Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 98.160 questões

Q3634810 Português
Assinale a alternativa correta para preencher as lacunas do Hino de Porto Real do Colégio:

Entre às margens do rio São Francisco
Um __________ se ergueu neste chão
Para __________ os seus filhos nativos
No __________ e na religião.
Alternativas
Q3634801 Português
E ELES NÃO FORAM FELIZES PARA SEMPRE

    João e Maria não são mais as crianças ingênuas que se deixavam iludir por uma casa feita de doces no meio da floresta. Adultos, se tornaram caçadores mercenários que querem vingança contra a bruxa que um dia ameaçou suas vidas. A Bela Adormecida, por sua vez, já não é vítima do feitiço de uma bruxa invejosa. Por vontade própria, ela cai em sono profundo para satisfazer o fetiche dos homens.

    Não, não deu a louca nos contos de fadas. Foi o cinema que decidiu cortar os “felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta e, em alguns casos, mais sombria também, como nos exemplos acima. Seguindo "A Garota da Capa Vermelha", longa baseado no conto Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente das doces adaptações feitas pela Disney que se acostumou a ver nos cinemas, devem chegar à tela grande entre este ano e o próximo.

    O olhar menos ingênuo e mais pesado que os novos filmes lançam sobre os contos de fadas espelha aspectos da própria atualidade. "A Fera", por exemplo, que ainda não tem data de estreia no Brasil, traz "A Bela e a Fera" para o século XXI propositalmente. "Eu adorei a ideia de tornar contemporânea a história e ambientála em um colégio. O conto trata da forma como se lida com a aparência e achei a escola o cenário ideal para explorar a obsessão que a nossa cultura e a nossa juventude têm pelo visual", comentou o diretor Daniel Barnz, em entrevista de divulgação do filme.

    Essa sintonia com o presente ultrapassa a questão da temática e encontra eco também na própria origem dessas narrativas, cujas primeiras versões, de séculos atrás, nada tinham de infantil. "Na origem, os contos de fadas eram histórias para adultos. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção. E, agora, tais textos estão voltando a ser adultizados, assim como as próprias crianças vêm se mostrando", sugere Patrícia Magero Pitta, doutora em teoria da literatura pela PUC-RS. "A Garota da Capa Vermelha" foi um dos filmes da nova safra que buscou inspiração nessa fonte adulta. O roteiro foi criado após o estudo de inúmeras versões, muitas delas perturbadoras, que o conto de Chapeuzinho Vermelho teve ao longo da história. No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro. Ela planeja fugir com seu grande amor, mas adia a decisão depois que a irmã é assassinada por um lobisomem, cuja identidade é desconhecida.

    Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema. Assim como as adaptações de livros ou cinebiografias, os contos podem se converter em um filão lucrativo para a indústria. "Hollywood sempre investe em franquias estabelecidas, como os personagens de quadrinhos, os heróis. Os contos de fadas se enquadram na mesma ideia. Além disso, tem o conforto em saber que existe um público que já está familiarizado com essas histórias e vai querer ver novas versões", observa o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena.

    Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema, acredita a professora do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Márcia Ivana de Lima e Silva. "Os contos de fadas continuam valendo até hoje na sua estrutura mínima, que propõe solução de problemas, e é por isso que eles acabam sendo aproveitados por esse cinema comercial. O filme acaba tendo essa particularidade de mostrar a solução das situações de uma forma tranquila, quase que renovando as nossas possibilidades de enfrentar o cotidiano, e isso independe da idade", explica.

    Não por acaso, filmes para todos os tipos de público já se apropriaram das estruturas dos contos de fadas para construírem seus enredos, destaca a escritora e doutora em teoria da literatura Viviane Dexheimer Gil. É o caso de "Harry Potter", que trata do afastamento da família, a série "Crepúsculo", que aborda o impedimento amoroso, mas também "Cisne Negro", que gira em torno da libertação, e "Uma Linda Mulher", uma espécie de Cinderela dos anos 1980.
Leia atentamente o texto abaixo:
CÂNTICO DA MULHER SEM TERRA
Lavrei e semeei a terra. Fui também tão forte como ela. Em nosso ventre, revolvido e violado, a semente colocada foi sempre fecundada. Meu suor foi como a chuva que escorreu sobre ela, dia após dia. Meus pés descalços deixaram-lhe marcas para que ela, ao sentir seu peso e meu gemido, devolvesse a semente em árvore e fruto a meus filhos. Há anos que nós nos conhecemos – eu e a terra! Sobre ela fui escrava sonhando com a liberdade. Ajoelhei-me sobre o áspero solo para o ritual da semeadura. Escutei-lhe os cânticos que saíam de suas profundezas para agradecer-me os cuidados. O rio forte que por entre nós passava, louvava-nos a esperança. Meus olhos cheios d’água, um dia, cobertos de sombras viram-na engolir o corpo de meu filho. Molhei-a com minha angústia durante longos dias. Invejei-a, então, pois depositei-lhe no ventre o filho que estivera antes no meu. Amaldiçoei-lhe o roubo traiçoeiro. Mas ela, calma e paciente, apenas ouviu-me. Pouco tempo depois, dela brotou a plantação, verdejante e farta! Foi a sua resposta para minha mágoa. Esqueci a dor e recolhi os frutos, entusiasmada, para que outros filhos meus se tornassem fortes. Amei-a novamente. Corri cheia de alegria para festejar-lhe a florescência. Rolei com meu homem sobre ela para que fôssemos gênese e natureza. Passamos assim a sonhar juntas – eu e a terra – fêmeas e mães! Fomos todos ali amantes e boêmios da temporada! Acariciando as aves, as flores e toda a vegetação que nos cercavam. Até que um dia as mãos-feras invadiram nossa morada e nos tomaram tudo – o homem, a terra e a colheita! Hoje, pisamos então sobre o cimento quente da cidade – como seres banidos. Arrastando nossa dor – sempre eu e meus filhos – uns estranhos sem lugar algum! Apenas carregamos conosco a saudade e a fome. Meu corpo está árido – sem leite e sem alegria. Vamos assim, caminhando ao encontro da morte que nos aguarda na próxima calçada!  (RIBEIRO, s/d, p. 21)
Sobre o poema acima, analise as assertivas e identifique com C as assertivas corretas e E as assertivas erradas.

(___) O trecho “Fui também tão forte como ela” apresenta a figura de linguagem denominada de metáfora.
(___) O trecho “Meus olhos cheios d’água, um dia, cobertos de sombras viram-na engolir o corpo de meu filho” apresenta a figura de linguagem denominada de eufemismo.
(___) No trecho “Molhei-a com minha angústia durante longos dias” encontramos a figura de linguagem denominada de metonímia.
(___) No trecho “Mas ela, calma e paciente, apenas ouviu-me” podemos encontrar a figura de linguagem denominada de personificação.
(___) O trecho “Meu corpo está árido – sem leite e sem alegria” encontramos a figura de linguagem denominada de metáfora.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3634792 Português
E ELES NÃO FORAM FELIZES PARA SEMPRE

    João e Maria não são mais as crianças ingênuas que se deixavam iludir por uma casa feita de doces no meio da floresta. Adultos, se tornaram caçadores mercenários que querem vingança contra a bruxa que um dia ameaçou suas vidas. A Bela Adormecida, por sua vez, já não é vítima do feitiço de uma bruxa invejosa. Por vontade própria, ela cai em sono profundo para satisfazer o fetiche dos homens.

    Não, não deu a louca nos contos de fadas. Foi o cinema que decidiu cortar os “felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta e, em alguns casos, mais sombria também, como nos exemplos acima. Seguindo "A Garota da Capa Vermelha", longa baseado no conto Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente das doces adaptações feitas pela Disney que se acostumou a ver nos cinemas, devem chegar à tela grande entre este ano e o próximo.

    O olhar menos ingênuo e mais pesado que os novos filmes lançam sobre os contos de fadas espelha aspectos da própria atualidade. "A Fera", por exemplo, que ainda não tem data de estreia no Brasil, traz "A Bela e a Fera" para o século XXI propositalmente. "Eu adorei a ideia de tornar contemporânea a história e ambientála em um colégio. O conto trata da forma como se lida com a aparência e achei a escola o cenário ideal para explorar a obsessão que a nossa cultura e a nossa juventude têm pelo visual", comentou o diretor Daniel Barnz, em entrevista de divulgação do filme.

    Essa sintonia com o presente ultrapassa a questão da temática e encontra eco também na própria origem dessas narrativas, cujas primeiras versões, de séculos atrás, nada tinham de infantil. "Na origem, os contos de fadas eram histórias para adultos. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção. E, agora, tais textos estão voltando a ser adultizados, assim como as próprias crianças vêm se mostrando", sugere Patrícia Magero Pitta, doutora em teoria da literatura pela PUC-RS. "A Garota da Capa Vermelha" foi um dos filmes da nova safra que buscou inspiração nessa fonte adulta. O roteiro foi criado após o estudo de inúmeras versões, muitas delas perturbadoras, que o conto de Chapeuzinho Vermelho teve ao longo da história. No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro. Ela planeja fugir com seu grande amor, mas adia a decisão depois que a irmã é assassinada por um lobisomem, cuja identidade é desconhecida.

    Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema. Assim como as adaptações de livros ou cinebiografias, os contos podem se converter em um filão lucrativo para a indústria. "Hollywood sempre investe em franquias estabelecidas, como os personagens de quadrinhos, os heróis. Os contos de fadas se enquadram na mesma ideia. Além disso, tem o conforto em saber que existe um público que já está familiarizado com essas histórias e vai querer ver novas versões", observa o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena.

    Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema, acredita a professora do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Márcia Ivana de Lima e Silva. "Os contos de fadas continuam valendo até hoje na sua estrutura mínima, que propõe solução de problemas, e é por isso que eles acabam sendo aproveitados por esse cinema comercial. O filme acaba tendo essa particularidade de mostrar a solução das situações de uma forma tranquila, quase que renovando as nossas possibilidades de enfrentar o cotidiano, e isso independe da idade", explica.

    Não por acaso, filmes para todos os tipos de público já se apropriaram das estruturas dos contos de fadas para construírem seus enredos, destaca a escritora e doutora em teoria da literatura Viviane Dexheimer Gil. É o caso de "Harry Potter", que trata do afastamento da família, a série "Crepúsculo", que aborda o impedimento amoroso, mas também "Cisne Negro", que gira em torno da libertação, e "Uma Linda Mulher", uma espécie de Cinderela dos anos 1980.
Sobre o texto, analise as assertivas abaixo:

I. Entende-se do texto que a partir dos anos 1980, a cinematografia iniciou o processo de apropriação das estruturas dos contos de fadas para a construção dos seus enredos.
II. Compreende-se do texto que as narrativas das histórias infantis proporcionam o crescimento de crianças de maneira frágil e necessitada de proteção.
III. A doutora em teoria da literatura, Patrícia Magero Pitta, pondera sobre a necessidade de adultizar as narrativas infantis, tendo em vista que as crianças também se apresentam/mostram de maneira adultizada. 
IV. A autora do texto concorda que as origens das narrativas infantis não eram, de fato, para as crianças.
V. O cinema comercial aproveita das soluções de problemas propostos/realizados pelos contos de fadas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3634715 Português
    Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar no prestígio que a dúvida já teve. Nos diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas perguntas, que os acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo Descartes ponderou que o maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.

    Lendo os jornais e revistas de hoje, assistindo na TV a entrevistas de personalidades, o que não falta são especialistas infalíveis em todos os assuntos, na política, na ciência, na economia, nas artes. Todos têm receitas imediatas e seguras para a solução de todos os problemas. A hesitação, a dúvida, o tempo para reflexão são interpretados como incompetência, passividade, absenteísmo. É como se a velocidade tecnológica, que dá o ritmo aos nossos novos hábitos, também ditasse a urgência de constituirmos nossas certezas.

    A dúvida corresponde ao nosso direito de suspender a verdade ilusória das aparências e buscar a verdade funda daquilo que não aparece. Julgar um fato pelo que dele diz um jornal, avaliar um problema pelo ângulo estrito dos que nele estão envolvidos é submeter-se à força de valores já estabelecidos, que deixamos de investigar. A dúvida supõe a necessidade que tem a consciência de se afastar dos julgamentos já produzidos, permitindo-se, assim, o tempo necessário para o exame mais detido da matéria a ser analisada. A dúvida pode ser o primeiro passo para o caminho das afirmações que acabam sendo as mais seguras, porque mais refletidas e devidamente questionadas.

(CÁSSIO DA SILVEIRA)
O vocábulo “absenteísmo”, na linha 19 do texto, pode ser substituído, sem prejuízo de sentido e correção gramatical, por:
Alternativas
Q3634713 Português
    Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar no prestígio que a dúvida já teve. Nos diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas perguntas, que os acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo Descartes ponderou que o maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.

    Lendo os jornais e revistas de hoje, assistindo na TV a entrevistas de personalidades, o que não falta são especialistas infalíveis em todos os assuntos, na política, na ciência, na economia, nas artes. Todos têm receitas imediatas e seguras para a solução de todos os problemas. A hesitação, a dúvida, o tempo para reflexão são interpretados como incompetência, passividade, absenteísmo. É como se a velocidade tecnológica, que dá o ritmo aos nossos novos hábitos, também ditasse a urgência de constituirmos nossas certezas.

    A dúvida corresponde ao nosso direito de suspender a verdade ilusória das aparências e buscar a verdade funda daquilo que não aparece. Julgar um fato pelo que dele diz um jornal, avaliar um problema pelo ângulo estrito dos que nele estão envolvidos é submeter-se à força de valores já estabelecidos, que deixamos de investigar. A dúvida supõe a necessidade que tem a consciência de se afastar dos julgamentos já produzidos, permitindo-se, assim, o tempo necessário para o exame mais detido da matéria a ser analisada. A dúvida pode ser o primeiro passo para o caminho das afirmações que acabam sendo as mais seguras, porque mais refletidas e devidamente questionadas.

(CÁSSIO DA SILVEIRA)
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3634712 Português
    Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar no prestígio que a dúvida já teve. Nos diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas perguntas, que os acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo Descartes ponderou que o maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.

    Lendo os jornais e revistas de hoje, assistindo na TV a entrevistas de personalidades, o que não falta são especialistas infalíveis em todos os assuntos, na política, na ciência, na economia, nas artes. Todos têm receitas imediatas e seguras para a solução de todos os problemas. A hesitação, a dúvida, o tempo para reflexão são interpretados como incompetência, passividade, absenteísmo. É como se a velocidade tecnológica, que dá o ritmo aos nossos novos hábitos, também ditasse a urgência de constituirmos nossas certezas.

    A dúvida corresponde ao nosso direito de suspender a verdade ilusória das aparências e buscar a verdade funda daquilo que não aparece. Julgar um fato pelo que dele diz um jornal, avaliar um problema pelo ângulo estrito dos que nele estão envolvidos é submeter-se à força de valores já estabelecidos, que deixamos de investigar. A dúvida supõe a necessidade que tem a consciência de se afastar dos julgamentos já produzidos, permitindo-se, assim, o tempo necessário para o exame mais detido da matéria a ser analisada. A dúvida pode ser o primeiro passo para o caminho das afirmações que acabam sendo as mais seguras, porque mais refletidas e devidamente questionadas.

(CÁSSIO DA SILVEIRA)
Considere as afirmações abaixo.

I. No 1º parágrafo, pode-se compreender que é através da dúvida que se instala uma metodologia exitosa para a construção do conhecimento.
II. No 2º parágrafo, o autor do texto aborda sobre a urgência que os indivíduos tem de se apoiarem nos meios tecnológicos. Esses meios são capazes de ditar as nossas necessidades e certezas.
III. O 3º parágrafo apresenta a dúvida como um meio capaz de promover a consciência e se distanciar dos julgamentos já construídos.

Em relação ao texto, assinale:
Alternativas
Q3634590 Português
No trecho "Se teus filhos imigram com os outros\ Na esperança de um dia voltar\ Tem na alma bravura ardente\ Deste berço feliz, deste altar", do hino, qual é o sentimento expresso em relação aos filhos que saem da cidade em busca de oportunidades em outros lugares? 
Alternativas
Q3634581 Português

Complete a lacuna abaixo:


As redes sociais e plataformas de comunicação online têm influenciado ____________ formas de convivência em sociedade, permitindo a conexão e interação entre indivíduos de diferentes partes do mundo. 

Alternativas
Q3634572 Português
SEGURANÇA


O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança. Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados. Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.
Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda.
Nem as babás. Nem os bebês. Mas os assaltos continuaram. Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar. Mas os assaltos continuaram. Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram. Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno. Mas os assaltos continuaram. Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.
Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua. Mas surgiu outro problema. As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade. A guarda tem sido obrigada a agir com energia.

Publicado originalmente em: VERÍSSIMO, Luís
Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio
de Janeiro: Objetiva, 2001. p.97-99. 
Sobre o texto, marque a alternativa correta. 
Alternativas
Q3633896 Português
Conforme a BNCC (2017, p. 77), no tocante aos aspectos notacionais e gramaticais da língua, cabe ao professor “Utilizar, ao produzir textos, os conhecimentos dos aspectos notacionais – ortografia padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc., sempre que o contexto exigir o uso da norma-padrão”.
Levando em conta esta diretriz, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: 
Alternativas
Q3633895 Português
De acordo com Geraldi (2015, p. 386):
Concretamente, a atuação dos sujeitos se dará pela leitura, escuta e produção (oral e escrita) de textos, mas seguramente também pela reflexão sobre os recursos mobilizados nesses textos, para poder incluir o eixo da análise linguística. Os textos são unidades concretas dos gêneros praticados em cada um destes campos: os gêneros do dia a dia (recados, bilhetes, diálogos, conversas, leituras de receitas, instruções etc.); a produção artístico-literária em sua babélica diversidade de gêneros; os discursos das esferas públicas: jornalísticos, publicitários, políticos, jurídicos, reivindicatórios etc.; os gêneros próprios da comunicação acadêmica, em geral a distância, tais como relatórios, ensaios, projetos etc.; e, por fim, a variada gama de gêneros discursivos que circulam no mundo do trabalho e que variam segundo o tipo de trabalho e o lugar que se ocupa neste trabalho.
Com base no posicionamento de Geraldi (2015), assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3633894 Português
Leia o poema Pronominais, de Oswald de Andrade:
PRONOMINAIS
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/NTU4NjA3>/. Acesso em: 10 nov. 2022. 
O poema de Oswald de Andrade fomenta diversas reflexões a respeito do ensino de gramática normativa, e o faz a partir de uma questão de variação dialetal (Dê-me um cigarro / me dá um cigarro). De acordo com seus conhecimentos sobre variações linguísticas e o ensino de gramática normativa, analise as alternativas e assinale a única CORRETA:
Alternativas
Q3633891 Português
O excerto abaixo serve de base para a questão:

A educação ainda tem muito a fazer em termos de estrutura física e de capacitação dos professores, mas não podemos ignorar o quanto as novas práticas discursivas decorrentes das tecnologias de informação estão atraindo os alunos para uma nova realidade social. Mesmo com tantas lacunas na estrutura arquitetônica e humana do sistema educacional brasileiro, as práticas de linguagem da alta modernidade, cada vez mais presentes no cotidiano social dos alunos, impulsionam o professor a promover ainda mais mudanças em sua ação docente com vistas a garantir maior motivação e bons resultados no desenvolvimento dos nossos alunos (MELO; OLIVEIRA; VALEZI, 2012, p. 147-148).
Compare os dois textos a seguir, que se relacionam diretamente à situação descrita por MELO, OLIVEIRA e VALEZI (2012), mencionada na questão anterior:
TEXTO 01
Mesmo com tantas lacunas na estrutura arquitetônica e humana do sistema educacional brasileiro, as práticas de linguagem da alta modernidade, cada vez mais presentes no cotidiano social dos alunos, impulsionam o professor a promover ainda mais mudanças em sua ação docente (MELO; OLIVEIRA; VALEZI, 2012, p. 148).
TEXTO 02
Tem o desafio da/da:: escola... que tem um acervo pequeno, tem uma biblioteca... escassa... e de difícil acesso... e que também não disponibiliza... eh:: recursos pra que a gente teja trabalhando com a maior diversidade de mídias... e de material eh... impresso, xerocopiado, enfim. Então como a gente tem essa lacuna, a escola não tem, por exemplo... uma máquina de xerox... a escola não... não... agora que implantou, mas não tinha um laboratório de informática pr'os alunos pesquisarem na Web... a escola que não tem um data show... então tudo isso fica difícil, porque quando a gente quer trabalhar com um texto comum pra todos, a gente não tem como xerocar. Então às vezes, como professora, a gente dá o nosso jeitinho pra chegar lá e/e:: conseguir dar uma aula diferenciada.
Entrevista com uma professora do nono ano do ensino fundamental na rede pública de Campina Grande.
A partir da comparação feita entre os dois textos, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3633890 Português
O excerto abaixo serve de base para a questão:

A educação ainda tem muito a fazer em termos de estrutura física e de capacitação dos professores, mas não podemos ignorar o quanto as novas práticas discursivas decorrentes das tecnologias de informação estão atraindo os alunos para uma nova realidade social. Mesmo com tantas lacunas na estrutura arquitetônica e humana do sistema educacional brasileiro, as práticas de linguagem da alta modernidade, cada vez mais presentes no cotidiano social dos alunos, impulsionam o professor a promover ainda mais mudanças em sua ação docente com vistas a garantir maior motivação e bons resultados no desenvolvimento dos nossos alunos (MELO; OLIVEIRA; VALEZI, 2012, p. 147-148).
Os multiletramentos na escola encontram potencialmente nas aulas de língua portuguesa solo fértil para novas e renovadas experiências com a linguagem escrita. Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3633889 Português

O cartum da Mafalda a seguir se refere à questão:


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://www.zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda>. Acesso em: 07 nov. 2022.


No cartum em análise, Mafalda está às voltas com a execução de uma tarefa escolar: escrever uma redação. Tendo o cartum como texto de apoio e com base em seus conhecimentos sobre produção textual, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3633885 Português
No contexto do Ensino Médio, a BNCC, no quesito Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, quanto ao ensino de português, apresenta a seguinte competência específica:
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA 2
Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversidades e a pluralidade de ideias e posições, e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo preconceitos de qualquer natureza (BRASIL, 2017, p. 494).
A esta competência corresponde, dentre outras, a seguinte habilidade:
(EM13LGG202) Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), compreendendo criticamente o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias (BRASIL, 2017, p. 494). BRASIL. Base Nacional Curricular Comum. Brasília: Ministério da Educação, 2017.
A partir da leitura dessas diretrizes da BNCC, analise as proposições a seguir e classifique-as se (V) verdadeiras ou (F) falsas:
( ) Essa competência específica diz respeito à compreensão e análise de situações e contextos de produção de sentidos nas práticas sociais de linguagem, na recepção ou na produção de discursos, percebendo conflitos e relações de poder que caracterizam essas práticas.
( ) Para desenvolver essa competência, os estudantes de Ensino Médio precisam analisar e compreender as circunstâncias sociais, históricas e ideológicas em que se dão diversas práticas e discursos.
( ) O desenvolvimento dessa competência requer que o aluno seja capaz de interpretar de modo contextualizado tanto produções artísticas, como uma peça teatral, uma tela, uma canção, uma obra literária, quanto textos de outros campos, como um projeto de lei, uma notícia jornalística etc.
( ) Através do exercício desta competência, os estudantes poderão compreender a pluralidade dos discursos e produzi-los de maneira posicionada, e também atuar de forma reflexiva, cooperativa e empática, sem preconceitos e buscando estabelecer o diálogo, o que se propõe a desenvolver o seu senso crítico.
( ) A BNCC lança para o professor a perspectiva de trazer para a sala de aula as mais diversas manifestações discursivas e trabalhar os seus efeitos de sentido, sem perder de vista a ética, o respeito aos princípios democráticos e aos direitos humanos.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3633884 Português
[...] independente do que a gente já leu sobre o ensino de Língua Portuguesa... a gente tem... vamos dizer assim... um conteúdo a seguir. Num é? Agente tem um remanescente na memória... ah:: o que a gente também entendeu do que é a aula de Língua Portuguesa. Então do que... nós/do que foram essas aulas de Língua Portuguesa quando a gente estudava, né, quando a gente tava nos bancos escolares. Então a gente... não pode... simplesmente deixar de trabalhar análise linguística e trabalhar com o ideal... ah, vamos trabalhar leitura e escrita e os meninos vão assimilando aos pouquinhos o que é a análise linguística... ou não precisa trabalhar com nomenclaturas porque depois eles vão assimilando. E:: realmente eu acho que talvez não seria tão necessário... SE... e somente SE a gente não tivesse na sociedade um/eh/eh/eh:: formas de seleção que requerem dos alunos tal conhecimento... mesmo que eles não vão/não vão usar esse conhecimento nas PRÁTICAS cotidianas ou profissionais que eles vierem a ter. Mas a gente tem concursos públicos, tem vestibulares, tem testes de seleção... que vão demandar deles o domínio da nomenclatura e da análise linguística dos m/nos moldes tradicionais. Então eu fiz... eh/eh:: eu tinha que ter um ESPAÇO pra eu trabalhar análise linguística. Né? Trabalhei orações coordenadas... como eu podia ter trabalhado orações subordinadas... não teve assim um critério... ah, eu tenho que trabalhar isso. Também trabalhei porque tinha no livro... eu vou ser sincera... era o momento que tava lá... e a gente tem que também dar uma sequência no livro até porque é pra o livro fazer um pouco de sentido pro aluno, mesmo que não seja o livro dos seus sonhos. Então a gente tem que dar o/a/eh/eh:: tem que tornar o livro usual.
A respeito do ensino de gramática normativa na Educação Básica e com base no discurso da professora em análise, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3633883 Português
Considere as diretrizes da BNCC para o Ensino Médio, na área Linguagens, Códigos e suas Tecnologias:
Nessa direção, [a BNCC] considera os fundamentos básicos de ensino e aprendizagem das Linguagens, que, ao longo de mais de três décadas, têm se comprometido com uma formação voltada a possibilitar uma participação mais plena dos jovens nas diferentes práticas socioculturais que envolvem o uso das linguagens.
No Ensino Médio, os jovens intensificam o conhecimento sobre seus sentimentos, interesses, capacidades intelectuais e expressivas; ampliam e aprofundam vínculos sociais e afetivos; e refletem sobre a vida e o trabalho que gostariam de ter. Encontram-se diante de questionamentos sobre si próprios e seus projetos de vida, vivendo juventudes marcadas por contextos socioculturais diversos. Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017, p. 483).
A partir do escopo dessas considerações da BNCC sobre a aprendizagem do adolescente, considere as assertivas a seguir como (V) verdadeiras ou (F) falsas:
( ) Esta afirmação da BNCC amplia a dimensão do que é considerado conteúdo a ser ensinado no nível médio.
( ) De acordo com o trecho da BNCC em pauta, os três anos do Ensino Médio devem se voltar exclusivamente para a preparação do aluno para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
( ) Há uma preocupação da BNCC com o adolescente como um ser integral, em preparação para participar ativamente das demandas sociais do mundo do trabalho.
( ) A BNCC considera a juventude como uma fase homogênea do desenvolvimento humano.
( ) Esse olhar mais amplo da BNCC para o sujeito adolescente torna legítimo que o professor trabalhe com projetos que privilegiem a transição e as aspirações desses sujeitos nas aulas de Linguagens.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3633882 Português
Considere a leitura dos três textos a seguir:

TEXTO 01

[...] com re/relação ao perfil da turma, de alunos que não têm prática de leitura e escrita em casa... de alunos que não sabem o que é um/ler um livro de capa a capa, que não leem nem gibi nem jornal, não leem nada... de repente eu chegar pra esse aluno e dizer “olha, você tem que ler. Ler é importante”. Né?

Entrevista com uma professora do nono ano do ensino fundamental na rede pública de Campina Grande.

TEXTO 02

[...] a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas na BNCC

Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017, p. 13).

TEXTO 03

Parece, portanto, não faltar ao professor o respaldo das instâncias superiores [PCN, PNLD], que assumiram o discurso de novas concepções teóricas, de onde podem emergir novos programas, novas práticas. Pelo menos, para os professores, já não tem sentido transferir para as Secretarias de Educação, para o vestibular e para todos os livros didáticos, a responsabilidade de ter de “rezar” o velho rosário das classes de palavras, conta a conta, uma a uma. A“salvação” parece vir de outros meios. Ou seja, os “santos” começam a ter outra cara.

Irandé Antunes, linguista, no livro Aula de Português (2003). 
É possível entrever, a partir desses três discursos – uma professora da Educação Básica, a BNCC e uma linguista – que teoria e prática estabelecem uma tensa relação entre esses três textos. Tomando-os por base, e levando em conta o prisma da função social do ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3633869 Português
Leia o texto abaixo, com atenção para as formas gramaticais em destaque e, em seguida, responda à questão.

Algumas pessoas sentem dor num membro que já foi amputado. Como fazer parar, se o membro não existe mais?

Cerca de 90% dos indivíduos que passaram pela amputação de alguma parte do corpo continuam sentindo dores, queimação, formigamento, pontadas… e até cócegas no membro que já não está mais 1 . Isso porque uma perna, por exemplo, não existe só a partir da sua pelve. Ela existe no seu cérebro também. A “central de comando” do membro continua funcionando. E deixa ISSO2 tratamento mais complicado. Não há exame para o diagnóstico de “dor fantasma”. O médico precisa identificá-lA3 contando só com o relato do paciente. A medicina costuma ajudar a aflição dESSES4 indivíduos com antidepressivos, analgésicos e, em caso de dores extremas, até morfina, um depressor do sistema nervoso central – onde está a dor real, mesmo que o membro seja só uma fantasia. Uma alternativa promissora é a estimulação cerebral com eletrodos e uma pequena corrente elétrica. Mas os dados de eficácia ainda são limitados. (Superinteressante, setembro/2022)
No trecho transcrito abaixo, depreende-se uma relação de sentido entre as orações, viabilizada pela locução MESMO QUE, que, genericamente, pertence à esfera do contraste.
“A medicina costuma ajudar a aflição desses indivíduos com antidepressivos, analgésicos e, em caso de dores extremas, até morfina, um depressor do sistema nervoso central – onde está a dor real, mesmo que o membro seja só uma fantasia”.
Analise as versões propostas como paráfrase e indique qual delas contraria a versão original: 
Alternativas
Respostas
30621: E
30622: A
30623: C
30624: D
30625: E
30626: D
30627: C
30628: D
30629: D
30630: D
30631: C
30632: D
30633: B
30634: A
30635: E
30636: A
30637: C
30638: E
30639: A
30640: B