Questões de Concurso Comentadas sobre gêneros textuais em português

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Ano: 2024 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO Provas: INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Assistente Administrativo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Agente Comunitário de Saúde | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Agente de Contratação Pública (Pregoeiro) | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Atendente de Farmácia | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fiscal de Tributos | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fiscal de Posturas e Meio Ambiente | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Fiscal de Vigilância Sanitária | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Guarda de Endemias | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Psicólogo | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Auxiliar de Saúde Bucal | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico Ambiental | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Contabilidade | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Enfermagem | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Informática | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de São Sebastião do Tocantins - TO - Técnico em Sistema Único de Assistência Social |
Q3107719 Português

Leia o trecho da obra “A Insustentável Leveza do Ser” do escritor tcheco Milan Kundera e responda a questão a seguir.


“Aquele que deseja continuamente ‘elevar-se’ deve esperar um dia pela vertigem. O que é a vertigem? O medo de cair? Mas porque sentimos vertigem num mirante cercado por uma balaustrada? A vertigem não é o medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio embaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual logo nos defendemos aterrorizados.”


KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. 

Assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE o gênero textual do trecho.
Alternativas
Q3106501 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Viajar com casal de amigos


Eu não viajo com outros casais. É minha regra inviolável de turismo. Há grandes chances de causarem incômodo.


Sempre que viajei com par de amigos, eles brigaram e boicotaram o luxo das minhas férias.


Decidi ser egoísta. O que você economiza no rateio de gasolina e divisão de gastos será pulverizado pelos prejuízos na saúde emocional.


Estou com Beatriz em uma praia paradisíaca, ansioso para me deitar numa cadeira em frente ao mar, e precisamos, de repente, intervir como escudo contra ofensas. Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios.


Não há como abandoná-los enquanto nos divertimos. Existe um senso de solidariedade de equipe, já que viemos juntos.


Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem.


O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio. Eu falo com o marido litigante, Beatriz com a esposa emburrada, e ainda precisamos juntar versões e atuar como cupidos. É como liberar dois reféns confinados nas almas dos próprios sequestradores.


Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio.


Ao encontrar plateia, demoram mais para resolver. Tiram proveito da nossa atenção para lavar roupas sujas e revisitar crises do passado.


O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências. Chegamos animados, e um deles não responde, não diz nada. É o sinal da tempestade de nervos que estragará a temporada.


Não me arrisco mais. Esse erro não cometemos. Beatriz e eu jamais discutimos em viagem. Sabemos o quanto nossa paz é cara.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/1/viajarcom-casal-de-amigos



Com base no texto "Viajar com casal de amigos", de Fabrício Carpinejar, analise as características do gênero e da tipologia textual predominantes. Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3106278 Português
"A carta é um gênero textual de correspondência, o qual visa a estabelecer uma comunicação direta entre os interlocutores, para transmitir diferentes tipos de mensagens."
(https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta.htm)
A estrutura de uma carta é simples e direta, composta pelos elementos a seguir, com exceção de: 
Alternativas
Q3103438 Português
Relacione gênero textual (Coluna 1) com exemplos de textos (Coluna 2).

Coluna 1
(1) Narração.
(2) Injunção.
(3) Descrição.
(4) Exposição.
Coluna 2
( ) Currículo.
( ) Entrevista.
( ) Romance.
( ) Regulamento.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses?
Alternativas
Q3103189 Português
Leia o texto, e marque a alternativa correta.

Receita de Pão caseiro

• 1 kg de farinha de trigo aproximadamente • 1 e 1/2 xícara de leite morno (aprox. 400 ml) • 1/2 xícara de água morna • 1/2 xícara de óleo (aprox. 100 ml) • 4 colheres (sopa) de açúcar (aprox. 200 g) • 1 colher (sopa) de sal • 2 ovos • 10 g de fermento biológico seco

Qual o tipo textual do texto acima?
Alternativas
Q3101559 Português
Texto 4

Monstros de estimação

Outro dia, passando para mim mesmo o DVD de “O Lobisomem”, o clássico de 1941 com Lon Chaney Jr., mais uma vez fiquei revoltado: o Lobisomem, depois de estraçalhar dois ou três em defesa própria, é morto a tiros pelo próprio pai na penúltima cena — e, na última, quebrando-se a maldição de que fora vítima, volta a ser o inocente Lawrence Talbot, um sujeito que, de tão doce, é uma ameaça para diabéticos.

Já se fizeram muitos filmes de lobisomem. Em todos, ele morre no fim, e o roteirista nunca lhe concede a dádiva de uma lágrima em sua última agonia. Ninguém se comove com o fato de que o infeliz, por ter sido mordido por um lobo, transformou-se num deles e, daí, ficou proibido de ser recebido em casas de família. Mas que culpa teve nisso?

Ruy Castro, Folha de S. Paulo, 27/10/2024
Analise as afirmativas abaixo:

1. O texto é uma crônica, com um autor que se revela na superfície do texto ao buscar uma conversa com o leitor, o que é característico neste gênero.
2. O texto emprega, em determinados momentos, a tipologia narrativa, a fim de reconstruir trechos do filme.
3. No trecho acima, o autor mostra-se inconformado com o destino dado ao personagem citado.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3101546 Português
Texto 1

Língua e Identidade

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos da UNESCO, toda sociedade humana, estabelecida historicamente em um determinado espaço territorial, seja ele reconhecido ou não, identifica-se como um povo e desenvolve uma língua comum como meio de comunicação natural e de coesão cultural entre os seus membros. Portanto, a dominação de um idioma em um determinado território se dá a partir da constituição de uma comunidade historicamente estabelecida neste espaço.

Sob essa perspectiva, os surdos brasileiros, ao desenvolverem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de comunicação natural, constituem uma comunidade cujas especificidades não os alijam da sociedade brasileira, mas os identificam como membros de um das diversas comunidades linguísticas estabelecidas no território geográfico brasileiro.

Revista Língua Portuguesa e Literatura – edição 80, dezembro de 2020, São Paulo, ed. Escala, p. 28
O Texto 1, quanto aos tipos e gêneros textuais, pode ser identificado como: 
Alternativas
Q3100150 Português
Para fazer uma carta, precisamos escolher o tipo de linguagem - formal ou informal - conforme a situação comunicativa. Em uma carta pessoal, podemos usar linguagem informal, enquanto em uma carta comercial usamos linguagem formal.
Os seguintes elementos fazem parte da estrutura da carta e mostram como ela é organizada, com EXCEÇÃO de:
Alternativas
Q3098047 Português
Ainda sobre a simplificação da linguagem jurídica e o fim do 'juridiquês'



        (1§) No final do ano de 2023, o Conselho Nacional de Justiça divulgou o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, consistente na edição de medidas “com o objetivo de adotar linguagem simples, direta e compreensível a todas as pessoas na produção das decisões judiciais e na comunicação geral com a sociedade”, propondo, entre outras coisas, o “fomento ao uso de linguagem simples e direta nos documentos judiciais, sem expressões técnicas desnecessárias” e “a criação de manuais e guias para orientar cidadãos e cidadãs sobre o significado das expressões técnicas indispensáveis nos textos jurídicos”.

      (2§) Em texto publicado em 2020, este subscritor já defendia a necessidade de uma revolução na redação jurídica tradicionalmente adotada no País, com a superação do ultrapassado juridiquês, compreendido como uma “expressão cunhada para ironizar a forma de expressão comumente adotada pelos profissionais do Direito para se comunicarem em suas manifestações escritas ou orais, composta por formalismos ultrapassados, expressões difíceis, sinônimos incomuns, palavras em latim e termos até esdrúxulos”.

      (3§) Sempre que o tema da simplificação da linguagem jurídica vem (ou volta) à tona, enfrenta algumas críticas, sobretudo do meio acadêmico. As pessoas atribuem a ele ideias ou propostas que nunca foram defendidas. É a típica falácia do espantalho.

      (4§) Portanto, é preciso deixar claro que a defesa da simplificação da linguagem jurídica e do combate ao juridiquês não propõem:



A) o fim do uso dos termos técnicos: eles existem em todas as áreas de conhecimento e devem ser empregados adequadamente. Sentença é o ato judicial que decide a questão levada a julgamento e não pode jamais ser chamada de despacho. O mandado de segurança é impetrado. O recurso interposto, após conhecido, poderá ser provido ou desprovido. Furto e roubo são coisas bem diferentes. Denúncia e queixa são atos processuais próprios, e não o registro de uma ocorrência na polícia. Portanto, o uso adequado dos termos técnicos é indispensável para a elaboração de um texto bom, claro e preciso.

    O que se propõe é que eles sejam usados apenas quando necessários. Sem exibicionismo. E muito menos ainda substitui-los por expressões esdrúxulas e sem previsão legal. Se o termo técnico é petição inicial, por que escrever peça inaugural ou vestibular? Se é denúncia, por que se usar exordial acusatória ou peça incoativa? Teríamos vários exemplos para citar.

     Associado a isso, estimula-se a divulgação de materiais, explicando à pessoa leiga o sentido de tais termos técnicos, para que ela compreenda, por exemplo, que afirmar que o juiz é incompetente não é criticar a sua capacidade intelectual, mas apenas argumentar que, pelas regras processuais, seria outro juiz que deveria julgar o processo. Ainda, propõe-se, simultaneamente à edição da manifestação original, a elaboração de uma versão simplificada, para facilitar a compreensão pela sociedade em geral.

B) que se possa escrever errado ou de qualquer jeito: a observância da gramática e o uso correto das palavras são indispensáveis para um texto bem escrito, claro e objetivo. Curiosamente, o que se percebe no dia a dia é que, na tentativa de demonstrar-se culto, o jurista comete erros gramaticais básicos e dá a determinadas palavras sentidos diferentes do seu verdadeiro significado. Por exemplo, o uso incorreto de “mesmo” como substituto de pronome pessoal; da expressão “posto que” com o significado de “porque”, e não de oposição (apesar de que, embora, ainda que…); e da expressão “restou comprovado” com o significado de “ficou comprovado”.

C) a superficialidade na análise de fatos, provas e argumentos: desde pequeno, somos forçados a acreditar que precisamos escrever muito para demonstrar conhecimento. Nas escolas, as provas exigiam limite mínimo de linhas para desenvolvimento da resposta. Por que eu preciso escrever 20 linhas se entendo que 10 linhas são suficientes para responder a pergunta formulada? E essa visão é ainda mais estimulada após o ingresso no curso jurídico.

      (5§) O certo, porém, é que a simplificação do formato da mensagem em nada interfere na qualidade do seu conteúdo. Na verdade, o que muito se vê é a inserção de palavras, frases, expressões, dispositivos legais, citações doutrinárias e decisões judiciais desnecessárias com a finalidade de demonstrar a suposta qualidade do conteúdo da manifestação jurídica.

     (6§) Lanço um desafio ao leitor: examine a sua última peça processual (ou, caso não queira se torturar, examine a próxima peça processual que chegar às suas mãos) e conte quantos parágrafos iniciam-se por “trata-se”, “cuida-se”, “é importante destacar”, “é válido ressaltar”, “cumpre pontuar”, “é digno de nota” ou termos equivalentes. Se não todos, a grande maioria. Busque agora por expressões cafonas ou incomuns, que poderiam ser facilmente excluídas ou substituídas por palavras mais simples. Procure, por exemplo, por “noutro giro”, “lado outro”, “noutra banda”, “ademais”, “ulterior”, “com fulcro”, “com espeque”, “com supedâneo”, “com efeito”, “outrossim” etc.

       (7§) Após, faça um esforço mental, excluindo todas elas e reescrevendo o texto. Ao final, reflita sobre se foi difícil retirá-las e se isso alterou a essência da mensagem. Aposto que não. O resultado é que agora você tem a mesma mensagem, mas transmitida de forma simples, objetiva e direta.

      (8§) É preciso, de uma vez por todas, superar a falsa relação entre escrever difícil e ser erudito. Não é razoável alguém se achar culto por substituir resumo dos fatos por breve escorço factual; referir-se ao código de processo civil como código de ritos; em vez de escrever autos, citar fólios ou pergaminho processual; chamar cadeia ou presídio de ergástulo público; trocar habeas corpus por remédio heroico ou writ; ou usar a expressão parquet ao se referir ao Ministério Público etc.

     (9§) Sejamos sofisticados: simplifiquemos.



ASSUNÇÃO, Bruno de Barros. Ainda sobre a simplificação da linguagem jurídica e o fim do 'juridiquês'. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2024-jul-01/ainda-sobre-a-necessidade-de-simplificacao-dalinguagem-juridica-e-o-fim-do-juridiques/. Acesso em: 31 out. 2024.
Considerando-se as características formais e funcionais do texto, nota-se que ele é um exemplo de
Alternativas
Q3096296 Português
O machismo no futebol brasileiro


Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do debate público se volta ao que acontece dentro das quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém, chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a violência contra a mulher no esporte mais popular do país — situação que já colocou atrás das grades jogadores renomados com passagens pela Seleção Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.

Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério Público da Suécia que, segundo a imprensa internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa mundial, um "contrato de estupro acidental" que jogadores têm apresentado a mulheres para evitar denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos recentemente. O documento, além de frágil judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na prática, ser tratados como uma parcela da sociedade acima do bem e do mal.

Todo esse contexto se soma ao que se vê nas arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios se depara com frequência com músicas machistas, que objetificam a mulher para provocar um rival — sem contar os olhares indesejados independentemente da roupa usada. O cenário exige que os clubes e as confederações tomem medidas duras para combater a violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso, conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.

Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com os departamentos de psicologia e pedagogia dos três principais clubes mineiros.

É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro do vestiário, posturas machistas são aceitas sem problematização. Ou se atletas são contratados mesmo com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que aquele acusado só volte a ocupar uma posição de destaque após a apuração completa do caso.

Parte desse combate também passa por maiores investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem nesse necessário combate. Sempre muito preocupada com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para problemas recorrentes da modalidade no país — entre eles, a violência contra a mulher e o machismo abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas. Um problema não só do esporte, mas também dele.


(Disponível em: htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html. Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
O texto "O machismo no futebol brasileiro" aborda a questão da violência de gênero no esporte. Considerando os elementos discursivos, estruturais e a função comunicativa do texto, assinale a alternativa que corretamente define o gênero textual ao qual ele pertence:
Alternativas
Q3096188 Português
Crises climática, social e da biodiversidade


O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave desencadeado pelas mudanças climáticas globais, amplamente previstas por painéis internacionais e especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma emergência climática que já deixou de ser uma previsão futura: é a realidade concreta e urgente do país.

Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo tratado. Estamos agora diante de um cenário de aumento médio de até 3ºC.

De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até 4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam com tempestades mais intensas. Como já vimos nos últimos meses, o prolongamento de estações secas, somado a ondas de calor, cria situação propícia para incêndios de grandes proporções.

Contudo, a crise climática está profundamente interligada com outras questões. Enfrentá-la significa também conter a perda de habitats e a redução da biodiversidade, que são essenciais para a manutenção dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de carbono. Além disso, a redução da pobreza e das desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos das mudanças climáticas afetem de forma desproporcional as populações mais vulneráveis.

Essas três crises — climática, da biodiversidade e social —, embora interconectadas, são tratadas de maneira isolada. Entretanto, ecossistemas conservados, eficientes na captura de carbono, não só mitigam o aquecimento global, como também garantem a saúde humana e a manutenção de suas atividades econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa nova realidade precisam integrar ações nessas três frentes.

A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o conhecimento necessário para agir já está disponível. Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar cenários climáticos mais catastróficos quanto para preparar o país para eventos extremos que, a essa altura, são inevitáveis.

Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está relacionada ao desmatamento. [...]

Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional de conservação da vegetação nativa, mas foi promulgada sem compreender a devida urgência da crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais e efeitos secundários. Um esforço é necessário no sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal, estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.

No entanto, os paradigmas atuais de conservação não são apenas restritivos. Eles também consideram como as comunidades humanas usam e dependem dos ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de "paisagens multidimensionais interconectadas" como um caminho para a conservação no século XXI.

Por "multidimensional", entende-se a capacidade de integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a criação de estratégias que vão desde a proteção de áreas altamente preservadas, como as florestas amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os contextos. A abordagem multidimensional busca, assim, equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam de forma benéfica e resiliente. [...]


(Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a 72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard. Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
O texto lido pode ser classificado dentro do gênero artigo de opinião. Considerando suas características, identifique, com base no texto, qual das opções a seguir explica corretamente como o autor utiliza as particularidades desse gênero para desenvolver seu argumento:
Alternativas
Q3095432 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A VENDA DE PAPAGAIOS FALANTES

Um homem está dirigindo pela estrada quando vê um letreiro que diz: "Venda de Papagaios Falantes". Curioso, ele resolve parar e conferir.

Ao entrar na loja, pergunta ao dono: — Esses papagaios realmente falam?

O vendedor responde: — Falam sim! Temos três papagaios aqui, cada um com seu próprio preço.

Ele aponta para o primeiro papagaio e diz: — Esse custa mil reais.

O homem, que estava intrigado, pergunta: — O que ele faz para custar tudo isso?

— Ele sabe usar o Word e o Excel — responde o vendedor.

O homem segue para o próximo papagaio, que custa cinco mil reais. — E esse aqui? O que ele faz?

— Esse é mestre em programação e sabe falar três idiomas.

Finalmente, o homem vê o terceiro papagaio, que custa dez mil reais. Ele fica impressionado e pergunta: — E esse aqui? O que ele faz?

O vendedor coça a cabeça e responde: — Sinceramente, eu nunca o vi fazer nada. Mas os outros dois chamam ele de "chefe".


- Autor desconhecido.
Leia com atenção o texto "A VENDA DE PAPAGAIOS FALANTES" e responda: Qual é o gênero do texto lido?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Bragança - PA Provas: IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Arquiteto e Urbanista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Assistente Social | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Auditor Fiscal | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Bibliotecário | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Biólogo | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Biomédico | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Cirurgião Dentista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Educador Físico | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Enfermeiro | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Engenheiro Agrônomo | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Engenheiro Ambiental | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Engenheiro Civil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Engenheiro de Pesca | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Engenheiro Elétrico | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Engenheiro Sanitarista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Engenheiro Florestal | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Estatístico | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Farmacêutico | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Fisioterapeuta | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Fonoaudiólogo | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Gestor Ambiental | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Médico Clínico Geral | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Médico Veterinário | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Nutricionista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Técnico Educacional | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Psicólogo | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Técnico em Gestão Cultural | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Técnico em Gestão de Informática | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Terapeuta Ocupacional | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Turismólogo | IVIN - 2024 - Prefeitura de Bragança - PA - Professor - Nível I |
Q3093377 Português
Por que a luz da manhã é crucial para saúde

1 Num país majoritariamente tropical, como o Brasil, onde a luz enviada pelo Sol é abundante durante a maior parte do ano, é fácil esquecer o valor dessa fonte de iluminação, energia e saúde.

2 "A luz solar é uma coisa poderosa, talvez mais poderosa do que a maioria das pessoas imagina", diz o professor de genética humana Steve Jones, da University College London (Reino Unido).

3 Em outras nações, especialmente no hemisfério Norte, a luz do Sol é menos predominante. Nos meses de inverno, nas regiões mais ao norte da Europa, da Ásia e da América do Norte, o Sol aparece muito menos. Pior: com muita gente passando longos períodos dentro de casas e edifícios, o contato com o Sol ficou ainda menos frequente.

4 "De certa forma, a vida moderna nos levou de volta à Idade da Pedra, quando vivíamos em cavernas", afirma Jones, preocupado com a vida que muitos hoje levam longe do Sol. Segundo ele, os efeitos negativos de uma vida longe da luz solar foram confirmados por muitos estudos realizados ao longo das últimas décadas.

5 "Nos anos 1960, houve vários experimentos, feitos pelos franceses que foram para dentro de cavernas e ficaram por lá", relata o professor. O que aconteceu com essas pessoas?

6 "Todos começaram a dormir ou por períodos de tempo extraordinariamente longos ou extraordinariamente curtos, e eles não conseguiam perceber a diferença."

7 Os problemas não se limitaram a distúrbios no sono. "Todos eles disseram que sofreram de graves abalos no humor e depressão, tanto que muitos tiveram de sair muito antes do que haviam planejado."

8 Para identificar os efeitos da falta do Sol na vida e na saúde das pessoas, no entanto, não é preciso que elas vivam dentro de cavernas. Basta apenas observar seu comportamento durante o inverno em regiões de latitudes altas, quando em muitos dias encobertos a luz solar aparece muito pouco.

9 "No inverno, nós nos sentimos meio estranhos", diz o professor Steve Jones. "A falta de luz do Sol significa que seu sistema imunológico não funciona tão bem, seus mecanismos de defesa não funcionam tão bem.

10 Isso ocorre porque nosso corpo possui o chamado ciclo ou ritmo circadiano, como explica Aarti Jagannath, professora associada de neurociência clínica da Universidade de Oxford (Reino Unido).

11 "Efeitos no humor, aumento de depressão, mais distúrbios metabólicos, todas essas coisas são ramificações de um relógio circadiano abalado", afirma. Todos nós dependemos de nosso ritmo circadiano. Trata-se de um medidor de tempo interno regulado para um período de 24 horas que está presente em todo tipo de vida na Terra. "Ele controla o tempo de toda a nossa fisiologia e todo nosso comportamento", explica Jagannath.

12 "Todos os tipos de processos ativos são compartimentalizados dentro do dia, e todos os processos restauradores são mantidos na noite." O ritmo circadiano é definido todos os dias pelo nascer do Sol, e a primeira luz da manhã é a mais importante para essa definição.

13 "Os comprimentos de onda que têm o impacto mais poderoso são os de coloração levemente azulada", diz a professora Jagannath. "Nos nossos olhos existem essas células que têm um pigmento sensível a essa luz azul e sinalizam ao relógio do organismo, para informar qual é a hora do dia."

14 É um fenômeno que ocorre nos olhos sem ligação com a nossa capacidade de enxergar. Essas células ganglionares detectam níveis de luz, mas não têm nada a ver com a visão. Elas têm a mesma importância para a definição do ritmo circadiano de pessoas com deficiência visual.

15 "Muitas pessoas não se dão conta da vida artificial que nós levamos", afirma Steve Jones. "Isso porque vida artificial depende de luz artificial." Quem paga o preço da substituição de um processo de iluminação natural por outro criado artificialmente é o nosso organismo, que recebe informações desencontradas.

16 "A busca por luz artificial fornece ao seu corpo um sinal de tempo que é incorreto", diz Aarti Jagannath. Então você pode acabar sentindo-se mais alerta à noite ou muito mais deprimido durante o dia."

Extraído de https://www.bbc.com/portuguese/geral-60440529
O texto pertence ao domínio da esfera jornalística e sua configuração permite-nos afirmar corretamente que seu gênero textual é:
Alternativas
Q3093107 Português
Texto 1

Jesus Chorou

Racionais MC’s
Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável?
O vento não, ele é suave, mas é frio e implacável
(É quente) borrou a letra triste do poeta
(Só) correu no rosto pardo do profeta
Verme, sai da reta
A lágrima de um homem vai cair
Esse é o seu BO pra eternidade
Diz que homem não chora
Tá bom, falou
Não vai pra grupo irmão, aí
Jesus chorou!

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/racionais-mcs/64919/>. Acesso em: 30 set. 2024. [Adaptado].
Considerando as características do gênero textual e sua forma de circulação no mundo, é possível classificar o rap como um texto
Alternativas
Q3091156 Português

Como relaxar a mente após o trabalho



Depois de um dia puxado no trabalho, tudo o que você mais deseja é descansar e espairecer, para se desconectar da vida profissional e entrar na vida pessoal? Esse é um objetivo diário de muitas pessoas, mas nem todo mundo sabe como relaxar a mente de maneira eficiente do estresse e da ansiedade gerados pela rotina.

O resultado disso é que várias pessoas acabam exaustas mentalmente, deixando hobbies e atividades domésticas de lado, perdendo a oportunidade de passar mais tempo com a família e os amigos e, de quebra, descansando pouco.

Existem algumas medidas que ajudam a reverter essa situação e a cuidar da saúde mental. Acompanhe nosso post e veja como inseri-las no seu dia a dia!


1. Invista na meditação

2. Leia um livro

3. Pratique uma atividade física

4. Faça um passeio relaxante

5. Evite consumir notícias antes de dormir

6. Tenha uma boa noite de sono


Disponível em: <https://www.unimedcampinas.com.br/blog/saude-para-seu-negocio/6-dicas-de-como-relaxar-a-mente-apos-o-trabalho>. Acesso em: 02

out. 2024. [Adaptado].

O texto em questão foi retirado da seção blog do site da Unimed, empresa de plano de saúde brasileira. Acerca das características do gênero textual que leva o mesmo nome da seção, a linguagem informal utilizada no texto
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Q3089746 Português
História de uma praça


    Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de que grandes escritores brasileiros, a começar por Machado de Assis, eram também funcionários públicos. Na lista numerosa, Drummond não incluiu a si mesmo, funcionário que foi de mais de um órgão público. A “rotina” do funcionário, outrora cercado de blocos de papéis, lápis e canetas, muitas vezes levava-o à “quimera”, ao universo da ficção e à imaginação criativa.

   Mas hã também funcionários cuja quimera é, na verdade, a pesquisa histórica. Valem-se de seu talento e de sua disposição para investigar a origem de nomes, de lugares, de fatos primordiais. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Eliézer Rodrigues, veterano assessor de imprensa da Justiça do Trabalho do Ceará. Dedicou-se a pesquisar dados e a escrever um livro — “Praça José de Alencar - Tempos e viventes”. Já de si, o título indica o âmbito do livro.

   O jornalista escritor resgata os primórdios dessa praça de Fortaleza, quando ainda se chamava Praça do Patrocinio, e aborda os principais acontecimentos que envolveram as edificações e pessoas que já habitaram seu entorno. O prédio da Fênix Caixeiral, a Igreja do Patrocinio, a Escola de Comércio, o Centro Médico, o Instituto de Patrimônio Histórico, o Lord Hotel, o INSS, a Associação Cearense de Imprensa e a 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Fortaleza são algumas das instituições retratadas na obra.

    É importante haver cronistas desse porte para que a história de um lugar e de seus personagens se mantenha viva. Políticos, militares, empresários, intelectuais, artistas, músicos, juristas, celebridades, médicos, comerciantes e cidadãos comuns são alguns dos personagens reais que envolvem as tramas retratadas. Até mesmo uma cigana e um fantasma protagonizam causos curiosos.

    Vê-se que a “quimera” desse escritor cearense está ancorada em impressões, fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer É mais que um momento da rotina: é um momento da memória pessoal e social dedicado ao lugar de afeto e de interesse público, a que dá a força de uma permanência temporal.


(SÁ, Herculano Perez de. Com apoio na página eletrônica https://www.trt7.jus.br. Adaptado)
Contextualizado nesse texto, o gênero da crônica e um atributo do cronista constituem possibilidades reais de se
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Q3084680 Português

“Gênero textual é uma forma de identificar a diversidade de textos materializado – escritos, orais e não verbais – com características sociocomunicativas, presentes na cultura de uma comunidade. São formas histórica e socialmente situadas” (NASPOLINI, 2009, p. 32).


São exemplos de gênero textual:


1. Romance.


2. Piada.


3. Notícias.


4. Crônicas.


5. Palestra.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

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Q3081597 Português

Língua é progressista, reacionária ou nada disso, muito pelo contrário?



    Dia desses, soube que, na nossa praça pública virtual, se travava um interessante debate sobre a língua portuguesa, que, em suma, se resumia a distinguir entre a postura progressista e a postura reacionária (ou “fascista”) em relação ao idioma. A defesa do aprendizado da norma culta coube aos “reacionários”, enquanto o ataque à valorização desse registro formal reunia os “progressistas”. Posta dessa forma, a discussão cai na polaridade ideológica e o público tende a se alinhar segundo o posicionamento de seu grupo (ou de sua bolha), o que, em geral, abrevia o debate, logo dando lugar a outra polêmica qualquer.

    Segundo a tese progressista, o que chamamos de norma culta é o registro linguístico das classes dominantes, que, exatamente por sê-lo, seria “elitista” ou excludente. Hoje, soma-se a essa ideia a de que nem mesmo uma boa parte dessa classe dominante brasileira domina à perfeição essa norma, o que faria dela, em grande medida, uma norma obsoleta, um padrão antiquado ou mesmo “subserviente ao modelo colonizador eurocêntrico”.

    Se está na ordem do dia contar a história do ponto de vista dos historicamente excluídos e estimular ações concretas (queima de estátuas, destruição de símbolos etc.) para “recontar” o passado, analogamente parece estar em curso uma tentativa de derrubar a norma culta do pilar em que ainda se encontra e promover a “diversidade linguística”. Nesse caso, cada um se expressaria como achasse melhor em qualquer circunstância, tese que parece bem razoável quando vista apenas do ponto de vista de certo ativismo político.

    A tese progressista é sempre mais sedutora (e mais o seria se não fosse abraçada tão facilmente pelo sistema). Por que dizer “nós vamos” se a desinência “-mos” carrega a mesma informação contida no pronome “nós”? A formulação “nós vai”, por exemplo, é mais econômica, pois suprime a redundância, que é parte do sistema de concordância. Mais que isso, dizer “nós vai” pode ser algo libertário ou mesmo revolucionário. Pode, mas só enquanto representar um contraponto a uma norma estabelecida. Destruída a norma, “nós vai” se institucionaliza e passa a ser a nova norma. Ou, como aparentemente se deseja, as normas conviveriam todas em harmonia, com o mesmo peso. Será?

    Para começar a mudança, talvez os textos pudessem ter um salutar percentual de desvios da norma, outro percentual de estrangeirismos (os que porventura não o tivessem espontaneamente), um percentual de gírias locais, enfim, os textos poderiam ser mais “diversos”, refletindo a língua efetivamente falada pela sociedade. Bem, chega de imaginação.

    Quem tem de enfrentar as consequências desses debates são, em geral, os professores nas salas de aula. A eles cabe a parte prática de incorporar essas teses libertárias ao cotidiano da sala de aula ou bater na tecla da importância de dominar a norma dos espaços de poder e, ao mesmo tempo, estimular os jovens a ler os autores da nossa literatura, aqueles que, com sua inteligência e imaginação, cultivaram a língua portuguesa em todos os seus recursos.

    Como se sabe, nem todos os estudantes se transformarão em leitores de literatura, principalmente nestes tempos de muita pressa para chegar a lugar algum. Aqueles que se aventurarem nesse mergulho, em que o tempo é suspenso e somos levados para outros mundos, esses, por certo, saberão dar valor à língua que, sim, nós herdamos do colonizador – do qual, a propósito, muitos de “nós” descendem – e cultivamos à nossa maneira, língua que é repleta de recursos e cujo conhecimento é mais que uma vestimenta de luxo para frequentar ambientes “elitistas”.

    Literatura requer tempo e um pouco de solidão. A leitura de um livro nos faz adentrar cenários que se constroem com palavras e conhecer pessoas também feitas de palavras, que nos deixam saudade quando o livro se fecha. Escritores transformam palavras e frases (as mesmas que usamos na comunicação) em arte e, assim, somos levados à fruição da linguagem como fruímos música ou pintura.

    É para ler os artistas da palavra que aprendemos os recursos da língua e é porque os lemos e vivenciamos em profundidade a experiência que generosamente compartilham conosco que queremos conhecer mais e mais os meandros dessa língua que nos conduz à sua alma.

    Ninguém deveria ser privado da experiência da leitura de romances, que é a melhor forma de aprender a língua. O debate público bem poderia sair da superfície e estimular o avanço do conhecimento. Aos professores cabe a tarefa de ensinar os alunos a ler literatura – e a língua estará lá em seu esplendor.


(NICOLETI, Thaís. Língua é progressista, reacionária ou nada disso, muito pelo contrário? Jornal Folha de S. Paulo, 2024.)

A forma mais eficiente de aprender a língua portuguesa, na opinião da autora, é estar em contato frequente, sobretudo, com os gêneros textuais próprios do domínio discursivo: 
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Q3078170 Português
No que concerne a gêneros textuais, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correspondente.

Coluna I.

A- Carta.
B- Charge.
C- Certidão.
D- Circular.

Coluna II.

1- É um gênero textual em que é feita uma ilustração cômica, irônica, por meio de caricaturas, com o objetivo de satirizar, criticar ou fazer um comentário sobre algum acontecimento, que é atual, em sua grande maioria.
2- É utilizada para transmitir avisos, ordens, pedidos ou instruções, dar ciência de leis, decretos, portarias, etc.
3- Pode ter caráter argumentativo quando é aberta ou do leitor. Quando se trata para pessoa, há a presença de aspectos narrativos ou descritivos.
4- É o ato pelo qual se procede à publicidade de algo relativo à atividade cartorária, a fim de que, sobre isso, não haja dúvidas. Possui formato padrão próprio, termos essenciais que lhe dão suas características. Exige linguagem formal, objetiva e concisão.
Alternativas
Q3075570 Português
Marque a alternativa que apresenta um gênero textual oral utilizado nas práticas de linguagem dos Anos Iniciais:
Alternativas
Respostas
221: D
222: D
223: D
224: A
225: D
226: E
227: A
228: B
229: A
230: D
231: B
232: C
233: D
234: A
235: C
236: E
237: D
238: B
239: B
240: A