Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3692737 Português
A Linguagem da enrolação
A queda de Minoru Yanagida, ministro da Justiça do Japão, em 22 de novembro de 2011, e o carnaval provocado pela campanha eleitoral do palhaço Tiririca no Brasil trouxeram sugestivas indicações sobre a linguagem. Yanagida não caiu por corrupção, escândalos, medidas impopulares ou erros técnicos, mas por sua sinceridade (“Trop honnête pour être ministre”, foi a manchete do Le Monde) ao declarar como lidava com os parlamentares: “Meu trabalho é fácil. Basta lembrar apenas de dizer duas frases durante as sessões do Parlamento: ‘Não vou comentar casos específicos’ e ‘Estamos analisando o assunto de acordo com a lei e as evidências’”.
Os deputados, furiosos, exigiram sua cabeça e ele, no ritual nipônico de desculpas, alegou que tinha falado “meio de brincadeira”. De qualquer modo, ato imperdoável: não por se valer de técnicas de linguagem comuns a todos os políticos, mas por entregar publicamente o código da classe.
O código, no caso, é o recurso ao genérico, ao neutro. Método sutil de se resguardar e com a vantagem adicional de não precisar mentir descaradamente.
LAUAND, Jean. A Linguagem da enrolação. In: _______. Revelando a linguagem. São Paulo: Factash Editora, 2016. [Fragmento]
Com base no texto, é INCORRETO afirmar que a expressão “técnicas de linguagem comuns a todos os políticos” refere-se ao uso
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Biólogo |
Q3692563 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A Arte

        O Renascimento proporcionou mudança na mentalidade conceitual da arte ao separá-la dos ofícios e das ciências. À época, a poesia, por exemplo, passou a ser considerada arte ao invés de um tipo de filosofia ou mesmo profecia. A partir daí, nota-se inclusive uma melhora na percepção e na situação social do artista, pois os nobres e os ricos europeus aguçaram seus interesses pela beleza. A arte consagra-se como um objeto de consumo estético da nobreza e das altas classes sociais.

        Hoje em dia, em pleno século 21, até mesmo a televisão, a moda, a publicidade e os videojogos são por muitos considerados manifestações artísticas. Segundo René Huyghe, a arte e o homem são indissociáveis. Não há arte sem homem, muito menos homem sem arte. O ser isolado ou a civilização que não chega à arte estão ameaçados por uma secreta asfixia espiritual, por uma turbação moral.

        Se para São Tomás de Aquino a arte é o reto ordenamento da razão, para Pablo Picasso, a arte é a mentira que nos ajuda a ver a verdade. Ambos estarão certos. Quiçá, por isso, se aceita o conceito de arte englobar todas as criações realizadas pelo ser humano para expressar sua visão mais sensível acerca do mundo, seja real ou imaginário.

        A arte é a capacidade humana de criação. É a expressão ou aplicação de habilidades criativas e a imaginação para criar obras que são apreciadas principalmente por sua beleza, intelecto ou poder emocional. Seus resultados são obtidos por distintos meios. A arte de cozinhar, de pintar quadros, de grafitar, as artes plásticas, a arte de compor (poemas e partituras musicais), a gravura, a impressão de livros e, até mesmo, atrelados a um conceito mais severo, meios hoje em dia causadores de grande repulsa social, como a caça e a guerra, podem ser considerados como arte. O ser humano e a arte estão rigorosamente conectados. A arte liberta. E, atualmente, a arte de viver cada vez mais se faz indispensável para a emancipação humana.

LEÃO, Renato Zerbini Ribeiro. 2020. “A Arte”. Correio Braziliense, 26 de janeiro de 2020. https://www.correiobraziliense.com.br/. [Fragmento Adaptado] 
De acordo com as conceituações de arte trazidas pelo texto, é INCORRETO afirmar que 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Biólogo |
Q3692562 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Entenda a força do terremoto mais forte em um século a atingir montanhas do Marrocos

O terremoto de sexta-feira (8) à noite, cujo epicentro ocorreu nas montanhas do Alto Atlas, no Marrocos, foi o mais forte a atingir a área em mais de 120 anos, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O tremor também foi o mais mortal no país em cerca de 30 anos.

Com magnitude de 6,8, é classificado como forte na escala de magnitude, de acordo com o órgão.

Terremotos desse tamanho na região são incomuns, segundo o serviço, mas não inesperados. Foram nove terremotos com magnitude 5 ou superior desde 1900, mas nenhum deles teve magnitude superior a 6.

Na escala, cada aumento de um número inteiro resulta em 32 vezes mais força.

Jonathan Stewart, professor de engenharia civil e ambiental da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, disse à CNN que, embora o terremoto tenha sido 30 vezes mais fraco do que o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia no início deste ano, ainda liberou “uma tremenda quantidade de energia e provavelmente causaria danos substanciais”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/. Acesso em: 17 set. 2023. [Fragmento Adaptado].
De acordo com as informações contidas no fragmento de reportagem, é INCORRETO afirmar que o terremoto que atingiu o Marrocos em 08 de setembro de 2023 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Biólogo |
Q3692561 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Entenda a força do terremoto mais forte em um século a atingir montanhas do Marrocos

O terremoto de sexta-feira (8) à noite, cujo epicentro ocorreu nas montanhas do Alto Atlas, no Marrocos, foi o mais forte a atingir a área em mais de 120 anos, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O tremor também foi o mais mortal no país em cerca de 30 anos.

Com magnitude de 6,8, é classificado como forte na escala de magnitude, de acordo com o órgão.

Terremotos desse tamanho na região são incomuns, segundo o serviço, mas não inesperados. Foram nove terremotos com magnitude 5 ou superior desde 1900, mas nenhum deles teve magnitude superior a 6.

Na escala, cada aumento de um número inteiro resulta em 32 vezes mais força.

Jonathan Stewart, professor de engenharia civil e ambiental da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, disse à CNN que, embora o terremoto tenha sido 30 vezes mais fraco do que o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia no início deste ano, ainda liberou “uma tremenda quantidade de energia e provavelmente causaria danos substanciais”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/. Acesso em: 17 set. 2023. [Fragmento Adaptado].
Assinale a alternativa que não apresenta uma paráfrase do trecho: “O terremoto de sexta-feira (8) à noite, cujo epicentro ocorreu nas montanhas do Alto Atlas, no Marrocos, foi o mais forte a atingir a área em mais de 120 anos[...]”. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Biólogo |
Q3692560 Português

4.png (288×267)


Disponível em: https://escolaeducacao.com.br/calvin-e-haroldo/. Acesso em: 16 set 2023


Marque a opção que apresenta um pressuposto contido no enunciado de Haroldo.  

Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Biólogo |
Q3692559 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão

        [...] Há dias em que a curiosidade parece o incisivo canto de uma cigarra na folha verde do pé de fícus da varanda. Navegamos a esmo pela rede na tentativa de aplacar tantas perguntas que se multiplicam, enquanto lá fora o canto contínuo são cócegas a mais nestes nossos porquês. Esse flanar moderno pelos sites da Internet pode ser enfadonho e até mesmo perigoso, como mostrou uma reportagem recente. Entretanto, se voltarmos os olhos para as flores do bem, temos à disposição infindáveis opções não só para aplacar mas, melhor ainda, para ampliar nosso repertório de porquês.

SAMPAIO, Cláudia Dias. Revista Superinteressante. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/8/17/superinteressante. Acesso em: 16 set 2023. [Fragmento adaptado]
Assinale a alternativa que traz uma comparação implícita e em sentido figurado. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Biólogo |
Q3692558 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão

        [...] Há dias em que a curiosidade parece o incisivo canto de uma cigarra na folha verde do pé de fícus da varanda. Navegamos a esmo pela rede na tentativa de aplacar tantas perguntas que se multiplicam, enquanto lá fora o canto contínuo são cócegas a mais nestes nossos porquês. Esse flanar moderno pelos sites da Internet pode ser enfadonho e até mesmo perigoso, como mostrou uma reportagem recente. Entretanto, se voltarmos os olhos para as flores do bem, temos à disposição infindáveis opções não só para aplacar mas, melhor ainda, para ampliar nosso repertório de porquês.

SAMPAIO, Cláudia Dias. Revista Superinteressante. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/8/17/superinteressante. Acesso em: 16 set 2023. [Fragmento adaptado]
O operador argumentativo “melhor ainda”, empregado pela autora no final do fragmento de texto apresentado, deixa transparecer a 
Alternativas
Q3691685 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Cérebro sozinho é mais potente que toda a internet,

diz cientista Rafael Yuste



    Um único cérebro humano, formado por bilhões de neurônios, tem mais potência do que toda a internet no mundo. É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira.

    

     "Todas as atividades cognitivas são definidas pelo cérebro", lembrou o cientista, que defendeu os estudos do órgão, cujo funcionamento segue misterioso para a ciência, como imprescindível para o avanço no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e até motoras – como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. "Hoje os médicos podem fazer pouco pelos pacientes porque não entendem o cérebro", defendeu.


    Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia.


    A neurotecnologia, explica Yuste, é formada por dispositivos eletrônicos, óticos, moleculares e magnéticos. "Eles servem para registrar a atividade neuronal e alterá-la", diz.


    Muitas dessas tecnologias já estão sendo usadas em testes com ratos e conseguiram introduzir, no cérebro dos bichos, imagens que não estavam vendo ou memórias de fatos que não viveram.


    Em humanos, o avanço dessas técnicas poderia permitir que pessoas com paralisia mexam membros robóticos por meio de um implante cerebral, por exemplo, ou possibilitar a comunicação com uma pessoa com Alzheimer que não consegue mais falar, decodificando seus pensamentos.


     Mas a neurotecnologia, que passa por uma "revolução", segundo Yuste, não servirá apenas para tratar doenças. Em breve os humanos estarão usando esse tipo de tecnologia também para se comunicar, como que por telepatia, e para usar equipamentos – tornando-se, então, "humanos maiores".


    Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia.


     Quase como um filme de ficção científica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. O mesmo acontece com o direito à "identidade mental" e ao livre arbítrio.


    O cientista citou também o direito ao acesso equitativo às tecnologias de aumento cognitivo, "para evitar que tenham humanos melhorados e humanos que sem acesso a isso".


    Para pôr em prática a proteção desses direitos, seria necessária também a investigação de empresas privadas de neurotecnologia. "Empresas já estão agindo como donas dos dados cerebrais coletados", alertou.


    O Chile já elaborou uma emenda à Constituição para proteger dados cerebrais e no Brasil poderá acontecer o mesmo. Yuste disse que a possibilidade está sendo discutida com o senador Randolfe Rodrigues. "Precisamos nos assegurar que essas técnicas tão potentes sejam usadas em benefício da humanidade", concluiu Yuste.


(Alessandra Monterastelli. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/novos-direitos-humanossao-urgentes-para-proteger-o-cerebro-humano-afirma-rafael-yuste.shtml. 4.jul.2023)  

...como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. (L.12-14)


O segmento acima, em relação ao trecho imediatamente anterior, apresenta relação de

Alternativas
Q3691682 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Cérebro sozinho é mais potente que toda a internet,

diz cientista Rafael Yuste



    Um único cérebro humano, formado por bilhões de neurônios, tem mais potência do que toda a internet no mundo. É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira.

    

     "Todas as atividades cognitivas são definidas pelo cérebro", lembrou o cientista, que defendeu os estudos do órgão, cujo funcionamento segue misterioso para a ciência, como imprescindível para o avanço no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e até motoras – como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. "Hoje os médicos podem fazer pouco pelos pacientes porque não entendem o cérebro", defendeu.


    Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia.


    A neurotecnologia, explica Yuste, é formada por dispositivos eletrônicos, óticos, moleculares e magnéticos. "Eles servem para registrar a atividade neuronal e alterá-la", diz.


    Muitas dessas tecnologias já estão sendo usadas em testes com ratos e conseguiram introduzir, no cérebro dos bichos, imagens que não estavam vendo ou memórias de fatos que não viveram.


    Em humanos, o avanço dessas técnicas poderia permitir que pessoas com paralisia mexam membros robóticos por meio de um implante cerebral, por exemplo, ou possibilitar a comunicação com uma pessoa com Alzheimer que não consegue mais falar, decodificando seus pensamentos.


     Mas a neurotecnologia, que passa por uma "revolução", segundo Yuste, não servirá apenas para tratar doenças. Em breve os humanos estarão usando esse tipo de tecnologia também para se comunicar, como que por telepatia, e para usar equipamentos – tornando-se, então, "humanos maiores".


    Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia.


     Quase como um filme de ficção científica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. O mesmo acontece com o direito à "identidade mental" e ao livre arbítrio.


    O cientista citou também o direito ao acesso equitativo às tecnologias de aumento cognitivo, "para evitar que tenham humanos melhorados e humanos que sem acesso a isso".


    Para pôr em prática a proteção desses direitos, seria necessária também a investigação de empresas privadas de neurotecnologia. "Empresas já estão agindo como donas dos dados cerebrais coletados", alertou.


    O Chile já elaborou uma emenda à Constituição para proteger dados cerebrais e no Brasil poderá acontecer o mesmo. Yuste disse que a possibilidade está sendo discutida com o senador Randolfe Rodrigues. "Precisamos nos assegurar que essas técnicas tão potentes sejam usadas em benefício da humanidade", concluiu Yuste.


(Alessandra Monterastelli. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/novos-direitos-humanossao-urgentes-para-proteger-o-cerebro-humano-afirma-rafael-yuste.shtml. 4.jul.2023)  

É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira. (L.4-7)
O pronome sublinhado no período acima desempenha papel 
Alternativas
Q3691681 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Cérebro sozinho é mais potente que toda a internet,

diz cientista Rafael Yuste



    Um único cérebro humano, formado por bilhões de neurônios, tem mais potência do que toda a internet no mundo. É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira.

    

     "Todas as atividades cognitivas são definidas pelo cérebro", lembrou o cientista, que defendeu os estudos do órgão, cujo funcionamento segue misterioso para a ciência, como imprescindível para o avanço no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e até motoras – como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. "Hoje os médicos podem fazer pouco pelos pacientes porque não entendem o cérebro", defendeu.


    Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia.


    A neurotecnologia, explica Yuste, é formada por dispositivos eletrônicos, óticos, moleculares e magnéticos. "Eles servem para registrar a atividade neuronal e alterá-la", diz.


    Muitas dessas tecnologias já estão sendo usadas em testes com ratos e conseguiram introduzir, no cérebro dos bichos, imagens que não estavam vendo ou memórias de fatos que não viveram.


    Em humanos, o avanço dessas técnicas poderia permitir que pessoas com paralisia mexam membros robóticos por meio de um implante cerebral, por exemplo, ou possibilitar a comunicação com uma pessoa com Alzheimer que não consegue mais falar, decodificando seus pensamentos.


     Mas a neurotecnologia, que passa por uma "revolução", segundo Yuste, não servirá apenas para tratar doenças. Em breve os humanos estarão usando esse tipo de tecnologia também para se comunicar, como que por telepatia, e para usar equipamentos – tornando-se, então, "humanos maiores".


    Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia.


     Quase como um filme de ficção científica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. O mesmo acontece com o direito à "identidade mental" e ao livre arbítrio.


    O cientista citou também o direito ao acesso equitativo às tecnologias de aumento cognitivo, "para evitar que tenham humanos melhorados e humanos que sem acesso a isso".


    Para pôr em prática a proteção desses direitos, seria necessária também a investigação de empresas privadas de neurotecnologia. "Empresas já estão agindo como donas dos dados cerebrais coletados", alertou.


    O Chile já elaborou uma emenda à Constituição para proteger dados cerebrais e no Brasil poderá acontecer o mesmo. Yuste disse que a possibilidade está sendo discutida com o senador Randolfe Rodrigues. "Precisamos nos assegurar que essas técnicas tão potentes sejam usadas em benefício da humanidade", concluiu Yuste.


(Alessandra Monterastelli. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/novos-direitos-humanossao-urgentes-para-proteger-o-cerebro-humano-afirma-rafael-yuste.shtml. 4.jul.2023)  

Em relação à sua tipologia, é correto afirmar que o texto é eminentemente
Alternativas
Q3691680 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Cérebro sozinho é mais potente que toda a internet,

diz cientista Rafael Yuste



    Um único cérebro humano, formado por bilhões de neurônios, tem mais potência do que toda a internet no mundo. É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira.

    

     "Todas as atividades cognitivas são definidas pelo cérebro", lembrou o cientista, que defendeu os estudos do órgão, cujo funcionamento segue misterioso para a ciência, como imprescindível para o avanço no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e até motoras – como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. "Hoje os médicos podem fazer pouco pelos pacientes porque não entendem o cérebro", defendeu.


    Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia.


    A neurotecnologia, explica Yuste, é formada por dispositivos eletrônicos, óticos, moleculares e magnéticos. "Eles servem para registrar a atividade neuronal e alterá-la", diz.


    Muitas dessas tecnologias já estão sendo usadas em testes com ratos e conseguiram introduzir, no cérebro dos bichos, imagens que não estavam vendo ou memórias de fatos que não viveram.


    Em humanos, o avanço dessas técnicas poderia permitir que pessoas com paralisia mexam membros robóticos por meio de um implante cerebral, por exemplo, ou possibilitar a comunicação com uma pessoa com Alzheimer que não consegue mais falar, decodificando seus pensamentos.


     Mas a neurotecnologia, que passa por uma "revolução", segundo Yuste, não servirá apenas para tratar doenças. Em breve os humanos estarão usando esse tipo de tecnologia também para se comunicar, como que por telepatia, e para usar equipamentos – tornando-se, então, "humanos maiores".


    Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia.


     Quase como um filme de ficção científica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. O mesmo acontece com o direito à "identidade mental" e ao livre arbítrio.


    O cientista citou também o direito ao acesso equitativo às tecnologias de aumento cognitivo, "para evitar que tenham humanos melhorados e humanos que sem acesso a isso".


    Para pôr em prática a proteção desses direitos, seria necessária também a investigação de empresas privadas de neurotecnologia. "Empresas já estão agindo como donas dos dados cerebrais coletados", alertou.


    O Chile já elaborou uma emenda à Constituição para proteger dados cerebrais e no Brasil poderá acontecer o mesmo. Yuste disse que a possibilidade está sendo discutida com o senador Randolfe Rodrigues. "Precisamos nos assegurar que essas técnicas tão potentes sejam usadas em benefício da humanidade", concluiu Yuste.


(Alessandra Monterastelli. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/novos-direitos-humanossao-urgentes-para-proteger-o-cerebro-humano-afirma-rafael-yuste.shtml. 4.jul.2023)  

Em relação à leitura do texto e suas corretas inferências, analise as afirmativas a seguir:


I. Um maior e melhor conhecimento do cérebro levaria à possível solução de problemas com enfermidades que afetam o ser humano e limitam sua vida.


II. Um dos riscos do acesso a dados cerebrais se dá pela possível perda de controle das informações, o que poderia levar à quebra do direito à privacidade da memória e do conhecimento.


III. Uma vez conhecido o cérebro por meio da neurotecnologia, a comunicação entre os seres humanos será aperfeiçoada e inequívoca, minimizando problemas da convivência.


Assinale

Alternativas
Q3690926 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


"IARA, UM MITO BEM ENCANTADOR"



(1º§) A Iara é um dos mitos mais conhecidos, também dos mais confundidos da região amazônica, o que naturalmente inclui o Pará. Geralmente, as pessoas acham que a Iara é uma mulher loura, de olhos azuis e a parte inferior do corpo em forma de peixe. Esta descrição, na verdade é da sereia europeia e não da Iara amazônica, idolatrada na região.



(2º§) A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra. Em certos locais dizem-na boto-fêmea, também a encantar os homens e levá-los para o fundo, e em outros dizem ser a própria Boiúna (cobra preta), que traduzem erroneamente por cobra grande.



(3º§) Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua a banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas. Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séqüitos e cortes de encantados... e é preciso muita reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Um pajé tão bom de reza para representação de sua tribo.



(4º§) Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado.. Quanto à possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe; não é parte do corpo de Iara, razão por que os peixes vão se afastando dela.



(5º§) Confundida ou não com crenças de outras plagas, a Iara até hoje exerce um grande fascínio e maior encantamento nos homens da região. Você gostou das informações sobre Iara? Viva a Iara com sua beleza!



*Glossário: "Plagas" − quer dizer: Região ou país; local habitado.Extensão de terra; espaço de um território; terreno.


Fonte:(http://www.f9.felipex.com.br/f9/le_iara.htm) −

(Acesso em 20.11.2023) − (Adaptado)



Analise esta informação: "É uma narrativa que apresenta explicações fantásticas de fatos ou fenômenos da natureza; esta palavra se relaciona com o sentido de: "crença" e "história".

A informação contém elementos que identificam a palavra escrita na alternativa.
Alternativas
Q3690924 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


"IARA, UM MITO BEM ENCANTADOR"



(1º§) A Iara é um dos mitos mais conhecidos, também dos mais confundidos da região amazônica, o que naturalmente inclui o Pará. Geralmente, as pessoas acham que a Iara é uma mulher loura, de olhos azuis e a parte inferior do corpo em forma de peixe. Esta descrição, na verdade é da sereia europeia e não da Iara amazônica, idolatrada na região.



(2º§) A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra. Em certos locais dizem-na boto-fêmea, também a encantar os homens e levá-los para o fundo, e em outros dizem ser a própria Boiúna (cobra preta), que traduzem erroneamente por cobra grande.



(3º§) Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua a banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas. Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séqüitos e cortes de encantados... e é preciso muita reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Um pajé tão bom de reza para representação de sua tribo.



(4º§) Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado.. Quanto à possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe; não é parte do corpo de Iara, razão por que os peixes vão se afastando dela.



(5º§) Confundida ou não com crenças de outras plagas, a Iara até hoje exerce um grande fascínio e maior encantamento nos homens da região. Você gostou das informações sobre Iara? Viva a Iara com sua beleza!



*Glossário: "Plagas" − quer dizer: Região ou país; local habitado.Extensão de terra; espaço de um território; terreno.


Fonte:(http://www.f9.felipex.com.br/f9/le_iara.htm) −

(Acesso em 20.11.2023) − (Adaptado)



Marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas
Q3690150 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



O antigo chá de sumiço ganhou

uma série de novas variantes na era atual 


    Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.


    A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um relacionamento de repente, interrompendo toda a comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação.


    O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir, em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.


    O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.


    Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé", "chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.


    No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou "passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma. Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca. 


    Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar pensão, não conviver, sumir.


    Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo", praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um "mantemos contato".


    Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem condição de trabalhar com você".


    Também existe o "ghosting de amizade", quando um conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos de amigos vacilões.


    Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e tampas de caneta.


    Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma satisfação.


(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flaviaboggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantesna-era-atual.shtml. 5.jul.2023)

Assinale a alternativa que não seja sinônimo de “escafeder” (L.21). 
Alternativas
Q3690146 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



O antigo chá de sumiço ganhou

uma série de novas variantes na era atual 


    Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.


    A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um relacionamento de repente, interrompendo toda a comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação.


    O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir, em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.


    O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.


    Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé", "chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.


    No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou "passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma. Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca. 


    Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar pensão, não conviver, sumir.


    Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo", praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um "mantemos contato".


    Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem condição de trabalhar com você".


    Também existe o "ghosting de amizade", quando um conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos de amigos vacilões.


    Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e tampas de caneta.


    Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma satisfação.


(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flaviaboggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantesna-era-atual.shtml. 5.jul.2023)

A expressão “ghosting”, de que fala o texto, é exemplo de linguagem 
Alternativas
Q3690145 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



O antigo chá de sumiço ganhou

uma série de novas variantes na era atual 


    Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.


    A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um relacionamento de repente, interrompendo toda a comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação.


    O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir, em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.


    O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.


    Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé", "chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.


    No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou "passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma. Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca. 


    Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar pensão, não conviver, sumir.


    Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo", praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um "mantemos contato".


    Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem condição de trabalhar com você".


    Também existe o "ghosting de amizade", quando um conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos de amigos vacilões.


    Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e tampas de caneta.


    Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma satisfação.


(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flaviaboggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantesna-era-atual.shtml. 5.jul.2023)

Em relação à leitura do texto e sua compreensão, analise as afirmativas a seguir:


I. A expressão “ghosting”, apesar de nova no português, significa algo que já nomeávamos por outras expressões populares.


II. O texto apresenta com ironia e bom humor a prática descrita pela nova palavra da moda, que amplia seus sentidos para além das relações amorosas.


III. A atitude de “dar no pé” independe da vontade do agente, sendo uma circunstância inerente aos novos tempos.


Assinale 

Alternativas
Q3689673 Português
        A série documental “Todos Os Olhos Em Mim”, produzida por Kalifa LXXI junto com apoio do Instituto FALA!, lança luz sobre a influência profunda dos circuitos de rimas improvisadas e da cultura hip hop na vida dos jovens negros e periféricos de Salvador, a cidade com a maior concentração negra fora da África.
        
        A série revela a realidade dessa juventude, que, embora seja uma força cultural poderosa, ainda enfrenta graves desafios relacionados ao racismo e à violência estatal que gera apagamento das suas subjetividades. [...]

        Do surgimento de nomes como Baco Exú do Blues à influência direta da DJ Nai Kiese na cena da discotecagem soteropolitana, a série documental visa mostrar como os circuitos de oralidades improvisadas contribuem para a ascensão de novos nomes no cenário musical, assim como desenvolve o letramento social, construindo microrrevoluções na estrutura da sociedade, estimulando a reverberação da criatividade e diversidade de corpos e vozes às margens capazes de criar novas rotas de emancipação e protagonismo. [...]

        No primeiro episódio, intitulado “O Nascimento do Circuito – Rimas Como Alforria”, os espectadores são conduzidos ao universo do Circuito de Oralidade Urbana – o 3º Round – o catalisador desse movimento na Bahia. [...] No segundo episódio, a série adentra o mundo do protagonismo negro e periférico, destacando os desafios enfrentados devido ao embranquecimento do hip hop e à apropriação cultural. [...] No terceiro episódio, a série explora o legado deixado pelo 3º Round, um movimento afrocultural que promove a diversidade de corpos e rostos no cenário das rimas improvisadas na Bahia. [...] No último episódio, “Sementes e Frutos”, a série mergulha nas raízes profundas da cultura hip hop em Salvador e mostra como essas sementes cresceram e floresceram nas batalhas de MCs. Os espectadores descobrirão como essas batalhas se tornaram uma estratégia poderosa para a visibilidade dos artistas periféricos e como o 3º Round moldou um DNA de superação e abriu caminhos para futuras gerações. Este episódio encerra a série com uma reflexão sobre o legado deixado para as gerações futuras.

        “Todos Os Olhos Em Mim” é uma série que não apenas narra a história do hip hop em Salvador, mas também celebra a resiliência, a criatividade e o poder de transformação dessa comunidade.

Disponível em: https://ponte.org/. Acesso em 14 set. 2023. [Fragmento adaptado]
Esse texto tem por objetivo primordial apresentar 
Alternativas
Q3689635 Português

Leia o texto seguinte e responda a questão.



        A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.


        João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.


         Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.


Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]

Conforme o texto, a expressão “A palavra não ganhou raiz” indica que a palavra
Alternativas
Q3689634 Português

Leia o texto seguinte e responda a questão.



        A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.


        João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.


         Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.


Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]

No texto, o termo “sertão” só NÃO foi referenciado por
Alternativas
Q3689491 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Como texto dissertativo, ele se vale de outras tipologias para discutir as ideias que o compõem. Para tal, é correto afirmar que a tipologia que se privilegia é a 
Alternativas
Respostas
30001: D
30002: A
30003: C
30004: B
30005: A
30006: C
30007: A
30008: B
30009: C
30010: B
30011: A
30012: E
30013: E
30014: D
30015: B
30016: A
30017: D
30018: A
30019: A
30020: C