Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3694282 Português
Lontra-marinha rouba pranchas e surfa na Califórnia

Acostumado com a presença humana, animal vai em busca

de alimento e acaba levando as pranchas


Annie Roth

SANTA CRUZ (CALIFÓRNIA) | THE NEW YORK TIMES


        Nos últimos verões, vários surfistas em Santa Cruz vêm sendo vítimas de um crime no mar: o roubo de suas pranchas. A culpada é uma lontra-marinha fêmea que aborda os surfistas, roubando suas pranchas de surfe nesse processo e às vezes danificando-as.

        Após um fim de semana no qual o comportamento da lontra pareceu ter ficado mais agressivo ainda, na segunda feira autoridades responsáveis pela fauna e flora da região anunciaram a decisão de colocar um ponto final nos furtos cometidos pela lontra.

       "Devido ao risco crescente à segurança do público, uma equipe do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CFDW, a sigla em inglês) e do Aquário de Monterey Bay, treinada na captura e no manejo de lontras marinhas, foi enviada para tentar capturar a lontra e reassentá-la", disse uma porta-voz do CFDW em comunicado à imprensa.

     As autoridades locais chamam o animal de Otter 841 (Lontra 841). A fêmea de 5 anos de idade é conhecida por seu comportamento ousado e sua capacidade de realizar a manobra de surfe hang 10.

     As lontras-marinhas da Califórnia, conhecidas como lontras-marinhas sulinas, são uma espécie ameaçada encontrada exclusivamente na costa central da Califórnia. No passado, centenas de milhares dessas lontras viviam nas águas costeiras do estado, ajudando a manter as florestas de algas kelp saudáveis, consumindo os ouriços-do-mar. Mas quando a costa oeste dos Estados Unidos foi colonizada, a espécie foi caçada até ficar quase extinta, até a caça ser proibida em 1911.

      Hoje restam cerca de 3.000 lontras. Muitas delas vivem em áreas frequentadas por surfistas, praticantes de paddleboarding e pessoas em caiaques.

      Apesar dessa proximidade estreita, as interações entre lontras-marinhas e humanos ainda são raras. Os animais sentem medo inato dos humanos e geralmente fazem todo o possível para evitá-los, disse o ecologista Tim Tinker, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que estuda os mamíferos marinhos há décadas.

         Uma lontra-marinha abordar um humano "não é normal", ele disse, "mas o fato de não ser normal não significa que nunca aconteça".

        A lontra 841 foi observada pela primeira vez subindo numa embarcação em Santa Cruz em 2021. Em um primeiro momento o comportamento foi excepcional, mas com o tempo a lontra foi ficando mais ousada. No último fim de semana, ela foi observada roubando pranchas de surfe em três ocasiões distintas.

         Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee, 40 anos, estava surfando em Steamer Lane, um ponto muito procurado por surfistas em Santa Fe, quando 841 se aproximou de sua prancha.

       "Tentei me afastar, mas não consegui ir muito longe até ela cortar com os dentes o cordão que prendia a prancha a meu tornozelo", ele disse.

       Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo, chocado, à lontra subir sobre a peça e passar a arrancar pedaços dela com seus maxilares poderosos.

         "Tentei tirá-la de cima, virando a prancha e empurrando-a para longe, mas ela estava fixada sobre minha prancha, por alguma razão, e não parava de atacar", ele disse. Se as autoridades conseguirem capturar 841, ela será levada de volta ao Aquário de Monterey Bay e depois transferida para outro aquário, onde passará o resto da vida. Seus captores têm um trabalho difícil pela frente. Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas.

         "Ela está mostrando talento para fugir de nós", disse Jessica Fujii, administradora do programa de lontras-marinhas no Aquário de Monterey Bay.
As funções da linguagem são formas de utilização da linguagem segundo a intenção do falante. A respeito do texto, pode-se afirmar que sua função é: 
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Q3694130 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os humanos não são mais os únicos primatas que passam pela menopausa


Novas evidências mostram que os chimpanzés experimentam a mudança hormonal, mas o que eles fazem e como vivem depois desse período continua sendo um foco de pesquisa.


Nonna, Abuela, Vovó, Avó... Seja qual for o nome, os seres humanos são uma das poucas espécies em que as fêmeas vivem muito além da idade reprodutiva para se tornarem avós.


De fato, o clube das avós é tão pequeno que é possível contar nos dedos de uma mão as outras espécies conhecidas por terem vivido e sobrevivido à menopausa. Elas incluem as baleias orcas, baleias-piloto de barbatanas curtas, narvais, baleias beluga e falsas baleias assassinas.


Mas um novo estudo de referência confirma que pelo menos uma população de chimpanzés pode agora ser adicionada à lista de elite. A descoberta é o resultado de 21 anos de observação da comunidade Ngogo de chimpanzés selvagens no Parque Nacional de Kibale, em Uganda, na África. Bem, isso e a coleta de muita urina de chimpanzé nas copas das árvores.


que fazemos é cortar uma pequena árvore que tenha um belo "Y" na extremidade. Depois, colocamos um saco plástico bem fino sobre ele", diz Kevin Langergraber, primatologista da Universidade Estadual do Arizona e autor sênior do estudo publicado hoje na revista Science. "Você só espera que não haja muito respingo", ele conta rindo.


Embora as circunstâncias possam parecer bobas, o estudo da urina de 66 mulheres Ngogo, com idades entre 14 e 67 anos, mostrou que seus níveis hormonais mudaram depois de chegar aos 50 anos, confirmando que elas estavam na menopausa. É interessante notar que 50 anos também é a idade em que muitas pessoas começam a entrar na menopausa.


Langengraber e outros pesquisadores de primatas há muito tempo se perguntavam por que os seres humanos têm menopausa enquanto nenhum de nossos primos evolucionários mais próximos parece ter.


"É muito legal finalmente ver essa peça do quebra-cabeça se encaixar", diz Catherine Hobaiter, primatologista da Universidade de St. Andrews, na Escócia, que também estuda chimpanzés na Budongo Central Forest Reserve, em Uganda, mas que não participou do novo estudo.


 Então, por que a menopausa levou tanto tempo para ser descoberta nos chimpanzés? A resposta curta é que é extremamente difícil estudar o funcionamento interno de animais grandes e selvagens sem prejudicá-los.


O estudo dos chimpanzés apresenta vários outros desafios, como o fato de eles terem uma vida extremamente longa, especialmente em cativeiro. Acredita-se que uma fêmea, conhecida como Little Mama, tinha mais de 70 anos quando morreu em um parque de safári na Flórida (Estados Unidos) em 2017. Isso significa que os cientistas simplesmente não têm dados de duas décadas para muitos grupos de chimpanzés na África Central e Ocidental.


Mas a duração do Projeto Ngogo Chimpanzee, que começou em 1993, e a técnica não invasiva de coleta de urina deram aos cientistas confiança em suas descobertas.


Especificamente, a equipe descobriu que as fêmeas idosas sofrem as mesmas alterações endocrinológicas que uma mulher na meia-idade: seus níveis de estrogênios e progesterona caem, enquanto os níveis de hormônios folículo-estimulantes e luteinizantes aumentam.


Entretanto, Langergraber adverte que a população de Ngogo pode ser um caso atípico quando se trata do restante da espécie. Isso porque a comunidade de Ngogo vive em uma espécie de 'Éden dos chimpanzés': o Parque Nacional de Kibale é rico em recursos e bem protegido, e também não tem leopardos, seu principal predador.


E como a comunidade Ngogo se encontra no coração do parque, seus únicos vizinhos são outros chimpanzés − não humanos que podem expor os chimpanzés a patógenos que devastaram outras comunidades.


 O outro lado da moeda pode ser verdadeiro: todas as populações de chimpanzés já viveram na relativa prosperidade que os chimpanzés de Ngogo desfrutam hoje, mas as pessoas exerceram tanta pressão sobre os animais que eles não vivem mais o suficiente para entrar na menopausa. É claro que a resposta também pode estar em algum lugar no meio, afirma Langergraber.


Outra questão intrigante é se as avós dos chimpanzés têm algum valor evolutivo extra. Afinal de contas, os pesquisadores demonstraram em seres humanos que a presença de uma avó viva pode transmitir benefícios aos netos por meio de coisas como o fornecimento de alimentos extras e cuidados com as crianças (algo que a Ninny e a vovó Pickles fazem na minha própria família). Os cientistas também observaram evidências desse efeito avó em elefantes asiáticos e orcas.


A resposta não é clara, principalmente porque as sociedades de chimpanzés são muito diferentes das humanas, explica o líder do estudo Brian Wood, antropólogo evolucionário da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos.


Por exemplo, tanto os chimpanzés machos quanto as fêmeas se acasalam de forma promíscua, em vez de formar laços de pares de longo prazo. As mães cuidam exclusivamente de seus filhotes. E quando atingem a maturidade, as fêmeas partem em busca de novas comunidades, enquanto os machos permanecem na área em que nasceram. Tudo isso significa que os avós chimpanzés provavelmente não sabem quem são seus netos da mesma forma que os humanos, ou mesmo as orcas.


"Isso não significa que todas essas fêmeas mais velhas não estejam fazendo coisas importantes", diz Wood. "Mas isso tudo é trabalho futuro a ser feito." Em sua população de estudo em Budongo, Hobaiter observou que as fêmeas mais velhas se afastaram das competições diárias que fazem parte da vida dos chimpanzés.


 Mas eles ainda parecem ter prestígio e respeito. Uma chimpanzé anciã, chamada Nambi, vive em Budongo há provavelmente 60 anos ou mais, e Hobaiter testemunhou momentos em que ela parece liderar e tomar decisões pelo grupo. "O que ela viu naquela floresta, as diferentes estações que conheceu, as diferentes áreas da floresta, as interações com os vizinhos, é esse incrível legado de seu conhecimento."


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2023/11/os-humanosnao-sao-mais-os-unicos-primatas-que-passam-pela-menopausa

O que o estudo da urina de 66 mulheres chimpanzés da comunidade Ngogo revelou?
Alternativas
Q3694097 Português
O fenômeno que nos faz ver cores que não existem

Você já se perguntou por que não existem mamíferos verdes?

Afinal, seria muito conveniente para quem passa muito tempo escondido na vegetação poder se camuflar.

Uma explicação é que é muito difícil ser verde.

As plantas fazem isso usando a clorofila, mas na verdade não existem outros pigmentos verdes disponíveis na natureza.

Então, como os papagaios e sapos chegam a essa cor?

Pois bem, eles superam a escassez de pigmentos verdes usando um que é mais abundante: o amarelo.

Feito isso, "basta" misturar com o azul — mas aí mora um problema.

Na verdade, a dificuldade em conseguir o verde reside em grande parte na falta da cor que costumamos enxergar no céu e no mar.

Não existe um pigmento verdadeiramente azul na natureza, então tanto as plantas quanto os animais precisam realizar truques para parecerem azuis.

E um desses truques é a coloração estrutural, um fenômeno surpreendente que ocorre quando a luz interage com estruturas microscópicas nas superfícies e nos mostra cores, apesar da ausência de pigmentos.

No caso dos papagaios e dos sapos, essas microestruturas — nas penas ou na pele — apenas permitem refletir a luz azul que, quando combinada com o pigmento amarelo, faz com que pareçam verdes.

Você notou que dissemos "parece"?

Não devemos esquecer que "a cor é mais uma percepção do que uma propriedade física da luz", conforme explica o médico oftalmologista David A. Mackey, membro do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (NHMRC) da Austrália.

Nossos olhos detectam apenas três cores: vermelho, verde e azul. Mas, com a combinação delas, podemos ver muitas mais. E a cor que vemos é a que o objeto reflete, depois de absorver todas as outras.

Entretanto, no mundo biológico, a grande maioria das cores é produzida por pigmentos — compostos produzidos por um organismo vivo que absorvem seletivamente certos comprimentos de onda de luz.

Na ausência de pigmentos, ocorre a magia da coloração estrutural, um jogo de luz que muitas vezes nos mostra cores deslumbrantes.

É também uma forma de coloração mais durável porque, ao contrário das cores criadas pela pigmentação, que se degradam quando o organismo morre, as microestruturas sobrevivem até se desintegrarem.

'Desestruturando'

Para entender melhor a coloração estrutural, vamos focar no o azul, aquela cor tão difícil de obter na natureza.

A razão pela qual ela ainda assim aparece é que a luz azul tem comprimentos de onda muito curtos — e, assim, é refletida mais facilmente do que outras cores com comprimentos de onda mais longos.

Isso foi compreendido pela primeira vez em 1869 pelo cientista John Tyndall, que observou que pequenas partículas na atmosfera dispersavam preferencialmente a luz azul, resultando no familiar céu azul de um dia claro de verão.

Pouco depois, John William Strutt demonstrou que as partículas de que Tyndall estava falando eram, na verdade, moléculas individuais de gás, especificamente nitrogênio e oxigênio.

O mesmo acontece com as penas de pássaros como as araras-azuis.

Se você olhar uma pena dessa arara em um microscópio poderoso, verá que a camada superficial de queratina parece leitosa devido à presença de pequenas cavidades de ar.

Essas pequenas cavidades de ar agem como pequenas partículas da atmosfera, enquanto os grânulos escuros de melanina absorvem comprimentos de onda de luz mais longos, o que privilegia a cor azul.

Se, em comparação, você olhar uma pena vermelha sob o mesmo microscópio, verá que a superfície é transparente, mas as estruturas subjacentes estão cheias de grânulos de pigmento vermelho.

Um fenômeno físico semelhante, mas não idêntico, produz cores iridescentes, como aquelas que vemos quando há uma fina película de óleo na água ou nas penas dos beija-flores, cujas estruturas microscópicas refletem a luz solar com uma forma natural de nanotecnologia.

A mais brilhante de todas

A coloração estrutural foi observada pela primeira vez pelos cientistas ingleses Robert Hooke e Isaac Newton em pavões; o polímata Thomas Young explicou seu princípio um século depois e chamou-o de interferência de ondas.

Young descreveu a iridescência como o resultado da interferência entre os reflexos de várias superfícies de camadas finas, combinada com a refração à medida que a luz entra e sai de tais camadas.

A geometria mostra que a luz refletida aparece em cores diferentes em ângulos diferentes.

Um caso exemplar é o do fruto da planta africana Pollia condensata, a matéria viva mais brilhante do mundo.

Ela foi estudada por uma equipe de pesquisadores do Jardim Botânico de Kew e da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e do Museu Smithsonian de História Natural, nos Estados Unidos.

Os cientistas ficaram inicialmente intrigados com uma propriedade incomum: os pequenos frutos metálicos conhecidos como bagas de mármore mantêm uma cor azul vibrante por anos ou mesmo décadas após serem colhidos.

Ao examinar as bagas, eles perceberam que sob sua superfície lisa e refletiva havia múltiplas camadas de células especiais feitas de fibras de celulose, cada uma ligeiramente girada.

Quando a luz atinge a camada superior, parte dela é refletida e o restante é filtrado. A luz refletida por cada camada é excepcionalmente brilhante e produz cores fortes num efeito conhecido como reflexão de Bragg.

Os cientistas concluíram que o tecido do fruto tem uma cor mais intensa do que qualquer tecido biológico estudado anteriormente.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1r40qw9vego
Como os papagaios e sapos conseguem adquirir a cor verde?
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Q3694039 Português
Mila

CARLOS HEITOR CONY


         Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.

       Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento? Amá-la – foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.

         Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos", como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.

         No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.

         Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.

       Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade. 


Disponível em: 
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/6/04/opiniao/5.html 
Acesso em: 05/07/23
Quanto à sua profissão, só é possível afirmar, com base no texto, que o narrador é: 
Alternativas
Q3694038 Português
Mila

CARLOS HEITOR CONY


         Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.

       Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento? Amá-la – foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.

         Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos", como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.

         No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.

         Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.

       Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade. 


Disponível em: 
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/6/04/opiniao/5.html 
Acesso em: 05/07/23
“abriu os olhinhos” (1º parágrafo)
“a patinha dela” (2º parágrafo)
“uma de suas filhinhas” (3º parágrafo)
“olhinhos cor de mel” (4º parágrafo)
“quietinha” (5º parágrafo)

Nos trechos retirados do texto, o grau diminutivo dos substantivos e adjetivo acrescenta uma ideia de: 
Alternativas
Q3694037 Português
Mila

CARLOS HEITOR CONY


         Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.

       Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento? Amá-la – foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.

         Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos", como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.

         No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.

         Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.

       Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade. 


Disponível em: 
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/6/04/opiniao/5.html 
Acesso em: 05/07/23
Após leitura atenta do texto, NÃO é possível inferir que Mila:
Alternativas
Q3693888 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Explosão de raios gama a dois bilhões de anos-luz de distância causou alterações na atmosfera da Terra


Cientistas alegam que uma enorme explosão de raios gama, produzida pela explosão de uma estrela a quase dois bilhões de anos-luz de distância, foi tão poderosa que alterou a atmosfera da Terra.


 Os raios gama são as ondas eletromagnéticas de menor comprimento de onda e maior quantidade de energia. Na Terra, eles provêm de relâmpagos, explosões nucleares e decaimento radioativo. No espaço, acredita-se que eles se originem da explosão de estrelas, como uma supernova, ou da colisão de duas estrelas de nêutrons densas.


Esta explosão de raios gama veio de dois bilhões de anos-luz de distância, o que significa que ocorreu há dois bilhões de anos.


Publicado na revista Nature Communications, um novo artigo revela que a explosão ocorreu em outubro de 2022 e causou um distúrbio significativo em uma camada da atmosfera da Terra chamada ionosfera.


A ionosfera está localizada entre 50 e 950 quilômetros acima da superfície da Terra. "Foi provavelmente o surto de raios gama mais brilhante que já detectamos", disse Mirko Piersanti, da Universidade de L'Aquila, na Itália, e autor principal do artigo, em um comunicado para imprensa.


A explosão de energia, que durou pouco mais de 13 segundos, é considerada um evento único a cada 10.000 anos. As novas pesquisas mostram que a ionosfera da Terra foi perturbada por várias horas pela explosão.


O GRB 221009A veio de dois bilhões de anos-luz de distância, mas ainda teve um efeito marcante na ionosfera.


"Essa perturbação impactou as camadas mais baixas da ionosfera da Terra, situadas a apenas dezenas de quilômetros acima da superfície do nosso planeta, deixando uma marca comparável a uma grande explosão solar", disse Laura Hayes, pesquisadora associada e física solar na ESA.


 O GRB 221009A pode não ter sido a primeira vez que raios gama de uma supernova atingiram a Terra. "Houve um grande debate sobre as possíveis consequências de um surto de raios gama em nossa galáxia", disse Piersanti.


Essa nova pesquisa reforça a ideia de que uma supernova na Via Láctea poderia afetar a ionosfera e até danificar a camada de ozônio, que nos protege contra a perigosa radiação ultravioleta do sol.


Extinções em massa na história da Terra podem ter sido causadas por algo semelhante, mas muito mais forte do que o GRB 221009A.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/11/explosao-de-raios-gama-a-dois-bilhoes-de-anos-luz-de-distancia-causou-alteracoes-na-terra/

Qual é a comparação feita em relação ao efeito da explosão de raios gama na ionosfera? 
Alternativas
Q3693508 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Calor extremo aumentou em 85% as mortes de idosos desde 1990, diz estudo


A exposição ao calor excessivo pode prejudicar a saúde das pessoas e causar até morte. Segundo relatório publicado na revista científica The Lancet, nesta terça-feira (14), as mortes relacionadas ao calor de idosos de 65 anos aumentaram 85% em 2020 em comparação com as registradas no período de 1990 e 2000.


 O estudo foi feito por uma colaboração internacional de mais de 114 cientistas e pesquisadores de 52 instituições do mundo e de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) ao redor do mundo.


 Segundo o estudo, o aumento é substancialmente maior do que o crescimento projetado de 38%.


Ao analisar os modelos que incorporam alterações demográficas e de temperatura, os pesquisadores conseguiram mapear as mortes de idosos causadas ou relacionadas a aumento de temperatura. Para chegar ao dado, os cientistas então simulam como seriam essas mortes se as temperaturas mantivessem os mesmos níveis. Seria, então, um crescimento de 38% em comparação com o período de 1990 a 2020.


O que gerou o aumento? De acordo com os pesquisadores, a causa é o aquecimento global, que, no caso, é gerada pelas mudanças climáticas que são potencializadas por atividades humanas.


Ainda segundo o estudo, a população nesta faixa etária e os bebês, são vulneráveis a riscos para a saúde, quando expostos ao calor.


A publicação alerta que as ondas de calor serão mais frequentes nos próximos anos e farão com que quase 525 milhões de pessoas sofram de insegurança alimentar entre 2041 e 2060, agravando o risco global de desnutrição. "O mundo está avançando na direção errada", afirmam os autores na publicação.


Com as mudanças climáticas, a população fica exposta a contrair doenças infecciosas e fatais, como a dengue, a malária e outras viroses.


 O estudo também levanta que a área afetada por seca extrema aumentou de 18% em 1951 para 47% em entre 2013 e 2022.


No Brasil, as altas temperaturas aumentaram 642% nos últimos 60 anos, conforme uma pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que busca entender como as mudanças climáticas impactam o país.



https://www.cnnbrasil.com.br/saude/calor-extremo-aumentou -em-85-as-mortes-de-idosos-desde-1990-diz-estudo/ 

O que o estudo aponta como causa do aumento nas mortes relacionadas ao calor em idosos?
Alternativas
Q3693507 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Calor extremo aumentou em 85% as mortes de idosos desde 1990, diz estudo


A exposição ao calor excessivo pode prejudicar a saúde das pessoas e causar até morte. Segundo relatório publicado na revista científica The Lancet, nesta terça-feira (14), as mortes relacionadas ao calor de idosos de 65 anos aumentaram 85% em 2020 em comparação com as registradas no período de 1990 e 2000.


 O estudo foi feito por uma colaboração internacional de mais de 114 cientistas e pesquisadores de 52 instituições do mundo e de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) ao redor do mundo.


 Segundo o estudo, o aumento é substancialmente maior do que o crescimento projetado de 38%.


Ao analisar os modelos que incorporam alterações demográficas e de temperatura, os pesquisadores conseguiram mapear as mortes de idosos causadas ou relacionadas a aumento de temperatura. Para chegar ao dado, os cientistas então simulam como seriam essas mortes se as temperaturas mantivessem os mesmos níveis. Seria, então, um crescimento de 38% em comparação com o período de 1990 a 2020.


O que gerou o aumento? De acordo com os pesquisadores, a causa é o aquecimento global, que, no caso, é gerada pelas mudanças climáticas que são potencializadas por atividades humanas.


Ainda segundo o estudo, a população nesta faixa etária e os bebês, são vulneráveis a riscos para a saúde, quando expostos ao calor.


A publicação alerta que as ondas de calor serão mais frequentes nos próximos anos e farão com que quase 525 milhões de pessoas sofram de insegurança alimentar entre 2041 e 2060, agravando o risco global de desnutrição. "O mundo está avançando na direção errada", afirmam os autores na publicação.


Com as mudanças climáticas, a população fica exposta a contrair doenças infecciosas e fatais, como a dengue, a malária e outras viroses.


 O estudo também levanta que a área afetada por seca extrema aumentou de 18% em 1951 para 47% em entre 2013 e 2022.


No Brasil, as altas temperaturas aumentaram 642% nos últimos 60 anos, conforme uma pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que busca entender como as mudanças climáticas impactam o país.



https://www.cnnbrasil.com.br/saude/calor-extremo-aumentou -em-85-as-mortes-de-idosos-desde-1990-diz-estudo/ 

Qual foi o percentual de aumento nas mortes relacionadas ao calor de idosos de 65 anos em 2020, de acordo com o estudo mencionado? 
Alternativas
Q3693505 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dor de cabeça com vinho tinto? Cientistas encontram substância suspeita


Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que podem ter descoberto por que algumas pessoas têm dor de cabeça após apenas uma pequena taça de vinho tinto, mesmo que não sintam o mesmo efeito ao tomarem outros tipos de bebidas alcoólicas.


  A equipe da Universidade da Califórnia afirma, em um estudo, que isso se deve a um composto nas uvas vermelhas que interfere na forma como o corpo metaboliza o álcool.


O composto é um antioxidante ou flavonol chamado quercetina.


Eles afirmam que uvas do tipo cabernet, comuns no Vale de Napa, na Califórnia, contêm altos níveis da substância.


As uvas vermelhas produzem mais quercetina quando são expostas ao sol.


Isso significava que vinhos tintos mais caros, em vez de vinhos tintos baratos, seriam piores para pessoas propensas a dores de cabeça, disse o pesquisador professor Andrew Waterhouse à BBC News.


"As variedades de uvas mais baratas são cultivadas em videiras com copas muito grandes e muitas folhas, então elas não recebem tanto sol", disse ele.


"Enquanto as uvas de alta qualidade vêm de colheitas menores com menos folhas.


"A quantidade de sol é cuidadosamente gerenciada para melhorar a qualidade do vinho."


Mas há céticos que duvidam dessas conclusões.


O professor Roger Corder, especialista em terapêutica experimental da Universidade Queen Mary de Londres, disse à BBC News que evidências anedóticas sugerem que vinhos mais baratos são piores para dores de cabeça. Ele defende que seria mais importante pesquisar os aditivos usados na produção de vinhos tintos de mercado de massa de baixa qualidade.


Várias teorias foram propostas para explicar as dores de cabeça causadas pelo vinho tinto, que podem ocorrer dentro de 30 minutos de beber mesmo pequenas quantidades.


 Alguns sugeriram que o culpado poderia ser sulfitos — conservantes para prolongar a vida útil e manter o vinho fresco.


No entanto, geralmente, o teor de sulfito é maior em vinhos brancos doces do que em tintos.


 E embora algumas pessoas possam ser alérgicas a sulfitos e devam evitá-los, há poucas evidências de que sejam responsáveis por dores de cabeça.


 Outro possível culpado é a histamina — um ingrediente mais comum no vinho tinto do que no branco ou rosé.


A histamina pode dilatar os vasos sanguíneos no corpo, o que pode desencadear a dor de cabeça. No entanto, novamente, falta uma prova absoluta.


Os especialistas sabem que mais de um em cada três pessoas de origem asiática oriental é intolerante a qualquer tipo de álcool - cerveja, vinho e destilados - e terá rubor facial, dor de cabeça e náusea ao beber.


Isso ocorre devido a um gene que afeta a eficácia de uma enzima de metabolização de álcool chamada ALDH2 ou aldeído desidrogenase.


O álcool é decomposto no corpo em duas etapas - é convertido em um composto tóxico chamado acetaldeído, que a ALDH2 então transforma em acetato inofensivo, basicamente vinagre.


Se isso não puder acontecer, o acetaldeído prejudicial se acumula, causando os sintomas.


E os pesquisadores dizem que uma via semelhante está envolvida na dor de cabeça causada pelo vinho tinto.


Eles mostraram em laboratório que a quercetina pode bloquear indiretamente a ação da ALDH2, por meio de um de seus próprios metabólitos.


A quercetina só se torna problemática quando misturada com álcool, segundo os pesquisadores, que financiaram seu trabalho por meio de crowdfunding e agora publicaram os resultados na revista Scientific Reports.


A quercetina também é encontrada em muitas outras frutas e vegetais - e até está disponível como suplemento de saúde devido às suas benéficas propriedades anti-inflamatórias - e não parece causar dores de cabeça por si só.


Os pesquisadores ainda precisam comprovar sua teoria em pessoas e dizem que um experimento simples poderia ser dar um suplemento de quercetina ou uma pílula placebo a voluntários propensos a dores de cabeça causadas por vinho tinto, juntamente com uma dose padrão de vodka.


O professor Morris Levin, coautor e especialista em neurologia e diretor do Centro de Dor de Cabeça da Universidade da Califórnia, São Francisco, disse: 


"Finalmente estamos no caminho certo para explicar esse mistério milenar. O próximo passo é testá-lo cientificamente em pessoas que desenvolvem essas dores de cabeça, então fiquem ligados."


 Eles esperam começar esses estudos em alguns meses.


Mas o professor Corder, que estudou os possíveis benefícios à saúde do vinho, suspeita que outros ingredientes valem a pena explorar como desencadeadores de dores de cabeça:


As pectinases aceleram a liberação de antocianinas, o que acelera a produção de vinho liberando a cor, sem os processos lentos de maceração da produção tradicional de vinho, mas são metil-hidrolases e um subproduto de sua atividade é a produção de metanol.


 O dicarbonato de dimetilo é usado como conservante para vinhos mais baratos, especialmente aqueles enviados em grandes recipientes para engarrafamento no Reino Unido, mas também se decompõe para criar metanol.


Beber muito, rápido, ou beber para ficar bêbado pode ter sérias consequências para a saúde a curto e longo prazo.


Beber regularmente mais de 14 unidades por semana - cerca de seis copos (pints) de cerveja de teor médio ou 10 pequenos copos de vinho de baixo teor alcoólico, o tipo de álcool não importa - pode danificar o fígado e causar outros problemas de saúde, incluindo derrames e doenças cardíacas.


O consumo de álcool também está ligado a diferentes tipos de câncer.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2j2pjgxk87o


Por que algumas pessoas têm dor de cabeça após consumirem vinho tinto, segundo a pesquisa mencionada?
Alternativas
Q3693504 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dor de cabeça com vinho tinto? Cientistas encontram substância suspeita


Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que podem ter descoberto por que algumas pessoas têm dor de cabeça após apenas uma pequena taça de vinho tinto, mesmo que não sintam o mesmo efeito ao tomarem outros tipos de bebidas alcoólicas.


  A equipe da Universidade da Califórnia afirma, em um estudo, que isso se deve a um composto nas uvas vermelhas que interfere na forma como o corpo metaboliza o álcool.


O composto é um antioxidante ou flavonol chamado quercetina.


Eles afirmam que uvas do tipo cabernet, comuns no Vale de Napa, na Califórnia, contêm altos níveis da substância.


As uvas vermelhas produzem mais quercetina quando são expostas ao sol.


Isso significava que vinhos tintos mais caros, em vez de vinhos tintos baratos, seriam piores para pessoas propensas a dores de cabeça, disse o pesquisador professor Andrew Waterhouse à BBC News.


"As variedades de uvas mais baratas são cultivadas em videiras com copas muito grandes e muitas folhas, então elas não recebem tanto sol", disse ele.


"Enquanto as uvas de alta qualidade vêm de colheitas menores com menos folhas.


"A quantidade de sol é cuidadosamente gerenciada para melhorar a qualidade do vinho."


Mas há céticos que duvidam dessas conclusões.


O professor Roger Corder, especialista em terapêutica experimental da Universidade Queen Mary de Londres, disse à BBC News que evidências anedóticas sugerem que vinhos mais baratos são piores para dores de cabeça. Ele defende que seria mais importante pesquisar os aditivos usados na produção de vinhos tintos de mercado de massa de baixa qualidade.


Várias teorias foram propostas para explicar as dores de cabeça causadas pelo vinho tinto, que podem ocorrer dentro de 30 minutos de beber mesmo pequenas quantidades.


 Alguns sugeriram que o culpado poderia ser sulfitos — conservantes para prolongar a vida útil e manter o vinho fresco.


No entanto, geralmente, o teor de sulfito é maior em vinhos brancos doces do que em tintos.


 E embora algumas pessoas possam ser alérgicas a sulfitos e devam evitá-los, há poucas evidências de que sejam responsáveis por dores de cabeça.


 Outro possível culpado é a histamina — um ingrediente mais comum no vinho tinto do que no branco ou rosé.


A histamina pode dilatar os vasos sanguíneos no corpo, o que pode desencadear a dor de cabeça. No entanto, novamente, falta uma prova absoluta.


Os especialistas sabem que mais de um em cada três pessoas de origem asiática oriental é intolerante a qualquer tipo de álcool - cerveja, vinho e destilados - e terá rubor facial, dor de cabeça e náusea ao beber.


Isso ocorre devido a um gene que afeta a eficácia de uma enzima de metabolização de álcool chamada ALDH2 ou aldeído desidrogenase.


O álcool é decomposto no corpo em duas etapas - é convertido em um composto tóxico chamado acetaldeído, que a ALDH2 então transforma em acetato inofensivo, basicamente vinagre.


Se isso não puder acontecer, o acetaldeído prejudicial se acumula, causando os sintomas.


E os pesquisadores dizem que uma via semelhante está envolvida na dor de cabeça causada pelo vinho tinto.


Eles mostraram em laboratório que a quercetina pode bloquear indiretamente a ação da ALDH2, por meio de um de seus próprios metabólitos.


A quercetina só se torna problemática quando misturada com álcool, segundo os pesquisadores, que financiaram seu trabalho por meio de crowdfunding e agora publicaram os resultados na revista Scientific Reports.


A quercetina também é encontrada em muitas outras frutas e vegetais - e até está disponível como suplemento de saúde devido às suas benéficas propriedades anti-inflamatórias - e não parece causar dores de cabeça por si só.


Os pesquisadores ainda precisam comprovar sua teoria em pessoas e dizem que um experimento simples poderia ser dar um suplemento de quercetina ou uma pílula placebo a voluntários propensos a dores de cabeça causadas por vinho tinto, juntamente com uma dose padrão de vodka.


O professor Morris Levin, coautor e especialista em neurologia e diretor do Centro de Dor de Cabeça da Universidade da Califórnia, São Francisco, disse: 


"Finalmente estamos no caminho certo para explicar esse mistério milenar. O próximo passo é testá-lo cientificamente em pessoas que desenvolvem essas dores de cabeça, então fiquem ligados."


 Eles esperam começar esses estudos em alguns meses.


Mas o professor Corder, que estudou os possíveis benefícios à saúde do vinho, suspeita que outros ingredientes valem a pena explorar como desencadeadores de dores de cabeça:


As pectinases aceleram a liberação de antocianinas, o que acelera a produção de vinho liberando a cor, sem os processos lentos de maceração da produção tradicional de vinho, mas são metil-hidrolases e um subproduto de sua atividade é a produção de metanol.


 O dicarbonato de dimetilo é usado como conservante para vinhos mais baratos, especialmente aqueles enviados em grandes recipientes para engarrafamento no Reino Unido, mas também se decompõe para criar metanol.


Beber muito, rápido, ou beber para ficar bêbado pode ter sérias consequências para a saúde a curto e longo prazo.


Beber regularmente mais de 14 unidades por semana - cerca de seis copos (pints) de cerveja de teor médio ou 10 pequenos copos de vinho de baixo teor alcoólico, o tipo de álcool não importa - pode danificar o fígado e causar outros problemas de saúde, incluindo derrames e doenças cardíacas.


O consumo de álcool também está ligado a diferentes tipos de câncer.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2j2pjgxk87o


Por que os vinhos tintos mais caros podem ser piores para pessoas propensas a dores de cabeça?

Alternativas
Q3693427 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ferrari mais cara já leiloada alcança preço de US$ 51,7 milhões


Uma Ferrari 250 GTO foi vendida por US$ 51,7 milhões (mais de R$ 250 milhões), se tornando o carro da marca italiana de valor mais alto a ser vendido em um leilão.


 A venda por preço recorde aconteceu na Sotheby's, em Nova York, na segunda-feira (13), quando o carro foi oferecido publicamente pela primeira vez em 38 anos.


 Gord Duff, diretor de leilões na Sotheby's, disse que a venda "destaca a estatura sem paralelo da Ferrari como um dos objetos mais desejados do mundo".


"Essa transação adiciona um novo capítulo à história de um veículo com um legado incomparável", afirmou Duff em um comunicado à imprensa.


"Agora, ele figura entre os carros mais caros já vendidos em leilão, um verdadeiro testamento de seu lugar singular na história", acrescentou.


Apenas 39 exemplares do 250 GTO foram fabricados pela lendária marca italiana entre os anos de 1962 e 1964, e é extremamente raro que um dos donos desfaça carro, seja qual for o preço.


A unidade vendida, de chassi de número 3765, é uma das 34 feitas com a carroceria Tipo 1962, e a única entre essas a ser usada em corrida pela equipe da Scuderia Ferrari, participando de corridas como a Le Mans 24 Hour.


"Reivindicando uma origem de construção única e um notável pedigree de corridas de época, este espetacular GTO está entre os exemplos mais singulares do modelo", escreveu a casa de leilões no anúncio, que apresentava a venda como "uma chance extraordinária de adquirir o Santo Graal do panteão dos carros esportivos, algo que deve ser apreciado pela oportunidade que representa".


A raridade do veículo indica que ele foi destaque em várias revistas especializadas em Ferrari ao longo das décadas, e a Sotheby's sugere que "a disponibilidade pública de um GTO tão singular pode nunca mais se repetir em nossa vida".


Enquanto o 3765 é agora o Ferrari mais caro já vendido em leilão, outro 250 GTO detém o recorde de Ferrari mais cara já vendida.


O renomado colecionador de carros David MacNeil, fundador e CEO da empresa de tapetes automotivos WeatherTech, comprou o chassi número 4153 GT por US$ 70 milhões em 2018.


Na época, James Knight, presidente do grupo de automóveis da casa de leilões britânica Bonhams, comparou os 250 GTOs a algumas das obras de arte mais exclusivas do mundo.


"O Ferrari 250 GTO é como "Os Girassóis" de Van Gogh e um talismã para qualquer coleção de alto nível", disse Knight. "E o GTO que recentemente foi vendido está entre os cinco melhores existentes."



 https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/ferrari-mais-cara-ja-leiloada-alcan ca-preco-de-us-517-milhoes/

Leia com atenção o seguinte trecho do texto:


O Ferrari 250 GTO é como "Os Girassóis" de Van Gogh e um talismã para qualquer coleção de alto nível.


Qual a figura de linguagem está sendo usada para comparar a exclusividade da Ferrari com outros itens valiosos? 

Alternativas
Q3693425 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Inteligência Artificial: a inesperada demissão de Sam Altman, criador do ChatGPT


 O mundo da tecnologia está em choque.


Nesta sexta-feira (17/11), Sam Altman — uma das mentes mais brilhantes da emergente indústria da Inteligência Artificial e um homem que para muitos se tornou o porta-voz da AI — foi demitido sem cerimônia da empresa que cofundou.


A AI está em nossas vidas há muito tempo — organizando nossos feeds de redes sociais, recomendando filmes em plataformas de streaming de vídeo e ajudando no cálculo de nossos prêmios de seguro.


Mas foi a partir do lançamento do ChatGPT por Altman que a maioria das pessoas passou a falar sobre AI.


 A Inteligência Artificial é uma tecnologia incrivelmente poderosa e divide opiniões: alguns dizem que ela poderia salvar o mundo ou destruí-lo.


Sua demissão da OpenAI, empresa por trás do bot ChatGPT, foi tão repentina quanto dramática.


É justo dizer que meu telefone explodiu quando a notícia foi divulgada, enquanto a comunidade de tecnologia e os jornalistas se esforçavam para entender o que estava acontecendo.


 Num comunicado, o Conselho de Administração da empresa disse acreditar que Altman não tinha sido "consistentemente sincero nas comunicações" com eles e, como resultado, tinha "perdido a confiança" na sua liderança.


Nas entrelinhas, pode-se supor que havia algo que Altman lhes contou ou não — e de alguma forma ele foi pego de surpresa por isso. O texto do comunicado é tão poderoso que quase parece pessoal.


 Existem rumores, mas, até agora, nada mais veio à tona.


Não é incomum nas empresas de tecnologia que uma cultura de trabalho tóxica leve à queda do CEO — mas até agora nenhum caso do tipo apareceu envolvendo a OpenAI.


Em outubro, a empresa estava avaliada em US$ 80 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões) — ou seja, também não parece ter havido nenhum problema financeiro.


Será que o problema é com a própria tecnologia?


Há alguns dias, Altman escreveu sobre o ChatGPT tendo dificuldades para atender a um "aumento na demanda', o que fez com que as inscrições para seu serviço de assinatura paga fossem pausadas.


 Mas isso é suficiente para uma demissão?


Seu cofundador, Greg Brockman, que foi demitido do conselho poucos minutos depois de Altman, disse que os dois homens ficaram chocados com a rapidez com que tudo aconteceu.


Havia apenas seis pessoas nesse conselho, incluindo Brockman e Altman. Se eles foram realmente pegos de surpresa, isso significa que essa decisão foi tomada por apenas quatro membros.


 O que aconteceu para que este pequeno grupo agisse de forma tão decisiva e rápida?


Altman, agora ex-CEO da OpenAI, dirigiu-se a líderes mundiais em discussões sobre os riscos e benefícios representados pela poderosa tecnologia em que foi pioneiro.


Ele disse, de forma memorável, que a AI era "uma ferramenta e não uma criatura" e parecia honesto sobre seus temores de que um dia ela pudesse sair de controle.


Há apenas duas semanas, Altman esteve no Reino Unido, na primeira cúpula mundial de segurança de AI, como um dos cerca de 100 delegados globais. Ele fez um discurso na semana passada sobre o futuro de sua empresa e sua tecnologia.


Como repórter de tecnologia, considero seguro presumir que ele realmente não tinha ideia do que estava por vir.


 Até agora, os grandes nomes do Vale do Silício ofereceram apoio a Altman, incluindo o cofundador do Google, Eric Schmidt, que o descreveu como "meu herói"


O CEO da Microsoft, Satya Nadella, disse ter "confiança" na empresa. Não surpreende, uma vez que a Microsoft investiu bilhões na OpenAI, e a tecnologia por trás do ChatGPT agora está incorporada nos aplicativos do Office da Microsoft.


Um personagem que tem estado estranhamente quieto até agora é Elon Musk.


Ele e Altman criaram a OpenAI juntos, em parceria com outras pessoas, mas teriam se desentendido sobre a decisão dela deixar de ser uma organização sem fins lucrativos.


Há rumores de que é exatamente essa questão que mais uma vez dividiu opiniões dentro da empresa.


 O X (anteriormente conhecido como Twitter) de Musk, por sua vez, lançou um novo chatbot chamado Grok.


 Talvez Musk não esteja chateado com o fato de a OpenAI estar um pouco distraída por um drama que não é de hoje.


Enquanto isso, cabe à diretora de tecnologia da ChatGPT, Mira Murati, assumir interinamente o cargo de CEO.


 O mundo da tecnologia é pequeno — coincidentemente, ela já trabalhou na Tesla, empresa automobilística de Musk.


A grande pergunta é: Murat poderá conter tamanha instabilidade?



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1p37k7ddjo

O que motivou a demissão de Sam Altman da OpenAI, segundo o comunicado do Conselho de Administração?
Alternativas
Q3693268 Português
São três dias consecutivos de desfiles e competição entre os dois bois que representam a festa, Boi Garantido e Boi Caprichoso, e o evento acontece no Amazonas, desde o ano de 1965. Uma comissão de jurados é responsável por avaliar quesitos, como enredo, música e alegoria, e dar a nota final.
A definição aplicável à situação a que o texto se refere é o/a 
Alternativas
Q3692746 Português
A Língua do Brasil: português com açúcar [...] Os outros povos falantes de português descrevem às vezes a maneira brasileira de pronunciar o português recorrendo à expressão “português com açúcar”. Essa expressão conserva a lembrança de que o açúcar foi por muito tempo o principal produto do Brasil-Colônia, alimentando um tráfego triangular que envolvia o vinho, os escravos africanos e o próprio açúcar, e que circulava entre Portugal, a África e a costa do Brasil. Mas na expressão “português com açúcar” entra também a ideia de um modo de falar mais brando e suave, que ninguém descreveu melhor do que Gilberto Freire.
ILARI, Rodolfo.; BASSO, Renato. O Português da gente: a língua que estudamos a língua que falamos. 2ed. São Paulo: Contexto, 2014. [Fragmento]
De acordo com o fragmento transcrito acima, sobre a expressão “português com açúcar” aplicada ao português brasileiro, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q3692742 Português
Entenda a força do terremoto mais forte em um século a atingir montanhas do Marrocos

O terremoto de sexta-feira (8) à noite, cujo epicentro ocorreu nas montanhas do Alto Atlas, no Marrocos, foi o mais forte a atingir a área em mais de 120 anos, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O tremor também foi o mais mortal no país em cerca de 30 anos.

Com magnitude de 6,8, é classificado como forte na escala de magnitude, de acordo com o órgão.

Terremotos desse tamanho na região são incomuns, segundo o serviço, mas não inesperados. Foram nove terremotos com magnitude 5 ou superior desde 1900, mas nenhum deles teve magnitude superior a 6.

Na escala, cada aumento de um número inteiro resulta em 32 vezes mais força.

Jonathan Stewart, professor de engenharia civil e ambiental da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, disse à CNN que, embora o terremoto tenha sido 30 vezes mais fraco do que o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia no início deste ano, ainda liberou “uma tremenda quantidade de energia e provavelmente causaria danos substanciais”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/. Acesso em: 17 set. 2023. [Fragmento Adaptado].
De acordo com as informações contidas no fragmento de reportagem, é INCORRETO afirmar que o terremoto que atingiu o Marrocos em 08 de setembro de 2023
Alternativas
Q3692741 Português
Entenda a força do terremoto mais forte em um século a atingir montanhas do Marrocos

O terremoto de sexta-feira (8) à noite, cujo epicentro ocorreu nas montanhas do Alto Atlas, no Marrocos, foi o mais forte a atingir a área em mais de 120 anos, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O tremor também foi o mais mortal no país em cerca de 30 anos.

Com magnitude de 6,8, é classificado como forte na escala de magnitude, de acordo com o órgão.

Terremotos desse tamanho na região são incomuns, segundo o serviço, mas não inesperados. Foram nove terremotos com magnitude 5 ou superior desde 1900, mas nenhum deles teve magnitude superior a 6.

Na escala, cada aumento de um número inteiro resulta em 32 vezes mais força.

Jonathan Stewart, professor de engenharia civil e ambiental da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, disse à CNN que, embora o terremoto tenha sido 30 vezes mais fraco do que o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia no início deste ano, ainda liberou “uma tremenda quantidade de energia e provavelmente causaria danos substanciais”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/. Acesso em: 17 set. 2023. [Fragmento Adaptado].
Assinale a alternativa que não apresenta uma paráfrase do trecho: “O terremoto de sexta-feira (8) à noite, cujo epicentro ocorreu nas montanhas do Alto Atlas, no Marrocos, foi o mais forte a atingir a área em mais de 120 anos[...]”.
Alternativas
Q3692740 Português
Entenda a força do terremoto mais forte em um século a atingir montanhas do Marrocos

O terremoto de sexta-feira (8) à noite, cujo epicentro ocorreu nas montanhas do Alto Atlas, no Marrocos, foi o mais forte a atingir a área em mais de 120 anos, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O tremor também foi o mais mortal no país em cerca de 30 anos.

Com magnitude de 6,8, é classificado como forte na escala de magnitude, de acordo com o órgão.

Terremotos desse tamanho na região são incomuns, segundo o serviço, mas não inesperados. Foram nove terremotos com magnitude 5 ou superior desde 1900, mas nenhum deles teve magnitude superior a 6.

Na escala, cada aumento de um número inteiro resulta em 32 vezes mais força.

Jonathan Stewart, professor de engenharia civil e ambiental da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, disse à CNN que, embora o terremoto tenha sido 30 vezes mais fraco do que o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia no início deste ano, ainda liberou “uma tremenda quantidade de energia e provavelmente causaria danos substanciais”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/. Acesso em: 17 set. 2023. [Fragmento Adaptado].

4.png (288×267)


Disponível em: https://escolaeducacao.com.br/calvin-e-haroldo/. Acesso em: 16 set 2023


Marque a opção que apresenta um pressuposto contido no enunciado de Haroldo. 

Alternativas
Q3692739 Português
[...] Há dias em que a curiosidade parece o incisivo canto de uma cigarra na folha verde do pé de fícus da varanda. Navegamos a esmo pela rede na tentativa de aplacar tantas perguntas que se multiplicam, enquanto lá fora o canto contínuo são cócegas a mais nestes nossos porquês. Esse flanar moderno pelos sites da Internet pode ser enfadonho e até mesmo perigoso, como mostrou uma reportagem recente. Entretanto, se voltarmos os olhos para as flores do bem, temos à disposição infindáveis opções não só para aplacar mas, melhor ainda, para ampliar nosso repertório de porquês.

SAMPAIO, Cláudia Dias. Revista Superinteressante.Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/8/17/superinteressante. Acesso em: 16 set 2023. [Fragmento adaptado]
Assinale a alternativa que traz uma comparação implícita e em sentido figurado. 
Alternativas
Q3692738 Português
[...] Há dias em que a curiosidade parece o incisivo canto de uma cigarra na folha verde do pé de fícus da varanda. Navegamos a esmo pela rede na tentativa de aplacar tantas perguntas que se multiplicam, enquanto lá fora o canto contínuo são cócegas a mais nestes nossos porquês. Esse flanar moderno pelos sites da Internet pode ser enfadonho e até mesmo perigoso, como mostrou uma reportagem recente. Entretanto, se voltarmos os olhos para as flores do bem, temos à disposição infindáveis opções não só para aplacar mas, melhor ainda, para ampliar nosso repertório de porquês.

SAMPAIO, Cláudia Dias. Revista Superinteressante.Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/8/17/superinteressante. Acesso em: 16 set 2023. [Fragmento adaptado]
O operador argumentativo “melhor ainda”, empregado pela autora no final do fragmento de texto apresentado, deixa transparecer a
Alternativas
Respostas
29981: C
29982: D
29983: A
29984: A
29985: C
29986: D
29987: C
29988: B
29989: C
29990: A
29991: B
29992: A
29993: C
29994: C
29995: B
29996: A
29997: A
29998: D
29999: C
30000: A