Questões de Concurso Sobre gêneros textuais em português

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Q2055359 Português

                                             

O texto 1 é classificado como ______, comumente encontrado em ______. Esse gênero ______ também é utilizado para ______.
A partir da charge e de seu conhecimento sobre gêneros textuais, assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
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Q2054047 Português

                 

                                 

Considerando os aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o item.


O texto, estruturado em forma narrativa, traz informações científicas importantes sobre novas descobertas no norte da Groelândia que podem mudar a forma como se enxerga o mundo antigo.

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Q2044862 Português
Um manual de normas de redação para jornais diz, em suas instruções gerais, que o redator deve ser claro, preciso, direto, objetivo e conciso.
Assinale a opção cuja estruturação segue mais de perto essas instruções.
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Q2042672 Português

Expatriaram o gato

Marina Colasanti, quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

       Atravessei a vila que dá saída ao meu prédio, e vi o gato. Todo branco, só a cauda preta e duas manchinhas mínimas na testa. Os olhos, azul cerúleo.

     “Psssit, psssit”, me inclinei. E ele veio buscar o lote de carícias que o som lhe prometia. É altamente provável que eu tenha tido mais prazer que ele nesse encontro.

      Gatos são animais elegantes. Embora eu admire qualquer animal, tenho que admitir a superioridade estética dos felinos com sua postura esnobe, sempre trajados para grande gala, sempre desfilando no tapete vermelho. Todo gato é star.

       E agora leio que o mercado editorial mudou o papel do gato e o transformou em uma espécie de filósofo de autoajuda. Os títulos se multiplicam, assim como as vendas. O substrato de tantas publicações semelhantes é que temos muito a aprender com os gatos. Segundo o francês Stéphane Garnier, autor de “Agir e pensar como um gato”, há cerca de 40 características positivas em um gato, que podem ser muito úteis para o ser humano.

       Depois de fazer do gato um pensador em “O gato filósofo”, utilizando em vez de miados as sábias vozes de Confúcio, Mêncio, e Lao-Tsé, a ilustradora chinesa Kwong Kuen Shan, repetiu a dose em “O gato zen”, “O gato e as orquídeas” e, proximamente, “As quatro estações do gato”. La Fontaine, um mestre na tipificação dos animais, não via no gato tantas virtudes. Nem se interessou grandemente por ele. Em mais de duzentas fábulas dos seus doze livros, só seis são centradas no gato, e sempre em relação ao rato, seu oponente principal. O retrato que sai dessas seis fábulas dificilmente poderia ajudar alguém a reequilibrar sua vida ou seu ego. Para

    La Fontaine, o gato é um animal feroz, em constante perseguição do inimigo, totalmente desprovido de misericórdia.

     O primeiro gato da minha vida foi “O gato de botas”. Tive até um disco com a versão musicada desse conto, e o ouvi tantas vezes que até hoje posso cantarolar trechos. Mas esse gato não era o sanguinário de La Fontaine, era o esperto de Perrault. Aliás, não era de nenhum dos dois, ou de nenhum dos três, já que os irmãos Grimm também escreveram uma versão. Era um gato bem mais antigo, que desde o século XVI morava nas páginas do livro “Le piacevoli notti” (as noites prazerosas) escrito pelo italiano Straparola.

       O gato daquele tempo era autossuficiente, pensava em si mesmo primeiro, almejava a boa vida. Mentiras e enganos lhes eram permitidos. E o Gato de Botas mente para o Rei, engana o Ogro e o come, para apossar-se do seu castelo e fazer com que o dono – que nada fez para merecê-lo – se case com a princesa. Um Gato nada exemplar, e deve ser por isso que as crianças, levadas a mentir pelas exigências dos adultos, gostam tanto dele.

     O segundo gato a cruzar minha vida, quase num empate com o primeiro, foi o de Pinóquio. Um gato meliante, falso cego, companheiro da raposa manca, dupla que engana a marionete, depois a assalta no escuro bosque e acaba por enforcá-lo num galho do Carvalho Grande. Esse tampouco serviria como coach de autoajuda.

        Os animais são tipificados há muitos séculos, desde o Panchatantra, livro de sabedoria indiana com fábulas de animais, escrito em sânscrito por volta do século III a.C. Cada animal tem suas características e sua função no jogo de identificação com os humanos, permitindo uma redução da narrativa. Agora vem a modernidade com sua sede de lucros embaralhar o jogo e trocar sobre a mesa cartas com as quais lidávamos desde sempre. De onde tira esse direito?


Disponível em: <https://www.marinacolasanti.com/2020/02/expatriaram
-o-gato.html> . Acesso em: 17 fevr. 2020.
Marina Colasanti cita dois gêneros textuais nessa crônica. São eles
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Q2041987 Português

As utilíssimas coisas inúteis

Marina Colasanti, quinta-feira, 16 de janeiro de 2020


Fui a uma liquidação de fim de ano porque precisava trocar uma roupa que havia ganho. E fiquei pasma com a quantidade de peças que cada um levava. Na demora da fila, as pessoas esticavam o braço para colher de arara ou prateleira uma bolsa, um cinto ou uma camiseta não vistos antes e acabavam ficando com ela. Tudo, mais que propriamente despertar desejo, era visto como um bom negócio. Afinal, os preços estavam em conta.

E ali mesmo me perguntei se aquela gente toda tiraria do armário o correspondente ao que estava levando, ou se apenas apertaria os cabides.

Compro muito pouco, mas tenho grande dificuldade para jogar fora. Acumulo. E embora tendo isenção profissional para acumular livros e papéis, não a tenho para o resto.

Calcula-se que um europeu ou americano possua em média 10 mil objetos. Para discutir consumismo e gênero no “The Pink and Blue Project”, a sul-coreana Jeongmee Yoon fotografou durante 10 anos crianças e adolescentes no seu quarto, com todos os seus objetos expostos. As fotos são surpreendentes, cada quarto parecendo um mercado.

Até hoje não consegui jogar fora a cama da minha cachorrinha que há três anos morreu, me parece ingratidão, depois de tanto amor que ela me deu. Nem consegui me desfazer dos tecidos para quimono que comprei no Japão e nunca fiz, ou da camisa de seda que comprei na Índia e já não uso. Se uma calça fica larga, penso que posso voltar a engordar, se uma saia fica larga, aperto. Nunca nada ficou apertado, o que me faz crer que dificilmente engordarei. Às vezes consigo jogar fora suéteres que ficaram com “bolinhas”.

Dizem os neurocientistas que acumular é comando do nosso cérebro, possivelmente vindo de tempos remotíssimos em que a abundância era rara ou inexistente, e qualquer pedaço de carne, qualquer pele de bicho, qualquer lasca de pedra era posse valiosa.

Hoje, os objetos de que nos rodeamos adquiriram outro sentido. Um deles é fazer parte da nossa identidade. Segundo o psicólogo Daniel Kahneman sofremos mais ao perder um objeto querido do que o prazer que tivemos ao adquiri-los – podemos imaginar o que sofreu Eike Batista ao perder a Lamborghini que, como um sofá, ficava estacionada na sala. Outro é dizer às multidões quem somos, qual o nosso patamar social.

É o que fazem alto e bom som as marcas. É a função do luxo.

Não compramos só em atendimento ao nosso desejo. Compramos também olhando pelos olhos dos outros, projetando nos olhos dos outros a imagem que teremos com nossas novas aquisições. Desse ponto de vista, quem compra muitas peças de roupa numa liquidação não está fazendo um bom negócio. Apesar do bom preço, está adquirindo o que já saiu de moda, o que se usou no ano anterior ou até mesmo no mês anterior. E tudo o que não é de hoje, é out.

Objetos podem ser inúteis, mas se dados com afeto temos dificuldade em nos desfazer deles. Xuxa tinha uma casa só para guardar memorabilia, presentes dados pelos fãs. Ninguém joga fora o bordado feito pela afilhada, o primeiro desenho do filho, a folha seca na página do livro dada pelo noivo. Os objetos tornamse então não apenas objetos, mas testemunhos do passado que cantam aos nossos olhos. E por isso os guardamos.

Marie Kondo, a japonesa famosa pelo método MarieKondo de arrumação, não se orienta pela ligação psicológica entre os humanos e seus objetos. O interesse dela é na ordem e na estética. Mas ao limpar nossos armários e gavetas corre o risco de nos deixar despidos.


Disponível em:<https://www.marinacolasanti.com/2020/02/expatriaram-o-gato.htmL>  . Acesso em: 17 fev. 2020.
O texto de Marina Colasanti pertence ao gênero
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Q2040993 Português

Texto para o item.




Luis Fernando Veríssimo. Aprenda a chamar a polícia.

Internet: <www.refletirpararefletir.com.bb> (com adaptações).

Com base no texto apresentado, julgue o item.


O texto é uma crônica narrada em primeira pessoa que relata as experiências pessoais do emissor sob um ponto de vista individual, com a intenção de gerar humor a partir de uma situação inusitada que foi vivenciada.

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Q2040523 Português

Texto para o item.





Internet: <callegariemarques.com.br> (com adaptações).

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

No texto, que se caracteriza como descritivo, são apresentadas descrições dos processos a serem realizados para a colocação de facetas de porcelana e lentes de contato dentais. 
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Q2035319 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Novo Marco Legal do Saneamento já gerou mais de R$ 70 bilhões em investimentos
Sancionada em 2020, legislação permitiu a atração de recursos para o setor com a realização de nove leilões de concessão durante o período

    O novo Marco Legal do Saneamento, sancionado em julho de 2020, já gerou cerca de R$ 72,2 bilhões em investimentos para o setor, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Em menos de dois anos, foram garantidos recursos com a realização de nove leilões de concessão de serviços sob as regras da nova legislação.

    Ao todo, 19,3 milhões de pessoas foram beneficiadas em 212 municípios com as licitações, que ocorreram nos estados de Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Amapá, Rio de Janeiro, e nas cidades do Crato, no Ceará, e São Simão, em Goiás.

    O objetivo do Marco Legal do Saneamento é que, até 2033, 99% da população brasileira tenha acesso a água potável e 90% a tratamento e coleta de esgoto. Segundo relatório do Instituto Trata Brasil (ITB), divulgado neste mês, cerca de 100 milhões de brasileiros não dispõem de rede de coleta de esgoto, e 35 milhões não têm acesso a água tratada. O levantamento mostra que somente 31,78% das pessoas, nos 20 piores municípios, são abastecidas com coleta de esgoto, enquanto nos 20 melhores o percentual chega a 95,52%.

    Quando analisado o critério de acesso a redes de água potável, 99,07% da população das 20 melhores cidades tem acesso ao recurso, contra 82,52% da população entre os 20 piores municípios com o serviço.

     A legislação do Marco Legal também definiu regras a serem cumpridas pelos municípios e prestadores de serviços em relação à drenagem urbana e ao manejo de resíduos sólidos urbanos. “A lei traz regras claras e dá segurança jurídica, possibilitando a atração de investidores. Precisamos de cerca de R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões em 10 anos para universalizar os serviços. Mas só conseguiremos chegar a esses valores com recursos públicos e privados”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

    Somente em 2021, o setor de saneamento básico no Brasil garantiu quase R$ 42,8 bilhões em investimentos, de acordo com a pasta. Os leilões de concessões de serviços realizados no período garantiram R$ 37,7 bilhões em recursos.

JULIÃO, Fabrício. Novo Marco Legal do Saneamento já gerou mais de R$ 70 bilhões em investimentos. CNN Brasil. CNN Brasil Business. 1 abr. 2022. Disponível em: https://www. cnnbrasil.com.br/business/novo-marco-legal-do-saneamentoja-gerou-mais-de-r-70-bilhoes-em-investimentos/. Acesso em: 27 ago. 2022.
O texto “Novo Marco Legal do Saneamento já gerou mais de R$ 70 bilhões em investimentos” é compreendido, quanto ao gênero textual, como
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Q2035206 Português

TEXTO VI 


[...] Considerando que uma semiose é um sistema de signos em sua organização própria, é importante que os jovens, ao explorarem as possibilidades expressivas das diversas linguagens, possam realizar reflexões que envolvam o exercício de análise de elementos discursivos, composicionais e formais de enunciados nas diferentes semioses. (...) Afinal, muito por efeito das novas tecnologias digitais da informação e da comunicação (TDIC), os textos e discursos atuais organizam-se de maneira híbrida e multissemiótica5, incorporando diferentes sistemas de signos em sua constituição.


(BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. p. 486) 

Dentre os gêneros textuais abaixo listados, assinale aquele que, por sua constituição inicial já utiliza as multissemioses, conforme descrição do texto.
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Q2035199 Português
TEXTO I para a questão.
[...] Fica evidente: o que se denominado de „gênero de texto‟ abarca outros elementos além do linguístico, pois abrange normas e convenções que são determinadas pelas práticas sociais que regem a troca efetivada pela linguagem. Daí que conhecer os diferentes gêneros que circulam oralmente ou por escrito faz parte de nosso conhecimento de mundo, de nosso acervo cultural. (A escola não pode furtar-se à responsabilidade de promover esse conhecimento.) ANTUNES, Irandé. Língua, texto e ensino: outra escola possível. São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 54 36.
Assinale a alternativa que apresenta a compreensão de gêneros textuais que coaduna com o pensamento de Irandé Antunes no texto I.
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Q2028816 Português
Um rato na rede

    Transcrevo um encontro com um rato, ocorrido numa aldeia dos nativos Apinayé, nos anos 60.
    “Insone, senti um tremor nas cordas da rede. Com a lanterna, vi um rato saindo dos meus pés. O velhaco me olhou, passou velozmente pelo punho da rede e entrou na palha do telhado. Sentado, examinei trêmulo cada dedo. Foi um exercício de ioga ver o meu pé; no esforço, derrubei a lanterna. Conformado, vi no dedão do pé direito um arranhão sangrento. Era o presente do rato de merda que fez meu dedão de queijo...
     Eu volto desconfiado para a rede, só que nela entro com um pé calçado de meias e botas. Numa das mãos, empunho a lanterna; na outra, o revólver. Cubro-me parcialmente com o lençol e espero atento pelo rato.
     Esmiúço com a lanterna o teto e ouço apenas as batidas do meu coração. O rato sumiu e no seu lugar sinto minha perna direita ficar dormente. Tenho a certeza de que estou envenenado. Pulo da rede, abro minha caixa de primeiros socorros, tiro dela um bisturi (para casos de emergências) e me preparo para cortar o dedo no local da mordida para que o sangue renovado expulse o veneno. Agarro meu próprio pé, dobro a perna direita sobre o joelho esquerdo, meço com cautela o lugar onde farei a incisão que vi muitas vezes no cinema os mocinhos fazendo em si próprios sem o menor problema, derramo na “área” a ser cortada o mercúrio cromo, que escorre pelo pé, mas quando encosto no dedo a lâmina fria, falta-me a coragem, o tutano, a força dos verdadeiros heróis. Contento-me em fazer um bom e útil curativo.
     Afinal, justifico, os ratos do sertão não são venenosos como os seus irmãos urbanos. Desisto da caçada do roedor por incompetência e da autocirurgia por covardia.
     Deprimido, desfaço-me do aparato de cirurgião e, insone e com medo da volta do rato, volto ao balanço da rede onde acabo dormindo com saudade de tempos normais.”

(Roberto DaMatta. Em: https://www.estadao.com.br/, 02.11.2022. Adaptado)
Com base na tabela de aspectos tipológicos proposta por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004), o texto, conforme o recorte apresentado, serviria em sala de aula como exemplo do gênero
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Q2026923 Português

TEXTO ll - base para responder às questão.



Fonte: https://setting.com.br/blog/gestao-empresarial/gestao-por-competencia/ Acesso em: 20 ago. 2022.

As alternativas a seguir indicam elementos presentes no Texto li. Qual desses elementos NÃO é necessariamente uma característica prototípica do gênero discursivo infográfico?
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Q2026379 Português
Berna, Franenspital – 21 setembro 1948
Minhas queridas, como gostaria que vocês vissem Pedrinho. Ele é tão engraçado. Não é bonito (os outros acham, eu não propriamente), mas é tão engraçadinho. Tem os olhos escuros, meio achinesados, um nariz de batatinha – e está com um calo nos lábios porque agarra a mamadeira com muita força… É um comilão. Não tem nenhum defeito, é sadio, redondo, gozado, muito parecido com Maury. Eu mesma ainda estou no hospital, mas vou bem melhor. Tenho um pouco de febre, mas não é nada e já está diminuindo. As dores também já estão diminuindo. E estão me fazendo um enérgico levantamento de forças – injeções de vitamina na veia, fortificantes, mil coisas. Estou passando realmente bem melhor e espero não ficar aqui mais do que uns 8 ou 10 dias ainda. Talvez até menos.
LISPECTOR, Clarice. Carta a Elisa Lispector e Tania Kaufman. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com. br/acervo/cartas/067478-2/. Acesso em: 20 ago. 2022 (adaptado).

Uma das características do gênero a que pertence o texto é a(o) 
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Q2026260 Português


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.deliciastododia.com.br/bolos-etortas/bolo-de-caneca-com-gotas/. Acesso em: 15 ago. 2022.


Um elemento que caracteriza o gênero desse texto é a(o)

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Q4264300 Português
Estudante de Curitiba nota mil na redação do Enem é aluna de escola pública


   Tirar uma nota 1.000 (pontuação máxima) na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é difícil (para não dizer quase impossível) e a estudante de Curitiba Emily Moraes de Oliveira, 19 anos, sentiu essa alegria extrema ao descobrir, na última sexta-feira (11), que ela havia alcançado o feito. O resultado do Enem 2021 foi publicado na quarta-feira (9) e a jovem até tinha esperança de atingir uma boa média. Só não poderia prever que sua nota seria surpreendente.

   A Emily sempre estudou em escola pública. Apenas os anos de Ensino Médio ela concluiu no Colégio Sesc São José, no Centro da capital, onde entrou depois de passar em um teste para bolsa de estudos e conseguir 100% de desconto. Ela se formou no ano passado. Além do “dez na redação”, o bom desempenho na área de linguagens da prova do Enem e a dedicação nos estudos das outras áreas lhe renderam 756,4 na pontuação geral.

   “Contei primeiro para minha avó, que ficou extremamente feliz com a notícia, já que sempre me viu estudar por horas e horas e sempre ouvia minhas redações depois de prontas. Acessei o resultado na sexta-feira e, imediatamente, comuniquei para as minhas professoras do Ensino Médio, pelo Instagram, que ficaram admiradas e orgulhosas também pelo resultado. Meu colégio até me convidou a dar uma palestra para conversar com os alunos sobre a importância da rotina de estudos, de manter a constância, de praticar, de tirar dúvidas”, contou a jovem em um papo com a Tribuna.

   Segundo ela, a nota máxima na redação chegou após muito esforço. “Não era tão boa em redação, mas melhorei com muito esforço, fazendo cerca de duas redações por semana, fora as obrigações do colégio. Quanto ao tema, eu tinha estudado em casa alguns meses antes da realização do Enem. Isso me ajudou. Vi que há uma extrema necessidade de conhecer o que realmente é cobrado na redação”, destaca. O tema da redação da Emily foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”.

   O sonho para o futuro é entrar na área da Saúde. “Quero fazer Medicina na UFPR. Sempre tive uma imensa admiração pela profissão”, conta. E o vestibular para o curso ela fez na semana passada, junto com milhares de estudantes que tentam uma vaga nos cursos da UFPR. “Estou no aguardo do resultado definitivo que sai no dia 14 de março. A redação eu achei tranquila”, brinca ela, após a reportagem perguntar se a redação do vestibular estava mais difícil ou mais fácil do que a do Enem.

   A gestora pedagógica do Sesc São José, Marlene Kochinski, disse que a instituição sente um imenso orgulho da Emily Moraes. “É uma estudante que faz parte de um projeto social do colégio em parceria com o Sesc/PR e o Grupo Educacional Bom Jesus, com alunos bolsistas, e ela sempre se destacou. Para nós, um aluno nota mil é sensacional. Estamos torcendo para ela passar em Medicina”, ressalta a gestora. A Katia Dell’Aira, assessora pedagógica, ainda explicou que a Emily é esforçada, dedicada nas atividades e sempre respondeu bem aos professores. “Lembrando que ainda tivemos dois anos de aula virtual. Não foi fácil e ela conseguiu uma nota alta na redação e na pontuação do Enem”, disse.

   O Sesc São José confirmou o convite feito para a Emily participar de um bate-papo com alunos do último ano do Ensino Médio. Por causa da pandemia, a conversa será virtual. “É uma prática comum do colégio. Sempre trazemos, em alguns momentos do ano, ex-alunos para conversar, dar dicas de estudos, falar sobre a experiência nos cursos superiores que escolheram, Enem, vestibular. Tudo para a troca de experiências”, finaliza a Marlene Kochinski.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/estudante-decuritiba-nota-mil-na-redacao-do-enem-e-aluna-de-escola-publica/ Acesso em 20 de fevereiro de 2022.
Assinale a alternativa correta quanto ao tipo textual predominante no texto:
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Q4252896 Português
Leia o texto para responder a questão.

Planos não podem mais limitar sessões com psicólogos, fisioterapeutas e outros
Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias

        A nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que determinou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas começa valer a partir de desta segunda-feira, 1º para todos os planos de saúde regulamentados, contratados após a Lei 9.656/1998 ou adaptados à lei, que tiverem cobertura ambulatorial, ou seja, de consultas e exames. 

        A decisão foi tomada no dia 11 de julho em reunião extraordinária da diretoria colegiada da agência. 

        “Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias que forem prescritas pelo médico assistente para pacientes com qualquer doença ou condição de saúde listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como, por exemplo, o transtorno do espectro autista, a paralisia cerebral, a síndrome de Down, a esquizofrenia”, disse o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.

        Segundo Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.

        Consumidor

        Para a coordenadora do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, essa resolução ocorre após intensa cobrança de diferentes instituições de pacientes e consumidores que já chamavam a atenção para a “abusividade” de limitar o número de consultas com essas categorias.

        “Antes, essa lista limitava o número de consultas com esses profissionais a 12 no ano. Se precisasse mais, o consumidor pagava ou acionava a Justiça, que, na maioria dos casos, determinava a cobertura pelo plano de saúde”, disse Ana Carolina.

        A especialista lembra que se o plano negar a cobertura ou impuser algum limite a consultas e sessões com as quatro categorias profissionais, o consumidor deve tentar resolver em primeiro lugar com a operadora. “Se isso não resolver, aí deve fazer uma reclamação no Procon do seu estado ou município ou então diretamente na própria ANS”.

        Quem vinha fazendo as terapias e pagando o limite ultrapassado não terá direito a reembolso para consultas realizadas antes da validação da nova regra. 

        Tem direito a consultas sem limites estabelecidos pelos planos, todo usuário que receber encaminhamento médico para tais terapias. Todas as doenças que fazem parte da Classificação Internacional de Doenças (CID) estão cobertas pela nova regra que obriga os planos de saúde a ofertarem os tratamentos com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

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Assinale a alternativa que apresenta uma redundância. 
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Q4252424 Português
História Hoje: Cantor Jessé morria há 24 anos após acidente de carro no Paraná


    Há 24 anos, morria o cantor e compositor Jessé. E a música perdia uma das vozes mais românticas dos anos 80 e 90. Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro e ainda menino se mudou para Brasília com a família. Filho de evangélicos, começou a carreira musical cantando os hinos religiosos da igreja. Ao atingir a maior idade, largou tudo para trás e se mudou para São Paulo em busca de um sonho. Conquistar uma carreira como cantor. Começou se apresentando em boates. Depois integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

    Na década de setenta, a exemplo de Fábio Junior, Raul Seixas e Cristhian, da dupla Cristhian e Ralph, chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Mas sua grande oportunidade ocorreu em 1980, ao ser revelado ao grande público pelo Festival MPB Shell, da Rede Globo com a música Porto Solidão. Neste festival, Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete.

    Três anos depois, conquistou o Décimo Segundo Festival da Canção Televisão Ibero-Americana, realizado em Washington, nos Estados Unidos, levando os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo com a música "Estrelas de Papel" de sua autoria, em parceria com Elifas Andreato.

    Mas Jessé conquistou mesmo o grande público foi com sua voz potente. Ele gravou doze discos com destaque para os álbuns duplos “O Sorriso ao Pé da Escada e “Sobre Todas as Coisas". Entretanto nunca conseguiu agradar a crítica especializada, que o considerava um cantor brega. Jessé Florentino dos Santos morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, onde iria fazer um espetáculo.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/acervo/cultura/audio/2017-03/historia-hoje-cantor-jesse-morria-ha-24-anos-apos-acidente-de-carro-no-parana/ Acesso em 25 de maio de 2022.
Quanto ao tipo textual, por relatar fatos, o texto caracteriza-se predominantemente como uma: 
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Q4251828 Português
O PESCADOR TEM DOIS AMORES: O BEM DA TERRA E O BEM DO MAR

Tatiana Ferreira
        
        Enquanto o pescador guarda a comida para passar três ou 30 dias no mar, ela observa tudo da praia. A bordo vai pão, mortadela, banana, feijão, arroz e salsicha para as refeições. O camarão é para isca dos peixes. Quando o motor dá partida, sobra só a despedida e as preces inaudíveis pelos bons ventos. Firme como âncora, a mulher faz que não chora quando ele sai e se conforma. Ela sabia: a escolha de ficar estava condicionada a dividir seu amor com o dele pelo mar.

        Ystefani Alves, 23, conheceu o pescador Erinaldo Francisco da Silva, 26, ainda adolescente. Ela tinha só 12 anos quando, em um encontro costumeiro com os amigos na praia de Brasília Teimosa, no Pina, conheceu o rapaz. Francisco, pescador desde os 10 anos que seguiu os passos do pai, pediu logo para namorar a morena com traços de índia, dos cabelos longos e negros. Aos 16 anos, engravidou do primeiro filho. Juntos, enfrentaram todas as dificuldades e estão casados desde então.

        Tímido e com pouca fluência em romance, Francisco é homem de poucas palavras. Mas é conclusivo quando as decide expressar: Ystefani e a família que ela lhe proporcionou são os maiores bens que possui. Se ele enfrenta o mar com coragem e bravura é porque sabe do amor a lhe esperar e conhece de cor as coordenadas que navegam o barco de volta para casa. “Eu já passei 20 dias em alto mar, lá para o lado de Fernando de Noronha”, conta, enquanto aponta o mar na direção do arquipélago.

        Quando vai para longe e precisa ficar mais tempo navegando, só conta com a companhia do som da água batendo na proa e com as conversas jogadas fora com os camaradas. A sua saudade é mesmo salgada. Já sua esposa, que não espera mais que ele arrume um emprego “no chão”, reclama mesmo do silêncio da casa solitária. Enquanto Francisco vai em busca do bem do mar, carregado pelas ondas, Ystefani fica em seu ponto de jogo do bicho nas ruas da colônia de pescadores, o resto, entrega nas “mãos de Deus”. “A única certeza que tenho é que vai, mas é impossível saber se volta”, relata. Sua fé, até então, livrou o pescador de todo o mal.

Adaptação: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/opescador-tem-dois-amores-o-bem-da-terra-e-o-bem-do-mar/ , acesso em 09 de abril de 2022.
O texto “O pescador tem dois amores: o bem da terra e o bem do mar”, de Tatiana Ferreira é uma:
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Q4200704 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


Era uma vez...


Rosely Sayão

Desde que conheci uma história de Eduardo Galeano, nunca mais me esqueci dela. E um dos motivos é que, entre tantas possibilidades que oferece, ela mostra, principalmente, que são as histórias que nos ajudam a olhar o mundo, a ver e entender melhor a vida como ela é. Para crianças, é uma oportunidade incrível a de ouvir histórias, tanto em casa quanto na escola, e aprender com elas. Você, certamente, já teve a chance de contar histórias para seu filho ou alunos.

Antes de a criança ter aprendido a ler nossas letras e saber o significado de muitas palavras, ela consegue absorver a narrativa da história que ouve. E essas histórias falam diretamente ao coração: ela lê imagens no livro, a postura dos pais, a sonoridade de sua voz e emoções que eles imprimem à história. Ela se identifica, positiva ou negativamente com personagens, e vive intensamente muitas das experiências que eles transmitem. Como alguém já disse, ler é viajar sem sair do lugar, viagem essa que não é apenas para conhecer lugares, mas também – e principalmente – para se conhecer e aos outros.

Se você tiver a oportunidade de observar uma criança – ou um grupo delas – ouvindo alguém contar uma história, você vai ver, nas expressões faciais dela e na linguagem corporal, o universo de emoções que a assaltam.

A leitura de histórias para crianças é tão importante que astronautas na Estação Espacial Internacional encontram um tempo para ler livros para as crianças. Imagine o valor dado pela criança à leitura ao saber que astronautas dedicam tempo para ler para ela.

Precisamos valorizar o ato de contar histórias aos mais novos e, aos poucos, estimular também que eles nos contem as suas. Se a criança pequena adora ouvir histórias, certamente tem potencial para gostar de ler. Mas não sabemos como colocar esse prazer em ato; ao contrário, muitas vezes desestimulamos a leitura. O modo como muitas escolas tratam o livro e a leitura com seus alunos é um exemplo. Vamos, como astronautas, buscar encantar os mais novos pela leitura. É possível! E nem precisamos estar na estação espacial. Basta iniciarmos a narrativa com uma frase mágica que, na infância, é: “Era uma vez...”.


Disponível em: <https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,era-uma-vez,70003190822>. Acesso em: 14 jul. 2020. (Adaptado).
Com o título escolhido para o Texto 3, o autor:
Alternativas
Q4200700 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Chomsky completa 90 anos mais atual que nunca


Aos 90 anos, completados em 07/12/2018, o intelectual americano continua a lutar por mudanças e pode olhar em retrospecto para três áreas que ajudou significativamente a moldar desde meados do século 20 até os dias de hoje – como linguista, filósofo e ativista político de esquerda.

Avram Noam Chomsky nasceu em 1928 na Filadélfia, numa família de imigrantes judeus. Seu pai era da Ucrânia e fugiu para os Estados Unidos. A mãe vinha de Belarus. Comprometida com o sionismo de esquerda, a família vivia numa espécie de gueto judeu. Aos dez anos de idade, Chomsky escreveu um primeiro artigo sobre a ameaça do fascismo e, na adolescência, começou a se identificar com a política anarquista.

Ele estudou Linguística, Matemática e Filosofia, fazendo mestrado em 1951 na área de linguística. As principais teses de seu doutorado Análise Transformacional resultaram mais tarde num livro que revolucionaria a linguística: sua monografia inovadora Estruturas Sintáticas, publicada em 1957.

Com esse livro, Chomsky definiu seu próprio tema de vida científico: as origens e os limites das habilidades cognitivas humanas. Sua pergunta inicial parece simples: como uma criança pode aprender a falar em tão pouco tempo, formar frases gramaticalmente corretas em sua língua materna depois de alguns anos, talvez até mesmo em outra língua? Em sua pesquisa, ele chegou à conclusão de que o aprendizado da linguagem é uma competência inata.

Não é a imitação do que a criança escuta em seu entorno que a transforma num ser falante. De acordo com sua tese central, há uma estrutura geneticamente impressa no cérebro humano que lhe permite perceber as coisas do mundo, pensar sobre elas – e formar um número infinito de sentenças com um número finito de regras.

Guiada pelo pensamento matemático, a sua doutrina de que as estruturas básicas de todas as línguas são iguais e que a linguagem humana segue regras complexas e lógicas – uma "gramática universal" – não influenciou somente a linguística.

Ela também implicou uma tomada de posição dentro de uma disputa filosófica que remontava ao início do Iluminismo. No início do século 17, René Descartes argumentou que a capacidade de pensar em conceitos seria inata. Chomsky catapultou esse "racionalismo cartesiano" para o século 20.

A sua teoria não permaneceu sem discordância – cientistas da comunicação do século 21, por exemplo, não aceitam mais a sua distinção fundamental entre humanos e animais, já que atualmente habilidades cognitivas também são atribuídas aos animais.


Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/cultura/chomsky-completa-90-anos-mais-atual-quenunca/>. Acesso em: 14 jul. 2020. (Adaptado).
Considerando-se a organização estilística e composicional do texto, o Texto 1 configura-se como 
Alternativas
Respostas
1061: C
1062: E
1063: C
1064: B
1065: C
1066: C
1067: E
1068: C
1069: E
1070: A
1071: B
1072: B
1073: A
1074: A
1075: B
1076: C
1077: C
1078: A
1079: C
1080: A