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Q3713306 Português
O CASO DO ESPELHO

Ricardo Azevedo

        Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata. Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:

        - Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?

        - Isso é um espelho - explicou o dono da loja.

        - Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.

        Os olhos do homem ficaram molhados.

        - O senhor... conheceu meu pai? - perguntou ele ao comerciante.

        O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.

        - É não! - respondeu o outro. - Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?

        O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho. Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira. (...)

(Fonte: http://amigadapedagogia.blogspot.com/2010/05/trabalhando-comtextos-em-sala-de-aula.html)

"E aquele sorriso meio sem jeito?


A palavra destacada no trecho acima, retirado do texto, é SINÔNIMA de 

Alternativas
Q3713305 Português
O CASO DO ESPELHO

Ricardo Azevedo

        Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata. Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:

        - Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?

        - Isso é um espelho - explicou o dono da loja.

        - Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.

        Os olhos do homem ficaram molhados.

        - O senhor... conheceu meu pai? - perguntou ele ao comerciante.

        O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.

        - É não! - respondeu o outro. - Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?

        O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho. Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira. (...)

(Fonte: http://amigadapedagogia.blogspot.com/2010/05/trabalhando-comtextos-em-sala-de-aula.html)
Em relação ao espelho que o homem comprou, é CORRETO afirmar que ele 
Alternativas
Q3713304 Português
O CASO DO ESPELHO

Ricardo Azevedo

        Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata. Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:

        - Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?

        - Isso é um espelho - explicou o dono da loja.

        - Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.

        Os olhos do homem ficaram molhados.

        - O senhor... conheceu meu pai? - perguntou ele ao comerciante.

        O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.

        - É não! - respondeu o outro. - Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?

        O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho. Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira. (...)

(Fonte: http://amigadapedagogia.blogspot.com/2010/05/trabalhando-comtextos-em-sala-de-aula.html)
O texto acima possui quantos personagens? 
Alternativas
Q3712877 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton? Os quatro são pessoas com certo grau de autismo que não os impediu de conseguir sucesso e bom desempenho na carreira, mesmo com os sinais e sintomas do Transtorno de Espectro Autista (TEA).

    Infelizmente, os exemplos citados não refletem as dificuldades vividas por mais de dois milhões de brasileiros, mas sinalizam que o autismo, que é considerado um transtorno e não se encaixa na definição de doença, pode e deve ser tratado, para que os portadores de TEA possam se adequar ao convívio social, profissional e às atividades para as quais possam estar aptos.

    Depoimentos demonstram como pessoas com o diagnóstico do transtorno surpreendem positivamente, quando são diagnosticadas e estimuladas para desenvolverem atividades da vida diária e principalmente quando inseridas na rotina escolar.

    Na sociedade atual, que valoriza determinados padrões e comportamentos sem considerar a diversidade em que “as atenções humanas deixam a humanização de lado e buscam individualmente se concentrar nas relações sociais plenas e satisfatórias”, segundo Zygmunt Bauman, é preciso avançar quebrando tabus, derrubando preconceitos e padrões, buscando direitos que inclusive estão previstos em lei, “transformando a linguagem” e lançando mão do “ambiente virtual” conforme relatos de portadores de TEA.

    Frequentemente a mesma sociedade que desconsidera a diversidade deixa de refletir que todos têm ou terão um dia uma deficiência que os impossibilitará ou impedirá de realizar alguma atividade, seja a simples dificuldade para aprender a ler uma cartilha quando criança, seja a dificuldade em ler pela perda de memória quando idoso. (...)



(Justa Helena Franco. Editorial. Revista RADIS, nº 239, ago. 2022, texto adaptado)

A seguir foram relacionados trechos retirados do texto. Assinale a alternativa em que a palavra destacada denota um estado emocional momentâneo da enunciadora:  
Alternativas
Q3712874 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


DISCURSOS REVELAM NOVA LINGUAGEM DA ESPLANADA



    Cultura, ciência e, principalmente, Lula. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que, com a mudança de governo, novas palavras ganharam força no vocabulário do poder. A análise levou em conta o discurso de todos os ministros que tomaram posse na última semana e mostra que temas escanteados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro ganharam protagonismo nas falas dos 34 ministros que assumiram os cargos em cerimônias públicas.

    Os anos em que o presidente Jair Bolsonaro contrariou as evidências científicas e defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 resultaram agora em destaque considerável para a ciência, por exemplo. A palavra foi citada 66 vezes nos discursos dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios.

    - Temos um papel de reforçar a comunicação pública da ciência e a valorização da ciência como parte de nossa cidadania – afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

    A diminuição da importância da cultura no governo Bolsonaro foi evidenciada com o fim do próprio ministério. Com isso, a recriação da pasta no governo Lula também significou o reaparecimento da palavra, usada 81 vezes.

    - Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.

    A palavra “democracia”, por sua vez, foi citada 93 vezes, muito mais do que “exército” (citada dez vezes) e “militar” (que também apareceu dez vezes) somados. Já as palavras “companheiro” ou “companheira”, no singular e no plural, aparecerem 54 vezes.

    Na primeira semana de governo, a análise dos dados também reflete o personalismo em torno do presidente Lula, cujo nome apareceu 256 vezes – o sexto mais lembrado. As duas palavras mais citadas foram “presidente”, repetida 366 vezes, e, é claro, “Brasil” proferida em 362 ocasiões.

    Em diversos discursos, ministros tentaram apresentar o presidente como uma liderança mundial:

    - É uma honra para mim estar à frente desse chamado feito por um dos maiores símbolos políticos de todo o planeta – disse Margareth Menezes, da Cultura.

    Outros nomes também foram citados em diversas cerimônias: Alckmin, o vice-presidente, foi o segundo mais citado (28 vezes), seguido por “Dilma”, “Simone”, “Sarney” e “Gleisi”. A palavra “Deus”, que Bolsonaro também costumava repetir no lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apareceu 27 vezes.

    Em outra contraposição ao vocabulário do governo anterior, “mulher” foi citada 48 vezes por ministros, enquanto “homem” apareceu em 20 oportunidades. No levantamento feito pelo GLOBO em 2021 nos discursos de Bolsonaro, “homem” surgia duas vezes mais do que “mulher” nas falas do ex-presidente.

    Não por acaso, a preocupação com uma linguagem mais inclusiva foi um dos temas da primeira semana. Alvo de críticas de Bolsonaro e de seus apoiadores, a linguagem neutra apareceu na largada do governo. A palavra “todes” foi utilizada por cerimonialistas em pelo menos seis eventos de transmissão de cargo.

    A inclusão deu a tônica, por exemplo, da fala do advogado e professor Silvio Almeida ao assumir a chefia dos Direitos Humanos.

    - Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. Mulheres do Brasil, vocês existem e são valiosas para nós. Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós (...) – enumerou Almeida, citando ainda indígenas e a comunidade LGBTQIAP+.



(Dimitrius Dantas. O Globo, 08/01/23, p. 6)

Na posse dos novos ministros, percebeu-se uma preocupação com a inclusão. São exemplos de uma linguagem mais inclusiva, exceto:
Alternativas
Q3712872 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


DISCURSOS REVELAM NOVA LINGUAGEM DA ESPLANADA



    Cultura, ciência e, principalmente, Lula. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que, com a mudança de governo, novas palavras ganharam força no vocabulário do poder. A análise levou em conta o discurso de todos os ministros que tomaram posse na última semana e mostra que temas escanteados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro ganharam protagonismo nas falas dos 34 ministros que assumiram os cargos em cerimônias públicas.

    Os anos em que o presidente Jair Bolsonaro contrariou as evidências científicas e defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 resultaram agora em destaque considerável para a ciência, por exemplo. A palavra foi citada 66 vezes nos discursos dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios.

    - Temos um papel de reforçar a comunicação pública da ciência e a valorização da ciência como parte de nossa cidadania – afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

    A diminuição da importância da cultura no governo Bolsonaro foi evidenciada com o fim do próprio ministério. Com isso, a recriação da pasta no governo Lula também significou o reaparecimento da palavra, usada 81 vezes.

    - Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.

    A palavra “democracia”, por sua vez, foi citada 93 vezes, muito mais do que “exército” (citada dez vezes) e “militar” (que também apareceu dez vezes) somados. Já as palavras “companheiro” ou “companheira”, no singular e no plural, aparecerem 54 vezes.

    Na primeira semana de governo, a análise dos dados também reflete o personalismo em torno do presidente Lula, cujo nome apareceu 256 vezes – o sexto mais lembrado. As duas palavras mais citadas foram “presidente”, repetida 366 vezes, e, é claro, “Brasil” proferida em 362 ocasiões.

    Em diversos discursos, ministros tentaram apresentar o presidente como uma liderança mundial:

    - É uma honra para mim estar à frente desse chamado feito por um dos maiores símbolos políticos de todo o planeta – disse Margareth Menezes, da Cultura.

    Outros nomes também foram citados em diversas cerimônias: Alckmin, o vice-presidente, foi o segundo mais citado (28 vezes), seguido por “Dilma”, “Simone”, “Sarney” e “Gleisi”. A palavra “Deus”, que Bolsonaro também costumava repetir no lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apareceu 27 vezes.

    Em outra contraposição ao vocabulário do governo anterior, “mulher” foi citada 48 vezes por ministros, enquanto “homem” apareceu em 20 oportunidades. No levantamento feito pelo GLOBO em 2021 nos discursos de Bolsonaro, “homem” surgia duas vezes mais do que “mulher” nas falas do ex-presidente.

    Não por acaso, a preocupação com uma linguagem mais inclusiva foi um dos temas da primeira semana. Alvo de críticas de Bolsonaro e de seus apoiadores, a linguagem neutra apareceu na largada do governo. A palavra “todes” foi utilizada por cerimonialistas em pelo menos seis eventos de transmissão de cargo.

    A inclusão deu a tônica, por exemplo, da fala do advogado e professor Silvio Almeida ao assumir a chefia dos Direitos Humanos.

    - Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. Mulheres do Brasil, vocês existem e são valiosas para nós. Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós (...) – enumerou Almeida, citando ainda indígenas e a comunidade LGBTQIAP+.



(Dimitrius Dantas. O Globo, 08/01/23, p. 6)

O principal objetivo comunicativo do texto é
Alternativas
Q3712705 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


FIM DO MUNDO


Carlos Drummond de Andrade


Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.


O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão a


Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.cabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.


(...)


Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.


O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz e airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)


Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.


(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
"Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro."

As palavras destacadas no trecho acima, na mesma ordem em que se encontram, são SINÔNIMAS de
Alternativas
Q3712700 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


FIM DO MUNDO


Carlos Drummond de Andrade


Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.


O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão a


Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.cabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.


(...)


Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.


O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz e airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)


Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.


(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
Em relação ao texto "Fim do mundo", é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q3711617 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Três em cada dez brasileiros afirmam que já tiveram dengue, diz levantamento

Um levantamento realizado com 2 mil pessoas mostrou que três em cada dez brasileiros afirmam já terem sido acometidos pela dengue — 69% dos participantes da pesquisa dizem conhecer alguém que já teve a doença. Entre as pessoas que já tiveram dengue, 69% foram diagnosticados uma vez, 23% duas vezes e 6% três vezes ou mais.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela Ipsos, a pedido da biofarmacêutica Takeda e com a coordenação científica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A dengue, afeta bebês, crianças e adultos. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a infecção pode ser assintomática ou pode apresentar sintomas que variam entre: febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações e erupções cutâneas.

A enfermidade é popular no Brasil e 99% dos entrevistados afirmam conhecê-la. Dentre os números, 67% lembraram da dengue quando questionados sobre quais surtos de doenças são recorrentes no Brasil − índice muito superior aos 39% da primeira edição da pesquisa, realizada em novembro de 2021.

Segundo dados do Ministério da Saúde, existem mais de 1,6 milhão de casos registrados de dengue no Brasil e mil mortes em 2023, superando os casos de 2022 (cerca de 1,4 milhão) e quase atingindo o mesmo patamar de óbitos (1.016).

Apesar do conhecimento em relação a dengue, 69% dos entrevistados não souberam responder quantas vezes uma pessoa pode contrair a doença e apenas 2% acertaram a resposta: 4 vezes. "Há uma falsa ideia de imunização após infecção por dengue, ou seja, a pessoa que já pegou acredita estar imune à doença.", analisa Dr. Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da SBI, em comunicado.

A vacina que previne a dengue começou a ser disponibilizada em clínicas privadas em julho deste ano, entretanto, 73% dos entrevistados ainda desconheciam a forma de prevenção. Entre aqueles que já ouviram falar do assunto, 86% dizem acreditar na sua eficácia e se manifestam de forma favorável a ela. 

ttps://www.cnnbrasil.com.br/saude/tres-em-cada-dez-brasileiros-afirmam-que-ja-tiveram-dengue-diz-levantamento/
De acordo com o levantamento mencionado, quantos brasileiros já tiveram dengue?
Alternativas
Q3711616 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Três em cada dez brasileiros afirmam que já tiveram dengue, diz levantamento

Um levantamento realizado com 2 mil pessoas mostrou que três em cada dez brasileiros afirmam já terem sido acometidos pela dengue — 69% dos participantes da pesquisa dizem conhecer alguém que já teve a doença. Entre as pessoas que já tiveram dengue, 69% foram diagnosticados uma vez, 23% duas vezes e 6% três vezes ou mais.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela Ipsos, a pedido da biofarmacêutica Takeda e com a coordenação científica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A dengue, afeta bebês, crianças e adultos. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a infecção pode ser assintomática ou pode apresentar sintomas que variam entre: febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações e erupções cutâneas.

A enfermidade é popular no Brasil e 99% dos entrevistados afirmam conhecê-la. Dentre os números, 67% lembraram da dengue quando questionados sobre quais surtos de doenças são recorrentes no Brasil − índice muito superior aos 39% da primeira edição da pesquisa, realizada em novembro de 2021.

Segundo dados do Ministério da Saúde, existem mais de 1,6 milhão de casos registrados de dengue no Brasil e mil mortes em 2023, superando os casos de 2022 (cerca de 1,4 milhão) e quase atingindo o mesmo patamar de óbitos (1.016).

Apesar do conhecimento em relação a dengue, 69% dos entrevistados não souberam responder quantas vezes uma pessoa pode contrair a doença e apenas 2% acertaram a resposta: 4 vezes. "Há uma falsa ideia de imunização após infecção por dengue, ou seja, a pessoa que já pegou acredita estar imune à doença.", analisa Dr. Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da SBI, em comunicado.

A vacina que previne a dengue começou a ser disponibilizada em clínicas privadas em julho deste ano, entretanto, 73% dos entrevistados ainda desconheciam a forma de prevenção. Entre aqueles que já ouviram falar do assunto, 86% dizem acreditar na sua eficácia e se manifestam de forma favorável a ela. 

ttps://www.cnnbrasil.com.br/saude/tres-em-cada-dez-brasileiros-afirmam-que-ja-tiveram-dengue-diz-levantamento/
O que o levantamento revela sobre o conhecimento das pessoas em relação à quantidade de vezes que alguém pode contrair a dengue?
Alternativas
Q3711468 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Após críticas, Las Vegas une esporte e entretenimento na Fórmula 1

O Grande Prêmio de Las Vegas, disputado na noite do último sábado (18) nos Estados Unidos, marcou um novo padrão de esporte e entretenimento para a Fórmula 1 em seus mais de 70 anos de história.

No início, houve quem criticasse, sobretudo após uma falha na pista provocar o adiamento do primeiro treino livre e criar o caos logístico, incluindo a expulsão de torcedores das arquibancadas às duas da manhã.

Parecia que o excesso de preocupação com a parte do "show business" tinha superado a parte esportiva − uma das principais críticas do atual campeão da F1, Max Verstappen. Mas eis que a corrida da noite do sábado trouxe o que os fãs e promotores enfim esperavam: uma corrida extremamente movimentada, com disputas de posições intensas e incluindo três pilotos brigando pela vitória em luta franca até a volta final: Charles Leclerc, da Ferrari, Sergio Perez e o próprio Verstappen − ambos da Red Bull.

Após a corrida, um Rolls Royce levou os pilotos para as entrevistas oficiais no local mais famoso de Las Vegas: a fonte do hotel Bellagio. A conversa dos três mostrava que a parte esportiva, afinal, foi atingida com sucesso − e o lado entretenimento também, com uma cena inédita dos pilotos chegando de forma luxuosa ao popular cenário de diversos filmes de Hollywood (como Ocean's Eleven) em plena Las Vegas Boulevard, a popular Strip.

Além disso, foi muito bem amarrada a outra parte muito importante: a dos negócios, já que toda a cerimônia, transmitida ao vivo para mais de 150 países e antes do pódio, certamente contribuiu como ação de marketing para promover o turismo local e o hotel e casino parceiro do evento. Neste mesmo local foi erguido uma das maiores áreas VIP de toda temporada, com capacidade para 3.600 pessoas.

Após a corrida, até mesmo o antes crítico da prova, Max Verstappen, admitiu que a prova foi uma das melhores do ano. Vale lembrar que, no dia anterior, ele afirmou que a corrida em Las Vegas era a "liga nacional" enquanto Mônaco, por exemplo, era a "Champions League".

Mesmo tendo perdido a prova nas voltas finais, Leclerc também destacou a corrida como bastante emocionante. Sua ultrapassagem no derradeiro giro para garantir o segundo lugar foi comemorada como gol pelos norte-americanos, que torciam para Perez e também para a Ferrari ao mesmo tempo. Até mesmo a manobra de Verstappen pela liderança foi bastante celebrada − o que valia era o show.

Os ingredientes de sucesso foram o traçado de Las Vegas, com uma reta de quase dois quilômetros na Strip, a avenida dos hotéis famosos e casinos, e uma baixa aderência da pista, por conta da F1 ser o único evento do final de semana (sem provas preliminares, que ajudam a emborrachar o asfalto). Além disso, a dificuldade em controlar os carros também foi agravada pela baixa temperatura no deserto durante o período noturno (a prova foi disputada entre 22h e 23h30).

"Isso é algo que poderia ser repensado para os próximos GPs aqui em Las Vegas, com uma categoria preliminar ajudando a deixar a pista em melhores condições e também o horário, que é muito frio", sugeriu Perez.

De fato, ao final do evento, a impressão de que é possível tornar o GP mais esportivo e menos entretenimento ficou evidente. E da mesma forma ficou a impressão de que formatos como o visto em Las Vegas vieram para ficar na F1.

Com os novos donos norte-americanos (Liberty Media), o jeito de apresentar o esporte a antigos fãs revolucionou os negócios na categoria. Ela já estava acostumada a altas cifras, mas agora finalmente conquistou o sonhado mercado norte-americano, ainda há um preço "alto" a se pagar, com três corridas na América: Miami, Austin e agora, Las Vegas. 

O grid na noite de sábado foi certamente o mais cheio de toda a temporada − quiçá de toda a história da F1. Era possível "tropeçar" em celebridades em Las Vegas, seja Brad Pitt, Rihanna, Axl Rose, Tom Brady, Renée Zellweger...E melhor do que isso, em todo o circuito e nos hotéis espalhados por Las Vegas, era possível encontrar milhares de torcedores vindo de todos os estados norte-americanos usando camisas de seus times e pilotos favoritos − e isso não inclui apenas Red Bull, Mercedes ou Ferrari.

Se Las Vegas vai se consolidar como uma etapa de fato especial no calendário, como o "Super Bowl" do automobilismo para a F1 nos Estados Unidos (talvez como é a Indy-500 hoje para os norte-americanos), ainda é cedo para dizer.

Mas que o evento deste final de semana provou ser possível unir esporte e entretenimento, isso é inegável. Agora, resta definir se os promotores da F1 conseguirão dosar na medida certa esta equação para agradar pilotos, equipes, patrocinadores e, principalmente, os novos torcedores. Mas também sem perder a essência daquilo que os fãs mais antigos se apaixonaram pelo esporte.

https://forbes.com.br/forbeslife/forbes-motors/2023/11/apos-criticas-lasvegas-une-esporte-e-entretenimento-na-formula-1/
O que inicialmente gerou críticas em relação ao Grande Prêmio de Las Vegas?
Alternativas
Q3711466 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Três em cada dez brasileiros afirmam que já tiveram dengue, diz levantamento


Um levantamento realizado com 2 mil pessoas mostrou que três em cada dez brasileiros afirmam já terem sido acometidos pela dengue — 69% dos participantes da pesquisa dizem conhecer alguém que já teve a doença. Entre as pessoas que já tiveram dengue, 69% foram diagnosticados uma vez, 23% duas vezes e 6% três vezes ou mais.


Os dados são de uma pesquisa realizada pela Ipsos, a pedido da biofarmacêutica Takeda e com a coordenação científica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).


A dengue, afeta bebês, crianças e adultos. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a infecção pode ser assintomática ou pode apresentar sintomas que variam entre: febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações e erupções cutâneas.


A enfermidade é popular no Brasil e 99% dos entrevistados afirmam conhecê-la. Dentre os números, 67% lembraram da dengue quando questionados sobre quais surtos de doenças são recorrentes no Brasil − índice muito superior aos 39% da primeira edição da pesquisa, realizada em novembro de 2021.


Segundo dados do Ministério da Saúde, existem mais de 1,6 milhão de casos registrados de dengue no Brasil e mil mortes em 2023, superando os casos de 2022 (cerca de 1,4 milhão) e quase atingindo o mesmo patamar de óbitos (1.016).


Apesar do conhecimento em relação a dengue, 69% dos entrevistados não souberam responder quantas vezes uma pessoa pode contrair a doença e apenas 2% acertaram a resposta: 4 vezes. "Há uma falsa ideia de imunização após infecção por dengue, ou seja, a pessoa que já pegou acredita estar imune à doença.", analisa Dr. Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da SBI, em comunicado.


A vacina que previne a dengue começou a ser disponibilizada em clínicas privadas em julho deste ano, entretanto, 73% dos entrevistados ainda desconheciam a forma de prevenção. Entre aqueles que já ouviram falar do assunto, 86% dizem acreditar na sua eficácia e se manifestam de forma favorável a ela. 


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/tres-em-cada-dez-brasileiros -afirmam-que-ja-tiveram-dengue-diz-levantamento/

O que o levantamento revela sobre o conhecimento das pessoas em relação à quantidade de vezes que alguém pode contrair a dengue?
Alternativas
Q3711430 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Após críticas, Las Vegas une esporte e entretenimento na Fórmula 1

O Grande Prêmio de Las Vegas, disputado na noite do último sábado (18) nos Estados Unidos, marcou um novo padrão de esporte e entretenimento para a Fórmula 1 em seus mais de 70 anos de história.

No início, houve quem criticasse, sobretudo após uma falha na pista provocar o adiamento do primeiro treino livre e criar o caos logístico, incluindo a expulsão de torcedores das arquibancadas às duas da manhã.

Parecia que o excesso de preocupação com a parte do "show business" tinha superado a parte esportiva − uma das principais críticas do atual campeão da F1, Max Verstappen. Mas eis que a corrida da noite do sábado trouxe o que os fãs e promotores enfim esperavam: uma corrida extremamente movimentada, com disputas de posições intensas e incluindo três pilotos brigando pela vitória em luta franca até a volta final: Charles Leclerc, da Ferrari, Sergio Perez e o próprio Verstappen − ambos da Red Bull.

Após a corrida, um Rolls Royce levou os pilotos para as entrevistas oficiais no local mais famoso de Las Vegas: a fonte do hotel Bellagio. A conversa dos três mostrava que a parte esportiva, afinal, foi atingida com sucesso − e o lado entretenimento também, com uma cena inédita dos pilotos chegando de forma luxuosa ao popular cenário de diversos filmes de Hollywood (como Ocean's Eleven) em plena Las Vegas Boulevard, a popular Strip. 

Além disso, foi muito bem amarrada a outra parte muito importante: a dos negócios, já que toda a cerimônia, transmitida ao vivo para mais de 150 países e antes do pódio, certamente contribuiu como ação de marketing para promover o turismo local e o hotel e casino parceiro do evento. Neste mesmo local foi erguido uma das maiores áreas VIP de toda temporada, com capacidade para 3.600 pessoas.

Após a corrida, até mesmo o antes crítico da prova, Max Verstappen, admitiu que a prova foi uma das melhores do ano. Vale lembrar que, no dia anterior, ele afirmou que a corrida em Las Vegas era a "liga nacional" enquanto Mônaco, por exemplo, era a "Champions League".

Mesmo tendo perdido a prova nas voltas finais, Leclerc também destacou a corrida como bastante emocionante. Sua ultrapassagem no derradeiro giro para garantir o segundo lugar foi comemorada como gol pelos norte-americanos, que torciam para Perez e também para a Ferrari ao mesmo tempo. Até mesmo a manobra de Verstappen pela liderança foi bastante celebrada − o que valia era o show.

Os ingredientes de sucesso foram o traçado de Las Vegas, com uma reta de quase dois quilômetros na Strip, a avenida dos hotéis famosos e casinos, e uma baixa aderência da pista, por conta da F1 ser o único evento do final de semana (sem provas preliminares, que ajudam a emborrachar o asfalto). Além disso, a dificuldade em controlar os carros também foi agravada pela baixa temperatura no deserto durante o período noturno (a prova foi disputada entre 22h e 23h30).

"Isso é algo que poderia ser repensado para os próximos GPs aqui em Las Vegas, com uma categoria preliminar ajudando a deixar a pista em melhores condições e também o horário, que é muito frio", sugeriu Perez.

De fato, ao final do evento, a impressão de que é possível tornar o GP mais esportivo e menos entretenimento ficou evidente. E da mesma forma ficou a impressão de que formatos como o visto em Las Vegas vieram para ficar na F1.

Com os novos donos norte-americanos (Liberty Media), o jeito de apresentar o esporte a antigos fãs revolucionou os negócios na categoria. Ela já estava acostumada a altas cifras, mas agora finalmente conquistou o sonhado mercado norte-americano, ainda há um preço "alto" a se pagar, com três corridas na América: Miami, Austin e agora, Las Vegas.

O grid na noite de sábado foi certamente o mais cheio de toda a temporada − quiçá de toda a história da F1. Era possível "tropeçar" em celebridades em Las Vegas, seja Brad Pitt, Rihanna, Axl Rose, Tom Brady, Renée Zellweger...E melhor do que isso, em todo o circuito e nos hotéis espalhados por Las Vegas, era possível encontrar milhares de torcedores vindo de todos os estados norte-americanos usando camisas de seus times e pilotos favoritos − e isso não inclui apenas Red Bull, Mercedes ou Ferrari.

Se Las Vegas vai se consolidar como uma etapa de fato especial no calendário, como o "Super Bowl" do automobilismo para a F1 nos Estados Unidos (talvez como é a Indy-500 hoje para os norte-americanos), ainda é cedo para dizer.

Mas que o evento deste final de semana provou ser possível unir esporte e entretenimento, isso é inegável. Agora, resta definir se os promotores da F1 conseguirão dosar na medida certa esta equação para agradar pilotos, equipes, patrocinadores e, principalmente, os novos torcedores. Mas também sem perder a essência daquilo que os fãs mais antigos se apaixonaram pelo esporte.

https://forbes.com.br/forbeslife/forbes-motors/2023/11/apos-criticas-lasvegas-une-esporte-e-entretenimento-na-formula-1/
Assinale a alternativa que contenha dois antônimos empregados em trecho do texto: 
Alternativas
Q3711427 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Três em cada dez brasileiros afirmam que já tiveram dengue, diz levantamento 

Um levantamento realizado com 2 mil pessoas mostrou que três em cada dez brasileiros afirmam já terem sido acometidos pela dengue — 69% dos participantes da pesquisa dizem conhecer alguém que já teve a doença. Entre as pessoas que já tiveram dengue, 69% foram diagnosticados uma vez, 23% duas vezes e 6% três vezes ou mais.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela Ipsos, a pedido da biofarmacêutica Takeda e com a coordenação científica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A dengue, afeta bebês, crianças e adultos. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a infecção pode ser assintomática ou pode apresentar sintomas que variam entre: febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações e erupções cutâneas.

A enfermidade é popular no Brasil e 99% dos entrevistados afirmam conhecê-la. Dentre os números, 67% lembraram da dengue quando questionados sobre quais surtos de doenças são recorrentes no Brasil − índice muito superior aos 39% da primeira edição da pesquisa, realizada em novembro de 2021.

Segundo dados do Ministério da Saúde, existem mais de 1,6 milhão de casos registrados de dengue no Brasil e mil mortes em 2023, superando os casos de 2022 (cerca de 1,4 milhão) e quase atingindo o mesmo patamar de óbitos (1.016).

Apesar do conhecimento em relação a dengue, 69% dos entrevistados não souberam responder quantas vezes uma pessoa pode contrair a doença e apenas 2% acertaram a resposta: 4 vezes. "Há uma falsa ideia de imunização após infecção por dengue, ou seja, a pessoa que já pegou acredita estar imune à doença.", analisa Dr. Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da SBI, em comunicado.

A vacina que previne a dengue começou a ser disponibilizada em clínicas privadas em julho deste ano, entretanto, 73% dos entrevistados ainda desconheciam a forma de prevenção. Entre aqueles que já ouviram falar do assunto, 86% dizem acreditar na sua eficácia e se manifestam de forma favorável a ela.

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/tres-em-cada-dez-brasileiros-afirmam-que-ja-tiveram-dengue-diz-levantamento/
De acordo com o levantamento mencionado, quantos brasileiros já tiveram dengue? 
Alternativas
Q3710634 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Má higiene bucal tem ligação com câncer, ataques cardíacos e problema nos rins



É normal ter bactérias na boca, mas bactérias prejudiciais têm sido associadas a uma série de problemas de saúde.


A cientista médica Glenda Davison e a microbiologista Yvonne Prince, que pesquisaram a cavidade oral, explicam por que é tão importante praticar uma boa higiene bucal.


A má higiene oral pode levar a doenças graves? Por quê e como? 


Comunidades bacterianas anormais na cavidade oral foram relacionadas a doenças hepáticas, insuficiência renal, cânceres, doenças cardíacas e hipertensão.


A cavidade oral é a porta de entrada para o trato gastrointestinal e o resto do corpo.


Assim como o intestino, a boca abriga várias colônias diversas de bactérias, fungos, vírus e protozoários. É a segunda maior comunidade microbiana em humanos, depois do intestino.


Mais de 700 espécies de microrganismos residem na boca. Novas tecnologias, como a análise de RNA ribossômico 16S, permitiram que os pesquisadores estudem sua composição genética e árvores genealógicas.


Esses micróbios são encontrados por toda a boca: nos dentes, gengivas, língua, palato e saliva. Geralmente, eles permanecem estáveis durante toda a nossa vida, mas se o equilíbrio na comunidade bacteriana for perturbado, bactérias prejudiciais podem se tornar dominantes. Isso pode levar a sangramento nas gengivas e doenças bucais como gengivite e periodontite.


Mudanças no pH (acidez ou alcalinidade), temperatura e oxigênio na cavidade oral são conhecidas por causar um crescimento anormal de grupos de bactérias que normalmente são inofensivos. Quando eles se tornam dominantes, podem causar doenças.


Essa perturbação na biota oral causa inflamação e o desenvolvimento lento de periodontite, sangramento nas gengivas e cárie dentária. À medida que a doença gengival destrói a gengiva e começa a erodir o osso, moléculas inflamatórias chamadas citocinas podem entrar na corrente sanguínea.


Essas substâncias ativam as células do sistema imunológico e podem resultar em inflamação crônica de baixo grau com o desenvolvimento de doenças como diabetes tipo 2, aterosclerose ou espessamento das artérias e muitas outras, incluindo a obesidade.


As próprias bactérias também podem se deslocar das gengivas para os tecidos circundantes e liberar toxinas que podem se espalhar pelo corpo.


Da mesma forma, o intestino abriga mais de 1.000 espécies de bactérias que residem no intestino grosso e desempenham um papel vital na digestão, absorção, imunidade e proteção contra toxinas e bactérias prejudiciais.


Os seres humanos não podem viver sem uma biota intestinal saudável e diversificada. Se essa comunidade equilibrada de micróbios for perturbada e não restaurada, podem ocorrer distúrbios gastrointestinais.


Pesquisas recentes têm relacionado uma biota intestinal anormal a doenças tão diversas como autoimunidade, obesidade, doenças cardiovasculares e até mesmo Alzheimer.



De onde vêm as bactérias no corpo?



Tudo começa com nossos micróbios, organismos minúsculos que compartilham nosso corpo e são vitais para a saúde dos seres humanos.


Existem 39 trilhões de micróbios no corpo humano, superando as estimadas 30 trilhões de células humanas, e eles habitam quase todos os órgãos e fendas do corpo humano. Eles podem ser encontrados no intestino, pele, pulmão, fluido seminal e vaginal, olhos, couro cabeludo e boca.


Cada um desses habitats tem seu próprio ambiente, atraindo diferentes organismos que se adaptam ao seu entorno e o tornam seu lar. Eles vivem em sinergia uns com os outros e com tecidos circundantes. Se essa relação for perturbada, pode resultar em doença.


A maioria desses micróbios vem de nossas mães e entra em nosso corpo quando nascemos.


O útero é estéril, mas à medida que o bebê se move pelo canal de parto e entra no mundo exterior, bactérias e outros micróbios ocupam o recém-nascido e criam um ecossistema único chamado microbioma humano.


À medida que crescemos e começamos a explorar o mundo, esses microrganismos se tornam mais diversos e variados e são influenciados por nossa dieta, estilo de vida, interações com animais e o ambiente. É importante manter esse equilíbrio para reduzir o risco de desenvolver doenças.



O que as pessoas devem fazer para evitar esses riscos?



A boa higiene bucal inclui consultas odontológicas regulares, prevenção do acúmulo de placa através da escovação regular dos dentes e evitar alimentos ricos em carboidratos e açúcar, que podem levar ao aumento da cárie dentária e das cavidades.


Para apoiar ainda mais o equilíbrio das bactérias na boca, é recomendável incluir alimentos ricos em antioxidantes, como frutas e vegetais frescos, em nossa dieta.


Os dentistas também recomendam evitar o uso de enxaguantes bucais antibacterianos, que foram mostrados como disruptores do equilíbrio de micróbios. O uso excessivo pode levar a distúrbios e estimular espécies de bactérias que podem causar doenças.


Níveis elevados de estresse e falta de exercício também foram relacionados a perturbações no equilíbrio da biota oral. Portanto, uma dieta equilibrada com descanso suficiente, acompanhada de boa higiene bucal, é recomendada.


A boca é a porta de entrada para o intestino e o resto do corpo. Garantir a harmonia dos micróbios que ali vivem é importante para reduzir o risco de doenças.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx94jwnd7yyo

O que pode acontecer se o equilíbrio na comunidade bacteriana da boca for perturbado devido à má higiene bucal, de acordo com o texto?
Alternativas
Q3710175 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Chat GPT: chegou o uso da Inteligência Artificial na sua mais moderna forma, fácil e prático 


Cris Arcangeli


Você já pensou em interagir de verdade com um robô? Não aqueles chatbots feitos para para ajudar os usuários na interação com serviços ou aplicativos Web por meio de texto, gráficos ou voz.


Estou falando do ChatGPT, serviço que utiliza IA − Inteligência Artificial de maneira incrivelmente abrangente e rápida!


CHATGPT é um modelo super avançado para criação de textos.


Vou explicar melhor: o GPT como vem sendo apelidado foi "treinado" com o uso de inúmeros tópicos e estilos para, assim, conseguir gerar textos escritos de forma autônoma, natural e coerente, com compreensão e capacidade de reproduzir o contexto, como se fosse escrito por um ser humano.


Ele pode responder perguntas, escrever histórias, descrever imagens, criar slogans, campanhas, roteiros, legendas e muito mais.


Uma de suas principais vantagens é a capacidade de entender e reproduzir o contexto de um diálogo, o que significa que ele pode entender o que foi dito anteriormente e responder de forma coerente e relevante.


Além disso, ele também aprende com as perguntas e respostas e melhora a entrega se adaptando a diferentes situações e tópicos.


Acredito que num futuro breve o ChatGPT deverá incluir microfone e alto-falante, como evolução para o que entendemos hoje como assistente virtual.


O projeto do ChatGPT está obtendo tamanho sucesso, que em uma semana teve 5M de downloads e deve receber um investimento de US$ 10 milhões da Microsoft.


O ChatGPT é um chatbot autônomo super avançado com Inteligência Artificial, capaz de criar textos do zero que foi treinado com o uso de uma grande quantidade de textos disponíveis na internet, com notícias, fóruns, livros e muito mais, num total de 570 GB de texto, o equivalente a cerca de 40 bilhões de palavras.


Bem Vindos ao futuro!


Estamos diante de uma ferramenta valiosa para empresas e organizações de todos os tipos, que se tornará ainda mais poderoso com a ampliação de sua utilização em conjunto com a sua capacidade de aprender, compreender e reproduzir contextos.


Bem Vindos ao futuro! 


(Adaptado do texto original, disponível em: https://exame.com/colunistas/empreender-liberta/chat-gpt-chegou-o-uso-da-inteligencia-artificial-na-sua-mais-moderna-forma-facil-e-pratico/

O texto tem como objetivo central:
Alternativas
Q3710173 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Chat GPT: chegou o uso da Inteligência Artificial na sua mais moderna forma, fácil e prático 


Cris Arcangeli


Você já pensou em interagir de verdade com um robô? Não aqueles chatbots feitos para para ajudar os usuários na interação com serviços ou aplicativos Web por meio de texto, gráficos ou voz.


Estou falando do ChatGPT, serviço que utiliza IA − Inteligência Artificial de maneira incrivelmente abrangente e rápida!


CHATGPT é um modelo super avançado para criação de textos.


Vou explicar melhor: o GPT como vem sendo apelidado foi "treinado" com o uso de inúmeros tópicos e estilos para, assim, conseguir gerar textos escritos de forma autônoma, natural e coerente, com compreensão e capacidade de reproduzir o contexto, como se fosse escrito por um ser humano.


Ele pode responder perguntas, escrever histórias, descrever imagens, criar slogans, campanhas, roteiros, legendas e muito mais.


Uma de suas principais vantagens é a capacidade de entender e reproduzir o contexto de um diálogo, o que significa que ele pode entender o que foi dito anteriormente e responder de forma coerente e relevante.


Além disso, ele também aprende com as perguntas e respostas e melhora a entrega se adaptando a diferentes situações e tópicos.


Acredito que num futuro breve o ChatGPT deverá incluir microfone e alto-falante, como evolução para o que entendemos hoje como assistente virtual.


O projeto do ChatGPT está obtendo tamanho sucesso, que em uma semana teve 5M de downloads e deve receber um investimento de US$ 10 milhões da Microsoft.


O ChatGPT é um chatbot autônomo super avançado com Inteligência Artificial, capaz de criar textos do zero que foi treinado com o uso de uma grande quantidade de textos disponíveis na internet, com notícias, fóruns, livros e muito mais, num total de 570 GB de texto, o equivalente a cerca de 40 bilhões de palavras.


Bem Vindos ao futuro!


Estamos diante de uma ferramenta valiosa para empresas e organizações de todos os tipos, que se tornará ainda mais poderoso com a ampliação de sua utilização em conjunto com a sua capacidade de aprender, compreender e reproduzir contextos.


Bem Vindos ao futuro! 


(Adaptado do texto original, disponível em: https://exame.com/colunistas/empreender-liberta/chat-gpt-chegou-o-uso-da-inteligencia-artificial-na-sua-mais-moderna-forma-facil-e-pratico/

No sexto parágrafo, os pronomes destacados retomam que palavra ou ideia?
Uma de suas principais vantagens é a capacidade de entender e reproduzir o contexto de um diálogo, o que significa que ele pode entender o que foi dito anteriormente e responder de forma coerente e relevante. 
Alternativas
Q3710094 Português
Ferrari mais cara já leiloada alcança preço de US$ 51,7 milhões


Uma Ferrari 250 GTO foi vendida por US$ 51,7 milhões (mais de R$ 250 milhões), se tornando o carro da marca italiana de valor mais alto a ser vendido em um leilão.


A venda por preço recorde aconteceu na Sotheby's, em Nova York, na segunda-feira (13), quando o carro foi oferecido publicamente pela primeira vez em 38 anos.


Gord Duff, diretor de leilões na Sotheby's, disse que a venda "destaca a estatura sem paralelo da Ferrari como um dos objetos mais desejados do mundo".


"Essa transação adiciona um novo capítulo à história de um veículo com um legado incomparável", afirmou Duff em um comunicado à imprensa.


"Agora, ele figura entre os carros mais caros já vendidos em leilão, um verdadeiro testamento de seu lugar singular na história", acrescentou.


Apenas 39 exemplares do 250 GTO foram fabricados pela lendária marca italiana entre os anos de 1962 e 1964, e é extremamente raro que um dos donos desfaça do carro, seja qual for o preço.


A unidade vendida, de chassi de número 3765, é uma das 34 feitas com a carroceria Tipo 1962, e a única entre essas a ser usada em corrida pela equipe da Scuderia Ferrari, participando de corridas como a Le Mans 24 Hour.


"Reivindicando uma origem de construção única e um notável pedigree de corridas de época, este espetacular GTO está entre os exemplos mais singulares do modelo", escreveu a casa de leilões no anúncio, que apresentava a venda como "uma chance extraordinária de adquirir o Santo Graal do panteão dos carros esportivos, algo que deve ser apreciado pela oportunidade que representa".


A raridade do veículo indica que ele foi destaque em várias revistas especializadas em Ferrari ao longo das décadas, e a Sotheby's sugere que "a disponibilidade pública de um GTO tão singular pode nunca mais se repetir em nossa vida".


Enquanto o 3765 é agora o Ferrari mais caro já vendido em leilão, outro 250 GTO detém o recorde de Ferrari mais cara já vendida.


O renomado colecionador de carros David MacNeil, fundador e CEO da empresa de tapetes automotivos WeatherTech, comprou o chassi número 4153 GT por US$ 70 milhões em 2018.


Na época, James Knight, presidente do grupo de automóveis da casa de leilões britânica Bonhams, comparou os 250 GTOs a algumas das obras de arte mais exclusivas do mundo.


"O Ferrari 250 GTO é como "Os Girassóis" de Van Gogh e um talismã para qualquer coleção de alto nível", disse Knight. "E o GTO que recentemente foi vendido está entre os cinco melhores existentes."



https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/ferrari-mais-cara-ja-leiloada-alcan ca-preco-de-us-517-milhoes/
Leia com atenção o seguinte trecho do texto:

O Ferrari 250 GTO é como "Os Girassóis" de Van Gogh e um talismã para qualquer coleção de alto nível.

Qual a figura de linguagem está sendo usada para comparar a exclusividade da Ferrari com outros itens valiosos?
Alternativas
Q3710014 Português
Calor extremo aumentou em 85% as mortes de idosos desde 1990, diz estudo


A exposição ao calor excessivo pode prejudicar a saúde das pessoas e causar até morte. Segundo relatório publicado na revista científica The Lancet, nesta terça-feira (14), as mortes relacionadas ao calor de idosos de 65 anos aumentaram 85% em 2020 em comparação com as registradas no período de 1990 e 2000.

O estudo foi feito por uma colaboração internacional de mais de 114 cientistas e pesquisadores de 52 instituições do mundo e de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) ao redor do mundo.

Segundo o estudo, o aumento é substancialmente maior do que o crescimento projetado de 38%.

Ao analisar os modelos que incorporam alterações demográficas e de temperatura, os pesquisadores conseguiram mapear as mortes de idosos causadas ou relacionadas a aumento de temperatura. Para chegar ao dado, os cientistas então simulam como seriam essas mortes se as temperaturas mantivessem os mesmos níveis. Seria, então, um crescimento de 38% em comparação com o período de 1990 a 2020.

O que gerou o aumento? De acordo com os pesquisadores, a causa é o aquecimento global, que, no caso, é gerada pelas mudanças climáticas que são potencializadas por atividades humanas.

Ainda segundo o estudo, a população nesta faixa etária e os bebês, são vulneráveis a riscos para a saúde, quando expostos ao calor.

A publicação alerta que as ondas de calor serão mais frequentes nos próximos anos e farão com que quase 525 milhões de pessoas sofram de insegurança alimentar entre 2041 e 2060, agravando o risco global de desnutrição. "O mundo está avançando na direção errada", afirmam os autores na publicação.

Com as mudanças climáticas, a população fica exposta a contrair doenças infecciosas e fatais, como a dengue, a malária e outras viroses.

O estudo também levanta que a área afetada por seca extrema aumentou de 18% em 1951 para 47% em entre 2013 e 2022.

No Brasil, as altas temperaturas aumentaram 642% nos últimos 60 anos, conforme uma pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que busca entender como as mudanças climáticas impactam o país.



https://www.cnnbrasil.com.br/saude/calor-extremo-aumentou -em-85-as-mortes-de-idosos-desde-1990-diz-estudo/
O que o estudo aponta como causa do aumento nas mortes relacionadas ao calor em idosos?
Alternativas
Q3710013 Português
Dor de cabeça com vinho tinto? Cientistas encontram substância suspeita


Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que podem ter descoberto por que algumas pessoas têm dor de cabeça após apenas uma pequena taça de vinho tinto, mesmo que não sintam o mesmo efeito ao tomarem outros tipos de bebidas alcoólicas.

A equipe da Universidade da Califórnia afirma, em um estudo, que isso se deve a um composto nas uvas vermelhas que interfere na forma como o corpo metaboliza o álcool.

O composto é um antioxidante ou flavonol chamado quercetina.

Eles afirmam que uvas do tipo cabernet, comuns no Vale de Napa, na Califórnia, contêm altos níveis da substância.

As uvas vermelhas produzem mais quercetina quando são expostas ao sol.

Isso significava que vinhos tintos mais caros, em vez de vinhos tintos baratos, seriam piores para pessoas propensas a dores de cabeça, disse o pesquisador professor Andrew Waterhouse à BBC News.

"As variedades de uvas mais baratas são cultivadas em videiras com copas muito grandes e muitas folhas, então elas não recebem tanto sol", disse ele.

"Enquanto as uvas de alta qualidade vêm de colheitas menores com menos folhas.

"A quantidade de sol é cuidadosamente gerenciada para melhorar a qualidade do vinho."

Mas há céticos que duvidam dessas conclusões.

O professor Roger Corder, especialista em terapêutica experimental da Universidade Queen Mary de Londres, disse à BBC News que evidências anedóticas sugerem que vinhos mais baratos são piores para dores de cabeça. Ele defende que seria mais importante pesquisar os aditivos usados na produção de vinhos tintos de mercado de massa de baixa qualidade.

Várias teorias foram propostas para explicar as dores de cabeça causadas pelo vinho tinto, que podem ocorrer dentro de 30 minutos de beber mesmo pequenas quantidades.

Alguns sugeriram que o culpado poderia ser sulfitos — conservantes para prolongar a vida útil e manter o vinho fresco.

No entanto, geralmente, o teor de sulfito é maior em vinhos brancos doces do que em tintos.

E embora algumas pessoas possam ser alérgicas a sulfitos e devam evitá-los, há poucas evidências de que sejam responsáveis por dores de cabeça. 

Outro possível culpado é a histamina — um ingrediente mais comum no vinho tinto do que no branco ou rosé.

A histamina pode dilatar os vasos sanguíneos no corpo, o que pode desencadear a dor de cabeça. No entanto, novamente, falta uma prova absoluta.

Os especialistas sabem que mais de um em cada três pessoas de origem asiática oriental é intolerante a qualquer tipo de álcool - cerveja, vinho e destilados - e terá rubor facial, dor de cabeça e náusea ao beber.

Isso ocorre devido a um gene que afeta a eficácia de uma enzima de metabolização de álcool chamada ALDH2 ou aldeído desidrogenase.

O álcool é decomposto no corpo em duas etapas - é convertido em um composto tóxico chamado acetaldeído, que a ALDH2 então transforma em acetato inofensivo, basicamente vinagre.

Se isso não puder acontecer, o acetaldeído prejudicial se acumula, causando os sintomas.

E os pesquisadores dizem que uma via semelhante está envolvida na dor de cabeça causada pelo vinho tinto.

Eles mostraram em laboratório que a quercetina pode bloquear indiretamente a ação da ALDH2, por meio de um de seus próprios metabólitos.

A quercetina só se torna problemática quando misturada com álcool, segundo os pesquisadores, que financiaram seu trabalho por meio de crowdfunding e agora publicaram os resultados na revista Scientific Reports.

A quercetina também é encontrada em muitas outras frutas e vegetais - e até está disponível como suplemento de saúde devido às suas benéficas propriedades anti-inflamatórias - e não parece causar dores de cabeça por si só.

Os pesquisadores ainda precisam comprovar sua teoria em pessoas e dizem que um experimento simples poderia ser dar um suplemento de quercetina ou uma pílula placebo a voluntários propensos a dores de cabeça causadas por vinho tinto, juntamente com uma dose padrão de vodka.

O professor Morris Levin, coautor e especialista em neurologia e diretor do Centro de Dor de Cabeça da Universidade da Califórnia, São Francisco, disse:

"Finalmente estamos no caminho certo para explicar esse mistério milenar. O próximo passo é testá-lo cientificamente em pessoas que desenvolvem essas dores de cabeça, então fiquem ligados."

Eles esperam começar esses estudos em alguns meses.

Mas o professor Corder, que estudou os possíveis benefícios à saúde do vinho, suspeita que outros ingredientes valem a pena explorar como desencadeadores de dores de cabeça:

As pectinases aceleram a liberação de antocianinas, o que acelera a produção de vinho liberando a cor, sem os processos lentos de maceração da produção tradicional de vinho, mas são metil-hidrolases e um subproduto de sua atividade é a produção de metanol.

O dicarbonato de dimetilo é usado como conservante para vinhos mais baratos, especialmente aqueles enviados em grandes recipientes para engarrafamento no Reino Unido, mas também se decompõe para criar metanol.

Beber muito, rápido, ou beber para ficar bêbado pode ter sérias consequências para a saúde a curto e longo prazo.

Beber regularmente mais de 14 unidades por semana - cerca de seis copos (pints) de cerveja de teor médio ou 10 pequenos copos de vinho de baixo teor alcoólico, o tipo de álcool não importa - pode danificar o fígado e causar outros problemas de saúde, incluindo derrames e doenças cardíacas.

O consumo de álcool também está ligado a diferentes tipos de câncer.




https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2j2pjgxk87o
Por que algumas pessoas têm dor de cabeça após consumirem vinho tinto, segundo a pesquisa mencionada?
Alternativas
Respostas
29821: B
29822: D
29823: C
29824: C
29825: D
29826: C
29827: D
29828: C
29829: E
29830: A
29831: E
29832: E
29833: C
29834: A
29835: D
29836: E
29837: D
29838: D
29839: D
29840: B