Questões de Concurso Sobre há-a em português

Foram encontradas 345 questões

Q4063394 Português
Leia as frases a seguir, atentando para a correção quanto ao emprego dos vocábulos que as constituem:

I. Espero que haja espaços bastantes para guardar tantos livros!
II. Não aja irrefletidamente, porque você pode se dar mal.
III. Não tenho medo de viajar de navio nem tampouco de avião.
IV. Temos tão pouco tempo para apresentar o relatório!
V. A intervenção dele foi a mais estúpida possível – e eu não sei o porquê.
VI. Vou mais meus colegas de curso ouvir a palestra de abertura do semestre.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3928770 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 
Mantendo-se o grau de formalidade, a correção gramatical e os sentidos do texto Sobre estar doente, o termo “há” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser substituído por
Alternativas
Q3839123 Português
Assinale a alternativa que apresenta todas as palavras escritas de acordo com as normas vigentes de Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3504465 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



TEXTO 1:



Quase 11 milhões de brasileiros apostam de modo a pôr em risco a saúde e as finanças


Apostar em jogos de azar de modo a pôr em risco a saúde física, mental e financeira é hoje uma questão de saúde pública relevante no Brasil e, segundo alguns especialistas, quase tão grave quanto a dependência do álcool e do tabaco. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros com mais de 14 anos, o correspondente a 6,8% da população nessa faixa etária, jogam de forma a criar para si próprios problemas emocionais, familiares, econômicos ou com o trabalho e são classificados como jogadores de risco. O mais preocupante é que cerca de um em cada oito desses jogadores − o que equivale a 1,4 milhão de pessoas − apresenta um padrão de apostas mais comprometedor, compatível com o diagnóstico do transtorno do jogo, uma enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de jogar mesmo diante de prejuízos.


Apresentados no início de abril em um evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esses números foram calculados a partir de informações coletadas de uma amostra representativa da população brasileira. Eles ajudam a delinear um retrato atualizado de quem aposta − e como se aposta − no país depois da disseminação e da legalização das plataformas de jogos de azar on-line. Até então, os dados nacionais obtidos com metodologia científica datavam de quase 20 anos antes, e as informações mais recentes disponíveis haviam sido obtidas por instituições privadas especializadas em análises de comportamento e tendências.


A equipe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp chegou à estimativa atual de quantas pessoas apostam no Brasil e da proporção que o faz de maneira nociva por meio dos dados obtidos na terceira e mais recente edição do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad), realizado entre 2023 e 2024. Divulgado no final de março em Brasília, durante o lançamento do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), o Lenad III foi conduzido pela pesquisadora Clarice Sandi Madruga e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que mantém um convênio com a Unifesp sob a coordenação do psiquiatra Ronaldo Laranjeira.


A terceira edição do levantamento ampliou o tamanho da amostra e ouviu 16.608 brasileiros com 14 anos de idade ou mais de 349 municípios, distribuídos por todas as regiões do país − nas anteriores, haviam sido entrevistadas entre 3 mil e 4 mil pessoas. O Lenad III também expandiu o universo de temas investigados. Além de responder questionários sigilosos de autopreenchimento sobre o consumo de álcool e tabaco, os participantes forneceram informações sobre o uso de cigarros eletrônicos (dispositivos eletrônicos para fumar ou vapes), de medicamentos que podem causar dependência e substâncias psicoativas ilícitas. O levantamento coletou, ainda, indicadores de saúde física e mental e determinantes sociais de saúde. Os resultados devem ser pormenorizados em publicações específicas nos próximos meses.


Um módulo específico do Lenad III avaliou a frequência e o impacto dos jogos de apostas no país. Nele, 4.860 pessoas − sendo 876 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos, de ambos os sexos, e 3.984 homens e mulheres adultos − responderam nove perguntas do Índice de Gravidade do Jogo Problemático (PGSI, na sigla em inglês), um instrumento que avalia os prejuízos pessoais, sociais e financeiros relacionados ao comportamento de apostar e identifica o nível de risco de desenvolver o chamado transtorno do jogo.


Divulgados agora, os dados sobre jogo estão detalhados em um documento de 60 páginas − o Caderno temático − Jogos de aposta na população brasileira − e sugerem que o risco associado ao hábito de apostar do brasileiro se intensificou em relação ao observado no primeiro levantamento, embora os indicadores que investigam jogos de apostas não sejam diretamente comparáveis entre as duas edições, por terem usado instrumentos de aferição diferentes.


No Lenad I, realizado em 2005 e 2006 sob a coordenação de Laranjeira, os entrevistadores coletaram informações de 3.007 pessoas com mais de 14 anos em 144 cidades brasileiras. Na época, ainda existiam casas com jogo de bingo eletrônico e máquinas caça-níqueis e 88,3% da população não jogava, como foi detalhado em artigo publicado em 2010 na revista Psychiatry Research. Já 9,4% eram jogadores ocasionais, 1,3% tinham algum grau de problema com jogos e 1% se enquadrava na categoria dos jogadores patológicos, aqueles que apostavam repetidamente apesar de já terem sofrido prejuízos financeiros, emocionais ou nas relações familiares e sociais.


No levantamento atual, feito ainda no início da recente febre das bets e das plataformas on-line de aposta, a proporção de pessoas que não jogam foi de 82,6%. Os 17,4% restantes, número que corresponde a quase 28 milhões de brasileiros, se distribuem da seguinte forma: 10,6% jogam de modo esporádico, sem enfrentar problemas; 3,4% são jogadores com baixo risco de se tornarem dependentes; 2,6% com risco moderado; e 0,8% jogador problemático. Os últimos são aqueles que somaram mais de 8 pontos na escala PGSI, que vai até 27, e possivelmente já desenvolveram o chamado transtorno do jogo, uma forma de dependência induzida pelo comportamento, e não por uma substância química, registrada no Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) e na Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde (CID).


"Há indícios preocupantes de aumento de comportamentos problemáticos relacionados às apostas", comenta o psiquiatra Hermano Tavares, da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou os resultados do Lenad I na Psychiatry Research e não participou da versão atual do levantamento. "Esses sinais começaram a se intensificar durante a pandemia, período que impulsionou as apostas on-line, e ainda não perderam força. Atualmente, a dependência do jogo é a terceira mais comum entre os brasileiros. Supera a da cocaína e do crack e fica atrás apenas da do álcool e do tabaco. A rede pública de saúde não está preparada para lidar com isso", afirma.


"Esse transtorno se manifesta quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar, que passa a ocupar um papel central em sua vida e traz prejuízos significativos", explica o psiquiatra Daniel Spritzer, que faz pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é colaborador do Lenad III. "Isso inclui apostar mais do que se deveria ou poderia, perder dinheiro e voltar a apostar para tentar recuperá-lo ou precisar aumentar cada vez mais os valores para sentir o mesmo prazer inicial", detalha. Os sinais de alerta incluem ansiedade e angústia quando não se consegue apostar, além de comportamentos como pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar jogando.


A proporção de jogadores varia de acordo com a região do país. O Sul concentra a maior fração deles (20,4% das pessoas com mais de 14 anos apostam) e o Nordeste, a menor, 16,3%. A relação entre as duas regiões se inverte quando são consideradas as proporções de indivíduos que apostam de forma arriscada: a maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).



TEXTO 02:




Textos retirados e adaptados de Ceci (2025).  

O trecho a seguir foi criado com base nos textos 1 e 2. Analise-o cuidadosamente:
___ muitos anos, a sociedade brasileira convive com problemas ligados ___ uso de substâncias psicoativas, como álcool e tabaco. Agora, somam-se ___ essa realidade os impactos crescentes do vício em jogos de aposta, um fenômeno que se espalha silenciosamente ___ todas as regiões do país. O que antes parecia restrito a bingos clandestinos ou casas físicas, hoje está acessível com um simples toque no celular, o que contribui ___ normalização de um comportamento prejudicial. Não se pode mais reagir apenas ___ surtos de indignação nas redes sociais sempre que surgem dados alarmantes. É preciso, sim, investir ___ altura do problema: com políticas públicas, campanhas educativas e formação profissional capaz de atender aos dependentes e suas famílias. A omissão do poder público, combinada ___ rapidez com que as apostas online ganham espaço, tende a agravar ainda mais uma situação que ___ pouco tempo era subestimada. Chegamos ___ um ponto crítico, e qualquer esforço que venha ___ ser feito daqui em diante precisará ser firme, estratégico e duradouro. Afinal, há vidas sendo consumidas pouco a pouco.
Assinale a alternativa que correta a respectivamente preenche as lacunas do excerto:
Alternativas
Q3295697 Português
Trump faz ofensiva para redesenhar América Latina como 'quintal' dos EUA

Um país transformado em uma prisão para deportados dos EUA. Outro chantageado para romper compromissos com a China e um governo pressionado a fechar um pacto de defesa para assegurar a operação de uma petroleira americana. Isso sem contar com a decisão de rebatizar o Golfo do México, nome que designa uma região há mais de 300 anos. Em apenas dois meses no governo, Donald Trump lançou uma verdadeira ofensiva para redesenhar a América Latina como “quintal” dos EUA e frear a ofensiva da China na região.

Abandonado por diversas administrações americanas, o continente passou a ser um foco da expansão chinesa. Em dez anos, o presidente Xi Jinping fez dez viagens pela região e transformou grande parte do hemisfério Sul em um aliado comercial. Não por acaso, num gesto pouco comum na diplomacia americana, o secretário de Estado, Marco Rubio, fez duas viagens para a região latino-americana em apenas dois meses no cargo. Filho de cubanos exilados nos EUA, Rubio admitiu que nem sempre os americanos tiveram o que oferecer para a região. Mas prometeu que, desta vez, será diferente. 

A questão da falta de uma estratégia americana para a América Latina foi alvo de uma conversa de enviados do Itamaraty aos EUA, antes mesmo da eleição de Donald Trump. Os diplomatas brasileiros ouviram da equipe do republicano que a meta era impedir a expansão chinesa na região. Mas tiveram de reconhecer que o avanço de Pequim ocorre, acima de tudo, por conta da ausência de uma agenda positiva por parte dos americanos. Trump, ao assumir, decidiu que era o momento justamente de adotar essa estratégia, ainda que com variações importantes. Quem estiver ao lado dos EUA terá algum benefício. Mas aqueles que optarem por não se alinhar, principalmente os países menores, sofrerão consequências. (Jamil Chade, com adaptações)
[Questão Inédita] Acerca dos elementos linguísticos e gramaticais do texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3282033 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A primavera chegou



      Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:


      – Com a vossa permissão, a primavera chegou. 


      – Diga-lhe que seja bem-vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.


     Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava-se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro da primavera, deu-lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.


      – Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu? 


      – Nasceu em minha perna de pau, senhora.


     Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro-me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…


      Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.


      É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar? Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:  


     – Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene



      Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…


       Mas ela recitaria: 


      “Comigo fica ou leva-me contigo


      Dos mares à amplidão”.


    Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas. Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade. Primavera!



BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13047/aprimavera-chegou>..

O verbo “haver” em “Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos” é empregado com o mesmo sentido que em:
Alternativas
Q3266081 Português
A frase em que houve troca indevida entre A e HÁ é:  
Alternativas
Q3213070 Português
Os divórcios motivados pelo vício em bets e jogo do tigrinho:

'Meu marido vendeu nossa casa' (Ian Alves)

Felipe ainda não decidiu se vai contar ou não para sua esposa, Valentina, seu problema com as bets, as plataformas de aposta esportiva. Ou melhor, ex-esposa: embora ainda conversem e Felipe acredite que possam reatar, ela o deixou ________ 6 meses, depois de um relacionamento de 12 anos, junto com o filho de 10 anos do casal.

O problema, segundo Felipe, não foram apenas os cerca de 40 mil reais gastos em apostas que ele perdeu sem dar explicações ________ companheira, mas também seu comportamento ausente dentro de casa: "A mente de um jogador se torna obscura. Eu não conseguia mais desempenhar meu papel em casa, meu papel como pai. Não brincava mais com meu filho e parei de conversar direito com ela”. Desconfiando que as dívidas do marido estariam ligadas a um relacionamento com outra mulher, sua esposa decidiu se separar.

A história de Felipe ressoa nos relatos da advogada Audrey Cardoso Scattolin. Ela diz que, em 2022 e 2023, os divórcios motivados por vício nos jogos de azar, como o “jogo do tigrinho”, representam cerca de 80% dos casos de seu escritório. Para uma das clientes de Scattolin, a gota d’água para a decisão do divórcio foi ver o ex-marido apresentando o jogo do tigrinho para o filho de 12 anos.

A advogada também acumula histórias de clientes cujos cônjuges perderam centenas de milhares de reais, além de bens como carro e até a casa da família. Vários se envolveram com agiotas para pagar __________ dívidas e para continuar jogando. Desde a pandemia, as bets e os jogos de azar ficaram cada vez mais presentes no cotidiano dos brasileiros.

Especialistas apontam que parte do que tornou as bets tão populares no Brasil foi a exploração de uma paixão nacional, o futebol. Outro aspecto central é a ilusão de ganho de dinheiro fácil. Essa promessa atrai especialmente usuários de baixa renda, que passam a ver no jogo uma possibilidade de mudança de sua situação financeira.

(Os nomes originais das pessoas envolvidas com o vício do jogo foram alterados para preservar a identidade dos entrevistados.)


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4l4p8dy3lo, com adaptações)
No texto, há três lacunas. Seguindo a ordem de apresentação, assinale a alternativa que as preenche com correção.
Alternativas
Q3206807 Português

Vizinho indiscreto


Um fotógrafo tem o direito de se posicionar diante da janela, com uma lente potente, para registrar cenas privadas e depois exibi-las?





Disponível em: <http://elianebrum.com/opiniao/colunas-na-epoca/vizinho-indiscreto/>

Acesso em: 10/09/2024).

As palavras que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas nas linhas 32, 35 e 38 são: 
Alternativas
Q3179621 Português

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das seguintes orações:


I - Precisa falar ______ cerca de cem pessoas.

II - Daqui ____ alguns meses tudo será diferente.

III - Pedro ______ dias está desaparecido.

IV - Mesmo com a barreira, todos chegaram ____ tempo _____ palestra.



Alternativas
Q3174742 Português
Assinale a frase em que houve troca indevida entre A, À ou HÁ.
Alternativas
Q3171001 Português
Analise o excerto a seguir e assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas apresentadas.

__ anos não se encontravam. Mesmo assim, sentaram-se __ mesa e falaram sobre tudo, __ começar por seus casamentos. 
Alternativas
Q3421927 Português
Assinalar a alternativa que apresenta o erro de construção do trecho a seguir:
Com as descobertas que os cientistas vêm realizando, não se pode ter dúvida de que, daqui há alguns anos, será possível clonar seres humanos.
Alternativas
Q3414017 Português

Ser organizado pode melhorar a sua saúde mental


    A melhoria da saúde mental está na agenda de muitas pessoas em 2024 e, para muitas delas, a organização é o método preferido para conseguir isso.

    Um dos motivos pelos quais a desorganização é tão frequentemente associada ______ saúde mental é o fato de que ela pode ter um impacto negativo na maneira como nos vemos e na vida que levamos. ______ desvantagens estudadas de viver em um ambiente desorganizado ou desordenado incluem dificuldades de memória, hábitos alimentares ruins, maiores chances de desenvolver transtornos de humor e menor controle de impulsos.

    _______ também uma ligação entre o hormônio do estresse, cortisol, e a vida em um espaço desorganizado e a probabilidade de que "a bagunça e a desorganização possam levar a transtornos de ansiedade crônica em algumas pessoas", diz Daniel Levitin, neurocientista comportamental.

    Um estudo do Journal of Environmental Psychology também mostra que "a desordem pode diminuir a sensação de bem-estar, felicidade e a segurança que uma pessoa obtém ao estar em seus espaços pessoais", afirma Catherine Roster, coautora do estudo.

    Parte da razão para isso é que muitos de nós reconhecemos que "nossas casas podem estar bagunçadas e desorganizadas porque nos sentimos sobrecarregados e desorganizados mentalmente", explica Natalie Christine Dattilo, psicóloga clínica.

    A desorganização também pode diminuir a capacidade de concentração e tomada de decisões. Trabalhar em um ambiente desorganizado pode levar rapidamente à sensação de exaustão. "A bagunça e a desorganização geram uma perda de produtividade difícil de quantificar", diz Levitin. Ele aponta a quantidade de tempo que as pessoas perdem procurando itens perdidos, faltando a compromissos ou ficando para trás no trabalho ou na escola por causa da vida desordenada.

    Uma casa arrumada é um indicador de saúde física. Parte disso se deve ao fato de as pessoas organizadas gerenciarem melhor seu tempo, mas também porque as pesquisas demonstram que a falta de bagunça pode ajudar a melhorar a dieta. Também foi demonstrado que diminui os níveis de estresse, aumenta a eficiência pessoal e até melhora o sono.


(Fonte: National Geographic — adaptado.)

Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE: 
Alternativas
Q3385899 Português
Melhor se exercitar de manhã ou à tarde?

    O estilo de vida atual nos levou a eliminar atividades físicas que habitualmente nossos avós faziam, como trabalhar no campo. Assim, nós as substituímos por atividades sedentárias, como ver televisão no sofá. Isso gerou um problema preocupante na Espanha: nos últimos 30 anos, a incidência de doenças como diabetes e colesterol duplicou, segundo os dados da Encuesta Europea de Salud 2020.
    Esse aumento alarmante nos obriga a repensar nosso estilo de vida e a explorar soluções que melhorem nosso bem-estar. Uma delas, que está ao alcance de todos, é tão simples quanto eficaz: fazer exercício físico.
    Hoje, o exercício é considerado como um remédio, pois ele é capaz de trazer melhoras relativas a um amplo espectro de doenças, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares ou câncer. No entanto, nem todas as pessoas têm a mesma energia ao longo do dia. Alguns têm um pico de energia durante a manhã, o que os faz se sentir mais dispostos a se exercitar nas primeiras horas do dia. Outros preferem aproveitar a tarde ou a noite para dar tudo em suas rotinas de exercício.
    Nos últimos anos, houve um acúmulo de evidências científicas comparando os efeitos do exercício matutino versus o vespertino. Os resultados revelam que o exercício tardio é mais benéfico para a saúde cardiovascular. ____ conclusão foi obtida após observar uma grande redução dos níveis de triglicérides no sangue após o exercício vespertino. A atividade física nesse horário também é a melhor opção para diminuir a tensão em pessoas com hipertensão arterial. Ainda, em pessoas com diabetes tipo 2, o exercício tardio é mais eficaz para controlar os níveis de açúcar no sangue.
    É importante sinalizar que essa linha de estudos é muito recente e que o exercício é sempre benéfico, independentemente do momento em que ele é feito.
    Quem não tem flexibilidade de horário para escolher quando fazer exercício pode continuar fazendo isso pela manhã. E, nesse caso, obterá como benefício extra ____ melhora na capacidade de atenção, na memória e na tomada de decisões.
    Também existem estudos que sugerem que o exercício ____ tarde pode ter um efeito um pouco mais acentuado na perda de peso. Isso porque, ao que parece, a atividade física no final do dia parece diminuir o apetite.
    Quando nos exercitamos ____ tarde, a escolha do tipo de exercício é relevante. Convém evitar atividades vigorosas e treinamento pesado nas horas anteriores ao sono porque isso poderia afetar a qualidade e a duração dele.
(Fonte: CASUSO, Rafael. BBC — adaptado.)
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE: 
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Q3257659 Português

Uma em quatro pessoas já vive em países que atingiram pico populacional

As estimativas atualizadas da divisão de população das Nações Unidas aumentaram as chances de que o mundo chegue ao pico demográfico ainda neste século, um cenário ainda mais pronunciado de declínio agregado da população mundial.
As estimativas atualizadas da divisão de população das Nações Unidas aumentaram as chances de que o mundo chegue ao pico demográfico ainda neste século, um cenário ainda mais pronunciado de declínio agregado da população mundial.
A chance de que a humanidade atinja seu pico populacional ainda neste século e, em seguida, entre em um processo gradual de declínio ficou maior: a ONU fala em 80% de chances de que isso ocorra, contra 30% de probabilidade há dez anos.
Isso deve ocorrer em meados de 2080, quando seremos 10,3 bilhões. A partir daí, a humanidade deve entrar em declínio demográfico e terminar o século 21 com 10,2 bilhões − 700 milhões a menos do que o estimado há uma década.  
Os resultados das estimativas divulgados nesta quinta-feira (11) fazem parte das projeções anuais produzidas pela ONU desde 1950, calculadas com base nos censos nacionais e em estatísticas vitais de todos os países, além de centenas de pesquisas amostrais com representatividade nacional. As projeções tratam de informações gerais relativas aos grandes fatores que influenciam tamanho e composição das populações: natalidade, fecundidade, mortalidade, migração, idade média ao ter filhos, entre outros.
"O cenário demográfico evoluiu muito nos últimos anos. Em alguns países, a taxa de natalidade agora é ainda mais baixa do que anteriormente previsto, e também estamos vendo declínios ligeiramente mais rápidos em algumas regiões de alta fecundidade", diz Li Junhua, subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, em comunicado.
Um dos principais fatores foi a fecundidade ainda menor do que a estimada na China, que já vem há décadas em trajetória de redução das taxas de fecundidade e viu seu primeiro declínio populacional em 62 anos em 2022.
Foram 850 mil pessoas a menos no país em 2022, segundo dados oficiais, resultado de um número de mortes maior que o de nascimentos.
Um resultado divulgado pela ONU que reforça a tendência é o número de nascimentos por mulher, que registra uma criança a menos do que em 1990. São 2,3 filhos em média por mulher no mundo atualmente, em comparação a 3,3 em 1990.
Cerca de metade dos países registram taxas de fecundidade abaixo de 2,1 nascimentos por mulher, patamar que hipoteticamente manteria populações em tamanho constante a longo prazo em cenário em que não ocorre migração.
Há ainda países que experienciam taxas de fecundidade chamadas de ultrabaixas pela ONU, ou seja, abaixo de 1,4 nascimento por mulher, casos de China, Espanha, Itália e Coreia do Sul, por exemplo. Para os 24 países nesse patamar, segundo a organização, o retorno ao nível de reposição de 2,1 filhos por mulher nos próximos 30 anos é altamente improvável.
O impacto desse cenário demográfico já é sentido em termos econômicos, com discussões que vão da cultura ao mercado de trabalho, e também preocupa pelo efeito inercial na estrutura etária das populações. Isto é: décadas de baixas taxas de fecundidade resultam em décadas de populações proporcionalmente mais envelhecidas no presente e no futuro, que não conseguirão retomar em pouco tempo os níveis experimentados antes.
No momento de pico da população mundial no fim do século, as estimativas sugerem que a fatia da humanidade com 65 anos ou mais será maior do que a de pessoas com menos de 18 anos. A diferença nos extremos da estrutura etária acontecerá bem antes: em meados de 2030, pessoas com 80 anos ou mais serão mais numerosas do que os recém-nascidos (1 ano ou menos). 
 Para Li Junhua, da ONU, há um lado positivo nesse cenário de redução demográfica. "O pico mais cedo e mais baixo é um sinal esperançoso. Isso poderia significar pressões ambientais reduzidas dos impactos humanos devido a um consumo agregado menor", diz. Ele ressalta, por outro lado, que "um crescimento populacional mais lento não eliminará a necessidade de reduzir o impacto médio atribuível às atividades de cada pessoa".
 A Índia, que ultrapassou a China como país mais populoso do mundo e tem mais de 1,4 bilhão de habitantes, ainda tem uma janela de crescimento relativamente grande. Segundo as estimativas da ONU, o ano em que o país deve atingir seu pico populacional é 2062.
A migração deve seguir sendo um fator determinante para a composição demográfica dos países. Em 50 deles a imigração projetada será importante para atenuar o declínio populacional; por outro lado, 13 países com a fecundidade ultrabaixa devem sofrer com a emigração e aprofundar a redução de sua população.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br

Há ainda países que experienciam taxas de fecundidade chamadas de ultrabaixas pela ONU, ou seja, abaixo de 1,4 nascimento por mulher, casos de China, Espanha, Itália e Coreia do Sul, por exemplo.

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento destacado no período acima tenha sido feita de acordo com a norma culta. Não leve em conta as alterações de sentido.
Alternativas
Q3253680 Português
O trecho é usado para questão gramatical.

Tive, há alguns anos, a oportunidade de trabalhar num projeto de formação na Guiné-Bissau. Um dos principais problemas de alguns dos negócios a que a formação se destinava, era a falta de recipientes de vidro para embalar os produtos produzidos localmente. Num dos casos era o sumo de caju, mas o acesso a embalagens de vidro era uma constante em mais negócios. O problema foi de fácil resolução: numa das principais discotecas de Bissau, vendia-se bastante cerveja embalada em vidro e de tara perdida. Foi, por isso, fácil arranjar quem se ocupasse da recolha das garrafas abandonadas na rua, as transportasse para Canchungo, onde uma cooperativa, vocacionada para dar apoio à comunidade local e visando estimular a capacidade de produção e gestão dos seus próprios empreendimentos, fervia as ditas garrafas para posterior tratamento e reutilização, num processo artesanal, mas eficaz, e num claro exemplo de inovação frugal.
Fonte: https://www.publico.pt/2024/04/17/azul/opiniao/princi pio-frugalismo-fim-tambem-2087161

Considere as afirmativas sobre o emprego da norma culta no texto e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3211956 Português
Leia as frases a seguir e assinale a alternativa contendo as assertivas que estão de acordo com as normas gramaticais.
I - Não nos vemos há um mês.
II - Estamos a dez metros de distância.
III - A empresa exige que os funcionários viagem no final de semana.
IV - Estamos há cerca de dez quilômetros do clube.
V - Falávamos a cerca do jogo.
Alternativas
Q3185334 Português
Complete a frase:

___ alguns quarteirões daqui ___ uma comunidade que, ___.segundas-feiras, realiza um campeonato de futsal em homenagem ___ suas crianças.
Alternativas
Q3132609 Português
".....algum tempo, a resistência a antibióticos vem-se tornando um problema mundial de Saúde Pública, porque dificulta o tratamento de infecções bacterianas."
"A origem da angústia pode estar ligada a questões.....resolvidas do sujeito, e que precisam ser compreendidas e trabalhada."
"Não sei ainda.....vou comprar o material escolar."

A alternativa que completa os espaços corretamente é:
Alternativas
Respostas
1: E
2: A
3: C
4: E
5: A
6: A
7: E
8: A
9: D
10: D
11: E
12: A
13: C
14: D
15: A
16: D
17: C
18: C
19: B
20: A