Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 91.837 questões

Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAAM Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Administração | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia de Pesca | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Elétrica | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Florestal | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Análise de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Biologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Ciências Contábeis | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Civil | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Geologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Antropologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Direito (Bacharel) | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Agronômica | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Medicina Veterinária | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Pedagogia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Sociologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Ambiental/Sanitarista |
Q3972892 Português

Texto CG1A1


    O estudo das mudanças climáticas é essencial para a compreensão dos impactos decorrentes das atividades antrópicas sobre o sistema climático global, que provocam alterações significativas nos padrões climáticos, resultantes, principalmente, do aumento das concentrações de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (CO₂) e o metano (CH₄). Tais emissões decorrem de múltiplas fontes, destacando-se a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a adoção de práticas agrícolas ambientalmente insustentáveis.


    A relevância desse tema torna-se ainda mais evidente à luz dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU, os quais buscam promover um modelo de desenvolvimento sustentável em escala global. Nesse contexto, o ODS 13 — ação contra a mudança global do clima — destaca a necessidade de incorporação de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nas políticas públicas e nos processos produtivos e socioeconômicos. Ademais, os efeitos das mudanças climáticas repercutem diretamente em outros ODS, como a erradicação da pobreza (ODS 1), a segurança alimentar (ODS 2) e a promoção da saúde e do bem-estar (ODS 3), o que evidencia a natureza transversal das questões climáticas e sua estreita relação com o desenvolvimento sustentável. 


    As mudanças climáticas são impulsionadas por uma combinação de fatores naturais e antrópicos — feitos pelo ser humano ou resultantes de suas ações —, sendo as atividades humanas as principais responsáveis pelo aquecimento global observado nas últimas décadas.


    Gases como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxidos de nitrogênio (NOx) são fundamentais para o crescimento do efeito estufa, um processo natural que mantém a Terra aquecida. No entanto, as concentrações desses gases aumentaram significativamente devido a atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, processos industriais e processos ligados à agricultura ⸺ um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global.


    O desmatamento, especialmente em florestas tropicais, contribui para as mudanças climáticas ao reduzir a capacidade de absorção de CO2 pelas árvores. Além disso, a conversão de áreas florestais em terras agrícolas ou em concentrações urbanas libera o carbono armazenado no solo, agravando ainda mais o problema.


    A expansão urbana desordenada, frequentemente conduzida sem o devido planejamento, tem provocado o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Esse processo de urbanização também intensifica o consumo de energia, o fluxo de veículos e a produção de resíduos, agravando a poluição atmosférica e a degradação ambiental. Além disso, cidades mal planejadas tornam-se mais suscetíveis a desastres, potencializando os efeitos das mudanças climáticas. Esses impactos recaem de forma desproporcional sobre populações socialmente vulneráveis, que, em geral, são as que menos contribuem para as emissões. A escassez de recursos para adaptação às mudanças climáticas aprofunda as desigualdades sociais e econômicas, gerando consequências severas para a saúde pública, a segurança alimentar e o acesso à água.


    A compreensão das mudanças climáticas é estratégica não apenas para a proteção dos ecossistemas, mas também para a garantia da qualidade de vida das gerações presentes e futuras. A produção científica e a disseminação do conhecimento técnico sobre o tema são fundamentais para subsidiar a formulação de políticas públicas eficazes e fortalecer a conscientização da sociedade, possibilitando o enfrentamento dos desafios decorrentes de um sistema climático em contínua transformação.


    Nesse contexto, a educação ambiental e técnica assume papel central na capacitação de indivíduos e comunidades para a tomada de decisões embasadas em critérios científicos e socioambientais. A ampliação da consciência quanto à conservação ambiental, ao uso sustentável dos recursos naturais e à redução da pegada de carbono favorece a adoção de práticas e comportamentos alinhados aos princípios da sustentabilidade.


    Em síntese, trata-se de um desafio de elevada complexidade, marcado pela interdependência de múltiplos fatores, que demanda ações coordenadas em diferentes níveis de governança. Tal enfrentamento pressupõe o aprimoramento de políticas públicas, o estímulo à inovação tecnológica e o fortalecimento do compromisso social em prol de um modelo de desenvolvimento sustentável.



Internet: www.creasp.org.br (com adaptações).

Assinale a opção em que é corretamente indicado vocábulo sinônimo da palavra “contínua”, em seu uso no trecho “desafios decorrentes de um sistema climático em contínua transformação” (último período do sétimo parágrafo do texto CG1A1).
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAAM Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Administração | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia de Pesca | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Elétrica | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Florestal | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Análise de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Biologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Ciências Contábeis | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Civil | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Geologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Antropologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Direito (Bacharel) | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Agronômica | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Medicina Veterinária | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Pedagogia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Sociologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Ambiental/Sanitarista |
Q3972891 Português

Texto CG1A1


    O estudo das mudanças climáticas é essencial para a compreensão dos impactos decorrentes das atividades antrópicas sobre o sistema climático global, que provocam alterações significativas nos padrões climáticos, resultantes, principalmente, do aumento das concentrações de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (CO₂) e o metano (CH₄). Tais emissões decorrem de múltiplas fontes, destacando-se a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a adoção de práticas agrícolas ambientalmente insustentáveis.


    A relevância desse tema torna-se ainda mais evidente à luz dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU, os quais buscam promover um modelo de desenvolvimento sustentável em escala global. Nesse contexto, o ODS 13 — ação contra a mudança global do clima — destaca a necessidade de incorporação de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nas políticas públicas e nos processos produtivos e socioeconômicos. Ademais, os efeitos das mudanças climáticas repercutem diretamente em outros ODS, como a erradicação da pobreza (ODS 1), a segurança alimentar (ODS 2) e a promoção da saúde e do bem-estar (ODS 3), o que evidencia a natureza transversal das questões climáticas e sua estreita relação com o desenvolvimento sustentável. 


    As mudanças climáticas são impulsionadas por uma combinação de fatores naturais e antrópicos — feitos pelo ser humano ou resultantes de suas ações —, sendo as atividades humanas as principais responsáveis pelo aquecimento global observado nas últimas décadas.


    Gases como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxidos de nitrogênio (NOx) são fundamentais para o crescimento do efeito estufa, um processo natural que mantém a Terra aquecida. No entanto, as concentrações desses gases aumentaram significativamente devido a atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, processos industriais e processos ligados à agricultura ⸺ um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global.


    O desmatamento, especialmente em florestas tropicais, contribui para as mudanças climáticas ao reduzir a capacidade de absorção de CO2 pelas árvores. Além disso, a conversão de áreas florestais em terras agrícolas ou em concentrações urbanas libera o carbono armazenado no solo, agravando ainda mais o problema.


    A expansão urbana desordenada, frequentemente conduzida sem o devido planejamento, tem provocado o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Esse processo de urbanização também intensifica o consumo de energia, o fluxo de veículos e a produção de resíduos, agravando a poluição atmosférica e a degradação ambiental. Além disso, cidades mal planejadas tornam-se mais suscetíveis a desastres, potencializando os efeitos das mudanças climáticas. Esses impactos recaem de forma desproporcional sobre populações socialmente vulneráveis, que, em geral, são as que menos contribuem para as emissões. A escassez de recursos para adaptação às mudanças climáticas aprofunda as desigualdades sociais e econômicas, gerando consequências severas para a saúde pública, a segurança alimentar e o acesso à água.


    A compreensão das mudanças climáticas é estratégica não apenas para a proteção dos ecossistemas, mas também para a garantia da qualidade de vida das gerações presentes e futuras. A produção científica e a disseminação do conhecimento técnico sobre o tema são fundamentais para subsidiar a formulação de políticas públicas eficazes e fortalecer a conscientização da sociedade, possibilitando o enfrentamento dos desafios decorrentes de um sistema climático em contínua transformação.


    Nesse contexto, a educação ambiental e técnica assume papel central na capacitação de indivíduos e comunidades para a tomada de decisões embasadas em critérios científicos e socioambientais. A ampliação da consciência quanto à conservação ambiental, ao uso sustentável dos recursos naturais e à redução da pegada de carbono favorece a adoção de práticas e comportamentos alinhados aos princípios da sustentabilidade.


    Em síntese, trata-se de um desafio de elevada complexidade, marcado pela interdependência de múltiplos fatores, que demanda ações coordenadas em diferentes níveis de governança. Tal enfrentamento pressupõe o aprimoramento de políticas públicas, o estímulo à inovação tecnológica e o fortalecimento do compromisso social em prol de um modelo de desenvolvimento sustentável.



Internet: www.creasp.org.br (com adaptações).

A palavra “vulneráveis”, em “populações socialmente vulneráveis” (quarto período do sexto parágrafo do texto CG1A1), é empregada com o sentido de
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAAM Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Administração | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia de Pesca | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Elétrica | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Florestal | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Análise de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Biologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Ciências Contábeis | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Civil | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Geologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Antropologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Direito (Bacharel) | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Agronômica | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Medicina Veterinária | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Pedagogia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Sociologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Ambiental/Sanitarista |
Q3972890 Português

Texto CG1A1


    O estudo das mudanças climáticas é essencial para a compreensão dos impactos decorrentes das atividades antrópicas sobre o sistema climático global, que provocam alterações significativas nos padrões climáticos, resultantes, principalmente, do aumento das concentrações de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (CO₂) e o metano (CH₄). Tais emissões decorrem de múltiplas fontes, destacando-se a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a adoção de práticas agrícolas ambientalmente insustentáveis.


    A relevância desse tema torna-se ainda mais evidente à luz dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU, os quais buscam promover um modelo de desenvolvimento sustentável em escala global. Nesse contexto, o ODS 13 — ação contra a mudança global do clima — destaca a necessidade de incorporação de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nas políticas públicas e nos processos produtivos e socioeconômicos. Ademais, os efeitos das mudanças climáticas repercutem diretamente em outros ODS, como a erradicação da pobreza (ODS 1), a segurança alimentar (ODS 2) e a promoção da saúde e do bem-estar (ODS 3), o que evidencia a natureza transversal das questões climáticas e sua estreita relação com o desenvolvimento sustentável. 


    As mudanças climáticas são impulsionadas por uma combinação de fatores naturais e antrópicos — feitos pelo ser humano ou resultantes de suas ações —, sendo as atividades humanas as principais responsáveis pelo aquecimento global observado nas últimas décadas.


    Gases como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxidos de nitrogênio (NOx) são fundamentais para o crescimento do efeito estufa, um processo natural que mantém a Terra aquecida. No entanto, as concentrações desses gases aumentaram significativamente devido a atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, processos industriais e processos ligados à agricultura ⸺ um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global.


    O desmatamento, especialmente em florestas tropicais, contribui para as mudanças climáticas ao reduzir a capacidade de absorção de CO2 pelas árvores. Além disso, a conversão de áreas florestais em terras agrícolas ou em concentrações urbanas libera o carbono armazenado no solo, agravando ainda mais o problema.


    A expansão urbana desordenada, frequentemente conduzida sem o devido planejamento, tem provocado o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Esse processo de urbanização também intensifica o consumo de energia, o fluxo de veículos e a produção de resíduos, agravando a poluição atmosférica e a degradação ambiental. Além disso, cidades mal planejadas tornam-se mais suscetíveis a desastres, potencializando os efeitos das mudanças climáticas. Esses impactos recaem de forma desproporcional sobre populações socialmente vulneráveis, que, em geral, são as que menos contribuem para as emissões. A escassez de recursos para adaptação às mudanças climáticas aprofunda as desigualdades sociais e econômicas, gerando consequências severas para a saúde pública, a segurança alimentar e o acesso à água.


    A compreensão das mudanças climáticas é estratégica não apenas para a proteção dos ecossistemas, mas também para a garantia da qualidade de vida das gerações presentes e futuras. A produção científica e a disseminação do conhecimento técnico sobre o tema são fundamentais para subsidiar a formulação de políticas públicas eficazes e fortalecer a conscientização da sociedade, possibilitando o enfrentamento dos desafios decorrentes de um sistema climático em contínua transformação.


    Nesse contexto, a educação ambiental e técnica assume papel central na capacitação de indivíduos e comunidades para a tomada de decisões embasadas em critérios científicos e socioambientais. A ampliação da consciência quanto à conservação ambiental, ao uso sustentável dos recursos naturais e à redução da pegada de carbono favorece a adoção de práticas e comportamentos alinhados aos princípios da sustentabilidade.


    Em síntese, trata-se de um desafio de elevada complexidade, marcado pela interdependência de múltiplos fatores, que demanda ações coordenadas em diferentes níveis de governança. Tal enfrentamento pressupõe o aprimoramento de políticas públicas, o estímulo à inovação tecnológica e o fortalecimento do compromisso social em prol de um modelo de desenvolvimento sustentável.



Internet: www.creasp.org.br (com adaptações).

A correção gramatical e os sentidos do texto CG1A1 seriam preservados caso a expressão “resulta em”, no trecho “um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global” (último período do quarto parágrafo), fosse substituída por
Alternativas
Q3972817 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Fim da escala 6×1 e combate ao feminicídio ganham as ruas do Carnaval de Salvador na tradicional Mudança do Garcia

A irreverência, alegria e luta popular ganharam mais força em Salvador nesta segunda-feira (16) com a tradicional Mudança do Garcia. A manifestação, que é a mais antiga do Carnaval da Bahia, completa oficialmente 96 anos e reúne gerações que percorrem o Circuito Riachão — do Largo do Garcia até o Campo Grande — no ritmo de blocos percussivos, charangas e minitrios. Para os sindicatos, que também desfilam juntos na festa, este ano a defesa do fim da escala 6×1 e o enfrentamento ao feminicídio são algumas das principais bandeiras de luta que ganham as ruas durante a folia. [...]

(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/02/16/fim-da-escala-6x1-e-comba te-ao-feminicidio-ganham-as-ruas-do-carnaval-de-salvador-na-tradicion al-mudanca-do-garcia/. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)
A partir da leitura e interpretação do texto e da mobilização de seus conhecimentos prévios, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O Carnaval é um evento que ultrapassa a festividade e se torna espaço de lutas sociais.
(__)Os temas sociais do Carnaval em Salvador foram unicamente "fim da escala 6x1" e a luta contra o feminicídio.
(__)Mudança do Garcia é o nome da mais antiga manifestação carnavalesca da Bahia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3972813 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estresse, privação de sono e alterações climáticas podem desencadear crises de enxaqueca

Muitos fatores podem desencadear uma crise de enxaqueca. Questão hormonal, pouco sono, estresse, determinados alimentos e alterações climáticas são alguns desses gatilhos. A crise de enxaqueca costuma ter um início súbito, com uma dor pulsante e latejante só de um lado da cabeça. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, essa crise pode durar de 4 _________ 72 horas. Entre os impactos para a vida de quem sofre com crises de enxaqueca estão: sensibilidade __________ ruídos, perda de concentração, danos __________ relações sociais e má qualidade do sono.

(Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/viva-voce/noticia/2021/12/30/estresse-pr ivacao-de-sono-e-alteracoes-climaticas-podem-desencadear-crises-deenxaqueca.ghtml. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Pelas características do texto e de seu conteúdo, o objetivo central dele é transmitir informações a respeito da enxaqueca.
(__)A respeito do tema tratado, o autor do texto escolhe focar em três aspectos: o que provoca, os sintomas e as consequências da enxaqueca.
(__)Para amenizar o tom do texto e não chocar quem o lê, o autor utiliza linguagem figurada (sentido conotativo) em vários momentos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3972756 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ciência e desigualdade: custos invisíveis e efeito tesoura afastam mulheres da carreira científica 

Mesmo sendo maioria na graduação e pós, pesquisadoras enfrentam hiperprodutividade, penalizações por parentalidade e avaliações quantitativas que ignoram contextos.

O dia 11 de fevereiro, Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, costuma ser marcado por balanços. Quantas somos, onde estamos, o quanto avançamos. Esses números importam e continuam sendo necessários. Eles revelam desigualdades persistentes e ajudam a sustentar reivindicações por políticas públicas. Mas há um limite para o que esses dados, sozinhos, conseguem explicar. Saber quantas mulheres e meninas estão na ciência não nos diz, por si só, como a ciência opera para produzir essas distribuições nem quais mecanismos sustentam essas trajetórias ao longo do tempo. 

Desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas

A presença de mulheres na ciência é frequentemente tratada como um problema de volume. Mais acesso, mais permanência, mais representatividade. Essa lógica pressupõe que o principal desafio seja aumentar números. No entanto, quando observamos com atenção as experiências concretas de mulheres e meninas na ciência, o que aparece não é apenas uma questão de quantidade, mas de forma. Não apenas quem entra ou quem sai, mas como a ciência é vivida enquanto se entra, enquanto se tenta permanecer e enquanto se decide seguir ou não.

O acesso à ciência nunca foi distribuído de maneira homogênea. Ele é atravessado por desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas que se constroem muito antes da universidade.[...] Mesmo quando o acesso formal se amplia, isso não significa que as condições para seguir na ciência estejam garantidas. No Brasil, mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação, mas essa presença numérica convive com assimetrias importantes.

Há diferenças persistentes entre áreas do conhecimento, além da perda significativa das mulheres ao longo da carreira. A ciência se organiza como um percurso longo, cumulativo e altamente seletivo. Avaliações sucessivas, prazos rígidos, métricas quantitativas e expectativas de produtividade contínua operam como filtros permanentes. O chamado efeito tesoura não é apenas um gráfico que mostra menos mulheres nos níveis mais altos da carreira. Ele expressa um sistema que desgasta progressivamente e no qual a exclusão acontece por acúmulo.

Muitas trajetórias não são interrompidas por um único evento, mas por um conjunto de pequenas penalizações que tornam a permanência cada vez mais custosa. Além disso, desigualdades de raça e deficiência são presentes e gritantes. Mulheres negras e indígenas seguem sub representadas na ciência, especialmente nos espaços de maior poder e prestígio. Pessoas com deficiência, em especial mulheres, permanecem quase invisíveis nesses espaços. Essas desigualdades são resultados de um sistema que molda quem consegue chegar e em que condições.

É nesse ponto que os números deixam de ser suficientes como explicação. A saída de mulheres da carreira científica não pode ser compreendida como resultado de menor dedicação ou menor capacidade. Análises longitudinais indicam que, em muitos casos, mulheres apresentam trajetórias produtivas e impacto acadêmico semelhantes aos de homens que permanecem. Ainda assim, elas deixam a carreira em proporções maiores. [...] 

O modelo dominante de excelência científica foi construído a partir da ideia de disponibilidade contínua, produção constante e trajetórias lineares. Interrupções são tratadas como desvios. Ritmos diferentes são interpretados como falta de comprometimento. A valorização da hiperprodutividade se combina com avaliações cada vez mais quantitativas, que tendem a desconsiderar contextos e transformar desigualdades estruturais em diferenças individuais de desempenho. Esse modelo favorece quem consegue sustentar longas jornadas de trabalho e quem não precisa negociar permanentemente sua legitimidade dentro das instituições.

[...]

Se quisermos ir além do que os números já nos mostram, é preciso deslocar a pergunta. Não apenas quantas mulheres e meninas estão na ciência, mas quais trajetórias são valorizadas? Que vidas são consideradas compatíveis com a prática científica? Que custos são naturalizados em nome da "excelência"?

Neste 11 de fevereiro, nosso desafio não está apenas em produzir novos balanços, mas sim em questionar os modos de funcionamento que fazem com que esses balanços se repitam ano após ano. Repensar a ciência a partir das experiências de mulheres e meninas não é apenas uma questão de equidade. É uma forma de ampliar o próprio horizonte do conhecimento científico, tornando a ciência mais atenta às realidades sociais que ela própria pretende compreender e transformar. 

(Disponível em:
https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/02/11/ciencia-e-desigualdadecustos-invisiveis-e-efeito-tesoura-afastam-mulheres-da-carreira-cientifica.ghtml. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)
Após a leitura atenta do texto e da mobilização de conhecimentos, analise as sentenças a seguir:
I.Mais do que quantificar o número de mulheres na ciência, é preciso compreender como a ciência opera para produzir a distribuição das presenças de homens e mulheres e quais mecanismos sustentam essas trajetórias ao longo do tempo.
II.O acesso à ciência, que não é homogêneo, está marcado por desigualdades diversas que não se limitam à vida na universidade, mas que são construídas desde muito antes de uma pessoa ingressar esse espaço de conhecimento.
III.Segundo a reflexão, há um modelo de excelência científica que domina o contexto da ciência. Esse modelo valoriza o sujeito altamente produtivo, desconsiderando contextos e favorecendo quem consegue estar disponível para longas jornadas de trabalho.
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3972755 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ciência e desigualdade: custos invisíveis e efeito tesoura afastam mulheres da carreira científica 

Mesmo sendo maioria na graduação e pós, pesquisadoras enfrentam hiperprodutividade, penalizações por parentalidade e avaliações quantitativas que ignoram contextos.

O dia 11 de fevereiro, Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, costuma ser marcado por balanços. Quantas somos, onde estamos, o quanto avançamos. Esses números importam e continuam sendo necessários. Eles revelam desigualdades persistentes e ajudam a sustentar reivindicações por políticas públicas. Mas há um limite para o que esses dados, sozinhos, conseguem explicar. Saber quantas mulheres e meninas estão na ciência não nos diz, por si só, como a ciência opera para produzir essas distribuições nem quais mecanismos sustentam essas trajetórias ao longo do tempo. 

Desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas

A presença de mulheres na ciência é frequentemente tratada como um problema de volume. Mais acesso, mais permanência, mais representatividade. Essa lógica pressupõe que o principal desafio seja aumentar números. No entanto, quando observamos com atenção as experiências concretas de mulheres e meninas na ciência, o que aparece não é apenas uma questão de quantidade, mas de forma. Não apenas quem entra ou quem sai, mas como a ciência é vivida enquanto se entra, enquanto se tenta permanecer e enquanto se decide seguir ou não.

O acesso à ciência nunca foi distribuído de maneira homogênea. Ele é atravessado por desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas que se constroem muito antes da universidade.[...] Mesmo quando o acesso formal se amplia, isso não significa que as condições para seguir na ciência estejam garantidas. No Brasil, mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação, mas essa presença numérica convive com assimetrias importantes.

Há diferenças persistentes entre áreas do conhecimento, além da perda significativa das mulheres ao longo da carreira. A ciência se organiza como um percurso longo, cumulativo e altamente seletivo. Avaliações sucessivas, prazos rígidos, métricas quantitativas e expectativas de produtividade contínua operam como filtros permanentes. O chamado efeito tesoura não é apenas um gráfico que mostra menos mulheres nos níveis mais altos da carreira. Ele expressa um sistema que desgasta progressivamente e no qual a exclusão acontece por acúmulo.

Muitas trajetórias não são interrompidas por um único evento, mas por um conjunto de pequenas penalizações que tornam a permanência cada vez mais custosa. Além disso, desigualdades de raça e deficiência são presentes e gritantes. Mulheres negras e indígenas seguem sub representadas na ciência, especialmente nos espaços de maior poder e prestígio. Pessoas com deficiência, em especial mulheres, permanecem quase invisíveis nesses espaços. Essas desigualdades são resultados de um sistema que molda quem consegue chegar e em que condições.

É nesse ponto que os números deixam de ser suficientes como explicação. A saída de mulheres da carreira científica não pode ser compreendida como resultado de menor dedicação ou menor capacidade. Análises longitudinais indicam que, em muitos casos, mulheres apresentam trajetórias produtivas e impacto acadêmico semelhantes aos de homens que permanecem. Ainda assim, elas deixam a carreira em proporções maiores. [...] 

O modelo dominante de excelência científica foi construído a partir da ideia de disponibilidade contínua, produção constante e trajetórias lineares. Interrupções são tratadas como desvios. Ritmos diferentes são interpretados como falta de comprometimento. A valorização da hiperprodutividade se combina com avaliações cada vez mais quantitativas, que tendem a desconsiderar contextos e transformar desigualdades estruturais em diferenças individuais de desempenho. Esse modelo favorece quem consegue sustentar longas jornadas de trabalho e quem não precisa negociar permanentemente sua legitimidade dentro das instituições.

[...]

Se quisermos ir além do que os números já nos mostram, é preciso deslocar a pergunta. Não apenas quantas mulheres e meninas estão na ciência, mas quais trajetórias são valorizadas? Que vidas são consideradas compatíveis com a prática científica? Que custos são naturalizados em nome da "excelência"?

Neste 11 de fevereiro, nosso desafio não está apenas em produzir novos balanços, mas sim em questionar os modos de funcionamento que fazem com que esses balanços se repitam ano após ano. Repensar a ciência a partir das experiências de mulheres e meninas não é apenas uma questão de equidade. É uma forma de ampliar o próprio horizonte do conhecimento científico, tornando a ciência mais atenta às realidades sociais que ela própria pretende compreender e transformar. 

(Disponível em:
https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/02/11/ciencia-e-desigualdadecustos-invisiveis-e-efeito-tesoura-afastam-mulheres-da-carreira-cientifica.ghtml. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O texto em análise é um artigo de opinião em que, quem o escreveu, expõe seu ponto de vista a respeito da presença e permanência de mulheres na ciência, argumentando em torno do fato de que apenas pensar em acesso à ciência não é suficiente, é preciso analisar o contexto de acesso e também de permanência.
(__)Apesar de não haver indicativo de quem escreveu o texto, marcas linguísticas ao longo da reflexão possibilitam ao(à) leitor(a) identificar essa autoria como sendo feminina.
(__)O texto foi construído com título, subtítulo e corpo do texto. O subtítulo, neste caso, é desnecessário porque ele não cumpre sua função principal que é ampliar as informações contidas no título, logo, não retém o leitor, nem o conduz à leitura do texto.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3972753 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ciência e desigualdade: custos invisíveis e efeito tesoura afastam mulheres da carreira científica 

Mesmo sendo maioria na graduação e pós, pesquisadoras enfrentam hiperprodutividade, penalizações por parentalidade e avaliações quantitativas que ignoram contextos.

O dia 11 de fevereiro, Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, costuma ser marcado por balanços. Quantas somos, onde estamos, o quanto avançamos. Esses números importam e continuam sendo necessários. Eles revelam desigualdades persistentes e ajudam a sustentar reivindicações por políticas públicas. Mas há um limite para o que esses dados, sozinhos, conseguem explicar. Saber quantas mulheres e meninas estão na ciência não nos diz, por si só, como a ciência opera para produzir essas distribuições nem quais mecanismos sustentam essas trajetórias ao longo do tempo. 

Desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas

A presença de mulheres na ciência é frequentemente tratada como um problema de volume. Mais acesso, mais permanência, mais representatividade. Essa lógica pressupõe que o principal desafio seja aumentar números. No entanto, quando observamos com atenção as experiências concretas de mulheres e meninas na ciência, o que aparece não é apenas uma questão de quantidade, mas de forma. Não apenas quem entra ou quem sai, mas como a ciência é vivida enquanto se entra, enquanto se tenta permanecer e enquanto se decide seguir ou não.

O acesso à ciência nunca foi distribuído de maneira homogênea. Ele é atravessado por desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas que se constroem muito antes da universidade.[...] Mesmo quando o acesso formal se amplia, isso não significa que as condições para seguir na ciência estejam garantidas. No Brasil, mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação, mas essa presença numérica convive com assimetrias importantes.

Há diferenças persistentes entre áreas do conhecimento, além da perda significativa das mulheres ao longo da carreira. A ciência se organiza como um percurso longo, cumulativo e altamente seletivo. Avaliações sucessivas, prazos rígidos, métricas quantitativas e expectativas de produtividade contínua operam como filtros permanentes. O chamado efeito tesoura não é apenas um gráfico que mostra menos mulheres nos níveis mais altos da carreira. Ele expressa um sistema que desgasta progressivamente e no qual a exclusão acontece por acúmulo.

Muitas trajetórias não são interrompidas por um único evento, mas por um conjunto de pequenas penalizações que tornam a permanência cada vez mais custosa. Além disso, desigualdades de raça e deficiência são presentes e gritantes. Mulheres negras e indígenas seguem sub representadas na ciência, especialmente nos espaços de maior poder e prestígio. Pessoas com deficiência, em especial mulheres, permanecem quase invisíveis nesses espaços. Essas desigualdades são resultados de um sistema que molda quem consegue chegar e em que condições.

É nesse ponto que os números deixam de ser suficientes como explicação. A saída de mulheres da carreira científica não pode ser compreendida como resultado de menor dedicação ou menor capacidade. Análises longitudinais indicam que, em muitos casos, mulheres apresentam trajetórias produtivas e impacto acadêmico semelhantes aos de homens que permanecem. Ainda assim, elas deixam a carreira em proporções maiores. [...] 

O modelo dominante de excelência científica foi construído a partir da ideia de disponibilidade contínua, produção constante e trajetórias lineares. Interrupções são tratadas como desvios. Ritmos diferentes são interpretados como falta de comprometimento. A valorização da hiperprodutividade se combina com avaliações cada vez mais quantitativas, que tendem a desconsiderar contextos e transformar desigualdades estruturais em diferenças individuais de desempenho. Esse modelo favorece quem consegue sustentar longas jornadas de trabalho e quem não precisa negociar permanentemente sua legitimidade dentro das instituições.

[...]

Se quisermos ir além do que os números já nos mostram, é preciso deslocar a pergunta. Não apenas quantas mulheres e meninas estão na ciência, mas quais trajetórias são valorizadas? Que vidas são consideradas compatíveis com a prática científica? Que custos são naturalizados em nome da "excelência"?

Neste 11 de fevereiro, nosso desafio não está apenas em produzir novos balanços, mas sim em questionar os modos de funcionamento que fazem com que esses balanços se repitam ano após ano. Repensar a ciência a partir das experiências de mulheres e meninas não é apenas uma questão de equidade. É uma forma de ampliar o próprio horizonte do conhecimento científico, tornando a ciência mais atenta às realidades sociais que ela própria pretende compreender e transformar. 

(Disponível em:
https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/02/11/ciencia-e-desigualdadecustos-invisiveis-e-efeito-tesoura-afastam-mulheres-da-carreira-cientifica.ghtml. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir, que se trata da conclusão do texto:


"Neste 11 de fevereiro, nosso desafio não está apenas em produzir novos balanços, mas sim em questionar os modos de funcionamento que fazem com que esses balanços se repitam ano após ano. Repensar a ciência a partir das experiências de mulheres e meninas não é apenas uma questão de equidade. É uma forma de ampliar o próprio horizonte do conhecimento científico, tornando a ciência mais atenta às realidades sociais que ela própria pretende compreender e transformar."


Analise as sentenças a seguir:


I.Ao usar o pronome demonstrativo "este", referindo-se ao 11 de fevereiro, quem escreveu o texto situou o leitor temporalmente, deixando claro que se tratava desse dia em 2026, data em que o texto foi publicado por ocasião de se comemorar o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência. Desse modo, há um contraponto com o 1º parágrafo, que se refere à data de modo geral, ou seja, a data em todos os anos.


II.No trecho sublinhado, tem-se uma relação de oposição, instaurada pela conjunção "mas", que é exclusivamente adversativa. 


III.Considerando toda a discussão proposta no texto, na conclusão pode-se inferir que, para produzir novos balanços, é preciso repensar a ciência também a partir da experiência de mulheres e meninas que vivem o ambiente acadêmico-científico.


É correto o que se afirma e

Alternativas
Q3972526 Português
Texto CG2A1


    A relação entre cientistas e jornalistas, por vezes, é marcada por certa tensão. De um lado, pesquisadores temerosos de que os resultados dos seus estudos, desenvolvidos com rigor durante anos, sejam simplificados demais ou distorcidos. De outro, comunicadores — que têm espaço e tempo limitados para a produção e veiculação das notícias — diante de novos conhecimentos e terminologias difíceis, buscando transmitir conceitos e informações corretas e em uma linguagem de fácil entendimento.

    “A linguagem da academia deve ser, por definição, universal. Entretanto, os artigos científicos são, muitas vezes, impenetráveis. Precisamos nos responsabilizar como atores desse processo de comunicação universal. É nosso dever como cientistas ter forte interlocução com jornalistas. Temos a responsabilidade de fazer uma parte do caminho para que a sociedade possa ter conhecimento da ciência produzida na academia”, enfatizou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP.

    O pró-reitor destacou também que a redação científica e a comunicação oral não precisam ser enfadonhas. Correlacionando como ciência e cultura se conectam e se realimentam, o professor assinalou que “apresentar um novo conhecimento usando referências culturais pode fazer a diferença para propagar e tornar memoráveis as ideias da ciência”. 

    Um exemplo mencionado por ele foi a comunicação dos resultados de pesquisas sobre resfriamento de átomos por luz laser por dois grupos distintos. O grupo dos Estados Unidos da América (EUA) utilizou um método matemático, enquanto o grupo francês apresentou uma imagem física que representava o movimento dos átomos subindo e descendo colinas de potencial. “Para denominar esse processo, o grupo francês fez referência a Sísifo, da mitologia grega, que foi condenado a rolar uma rocha montanha acima e, a cada vez que chegava ao topo, a rocha caía e ele precisava começar tudo de novo. Essa conexão de um mecanismo físico com uma imagem cultural levou a uma perenização do conhecimento, e hoje toda a comunidade se refere a esse mecanismo como resfriamento Sísifo”, ilustra.

    Para a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, a divulgação científica é uma responsabilidade essencial de todos aqueles que fazem pesquisa em uma universidade pública. “Produzimos conhecimento que só cumpre plenamente seu papel quando chega à sociedade de forma acessível, contextualizada e correta, e o diálogo com profissionais de comunicação bem-preparados e interessados em compreender o rigor científico nos ajuda a traduzir achados complexos em informações úteis para o público”, avalia a professora.


Tiago Rodella. Colaboração entre pesquisadores e comunicadores fortalece a divulgação científica. In: Jornal da USP, 14/11/2025 (com adaptações).
Assinale a opção que apresenta uma proposta de reescrita que preserva os sentidos e a correção gramatical do seguinte trecho do texto CG2A1: 'quando chega à sociedade de forma acessível' (segundo período do quinto parágrafo).
Alternativas
Q3972523 Português
Texto CG2A1


    A relação entre cientistas e jornalistas, por vezes, é marcada por certa tensão. De um lado, pesquisadores temerosos de que os resultados dos seus estudos, desenvolvidos com rigor durante anos, sejam simplificados demais ou distorcidos. De outro, comunicadores — que têm espaço e tempo limitados para a produção e veiculação das notícias — diante de novos conhecimentos e terminologias difíceis, buscando transmitir conceitos e informações corretas e em uma linguagem de fácil entendimento.

    “A linguagem da academia deve ser, por definição, universal. Entretanto, os artigos científicos são, muitas vezes, impenetráveis. Precisamos nos responsabilizar como atores desse processo de comunicação universal. É nosso dever como cientistas ter forte interlocução com jornalistas. Temos a responsabilidade de fazer uma parte do caminho para que a sociedade possa ter conhecimento da ciência produzida na academia”, enfatizou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP.

    O pró-reitor destacou também que a redação científica e a comunicação oral não precisam ser enfadonhas. Correlacionando como ciência e cultura se conectam e se realimentam, o professor assinalou que “apresentar um novo conhecimento usando referências culturais pode fazer a diferença para propagar e tornar memoráveis as ideias da ciência”. 

    Um exemplo mencionado por ele foi a comunicação dos resultados de pesquisas sobre resfriamento de átomos por luz laser por dois grupos distintos. O grupo dos Estados Unidos da América (EUA) utilizou um método matemático, enquanto o grupo francês apresentou uma imagem física que representava o movimento dos átomos subindo e descendo colinas de potencial. “Para denominar esse processo, o grupo francês fez referência a Sísifo, da mitologia grega, que foi condenado a rolar uma rocha montanha acima e, a cada vez que chegava ao topo, a rocha caía e ele precisava começar tudo de novo. Essa conexão de um mecanismo físico com uma imagem cultural levou a uma perenização do conhecimento, e hoje toda a comunidade se refere a esse mecanismo como resfriamento Sísifo”, ilustra.

    Para a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, a divulgação científica é uma responsabilidade essencial de todos aqueles que fazem pesquisa em uma universidade pública. “Produzimos conhecimento que só cumpre plenamente seu papel quando chega à sociedade de forma acessível, contextualizada e correta, e o diálogo com profissionais de comunicação bem-preparados e interessados em compreender o rigor científico nos ajuda a traduzir achados complexos em informações úteis para o público”, avalia a professora.


Tiago Rodella. Colaboração entre pesquisadores e comunicadores fortalece a divulgação científica. In: Jornal da USP, 14/11/2025 (com adaptações).
No último período do quarto parágrafo do texto CG2A1, o termo 'perenização' tem o mesmo sentido de
Alternativas
Q3972522 Português
Texto CG2A1


    A relação entre cientistas e jornalistas, por vezes, é marcada por certa tensão. De um lado, pesquisadores temerosos de que os resultados dos seus estudos, desenvolvidos com rigor durante anos, sejam simplificados demais ou distorcidos. De outro, comunicadores — que têm espaço e tempo limitados para a produção e veiculação das notícias — diante de novos conhecimentos e terminologias difíceis, buscando transmitir conceitos e informações corretas e em uma linguagem de fácil entendimento.

    “A linguagem da academia deve ser, por definição, universal. Entretanto, os artigos científicos são, muitas vezes, impenetráveis. Precisamos nos responsabilizar como atores desse processo de comunicação universal. É nosso dever como cientistas ter forte interlocução com jornalistas. Temos a responsabilidade de fazer uma parte do caminho para que a sociedade possa ter conhecimento da ciência produzida na academia”, enfatizou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP.

    O pró-reitor destacou também que a redação científica e a comunicação oral não precisam ser enfadonhas. Correlacionando como ciência e cultura se conectam e se realimentam, o professor assinalou que “apresentar um novo conhecimento usando referências culturais pode fazer a diferença para propagar e tornar memoráveis as ideias da ciência”. 

    Um exemplo mencionado por ele foi a comunicação dos resultados de pesquisas sobre resfriamento de átomos por luz laser por dois grupos distintos. O grupo dos Estados Unidos da América (EUA) utilizou um método matemático, enquanto o grupo francês apresentou uma imagem física que representava o movimento dos átomos subindo e descendo colinas de potencial. “Para denominar esse processo, o grupo francês fez referência a Sísifo, da mitologia grega, que foi condenado a rolar uma rocha montanha acima e, a cada vez que chegava ao topo, a rocha caía e ele precisava começar tudo de novo. Essa conexão de um mecanismo físico com uma imagem cultural levou a uma perenização do conhecimento, e hoje toda a comunidade se refere a esse mecanismo como resfriamento Sísifo”, ilustra.

    Para a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, a divulgação científica é uma responsabilidade essencial de todos aqueles que fazem pesquisa em uma universidade pública. “Produzimos conhecimento que só cumpre plenamente seu papel quando chega à sociedade de forma acessível, contextualizada e correta, e o diálogo com profissionais de comunicação bem-preparados e interessados em compreender o rigor científico nos ajuda a traduzir achados complexos em informações úteis para o público”, avalia a professora.


Tiago Rodella. Colaboração entre pesquisadores e comunicadores fortalece a divulgação científica. In: Jornal da USP, 14/11/2025 (com adaptações).
De acordo com as relações de sentido e de coesão estabelecidas no texto CG2A1, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3972520 Português
Texto CG2A1


    A relação entre cientistas e jornalistas, por vezes, é marcada por certa tensão. De um lado, pesquisadores temerosos de que os resultados dos seus estudos, desenvolvidos com rigor durante anos, sejam simplificados demais ou distorcidos. De outro, comunicadores — que têm espaço e tempo limitados para a produção e veiculação das notícias — diante de novos conhecimentos e terminologias difíceis, buscando transmitir conceitos e informações corretas e em uma linguagem de fácil entendimento.

    “A linguagem da academia deve ser, por definição, universal. Entretanto, os artigos científicos são, muitas vezes, impenetráveis. Precisamos nos responsabilizar como atores desse processo de comunicação universal. É nosso dever como cientistas ter forte interlocução com jornalistas. Temos a responsabilidade de fazer uma parte do caminho para que a sociedade possa ter conhecimento da ciência produzida na academia”, enfatizou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP.

    O pró-reitor destacou também que a redação científica e a comunicação oral não precisam ser enfadonhas. Correlacionando como ciência e cultura se conectam e se realimentam, o professor assinalou que “apresentar um novo conhecimento usando referências culturais pode fazer a diferença para propagar e tornar memoráveis as ideias da ciência”. 

    Um exemplo mencionado por ele foi a comunicação dos resultados de pesquisas sobre resfriamento de átomos por luz laser por dois grupos distintos. O grupo dos Estados Unidos da América (EUA) utilizou um método matemático, enquanto o grupo francês apresentou uma imagem física que representava o movimento dos átomos subindo e descendo colinas de potencial. “Para denominar esse processo, o grupo francês fez referência a Sísifo, da mitologia grega, que foi condenado a rolar uma rocha montanha acima e, a cada vez que chegava ao topo, a rocha caía e ele precisava começar tudo de novo. Essa conexão de um mecanismo físico com uma imagem cultural levou a uma perenização do conhecimento, e hoje toda a comunidade se refere a esse mecanismo como resfriamento Sísifo”, ilustra.

    Para a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, a divulgação científica é uma responsabilidade essencial de todos aqueles que fazem pesquisa em uma universidade pública. “Produzimos conhecimento que só cumpre plenamente seu papel quando chega à sociedade de forma acessível, contextualizada e correta, e o diálogo com profissionais de comunicação bem-preparados e interessados em compreender o rigor científico nos ajuda a traduzir achados complexos em informações úteis para o público”, avalia a professora.


Tiago Rodella. Colaboração entre pesquisadores e comunicadores fortalece a divulgação científica. In: Jornal da USP, 14/11/2025 (com adaptações).
Seriam preservados os sentidos do texto CG2A1 caso o termo “certa” (primeiro período do primeiro parágrafo) fosse substituído por
Alternativas
Q3972518 Português
Texto CG2A1


    A relação entre cientistas e jornalistas, por vezes, é marcada por certa tensão. De um lado, pesquisadores temerosos de que os resultados dos seus estudos, desenvolvidos com rigor durante anos, sejam simplificados demais ou distorcidos. De outro, comunicadores — que têm espaço e tempo limitados para a produção e veiculação das notícias — diante de novos conhecimentos e terminologias difíceis, buscando transmitir conceitos e informações corretas e em uma linguagem de fácil entendimento.

    “A linguagem da academia deve ser, por definição, universal. Entretanto, os artigos científicos são, muitas vezes, impenetráveis. Precisamos nos responsabilizar como atores desse processo de comunicação universal. É nosso dever como cientistas ter forte interlocução com jornalistas. Temos a responsabilidade de fazer uma parte do caminho para que a sociedade possa ter conhecimento da ciência produzida na academia”, enfatizou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP.

    O pró-reitor destacou também que a redação científica e a comunicação oral não precisam ser enfadonhas. Correlacionando como ciência e cultura se conectam e se realimentam, o professor assinalou que “apresentar um novo conhecimento usando referências culturais pode fazer a diferença para propagar e tornar memoráveis as ideias da ciência”. 

    Um exemplo mencionado por ele foi a comunicação dos resultados de pesquisas sobre resfriamento de átomos por luz laser por dois grupos distintos. O grupo dos Estados Unidos da América (EUA) utilizou um método matemático, enquanto o grupo francês apresentou uma imagem física que representava o movimento dos átomos subindo e descendo colinas de potencial. “Para denominar esse processo, o grupo francês fez referência a Sísifo, da mitologia grega, que foi condenado a rolar uma rocha montanha acima e, a cada vez que chegava ao topo, a rocha caía e ele precisava começar tudo de novo. Essa conexão de um mecanismo físico com uma imagem cultural levou a uma perenização do conhecimento, e hoje toda a comunidade se refere a esse mecanismo como resfriamento Sísifo”, ilustra.

    Para a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, a divulgação científica é uma responsabilidade essencial de todos aqueles que fazem pesquisa em uma universidade pública. “Produzimos conhecimento que só cumpre plenamente seu papel quando chega à sociedade de forma acessível, contextualizada e correta, e o diálogo com profissionais de comunicação bem-preparados e interessados em compreender o rigor científico nos ajuda a traduzir achados complexos em informações úteis para o público”, avalia a professora.


Tiago Rodella. Colaboração entre pesquisadores e comunicadores fortalece a divulgação científica. In: Jornal da USP, 14/11/2025 (com adaptações).
Assinale a opção em que o trecho destacado do texto CG2A1 pode ser corretamente considerado uma síntese do tema central desse texto.
Alternativas
Q3972397 Português
 Assinale a opção correta quanto à figura de linguagem:
Alternativas
Q3972287 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
Analise a relação coesiva existente entre os trechos ressaltados respectivamente, no período seguinte, para marcar o item correto.
“Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta ‘matar’ o amor.” 
Alternativas
Q3972286 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
A coesão textual, a partir da progressão temática proporcionada pela conjunção demarcada a seguir, é do tipo:
“Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão [...]”
Alternativas
Q3972273 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
“Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas.”
A partir da subjetividade contida no trecho do gênero em voga, é possível caracterizar a estrutura sintática demarcada como uma modalização discursiva do tipo:
Alternativas
Q3972272 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
“[...] a receita para não sofrer é muito simples: basta ‘matar’ o amor.”
O vocábulo “matar”, na passagem anterior, pode ser substituído por outra palavra, sem prejuízo de sentido ao contexto inicial, em:
Alternativas
Q3972270 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
Pelas especificidades inerentes ao texto em análise, depreende-se que se trata de:
Alternativas
Q3971984 Português
[entrevistador]: O que lhe proporciona maior satisfação?

O fato de trabalhar em uma instituição de ensino, contribuir para a formação das pessoas. Isso acontece quando auxilio um aluno. Ou em atividades externas ao trabalho, como a questão da extensão. Ou na preocupação com a qualidade dos dados, que pode servir como uma fonte científica. No caso do meu setor atual, a questão do caráter assistencial, poder ajudar alguém a se recuperar. E também a oportunidade de eu poder estudar, de poder ter este espaço para estudar.

Thiago Loureiro, Glauco Henrique de Sousa Mendes e Eduardo Pinto e Silva. Estigma, invisibilidade e intensificação do trabalho: estratégias de enfrentamento do sofrimento pelos Assistentes em administração. In: Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, v. 16 n. 2, p. 703-728, maio-ago./2018. 

A respeito do texto e de suas construções linguísticas, julgue o item seguinte. 


Em "Isso acontece quando auxilio um aluno", a forma pronominal isso retoma a ideia de "satisfação".

Alternativas
Respostas
3101: E
3102: A
3103: D
3104: E
3105: C
3106: B
3107: A
3108: D
3109: A
3110: B
3111: E
3112: A
3113: E
3114: D
3115: B
3116: C
3117: C
3118: A
3119: B
3120: C