Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 91.756 questões

Q2639873 Português

Texto para as questões de 1 a 5.


1 ____ Todos conhecemos as propriedades alucinógenas das drogas psicodélicas, mas os medicamentos comuns podem

ser igualmente potentes. Do paracetamol a anti‑histamínicos, estatinas, medicamentos para asma e antidepressivos, existem

evidências de que eles podem nos tornar impulsivos, irritados ou inquietos, diminuir nossa empatia por estranhos e até

4 manipular aspectos fundamentais de nossas personalidades (como, por exemplo, o quão neuróticos somos).

A pesquisa sobre esses efeitos não poderia estar em um momento melhor. O mundo está passando por uma crise

de excesso de medicação, com os Estados Unidos comprando 49.000 toneladas de paracetamol por ano — o equivalente

7 a cerca de 298 comprimidos de paracetamol por pessoa — e o americano médio consumindo US$ 1.200 (R$ 5.000) em

medicamentos prescritos no mesmo período.

E, à medida que a população global envelhece, nossa sede de drogas está prestes a ficar ainda mais fora

10 de controle; no Reino Unido, uma em cada dez pessoas com mais de 65 anos de idade já toma oito medicamentos

por semana.

Beatrice Golomb, que lidera um grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia, em San Diego, suspeitou que havia

13 uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade quase duas décadas atrás, depois de uma série de descobertas

misteriosas. Mas a descoberta mais perturbadora de Golomb não é o quão impactantes as drogas comuns podem ser sobre

quem somos — é a falta de interesse em descobrir esse impacto.

16 ___ Isso é algo que Dominik Mischkowski, um pesquisador da dor na Universidade de Ohio, também notou. “Existe

uma lacuna notável na pesquisa, na verdade, quando se trata dos efeitos dos medicamentos na personalidade e no

comportamento”, diz. “Sabemos muito sobre os efeitos fisiológicos desses medicamentos. Mas não entendemos como eles

19 influenciam o comportamento humano.”

A pesquisa de Mischkowski descobriu um efeito colateral surpreendente do paracetamol. Há muito tempo, os

cientistas sabem que a droga reduz a dor física ao diminuir a atividade em certas áreas do cérebro, como o córtex insular,

22 que desempenha um papel importante em nossas emoções. Acontece que essas áreas também estão envolvidas em nossa

experiência de dor social — e, curiosamente, o paracetamol pode nos fazer sentir melhor após uma rejeição.

Pesquisas recentes revelaram que o paracetamol reduz significativamente nossa capacidade de sentir empatia

25 positiva — um resultado com implicações em como a droga está moldando as relações sociais de milhões de pessoas todos

os dias. Embora o experimento não tenha olhado para a empatia negativa — que diz respeito a quando sentimos e nos

identificamos com a dor de outras pessoas —, Mischkowski suspeita que ela também seria mais difícil de ser sentida depois

28 de tomar o medicamento.

Tecnicamente, o paracetamol não está mudando nossa personalidade, porque os efeitos duram apenas algumas

horas e a minoria das pessoas o toma continuamente. Mas Mischkowski enfatiza que precisamos ser informados sobre as

31 maneiras como isso nos afeta, para que possamos usar nosso bom senso. “Assim como devemos estar cientes de que não

devemos dirigir se estivermos sob a influência de álcool, não devemos tomar paracetamol e nos colocarmos em uma situação

que exige que sejamos emocionalmente sensíveis — como em uma conversa séria com um parceiro ou colega de trabalho.”


Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).

Segundo as ideias apresentadas no texto, o uso de medicamentos atualmente no mundo é

Alternativas
Q2639863 Português

Texto para as questões de 1 a 5.


1 ____ Todos conhecemos as propriedades alucinógenas das drogas psicodélicas, mas os medicamentos comuns podem

ser igualmente potentes. Do paracetamol a anti‑histamínicos, estatinas, medicamentos para asma e antidepressivos, existem

evidências de que eles podem nos tornar impulsivos, irritados ou inquietos, diminuir nossa empatia por estranhos e até

4 manipular aspectos fundamentais de nossas personalidades (como, por exemplo, o quão neuróticos somos).

A pesquisa sobre esses efeitos não poderia estar em um momento melhor. O mundo está passando por uma crise

de excesso de medicação, com os Estados Unidos comprando 49.000 toneladas de paracetamol por ano — o equivalente

7 a cerca de 298 comprimidos de paracetamol por pessoa — e o americano médio consumindo US$ 1.200 (R$ 5.000) em

medicamentos prescritos no mesmo período.

E, à medida que a população global envelhece, nossa sede de drogas está prestes a ficar ainda mais fora

10 de controle; no Reino Unido, uma em cada dez pessoas com mais de 65 anos de idade já toma oito medicamentos

por semana.

Beatrice Golomb, que lidera um grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia, em San Diego, suspeitou que havia

13 uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade quase duas décadas atrás, depois de uma série de descobertas

misteriosas. Mas a descoberta mais perturbadora de Golomb não é o quão impactantes as drogas comuns podem ser sobre

quem somos — é a falta de interesse em descobrir esse impacto.

16 ___ Isso é algo que Dominik Mischkowski, um pesquisador da dor na Universidade de Ohio, também notou. “Existe

uma lacuna notável na pesquisa, na verdade, quando se trata dos efeitos dos medicamentos na personalidade e no

comportamento”, diz. “Sabemos muito sobre os efeitos fisiológicos desses medicamentos. Mas não entendemos como eles

19 influenciam o comportamento humano.”

A pesquisa de Mischkowski descobriu um efeito colateral surpreendente do paracetamol. Há muito tempo, os

cientistas sabem que a droga reduz a dor física ao diminuir a atividade em certas áreas do cérebro, como o córtex insular,

22 que desempenha um papel importante em nossas emoções. Acontece que essas áreas também estão envolvidas em nossa

experiência de dor social — e, curiosamente, o paracetamol pode nos fazer sentir melhor após uma rejeição.

Pesquisas recentes revelaram que o paracetamol reduz significativamente nossa capacidade de sentir empatia

25 positiva — um resultado com implicações em como a droga está moldando as relações sociais de milhões de pessoas todos

os dias. Embora o experimento não tenha olhado para a empatia negativa — que diz respeito a quando sentimos e nos

identificamos com a dor de outras pessoas —, Mischkowski suspeita que ela também seria mais difícil de ser sentida depois

28 de tomar o medicamento.

Tecnicamente, o paracetamol não está mudando nossa personalidade, porque os efeitos duram apenas algumas

horas e a minoria das pessoas o toma continuamente. Mas Mischkowski enfatiza que precisamos ser informados sobre as

31 maneiras como isso nos afeta, para que possamos usar nosso bom senso. “Assim como devemos estar cientes de que não

devemos dirigir se estivermos sob a influência de álcool, não devemos tomar paracetamol e nos colocarmos em uma situação

que exige que sejamos emocionalmente sensíveis — como em uma conversa séria com um parceiro ou colega de trabalho.”


Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).

De acordo com o texto, relativamente aos efeitos dos medicamentos no organismo humano, é correto afirmar que os

Alternativas
Q2639617 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.


Quem paga são nossos pulmões: como saúde já é afetada pelas mudanças climáticas


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% da população mundial respira um ar que fica abaixo dos padrões de qualidade. Isso, por sua vez, está por trás de 7 milhões de mortes prematuras todos os anos. E não para por aí: como a própria OMS destaca, "um mundo mais aquecido leva ao espalhamento de mosquitos causadores de doenças com uma rapidez nunca antes vista".

Além disso, eventos climáticos extremos, a degradação da terra e a falta de água já deslocam populações e afetam a saúde delas. A OMS alerta que a crise climática compromete a vida e gera impactos negativos na economia dos países. Segundo as projeções, entre 2030 e 2050, o aquecimento global causará 250 mil mortes adicionais por ano.

Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas? E o que pode ser feito para mitigar os riscos?

O americano Josh Karliner, diretor de parcerias globais da OMS, entende que as mudanças climáticas funcionam como um amplificador de problemas já existentes. "Se você pensa na malária, por exemplo, temperaturas mais quentes permitem com que ela se espalhe para outras regiões onde nunca foram registrados casos", explica o especialista em entrevista à BBC News Brasil.

Ainda no campo das doenças infecciosas, o especialista diz que não é possível estabelecer uma relação direta e clara entre as alterações no clima e a pandemia de covid-19. "Mesmo assim, a destruição da biodiversidade contribui para a liberação de patógenos, que podem causar outras crises sanitárias globais no futuro", pondera.

O brasileiro Vital Ribeiro, que lidera o Projeto Hospitais Saudáveis, acrescenta um outro desdobramento das mudanças climáticas que já é sentido na prática. "As doenças não transmissíveis respondem, hoje, pela maior parte das mortes e dos custos nos sistemas de saúde, e isso aumenta devido a exposição à poluição do ar resultante da queima dos combustíveis fósseis", lembra.

Em outras palavras, um ar cheio de partículas tóxicas para nossos pulmões é um dos gatilhos por trás de uma série de enfermidades - da asma à insuficiência cardíaca, da hipertensão ao câncer.

Tanto Ribeiro quanto Karliner citam um terceiro ponto de contato entre as mudanças climáticas e a saúde: as doenças relacionadas aos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. "Elas estão ligadas à falta de água potável e alimentos, causando desnutrição e insegurança alimentar", diz o brasileiro.

De acordo com os especialistas, o aumento da pobreza e os movimentos de imigração em massa de refugiados contribuem para esse cenário. "Ao contrário do que alguns pensam, a pobreza e a desigualdade que voltaram a aumentar no planeta são, sim, uma importante questão de saúde pública", aponta Ribeiro. "As mudanças climáticas aumentam, agravando e acirrando, praticamente, todos os principais fatores de risco à saúde", complementa.

"E embora essas questões afetem o bem-estar de todo o mundo, os mais pobres e marginalizados são aqueles que mais sofrem", observa Karliner. "Diante de tudo isso, precisamos entender que a crise climática também é uma crise de saúde", completa o especialista.


https://www.bbc.com/portuguese/geral-63648094. Adaptado.

E o que pode ser feito para 'mitigar' os riscos?


O vocábulo que melhor representa o sinônimo da palavra destacada é:

Alternativas
Q2639603 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.


Quem paga são nossos pulmões: como saúde já é afetada pelas mudanças climáticas


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% da população mundial respira um ar que fica abaixo dos padrões de qualidade. Isso, por sua vez, está por trás de 7 milhões de mortes prematuras todos os anos. E não para por aí: como a própria OMS destaca, "um mundo mais aquecido leva ao espalhamento de mosquitos causadores de doenças com uma rapidez nunca antes vista".

Além disso, eventos climáticos extremos, a degradação da terra e a falta de água já deslocam populações e afetam a saúde delas. A OMS alerta que a crise climática compromete a vida e gera impactos negativos na economia dos países. Segundo as projeções, entre 2030 e 2050, o aquecimento global causará 250 mil mortes adicionais por ano.

Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas? E o que pode ser feito para mitigar os riscos?

O americano Josh Karliner, diretor de parcerias globais da OMS, entende que as mudanças climáticas funcionam como um amplificador de problemas já existentes. "Se você pensa na malária, por exemplo, temperaturas mais quentes permitem com que ela se espalhe para outras regiões onde nunca foram registrados casos", explica o especialista em entrevista à BBC News Brasil.

Ainda no campo das doenças infecciosas, o especialista diz que não é possível estabelecer uma relação direta e clara entre as alterações no clima e a pandemia de covid-19. "Mesmo assim, a destruição da biodiversidade contribui para a liberação de patógenos, que podem causar outras crises sanitárias globais no futuro", pondera.

O brasileiro Vital Ribeiro, que lidera o Projeto Hospitais Saudáveis, acrescenta um outro desdobramento das mudanças climáticas que já é sentido na prática. "As doenças não transmissíveis respondem, hoje, pela maior parte das mortes e dos custos nos sistemas de saúde, e isso aumenta devido a exposição à poluição do ar resultante da queima dos combustíveis fósseis", lembra.

Em outras palavras, um ar cheio de partículas tóxicas para nossos pulmões é um dos gatilhos por trás de uma série de enfermidades - da asma à insuficiência cardíaca, da hipertensão ao câncer.

Tanto Ribeiro quanto Karliner citam um terceiro ponto de contato entre as mudanças climáticas e a saúde: as doenças relacionadas aos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. "Elas estão ligadas à falta de água potável e alimentos, causando desnutrição e insegurança alimentar", diz o brasileiro.

De acordo com os especialistas, o aumento da pobreza e os movimentos de imigração em massa de refugiados contribuem para esse cenário. "Ao contrário do que alguns pensam, a pobreza e a desigualdade que voltaram a aumentar no planeta são, sim, uma importante questão de saúde pública", aponta Ribeiro. "As mudanças climáticas aumentam, agravando e acirrando, praticamente, todos os principais fatores de risco à saúde", complementa.

"E embora essas questões afetem o bem-estar de todo o mundo, os mais pobres e marginalizados são aqueles que mais sofrem", observa Karliner. "Diante de tudo isso, precisamos entender que a crise climática também é uma crise de saúde", completa o especialista.


https://www.bbc.com/portuguese/geral-63648094. Adaptado.

Logo na entrada do estande da Organização Mundial da Saúde, é possível ler uma frase que resume bem a relação entre o aquecimento do planeta e a saúde humana: "O preço das mudanças climáticas é pago pelos nossos pulmões".


Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.

Alternativas
Q2639560 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.


Por que popularização de painéis solares pode causar 'bomba ambiental'


"O mundo instalou mais de um terawatt - um trilhão de watts - de capacidade solar. Os painéis solares comuns têm uma capacidade de cerca de 400 W, portanto, se você contar os telhados e as fazendas solares, há até 2,5 bilhões de painéis solares", diz Rong Deng, especialista em reciclagem de painéis solares da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com o governo britânico, existem dezenas de milhões de painéis solares no Reino Unido. Mas falta a infraestrutura especializada para descartá-los e reciclá-los.

Especialistas em energia pedem ação urgente do governo para evitar um desastre ambiental global iminente. "Será uma montanha de lixo até 2050, a menos que coloquemos em prática as cadeias de reciclagem agora", diz Ute Collier, vice-diretora da Agência Internacional de Energia Renovável. "Produzimos cada vez mais painéis solares, o que é ótimo, mas como vamos lidar com o lixo?" ela pergunta.

Espera-se que um grande passo seja dado no final de junho, quando a primeira fábrica do mundo dedicada à reciclagem total de painéis solares abrir oficialmente na França.

A ROSI, empresa especializada em reciclagem solar proprietária da instalação, na cidade alpina de Grenoble, espera extrair e reutilizar 99% dos componentes de uma unidade.

Além de reciclar as frentes de vidro e molduras de alumínio, a nova fábrica recuperará quase todos os materiais preciosos contidos nos painéis, como prata e cobre que, normalmente, são alguns dos materiais mais difíceis de extração. Esses materiais raros podem ser, posteriormente, reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares mais potentes.

Os métodos convencionais de reciclagem de painéis solares recuperam a maior parte do alumínio e do vidro, mas a ROSI diz que o vidro, em particular, é de qualidade baixa. O vidro recuperado por esses métodos é utilizado na confecção de ladrilhos ou no jateamento de areia; também é misturado a outros materiais para fazer asfalto, mas não pode ser utilizado em aplicações que requeiram vidro de alta qualidade, como a produção de novos painéis solares.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4vpveq7pyo. Adaptado.

Enquanto são promovidos em todo o mundo como um apoio crucial à redução das emissões de carbono, os painéis solares têm uma vida útil de apenas 25 anos. Especialistas dizem que bilhões de painéis, eventualmente, precisarão ser descartados e substituídos.


Assinale a opção correta de acordo com o texto base.

Alternativas
Q2639553 Português

Leia o texto e responda às questões de 31 a 36.


Nova tendência

Poucas coisas me chamam tanto a atenção aqui nos Estados Unidos quanto o consumo colaborativo. A prática foi considerada, na semana passada, uma das 10 tendências mais importantes do futuro pela revista "Time".

Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquina de lavar, quartos em casa.

Isso é estimulado por algumas razões: a crise deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso, as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas e, por fim, existe a preocupação com o ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).

Gosto muito da ideia. Vai contra essa obsessão histérica do consumo. A grande guru desse movimento chama-se Rachel Botsman, formada aqui em Harvard, que mostra, em detalhes, como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro “O que é meu é seu”, que está virando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.

Gilberto Dimenstein

www.uol. com.br - 04/04/2015

“...e mostra como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária”. A palavra sublinhada no período acima pode ser substituída, mantendo o sentido, por qual das palavras abaixo?

Alternativas
Q2639552 Português

Leia o texto e responda às questões de 31 a 36.


Nova tendência

Poucas coisas me chamam tanto a atenção aqui nos Estados Unidos quanto o consumo colaborativo. A prática foi considerada, na semana passada, uma das 10 tendências mais importantes do futuro pela revista "Time".

Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquina de lavar, quartos em casa.

Isso é estimulado por algumas razões: a crise deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso, as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas e, por fim, existe a preocupação com o ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).

Gosto muito da ideia. Vai contra essa obsessão histérica do consumo. A grande guru desse movimento chama-se Rachel Botsman, formada aqui em Harvard, que mostra, em detalhes, como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro “O que é meu é seu”, que está virando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.

Gilberto Dimenstein

www.uol. com.br - 04/04/2015

Analise as afirmativas abaixo, com base no texto, e assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q2639438 Português

Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada

Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.

Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.

Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.

Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.

Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.

Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.

Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.

(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)

Analise os enunciados a seguir e assinale a alternativa incorreta:

Alternativas
Q2639433 Português

Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada

Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.

Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.

Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.

Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.

Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.

Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.

Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.

(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)

Observe os enunciados a seguir e indique a alternativa que substitui os termos em destaques por pronomes corretamente.

I. “o Brasil apresenta números irrisórios”

II. “os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas”

III. “o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores”

Alternativas
Q2639414 Português

Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada

Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.

Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.

Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.

Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.

Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.

Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.

Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.

(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)

Indique o enunciado cuja construção semântica é estabelecida por meio de causa e efeito:

Alternativas
Q2639405 Português

Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada

Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.

Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.

Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.

Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.

Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.

Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.

Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.

(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)

O texto em análise é considerado de cunho argumentativo, sendo estruturado no gênero:

Alternativas
Q2639402 Português

Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada

Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.

Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.

Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.

Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.

Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.

Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.

Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.

(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)

A autora defende a ideia de que:

Alternativas
Q2639349 Português

O Texto II serve de base para as questões de 04 a 07.


TEXTO II


Julián Fuks

Colunista do UOL

21/01/2023 06h00


Era a primeira noite franca depois de muitos dias de chuva. Casualmente, olhamos para o alto e surpreendemos as estrelas, um céu tão cheio de astros quanto estávamos cheios de desejos. As meninas decidiram fazer pedidos, e Penélope, a menor, tomou a dianteira: quero todo mundo em casa. Pensei no ano duro que deixamos para trás, feito de pressas, fugas, perdas, e senti seu anseio justo e certeiro. Tulipa, a maior, sem baixar a cabeça, mas fechando os olhos com força, não fez bem um pedido, e sim uma exigência para si mesma: quero aprender logo, hoje, amanhã ou depois de amanhã, a escrever todas as palavras. Nada pude responder, não me cabia invadir a intimidade de seu pedido, ouvi-lo era já um excesso. Mas pensei no que havia de ternura e beleza naquela vontade, e na avidez com que ela tem delineado letras em qualquer papel, ou soletrado nomes em sussurros para ninguém. Está começando a aprender a escrever, e já entendeu que as palavras podem ser estranhas, esquivas, insensatas, incertas, que é preciso olhá-las com desconfiança, que podem se reger por leis obscuras que nunca conhecemos por completo. Nada pude dizer, mas pensei naquele momento que essa é também a minha ânsia, que quero aprender logo a escrever todas as palavras. Que essa é tarefa para muitos amanhãs, e que será sorte se ela e eu preservarmos tal desejo a vida inteira.

[...]

Você, Tulipa, já conhece essa vastidão do tempo, e por isso posso escrever este texto confiando que você o lerá amanhã, aos seus quinze, ou vinte, ou trinta anos. Talvez eu não tenha nada a lhe oferecer num amanhã tão longínquo, talvez não lhe interesse amanhã nenhum conselho, mas ainda assim o ofereço, como um pai envelhecido. Paciência, fi lha, é preciso paciência para chegar a escrever todas as palavras. Calma, filha, é possível ter calma porque as palavras não têm pressa, não fogem, não se perdem.

Disponível em: <https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2023/01/21/sobre-criancas-palavras-estrelas-conselho-a-quem-comeca-a-escrever.htm>. Acesso em: 21 jan 2023. (Fragmento).

A partir da leitura do texto II, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2639348 Português

O Texto I serve de base para as questões de 01 a 03.


TEXTO I


A FAXINA CORPORAL E A MORANGOTERAPIA


Nina Lemos


01 ____ Morangoterapia é um banho de morango que promete cuidar da

pele e da alma. Por aqui, nos perguntamos: quem tem tempo (e dinheiro)

para isso?

____ Uma coisa que não falta no momento é terapia. A mulher

05 contemporânea faz terapia para tudo. Para aprender a dirigir, para perder

o medo de dirigir, para conseguir engravidar, para perder as gorduras

depois que engravidou. E existe todo tipo de terapia. Mas a gente ainda

se surpreende nesta vida. Por isso, demos boas gargalhadas quando

recebemos um release (o material de divulgação usado pelas

10 assessorias de imprensa) com o seguinte título: “Morangoterapia destaca

benefícios do morango”.

Na hora, nos imaginamos sentadas em um divã conversando com

um morango gigante. Mas não é nada disso. Segundo a tal assessoria,

“o morango é doce e suculento e uma das frutas mais apreciadas pelos

15 brasileiros”. E o que isso tem a ver com terapia?

Bem, o morango também é rico em vários nutrientes, por isso, a

tal clínica desenvolveu todo um tratamento à base de morangos.

Segundo eles, tomar uns banhos de morango e passar uns cremes feitos

com a fruta no rosto promove “uma verdadeira faxina corporal”.

20 ____ Bem, a pessoa deve sair da tal morangoterapia se sentindo um

morango ambulante. E, nos perguntamos, sinceramente, quem tem

tempo (e dinheiro) para essas coisas? Quando estamos estressadas,

além das nossas terapias normais, preferimos fazer:

• Unha terapia – Fazer a unha, simples assim. Dá uma sensação

25 de ordem na vida.

• Fofocaterapia – Você esquece de coisas importantes, como

“quem sou eu, para onde vou” e se foca em coisas mundanas.

• Carasterapia – Uma ex-diretora de arte da Tpm dizia que ler a

Caras era melhor do que meditar. Não sabemos se é melhor. Mas que

30 relaxa relaxa.


P.S. Na hora em que a autora colocava um ponto-final neste texto,

ela recebeu um outro release com o título: “Abacaxi é aliado contra a

tristeza”. É verdade. A gente jura.


Disponível em: https://https://revistatrip.uol.com.br/tpm/a-faxina-corporal-e-a-morangoterapia. Acesso em: 20 set. 2022

Quanto ao gênero discursivo, de acordo com os elementos que compõem o Texto I, é CORRETO classificá-lo como:

Alternativas
Q2639316 Português

O Texto I serve de base para as questões de 01 a 03.


TEXTO I


A FAXINA CORPORAL E A MORANGOTERAPIA


Nina Lemos


01 ____ Morangoterapia é um banho de morango que promete cuidar da

pele e da alma. Por aqui, nos perguntamos: quem tem tempo (e dinheiro)

para isso?

____ Uma coisa que não falta no momento é terapia. A mulher

05 contemporânea faz terapia para tudo. Para aprender a dirigir, para perder

o medo de dirigir, para conseguir engravidar, para perder as gorduras

depois que engravidou. E existe todo tipo de terapia. Mas a gente ainda

se surpreende nesta vida. Por isso, demos boas gargalhadas quando

recebemos um release (o material de divulgação usado pelas

10 assessorias de imprensa) com o seguinte título: “Morangoterapia destaca

benefícios do morango”.

Na hora, nos imaginamos sentadas em um divã conversando com

um morango gigante. Mas não é nada disso. Segundo a tal assessoria,

“o morango é doce e suculento e uma das frutas mais apreciadas pelos

15 brasileiros”. E o que isso tem a ver com terapia?

Bem, o morango também é rico em vários nutrientes, por isso, a

tal clínica desenvolveu todo um tratamento à base de morangos.

Segundo eles, tomar uns banhos de morango e passar uns cremes feitos

com a fruta no rosto promove “uma verdadeira faxina corporal”.

20 ____ Bem, a pessoa deve sair da tal morangoterapia se sentindo um

morango ambulante. E, nos perguntamos, sinceramente, quem tem

tempo (e dinheiro) para essas coisas? Quando estamos estressadas,

além das nossas terapias normais, preferimos fazer:

• Unha terapia – Fazer a unha, simples assim. Dá uma sensação

25 de ordem na vida.

• Fofocaterapia – Você esquece de coisas importantes, como

“quem sou eu, para onde vou” e se foca em coisas mundanas.

• Carasterapia – Uma ex-diretora de arte da Tpm dizia que ler a

Caras era melhor do que meditar. Não sabemos se é melhor. Mas que

30 relaxa relaxa.


P.S. Na hora em que a autora colocava um ponto-final neste texto,

ela recebeu um outro release com o título: “Abacaxi é aliado contra a

tristeza”. É verdade. A gente jura.


Disponível em: https://https://revistatrip.uol.com.br/tpm/a-faxina-corporal-e-a-morangoterapia. Acesso em: 20 set. 2022

Sobre o Texto I, que faz referência a um tipo de terapia realizada com morangos, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2639249 Português

TEXTO I - base para responder às questões de 01 a 06


Tratamento de dados pessoais pelo poder público


Apresentação


O tratamento de dados pessoais pelo Poder Público possui muitas peculiaridades, que decorrem, em geral, da necessidade de compatibilização entre o exercício de prerrogativas estatais típicas e os princípios, regras e direitos estabelecidos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 - LGPD).

Diante desse cenário, o desafio posto é o de estabelecer parâmetros objetivos, capazes de conferir segurança jurídica às operações com dados pessoais realizadas por órgãos e entidades públicos. Trata-se de assegurar a celeridade e a eficiência necessárias à execução de políticas e à prestação de serviços públicos com respeito aos direitos à proteção de dados pessoais e à privacidade.

Entre outros aspectos relevantes, muitos órgãos e entidades públicos têm questionado a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre (i) o âmbito de incidência da LGPD e a aplicação de seus conceitos básicos ao setor público; (ii) a adequada interpretação das bases legais que autorizam o tratamento de dados pessoais; (iii) os requisitos e as formalidades a serem observados nas hipóteses de uso compartilhado de dados pessoais; e (iv) a relação entre as normas de proteção de dados pessoais e o acesso à informação pública.

Considerando essas questões, o presente Guia Orientativo busca delinear parâmetros que possam auxiliar entidades e órgãos públicos nas atividades de adequação e de implementação da LGPD. As orientações apresentadas constituem um primeiro passo no processo de delimitação das interpretações sobre a LGPD aplicáveis ao Poder Público. Por isso, a versão publicada ficará aberta a comentários e contribuições de forma contínua, com o fim de atualizar o Guia oportunamente, à medida que novas regulamentações e entendimentos forem estabelecidos, a critério da ANPD. As sugestões podem ser enviadas para a Ouvidoria da ANPD, por meio da Plataforma Fala.BR (https://falabr.cgu.gov.br/).

Cumpre enfatizar que não é objeto deste Guia a definição de conceitos básicos previstos na LGPD. Em caso de dúvida, sugere-se consultar a página de documentos e publicações da ANPD, na qual estão disponíveis orientações mais específicas sobre esses conceitos, a exemplo do Guia Orientativo para Definições dos Agentes de Tratamento de Dados Pessoais e do Encarregado.

O Guia inicia com uma breve explanação sobre a LGPD, o conceito de Poder Público e as competências da ANPD. A seguir, são apresentadas orientações sobre as bases legais mais comuns e os mais relevantes princípios que devem nortear o tratamento de dados pessoais por entidades e órgãos públicos. Na parte final, serão abordadas duas operações específicas de tratamento de dados pessoais pelo Poder Público: o compartilhamento e a divulgação de dados pessoais, sempre sob o enfoque da conformidade do tratamento com a LGPD. Os Anexos | e |l trazem, respectivamente, um sumário das recomendações apresentadas na análise dos dois casos específicos mencionados.


A LGPD, o poder público e as competências da ANPD


A LGPD foi promulgada em 2018 e tem como objetivo regulamentar o tratamento de dados pessoais para garantir o livre desenvolvimento da personalidade e a dignidade da pessoa humana. Para isso, a lei estabelece uma série de regras a serem seguidas pelos agentes de tratamento, incluindo o Poder Público.

O termo “Poder Público” é definido pela LGPD de forma ampla e inclui órgãos ou entidades dos entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), inclusive das Cortes de Contas e do Ministério Público. Assim, os tratamentos de dados pessoais realizados por essas entidades e órgãos públicos devem observar as disposições da LGPD, ressalvadas as exceções previstas no art. 4º da lei.

Também se incluem no conceito de Poder Público: (i) os serviços notariais e de registro (art. 23, §4º); e (ii) as empresas públicas e as sociedades de economia mista (art. 24), neste último caso, desde que (ii.i.) não estejam atuando em regime de concorrência; ou (ii.ii) operacionalizem políticas públicas, no âmbito da execução destas.

A LGPD visa, ainda, assegurar que dados pessoais sejam utilizados de forma transparente e com fins legítimos, ao mesmo tempo garantindo os direitos dos titulares. Especificamente em relação ao Poder Público, a LGPD (art. 55-J, Xl e XVI) prevê que a ANPD pode solicitar informe específico sobre o âmbito, a natureza dos dados e demais detalhes envolvidos na operação, bem como realizar auditorias sobre o tratamento de dados pessoais. O art. 52, § 3º, estabelece quais sanções podem ser aplicadas às entidades e aos órgãos públicos, com expressa exclusão das penalidades de multa simples ou diária previstas na LGPD.

Importante ressaltar que a ANPD é o órgão central de interpretação da LGPD e do estabelecimento de normas e diretrizes para sua implementação, no que se inclui a deliberação administrativa, em caráter terminativo, sobre a interpretação da lei e sobre as suas próprias competências e casos omissos (art. 55-K, parágrafo único; art. 55-J, XX). Além disso, a autoridade nacional detém competência exclusiva para aplicar as sanções administrativas previstas na LGPD, com prevalência de suas competências sobre outras correlatas de entidades e órgãos da administração pública no que se refere à proteção de dados pessoais (art. 55-K).

Assim, a ANPD possui competência originária, específica e uniformizadora no que concerne à proteção de dados pessoais e à aplicação da LGPD, previsão legal que deve ser interpretada de forma a se compatibilizar com a atuação de outros entes públicos que possam eventualmente tratar sobre o tema. A esse respeito, a LGPD (art. 55-J, § 3º) estabelece que à ANPD deve atuar em coordenação e articulação com outros órgãos e entidades públicos, visando assegurar o cumprimento de suas atribuições com maior eficiência e promover o adequado funcionamento dos setores regulados.

Importante ressaltar, por fim, que o servidor público que infrinja a LGPD também é passível de responsabilização administrativa pessoal e autônoma, conforme o art. 28 do Decreto Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Dessa forma, tratar dados pessoais indevidamente, como, por exemplo, vendendo banco de dados, alterando ou suprimindo cadastros de forma inadequada ou usando dados pessoais para fins ilegítimos pode levar à responsabilização do servidor público que praticou o ato ilegal.


Fonte: https://www.gov.br/anpd/pt-br/documentos-e-publicacoes/guia-poder-publico-anpd-versao-final.pdf (adaptado). Acesso em: 19 ago. 2022.

O primeiro parágrafo da seção “Apresentação”, do Guia Orientativo - Tratamento de Dados Pessoais pelo Poder Publico, tem função introdutória para os conteúdos que o sucedem. Identifique, entre as alternativas abaixo, aquela que define CORRETAMENTE o procedimento discursivo adotado pelos autores do texto para introduzir o tema por meio desse parágrafo:

Alternativas
Q2639215 Português

Cuidados com a hidratação no inverno


Por Redação Hcor


  1. As baixas temperaturas provocam alterações no organismo, que diminuem a sensação de
  2. sede e fazem com que muitas pessoas acabem reduzindo o consumo diário de líquido. “No verão,
  3. por exemplo, suamos frequentemente e sentimos mais sede. Por isso, é natural que tenhamos
  4. uma preocupação maior com __ hidratação, porém, o que pouca gente sabe é que o risco de
  5. desidratação também existe no inverno. Além de nos fazer suar menos, __ baixas temperaturas
  6. causam mudanças no organismo que diminuem a sensação de sede. Isso faz com que muitas
  7. pessoas acabem diminuindo a ingestão diária de líquido, o que pode ser prejudicial __ saúde”,
  8. revela Diego Barros, fisiologista do esporte do HCor (Hospital do Coração). A falta de sede que
  9. sentimos no inverno se dá principalmente por causa das mudanças sofridas por um hormônio
  10. conhecido como ADH, ou antidiurético. Nos dias frios, essa molécula de...encadeia reações que
  11. fazem com que a circulação sanguínea fique concentrada nos vasos centrais para preservar o
  12. calor do corpo. Esse processo traz uma sensação interna de que estamos suficientemente
  13. hidratados. Consequentemente, nosso organismo leva mais tempo para se dar conta de que
  14. precisa de líquido. “Jamais podemos nos esquecer de que, no frio, precisamos de tanta água
  15. quanto no calor. Ter essa consciência é ainda mais importante no caso de quem pratica atividades
  16. físicas regulares, o que sempre demanda uma reposição ainda maior de líquido. Por isso, é
  17. impre...indível conhecer os sintomas da desidratação nessa época do ano para que possamos
  18. evitar o problema e manter a saúde em dia”, recomenda Diego.
  19. Para que possamos identificar quando o corpo precisa de hidratação no inverno, Barros
  20. aponta alguns sinais que vão muito além da simples sensação de sede. Entre eles estão: febre
  21. repentina, dor de cabeça, boca seca, prisão de ventre, irritabilidade, problemas de pele, como
  22. ressecamento, dermatite, além de urina mais escura e espessa. “Quadros de desidratação são
  23. bastante perigosos porque enfraquecem o sistema imunológico e favorecem o surgimento ou o
  24. agravamento de diferentes tipos de doenças. Tanto que, no inverno, observamos que há um
  25. aumento na in...idência de infecções urinárias e problemas renais, por exemplo”, revela.
  26. Para manter a hidratação necessária, o principal cuidado é não deixar de beber, pelo menos,
  27. dois litros de água por dia. “Quem pratica exercícios deve procurar beber rigorosamente a mesma
  28. quantidade de líquido que costuma ingerir no verão, mesmo suando menos.


(Disponível em: https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/fisiologista-do-esporte-hcor-alerta-para-os-cuidados-com-hidratacao-no-inverno/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir, sem prejudicar o sentido do texto, a palavra “preservar” (l. 11).

Alternativas
Q2639208 Português

Cuidados com a hidratação no inverno


Por Redação Hcor


  1. As baixas temperaturas provocam alterações no organismo, que diminuem a sensação de
  2. sede e fazem com que muitas pessoas acabem reduzindo o consumo diário de líquido. “No verão,
  3. por exemplo, suamos frequentemente e sentimos mais sede. Por isso, é natural que tenhamos
  4. uma preocupação maior com __ hidratação, porém, o que pouca gente sabe é que o risco de
  5. desidratação também existe no inverno. Além de nos fazer suar menos, __ baixas temperaturas
  6. causam mudanças no organismo que diminuem a sensação de sede. Isso faz com que muitas
  7. pessoas acabem diminuindo a ingestão diária de líquido, o que pode ser prejudicial __ saúde”,
  8. revela Diego Barros, fisiologista do esporte do HCor (Hospital do Coração). A falta de sede que
  9. sentimos no inverno se dá principalmente por causa das mudanças sofridas por um hormônio
  10. conhecido como ADH, ou antidiurético. Nos dias frios, essa molécula de...encadeia reações que
  11. fazem com que a circulação sanguínea fique concentrada nos vasos centrais para preservar o
  12. calor do corpo. Esse processo traz uma sensação interna de que estamos suficientemente
  13. hidratados. Consequentemente, nosso organismo leva mais tempo para se dar conta de que
  14. precisa de líquido. “Jamais podemos nos esquecer de que, no frio, precisamos de tanta água
  15. quanto no calor. Ter essa consciência é ainda mais importante no caso de quem pratica atividades
  16. físicas regulares, o que sempre demanda uma reposição ainda maior de líquido. Por isso, é
  17. impre...indível conhecer os sintomas da desidratação nessa época do ano para que possamos
  18. evitar o problema e manter a saúde em dia”, recomenda Diego.
  19. Para que possamos identificar quando o corpo precisa de hidratação no inverno, Barros
  20. aponta alguns sinais que vão muito além da simples sensação de sede. Entre eles estão: febre
  21. repentina, dor de cabeça, boca seca, prisão de ventre, irritabilidade, problemas de pele, como
  22. ressecamento, dermatite, além de urina mais escura e espessa. “Quadros de desidratação são
  23. bastante perigosos porque enfraquecem o sistema imunológico e favorecem o surgimento ou o
  24. agravamento de diferentes tipos de doenças. Tanto que, no inverno, observamos que há um
  25. aumento na in...idência de infecções urinárias e problemas renais, por exemplo”, revela.
  26. Para manter a hidratação necessária, o principal cuidado é não deixar de beber, pelo menos,
  27. dois litros de água por dia. “Quem pratica exercícios deve procurar beber rigorosamente a mesma
  28. quantidade de líquido que costuma ingerir no verão, mesmo suando menos.


(Disponível em: https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/fisiologista-do-esporte-hcor-alerta-para-os-cuidados-com-hidratacao-no-inverno/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas abaixo sobre o texto:


I. Conforme Diego Barros, fisiologista do esporte mencionado no texto, a sensação de sede é o único sinal a ser considerado para detectar que o corpo precisa de hidratação.

II. Ao praticar exercícios físicos no inverno e transpirar pouco, o consumo de água pode ser menor.

III. As alterações provocadas no organismo por conta das baixas temperaturas fazem com que a sensação de sede seja reduzida.

IV. Diversas doenças podem ser agravadas por conta da desidratação do organismo, pois o sistema imunológico fica enfraquecido.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2639198 Português

Texto: Os dois "multis” dos multiletramentos

O termo mutiletramentos refere-se atualmente a dois aspectos principais da construção de significado. O primeiro é a diversidade social, ou a variabilidade de convenções de significado em diferentes situações culturais, sociais ou de domínio específico. Textos variam enormemente dependendo do contexto social — experiência de vida, assunto, domínio disciplinar, ramo de trabalho, conhecimentos especializados, ambiente cultural ou identidade de gênero, só para citar algumas diferenças importantes. Essas diferenças estão se tornando cada vez mais significativas nos modos como interagimos em nossa vida cotidiana, isto é, nos modos como construímos significados e deles participamos, Segundo o NLG (Grupo da Nova Londres, surgido em 1996 com o manifesto "A pedagogia dos multiletramentos" e que conta com pesquisadores como Gunther Kress, William Cope, Jim Gee, Mari Kalantzis e Norman Fairclough), é preciso lidar com as diferenças linguísticas e culturais, que se tornaram centrais para a pragmática de nossas vidas profissionais, cívicas e privadas. Assim, o NLG defende um ensino voltado para projetos que considerem as diferenças multiculturais existentes, dando visibilidade às dimensões profissional, pessoal e de participação cívica.

O segundo aspecto da construção de significado destacado pela ideia de multiletramento é a multimodalidade. Essa é uma questão particularmente significativa hoje, em parte como resultado dos novos meios de informação e comunicação. Os significados são construídos cada vez mais multimodalmente, devido à crescente multiplicidade e integração de modos de construção do significado, em que o textual está integrado ao visual, ao áudio, ao espacial, ao comportamental etc. Isso é particularmente importante na mídia de massa, na multimídia e na hipermídia eletrônica.


Fonte: Kalantzis, M; Cope, W; Pinheiro, P. Letramentos. Campinas, SP. Editora da Unicamp, 2020.

Com base no texto Os dois "multis" dos multiletramentos, bem como nos conhecimentos acerca das reflexões sobre alfabetização, letramento e multiletramentos, analise as informações a seguir:


I. O título faz referência a dois 'multis', sobre o primeiro, é correto afirmar que se propõe a abordar a variabilidade de construção de significado em diferentes contextos culturais, sociais ou específicos, ou seja, não é mais suficiente para o ensino de alfabetização centrar-se apenas nas regras dos formulários normalizados da língua nacional. A representação do significado cada vez mais requer que os alunos se tornem capazes de negociar diferenças nos padrões de significado de um contexto para o outro, sendo essas diferenças consequência de vários fatores, incluindo cultura, gênero e experiência de vida.

Il. O outro 'multi' surge como característica das novas formas de informação e comunicação, dado que o significado é feito de maneira cada vez mais multimodal, na qual modos linguísticos possuem interface de significado com padrões de significados orais, visuais, de áudio, gestuais, táteis e espaciais. A multimodalidade pode ser entendida como o uso de mais de um modo em um texto ou um evento de construção de significado. Apesar de ser muito mais significativa na era das novas mídias digitais, a multimodalidade não é um fenômeno novo.

III. Um ensino voltado para projetos que considerem as diferenças multiculturais existentes, como foi citado no texto, é mais bem compreendido como um conjunto de práticas sociais, inferidas por meio de textos escritos. Assim, podemos falar de práticas de letramento padronizadas por instituições sociais destituídas de relações de poder, não sendo nenhuma delas mais dominante que outras. Pode-se, então, afirmar que práticas de letramento são formas culturalmente gerais de língua escrita que as pessoas dispõem em suas vidas ou, de forma mais simples, são o que as pessoas fazem com a escrita.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2639167 Português

Texto 02 - Aula de Português

A linguagem

na ponta da língua

tão fácil de falar

e de entender.

A linguagem

na superfície estrelada de letras,

sabe lá o que quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,

e vai desmatando

o amazonas de minha ignorância.

Figuras de gramática, esquipáticas,

atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,

em que pedia para ir lá fora,

em que levava e dava pontapé,

a língua, breve língua entrecortada

do namoro com a priminha.

O português são dois; o outro, mistério.

Autor: Carlos Drummond de Andrade. Acessado em 07 de mai. 2023 em:< https://folhadepoesia.blogspot.com/2014/07/aula-de-portugues.html>

Com base no Texto 2 "Aula de Português?", analise as afirmativas a seguir:

I. Do verso: "Figuras de gramática, esquipáticas, atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me”, pode-se inferir que o neologismo do autor, formado pelas palavras 'esquisita' + 'antipática”, para representar seu desapreço pelas 'figuras de gramática".

II. Do verso: "A linguagem na ponta da língua tão fácil de falar e de entender.", pode-se inferir que o poeta estaria se referindo à modalidade oral, instantânea, espontânea e com menor monitoramento no instante em que é produzida.

III. Do verso: "A linguagem na superfície estrelada das letras, sabe lá o que quer dizer.”, pode-se inferir que o poeta esteja se referindo à modalidade escrita, com tendência a um maior monitoramento no instante em que é produzida.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
28821: D
28822: C
28823: D
28824: D
28825: C
28826: D
28827: B
28828: D
28829: C
28830: B
28831: C
28832: B
28833: E
28834: A
28835: A
28836: D
28837: D
28838: B
28839: D
28840: B