Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

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Q3647139 Português
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) acerca do tema gêneros textuais.
( ) Os gêneros textuais são diferentes formas de texto, usadas para transmitir as mensagens que pretendemos aos seus receptores.
( ) O avanço tecnológico provocou alterações nos meios de comunicação e também na linguagem, o que deu origem aos gêneros digitais.
( ) O advento da tecnologia trouxe novos tipos de gêneros: videoconferências, chats e e-mails.
( ) Os gêneros textuais apresentam definições linguísticas e estruturais e excluem a tipologia textual tradicional.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3647126 Português
O texto abaixo compõe O livro das ignorãças, de Manoel de Barros.

No descomeço era o verbo.

Só depois é que veio o delírio do verbo.

O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.

A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som.

Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.

E pois.

Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos —

O verbo tem que pegar delírio.

BARROS, Manoel de. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Record, s/d, p. 15.
Assinale a alternativa correta com base em sua leitura e interpretação do Texto.
Alternativas
Q3647124 Português
É um Adjunto, e daí?

Na prática escolar típica, tanto os ensinamentos quanto os exercícios e as avaliações param, frequentemente, na identificação de objetos e funções. É comum que se solicite a alunos ou vestibulandos que respondam se tal palavra é um adjetivo ou um substantivo, se um certo “que” é uma conjunção integrante ou um pronome etc. A minha pergunta, que tenho feito a professores em palestras, e que repito aqui, é a seguinte: depois que você achou um advérbio, o que é que você faz com ele? Pergunto sempre isso porque acho que o importante não é identificar, embora este possa ser o primeiro e necessário passo para depois poder dar outros. Mas, repito, em geral, para-se na identificação. Eu diria que o mais importante não é identificar, mas tentar explicitar o que é que tal palavra ou locução está fazendo aí. Especialmente, que importância tem para a significação. Com quais outras palavras ou expressões está relacionada? Se mudasse de lugar, provocaria uma mudança no sentido?

Tomemos um exemplo bastante simples (se é que há algum exemplo simples em alguma língua), a frase: “O chefe disse que ia viajar ontem.” Tenho certeza de que, se essa frase fizesse parte de um exame qualquer, e supondo que o examinador quisesse checar o conhecimento do candidato a propósito de “ontem” perguntaria pela função dessa palavra na frase ou por sua classificação segundo a gramática. [...]

POSSENTI, Sírio. A cor da língua e outras croniquinhas de linguista. Campinas: Mercado das Letras, 2009. p. 22-23
Assinale a alternativa correta de acordo com o Texto.
Alternativas
Q3647122 Português
Leitores de carteirinha: junho de 2021

Jovens frequentadores de bibliotecas comunitárias resenham seus livros preferidos

Jamile da Cruz Novais, 18 – Salvador (BA) Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo: diário de uma favelada.

Esse é o primeiro livro da escritora Carolina Maria de Jesus, que foi publicado por intermédio de um repórter que se interessou pelo diário em que ela escrevia quase todos os dias. Como ela era semianalfabeta, para o livro ser publicado, teve que passar por algumas alterações, mas tentaram e conseguiram manter a originalidade de sua escrita.

Ela morava numa favela em São Paulo e era catadora de material reciclável. Era daí que ela tirava seu sustento e o de seus três filhos. Ela via como a vida de muitos se esvaíra, era essa a sua realidade, mas continuava a manter-se forte, principalmente pelos seus filhos.

Depois da publicação de Quarto de despejo, que foi traduzido para mais de dez línguas, ela se mudou para uma casa melhor, no subúrbio da cidade. Morreu aos 62 anos, devido a uma crise de asma.

A leitura agrega bastante no nosso conhecimento, expõe talentos, traz reflexão e nos ensina cada lição! Nessa obra, vemos a vida do favelado, do pobre e do preto, passando fome, frio e todo tipo de discriminação, tendo que chegar a comer comida do lixão. Essa é, infelizmente, a nossa nação.

São situações reais, muitas vezes tratadas como banais, mas em que se percebem agressões, assassinatos, sofrimento. Aí pensamos: quando é que vai acabar esse tormento? Tanto racismo, preconceito, humilhação. Lutaremos para mudar isso, população! Está na hora de evoluir e mostrar respeito. Afinal de contas, ninguém merece viver em um quarto de despejo.

Carolina Maria de Jesus, escritora, mãe solteira, compositora, poetisa, preta, brasileira, mostrou sua força, a de mulher guerreira.

Disponível em:  <https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/literatura-infantojuvenil/leitores-de-carteirinha-junho-de-2021>. Acesso em 25 out. 2023 [Adaptado]
O Texto foi extraído de uma revista de livros contemporânea, de uma seção na qual os colaboradores eram leitores jovens que falavam sobre suas experiências de leitura.
Analise as alternativas a seguir e assinale a correta.
Alternativas
Q3647083 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Existe quantidade segura de consumo de álcool?


Diferentemente do Canadá, o Brasil não tem um consenso determinado por uma entidade médica nacional, mas segue a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), que também afirma não existir um padrão de consumo de álcool que seja absolutamente seguro.


Atualmente, não existem definições oficiais para dose padrão e consumo moderado no Brasil.


O CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) considera que uma dose padrão corresponde a 14g de etanol puro no contexto brasileiro. Isso corresponde a 350 ml de cerveja (5% de álcool), 150ml de vinho (12% de álcool) ou 45ml de destilado (como vodca, cachaça e tequila, com aproximadamente 40% de álcool).


Já a OMS define como dose padrão 10g de etanol puro, e recomenda que homens e mulheres não excedam duas doses por dia e que se abstenham de beber pelo menos dois dias por semana.


Pela diretriz canadense, a quantidade de uma dose para mulher e duas doses para homem como limite também é considerada uma quantidade baixa, mas por semana, e não por dia, como indica a OMS.


"Esta diretriz sobre o álcool é uma recomendação dura e forte - e é claro que não sou contra, são considerações feitas com base em estudos médicos. Mas deve-se também considerar o ponto de vista sociocultural - dependendo do país, é algo muito fácil de ser quebrado. Se um casal divide uma garrafa de vinho em um jantar comemorativo, já está fora do limite", avalia Arthur Guerra, psiquiatra e presidente do CISA.


"Esse consumo moderado, no entanto, leva em conta o organismo de uma pessoa completamente saudável - sem qualquer doença crônica, como diabetes e hipertensão, que atingem cerca de 9% e 26% dos brasileiros, respectivamente, ou mesmo indivíduos que têm histórico familiar de alcoolismo", aponta Álvaro Pulchinelli, toxicologista do Fleury Medicina e Saúde.


De acordo com o presidente do CISA, o mesmo vale para quem tem doenças psiquiátricas.


 "Pacientes com doenças como depressão, ansiedade, esquizofrenia, não deveriam consumir álcool. E, se eventualmente, em uma celebração, a pessoa beber uma taça, isso significa que vai afetar o quadro psiquiátrico base? Não necessariamente. Mas o uso regular da bebida é totalmente contraindicado", afirma Guerra.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nzekg26ddo. Adaptado.


Uma recente mudança na recomendação de consumo de álcool no Canadá chamou atenção pelo rigor - de acordo com o documento, a única quantidade segura de álcool é zero, nenhuma gota.


De acordo com o texto base:

Alternativas
Q3646926 Português

Leia o texto a seguir.


Vazio


    Abriu os olhos para mais um dia igual aos outros. A mesma cama vazia, o mesmo banho corrido, o mesmo café da manhã – sem gosto e sem ninguém. A mesma lágrima fugidia teimando em estragar sua maquiagem e arruinar sua máscara. O mesmo dia de trabalho e competência. O mesmo retorno ao lar frio.

    E a solidão, sua companheira de sempre, esperava no sofá, de braços cruzados e com uma xícara de café.


Carolina Nunes

Pode-se afirmar que são características desse miniconto, EXCETO
Alternativas
Q3646836 Português

TEXTO I


   Do descobridor de talentos. Aquele cara que tem uma agência de testar e selecionar artistas para circo, teatro, televisão, o diabo. Tava ele lá, no seu escritório, no último andar do Empire State Building, quando a secretária anunciou o próximo candidato. 

   — Pode entrar, meu filho.

   O rapaz, tímido, entrou.

   — Que é que você sabe fazer?

   — Sei imitar passarinho.

  — IMITAR PASSARINHO??? — berrou o descobridor, pedavida. — Imitar passarinho!!! Pô! Então eu estou aqui no meu trabalho, cheio de coisas pra fazer e o senhor vem me importunar pra dizer que imita passarinho. Rua! Rua!!!

   O cara olhou muito triste pro descobridor, caminhou até a janela do escritório e saiu voando.


(Ziraldo. Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação, 1982. P.75.)

A expressão IMITAR PASSARINHO??? Está escrita em letras maiúsculas, em negrito e termina com três pontos de interrogação. Marque a alternativa que justifica essa expressão estar grafada assim.
Alternativas
Q3646634 Português
TEXTO II

    [...] A temperatura média mundial subiu cerca de meio grau centígrado desde o século passado.
  Entre os fatores mais preocupantes responsáveis por essa tendência estão as substâncias químicas chamadas clorofluorcarbonos, os CFCs. [...] Amplamente usados desde os anos 50, especialmente em aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e isolantes de espuma, os CFCs também estão corroendo a camada de ozônio da estratosfera, que nos protege dos nocivos raios ultravioleta do Sol.

(Fascículo CLIMA II, da série “A aventura do conhecimento”, encarte do jornal O Estado de São Paulo, 17/12/1995.)
O texto acima, quanto ao gênero textual, pode ser considerado como um texto
Alternativas
Q3646632 Português

TEXTO I


CIDADEZINHA QUALQUER


Casas entre bananeiras

Mulheres entre laranjeiras

Pomar amor cantar.


Um homem vai devagar.

Um cachorro vai devagar.

Um burro vai devagar.


Devagar... as janelas olham.


Eta vida besta, meu Deus.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar,1988.)

Considere o verso: “Devagar ... as janelas olham.” Marque a alternativa correta sobre a figura de linguagem presente nesse verso.
Alternativas
Q3646532 Português

TEXTO I


    Do descobridor de talentos. Aquele cara que tem uma agência de testar e selecionar artistas para circo, teatro, televisão, o diabo. Tava ele lá, no seu escritório, no último andar do Empire State Building, quando a secretária anunciou o próximo candidato.

   — Pode entrar, meu filho.

   O rapaz, tímido, entrou.

   — Que é que você sabe fazer?

   — Sei imitar passarinho.

  — IMITAR PASSARINHO??? — berrou o descobridor, pedavida. — Imitar passarinho!!! Pô! Então eu estou aqui no meu trabalho, cheio de coisas pra fazer e o senhor vem me importunar pra dizer que imita passarinho. Rua! Rua!!!

    O cara olhou muito triste pro descobridor, caminhou até a janela do escritório e saiu voando.


(Ziraldo. Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação, 1982. P.75.)

Observe a expressão: “Aquele cara que tem uma agência de testar e selecionar artistas [...]”. Marque a alternativa que apresenta um sinônimo adequado para o termo grifado nesse contexto:
Alternativas
Q3646525 Português

TEXTO I


    Do descobridor de talentos. Aquele cara que tem uma agência de testar e selecionar artistas para circo, teatro, televisão, o diabo. Tava ele lá, no seu escritório, no último andar do Empire State Building, quando a secretária anunciou o próximo candidato.

   — Pode entrar, meu filho.

   O rapaz, tímido, entrou.

   — Que é que você sabe fazer?

   — Sei imitar passarinho.

  — IMITAR PASSARINHO??? — berrou o descobridor, pedavida. — Imitar passarinho!!! Pô! Então eu estou aqui no meu trabalho, cheio de coisas pra fazer e o senhor vem me importunar pra dizer que imita passarinho. Rua! Rua!!!

    O cara olhou muito triste pro descobridor, caminhou até a janela do escritório e saiu voando.


(Ziraldo. Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação, 1982. P.75.)

Observe os vocábulos do texto: “cara”,”pedavida”,”pra”, “pro”, “tava ele lá”. Marque a alternativa que apresenta o nível de linguagem empregados nesses vocábulos.
Alternativas
Q3646524 Português

TEXTO I


    Do descobridor de talentos. Aquele cara que tem uma agência de testar e selecionar artistas para circo, teatro, televisão, o diabo. Tava ele lá, no seu escritório, no último andar do Empire State Building, quando a secretária anunciou o próximo candidato.

   — Pode entrar, meu filho.

   O rapaz, tímido, entrou.

   — Que é que você sabe fazer?

   — Sei imitar passarinho.

  — IMITAR PASSARINHO??? — berrou o descobridor, pedavida. — Imitar passarinho!!! Pô! Então eu estou aqui no meu trabalho, cheio de coisas pra fazer e o senhor vem me importunar pra dizer que imita passarinho. Rua! Rua!!!

    O cara olhou muito triste pro descobridor, caminhou até a janela do escritório e saiu voando.


(Ziraldo. Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação, 1982. P.75.)

O texto faz uma rápida contextualização do fato e coloca em evidência a fala das personagens. Marque a alternativa que apresenta o tipo de discurso que predomina no texto.
Alternativas
Q3646405 Português

TEXTO I



Sempre alerta!


     Grande espírito, o daquele escoteiro. Estava na rua, segurando seu feroz cão policial, quando viu parar um ônibus. Os passageiros desceram, subiram, o ônibus pôs-se a andar. No momento em que o ônibus ia andando, apareceu um velhinho tentando pegá-lo. Correu atrás do ônibus. Quando já o ia pegando, o ônibus aumentou a velocidade. No instante exato em que o velhinho , aborrecido, ia desistir do ônibus, o escoteiro não teve dúvida: soltou o cachorro policial em cima dele. O velho pôs-se a correr desesperadamente e, como única salvação, pegou o ônibus que já ia quinhentos metros adiante. O escoteiro segurou de novo o cão e voltou para casa, feliz, tendo praticado sua boa ação do dia.

     Moral: No cerne da violência nem sempre há violência.


(Fábulas fabulosas. 12ª ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991. P. 43.)

O texto “Sempre alerta!” serve para
Alternativas
Q3646404 Português

TEXTO I



Sempre alerta!


     Grande espírito, o daquele escoteiro. Estava na rua, segurando seu feroz cão policial, quando viu parar um ônibus. Os passageiros desceram, subiram, o ônibus pôs-se a andar. No momento em que o ônibus ia andando, apareceu um velhinho tentando pegá-lo. Correu atrás do ônibus. Quando já o ia pegando, o ônibus aumentou a velocidade. No instante exato em que o velhinho , aborrecido, ia desistir do ônibus, o escoteiro não teve dúvida: soltou o cachorro policial em cima dele. O velho pôs-se a correr desesperadamente e, como única salvação, pegou o ônibus que já ia quinhentos metros adiante. O escoteiro segurou de novo o cão e voltou para casa, feliz, tendo praticado sua boa ação do dia.

     Moral: No cerne da violência nem sempre há violência.


(Fábulas fabulosas. 12ª ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991. P. 43.)

O texto “Sempre alerta!”, da obra Fábulas fabulosas,
Alternativas
Q3646157 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Amizade entre fazendeiro e capivara conquista as redes sociais


Com mais de cento e setenta mil seguidores no Instagram e quase um milhão em sua conta no TikTok, Agenor e Filó fazem um imenso sucesso e conseguem milhões de visualizações a cada vídeo postado.


Tudo começou quando Agenor, que adora todos os tipos de animais, recebeu de um primo a filhote de capivara, de apenas cinco meses, que havia sido resgatada.


O fazendeiro compartilha sua rotina e os cuidados com os animais nas redes sociais desde 2019, mas foram as publicações com a pequena Filó que ganharam os corações dos internautas.


As capivaras são conhecidas por serem extremamente amigáveis, não só com outros bichos, mas com humanos também.


Em suas postagens, Agenor reforça a necessidade da preservação do meio ambiente e sua importância para os animais: "Os animais são seres incríveis que podem despertar amor em qualquer pessoa, acredito que é dever e obrigação das pessoas cuidar deles. A natureza é tão perfeita."


Amizade entre fazendeiro e capivara conquista as redes sociais (msn.com). Adaptado.

Agenor Tupinambá tem uma capivara de estimação chamada Filó e a amizade dos dois tem conquistado fãs e mais fãs na internet.


Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.

Alternativas
Q3645994 Português
De acordo com o que você leu, pode-se afirmar que a compreensão a respeito de amor, para o pai, difere da do filho, pois se manifesta:
Alternativas
Q3645991 Português
Para o autor, a palavra que define heroísmo é: 
Alternativas
Q3645985 Português
A expressão “Além disso” exprime: 
Alternativas
Q3645983 Português
O texto é um miniconto. Nesse tipo de texto há alguns aspectos relacionados aos elementos da narrativa. Mesmo sendo um texto breve, ele possui início, meio e desfecho. Analisando os travessões utilizados no segundo parágrafo, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3645634 Português
TEXTO IV


HUMILHANTE CRASE


      Janistraquis não costuma recortar apenas os títulos, mas as notícias inteiras. Entretanto, [...] ele fracassou. “Considerando, o Caderno 2 quer nos enlouquecer”, garantiu Janistraquis, brandindo um título realmente intrigante: Veneza abre os braços à Casanova.

          “Cadê o texto?”, perguntei, mas meu secretário não conseguira localizá-lo. Como é que essa cidade pode abrir os braços a uma casa nova, se é cidade antiquíssima, feita de edificações medievais? Janistraquis alertou- -me para o fato de que não se tratava de casa nova, mas Casanova, nome de gente. Ah! Então referia-se àquele conquistador!

         O título tornava-se, todavia, mais confuso. Como é que Veneza pode abrir os braços à maneira de Casanova? Seria abrir os braços de forma obscena, como fazia o velho fauno nos salões e também nos becos e gôndolas? Denso mistério.[...]


(JAPIASSU, Moacir. Jornal de Imprensa: a notícia levada a sério. São Paulo: Jornal dos Jornais Editora, 1997. P. 106.)
Analise as afirmações abaixo sobre o texto “Humilhante crase”:

I- A crase antes da palavra “Casanova” incomoda o autor, pois não há artigo feminino antes do sobrenome “Casanova”.
II- A preposição “a”, que ocorre nesse contexto, é exigida pela expressão “abrir os braços”.
III- A ironia, segundo Japiassu, está no fato de o jornal sugerir que uma cidade antiquíssima “abrisse os braços” para uma “casa nova”.

Marque a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
30461: A
30462: A
30463: A
30464: E
30465: C
30466: A
30467: C
30468: D
30469: D
30470: D
30471: B
30472: A
30473: A
30474: B
30475: D
30476: B
30477: A
30478: D
30479: A
30480: D