Questões de Concurso Comentadas sobre gêneros textuais em português

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Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2023 - PM-SP - Cabo PM |
Q2566616 Português
Todas as frases abaixo iniciam um texto; assinale aquela que mostra marcas de um texto literário.
Alternativas
Q2545331 Português
Texto 1


Religião x Religiosidade: qual a diferença?
(...)

Desde o princípio do mundo, o homem buscou acreditar que além dele, existe uma força suprema capaz de mudar, ajudar e até mesmo transformá-lo em um ser melhor e para a maior parte da população mundial, esse ser supremo se chama Deus. Durante anos, a humanidade buscou, na religião, respostas e também amparo para muitos de seus problemas, trazendo para a religião um papel de extrema importância na história da humanidade.

Na busca por exaltar, adorar e louvar a Deus ou ao ser supremo, os homens dos tempos passados foram construindo grandes templos para que todos pudessem se reunir em um só propósito, cultuar os deuses no quais acreditam e os celebrar e é assim, dessa mesma forma que fazemos hoje. Muitos desses lugares são sinônimos de fé até hoje, por exemplo, a basílica de são Pedro, Muro das lamentações e a grande mesquita de Meca, mostrando assim a importância desses templos para diferentes religiões do mundo.

Podemos dizer que religião é um conjunto de crenças e filosofias que são seguidas por uma grande massa de pessoas de acordo com seus ensinamentos, doutrinas e costumes. Além da religião, também existe a religiosidade, que para muitos nada mais é que ter a qualidade de ser religioso, ou seja, ter uma religião, mas não necessariamente praticá-la.

Religião e religiosidade são termos que dividem opiniões e que também confundem a cabeça de muitas pessoas, principalmente as dos próprios religiosos. Mas verdadeiramente, qual a diferença entre esses dois termos?

(...) 

O Pastor Alexandro Martins da Igreja Pentecostal de Campo Grande –MS explica que “ religiosidade é a pessoa não ter um compromisso verdadeiro, é estar ali apenas por estar e movida apenas por uma rotina”. A diferença entre essas duas palavras se dá no sentimento das pessoas por aquela crença, sendo religião, a pessoa realmente se entregando com verdade para aquilo em que acredita ou ao Deus de sua crença, a religiosidade é um sentimento sem compromisso em que a pessoa tem sua crença através de apenas uma rotina e não se entrega verdadeiramente para aquilo.

https://blog.portaleducacao.com.br acesso em 09/08/23


A questão se refere a este texto. 
Observe os vários aspectos textuais e linguísticos em geral, a fim de responder corretamente a esta questão.
Alternativas
Q2545260 Português
Texto 1


A inteligência artificial e a espiritualidade

Todas essas informações são analisadas e processadas pelas potentes Big Techs serão utilizadas para o controle mundial escatológico. Penso que o grande mal é que todo esse controle mundial estará sob a égide da liberdade e da paz, entretanto muito afastado de Deus e dos princípios bíblicos. Muitos já consideram a Bíblia como um livro ultrapassado, recheado de lendas e dogmas criados pelas religiões dos homens. Antevendo o futuro, o Apóstolo Paulo nos adverte de que um dos sinais dos tempos finais seria a própria apostasia, ou seja, o crente perderá sua fé e sua crença no Messias e no seu reino vindouro (II Ts 2:3).

Eu denomino esse tempo como a “Era da ditadura digital”, pois muitos terão suas mentes escravizadas pela cibernética e pelos multiaplicativos. Evidentemente, ninguém pode negar os benefícios que a IA tem trazido à humanidade. Não podemos ser contrários à tecnologia da informação. Porém, é necessário alertar que ninguém deve ser dominado por ela. Não se pode permitir que a convivência com o meio tecnológico esmoreça a nossa fé, a esperança de um mundo profético vindouro melhor e mais justo. Afinal, o que mais importa é a salvação no Messias Yeshua e a eternidade com Ele. (https://ensinandodesiao.org.br acesso em 07/08/2023)


A questão se relaciona a este texto.
Pode-se, apenas, afirmar em relação ao tipo e características que se trata de um texto: 
Alternativas
Q2534172 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade

O professor Javier Fernandez, da Universidade de Tecnologia e Design de Cingapura, vem há alguns anos estudando as possibilidades de uso da quitina como um material inteligente, biocompatível, sustentável e com múltiplas funcionalidades. Isso lhe permitiu criar uma nova classe de compósitos e fazer planos para abrigos em Marte feitos com carapaças de insetos.

A quitina é um polímero orgânico que é o principal componente das carapaças dos artrópodes, como crustáceos, alguns insetos e até das asas das borboletas. E o caso das borboletas é interessante como fonte de inspiração porque elas apresentam mudanças estruturais que podem ser copiadas para aplicações práticas. O professor Fernandez descobriu, também, que podem ser usadas para produzir eletricidade.

Assim que uma borboleta emerge do seu casulo, no estágio final da metamorfose, ela abre lentamente as asas, para que elas possam secar. O material quitinoso fica desidratado, enquanto o sangue bombeado pelas veias do inseto produz forças que reorganizam as moléculas da quitina, para que ela adquira a resistência e a rigidez únicas necessárias para o voo. E foi essa combinação natural de forças, movimento da água e organização molecular que mostrou agora a possibilidade de criação de atuadores mecânicos e para gerar energia.

"Nós demonstramos que, mesmo após serem extraídos de fontes naturais, os polímeros quitinosos mantêm sua capacidade natural de vincular diferentes forças, organização molecular e conteúdo de água para gerar movimento mecânico e produzir eletricidade, sem a necessidade de uma fonte de energia externa ou sistema de controle," disse Fernandez.

Músculos artificiais de quitina

A demonstração foi feita a partir de quitina extraída de cascas de camarão descartadas, que foi transformada em filmes com cerca de 130 micrômetros de espessura.

Ao estudar os efeitos de forças externas nesses filmes quitinosos, com foco nas mudanças na organização molecular, teor de água e propriedades mecânicas, os pesquisadores observaram que, semelhante ao desdobramento das asas das borboletas, esticar os filmes força uma reorganização em sua estrutura cristalina - as moléculas ficaram mais compactadas e o teor de água diminuiu.

Para demonstrar a aplicabilidade dos filmes, a equipe usou-os para criar músculos artificiais, que foram então montados em uma mão robótica. Controlando a concentração de água intermolecular dos filmes, por meio de mudanças ambientais e processos bioquímicos, o material gerou força suficiente para que a mão apresentasse um movimento de preensão impressionante, com uma força equivalente a 18 quilogramas - mais da metade da força de preensão média de um adulto.

Diferente da natureza inerte dos polímeros sintéticos, os filmes de quitina reorganizados podem se distender e contrair autonomamente em resposta a mudanças de umidade no ambiente, imitando a forma como alguns insetos adaptam sua casca a diferentes situações. Essa capacidade nativa permitiu que os filmes quitinosos levantassem verticalmente objetos pesando mais de 4,5 quilos.

A capacidade de produzir essa força por meios bioquímicos indica o potencial de uso dos filmes quitinosos para integração em sistemas biológicos, com aplicações biomédicas, como próteses e implantes médicos.

Filmes de quitina produzem eletricidade

Em outra demonstração, a equipe mostrou que a resposta do material às mudanças de umidade pode ser usada para extrair energia das oscilações ambientais e convertê-la em eletricidade, criando mais uma opção para a colheita de energia, um conceito para alimentação de pequenos aparelhos e sensores que hoje vem sendo dominado pelos nanogeradores triboelétricos.

Ao anexar os filmes a um material piezoelétrico, o movimento mecânico dos filmes em resposta às mudanças de umidade no ambiente foi convertido em correntes elétricas suficientes para alimentar pequenos eletrônicos, como os usados na internet das coisas.

 A quitina é o segundo polímero orgânico mais abundante na natureza - depois da celulose - e faz parte de todos os ecossistemas, podendo ser obtido de forma rápida e sustentável de vários organismos ou mesmo de resíduos urbanos.

"A quitina é usada para muitas funções complexas na natureza, desde a composição das asas dos insetos até a formação das conchas protetoras duras dos moluscos, e tem aplicação direta na engenharia. Nossa capacidade de entender e usar a quitina em sua forma nativa é fundamental para permitir novas aplicações de engenharia e desenvolvê-las dentro de um paradigma de integração ecológica e baixo consumo de energia," concluiu Fernandez.

Retirado e adaptado de: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade. Inovação tecnológica. Disponível em: inaaviraamusscuooariicaa-produz -eeerciddadee&&d==0100116023080444 o=quitina-vira-musculo-artificial-produz-eletricidade&id=010160230804 Acesso em: 08 ago., 2023.
Sobre o tipo e gênero textuais e a função da linguagem predominante no texto "Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade", analise as afirmações a seguir:

I.O texto pertence ao gênero ___________, que é um conteúdo jornalístico, escrito ou falado, baseado no testemunho direto dos fatos e situações explicadas em palavras.
II.Já no que diz respeito ao tipo textual, predomina o ____________, que é aquele que se propõe a abordar acontecimentos e situações, verídicos ou fictícios.
III.No texto, a função da linguagem que predomina é a ___________, tem como objetivo principal informar, referenciar algo.


Assinale a alternativa que, correta e respectivamente, preenche as lacunas dos excertos:
Alternativas
Q2530932 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Na rota do hidrogênio sustentável

O Brasil está entre os países mais bem posicionados para a produção em larga escala de hidrogênio de baixa emissão de carbono, combustível com alto poder calorífico apontado como importante vetor para a transição energética. O país tem potencial técnico para gerar 1,8 gigatonelada de hidrogênio por ano, sendo por volta de 90% desse volume com uso de energias renováveis. Os dados integram o Plano Decenal de Expansão de Energia 2031, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME).
O estudo identifica diversas fontes e rotas tecnológicas para a produção de hidrogênio de baixo carbono, considerado por muitos especialistas o combustível do futuro, por sua capacidade de auxiliar na descarbonização do planeta. É esperado que ele venha a substituir o uso de combustíveis fósseis em setores da economia como o de transportes e de indústrias intensivas em energia (siderúrgicas, metalúrgicas e cimenteiras). Os combustíveis fósseis são responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa (GEE), associados ao aquecimento global e às mudanças climáticas.
Hidrogênio de baixa emissão de carbono é a nova terminologia empregada pela Agência Internacional de Energia (IEA) para designar o hidrogênio (H2) produzido por diferentes rotas com emissão nula ou reduzida de dióxido de carbono (CO2). Integram esse grupo o hidrogênio produzido a partir da reforma do etanol e de outros biocombustíveis ou biomassas (resíduos agrícolas ou florestais); o hidrogênio gerado a partir da eletrólise da água com uso de fontes renováveis (eólica, solar, hidráulica) ou de energia nuclear; o hidrogênio resultante do processo de reforma térmica do gás natural com captura, sequestro e uso de carbono (CCUS); o hidrogênio natural, que pode ser extraído do solo, entre outros.
De acordo com o Programa Nacional de Hidrogênio (PNH2), do governo federal, os projetos de hidrogênio de baixa emissão de carbono já anunciados somam cerca de US$ 30 bilhões. Analistas e pesquisadores do setor energético consultados por Pesquisa FAPESP mostram-se otimistas quanto ao protagonismo do país nesse novo mercado. "O Brasil reúne as condições necessárias para ser um dos líderes globais do setor", avalia o especialista em energias renováveis Ricardo Ruther, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenador de uma recém-inaugurada usina experimental de produção de hidrogênio verde (H2V) − o produzido por meio da eletrólise da água − da instituição.
"Temos abundância de fontes renováveis de energia eólica e solar, essenciais para a produção de hidrogênio sustentável; um mercado organizado, competitivo e dinâmico de geração de energia elétrica por fontes renováveis; um parque industrial que pode absorver a produção em larga escala de hidrogênio; e relativa proximidade com o mercado europeu, para onde o combustível será exportado", afirma.
A atenção que se dá ao hidrogênio combustível se explica pelo fato de seu poder calorífico ser cerca de três vezes superior ao do gás natural, da gasolina ou do diesel. Embora abundante no Universo, o hidrogênio raramente é achado de forma isolada, mas está presente no etanol (C2H6O), no metano (CH4) e em outros combustíveis fósseis, além da água (H2O). Para isolar a molécula de hidrogênio e utilizá-la como energia para mover veículos automotores ou em procedimentos industriais, esses compostos precisam ser submetidos a processos químicos.

Retirado e adaptado de: VASCONCELOS, Yuri. Na rota do
hidrogênio sustentável. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível
em: https://revistapesquisa.fapesp.br/na-rota-do-hidrogenio-
sustentavel/ Acesso em: 08 nov., 2023.
Assinale a alternativa que correta e respectivamente apresenta o tipo e o gênero textual de "Na rota do hidrogênio sustentável":
Alternativas
Q2465119 Português
TEXTO 3



Milhares em risco em Belo Horizonte no período chuvoso



Além de adotar ações emergenciais na estrutura das áreas de risco, é preciso atacar as causas que levaram milhares de pessoas a viver em situações insalubres - Publicado em 1 de novembro de 2023

           À medida que o período chuvoso se intensifica, cresce o medo das mil famílias que vivem em áreas de risco em Belo Horizonte. O temor na época das chuvas é resultado de anos de descaso do poder público. A última década foi marcada pela queda nos investimentos em programas de moradia popular na capital.

         Nos últimos cinco anos, o período chuvoso mais trágico foi o de 2020. Foram dezenas de mortos em Minas Gerais e cerca de 12 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas, de acordo com dados da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. As bacias de contenção parcialmente em funcionamento devem prevenir ou reduzir a gravidade das enchentes, mas no caso dos deslizamentos de terra, é necessário o monitoramento constante por parte dos órgãos de defesa.

        Na tentativa de reduzir os riscos de deslizamento, a Prefeitura de Belo Horizonte realizou obras dentro do Programa de Gestão de Risco Geológico-geotécnico. Os investimentos chegam a R$ 118 milhões. As intervenções incluem construção de muro de contenção, implantação de redes de esgoto e drenagem.

       Além de adotar ações emergenciais na estrutura das áreas de risco, é preciso atacar as causas que levaram milhares de pessoas a se instalarem em situações insalubres. A capital mineira assiste ao aumento do déficit habitacional ao mesmo tempo que registra o surgimento de novos empreendimentos imobiliários. A administração pública, que deveria agir para reduzir essa desigualdade, tem sido ineficiente. O montante usado para conter o déficit habitacional em 2012 foi de R$ 237 milhões, valor que caiu para R$ 84 milhões em 2022, uma redução de 64%, segundo a Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel). É o que mostra reportagem de abril deste ano do jornal O TEMPO.

          O lar é a base para que um indivíduo se desenvolva e exerça seu papel de cidadão. Mais do que um direito, a moradia está ligada à dignidade humana. E cabe ao Estado garantir esse acesso.


(Disponível em: www.otempo.com.br/opiniao/editorial/milhares-em-risco-em-belo-horizonte-no-periodochuvoso-1.3265514)
Sobre o texto 3, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q2462475 Português
O fim do mundo - Cecília Meireles



        A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

       Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

       Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

       Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

        Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

       Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

         O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica. 

        Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

           Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.

            Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

          Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...




Disponível em: https://www.culturagenial.com. Acesso em: 28 ago.
2023.
O fim do mundo - Cecília Meireles



        A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

       Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

       Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

       Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

        Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

       Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

         O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica. 

        Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

           Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.

            Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

          Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...




Disponível em: https://www.culturagenial.com. Acesso em: 28 ago.
2023.

Em “Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.”, a autora deixa claro o gênero a que pertence o texto que escreve: crônica. Com relação a esse gênero textual, leia as assertivas indicando aquela que NÃO constitui uma de suas características.
Alternativas
Q2436030 Português

Gêneros textuais são classificações usadas para determinar os textos de acordo com suas características em relação a um contexto. Eles apresentam uma função social, uma intenção comunicativa e uma estrutura específica. Os gêneros textuais são reconhecidos pelo uso que se faz deles em diversas situações comunicativas. Alguns exemplos de gêneros textuais são: poesia, carta, notícia, crônica, ensaio, entre outros.


https://www.bing.com/search?pglt=43&q=Que+s %C3%A3o+g%C3%AAneros+textuais%)


Com base no enunciado, analise o texto seguinte:


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. (...) − (Clarice Lispector)


Marque a alternativa com o nome do gênero identificado pelos elementos que compõem o texto.

Alternativas
Q2436029 Português

Sobre as formas narrativas, analise os textos seguintes:


I.A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. (...) − (Carlos D. de Andrade)

II.A rosa se emocionava quando a elogiavam. No entanto, ela queria que a vissem mais de perto; não entendia por que todos a observavam à distância. Um dia ela percebeu que a seus pés sempre estava um enorme sapo escuro. Ele não tinha nada de bonito, com sua cor opaca e suas manchas feias. Além disso, seus olhos eram bem esbugalhados, assustando a todos. A rosa entendeu que as pessoas não se aproximavam por causa desse animal. Imediatamente, ela ordenou que o sapo fosse embora. Ele não percebia que dava a ela uma imagem negativa? O sapo, muito humilde e obediente, aceitou prontamente. Ele não queria incomodá-la e então foi embora. (Por: Sérgio de Dios Gonzalez)


Considerando os elementos que compõem os dois textos, marque a alternativa que os identifica, respectivamente, quanto ao modo narrativo.

Alternativas
Q2436026 Português

Analise os versos do poema "O Livro e a América" com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):


O Livro e a América

"Oh! Bendito o que semeia

Livros, livros à mão cheia...

E manda o povo pensar...

O livro caindo n'alma

É germe − que faz a palma,

É chuva − que faz o mar".


(Castro Alves)


(__)O texto é literário, escrito em tom evocativo.

(__)No verso: "E manda o povo pensar" − está inferida a importância do livro (leitura) atrelada ao desenvolvimento das ideias (pensar).

(__)Os versos: "É germe − que faz a palma, / É chuva − que faz o mar" conotam as possibilidades benéficas contidas no Livro.

(__)O verso: ""Oh! Bendito o que semeia" é oracional (verbal).


Marque a alternativa com a opção correta.

Alternativas
Q2436024 Português

As tipologias textuais são os tipos de textos criados em determinados contextos e que vão depender da intenção e necessidade de comunicação das pessoas. São as seguintes: Tipologia narrativa (narração): contar uma história incluindo tempo, espaço e personagens envolvidos. Tipologia descritiva (descrição): descrever uma pessoa, um objeto, um local, um acontecimento. Tipologia dissertativa (dissertação): defender uma ideia e expor uma opinião através de argumentações. Tipologia expositiva (exposição): apresentar um conceito, uma ideia, ou informar sobre algo. Tipologia injuntiva (injunção): ensinar ou instruir sobre algo com o objetivo de levar a uma ação.


Nessa dimensão, marque a alternativa que identifica corretamente a tipologia dos textos I e II, respectivamente:


Ambos foram extraídos do site:


(armazemdetexto.blogspot.com) − (Adaptados)


Texto I - O futebol é sem dúvida alguma o esporte mais popular do planeta. Não há nenhum outro esporte que esteja tão divulgado e que seja praticado da mesma maneira ao redor do mundo. O futebol é praticado em todos os países, nos cinco continentes do globo. No Brasil, os registros oficiais mostram que o futebol começou a ser praticado em 1894, no estado de São Paulo, trazido por Charles Miller, que, ao retornar da Inglaterra, onde fora estudar, trouxe as primeiras bolas, uniformes e chuteiras. Em poucos anos, nasceu entre o povo brasileiro a paixão pela bola e a difusão do futebol ocorreu de forma ampla. (...)


Texto II - Era uma vez um homem que contava histórias. Ele falava de um mundo encantado, com árvores, plantas, flores; rios e riachos; lagos e lagoas. Bosques encantados repletos de crianças da mesma idade. Todas brincavam bem felizes. Elas se vestiam com roupas coloridas, de acordo com as cores do ambiente onde elas estivessem.

Mas, somente as crianças conseguiam ver este mundo. Elas pensavam em todas essas maravilhas. Voltavam ao encontro dos pais e detalhavam tudo que viam em seus pensamentos. Muita beleza existia na natureza (...)

Alternativas
Q2435316 Português

TEXTO II


CÉREBRO ‘DRENADO’

É fácil imaginar que, com a nossa dependência dos aparelhos cada vez maior ano após ano, as pesquisas enfrentem dificuldades para acompanhar esse crescimento. O que sabemos é que a simples distração de verificar o celular ou observar uma notificação pode trazer consequências negativas.

Também não é algo muito surpreendente, mas já que sabemos que, em geral, a realização simultânea de várias tarefas prejudica nossa memória e desempenho.

Um dos exemplos mais perigosos é o uso do celular ao dirigir. Um estudo concluiu que o simples ato de falar ao telefone, sem enviar mensagens de texto, é suficiente para reduzir a velocidade de reação dos motoristas na estrada.

E isso também é válido para as tarefas menos arriscadas do dia a dia. Em um estudo, ouvir um simples sinal sonoro de notificação fez com que os participantes apresentassem desempenho muito inferior em uma determinada tarefa. Eles se saíram quase tão mal quanto os participantes que falavam ou enviavam mensagens de texto no celular durante o trabalho.

E não é apenas o uso do celular que traz consequências. Sua simples presença pode afetar a forma como pensamos.

Em outro estudo recente, os pesquisadores pediram aos participantes que colocassem seus celulares ao lado deles para que ficassem visíveis (sobre uma mesa, por exemplo), perto e fora de vista (como em uma bolsa ou no próprio bolso) ou em outra sala. Em seguida, os participantes realizaram uma série de tarefas para testar sua capacidade de processar e relembrar informações, de se concentrar e de resolver problemas.

Concluiu-se que o desempenho foi muito melhor quando os telefones estavam em outra sala e não próximos, quer estivessem eles visíveis ou invisíveis, ligados ou não. O mesmo resultado foi obtido até quando a maioria dos participantes afirmava não estar pensando conscientemente nos seus aparelhos.

Aparentemente, a simples proximidade do celular contribui para a “drenagem do cérebro”.

O nosso cérebro parece trabalhar muito no subconsciente para inibir o desejo de verificar o celular ou acompanhar constantemente o ambiente para saber se devemos pegar o telefone — por exemplo, quando esperamos uma notificação. De qualquer forma, esse desvio de atenção pode dificultar a realização de qualquer tarefa.


FONTE: Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6pln490eleo

A comunicação humana ocorre por meio dos gêneros textuais que apresentam função comunicativa. Sendo assim, sobre o texto “Cérebro drenado”, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q2435310 Português

TEXTO I


TWITTER NÃO PODE SER TERRA DE NINGUÉM


Comprado pelo bilionário Elon Musk em outubro do ano passado, por exorbitantes US$ 44 bilhões, o Twitter, uma das principais redes sociais do mundo, vem mostrando sinais alarmantes de problemas e de mau funcionamento nos últimos seis meses. Entre as confusões, está o lançamento do Twitter Blue, que permitiu que usuários comuns possam pagar pelo selo de conta verificada — o que antes era restrito a instituições, personalidades, jornalistas e pessoas públicas — e, assim, conquistar mais seguidores e ter seus posts exibidos para mais gente.

Outro problema, foram os cortes severos de pessoal, em torno de 80% da força de trabalho da empresa, o que representa cerca de 6 mil funcionários. Entre os setores mais afetados está o de atendimento à imprensa — todos os e-mails com solicitações para a companhia são respondidos apenas com um emoji de fezes – e o de moderação de conteúdo, que era responsável por receber denúncias e analisar posts que pudessem ser ofensivos ou até mesmo criminosos, e removê-los, além de punir os usuários responsáveis por eles.

É aí que mora o perigo. Sem uma equipe que recebe denúncias de publicações prejudiciais, o Twitter se transformou em uma espécie de terra de ninguém da internet. Em reunião com advogados da rede social, no início da semana passada, integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, inclusive o ministro Flávio Dino, se chocaram com a alegação de que posts que incentivavam ataques às escolas não violavam os termos de uso do site e não seriam retirados do ar. Dias depois, com o governo federal cogitando uma ação para tirar a rede do ar, o Twitter acabou por remover as publicações e cerca de 500 perfis que estavam divulgando as mensagens de ódio.

Na quinta-feira, outro absurdo – esse, ainda sem solução — tomou conta da rede de Elon Musk, com o vazamento das fotos da autópsia da cantora Marília Mendonça, que morreu em novembro de 2021, em um acidente aéreo em Piedade de Caratinga (MG). Inúmeros perfis compartilharam as imagens, que seguem no ar, sem que sejam bloqueadas para os demais usuários.

Os dois casos exemplificam bem o lugar sem regras que se tornou o Twitter. Antes efervescente e palco de debates interessantes, o site agora é confuso, perigoso, tomado por perfis de pouca relevância (mas muito alcance, graças ao Twitter Blue) e repleto de incitações ao crime e ao discurso de ódio. Sob a errática liderança de Musk, é muito pouco provável que a plataforma vá apresentar um plano sério de contenção desses problemas.

Como são vidas que estão em jogo, é preciso que as forças de segurança, os serviços de inteligência e outras autoridades competentes mergulhem no lamaçal que o Twitter se tornou e passem a monitorar de perto toda a movimentação das redes extremistas por lá, exigindo judicialmente, sob pena de bloqueio no país, os dados dos perfis que seguem cometendo crimes impunemente por lá, se aproveitando da falta de vigilância própria.

Assim, quem sabe, Elon Musk perceba que tem nas mãos não um canal de liberdade de expressão, mas um equivalente digital de um antro perigoso e repleto de criminosos, e decida retomar por conta própria a moderação de conteúdo, algo fundamental em tempos tão apreensivos e violentos. O que não pode é ficar como está.


Fonte: Correio Braziliense, 17 de abril 2023.

O texto I é um artigo de opinião que tem como objetivo principal falar sobre:

Alternativas
Q2433732 Português

O texto contextualiza as questões de 01 a 12. Leia-o atentamente.

A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e descobriu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Acionou suas antenas e não tinha mais antenas. Quis emitir um pequeno som de surpresa e, sem querer, deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu primeiro pensamento humano foi: que vergonha, estou nua! O seu segundo pensamento humano foi, que horror! Preciso me livrar dessas baratas!

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia o seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto da cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa, caminhando junto à parede, porque os hábitos morrem devagar. Encontrou um quarto, um armário, roupa de baixo, um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquilou-se. Todas as baratas são iguais, mas uma mulher precisa realçar a sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia? Tinha educação? Referências? Conseguiu, a muito custo, um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas, era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente. As baratas comem o que encontram pela frente. Vandirene precisava comprar sua comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Se conhecem, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. A primeira noite. Vandirene e seu torneiro mecânico. Difícil. Você não sabe nada, bem? Como dizer que a virgindade é desconhecida entre as baratas? As preliminares, o nervosismo. Foi bom? Eu sei que não foi. Você não me ama. Se eu fosse alguém você me amaria. Vocês falam demais, disse Vandirene. Queria dizer, vocês, os humanos, mas o marido não entendeu; pensou que era vocês, os homens. Vandirene apanhou. O marido a ameaçou de morte. Vandirene não entendeu. O conceito de morte não existe entre as baratas. Vandirene não acreditou. Como é que alguém podia viver sabendo que ia morrer?

Vandirene teve filhos. Lutou muito. Filas do INPS. Creches. Pouco leite. O marido desempregado. Finalmente, acertou na esportiva. Quase quatro milhões. Entre as baratas, ter ou não ter quatro milhões não faria diferença. A barata continuaria a ter o mesmo aspecto e a andar com o mesmo grupo. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Trocou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer e dar de comer de tudo, a cuidar onde colocava o pronome. Subiu de classe. (Entre as baratas, não existe o conceito de classe.) Contratou babás e entrou na PUC. Começou a ler tudo o que podia. Sua maior preocupação era a morte. Ela ia morrer. Os filhos iam morrer. O marido ia morrer ― não que ele fizesse falta. O mundo inteiro, um dia, ia desaparecer. O sol.

O Universo. Tudo. Se espaço é o que existe entre a matéria, o que é que fica quando não há mais matéria? Como se chama a ausência do vazio? E o que será de mim quando não houver mais nem o nada? A angústia é desconhecida entre as baratas.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado de novo numa barata. Seu penúltimo pensamento humano foi, meu Deus, a casa foi dedetizada há dois dias! Seu último pensamento humano foi para o seu dinheiro rendendo na financeira e o que o safado do marido, seu herdeiro legal, faria com tudo. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu em cinco minutos, mas foram os cinco minutos mais felizes da sua vida. Kafka não significa nada para as baratas.

. (VERÍSSIMO, Luís Fernando. A metamorfose. In: _____________. Ed Morte e outras histórias. Porto Alegre: L&PM Editores, 1997, p. 32-33.)

Quanto à tipologia e ao gênero textual, respectivamente, é correto afirmar que o texto é

Alternativas
Q2431571 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


Os sons das plantas feridas


Tomates cortados emitem sons em frequência mais alta que a dos submetidos à seca


Quando estressadas, por exemplo, pela falta de água, as plantas apresentam alterações na cor, no cheiro e na forma. Podem também liberar compostos orgânicos voláteis. Ou ainda emitir sons ultrassônicos, na frequência de 20 a 150 quilohertz (kHz).

Embora não sejam captados pelos seres humanos, esses sons poderiam alcançar outras plantas ou insetos, de acordo com experimentos com plantas de tomate e de tabaco feitos por equipes das universidades de Tel-Aviv, em Israel, e Harvard, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores criaram quatro grupos - plantas de tomate estressadas pela seca, de tomate com o caule cortado, de tabaco estressadas pela seca e de tabaco também com o caule cortado -, comparados a um grupo-controle (isto é, de plantas saudáveis), e colocaram microfones próximo a elas.

As frequências dos sons de cada grupo se mostraram proporcionais aos níveis de lesões e diferenciaram os grupos. As plantas secas de tomate e tabaco emitiram sons com frequência média máxima de 49,6 kHz e 54,8 kHz, respectivamente. Já nas plantas cortadas, a frequência média máxima foi de 57,3 kHz e 57,8 kHz. Os pesquisadores também gravaram sons de trigo, milho, videira e cactos (Cell, 30 de março).


Retirado e adaptado de: WEBER, Jean. Os sons das plantas feridas. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-sons-das-plantas-feridas/ Acesso em: 12 maio, 2023.

Assinale a alternativa que apresenta o gênero textual do texto "Os sons das plantas feridas":

Alternativas
Q2431450 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 9.

Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios

Estudos realizados nos últimos anos com um número ainda modesto de participantes sugerem que os psicodélicos, compostos conhecidos por alterarem a percepção da realidade e causarem alucinações, têm um efeito antidepressivo rápido e potente. Um trabalho internacional publicado em 5 de junho na revista Nature Neuroscience está ajudando a desvendar como eles atuam para amenizar a depressão. O estudo, do qual participaram três pesquisadores brasileiros, indica ainda que o efeito contra a depressão seria independente daquele que causa a distorção da realidade, o que pode, em princípio, levar ao desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e livres dos efeitos alucinógenos para tratar um problema que aflige cerca de 300 milhões de pessoas no mundo.

Em experimentos com células e animais de laboratório, o grupo coordenado pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, verificou que os psicodélicos preparam os neurônios para responder melhor a uma proteína que estimula a formação de novas conexões com outras células e do reforço das já existentes, o fator neurotrófico derivado de encéfalo (BNDF). Compostos como o ácido lisérgico (LSD) e a psilocina, extraída de cogumelos do gênero Psylocibe, aderem a uma proteína da membrana dos neurônios chamada receptor de quinase B relacionado à tropomiosina (TrkB), que é ativado pelo BDNF. Produzido no próprio cérebro, o BDNF, ao se ligar ao TrkB e ativá-lo, desencadeia uma cascata de comandos químicos que levam as células neuronais a se multiplicar ou a emitir prolongamentos e pontos de contatos com outros neurônios. Esse fenômeno, conhecido como neuroplasticidade, está associado à capacidade do cérebro de aprender e armazenar informações e à melhora dos sintomas depressivos.

Bioquímicos, farmacologistas e médicos já suspeitavam de que a neuroplasticidade talvez fosse o fator responsável pela ação antidepressiva de muitos medicamentos, inclusive daqueles que aumentam os níveis do neurotransmissor serotonina, como a fluoxetina e similares. Uma das razões para a desconfiança de que o efeito desses compostos não fosse decorrente apenas do aumento da disponibilidade de serotonina ou de outros neurotransmissores é que os níveis deles sobem muito rapidamente após o início do tratamento, mas os sintomas da depressão só começam a diminuir semanas mais tarde. "Já se imaginava que, além do aumento dos níveis de serotonina, existiam outros fatores envolvidos”, conta o farmacologista brasileiro Cassiano Ricardo Diniz, coautor do estudo. Ele participou dos experimentos que mostraram a ação antidepressiva dos psicodélicos via TrkB durante a temporada que passou no laboratório de Castrén, na Finlândia. "Evidências obtidas por outros grupos sugeriam que o efeito antidepressivo de vários medicamentos se dava via BDNF, mas achávamos que a ação ocorria de forma indireta, pelo aumento dos níveis desse fator neurotrófico, e não porque os antidepressivos se conectavam à molécula que facilita a ação dele.”

O que se viu para o LSD e a psilocina, a forma da psilocibina que chega ao cérebro, já havia sido observado pelo grupo de Castrén em outros tipos de antidepressivo. Experimentos conduzidos pelo farmacologista brasileiro Plínio Casarotto, que integra a equipe finlandesa, e publicados em 2021 na revista Cell mostraram que também a fluoxetina, da categoria dos inibidores de recaptação de serotonina, a imipramina, um antidepressivo tricíclico, e a cetamina, um anestésico com ação antidepressiva, promoviam a neuroplasticidade por aderir ao TrkB e facilitar a ação do BNDF. "Os antidepressivos, sozinhos, não acionam esse receptor, mas o colocam em um estado suscetível à ativação pelo BDNF", conta Casarotto, outro coautor do estudo.

As descobertas desse estudo, dizem os autores, abrem caminho para o desenho de compostos com estrutura análoga à dos psicodélicos, que apresentem alta afinidade com o TrkB e ação antidepressiva de início rápido e duração prolongada, mas sem os efeitos alucinógenos. "Os dados sugerem fortemente essa possibilidade, mas é necessário que outros estudos reproduzam os resultados", afirmou o psiquiatra Jaime Hallak, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (FMRP-USP), que não participou da pesquisa.

Para o psiquiatra Acioly Lacerda, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o desenvolvimento de um antidepressivo apenas com as características desejáveis dos psicodélicos reduziria o risco de haver dependência química e potencialmente diminuiria parte dos custos do tratamento. Hoje os psicodélicos são usados em alguns países para tratar depressão apenas em condições experimentais, em ensaios clínicos que necessitam de aprovação prévia de comitês de ética e de agências regulatórias. "O caminho para se chegar a um novo medicamento com essas características é longo e com elevadas taxas de insucesso", lembra Lacerda. "Mais de 90% das moléculas testadas para tratar doenças psiquiátricas não são aprovadas na fase final de ensaio clínico", conclui.

Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe. Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: oaao-esstimuuaa-conexxoessente-neeuroono s/ icos-agem-contra-a-depressao-ao-estimular-conexoes-entre-neuronios/ Acesso em: 14 jul., 2028.

Sobre o gênero e o tipo textuais do texto "Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios", analise o trecho a seguir:


O texto pertence ao gênero ________que é caracterizado por divulgar pesquisas científicas para público não especialista. Nesse gênero, predomina o tipo textual _________ , Que é caracterizado por apresentar um assunto e, possivelmente, argumentar sobre ele.


Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas do trecho:

Alternativas
Q2431244 Português

Em qual dos seguintes gêneros do discurso propostos para se trabalhar com estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental “a preparação de um roteiro para a gravação ajuda a manter a ordem do que será apresentado”?

Alternativas
Q2430739 Português

Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Ser professor


Por Ester Rosseto


  1. Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
  2. uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
  3. compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
  4. Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
  5. atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
  6. Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
  7. amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
  8. professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
  9. holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
  10. Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
  11. os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
  12. Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
  13. assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
  14. Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
  15. Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
  16. Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
  17. para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
  18. muito - que sabe sobre a vida.
  19. Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
  20. as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
  21. alheia, as angústias, os caminhos.
  22. Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
  23. roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
  24. no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
  25. Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
  26. Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
  27. quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.


(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os gêneros e tipos textuais, assinale a alternativa que indica a análise correta do texto anterior.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Bagre - PA
Q2429797 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 10.


Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra


01 ____ Há 30 milhões de anos, quando o deserto na costa do Peru ainda era coberto pelo

02 que se conhece hoje como Oceano Pacífico, um gigante habitava os litorais do país. Com

03 20 metros de comprimento, até 340 toneladas e uma cabeça desproporcionalmente

04 pequena, esse pode ter sido o maior animal que já viveu no planeta Terra.

05 ____ Há décadas um grupo internacional de cientistas investiga o deserto em busca de

06 fósseis, mas a grande surpresa só apareceu em 2010. “Assim que os colegas começaram

07 a desenterrar as vértebras, ficou claro que estávamos lidando com algo excepcional —

08 certamente um recorde”, afirmou o autor sênior do artigo publicado na Nature, Eli Amson,

09 do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.

10 ____ Chamado de Perucetus colossus, nome científico para baleia colossal do Peru, o

11 animal pertencia à família dos Basilosauridae, os primeiros cetáceos (grupo de mamíferos

12 que também inclui os golfinhos) completamente aquáticos de que se tem notícia. O longo

13 comprimento não foi exatamente uma novidade, mas essa é a primeira evidência que

14 eram também tão pesados.

15 ____ O maior animal conhecido hoje é a baleia-azul, podendo ultrapassar 20 metros de

16 comprimento e 150 toneladas. Diferentemente desses graciosos gigantes, contudo, o P.

17 colossus tem vértebras muito maiores — além de serem as mais densas já descobertas

18 até hoje —, o que sugere que eles eram muito mais inchados que os cetáceos atuais, com

19 algo entre 85 e 340 toneladas.

20 ____ “Essa é uma adaptação típica de animais costeiros, o que dá essa aparência muito

21 mais inchada do que a das baleias atuais, mas também garante que eles consigam

22 controlar melhor a flutuabilidade e permanecer em águas mais superficiais”, diz Amson.

23 Essa é a primeira diferença entre ele e as baleias atuais, presentes em águas mais

24 profundas e distantes da costa.

25 ____ Apesar do tamanho descomunal, essa característica os torna nadadores pouco

26 ágeis e, por isso, uma alimentação baseada em peixes é pouco provavel. Segundo o autor,

27 existem algumas teorias sobre o padrão alimentar, mas “a minha favorita, embora muito

28 especulativa, é que era um animal necrófago, alimentando-se de carcaças subaquáticas

29 de algum outro gigante — uma visão que deve ter sido muito sombria”.

30 ____ Outra característica curiosa dos assustadores gigantes é a cabeça

31 inesperadamente miúda. Enquanto essa parte do corpo representa cerca de um terço da

32 massa das maiores baleias contemporâneas, a do P. colossus não chegava a 10% do

33 peso total do animal, uma informação que também precisará ser confirmada por estudos

34 futuros.

35 ____ Esse achado muda completamente o conhecimento atual sobre a evolução dos

36 cetáceos. Até agora, acreditava-se que o aparecimento dos primeiros gigantes dessa

37 família era um evento recente, de cerca de 5 milhões de anos atrás, mas essa investigação

38 mostra que eles são bem mais antigos e surgiram há pelo menos 30 milhões de anos. As

39 Vértebras encontradas estão em uma exibição temporária no Museu de Lima, na capital

40 peruana.

41 ____ Agora, o objetivo é continuar as escavações para encontrar fósseis mais completos,

42 que possibilitem um melhor estudo da cabeça, por exemplo, ou a descoberta de outros

43 animais do mesmo período. Para isso, o grupo organizou uma campanha de

44 financiamento coletivo objetivando obter 25 mil francos suíços, o equivalente a 136 mil

45 reais, para bancar a manutenção da pesquisa.



Disponível em https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-encontram-fossil-do-maior-animal-que-ja-viveu-na-terra/ Acessado em 03/08/2023. Texto adaptado

O texto Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra pertence ao gênero

Alternativas
Q2429243 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de 4 a 8.

URBANISMO

7 CIDADES QUE SÃO EXEMPLOS DE PLANEJAMENTO URBANO NO MUNDO

O planejamento urbano é essencial para o bom funcionamento da cidade. Infelizmente, nós sabemos que o Brasil não é um grande exemplo a ser seguido nesse quesito. Claro que há cidades onde a situação é melhor que outras, mas nem mesmo as planejadas deram muito certo por aqui. Porém, como a esperança é a última que morre, espera-se que os futuros planejadores, com a colaboração de todos, possam resolver os grandes problemas das cidades brasileiras. Como inspiração, separamos uma lista com algumas cidades que são exemplos de planejamento urbano no mundo.

COPENHAGUE (DINAMARCA)

A cidade é a capital da Dinamarca e possui aproximadamente 1,3 milhão de habitantes. A sustentabilidade e a mobilidade urbana são um grande destaque por lá. São mais de 400km de ciclovia e até mesmo os membros do Parlamento vão para o trabalho pedalando. Além disso, há investimentos em áreas verdes e em recursos hídricos. O investimento em tratamento de esgoto, por exemplo, resultou em melhor qualidade da água. Há uma arquitetura sustentável que inclui a construção de sistemas sustentáveis de drenagem, reciclagem de água de chuva, telhados verdes e gerenciamento eficiente de resíduos sólidos. Por meio de implementação de energia eólica, biomassa e outros fatores, a cidade planeja ser neutra em emissões de carbono até 2025.

SINGAPURA (SINGAPURA)

Desde quando era uma colônia britânica, Singapura já era planejada. O segredo que a cidade mostra para o sucesso do planejamento urbano é ter uma visão de futuro. Singapura foi construída em um solo que era dado como inútil. Atualmente, ela é famosa por sua arquitetura inovadora, pela tecnologia e pela forma única com a qual gerencia resíduos sólidos e esgoto. Há uma política de fazer as regiões da cidade parcialmente autossustentáveis, de modo que nem todos dependam da região central.

AMSTERDÃ (PAÍSES BAIXOS)

Os canais de Amsterdã não são apenas enfeite: são resultado de muito planejamento. Eles serviam como uma forma de defesa, gerenciamento de água e transporte. Ainda, os meios de transporte públicos são incentivados e a bicicleta é muito comum por lá. É isso que as estatísticas provam: 48% do transporte é feito por meio de bicicleta, contra 22% feito em carro.

ZURIQUE (SUÍÇA)

Zurique é conhecida como a cidade com o melhor trânsito do mundo. Além de baratos, os ônibus, trens, balsas e outros meios de transporte coletivo sempre chegam no horário e em número suficiente. Assim, a quantidade de veículos particulares nas ruas é bem menor e implica menos poluição, menos acidentes, menor área de estacionamento e outras vantagens. A cidade financia estudos em energia renovável e busca menor emissão de gás carbônico e maior sustentabilidade.

SEUL (COREIA DO SUL)

Por volta de 1300, quando a cidade foi projetada, os políticos garantiram um bom planejamento. E, ao longo da história, o planejamento sempre teve um lugar especial. Atualmente, o foco é no plano de 2030, no qual os cidadãos são peça fundamental e estiveram envolvidos na elaboração.

CHANDIGARH (ÍNDIA)

A cidade é famosa por sua arquitetura e design urbano. Ela foi projetada por ninguém menos que o renomado arquiteto Le Corbusier. Além disso, foi uma das primeiras cidades planejadas da Índia pós-colonial. Chandigarh já levou o título de cidade mais próspera, limpa e verde da Índia. O curioso é que o planejamento seguiu a ideia de um corpo humano. A capital é a cabeça, o coração é o centro da cidade, os pulmões são a área verde e aberta, o sistema circulatório são as vias e estradas.

MACHU PICCHU (PERU)

Quando o assunto é planejamento urbano, Machu Picchu não pode ficar de fora da lista. Embora não seja mais habitada, a cidade foi cuidadosamente planejada em um lugar impressionante. Há todo um sistema de gerenciamento da água, canais de drenagem e moradias resistentes.

(Adaptado de: BLOG DA ARQUITETURA. Disponível em: https://blogdaarquitetura.com/7-cidades-que-sao-exemplos-de-planejamento-urbano-no-mundo/. Acesso em: 03/01/2023.)

Em relação às características do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. O trecho “Infelizmente, nós sabemos que o Brasil não é um grande exemplo a ser seguido nesse quesito” revela a subjetividade inerente ao gênero textual.

II. O texto está sobrecarregado de marcas opinativas, como revela o trecho “a cidade planeja ser neutra em emissões de carbono até 2025”.

III. Há trechos escritos em desacordo com a norma padrão da língua, como exemplificado em “E, ao longo da história, o planejamento sempre teve um lugar especial”.

IV. O texto recorre ao uso de argumentos por evidência, como no exemplo “48% do transporte é feito por meio de bicicleta, contra 22% feito em carro”.

Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Respostas
521: B
522: B
523: B
524: A
525: D
526: B
527: B
528: C
529: E
530: B
531: D
532: B
533: E
534: C
535: D
536: E
537: B
538: B
539: C
540: B