Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3312289 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Analise as afirmativas abaixo relacionadas ao texto 1:

1. O enunciador se vale de recurso dialógico classificado como citação.
2. Na expressão brado retumbante há recurso dialógico conhecido como alusão.
3. No último período do texto, encontramos figura de linguagem conhecida como comparação.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3312288 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto 1
Alternativas
Q3311895 Português
TEXTO 1


Formação histórica de São Bento do Una


        A história da formação de São Bento do Una encontra sua origem, bem como suas semelhanças, na história das inúmeras cidades de nosso país, dando foco especial às da Região Nordeste. Especial, pois desde o advento da economia mineradora – início do século XVIII – na região Sul (hoje correspondente ao Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste) o Norte (hoje as Regiões Norte e Nordeste) não fora o mesmo no campo político e econômico, este por sua vez já abalado desde a crise oriunda da expulsão dos holandeses da região.

      O Brasil ainda era colônia portuguesa quando Antônio Alves Soares e sua família chegou à região do Vale do Una em 1777, fugindo de uma grande e terrível seca que assolava inúmeras regiões, principalmente o Nordeste Brasileiro, geradora de inúmeros estragos em produtos provenientes da atividade agro-pastoril, como também, diversas perdas humanas. A seca, neste caso, foi um dos fatores que fizeram com que, alguns anos depois, outras pessoas chegassem às proximidades dos rios Una, Ipojuca e Riachão. A chegada destas, por sua vez, foi facilitada pela existência de rotas que ligavam o litoral pernambucano ao interior do Estado. Próximo ao Una, rio que posteriormente complementaria o nome da cidade de São Bento, as pessoas empreenderam uma dinâmica habitacional, comercial e econômica, fazendo com que estas ações contribuíssem com o desenvolvimento do futuro povoado.

      Quanto ao nome do povoado, a escolha São Bento deriva de uma antiga história do lugar onde as pessoas preocupadas com o súbito aparecimento de cobras peçonhentas naquelas terras, e aquelas por sua vez ligadas às tradições religiosas, começaram a invocar as proteções daquele que “livra de todas as peçonhas”, neste caso, mérito atribuído ao “senhor São Bento”, como é chamado o santo até os dias atuais pelos devotos católicos da cidade.

        No local conhecido como Fazenda Santa Cruz, nome que fazia alusão a uma velha cruz fincada no local e que depois este se chamaria São Bento, os primeiros habitantes começaram a estabelecer moradia. A religiosidade, muito presente no seio do povo latino, irá definir locais com nomes de santos e santas. No dia 30 de abril de 1860, São Bento emancipa-se da Vila de Santo Antônio de Garanhuns passando a ser, também, uma Vila. Esta autonomia irá gerar transformações no que tange a sua conjuntura política, econômica e estrutural. A Vila de São Bento foi elevada à categoria de cidade 40 anos depois de sua emancipação no dia 8 de junho de 1900 pela Lei Estadual de número 440. Segundo o advogado e são-bentense Orlando de Almeida Calado, na transição de Império para República o que era Vila permanecia Vila e o que era cidade permaneceria cidade, caso peculiar de pouquíssimas cidades, dentre elas São Bento.

       A cidade de São Bento recebeu um complemento em seu nome para diferenciá-la de outros locais. Para isso, no dia 31 de dezembro de 1943, por meio do decreto-lei estadual de número 952, foi acrescido o “do Una”, aludindo ao rio que corta a cidade. Atualmente, a cidade de São Bento do Una, localizada no Agreste Meridional, distante 205 km da capital Recife é conhecida no Estado e Região como uma das cidades em que a produção leiteira e a avicultura são atividades econômicas muito fortes. Desde sua emancipação, a cidade vem passando por vários processos de transformações tanto no campo econômico no tocante à avicultura e laticínios, bem como em sua estrutura física, nas construções, praças e ruas que outrora fora inspiração para muitos poetas locais e que hoje pouco de seu passado arquitetônico se encontra em preservação.



Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33836. Acesso em: 11 out. 2023. (adaptado)
Com base no texto “Formação histórica de São Bento do Una”, analise as afirmativas a seguir:

I. Segundo o texto, a história de São Bento do Una é iniciada com a chegada do fazendeiro Antônio Alves Soares e da família dele na região onde hoje se localiza o município em questão.
II. De acordo com o texto, o assentamento de famílias que chegaram à região fugidas da seca só aconteceu devido à presença de rios, como o rio Una, que facilitaram o acesso a um bem fundamental para a formação de um povo: a água.
III. Conforme o texto expõe, a religiosidade sempre esteve presente na história de São Bento do Una e permanece até hoje através dos devotos católicos, estando, inclusive, ligada ao nome da cidade.

Marque a alternativa correta:  
Alternativas
Q3311843 Português

Leia o texto a seguir.


O fim se rende ao amor


    Era final de noite. Ela, sentada, pensando na bagagem que carregava consigo de decepções. O destino lhe surpreendera com algo bem maior que sua bagagem pudesse suportar.

    Não havia mais chão, nem sonhos. A dor e a angústia a estrangulava deixando-a sem forças.

    A felicidade parecia não existir mais.

    "Existiu algum dia?"

    A lua perdeu o serenar, o sol ofuscava-se; as flores, todas, sem perfumes, pétalas despedaçadas.

    Tudo se foi junto com sua mãe.

    Entretanto, o amor de mãe fez-lhe superar e buscar um novo sentido para a vida.

    Pensava:

    "Amor de mãe não se acaba, é infinito no coração, como válvula a impulsionar a continuidade do destino."


(Rizionara Monteiro dos Santos (aluno do 2º ano - EM - EJA)

Segundo o sentimento expresso pela personagem, a angústia está relacionada:
Alternativas
Q3311842 Português

Leia o texto a seguir.


O fim se rende ao amor


    Era final de noite. Ela, sentada, pensando na bagagem que carregava consigo de decepções. O destino lhe surpreendera com algo bem maior que sua bagagem pudesse suportar.

    Não havia mais chão, nem sonhos. A dor e a angústia a estrangulava deixando-a sem forças.

    A felicidade parecia não existir mais.

    "Existiu algum dia?"

    A lua perdeu o serenar, o sol ofuscava-se; as flores, todas, sem perfumes, pétalas despedaçadas.

    Tudo se foi junto com sua mãe.

    Entretanto, o amor de mãe fez-lhe superar e buscar um novo sentido para a vida.

    Pensava:

    "Amor de mãe não se acaba, é infinito no coração, como válvula a impulsionar a continuidade do destino."


(Rizionara Monteiro dos Santos (aluno do 2º ano - EM - EJA)

O texto está na 3ª pessoa do singular, podendo identificá-lo quanto à tipologia como:
Alternativas
Q3311751 Português
A respeito da diversidade e variação linguística, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(_)A Língua Portuguesa, no Brasil, possui muitas variedades dialetais. Identificam-se geográfica e socialmente as pessoas pela forma como falam.
(_)Há muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo que é atribuído aos diferentes modos de falar: é muito comum se considerarem as variedades linguísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas.
(_)Como o preconceito decorrente das diferentes formas de falar é uma questão social, a escola não precisa assumir um papel de problematização desse preconceito. Ele deve ser foco de ações sociais e não escolares.
(_)Afirmar que a língua varia é afirmar que ela é homogênea, pois é falada de formas diferentes, mas dentro de uma unidade, que é o Brasil.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3311748 Português
Marcuschi (2008, p. 193) afirma que "os textos situam se em domínios discursivos que produzem contextos e situações para as práticas sociodiscursivas características". À luz dessa citação, abordar gêneros discursivos em sala de aula está, em alguma medida, ligado à abordagem do contexto no qual circulam esses gêneros. Nesse sentido, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona domínios discursivos a gêneros que neles circulam:

Primeira coluna: Domínio discursivo

1.Jornal ístico.
2.Religioso.
3.Jurídico.
4. lnstrucional.
5.Comercial.
6.Publicitário.
7.Interpessoal.
8.Lazer.

Segunda coluna: Gêneros discursivos

(_)Anúncio.
(_)Piada.
(_)Carta ao leitor.
(_)Cânticos.
(_)Petição.
( _ )Carta pessoal.
(_)Fatura.
(_)Manual.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3311747 Português

Analise atentamente o texto apresentado a seguir:



Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: hltps://encrypted lbn0.gslatic.comr.mages?q=tbn:ANd9GcSIEqRYHJ9i4M0k5L2mlQ31jOKkdOZMljzKvw&s 



A partir da análise dos recursos linguísticos e semióticos do texto, considere as seguintes afirmações:



1.O texto se constitui a partir da linguagem sincrética.


ll.O objetivo do texto é fazer uma crítica às pessoas que não sabem empregar a ortografia correta do português.


Ill.As palavras "senoura", "aufasse" e "tomati" podem ser compreendidas na leitura, ainda que fujam às normas ortográficas, pois se aproximam à forma como são pronunciadas.


IV.Ao escrever "hortografia" com "h", o autor do texto indica a dimensão temática do gênero, situando o contexto de construção do texto, isto é, construindo o sentido do todo.



É correto o que se afirma em: 

 

Alternativas
Q3311739 Português
As funções da linguagem são uma temática ainda recorrente em materiais didáticos de língua portuguesa, ainda que sua origem seja a concepção de linguagem como comunicação. Para aproximá-las da perspectiva da linguagem como interação, é importante situar e contextualizar essas funções nos diversos gêneros discursivos que circulam em nossa sociedade, pois, assim, nossos estudantes conseguem trazer este conhecimento, que é muitas vezes abstrato, para a sua realidade cotidiana. Nesse contexto, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona funções da linguagem a gêneros nos quais elas são mais recorrentes:

 Primeira coluna: Função da linguagem

1.Função denotativa.
2.Função poética.
3.Função fálica.
4.Função conativa. 
5.Função metalinguística.
6.Função expressiva.

Segunda coluna: Gênero discursivo

(_)Reportagem.
(_)Diário.
(_)Música clássica.
(_)Discurso político.
(_)Verbete de gramática.
(_)Introdução ao diálogo ao telefone.
(_)Notícia.
(_)Poema.
(_)Anúncio publicitário.
(_)Carta de amor entre namorados.
(_)Verbete de dicionário.
(_)Saudações em redes sociais.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Alternativas
Q3311736 Português
Analise a seguinte atividade, planejada para o trabalho com turmas do 7o ano do Ensino Fundamental:
Leia atentamente a tirinha a seguir, depois responda ao que se pede: 

Imagem associada para resolução da questão


a.No que consiste a situação apresentada na tirinha?
b.Podemos dizer que a palavra "sobremesariano" tem alguma relação com "vegetariano"? Por quê?
c.Circule os substantivos e, em seguida, classifique-os.
d.Marque os verbos empregados no texto e indique em qual pessoa, modo e tempo verbal estão conjugados.

A respeito da atividade apresentada, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(_)Considerando o elemento gerador de humor, o texto da atividade seria adequado para trabalhar os processos de formação de palavras, no estudo dos prefixos.
(_)A atividade de letra "a" consiste em uma prática de compreensão em leitura.
(_)A atividade de letra "e" consiste em uma prática de análise linguística.
(_)A atividade como um todo pode ser considerada como uma atividade de gramática tradicional, pois trabalha com metalinguagem.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3311734 Português
A coesão textual refere-se à forma como os elementos de um texto se interligam para garantir sua fluidez e compreensão. É um aspecto fundamental da escrita, pois permite que ideias e informações sejam apresentadas de maneira organizada e conectada. Trabalhar a coesão textual em sala de aula é fundamental para que os estudantes consigam organizar seus textos de forma consistente e, para tanto, nós, professores de português, devemos conhecer distintos elementos coesivos e suas formas de funcionamento. Neste contexto, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os tipos de anáfora a exemplos de seu emprego:

Primeira coluna: Tipos de anáfora

1.Anáfora por elipse.
2.Anáfora por substituição pronominal.
3.Anáfora por substituição nominal - sinonímia.
4.Anáfora por substituição nominal - hiperonímia.
5. Anáfora por substituição nominal - hiponímia.

Segunda coluna: Exemplo de seu emprego

(_)A literatura oferece um universo de possibilidades; é com ela que podemos explorar diferentes culturas e perspectivas.
(_)As práticas de leitura compreensiva impulsionam a imaginação dos leitores. A compreensão, portanto, deve ser promovida em salas de aula.
(_)Atividades de leitura na escola são essenciais. Muitos professores recorrem à contação de histórias e ao momento de leitura livre.
(_)A educação é a base de um futuro promissor. Garante que tenhamos oportunidades únicas.
(_)As aulas de língua portuguesa precisam promover a interação dos estudantes com romances, novelas, contos e poemas. Os gêneros textuais refletem na atuação do aluno em sociedade.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3311732 Português

Leia, a seguir, o poema O menino que carregava água na peneira, de Manoel de Barros: 



O menino que carregava água na peneira

(Manoel de Barros) 



Tenho um livro sobre águas e meninos.

Gostei mais de um menino

que carregava água na peneira. 



A mãe disse que carregar água na peneira

era o mesmo que roubar um vento e

sair correndo com ele para mostrar aos irmãos. 


A mãe disse que era o mesmo

que catar espinhos na água.

O mesmo que criar peixes no bolso. 


O menino era ligado em despropósitos.

Quis montar os alicerces

de uma casa sobre orvalhos. 


A mãe reparou que o menino

gostava mais do vazio, do que do cheio.

Falava que vazios são maiores e até infinitos. 


Com o tempo aquele menino

que era cismado e esquisito,

porque gostava de carregar água na peneira.


No escrever o menino viu

que era capaz de ser noviça,

monge ou mendigo ao mesmo tempo.


O menino aprendeu a usar as palavras.

Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.

E começou a fazer peraltagens.


Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.

Até fez uma pedra dar flor. 


A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!

Você vai carregar água na peneira a vida toda. 


Você vai encher os vazios

com as suas peraltagens,

e algumas pessoas vão te amar por seus

despropósitos! 

A respeito do texto, analise as afirmações a seguir:



l.O poema aborda a ideia paradoxal e aparentemente impossível de carregar água na peneira. Isso representa um desafio insensato, algo que vai contra a lógica e a funcionalidade comuns. Essa impossibilidade se torna uma metáfora para a vida do menino retratado, que talvez seja visto como alguém que tenta realizar o impossível ou que vive de maneira incomum, distante das normas estabelecidas. Esse fazer paradoxal, no texto, simboliza a prática de escrever poemas. Assim, podemos considerar o poema uma metanálise do fazer do poeta.


ll.O autor utiliza uma linguagem poética que brinca com as palavras e cria imagens vívidas e sensoriais. O uso de metáforas e comparações inusitadas é uma marca registrada de sua poesia, como "carregar água na peneira", que evoca uma imagem absurda e, ao mesmo tempo, poética.


Ill.Apesar da aparente simplicidade do tema, o poema sugere camadas mais profundas de significado. Pode se interpretar que o menino representa uma figura que desafia os limites impostos pela sociedade e até pela real idade e que vive em um mundo próprio, alheio às convenções e às limitações do real palpável.


IV.No que diz respeito à métrica, o texto apresenta versos decassílabos.


V.O texto apresenta paralelismo sintático no que diz respeito às menções indiretas às falas da mãe.



É correto o que se afirma em:


Alternativas
Q3311730 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Produção de textos 


O conceito de produção de textos orais e escritos baseia-se em teorias linguísticas da enunciação, que consideram a língua um fenômeno social, uma forma de ação e de interação social. Nessa perspectiva, produzir um texto significa dizer algo a alguém, por algum motivo, de algum modo, em determinada situação. O texto é resultado de um processo em que os sujeitos interagem através da linguagem. Nessas interações, os sujeitos compreendem, concordam, discordam, interrogam seus interlocutores. 

Nas situações cotidianas de comunicação oral, quem fala precisa planejar e produzir seu texto quase simultaneamente; não há tempo para pensar antes de definir o que dizer. Por isso, na conversa, são comuns as hesitações, as pausas, as autocorreções. É como se o "rascunho" saísse junto com o texto. Nessas circunstâncias, levar em conta o contexto é fundamental: o que tenho a dizer? Posso dizer agora? Em que ambiente ocorre a comunicação? Quem são meus interlocutores? O que eles sabem, do que eles gostam? O que eles pensam de mim? Que tipo de relação existe entre nós (intimidade, inimizade, distanciamento)? Que lugar social cada um de nós ocupa (pai/filho, professor/aluno, patrão/empregado, vendedor/comprador, namorado/namorada)? Que expectativa e que disposição têm meus interlocutores quanto à minha participação nessa conversa? A percepção do locutor sobre o contexto é que o guia na produção de sua fala. Mas o contexto é dinâmico, muda no decorrer da interação. Por isso o falante fica atento aos sinais que pode captar: estão entendendo? Estão gostando? Devo continuar? Devo insistir em tal opinião? Devo parar? Essas mesmas questões se colocam em situações informais de escrita e também em condições públicas e formais de uso tanto da linguagem oral quanto da linguagem escrita. A figura do inter locutor - distante, ausente, desconhecido, ou apenas imaginado - está sempre presente na interação verbal e orienta a produção do texto. No caso da escrita, é possível planejar conscientemente cada etapa do processo de produção. Pode-se conceber previamente a situação de comunicação: que lugar, que papel quero assumir como autor do texto? Quais são meus objetivos? Quem é meu leitor? Em que ambiente e em que suporte meu texto vai circular? Em que circunstância será lido? As respostas a essas questões são a base do processo de produção e a partir delas é que se constroem as respostas para o que escrever e como escrever. Durante a escrita, pode-se mudar de ideia e voltar atrás, desmanchar, corrigir, deslocar trechos, cortar ou acrescentar informações. Depois da escrita, ainda é possível retomar o texto, com o objetivo de analisar sua adequação às condições de produção. Essa retomada leva o escritor a rever e a reescrever o texto antes de apresentá-lo a seu leitor.

Cada uma dessas etapas pode ser destacada e trabalhada especificamente na escola, desde a Educação Infantil e o Ciclo de Alfabetização. O professor provoca a tomada de decisões coletivas, escreve no quadro o que os alunos propõem, compartilhando com eles as alterações necessárias, depois relê e avalia o texto junto com eles, para fazer a reescrita. Um convite para uma festa escolar, uma homenagem às mães, uma solicitação à diretoria tudo isso pode ser objeto de escrita coletiva na sala de aula. 


Retirado e adaptado de: FIAD, Raque l Salek.; COSTA VAL, Mar ia da Graça. 
Produção de textos. Glossário do Ceale. Disponíve l em: 
https:l/www.cea le.fae.ufmg.br/glossariocea l elverbeteslproducao-<le-text os Acesso 
em: 21 jul., 2024. 
A partir da leitura do texto, podemos afirmar que são características da produção de textos orais e escritos:

I.Nascem da língua como fenômeno social.
lI.São decorrentes da interação e de um propósito comunicativo.
III.Requerem contextualização.
IV.São independentes do domínio discursivo.
V.Consistem em um processo dinâmico.
VI.Devem levar em conta sempre a revisão e a reformulação.
VII.Devem se constituir como uma prática na educação.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3311728 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Produção de textos 


O conceito de produção de textos orais e escritos baseia-se em teorias linguísticas da enunciação, que consideram a língua um fenômeno social, uma forma de ação e de interação social. Nessa perspectiva, produzir um texto significa dizer algo a alguém, por algum motivo, de algum modo, em determinada situação. O texto é resultado de um processo em que os sujeitos interagem através da linguagem. Nessas interações, os sujeitos compreendem, concordam, discordam, interrogam seus interlocutores. 

Nas situações cotidianas de comunicação oral, quem fala precisa planejar e produzir seu texto quase simultaneamente; não há tempo para pensar antes de definir o que dizer. Por isso, na conversa, são comuns as hesitações, as pausas, as autocorreções. É como se o "rascunho" saísse junto com o texto. Nessas circunstâncias, levar em conta o contexto é fundamental: o que tenho a dizer? Posso dizer agora? Em que ambiente ocorre a comunicação? Quem são meus interlocutores? O que eles sabem, do que eles gostam? O que eles pensam de mim? Que tipo de relação existe entre nós (intimidade, inimizade, distanciamento)? Que lugar social cada um de nós ocupa (pai/filho, professor/aluno, patrão/empregado, vendedor/comprador, namorado/namorada)? Que expectativa e que disposição têm meus interlocutores quanto à minha participação nessa conversa? A percepção do locutor sobre o contexto é que o guia na produção de sua fala. Mas o contexto é dinâmico, muda no decorrer da interação. Por isso o falante fica atento aos sinais que pode captar: estão entendendo? Estão gostando? Devo continuar? Devo insistir em tal opinião? Devo parar? Essas mesmas questões se colocam em situações informais de escrita e também em condições públicas e formais de uso tanto da linguagem oral quanto da linguagem escrita. A figura do inter locutor - distante, ausente, desconhecido, ou apenas imaginado - está sempre presente na interação verbal e orienta a produção do texto. No caso da escrita, é possível planejar conscientemente cada etapa do processo de produção. Pode-se conceber previamente a situação de comunicação: que lugar, que papel quero assumir como autor do texto? Quais são meus objetivos? Quem é meu leitor? Em que ambiente e em que suporte meu texto vai circular? Em que circunstância será lido? As respostas a essas questões são a base do processo de produção e a partir delas é que se constroem as respostas para o que escrever e como escrever. Durante a escrita, pode-se mudar de ideia e voltar atrás, desmanchar, corrigir, deslocar trechos, cortar ou acrescentar informações. Depois da escrita, ainda é possível retomar o texto, com o objetivo de analisar sua adequação às condições de produção. Essa retomada leva o escritor a rever e a reescrever o texto antes de apresentá-lo a seu leitor.

Cada uma dessas etapas pode ser destacada e trabalhada especificamente na escola, desde a Educação Infantil e o Ciclo de Alfabetização. O professor provoca a tomada de decisões coletivas, escreve no quadro o que os alunos propõem, compartilhando com eles as alterações necessárias, depois relê e avalia o texto junto com eles, para fazer a reescrita. Um convite para uma festa escolar, uma homenagem às mães, uma solicitação à diretoria tudo isso pode ser objeto de escrita coletiva na sala de aula. 


Retirado e adaptado de: FIAD, Raque l Salek.; COSTA VAL, Mar ia da Graça. 
Produção de textos. Glossário do Ceale. Disponíve l em: 
https:l/www.cea le.fae.ufmg.br/glossariocea l elverbeteslproducao-<le-text os Acesso 
em: 21 jul., 2024. 
Considerando as práticas de linguagem discutidas no texto, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(_)Os processos de produção de textos orais e escritos são ambos um meio de interação verbal entre as pessoas, por meio do qual algo é dito, com algum propósito, de alguma forma, em conformidade com uma dada situação.
(_)A concepção de linguagem apresentada no texto é a de linguagem como comunicação.
(_)Enquanto a produção de textos escritos é considerada um processo, pois permite desde o planejamento até a revisão e a reescrita; a produção de textos orais é constituída como um produto, pois dito.
(_)A produção de textos orais e escritos pode ser considerada uma dicotomia, considerando-se as distinções guardadas entre si.
(_)Tanto a produção de textos escritos quanto a de textos orais podem ser ensinadas na escola.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3311722 Português
De acordo com dados do Censo Indígena 2022, Brasil oguereko 178,3 mil nhembo'eha/nhanhembo'ea ( ensino básico). Omombe'u 1,9% (3.541) opyta indígena yvype a'e 2% (3.597) oguereko nhandereko re'egua omombe'u juru'a kuery(Agência Brasil, 2024 ). Nesse contexto, ehexa mba'exagua a'e oĩ porãva embopara.

I.Nhanhembo'ea a'e peteĩ instituição de fronteira a'e oguereko formação indígenas re'egua, nhande reko, nhande nhembo'e re'egua,(conhecimentos imateriais), ojapo teko'apy, omaé pavéire, omaé nhande retére, omaé jevy pavéire a'e (tecnologias),ogueru nhande reko re'egua, ambua'ejo reko. 

HÁ'ÉRAMI

II.Nhanhembo'ea oguereko nhanhemombareté'a nhande reko re'egua, nhande yvy re'egua, okotévé jaikuaa nhande reko re'egua.

A'e ma ehexa oi porãva'e embopara.

Alternativas
Q3311711 Português

O Brasil não figura entre os países mais suscetíveis a desastres naturais. A maioria das suas intercorrências é causada por três tipos de situações: inundações bruscas, deslizamentos de terras e secas prolongadas.


Que hipótese está de acordo com os fenômenos a que o texto se refere?

Alternativas
Q3311692 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


As boas relações para se viver mais e melhor


Gustavo Ranieri


    Longevidade não é um lugar, tampouco um conceito. A forma como você a observa determinará o que ela representa e como você deseja vivenciá-la. Há quem a encare com pesar e quem a veja com enorme alegria, fascinado com as múltiplas oportunidades que podem se apresentar para aquele que vive mais. Independentemente de qualquer coisa, especialistas que se dedicam ao estudo da longevidade são enfáticos ao garantir que o sucesso dessa etapa da jornada existencial está atrelado ao quanto você foi hábil e generoso ao nutrir ótimas relações com quem o cerca.

    Afinal de contas, durante o envelhecimento, talvez você necessite muitas vezes de uma mão amiga para a realização ou para a resolução de algumas questões. Além disso, se durante a juventude ter o apoio de amigos traz aquele conforto ao coração por sabermos que, não importa o que aconteça, teremos com quem contar para nos aconselhar, ajudar ou simplesmente nos ouvir, à medida que envelhecemos a situação e a sensação serão as mesmas, senão maiores, quando temos um bom círculo social. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/longevidade/. Acesso em: 15 set. 2024. Adaptado.

Assinale a afirmativa que está em desacordo com o texto.  
Alternativas
Q3311691 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


As boas relações para se viver mais e melhor


Gustavo Ranieri


    Longevidade não é um lugar, tampouco um conceito. A forma como você a observa determinará o que ela representa e como você deseja vivenciá-la. Há quem a encare com pesar e quem a veja com enorme alegria, fascinado com as múltiplas oportunidades que podem se apresentar para aquele que vive mais. Independentemente de qualquer coisa, especialistas que se dedicam ao estudo da longevidade são enfáticos ao garantir que o sucesso dessa etapa da jornada existencial está atrelado ao quanto você foi hábil e generoso ao nutrir ótimas relações com quem o cerca.

    Afinal de contas, durante o envelhecimento, talvez você necessite muitas vezes de uma mão amiga para a realização ou para a resolução de algumas questões. Além disso, se durante a juventude ter o apoio de amigos traz aquele conforto ao coração por sabermos que, não importa o que aconteça, teremos com quem contar para nos aconselhar, ajudar ou simplesmente nos ouvir, à medida que envelhecemos a situação e a sensação serão as mesmas, senão maiores, quando temos um bom círculo social. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/longevidade/. Acesso em: 15 set. 2024. Adaptado.

De acordo com o texto, para os estudiosos, o êxito da longevidade está relacionado a  
Alternativas
Q3311690 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


As boas relações para se viver mais e melhor


Gustavo Ranieri


    Longevidade não é um lugar, tampouco um conceito. A forma como você a observa determinará o que ela representa e como você deseja vivenciá-la. Há quem a encare com pesar e quem a veja com enorme alegria, fascinado com as múltiplas oportunidades que podem se apresentar para aquele que vive mais. Independentemente de qualquer coisa, especialistas que se dedicam ao estudo da longevidade são enfáticos ao garantir que o sucesso dessa etapa da jornada existencial está atrelado ao quanto você foi hábil e generoso ao nutrir ótimas relações com quem o cerca.

    Afinal de contas, durante o envelhecimento, talvez você necessite muitas vezes de uma mão amiga para a realização ou para a resolução de algumas questões. Além disso, se durante a juventude ter o apoio de amigos traz aquele conforto ao coração por sabermos que, não importa o que aconteça, teremos com quem contar para nos aconselhar, ajudar ou simplesmente nos ouvir, à medida que envelhecemos a situação e a sensação serão as mesmas, senão maiores, quando temos um bom círculo social. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/longevidade/. Acesso em: 15 set. 2024. Adaptado.

Segundo o texto, a longevidade, dependendo de cada pessoa, pode ser  

Alternativas
Q3311689 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


As boas relações para se viver mais e melhor


Gustavo Ranieri


    Longevidade não é um lugar, tampouco um conceito. A forma como você a observa determinará o que ela representa e como você deseja vivenciá-la. Há quem a encare com pesar e quem a veja com enorme alegria, fascinado com as múltiplas oportunidades que podem se apresentar para aquele que vive mais. Independentemente de qualquer coisa, especialistas que se dedicam ao estudo da longevidade são enfáticos ao garantir que o sucesso dessa etapa da jornada existencial está atrelado ao quanto você foi hábil e generoso ao nutrir ótimas relações com quem o cerca.

    Afinal de contas, durante o envelhecimento, talvez você necessite muitas vezes de uma mão amiga para a realização ou para a resolução de algumas questões. Além disso, se durante a juventude ter o apoio de amigos traz aquele conforto ao coração por sabermos que, não importa o que aconteça, teremos com quem contar para nos aconselhar, ajudar ou simplesmente nos ouvir, à medida que envelhecemos a situação e a sensação serão as mesmas, senão maiores, quando temos um bom círculo social. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/longevidade/. Acesso em: 15 set. 2024. Adaptado.

De acordo com o texto, longevidade representa  
Alternativas
Respostas
20121: E
20122: D
20123: C
20124: B
20125: A
20126: B
20127: E
20128: B
20129: D
20130: E
20131: B
20132: E
20133: B
20134: C
20135: E
20136: C
20137: D
20138: B
20139: C
20140: B