Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q4023522 Português

Com base nos conhecimentos sobre variações linguísticas, complete a lacuna do texto a seguir:


____ são palavras ou expressões próprias de determinados grupos sociais, como adolescentes ou comunidades marginalizadas. Exemplos recentes incluem "crush", "lacrar" e "sextou". Também existem as mais antigas, como "broto", as regionais, como o termo carioca "sussa", e expressões típicas da favela, como "quebrada".


A variação linguística que preenche de forma CORRETA a lacuna acima é:

Alternativas
Q4023521 Português

As compras regulares para a casa fazem parte da rotina de quase todos, mas ainda assim podem ser complicadas, principalmente na hora de escolher alimentos saudáveis. Seguem dicas para que você acerte na hora de ir às compras. Acompanhe!


1. Faça uma lista de compras.


2. Verifique a validade dos produtos.


3. Escolha o dia e o horário de fazer compras.


4. Coloque verduras, legumes e frutas no topo da lista.


5. Escolha carnes magras e peixes frescos ou congelados.


6. Prefira grãos integrais, feijão, lentilha e ovos.


Boas compras!


De acordo com os gêneros textuais, em relação às sugestões para as compras de casa, é CORRETO afirmar que se trata de um texto predominante:

Alternativas
Q4023520 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

Considerando o texto, analise as afirmativas a seguir e marque com V, as verdadeiras, e com F, as falsas.



(__) Especialistas consideram a microbiota um ecossistema complexo, quase como um órgão adicional no corpo humano.


(__) Pesquisas em animais e humanos indicam ligação entre emulsificantes e problemas de saúde.


(__) Cuidar da microbiota é fundamental para a saúde geral, o que implica escolhas alimentares mais conscientes.


(__) A microbiota influencia diversos aspectos da saúde, incluindo humor, metabolismo, sono e função cerebral.



A sequência que preenche CORRETAMENTE os itens acima, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q4023519 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

"Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino."


Identifique a alternativa que indica de forma CORRETA o uso da expressão 'um dos motivos'. 

Alternativas
Q4023518 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

"Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema."


Identifique a alternativa que apresenta de forma INCORRETA a substituição da palavra 'desestabilizar'. 

Alternativas
Q4023517 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA que evidencia a intenção de Melissa Lane ao fazer a comparação entre diversidade intestinal e uma floresta.

Alternativas
Q4023516 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

Considerando o texto sobre o impacto dos conservantes alimentares na microbiota intestinal, é CORRETO afirmar que pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a:
Alternativas
Q4023515 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

"Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo."


Os pronomes são empregados nos textos como mecanismos de coesão referencial, desempenhando a função de substituir palavras, expressões ou ideias já mencionadas ou que serão mencionadas posteriormente, de modo a manter a continuidade e a conexão entre as partes do discurso.


Identifique a alternativa que indica, de forma CORRETA e respectivamente, os termos aos quais se referem o pronome do caso reto 'eles', nas duas ocorrências.

Alternativas
Q4023514 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

"Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde."


Identifique a alternativa que indica CORRETAMENTE o significado de 'fervilhante' no trecho.

Alternativas
Q4023513 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

Após análise do texto "Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?", analise as afirmativas a seguir:



I. A maior parte dos alimentos consumidos não apresenta aditivos químicos, sendo completamente naturais.


II. Os aditivos não são apenas conservantes, mas também modificam características sensoriais e funcionais dos alimentos.


III. Todos os alimentos industrializados são prejudiciais à saúde.


IV. Apenas os pães caseiros não apresentam aditivos artificiais.


V. A lista de ingredientes nem sempre revela a presença de aditivos, porque certos produtos são adicionados sem exigência de especificação.



Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4023308 Português
Assinalar a alternativa em que a palavra sublinhada poderia ser trocada adequadamente, considerando-se o contexto, pelo vocábulo entre parênteses. 
Alternativas
Q4023303 Português
A proximidade da morte

    Se a morte é uma sombra constante para qualquer ser vivente desde o nascimento, sua presença torna-se mais marcante com o envelhecimento. São as pessoas mais idosas, portanto, que percebem com mais nitidez a proximidade da morte.
    Há pessoas que se mantêm ativas com a idade avançada e outras que precisam de cuidados especiais conforme envelhecem, em razão de doenças e problemas de mobilidade. A necessidade desses idosos entra em conflito com a situação real de grande parte das famílias. O ritmo acelerado imposto pelo sistema de produção e serviços desde as últimas décadas do século XX obriga trabalhadores a jornadas intensas fora de casa, o que dificulta o atendimento a idosos e doentes. Além disso, vale mencionar a elevação da expectativa de vida e o consequente aumento da parcela da população idosa com 60 anos ou mais. Segundo dados do Censo, esse grupo representava 15,6% da população brasileira em 2022.
    Deve-se comentar que, vítimas de um etarismo que os reduz à improdutividade, há idosos que vão viver em asilos ou em hospitais (quando apresentam doenças graves) onde possam usufruir dos avanços da medicina, cada vez mais especializada. Porém, mesmo aqueles que recorrem a técnicas avançadas e a ambientes assépticos que prolongam a vida não escapam à solidão e à impessoalidade do atendimento. Enfermeiros e médicos são eficazes, mas os pacientes idosos frequentemente se encontram afastados da mão amiga e da atenção íntima sem pressa. 
    No entanto, sabe-se que a maioria dos idosos faz parte da população de baixa renda e, por isso, não tem acesso a muitos desses recursos. Acrescente-se o fato de que nas últimas décadas o número de idosos com necessidades especiais cresceu sem o correspondente crescimento de atendimento público.
    Essa situação não seria uma expressão da morte em vida? Não seria uma espécie de morte simbólica antecedendo a morte fisiológica? Seria o aniquilamento da dignidade humana? O etarismo e a morte social, que colocam o indivíduo à margem e o tornam sem serventia, invisível para a sociedade, podem ser tão nocivos quanto uma doença letal. Além de causarem o desenvolvimento de um mal-estar físico e mental, podem levar à fragilidade e à morte do corpo.

Fonte: Moderna Plus Filosofia. Adaptado.
O texto apresenta exemplos de práticas etaristas, principalmente, quando os idosos:  
Alternativas
Q4023144 Português

    Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.


    Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.


    O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.


    A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.


Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.

Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).



Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente

Diferentemente do medo de armas de fogo, o medo de cobra é caracterizado no texto como algo que independe de experiência prévia, é constante, ocorre em diferentes culturas e tem base biológica.
Alternativas
Q4023138 Português

    Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.


    Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.


    O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.


    A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.


Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.

Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).



Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente

Embora reconheça que a falta de medo de certos elementos gera problema de segurança pública na sociedade urbana contemporânea, o autor opõe-se à ideia de que a tentativa de incutir medo “no coração dos cidadãos” constitua estratégia para resolver essa questão. 
Alternativas
Q4023137 Português

    Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.


    Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.


    O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.


    A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.


Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.

Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).



Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente

O fato de as pessoas reagirem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes é apresentado no terceiro parágrafo como um possível contra-argumento à tese de que medos e fobias compõem uma lista universal. 
Alternativas
Q4023136 Português

    Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.


    Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.


    O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.


    A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.


Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.

Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).



Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente

De acordo com o texto, os medos do ser humano permanecem os mesmos desde a época de seus ancestrais, mas passaram por processo gradativo de adaptação para a proteção da espécie contra novos perigos.
Alternativas
Q4023134 Português

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com medidas para tornar mais rápido o atendimento telefônico em casos de emergência por engasgo. A proposta define protocolos específicos para os serviços públicos de urgência, como o SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193). O texto aprovado foi o substitutivo ao projeto original (PL 2995/2025).     


    Pelo novo texto, as centrais de regulação deverão priorizar a chamada na fila de atendimento como emergência com risco de morte iminente; acionar o recurso mais próximo da ocorrência imediatamente; e manter o solicitante na linha para fornecer orientações de manobras de desobstrução em tempo real enquanto a viatura se desloca.


    Além disso, o substitutivo prevê o treinamento periódico dos atendentes, incluindo técnicas de manejo emocional e controle de estresse.


    A proposta também autoriza o poder público a treinar leigos conforme as diretrizes da Lei do Voluntariado e da Lei Lucas, que estabelece a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de escolas e creches públicas e privadas. Internet: (com adaptações). Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais.

Internet: https://www.camara.leg.br/ (com adaptações).



Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais. 

O período que inicia o primeiro parágrafo encerra a informação nuclear do texto
Alternativas
Q4023133 Português

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com medidas para tornar mais rápido o atendimento telefônico em casos de emergência por engasgo. A proposta define protocolos específicos para os serviços públicos de urgência, como o SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193). O texto aprovado foi o substitutivo ao projeto original (PL 2995/2025).     


    Pelo novo texto, as centrais de regulação deverão priorizar a chamada na fila de atendimento como emergência com risco de morte iminente; acionar o recurso mais próximo da ocorrência imediatamente; e manter o solicitante na linha para fornecer orientações de manobras de desobstrução em tempo real enquanto a viatura se desloca.


    Além disso, o substitutivo prevê o treinamento periódico dos atendentes, incluindo técnicas de manejo emocional e controle de estresse.


    A proposta também autoriza o poder público a treinar leigos conforme as diretrizes da Lei do Voluntariado e da Lei Lucas, que estabelece a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de escolas e creches públicas e privadas. Internet: (com adaptações). Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais.

Internet: https://www.camara.leg.br/ (com adaptações).



Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais. 

O texto caracteriza-se como predominantemente expositivo. 
Alternativas
Q4023129 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
De acordo com o texto, a simplicidade da descrição da ciência como uma sucessão de descobertas de uma mente brilhante confere conforto à sociedade e, ao mesmo tempo, opera apagamentos na história da construção do conhecimento.
Alternativas
Q4023126 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
No trecho “a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando” (último parágrafo), o vocábulo “a” substitui termo nominal já mencionado e contribui para a coesão sequencial do texto.
Alternativas
Respostas
2501: D
2502: E
2503: B
2504: E
2505: B
2506: B
2507: B
2508: E
2509: A
2510: D
2511: C
2512: B
2513: C
2514: E
2515: E
2516: E
2517: C
2518: C
2519: E
2520: E