Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: 34, 1994, p. 25.
A respeito do fragmento textual acima, dadas as afirmativas,
I. Para caracterizar o hipertexto, o autor recorre à ideia de que a fixidez no conhecimento é sempre momentânea.
II. No princípio apresentado pelo autor, nota-se que o conhecimento exige a capacidade de estabelecer conexões entre elementos informacionais.
III. O autor explicita a ideia de que a rede de construção que constitui o conhecimento está em permanente transformação.
verifica-se que está/ão correta/s
Foi tudo que disse, e nunca mais tornou a dizê-lo nem aconteceu nada que indicasse se dissera a verdade, mas depois daquela noite Fermina Daza ficou consciente de que estava só no mundo. Vivia num limbo social. Suas antigas companheiras de colégio estavam num céu proibido para ela, muito mais ainda depois da desonra da expulsão, mas nem por isso ela era vizinha dos vizinhos, porque estes a haviam conhecido sem passado e com o uniforme da Apresentação da Santíssima Virgem. O mundo de seu pai era de traficantes e estivadores, de refugiados de guerras no albergue público do Café da Paróquia, de homens sós. No último ano, as aulas de pintura haviam aliviado um pouco sua reclusão, porque a professora preferia as aulas coletivas e costumava trazer outras alunas ao quarto de costura. Mas eram moças de condições sociais dispersas e mal definidas, e para Fermina Daza não passavam de amigas emprestadas cujo afeto acabava com cada aula. Hildebranda queria abrir a casa, ventilá-la, trazer os músicos e os foguetes e fogueteiros de seu pai e fazer um baile de carnaval cujas ventanias varressem o desânimo e as traças que roíam a vida da prima, mas em pouco tempo percebeu que seus propósitos eram inúteis. Por uma razão simples: não havia com quem. [...]
GARCIA MARQUEZ, Gabriel. O amor nos tempos do cólera. 52. ed. Rio de Janeiro: Record, 2019, p. 167.
Sobre o fragmento de texto acima, assinale a alternativa correta.

A nova geração de bebês com plásticos
Micropartículas já estão em nossos corpos desde a gestação
Uma das invenções modernas de mais impacto sobre a humanidade foi o plástico, cuja praticidade e versatilidade deram ensejo a que a indústria fabricasse milhões de toneladas por ano. Porém, a produção cada vez maior de itens, alguns dos quais rapidamente descartáveis, virou um problema, dada a longevidade do material no ambiente. Não só a degradação ambiental, mas também o uso cotidiano do plástico produzem microplásticos, minúsculas partículas de tamanho inferior a um milímetro, já presentes por todo o planeta: no ar, nas águas, nas plantas, nos animais e nos alimentos.
Nos últimos anos, micro e nanopartículas plásticas foram detectadas em órgãos, fezes e sangue humanos. (...) Além de uma possível toxicidade dos componentes plásticos em si, o material que é degradado no ambiente pode se agregar a outros poluentes, incluindo compostos tóxicos que, embora banidos há décadas, ainda persistem contaminando o planeta. (...)
Até mesmo a placenta pode ser contaminada: em 2021, um grupo de pesquisadores italianos encontrou, pela primeira vez, a presença de microplásticos medindo de 5 a 10 micrômetros em quatro de seis placentas analisadas. (...)
Pesquisas mais recentes analisaram outras amostras de placentas, obtidas de parto vaginal ou cesárea, e encontraram microplásticos em todas elas. As "plasticentas", como foram denominadas, são uma clara representação dessa nova geração da humanidade. (...)
Experimentos feitos em camundongos mostraram alterações cerebrais, cognitivas e comportamentais, em filhotes cujas mães ingeriram grandes quantidades de microplásticos. Outro efeito observado nessas fêmeas é a redução da fertilidade e alterações no sistema imune. Camundongos machos também podem sofrer as consequências de uma dieta "plastificada", com redução nos níveis de testosterona e nos parâmetros de qualidade dos espermatozoides, além de danos nas células do sistema reprodutor.
Se o bebê já é exposto a microplásticos desde a gestação, após o nascimento a exposição é ainda maior, já que grande parte dos objetos que o circundam são de plástico. Se alimentado com mamadeira, a ingestão será inevitável. E nem o leite materno está a salvo: um estudo desse ano encontrou microplásticos de diferentes origens, como polietileno e polipropileno, em 26 de 34 amostras analisadas. A hipótese mais provável é que as mães foram contaminadas pelo consumo de alimentos, bebidas e produtos de higiene pessoal, e, assim, as micropartículas passaram para o leite. Mas o simples fato de respirar já nos torna suscetíveis à contaminação. Novamente, ainda não conseguimos avaliar se isso é de fato um risco a nossa saúde, e futuras pesquisas deverão estimar os prejuízos que a exposição desde o nascimento pode nos trazer.
Enquanto isso, a poluição gerada pela excessiva presença de plástico no mundo precisa ser combatida. No plano individual, podemos reduzir o consumo de itens e embalagens plásticas. No plano coletivo, incluindo indústrias, instituições e governos, é urgente a adoção de medidas para desacelerar a produção e incentivar o reaproveitamento — o apoio e o financiamento adequado à ciência serão fundamentais para tornar as próximas gerações mais saudáveis e sustentáveis.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/ciencia
fundamental/2023/02/a-nova-geracao-de-bebes-com
plasticos.shtml. Acesso em: 30 out. 2023.
Analise a ortografia das siglas destacadas e julgue as afirmações a seguir:
( ) Instituto Nacional de Câncer (Inca) - está incorreta a escrita, pois siglas com quatro letras ou mais devem ser escritas com todas as letras maiúsculas, mesmo quando formam uma palavra pronunciável.
( ) Em Organização Mundial da Saúde (OMS), há desvio ortográfico, pois é obrigatório o uso de pontos intermediários e ponto final na sigla, sendo a escrita correta: (O.M.S.).
( ) Dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) – está incorreta a escrita, pois para formar o plural, deve-se usar o apóstrofo e acrescentar um s minúsculo: (DEF’s).
( ) Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - está correta a escrita, pois siglas com quatro letras ou mais devem ser escritas, somente com a inicial maiúscula, quando formam uma palavra pronunciável.
A sequência CORRETA é:
A palavra destacada pode ser substituída, sem alterar o sentido do texto, por
“[...] destacou a pasta em nota.”
Sobre o trecho, assinale a opção CORRETA.
Sobre a finalidade do gênero textual, analise os itens a seguir.
I. Convencer o leitor da necessidade de campanhas de prevenção ao uso de cigarros eletrônicos no Brasil.
II. Apresentar os impactos provocados pelo tema da campanha de 2024 que é “Proteção das crianças contra a interferência da indústria do tabaco” no Brasil.
III. Enumerar e classificar as doenças causadas pelo uso dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs).
IV. Destacar opiniões sobre a publicação da resolução feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), proibindo a comercialização, a fabricação e a publicidade de cigarros eletrônicos.
Estão INCORRETOS:
O fim das redes sociais
Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações
de uso muito maiores do que se pensa
Marcelo Vidigal M de Barros
As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)
Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.
Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)
Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.
Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)
O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.
Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.
Adaptado de: https://exame.com/lideres-
extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:
30 out. 2023.
O fim das redes sociais
Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações
de uso muito maiores do que se pensa
Marcelo Vidigal M de Barros
As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)
Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.
Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)
Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.
Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)
O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.
Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.
Adaptado de: https://exame.com/lideres-
extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:
30 out. 2023.
O fim das redes sociais
Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações
de uso muito maiores do que se pensa
Marcelo Vidigal M de Barros
As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)
Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.
Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)
Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.
Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)
O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.
Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.
Adaptado de: https://exame.com/lideres-
extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:
30 out. 2023.
O fim das redes sociais
Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações
de uso muito maiores do que se pensa
Marcelo Vidigal M de Barros
As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)
Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.
Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)
Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.
Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)
O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.
Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.
Adaptado de: https://exame.com/lideres-
extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:
30 out. 2023.
I. No trecho “Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui.”, o pronome destacado retoma, anaforicamente, “redes sociais”, empregada no período anterior.
II. Em “Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses.”, os “quês” destacados pertencem à mesma classe de palavras: são pronomes relativos.
III. No trecho “A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um ‘frango’ em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.”, as expressões destacadas apresentam sentido denotativo.
IV. Em “Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada.”, o pronome oblíquo átono poderia ser empregado após a locução verbal, “vai apresentar-te”, sem prejuízo gramatical.
O fim das redes sociais
Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações
de uso muito maiores do que se pensa
Marcelo Vidigal M de Barros
As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)
Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.
Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)
Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.
Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)
O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.
Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.
Adaptado de: https://exame.com/lideres-
extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:
30 out. 2023.

Disponível em: https://linguadinamica.wordpress.com/2017/08/03/polissemia-homonimia-eparonomasia-em-tirinhas-e-musicas/. Acesso em: 3 jun. 2024.
De acordo com o que se observa nas falas dos personagens da tirinha, pode-se concluir que
I. o contexto, que não é narrativo, porém próprio da tira, favorece o emprego da polissemia como recurso de humor.
II. o efeito humorístico da tira foi produzido inicialmente pela pergunta do personagem feita à amiga. Em seguida, pelo uso das palavras “lançar” e “lançamento”, que assumiram um efeito polissêmico.
III. ocorre a ambiguidade lexical por polissemia.
IV. o leitor pode compreender o efeito de humor por ter conhecimento semântico específico que o permite interpretar a polissemia em jogo.
Das afirmativas, verifica-se que estão corretas apenas
RAMOS, Graciliano, Cartas. Rio de Janeiro: Record, 1982, p. 134.
Dadas as afirmativas a respeito das ideias contidas no fragmento textual,
I. O que foi redigido e a linguagem utilizada situam o escritor como clássico, não de uma linguagem nacional, mas de uma variante brasileira.
II. O modo de falar do matuto, incorporado pelo autor à sua literatura, afasta-se do academicismo oficializado.
III. O autor do trecho enfatiza oscilações entre a correção do nível culto padrão da língua portuguesa e a oralidade regional. IV. Fica evidente que, na referida história, o que foi escrito vai figurar, sobretudo, na imagem do fazendeiro e no seu registro de linguagem.
verifica-se que estão corretas
Os desafios persistem, mas, nessa história, já foi trilhado um longo caminho de resistência. Radis traça uma breve linha do tempo do movimento das trabalhadoras domésticas. A trajetória política dessa categoria se confunde com a formação da sociedade brasileira e com o contexto reivindicatório das mobilizações populares no país. Conheça figuras pioneiras, datas marcantes e mudanças conquistadas com o empenho, a perseverança e a participação ativa e conjunta das trabalhadoras domésticas do Brasil. [...]
Disponível em: https://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/linha-do-tempo/breve-historia-do-trabalhodomestico/. Acesso em: 13 jun.2024.
No trecho acima, o autor emprega alguns elementos linguísticos – palavras e/ou expressões – que funcionam como operadores argumentativos, responsáveis pela coesão e pela coerência do texto.
Assinale a alternativa que contém um desses operadores, introduzindo um significado indicador de contraste, oposição, restrição ou ressalva.
Nos cuidados com a criança, o adulto “investe” para o futuro, mas em relação ao velho age com duplicidade e má-fé. A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens. [...]. Se o idoso não cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força. Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos seus!
A característica da relação do adulto com o velho é a falta de reciprocidade que pode se traduzir numa tolerância sem o calor da sinceridade. Não se discute com o velho, não se confrontam opiniões com as dele, negando-lhe a oportunidade de desenvolver o que só se permite aos amigos: a alteridade, a contradição, o afrontamento e mesmo o conflito. Quantas relações humanas são pobres e banais porque deixamos que o outro se expresse de modo repetitivo e porque nos desviamos das áreas de atrito, dos pontos vitais, de tudo o que em nosso confronto pudesse causar o crescimento e a dor! Se a tolerância com os velhos é entendida assim, como uma abdicação do diálogo, melhor seria dar-lhe o nome de banimento ou discriminação. [...].
BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade: lembranças dos velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 77.
Assinale a alternativa que melhor resume as ideias do texto.
Porque no Brasil somos todos mestiços Se você discorda, então olhe para trás Olhe a nossa história, os nossos ancestrais”
Com base no fragmento, assinale a alternativa que corrobora a figura de linguagem eminente.