Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2496756 Português
TEXTO

Últimos 20 anos são os mais secos em 500 anos

    Um estudo revelou que o Ocidente tem experimentado um período de seca e calor sem precedentes nos últimos 20 anos. A pesquisa, que analisou anéis de árvores que datam de 1553, concluiu que as condições atuais são as mais secas em pelo menos 500 anos.
    O estudo, liderado por Karen King, professora assistente da Universidade do Tennessee, Knoxville, aponta que a mudança climática causada pelo homem está intensificando o calor extremo e as condições secas, criando um ciclo de feedback positivo conhecido como “seca quente”.
    “Os resultados do estudo demonstram que a seca quente nunca foi tão grave quanto nos últimos 20 anos”, disse King. “Isso torna as projeções futuras e as medidas de mitigação mais incertas.”
    Para realizar o estudo, os cientistas utilizaram um método inovador que envolve a manipulação da luz para medir a densidade dos anéis das árvores. Essa técnica, mais segura, fácil e menos dispendiosa do que métodos tradicionais, permitiu aos pesquisadores obter uma imagem mais precisa das temperaturas ao longo dos últimos 5 séculos.
    A pesquisa se soma a um conjunto crescente de estudos que demonstram o impacto da mudança climática no planeta. Em 2023, outro estudo mostrou que as condições do Ocidente nos últimos 20 anos foram as mais secas em 1.200 anos.
    Os resultados do estudo de King reforçam a necessidade de medidas urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os impactos da mudança climática. 


Fonte: Consulta ao link
https://www.ecodebate.com.br/2024/02/05/ultimos
-20-anos-sao-os-mais-secos-em-500-anos/
NÃO é possível inferir do texto a seguinte conclusão:
Alternativas
Q2496675 Português
Os avanços da tecnologia e seus impactos na educação



       Vivemos em tempos de rápidas mudanças e evoluções tecnológicas que impactam de forma significativa as mais diversas esferas da sociedade, entre elas a educação. Utilizada com sabedoria, ela nos permite adquirir novos conhecimentos e potencializa o aprendizado ao longo da vida.

       Para entender o impacto da tecnologia e de seus avanços no setor educacional, não precisamos olhar muito longe. Muitos de nós, ao cursar o ensino básico e/ou superior, dependíamos de livros físicos e enciclopédias para realizarmos pesquisas e consultas. Hoje, com um simples toque no celular, estudantes têm acesso a uma infinidade de conteúdos, artigos, vídeos explicativos e inúmeros recursos em questão de segundos. Essa facilidade e praticidade inovaram a forma de estudar, principalmente a partir da Geração Z, e trouxeram ainda mais possibilidades de explorar e se aprofundar em incontáveis tópicos que serão vistos pela Geração Alfa e posteriores.

        Uma das maiores críticas relacionadas ao uso desse sistema para o aprendizado se diz respeito à falta de moderação na consulta por parte dos estudantes. Ou seja, as ferramentas que deveriam ser utilizadas como uma forma de orientação e ampliação de conhecimento muitas vezes são recorridas para cópia de textos e respostas sem qualquer intenção de real análise crítica e/ou absorção de conhecimento. No entanto, limitar esse problema à tecnologia seria uma ideia equivocada, uma vez que plagiar um conteúdo não é algo novo, a única diferença é a facilidade com que isso pode ser feito por meio do uso de Inteligência Artificial. Por outro lado, esses mesmos avanços tecnológicos foram responsáveis por democratizar e ampliar o acesso a informações didáticas sobre as incontáveis áreas do conhecimento.

     Incorporar esses recursos em aula mostrou-se muito mais eficiente para a aprendizagem, ao passo em que proporciona mais interatividade, autonomia e variedade de metodologias para os estudantes, o que beneficia a experiência individual dos mesmos e aumenta sua produtividade em sala de aula.

        Atualmente, existem até mesmo grupos e comunidades em redes sociais voltadas para os estudos e para o aprendizado. Internautas utilizam desses espaços digitais para trocarem conhecimentos, tirarem dúvidas entre si, compartilharem técnicas para melhor aproveitamento, superando barreiras geográficas e sociais. Tal possibilidade, se imaginada três décadas atrás, seria vista como um cenário praticamente utópico e transformador para a esfera educacional. Hoje, a vivenciamos em tempo real. Por que não aproveitar dessa realidade em todo o seu potencial?

     Foi esse um dos questionamentos que motivaram a criação da Workalove, com a missão de guiar as instituições de ensino a explorarem a riqueza de seus dados e conexões, por meio de uma plataforma que serve como um elo entre elas, estudantes e empresas. Com toda tecnologia utilizada, é possível criar um ambiente em que as tendências do mercado de trabalho sejam aplicadas em sala de aula, preparando de forma mais efetiva o aluno para sua carreira profissional, já que a porta ainda é estreita para a inserção dos jovens no mercado de trabalho.

    À medida que o estudante alimenta a plataforma com dados específicos, os algoritmos aprendem sobre a personalidade, interesses e valores, para que as instituições recomendem não só os cursos mais alinhados ao perfil dele, mas também as atividades extracurriculares que irão aumentar o potencial de empregabilidade para este usuário. Toda essa inteligência contribui não somente para um programa completo de desenvolvimento de carreira, mas com autoconhecimento, mentoria, networking, curadoria de conteúdos, recomendações das vagas públicas e privadas, acadêmicas e empreendedoras que se enquadram ao candidato.

     Atualmente, mais de 1 milhão e 300 mil estudantes estão sendo impactados pela cultura de carreira da Workalove e os frutos desse processo serão colhidos por toda a sociedade, que poderá contar com profissionais capacitados e atualizados. Aliar a tecnologia à educação, portanto, traz benefícios que incluem e não se limitam à aprendizagem, mas também aos resultados e, principalmente, ao futuro. 



(Fernanda Verdolin. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/os-avancos-da-tecnologia-e-seus-impactos-na-educacao/.Acesso em: 30/01/2024.)

“[...] já que a porta ainda é estreita para a inserção dos jovens no mercado de trabalho.” (6º§) A expressão “porta estreita” está empregada no sentido figurado e se trata da seguinte figura de linguagem:
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Q2496666 Português
Bullying e capacitismo: é preciso começar pelo respeito


       O governo federal sancionou a lei que torna crime o bullying e o cyberbullying. A partir de agora, o Código Penal atribui penas de multa e prisão para aqueles que cometerem intimidação sistemática em atos de humilhação e discriminação, com violência física ou psicológica, especialmente contra crianças e adolescentes.

        A nova legislação institui também a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e Adolescente, com medidas como transformar em crime hediondo o estímulo ao suicídio pela internet, sequestro, cárcere privado ou tráfico de crianças e adolescentes, inclusive responsabilizando aqueles que transmitem ou exibem mensagens que colocam em risco a integridade dessas pessoas.

      Essas medidas são duras, mas necessárias. Em um momento em que a tecnologia promove uma rede social virtual com enorme influência no comportamento humano, onde a emissão de opiniões é facilitada e sem restrições, precisamos estabelecer limites. E o limite precisa ser o da civilidade, do respeito, da tolerância, da convivência fraterna e da construção de uma sociedade mais solidária.

     O bullying é um comportamento perverso e destrutivo. É uma prática insistente que deprecia a relação entre as pessoas, promovendo danos psicológicos que afetam o rendimento escolar, a construção de carreiras profissionais e a própria participação na família e na sociedade. E essa agressão parte geralmente de detalhes maldosos ou diferenças, geralmente de características físicas, emocionais ou intelectuais.

    Chamamos de capacitismo a discriminação e o preconceito direcionados às pessoas com deficiência, atitude que desconsidera a individualidade do ser humano e reproduz comentários opressores que classificam e segregam autoritariamente a sociedade entre os superiores e os inferiores ou subalternos. Isso acontece entre homens e mulheres, entre as etnias e também entre pessoas sem e com algum tipo de deficiência.

       Além do avanço da legislação penal, precisamos internalizar, nas relações sociais, o respeito para com as diferenças. Cada ser humano tem suas características e potencialidades. É essa diferença e a capacidade de se relacionar com elas que caracterizam a nossa caminhada civilizatória, uma organização social cada vez mais comprometida com a felicidade humana.

    Temos grandes exemplos na história de pessoas com deficiência, intelectual ou física, que deixaram heranças culturais gigantescas que dignificam nossas vidas até hoje, como Stephen Hawking, Frida Kahlo, Van Gogh, Herbert Vianna ou nosso supernadador paraolímpico Daniel Dias. A Nona Sinfonia de Beethoven foi produzida quando ele já estava totalmente sem audição. Hoje, com o apoio da ciência, temos pessoas com deficiência atuando na política, nas artes, no cinema, em cargos de gestão pública, desempenhando qualquer atividade profissional.

      Se antes a piada capacitista na escola era motivo de diversão, agora é crime. O constrangimento sistemático contra uma pessoa com deficiência é um comportamento que precisa ser banido, eliminado e culturalmente combatido. A zoação contra a deficiência não é divertida, é cruel e pode causar danos profundos nas pessoas. Se queremos ser pessoas melhores, com uma sociedade melhor e uma vida melhor para viver bem, precisamos começar pelo respeito às diferenças.



(Ana Paula Lima. Disponível em: correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6789724-bullying-e-capacitismo-e-preciso-comecar-pelo-respeito.html.Acesso em: 03/02/2024.)

De acordo com o texto, analise as afirmativas a seguir.

I. O capacitismo é uma herança cultural. II. A nova legislação se restringe a crimes praticados virtualmente. III. O bullying se tornou uma prática corriqueira que se limita ao ambiente. IV. O capacitismo e o bullying são conceitos diferentes, mas um pode estimular a prática do outro.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2496504 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

"Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa"  

Nasce também a cobrança de quem sabe que não pode realizar os sonhos e todas as vontades, nem as suas, nem as dos filhos  

Regina Teixeira da Costa | 19/05/2024  

     As redes sociais no Dia das Mães bombaram. Zilhões de mensagens esperadas, afinal somos todos filhos. E, muitas de nós, mães. Portanto, nesse dia, expressamos os melhores sentimentos e homenagens àquela que nos deu à luz. 

      E não apenas nos pariu, foi além: nos adotou e amparou. Nem todas puderam manter consigo a sua cria, mas aquelas que as acolheram e as aqueceram com o calor de seu corpo, as amamentaram, falaram com elas, transmitindo a linguagem, as humanizou. A linguagem humaniza.
 
     Enfim, assumiram a maternidade e padeceram no paraíso, dizem. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que ser mãe não é fácil, pois implica assumir o cuidado e a responsabilidade de um ser indefeso, prematuro, que ainda dependerá dela por muitos anos, antes de se tornar um adulto independente. 

     As mensagens eram afetivas e emocionadas nos lembrando os melhores momentos desta relação da vida toda. A hora é de festejar e de comemorar tudo que recebemos para ser o que somos e o resultado de todo esse cuidado que nos fez crescer.

    Lendo os conteúdos das postagens, parece que as coisas correram sempre de modo ideal. A maternidade é uma relação sacralizada. E de repente a gente esquece os momentos difíceis e se lembra só da parte boa. Mas quem é mãe, tanto para quem é filho, sabe que as mães não são perfeitas, são de carne e osso e muitas vezes estão exaustas, sobrecarregadas e até impacientes. Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa. Uma cobrança de quem sabe que não pode realizar os sonhos e todas as vontades, nem as suas, nem as dos filhos.
   Sem dúvida, um olhar determina o lugar da criança. [...] Desde bebê, no olhar da mãe, a criança se reconhece de corpo inteiro, e esse momento é de júbilo, porque ele assimila ser ele próprio ali na imagem.

   Filhos não são uma encomenda que escolhemos conforme nosso agrado. São muito mais pessoas que, crescendo, nos surpreendem e, ao longo dos anos, vamos conhecendo e entendendo. Eles não são o que se espera.

   Como filhos, muitas vezes precisamos, para afirmar quem somos, decepcionar expectativas e o desejo de nossos pais. Precisamos contrariar o que planejaram para nosso futuro, porque esse futuro quem decide é o próprio sujeito. Sendo outra pessoa, nunca poderá viver para realizar sonhos alheios, o que, para muitos pais, é difícil de aceitar, e, para os filhos, é difícil de praticar. Assumir o próprio desejo é um ato que implica uma separação. Ou não seria possível, para nenhum de nós, filhos, ter vida própria e aprender a viver segundo nosso desejo. Nem os pais podem tudo, nem os filhos; somos pessoas comuns e limitadas que não têm resposta para tudo.  

    Embora saibamos das dificuldades atravessadas por todas as mães e os filhos desde o nascimento até a vida adulta – e mesmo depois que cada filho, tendo conquistado sua independência, saia da família de origem para viver a própria vida, formar seu núcleo familiar ou mesmo uma produção independente –, quando a relação foi minimamente satisfatória, guardamos carinho e respeito. E também algumas mágoas e arrependimentos, mas a vida é isso... saber superar.

    Não importa como nasce cada filho; quando nasce um filho, nasce uma mãe. E cada filho experimentará emoções, dificuldades e alegrias. Portanto, é justo que celebremos também o dia ________ ganhamos a vida.


COSTA, Regina Teixeira da. "Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa". Estado de Minas, 19 de maio de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/regina-teixeira-dacosta/2024/05/6860186-quando-nasce-um-filho-nasce-uma-mae-e-uma-culpa.html. Acesso em: 19 mai. 2024. Adaptado.  
A figura de linguagem que se manifesta no trecho “Lendo os conteúdos das postagens, parece que as coisas correram sempre de modo ideal.” (5º parágrafo) pode ser considerada um exemplo de:  
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Q2496503 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

"Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa"  

Nasce também a cobrança de quem sabe que não pode realizar os sonhos e todas as vontades, nem as suas, nem as dos filhos  

Regina Teixeira da Costa | 19/05/2024  

     As redes sociais no Dia das Mães bombaram. Zilhões de mensagens esperadas, afinal somos todos filhos. E, muitas de nós, mães. Portanto, nesse dia, expressamos os melhores sentimentos e homenagens àquela que nos deu à luz. 

      E não apenas nos pariu, foi além: nos adotou e amparou. Nem todas puderam manter consigo a sua cria, mas aquelas que as acolheram e as aqueceram com o calor de seu corpo, as amamentaram, falaram com elas, transmitindo a linguagem, as humanizou. A linguagem humaniza.
 
     Enfim, assumiram a maternidade e padeceram no paraíso, dizem. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que ser mãe não é fácil, pois implica assumir o cuidado e a responsabilidade de um ser indefeso, prematuro, que ainda dependerá dela por muitos anos, antes de se tornar um adulto independente. 

     As mensagens eram afetivas e emocionadas nos lembrando os melhores momentos desta relação da vida toda. A hora é de festejar e de comemorar tudo que recebemos para ser o que somos e o resultado de todo esse cuidado que nos fez crescer.

    Lendo os conteúdos das postagens, parece que as coisas correram sempre de modo ideal. A maternidade é uma relação sacralizada. E de repente a gente esquece os momentos difíceis e se lembra só da parte boa. Mas quem é mãe, tanto para quem é filho, sabe que as mães não são perfeitas, são de carne e osso e muitas vezes estão exaustas, sobrecarregadas e até impacientes. Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa. Uma cobrança de quem sabe que não pode realizar os sonhos e todas as vontades, nem as suas, nem as dos filhos.
   Sem dúvida, um olhar determina o lugar da criança. [...] Desde bebê, no olhar da mãe, a criança se reconhece de corpo inteiro, e esse momento é de júbilo, porque ele assimila ser ele próprio ali na imagem.

   Filhos não são uma encomenda que escolhemos conforme nosso agrado. São muito mais pessoas que, crescendo, nos surpreendem e, ao longo dos anos, vamos conhecendo e entendendo. Eles não são o que se espera.

   Como filhos, muitas vezes precisamos, para afirmar quem somos, decepcionar expectativas e o desejo de nossos pais. Precisamos contrariar o que planejaram para nosso futuro, porque esse futuro quem decide é o próprio sujeito. Sendo outra pessoa, nunca poderá viver para realizar sonhos alheios, o que, para muitos pais, é difícil de aceitar, e, para os filhos, é difícil de praticar. Assumir o próprio desejo é um ato que implica uma separação. Ou não seria possível, para nenhum de nós, filhos, ter vida própria e aprender a viver segundo nosso desejo. Nem os pais podem tudo, nem os filhos; somos pessoas comuns e limitadas que não têm resposta para tudo.  

    Embora saibamos das dificuldades atravessadas por todas as mães e os filhos desde o nascimento até a vida adulta – e mesmo depois que cada filho, tendo conquistado sua independência, saia da família de origem para viver a própria vida, formar seu núcleo familiar ou mesmo uma produção independente –, quando a relação foi minimamente satisfatória, guardamos carinho e respeito. E também algumas mágoas e arrependimentos, mas a vida é isso... saber superar.

    Não importa como nasce cada filho; quando nasce um filho, nasce uma mãe. E cada filho experimentará emoções, dificuldades e alegrias. Portanto, é justo que celebremos também o dia ________ ganhamos a vida.


COSTA, Regina Teixeira da. "Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa". Estado de Minas, 19 de maio de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/regina-teixeira-dacosta/2024/05/6860186-quando-nasce-um-filho-nasce-uma-mae-e-uma-culpa.html. Acesso em: 19 mai. 2024. Adaptado.  
A fim de se estabelecer uma coesão adequada à norma padrão da língua portuguesa, a lacuna inserida no último parágrafo do texto deve ser preenchida pela seguinte expressão: 
Alternativas
Q2496502 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

"Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa"  

Nasce também a cobrança de quem sabe que não pode realizar os sonhos e todas as vontades, nem as suas, nem as dos filhos  

Regina Teixeira da Costa | 19/05/2024  

     As redes sociais no Dia das Mães bombaram. Zilhões de mensagens esperadas, afinal somos todos filhos. E, muitas de nós, mães. Portanto, nesse dia, expressamos os melhores sentimentos e homenagens àquela que nos deu à luz. 

      E não apenas nos pariu, foi além: nos adotou e amparou. Nem todas puderam manter consigo a sua cria, mas aquelas que as acolheram e as aqueceram com o calor de seu corpo, as amamentaram, falaram com elas, transmitindo a linguagem, as humanizou. A linguagem humaniza.
 
     Enfim, assumiram a maternidade e padeceram no paraíso, dizem. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que ser mãe não é fácil, pois implica assumir o cuidado e a responsabilidade de um ser indefeso, prematuro, que ainda dependerá dela por muitos anos, antes de se tornar um adulto independente. 

     As mensagens eram afetivas e emocionadas nos lembrando os melhores momentos desta relação da vida toda. A hora é de festejar e de comemorar tudo que recebemos para ser o que somos e o resultado de todo esse cuidado que nos fez crescer.

    Lendo os conteúdos das postagens, parece que as coisas correram sempre de modo ideal. A maternidade é uma relação sacralizada. E de repente a gente esquece os momentos difíceis e se lembra só da parte boa. Mas quem é mãe, tanto para quem é filho, sabe que as mães não são perfeitas, são de carne e osso e muitas vezes estão exaustas, sobrecarregadas e até impacientes. Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa. Uma cobrança de quem sabe que não pode realizar os sonhos e todas as vontades, nem as suas, nem as dos filhos.
   Sem dúvida, um olhar determina o lugar da criança. [...] Desde bebê, no olhar da mãe, a criança se reconhece de corpo inteiro, e esse momento é de júbilo, porque ele assimila ser ele próprio ali na imagem.

   Filhos não são uma encomenda que escolhemos conforme nosso agrado. São muito mais pessoas que, crescendo, nos surpreendem e, ao longo dos anos, vamos conhecendo e entendendo. Eles não são o que se espera.

   Como filhos, muitas vezes precisamos, para afirmar quem somos, decepcionar expectativas e o desejo de nossos pais. Precisamos contrariar o que planejaram para nosso futuro, porque esse futuro quem decide é o próprio sujeito. Sendo outra pessoa, nunca poderá viver para realizar sonhos alheios, o que, para muitos pais, é difícil de aceitar, e, para os filhos, é difícil de praticar. Assumir o próprio desejo é um ato que implica uma separação. Ou não seria possível, para nenhum de nós, filhos, ter vida própria e aprender a viver segundo nosso desejo. Nem os pais podem tudo, nem os filhos; somos pessoas comuns e limitadas que não têm resposta para tudo.  

    Embora saibamos das dificuldades atravessadas por todas as mães e os filhos desde o nascimento até a vida adulta – e mesmo depois que cada filho, tendo conquistado sua independência, saia da família de origem para viver a própria vida, formar seu núcleo familiar ou mesmo uma produção independente –, quando a relação foi minimamente satisfatória, guardamos carinho e respeito. E também algumas mágoas e arrependimentos, mas a vida é isso... saber superar.

    Não importa como nasce cada filho; quando nasce um filho, nasce uma mãe. E cada filho experimentará emoções, dificuldades e alegrias. Portanto, é justo que celebremos também o dia ________ ganhamos a vida.


COSTA, Regina Teixeira da. "Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa". Estado de Minas, 19 de maio de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/regina-teixeira-dacosta/2024/05/6860186-quando-nasce-um-filho-nasce-uma-mae-e-uma-culpa.html. Acesso em: 19 mai. 2024. Adaptado.  
O que a articulista quis afirmar ao mencionar que “a maternidade é uma relação sacralizada” (5º parágrafo)? 
Alternativas
Q2496501 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

"Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa"  

Nasce também a cobrança de quem sabe que não pode realizar os sonhos e todas as vontades, nem as suas, nem as dos filhos  

Regina Teixeira da Costa | 19/05/2024  

     As redes sociais no Dia das Mães bombaram. Zilhões de mensagens esperadas, afinal somos todos filhos. E, muitas de nós, mães. Portanto, nesse dia, expressamos os melhores sentimentos e homenagens àquela que nos deu à luz. 

      E não apenas nos pariu, foi além: nos adotou e amparou. Nem todas puderam manter consigo a sua cria, mas aquelas que as acolheram e as aqueceram com o calor de seu corpo, as amamentaram, falaram com elas, transmitindo a linguagem, as humanizou. A linguagem humaniza.
 
     Enfim, assumiram a maternidade e padeceram no paraíso, dizem. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que ser mãe não é fácil, pois implica assumir o cuidado e a responsabilidade de um ser indefeso, prematuro, que ainda dependerá dela por muitos anos, antes de se tornar um adulto independente. 

     As mensagens eram afetivas e emocionadas nos lembrando os melhores momentos desta relação da vida toda. A hora é de festejar e de comemorar tudo que recebemos para ser o que somos e o resultado de todo esse cuidado que nos fez crescer.

    Lendo os conteúdos das postagens, parece que as coisas correram sempre de modo ideal. A maternidade é uma relação sacralizada. E de repente a gente esquece os momentos difíceis e se lembra só da parte boa. Mas quem é mãe, tanto para quem é filho, sabe que as mães não são perfeitas, são de carne e osso e muitas vezes estão exaustas, sobrecarregadas e até impacientes. Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa. Uma cobrança de quem sabe que não pode realizar os sonhos e todas as vontades, nem as suas, nem as dos filhos.
   Sem dúvida, um olhar determina o lugar da criança. [...] Desde bebê, no olhar da mãe, a criança se reconhece de corpo inteiro, e esse momento é de júbilo, porque ele assimila ser ele próprio ali na imagem.

   Filhos não são uma encomenda que escolhemos conforme nosso agrado. São muito mais pessoas que, crescendo, nos surpreendem e, ao longo dos anos, vamos conhecendo e entendendo. Eles não são o que se espera.

   Como filhos, muitas vezes precisamos, para afirmar quem somos, decepcionar expectativas e o desejo de nossos pais. Precisamos contrariar o que planejaram para nosso futuro, porque esse futuro quem decide é o próprio sujeito. Sendo outra pessoa, nunca poderá viver para realizar sonhos alheios, o que, para muitos pais, é difícil de aceitar, e, para os filhos, é difícil de praticar. Assumir o próprio desejo é um ato que implica uma separação. Ou não seria possível, para nenhum de nós, filhos, ter vida própria e aprender a viver segundo nosso desejo. Nem os pais podem tudo, nem os filhos; somos pessoas comuns e limitadas que não têm resposta para tudo.  

    Embora saibamos das dificuldades atravessadas por todas as mães e os filhos desde o nascimento até a vida adulta – e mesmo depois que cada filho, tendo conquistado sua independência, saia da família de origem para viver a própria vida, formar seu núcleo familiar ou mesmo uma produção independente –, quando a relação foi minimamente satisfatória, guardamos carinho e respeito. E também algumas mágoas e arrependimentos, mas a vida é isso... saber superar.

    Não importa como nasce cada filho; quando nasce um filho, nasce uma mãe. E cada filho experimentará emoções, dificuldades e alegrias. Portanto, é justo que celebremos também o dia ________ ganhamos a vida.


COSTA, Regina Teixeira da. "Quando nasce um filho, nasce uma mãe e uma culpa". Estado de Minas, 19 de maio de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/regina-teixeira-dacosta/2024/05/6860186-quando-nasce-um-filho-nasce-uma-mae-e-uma-culpa.html. Acesso em: 19 mai. 2024. Adaptado.  
Em qual dos trechos a seguir é possível identificar o emprego de um nível de linguagem menos formal?  
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Q2496385 Português

Barata entende


    Nesta casa, quando vim para cá, havia muitas baratas. Grandes, lentas, parecidas umas com as outras. Eram vistas à noite saindo da cozinha e passavam por mim, muitas vezes, aos pares, como as mulheres amigas que passeiam conversando.

    Havia uma que não se juntava com as outras e era diferente. Um pouco mais clara, talvez. Mais alazã. Essa, quando eu estava escrevendo, se punha defronte, em cima da Antologia poética, de Vinicius de Moraes, e ficava me olhando. A princípio, a testemunha, a vigilância, sua simples presença me causava um certo desconforto. Depois, já não me fazia o menor mal. Ao contrário, quando parava para pensar, fitava-a e as ideias me vinham mais depressa.

    Uma noite, demorou a aparecer e, enquanto a esperei, confesso, não estivesse sossegado. Imaginei que lhe houvesse acontecido alguma coisa. Tivesse comido um pó errado. Encontrado uma dessas gatas lascivas, que matam as baratas aos pouquinhos, brincando com elas. Só sei que, quando levantei os olhos e a vi, outra vez, em cima da Antologia Poética, não contive o grito:

    — Onde é que você andava!?

    A barata desceu do livro e começou a caminhar, na direção do banheiro. Parou, na porta, e voltou-se para mim, como que pedindo que a seguisse. Não me custava nada. Era a primeira vez. No banheiro, no canto onde se guardavam as vassourinhas e o desentupidor, parou. Ficou parada. Com um ar de “olhe para isso”. Lá, havia um pó amarelo, que a cozinheira, sem me consultar e absolutamente certa de que estava prestando um grande serviço, comprara. Eu precisava fazer qualquer coisa para minha barata saber que não era eu, que não fora eu, que não seria eu, nunca…

    Abaixei-me e, quando ia começar a varrer o veneno, descobri que a pobrezinha, antes, tinha ido no pó. Estava com as patinhas e a boca sujas de amarelo. Além disso, já se punha mal nas pernas. Ia morrer, como de fato morreu, minutos depois, erguendo-se sobre o traseiro e caindo, pesadamente, de barriga para cima. Então, eu lhe gritei, com toda voz e toda inocência:

    — Olha, barata, não fui eu, não!

    No dia seguinte, porque as outras não me interessavam, ou temendo que viesse, um dia, a me interessar por outra, telefonei para Insetisan e pedi que mandassem dedetizar a casa.


(Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Pesquisa, organização e introdução de Guilherme Tauil, Todavia, 2021, pp. 391-392. Publicada originalmente em: O Jornal, de 10/11/1962.)

Considere o termo sublinhado no trecho “Depois, já não me fazia o menor mal. Ao contrário, quando parava para pensar, fitava-a e as ideias me vinham mais depressa.” (2º§). É correto afirmar que, por “fitava”, o autor quer dizer que:
Alternativas
Q2496384 Português

Barata entende


    Nesta casa, quando vim para cá, havia muitas baratas. Grandes, lentas, parecidas umas com as outras. Eram vistas à noite saindo da cozinha e passavam por mim, muitas vezes, aos pares, como as mulheres amigas que passeiam conversando.

    Havia uma que não se juntava com as outras e era diferente. Um pouco mais clara, talvez. Mais alazã. Essa, quando eu estava escrevendo, se punha defronte, em cima da Antologia poética, de Vinicius de Moraes, e ficava me olhando. A princípio, a testemunha, a vigilância, sua simples presença me causava um certo desconforto. Depois, já não me fazia o menor mal. Ao contrário, quando parava para pensar, fitava-a e as ideias me vinham mais depressa.

    Uma noite, demorou a aparecer e, enquanto a esperei, confesso, não estivesse sossegado. Imaginei que lhe houvesse acontecido alguma coisa. Tivesse comido um pó errado. Encontrado uma dessas gatas lascivas, que matam as baratas aos pouquinhos, brincando com elas. Só sei que, quando levantei os olhos e a vi, outra vez, em cima da Antologia Poética, não contive o grito:

    — Onde é que você andava!?

    A barata desceu do livro e começou a caminhar, na direção do banheiro. Parou, na porta, e voltou-se para mim, como que pedindo que a seguisse. Não me custava nada. Era a primeira vez. No banheiro, no canto onde se guardavam as vassourinhas e o desentupidor, parou. Ficou parada. Com um ar de “olhe para isso”. Lá, havia um pó amarelo, que a cozinheira, sem me consultar e absolutamente certa de que estava prestando um grande serviço, comprara. Eu precisava fazer qualquer coisa para minha barata saber que não era eu, que não fora eu, que não seria eu, nunca…

    Abaixei-me e, quando ia começar a varrer o veneno, descobri que a pobrezinha, antes, tinha ido no pó. Estava com as patinhas e a boca sujas de amarelo. Além disso, já se punha mal nas pernas. Ia morrer, como de fato morreu, minutos depois, erguendo-se sobre o traseiro e caindo, pesadamente, de barriga para cima. Então, eu lhe gritei, com toda voz e toda inocência:

    — Olha, barata, não fui eu, não!

    No dia seguinte, porque as outras não me interessavam, ou temendo que viesse, um dia, a me interessar por outra, telefonei para Insetisan e pedi que mandassem dedetizar a casa.


(Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Pesquisa, organização e introdução de Guilherme Tauil, Todavia, 2021, pp. 391-392. Publicada originalmente em: O Jornal, de 10/11/1962.)

Considere o termo sublinhado em “Essa, quando eu estava escrevendo, se punha defronte, em cima da Antologia poética, de Vinicius de Moraes, e ficava me olhando.” (2º§). A partir da compreensão de seu significado, pode-se identificar a posição da barata emrelação ao autor. É correto afirmar, portanto, que a barata estava:
Alternativas
Q2496383 Português

Barata entende


    Nesta casa, quando vim para cá, havia muitas baratas. Grandes, lentas, parecidas umas com as outras. Eram vistas à noite saindo da cozinha e passavam por mim, muitas vezes, aos pares, como as mulheres amigas que passeiam conversando.

    Havia uma que não se juntava com as outras e era diferente. Um pouco mais clara, talvez. Mais alazã. Essa, quando eu estava escrevendo, se punha defronte, em cima da Antologia poética, de Vinicius de Moraes, e ficava me olhando. A princípio, a testemunha, a vigilância, sua simples presença me causava um certo desconforto. Depois, já não me fazia o menor mal. Ao contrário, quando parava para pensar, fitava-a e as ideias me vinham mais depressa.

    Uma noite, demorou a aparecer e, enquanto a esperei, confesso, não estivesse sossegado. Imaginei que lhe houvesse acontecido alguma coisa. Tivesse comido um pó errado. Encontrado uma dessas gatas lascivas, que matam as baratas aos pouquinhos, brincando com elas. Só sei que, quando levantei os olhos e a vi, outra vez, em cima da Antologia Poética, não contive o grito:

    — Onde é que você andava!?

    A barata desceu do livro e começou a caminhar, na direção do banheiro. Parou, na porta, e voltou-se para mim, como que pedindo que a seguisse. Não me custava nada. Era a primeira vez. No banheiro, no canto onde se guardavam as vassourinhas e o desentupidor, parou. Ficou parada. Com um ar de “olhe para isso”. Lá, havia um pó amarelo, que a cozinheira, sem me consultar e absolutamente certa de que estava prestando um grande serviço, comprara. Eu precisava fazer qualquer coisa para minha barata saber que não era eu, que não fora eu, que não seria eu, nunca…

    Abaixei-me e, quando ia começar a varrer o veneno, descobri que a pobrezinha, antes, tinha ido no pó. Estava com as patinhas e a boca sujas de amarelo. Além disso, já se punha mal nas pernas. Ia morrer, como de fato morreu, minutos depois, erguendo-se sobre o traseiro e caindo, pesadamente, de barriga para cima. Então, eu lhe gritei, com toda voz e toda inocência:

    — Olha, barata, não fui eu, não!

    No dia seguinte, porque as outras não me interessavam, ou temendo que viesse, um dia, a me interessar por outra, telefonei para Insetisan e pedi que mandassem dedetizar a casa.


(Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Pesquisa, organização e introdução de Guilherme Tauil, Todavia, 2021, pp. 391-392. Publicada originalmente em: O Jornal, de 10/11/1962.)

Ao questionar-se sobre o que teria ocorrido com a barata que lhe despertou o interesse, o autor teme que ela tenha “Encontrado uma dessas gatas lascivas, que matam as baratas aos pouquinhos, brincando com elas.” (3º§). É correto afirmar que o termo sublinhado na reprodução do trecho e usado pelo autor para descrever as gatas que hipoteticamente teriam matado a barata poderia ser corretamente substituído, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q2496382 Português

Barata entende


    Nesta casa, quando vim para cá, havia muitas baratas. Grandes, lentas, parecidas umas com as outras. Eram vistas à noite saindo da cozinha e passavam por mim, muitas vezes, aos pares, como as mulheres amigas que passeiam conversando.

    Havia uma que não se juntava com as outras e era diferente. Um pouco mais clara, talvez. Mais alazã. Essa, quando eu estava escrevendo, se punha defronte, em cima da Antologia poética, de Vinicius de Moraes, e ficava me olhando. A princípio, a testemunha, a vigilância, sua simples presença me causava um certo desconforto. Depois, já não me fazia o menor mal. Ao contrário, quando parava para pensar, fitava-a e as ideias me vinham mais depressa.

    Uma noite, demorou a aparecer e, enquanto a esperei, confesso, não estivesse sossegado. Imaginei que lhe houvesse acontecido alguma coisa. Tivesse comido um pó errado. Encontrado uma dessas gatas lascivas, que matam as baratas aos pouquinhos, brincando com elas. Só sei que, quando levantei os olhos e a vi, outra vez, em cima da Antologia Poética, não contive o grito:

    — Onde é que você andava!?

    A barata desceu do livro e começou a caminhar, na direção do banheiro. Parou, na porta, e voltou-se para mim, como que pedindo que a seguisse. Não me custava nada. Era a primeira vez. No banheiro, no canto onde se guardavam as vassourinhas e o desentupidor, parou. Ficou parada. Com um ar de “olhe para isso”. Lá, havia um pó amarelo, que a cozinheira, sem me consultar e absolutamente certa de que estava prestando um grande serviço, comprara. Eu precisava fazer qualquer coisa para minha barata saber que não era eu, que não fora eu, que não seria eu, nunca…

    Abaixei-me e, quando ia começar a varrer o veneno, descobri que a pobrezinha, antes, tinha ido no pó. Estava com as patinhas e a boca sujas de amarelo. Além disso, já se punha mal nas pernas. Ia morrer, como de fato morreu, minutos depois, erguendo-se sobre o traseiro e caindo, pesadamente, de barriga para cima. Então, eu lhe gritei, com toda voz e toda inocência:

    — Olha, barata, não fui eu, não!

    No dia seguinte, porque as outras não me interessavam, ou temendo que viesse, um dia, a me interessar por outra, telefonei para Insetisan e pedi que mandassem dedetizar a casa.


(Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Pesquisa, organização e introdução de Guilherme Tauil, Todavia, 2021, pp. 391-392. Publicada originalmente em: O Jornal, de 10/11/1962.)

Ao descrever a barata de seu interesse e compará-la às outras que avistava, o autor faz alusão a outro animal pelo uso de um termo que comumente lhe é atribuído para descrevê-lo. O termo em questão se encontra sublinhado na reprodução a seguir: “Havia uma que não se juntava com as outras e era diferente. Um pouco mais clara, talvez. Mais alazã.” (2º§). É correto afirmar que, ao fazer uso do termo sublinhado, o autor propõe paralelo entre a barata e um(a): 
Alternativas
Q2496376 Português
Quanto a elementos de coesão e coerência textuais, Ingedore Koch cita que conectores, ao introduzirem um enunciado, determinam-lhe a orientação argumentativa, e, por esta razão, são também chamados “operadores argumentativos” e as relações que estabelecem são pragmáticas ou argumentativas. Entre as principais dessas relações, analise as assertivas a seguir:

I. Conjunção: efetuada por meio de operadores como “e”, “também”, “dentre outros”, quando ligam enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão.
II. Contrajunção: trata-se aqui da disjunção de enunciados que possuem orientações diferentes e resultam de dois atos de fala distintos.
III. Comprovação: em que, através de um novo ato de fala, acrescenta-se uma possível comprovação da asserção apresentada no primeiro.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q2496320 Português

A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver”.

    William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


(ALVES, Rubem. Folha de S. Paulo. Em: 26/10/2004. Adaptado.)

Considerando a estruturação das ideias no texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2496319 Português

A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver”.

    William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


(ALVES, Rubem. Folha de S. Paulo. Em: 26/10/2004. Adaptado.)

Das afirmativas a seguir, apenas uma apresenta linguagem predominantemente conotativa; assinale-a.
Alternativas
Q2496318 Português

A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver”.

    William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


(ALVES, Rubem. Folha de S. Paulo. Em: 26/10/2004. Adaptado.)

Em relação às estratégias de referenciação, pode-se afirmar que referentes já existentes podem ser modificados ou expandidos de acordo com as informações textuais apresentadas. Dentre as expressões grifadas, pode-se indicar como elementos anafóricos, de papel significativo na construção da coesão e coerência textuais, EXCETO: 
Alternativas
Q2496316 Português

A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver”.

    William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


(ALVES, Rubem. Folha de S. Paulo. Em: 26/10/2004. Adaptado.)

Considerando aspectos textuais tais como estrutura e conteúdo apresentados, pode-se afirmar que o texto tem como principal objetivo:
Alternativas
Q2496313 Português

A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver”.

    William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


(ALVES, Rubem. Folha de S. Paulo. Em: 26/10/2004. Adaptado.)

Assinale a alternativa em que a expressão relacionada ao termo sublinhado interfere no contexto em que foi utilizado.
Alternativas
Q2496312 Português

A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver”.

    William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


(ALVES, Rubem. Folha de S. Paulo. Em: 26/10/2004. Adaptado.)

É possível inferir que o texto de Rubem Braga é marcado pela brevidade temporal e apresenta episódios do cotidiano captados com sensibilidade pelo cronista, que extrai deles momentos de humor e reflexão sobre a vida e o mundo. São consideradas características da crônica – um gênero narrativo moderno, EXCETO:
Alternativas
Q2496311 Português

A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver”.

    William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


(ALVES, Rubem. Folha de S. Paulo. Em: 26/10/2004. Adaptado.)

Considerando o contexto em que as expressões foram empregadas e sua construção de sentido, assinale a alternativa que evidencia o significado INADEQUADO para as palavras destacadas nas frases.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: APICE Órgão: Prefeitura de Salgado de São Félix - PB Provas: APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Médico Cardiologista | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Médico Ginecologista/Obstetra | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Médico Pediatra | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Médico Endocrinologista | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Médico do Trabalho | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Terapeuta Ocupacional | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Fonoaudiólogo - NASF | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Psicólogo | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Bibliotecário | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Assistente Social | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Farmacêutico | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Fisioterapeuta - NASF | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Fisioterapeuta Plantonista | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Procurador | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Auditor Fiscal | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Odontólogo - PSF | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Enfermeiro - PSF | APICE - 2024 - Prefeitura de Salgado de São Félix - PB - Nutricionista - NASF |
Q2496252 Português
Leia o texto abaixo e analise, como verdadeiras (V) ou falsas (F), as afirmativas a seu respeito.
O mineiro
Perguntaram ao mineiro: - Diz aí um verbo!
Ele pensou, pensou e respondeu indeciso: - Bicicreta. - Não é bicicreta, seu mineiro burro, é bicicleta. E bicicleta não é verbo! Perguntaram a outro mineiro: - Diz você aí um verbo! Ele também pensou, pensou e arriscou ressabiado: - Prástico. - Não é prástico, ô mineiro burro, é plástico. E plástico não é verbo! Perguntaram a um terceiro mineiro: - Diz aí um verbo! Esse aí nem pensou: - Hospedar. - Muito bem! Até que enfim um mineiro inteligente. Agora diga aí uma frase com o verbo que você escolheu. O mineiro encheu o peito de coragem e mandou bala: - Hospedar da bicicreta são de prástico! Fonte: Seara (2015)
I- O texto em questão pertence ao gênero textual piada, cuja função social é fazer os leitores/ ouvintes rirem;
II- A tipologia predominante no referido texto é a dialogal, haja vista o diálogo entre os personagens;
III- Percebe-se que a variação linguística, especialmente, no que tange à fonética, isto é, escrita das palavras “os pedá”, entendida como “hospedar”, é o elemento chave para construção do humor no texto;
IV- A maneira como a pronúncia do mineiro é ridicularizada retrata o preconceito linguístico.
Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:
Alternativas
Respostas
26861: C
26862: A
26863: B
26864: A
26865: B
26866: C
26867: B
26868: B
26869: D
26870: C
26871: B
26872: C
26873: D
26874: A
26875: D
26876: D
26877: B
26878: D
26879: C
26880: B