niklas Ihssen.
50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma
avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do
experimento, o grupo avaliado respondia a um
questionário mais abrangente.
Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer
55 visitas também a um laboratório da Universidade de
Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados
que mensuravam outras componentes, como percepção
temporal e de esforço e a reação a estímulos.
Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma
60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.
Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes
sociais e a desabilitarem as notificações, eles não
precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.
Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos
65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros
dispositivos para acessar as redes. Essa configuração
permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais
"recaídas" no uso das ferramentas.
No próprio experimento, aliás, vários participantes
70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51
envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios
durante os sete dias determinados. A maioria, porém,
reduziu drasticamente o uso.
A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi
75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o
recrutamento para o experimento.
"Os participantes precisavam estar preparados para
se absterem das redes sociais durante uma semana, e
muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os
80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO
[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em
inglês]", diz o autor.
Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total
tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode
85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,
saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de
30 minutos durante o experimento.
O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,
os participantes também não tiveram manifestações
90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de
abstinência.
"Em última análise, os nossos resultados implicam
que é possível reduzir substancialmente o uso das redes
sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e
95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,
parece difícil abster-se completamente", completa o
autor.
(Giuliana Miranda.
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)
Essa configuração permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais "recaídas" no uso das ferramentas. (L.66-68)
O termo entre aspas no período acima agrega um valor semântico não explícito no texto como um todo.
Nesse sentido, assinale a alternativa em que se indique corretamente o universo de sentido que é evocado pelo termo.
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox
digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos
negativos que já foram amplamente descritos pelos
cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o
5 distanciamento dessas plataformas também pode
diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos
usuários.
Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a
reduzir as experiências negativas – como comparação
10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por
outro, o jejum também minora ações que trazem
sensações de recompensa social, como likes, crescimento
do número de seguidores e mensagens positivas.
O resultado surpreendeu os próprios cientistas
15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação
como inesperada.
"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos
positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de
experiências socialmente gratificantes das redes sociais",
20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é
professor do departamento de psicologia da Universidade
de Durham, no Reino Unido.
"As nossas descobertas sugerem que as redes
oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção
25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções
positivas, porque essas recompensas já não estão
disponíveis", diz o cientista.
O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na
revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda
30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que
avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a
questionários em que os próprios participantes mensuram
e descrevem seus sentimentos.
Em muitos dos trabalhados dessa área, a
35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta
para medir os efeitos psicológicos.
Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por
mesclar esses questionários com diversas abordagens,
incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal
40 era captar certas consequências implícitas da abstinência
das redes.
"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma
realista, os efeitos da redução do consumo [das redes
sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um
45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.
Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus
smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma
avaliação mais naturalista do humor e dos
comportamentos", descreve Niklas Ihssen.
50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma
avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do
experimento, o grupo avaliado respondia a um
questionário mais abrangente.
Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer
55 visitas também a um laboratório da Universidade de
Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados
que mensuravam outras componentes, como percepção
temporal e de esforço e a reação a estímulos.
Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma
60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.
Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes
sociais e a desabilitarem as notificações, eles não
precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.
Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos
65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros
dispositivos para acessar as redes. Essa configuração
permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais
"recaídas" no uso das ferramentas.
No próprio experimento, aliás, vários participantes
70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51
envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios
durante os sete dias determinados. A maioria, porém,
reduziu drasticamente o uso.
A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi
75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o
recrutamento para o experimento.
"Os participantes precisavam estar preparados para
se absterem das redes sociais durante uma semana, e
muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os
80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO
[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em
inglês]", diz o autor.
Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total
tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode
85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,
saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de
30 minutos durante o experimento.
O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,
os participantes também não tiveram manifestações
90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de
abstinência.
"Em última análise, os nossos resultados implicam
que é possível reduzir substancialmente o uso das redes
sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e
95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,
parece difícil abster-se completamente", completa o
autor.
(Giuliana Miranda.
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos negativos que já foram amplamente descritos pelos cientistas. (L.1-4)
O nome popular para “dar um tempo das redes sociais” constitui, como no período acima, exemplo de
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox
digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos
negativos que já foram amplamente descritos pelos
cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o
5 distanciamento dessas plataformas também pode
diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos
usuários.
Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a
reduzir as experiências negativas – como comparação
10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por
outro, o jejum também minora ações que trazem
sensações de recompensa social, como likes, crescimento
do número de seguidores e mensagens positivas.
O resultado surpreendeu os próprios cientistas
15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação
como inesperada.
"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos
positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de
experiências socialmente gratificantes das redes sociais",
20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é
professor do departamento de psicologia da Universidade
de Durham, no Reino Unido.
"As nossas descobertas sugerem que as redes
oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção
25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções
positivas, porque essas recompensas já não estão
disponíveis", diz o cientista.
O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na
revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda
30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que
avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a
questionários em que os próprios participantes mensuram
e descrevem seus sentimentos.
Em muitos dos trabalhados dessa área, a
35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta
para medir os efeitos psicológicos.
Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por
mesclar esses questionários com diversas abordagens,
incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal
40 era captar certas consequências implícitas da abstinência
das redes.
"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma
realista, os efeitos da redução do consumo [das redes
sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um
45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.
Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus
smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma
avaliação mais naturalista do humor e dos
comportamentos", descreve Niklas Ihssen.
50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma
avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do
experimento, o grupo avaliado respondia a um
questionário mais abrangente.
Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer
55 visitas também a um laboratório da Universidade de
Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados
que mensuravam outras componentes, como percepção
temporal e de esforço e a reação a estímulos.
Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma
60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.
Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes
sociais e a desabilitarem as notificações, eles não
precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.
Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos
65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros
dispositivos para acessar as redes. Essa configuração
permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais
"recaídas" no uso das ferramentas.
No próprio experimento, aliás, vários participantes
70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51
envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios
durante os sete dias determinados. A maioria, porém,
reduziu drasticamente o uso.
A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi
75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o
recrutamento para o experimento.
"Os participantes precisavam estar preparados para
se absterem das redes sociais durante uma semana, e
muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os
80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO
[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em
inglês]", diz o autor.
Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total
tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode
85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,
saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de
30 minutos durante o experimento.
O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,
os participantes também não tiveram manifestações
90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de
abstinência.
"Em última análise, os nossos resultados implicam
que é possível reduzir substancialmente o uso das redes
sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e
95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,
parece difícil abster-se completamente", completa o
autor.
(Giuliana Miranda.
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)
O texto, em relação ao seu propósito de composição, apresenta natureza
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox
digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos
negativos que já foram amplamente descritos pelos
cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o
5 distanciamento dessas plataformas também pode
diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos
usuários.
Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a
reduzir as experiências negativas – como comparação
10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por
outro, o jejum também minora ações que trazem
sensações de recompensa social, como likes, crescimento
do número de seguidores e mensagens positivas.
O resultado surpreendeu os próprios cientistas
15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação
como inesperada.
"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos
positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de
experiências socialmente gratificantes das redes sociais",
20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é
professor do departamento de psicologia da Universidade
de Durham, no Reino Unido.
"As nossas descobertas sugerem que as redes
oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção
25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções
positivas, porque essas recompensas já não estão
disponíveis", diz o cientista.
O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na
revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda
30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que
avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a
questionários em que os próprios participantes mensuram
e descrevem seus sentimentos.
Em muitos dos trabalhados dessa área, a
35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta
para medir os efeitos psicológicos.
Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por
mesclar esses questionários com diversas abordagens,
incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal
40 era captar certas consequências implícitas da abstinência
das redes.
"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma
realista, os efeitos da redução do consumo [das redes
sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um
45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.
Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus
smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma
avaliação mais naturalista do humor e dos
comportamentos", descreve Niklas Ihssen.
50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma
avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do
experimento, o grupo avaliado respondia a um
questionário mais abrangente.
Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer
55 visitas também a um laboratório da Universidade de
Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados
que mensuravam outras componentes, como percepção
temporal e de esforço e a reação a estímulos.
Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma
60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.
Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes
sociais e a desabilitarem as notificações, eles não
precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.
Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos
65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros
dispositivos para acessar as redes. Essa configuração
permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais
"recaídas" no uso das ferramentas.
No próprio experimento, aliás, vários participantes
70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51
envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios
durante os sete dias determinados. A maioria, porém,
reduziu drasticamente o uso.
A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi
75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o
recrutamento para o experimento.
"Os participantes precisavam estar preparados para
se absterem das redes sociais durante uma semana, e
muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os
80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO
[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em
inglês]", diz o autor.
Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total
tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode
85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,
saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de
30 minutos durante o experimento.
O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,
os participantes também não tiveram manifestações
90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de
abstinência.
"Em última análise, os nossos resultados implicam
que é possível reduzir substancialmente o uso das redes
sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e
95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,
parece difícil abster-se completamente", completa o
autor.
(Giuliana Miranda.
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)
Em relação às ideias do texto, analise as afirmativas a seguir:
I. A abstinência em relação às redes sociais provoca um duplo efeito: ao mesmo tempo em que protege o indivíduo de sentimentos negativos, pode levá-lo a sofrer pela ausência de recompensas positivas.
II. Um dos motivos para a não adesão à pesquisa foi a justificativa de não ficar longe das redes sociais, e isso prejudicou largamente os resultados obtidos, pela falta de representatividade.
III. A permanência dos aplicativos nos celulares possibilitou o monitoramento de recaídas dos participantes, ao mesmo tempo em que não tornava necessário buscar outros aparelhos caso não resistissem ao experimento.
Assinale
A frase “Muitas são as pessoas ilustres em cuja honestidade não acreditamos.” continuará GRAMATICALMENTE CORRETA caso se substitua o elemento sublinhado por:
Considerando-se o uso adequado dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Você não comprou tudo o que pedI. Posso saber ________?
A casa ________ passamos há pouco parece com a casa da minha mãe.
Muitos foram os estudiosos que contribuíram para a definição do que é a moral humana. O filósofo e escritor Adolfo Sánchez Vázquez se acercou ao tema em seu livro Ética, publicado em 1984, no qual define a moral como um conjunto de normas aceitas — livre e conscientemente — que regulam o comportamento individual e social das pessoas.
O conceito de moral não deve, porém, ser confundido com o de ética, que é a teoria (ou a ciência) do comportamento moral das pessoas na sociedade.
O filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, doutor em Educação pela Pontifícia Universitária Católica de São Paulo (PUC-SP) e referência brasileira em discussões sobre o tema, explica que a ética é sempre coletiva, enquanto a moral pode ser individual.
“A ética é o conjunto de princípios e valores que usamos para decidir a nossa conduta social. Só se fala em ética porque homens, mulheres vivemos em coletividade. Se eu fosse sozinho, não existiria a questão da ética. A moral é a prática, portanto, existe moral individual. A ética é o conjunto de princípios de convivência, portanto, não existe ética individual”, explica Cortella, em artigo publicado no seu site oficial.
De acordo com a Enciclopédia Britânica (uma plataforma de dados voltada para a educação do Reino Unido), todas as sociedades têm regras morais que determinam ou proíbem certos tipos de ações. Essas proibições costumam vir acompanhadas de punições para garantir a obediência à norma.
Normalmente, são normas ligadas a questões como organização familiar, deveres individuais, liberdade sexual (a possibilidade de expressar a sua sexualidade), direitos de propriedade, verdade e o cumprimento de promessas.
Para o filósofo Sánchez Vázquez, o significado, a função e a validade dessas regras variam de acordo com o período da História e da sociedade em questão. Logo, a moral da Antiguidade é diferente da moral feudal ou da moral burguesa.
O autor diz que a moral tem um caráter social, fazendo com que os indivíduos se submetam a princípios, normas ou valores estabelecidos socialmente.
Além disso, a moral cumpre a função de regular as relações entre as pessoas para assegurar a ordem social.
Em resumo, ainda que a moral mude historicamente, ela cumpre um serviço comum a todas as épocas: fazer com que os atos dos indivíduos estejam de acordo com o que uma sociedade (ou um setor específico dela) enxerga como favorável ou positivo.
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
A respeito da distinção entre moral e ética a partir do filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, apresentada no 4º parágrafo do texto, analisar os itens abaixo:
I. A convivência em sociedade é condição imprescindível para a existência da questão ética.
II. Observa-se a existência de moral individual, ao contrário da ética, que sempre envolve a dimensão coletiva.
III. A conduta social é guiada pela ética, sem que os indivíduos tenham poder de escolha.
Está(ão) CORRETO(S):