Questões de Concurso Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

Foram encontradas 1.162 questões

Q2700689 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Nos trechos: “Jovens e adolescentes que se agridem pelas redes sociais.” (Parág. 3/L.6 e 7) e “Pela dor que as palavras produzem em sua alma. ” (Parág. 9/L.21), tem-se dois adjuntos introduzidos pela preposição POR.


Assinale a alternativa que apresenta os valores semânticos desses adjuntos, respectivamente.

Alternativas
Q2698595 Português

Para se referir ao papa, o pronome mais adequado é:

Alternativas
Q2695743 Português

Leia com atenção o texto e responda o que se pede no comando das questões.

O ninho não mais vazio

Há dias, escrevi sobre uma amiga cujos filhos tinham acabado de sair de casa e que estava experimentando o que os psicólogos chamam de “síndrome do ninho vazio”. Aproveitei para contar que eu próprio entre o Natal e o Réveillon, vivera algo parecido, só que ao pé da letra. Uma rolinha — Lola, a rola — fizeram seu ninho no meu terraço e passara uma semana sentada sobre um ovo, do qual saiu Lolita, a Rolita. E, antes que eu tivesse o prazer de ver mãe e filha em ação, voando para lá e para cá, foram embora sem se despedir. Ali entendi a síndrome do ninho vazio.

Outro amigo, cujo conhecimento sobre os pássaros aprendi a admirar, me garantiu que Lola, a Rola não podia estar muito longe. "Ela gostou daqui”, ele disse. "Vai voltar para fazer outro ninho”. E, para que eu não me jactasse de minhas virtudes como anfitrião, explicou-me que isso é instintivo nos pássaros. Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar. Com isso, retomei meu posto de observação — e não é que meu amigo tinha razão?

Lola, a Rola reapareceu e logo começou os trabalhos. Reconheci-a pelo estilo de gravetos que recolhe — secos, fininhos e compridos. Em poucos dias o novo ninho ficou pronto, não muito distante do ninho original, este já em escombros. Só que, agora, com uma importante colaboração: a de seu marido Rollo, o Rola, talvez como mestre de obras. O fato é que, ao contrário da primeira vez, tive várias oportunidades de ver o casal empenhado na construção.

E assim, com duas semanas de intervalo, eis-me avô de mais um ovo. Que, pela lei das probabilidades, deverá produzir um macho. E, sendo filho de Lola, a Rola e Rollo, o Rola, só poderá se chamar — claro — Rolezinho.

Não vou dizer o nome de meu amigo amador de ornitologia. Só as iniciais: Janio de Freitas.

(CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. 1, ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p. 21/ 22)

Utilize o excerto a seguir para responder as questões de 5 a 8: "Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar".

A análise do período permite classificá-lo como:

Alternativas
Q2695742 Português

Leia com atenção o texto e responda o que se pede no comando das questões.

O ninho não mais vazio

Há dias, escrevi sobre uma amiga cujos filhos tinham acabado de sair de casa e que estava experimentando o que os psicólogos chamam de “síndrome do ninho vazio”. Aproveitei para contar que eu próprio entre o Natal e o Réveillon, vivera algo parecido, só que ao pé da letra. Uma rolinha — Lola, a rola — fizeram seu ninho no meu terraço e passara uma semana sentada sobre um ovo, do qual saiu Lolita, a Rolita. E, antes que eu tivesse o prazer de ver mãe e filha em ação, voando para lá e para cá, foram embora sem se despedir. Ali entendi a síndrome do ninho vazio.

Outro amigo, cujo conhecimento sobre os pássaros aprendi a admirar, me garantiu que Lola, a Rola não podia estar muito longe. "Ela gostou daqui”, ele disse. "Vai voltar para fazer outro ninho”. E, para que eu não me jactasse de minhas virtudes como anfitrião, explicou-me que isso é instintivo nos pássaros. Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar. Com isso, retomei meu posto de observação — e não é que meu amigo tinha razão?

Lola, a Rola reapareceu e logo começou os trabalhos. Reconheci-a pelo estilo de gravetos que recolhe — secos, fininhos e compridos. Em poucos dias o novo ninho ficou pronto, não muito distante do ninho original, este já em escombros. Só que, agora, com uma importante colaboração: a de seu marido Rollo, o Rola, talvez como mestre de obras. O fato é que, ao contrário da primeira vez, tive várias oportunidades de ver o casal empenhado na construção.

E assim, com duas semanas de intervalo, eis-me avô de mais um ovo. Que, pela lei das probabilidades, deverá produzir um macho. E, sendo filho de Lola, a Rola e Rollo, o Rola, só poderá se chamar — claro — Rolezinho.

Não vou dizer o nome de meu amigo amador de ornitologia. Só as iniciais: Janio de Freitas.

(CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. 1, ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p. 21/ 22)

Utilize o excerto a seguir para responder as questões de 5 a 8: "Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar".

A oração "para se aninhar" tem sentido de:

Alternativas
Q2695693 Português

A SEREIA DOS PENSADORES


O fascínio pelo poder é uma armadilha para os intelectuais.


Platão, na República, imaginou como seria um Estado governado exclusivamente pelos sábios: somente os iluminados pela Razão poderiam adentrar os círculos do poder, e o resto da sociedade deveria obedecer à aristocracia intelectual. Nessa obra exuberante, a utopia da intelligentsia conduz o gênero humano à prosperidade eterna: o mundo real, no entanto, foi menos gentil com o platonismo.

No século V a.C., Dionísio I, governante de Siracusa, convidou o filósofo ateniense a tornar-se seu conselheiro Déspota refinado, Dionísio apreciava cercar-se de poetas e pensadores (não foi o primeiro nem o último tirano a cultivar mascotes eruditas). Platão, contudo, insistiu em aplicar suas ideias ao governo da cidade-Estado. Segundo o historiador Diogénes Laércio, Dionísio acabou se irritando com suas censuras e ordenou que Platão fosse vendido como escravo. O grande pensador foi parar em um mercado na Ilha de Egina, é entre prisioneiros de guerra. Por sorte, um benfeitor o reconheceu, comprou-o e o mandou de volta a Atenas. Diógenes Laércio calcula que o preço da transação tenha sido uns 200 dracmas.

Embora Platão tivesse inclinações autoritárias (como bem demonstra a leitura da República), sua aproximação ao poder não se deu por ambição pessoal, mas por uma espécie de pudor. Em uma carta, assim justificou seu envolvimento com o governo de Siracusa: “Eu o fiz, principalmente, por um sentimento de vergonha em relação a mim mesmo; não queria que a humanidade me considerasse um homem somente dedicado às palavras e incapaz de agir.”.

Eu detestaria viver na República de Platão — lugar onde poetas e escultores seriam banidos, e onde a única música permitida seriam canções de ninar e marchinha militares. Mesmo assim, há algo de admirável na tentativa de aprimorar o mundo coma força das ideias.

Ao longo dos tempos, contudo, a relação dos grandes intelectuais com o poder político nem sempre obedeceu a motivos tão nobres. À vaidade ilustrada levou muitas mentes agudas a se associarem a regimes nefastos: a sensação de moldar a história em tempo real exerce efeito tóxico sobre mentes acostumadas à abstração.

Esse ópio não age apenas sob governos totalitários: mesmo em sociedades democráticas o fascínio pelo poder é uma armadilha que pode arrastar ou embotar os mais argutos intelectos.

Antípoda de Platão, Heráclito (540-470 a.c.) foi o protótipo do intelectual desengajado. Quando os habitantes de Corinto o convidaram a redigir as leis da cidade, respondeu: ''Prefiro brincar com crianças a ajudar esses perversos a governar a república''. Não proponho que Heráclito nos sirva de modelo, e espero que um dia os sábios governem o mundo. Mas quem traçará a linha precisa entre os sábios e os tolos? Antes a sereia do poder, é salutar que os seres ''dedicados ás palavras'' nem fujam nem se deslumbrem; que mantenham uma certa rabugice, uma certa desconfiança, um certo pudor, enfim. Pois, como diz o adágio, o poder corrompe - e a corrupção da sabedoria não é inatividade, mas a loucura.


(BOTELHO, José Francisco. Revista Veja: 3 de julho de 2019. p. 95)

O excerto “No século V a.C., Dionísio I, governante de Siracusa, convidou o filósofo ateniense a tornar-se seu conselheiro.” deve ser utilizado para responder as questões 7 e 8.


A partícula “se”, no excerto, classifica-se como:

Alternativas
Q2695689 Português

A SEREIA DOS PENSADORES


O fascínio pelo poder é uma armadilha para os intelectuais.


Platão, na República, imaginou como seria um Estado governado exclusivamente pelos sábios: somente os iluminados pela Razão poderiam adentrar os círculos do poder, e o resto da sociedade deveria obedecer à aristocracia intelectual. Nessa obra exuberante, a utopia da intelligentsia conduz o gênero humano à prosperidade eterna: o mundo real, no entanto, foi menos gentil com o platonismo.

No século V a.C., Dionísio I, governante de Siracusa, convidou o filósofo ateniense a tornar-se seu conselheiro Déspota refinado, Dionísio apreciava cercar-se de poetas e pensadores (não foi o primeiro nem o último tirano a cultivar mascotes eruditas). Platão, contudo, insistiu em aplicar suas ideias ao governo da cidade-Estado. Segundo o historiador Diogénes Laércio, Dionísio acabou se irritando com suas censuras e ordenou que Platão fosse vendido como escravo. O grande pensador foi parar em um mercado na Ilha de Egina, é entre prisioneiros de guerra. Por sorte, um benfeitor o reconheceu, comprou-o e o mandou de volta a Atenas. Diógenes Laércio calcula que o preço da transação tenha sido uns 200 dracmas.

Embora Platão tivesse inclinações autoritárias (como bem demonstra a leitura da República), sua aproximação ao poder não se deu por ambição pessoal, mas por uma espécie de pudor. Em uma carta, assim justificou seu envolvimento com o governo de Siracusa: “Eu o fiz, principalmente, por um sentimento de vergonha em relação a mim mesmo; não queria que a humanidade me considerasse um homem somente dedicado às palavras e incapaz de agir.”.

Eu detestaria viver na República de Platão — lugar onde poetas e escultores seriam banidos, e onde a única música permitida seriam canções de ninar e marchinha militares. Mesmo assim, há algo de admirável na tentativa de aprimorar o mundo coma força das ideias.

Ao longo dos tempos, contudo, a relação dos grandes intelectuais com o poder político nem sempre obedeceu a motivos tão nobres. À vaidade ilustrada levou muitas mentes agudas a se associarem a regimes nefastos: a sensação de moldar a história em tempo real exerce efeito tóxico sobre mentes acostumadas à abstração.

Esse ópio não age apenas sob governos totalitários: mesmo em sociedades democráticas o fascínio pelo poder é uma armadilha que pode arrastar ou embotar os mais argutos intelectos.

Antípoda de Platão, Heráclito (540-470 a.c.) foi o protótipo do intelectual desengajado. Quando os habitantes de Corinto o convidaram a redigir as leis da cidade, respondeu: ''Prefiro brincar com crianças a ajudar esses perversos a governar a república''. Não proponho que Heráclito nos sirva de modelo, e espero que um dia os sábios governem o mundo. Mas quem traçará a linha precisa entre os sábios e os tolos? Antes a sereia do poder, é salutar que os seres ''dedicados ás palavras'' nem fujam nem se deslumbrem; que mantenham uma certa rabugice, uma certa desconfiança, um certo pudor, enfim. Pois, como diz o adágio, o poder corrompe - e a corrupção da sabedoria não é inatividade, mas a loucura.


(BOTELHO, José Francisco. Revista Veja: 3 de julho de 2019. p. 95)

Analise o trecho a seguir: “Não proponho que Heráclito nos sirva de modelo, e espero que um dia os sábios govemem omundo.”. Do ponto de vista da construção sintática, é correto afirmar que o periodo transcrito é composto por:

Alternativas
Q2694717 Português

Em todas as afirmativas apresentadas a seguir, o termo destacado funciona como adjunto adnominal.


Assinale a alternativa em que, nos parênteses, está incorretamente identificada a classe gramatical desse termo em destaque.


Alternativas
Ano: 2019 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA Provas: IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Psicopedagogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Assistente Social / Serviço Social | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Arquiteto Urbanista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Elétrico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Farmacêutico - Bioquímico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Cirurgião Dentista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Agrônomo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fisioterapeuta | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fonoaudiólogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Plantonista Clínico Geral | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico - PSF | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Nutricionista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Químico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Veterinário | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Educação Especial | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Ciências | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Português | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de 1º ao 5º Ano |
Q2689566 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

..

TEXTO


1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a

2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre

3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.

4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.

5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos

6 de produção que não mais lhes pertencem.

7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar

8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu

9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de

10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar

11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria

12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o

13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de

14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de

15 produção/proletários.

16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira

17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -

18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a

19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não

20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria

21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,

22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de

23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar

24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja

25 mais e mais acelerada).

26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado

27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte

28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da

29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por

30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não

31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de

32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os

33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo

34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente

35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,

36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a

37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de

38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,

39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e

40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário

41 em que se insere.

...

FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm

A expressão “o comprador” (L.13) exerce a função de

Alternativas
Q2687818 Português

Marque a alternativa na qual a partícula SE assume a função de pronome apassivador.

Alternativas
Q2687813 Português

Leia o texto e responda as questões 1 a 5

A natureza da fera

Eles são apenas 10.000 entre os 20 milhões de cães do país. Não passam de 55 centímetros de altura, mas criam pânico nas ruas. “Deve haver umas cinquenta mordidas de pit bulls por ano”, estimou à SUPER Francisco Araújo, gerente do Controle e Vigilância de Fatores Biológicos da Fundação Nacional da Saúde. É muito pouco se considerarmos que há mais de 400.000 acidentes anuais desse tipo. Mesmo assim, os pit bulls apavoram, e não é à toa.

A lista de ataques de cachorros em que as vítimas saem retalhadas ou mortas é liderada por essa raça impetuosa. Eles são bravos porque foram programados para brigar até vencer. “Pit bulls tendem a morder sem avisar e não soltam a vítima sozinhos”, disse à SUPER a veterinária Ilana Reisner, da Universidade de Cornell.

Mas é provável que a fama de monstro seja tanto culpa dos animais quanto de quem os treina para atacar. “Cães violentos estão sendo cada vez mais usados como armas de fogo. Eles refletem o aumento da violência na sociedade”, diz à SUPER Randall Lockwood, pesquisador de comportamento animal da Sociedade Humanitária dos Estados Unidos. Afinal, os pit bulls, que entraram no Brasil só em 1988, não são os únicos violentos. Outro cão feroz, o rottweiler, pulou de 17.000 registrados no país em 1996 para 26.000 em 1998. “Além do mais, pit bulls e rottweilers bem-educados não saem mordendo”, diz a veterinária paulista Hannelore Fuchs.

Algozes ou vítimas, o fato é que o constante aumento de ataques bestiais contra seres humanos vem convencendo muitos países a banir pit bulls e cães violentos de seus territórios. Desde 1991, eles já foram proibidos na Inglaterra, na França, na Dinamarca, na Holanda, na Noruega, na Bélgica, em Porto Rico e em várias cidades do Canadá e dos Estados Unidos. Chamada a se pronunciar, a ciência comprova que a raça é mesmo especial, mas muita coisa só começou a ser investigada agora. “Quanto da agressividade é genética ainda não sabemos”, diz a veterinária Sharon Crowell, da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-natureza-da-fera/)

Marque a alternativa que contenha uma oração subordinada adjetiva explicativa.

Alternativas
Q2687812 Português

Leia o texto e responda as questões 1 a 5

A natureza da fera

Eles são apenas 10.000 entre os 20 milhões de cães do país. Não passam de 55 centímetros de altura, mas criam pânico nas ruas. “Deve haver umas cinquenta mordidas de pit bulls por ano”, estimou à SUPER Francisco Araújo, gerente do Controle e Vigilância de Fatores Biológicos da Fundação Nacional da Saúde. É muito pouco se considerarmos que há mais de 400.000 acidentes anuais desse tipo. Mesmo assim, os pit bulls apavoram, e não é à toa.

A lista de ataques de cachorros em que as vítimas saem retalhadas ou mortas é liderada por essa raça impetuosa. Eles são bravos porque foram programados para brigar até vencer. “Pit bulls tendem a morder sem avisar e não soltam a vítima sozinhos”, disse à SUPER a veterinária Ilana Reisner, da Universidade de Cornell.

Mas é provável que a fama de monstro seja tanto culpa dos animais quanto de quem os treina para atacar. “Cães violentos estão sendo cada vez mais usados como armas de fogo. Eles refletem o aumento da violência na sociedade”, diz à SUPER Randall Lockwood, pesquisador de comportamento animal da Sociedade Humanitária dos Estados Unidos. Afinal, os pit bulls, que entraram no Brasil só em 1988, não são os únicos violentos. Outro cão feroz, o rottweiler, pulou de 17.000 registrados no país em 1996 para 26.000 em 1998. “Além do mais, pit bulls e rottweilers bem-educados não saem mordendo”, diz a veterinária paulista Hannelore Fuchs.

Algozes ou vítimas, o fato é que o constante aumento de ataques bestiais contra seres humanos vem convencendo muitos países a banir pit bulls e cães violentos de seus territórios. Desde 1991, eles já foram proibidos na Inglaterra, na França, na Dinamarca, na Holanda, na Noruega, na Bélgica, em Porto Rico e em várias cidades do Canadá e dos Estados Unidos. Chamada a se pronunciar, a ciência comprova que a raça é mesmo especial, mas muita coisa só começou a ser investigada agora. “Quanto da agressividade é genética ainda não sabemos”, diz a veterinária Sharon Crowell, da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-natureza-da-fera/)

Observe a oração sublinhada e classifique-a sintaticamente. “Pit bulls tendem a morder sem avisar”.

Alternativas
Q2685555 Português

As questões de 07 a 10 dizem respeito ao Texto 03. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


ENCONTRANDO O TOM


1------Encontro um amigo, pianista consagrado, e

conto que estou começando um livro, mas como

sempre no inicio de um novo trabalho, ainda

estou buscando "o tom certo"

5------Ele acha graça, então escritor procura o tom?

Rimos porque acabamos descobrindo que os

dois buscamos a mesma coisa: encontrar o nosso

tom. O da nossa linguagem, da nossa arte, e -

isso vale para qualquer pessoa - o tom da nossa

10--vida. Em que tom a queremos viver? ( Não

perguntei como somos condenados a viver ) (...)

Nosso tom será o de suspeita e desconfiança

ou serão varandas abrindo para a paisagem além

de qualquer limite?

15------Parte disso depende de nós (...)

Sento-me aqui no computado e penso no tom

deste livro, que preciso encontrar. Eu o sinto,

neste momento inicial, um murmurar para o leitor.

"Vem refletir comigo, vem me ajudar a indagar"


Lya Luft, Perdas e ganhos(2013)

Uma Oração, em termos gramaticais, se estrutura em torno do verbo ou locução verbal. Posto isto, há no trecho que segue (linhas 08, 09 e 10):


“O da nossa linguagem, da nossa arte, e – isso vale para qualquer pessoa – o tom da nossa vida”.

Alternativas
Q2052121 Português

Texto 2


    Sabe-se que o sertanejo costumava realizar suas necessidades fisiológicas no próprio quintal de sua casa, entre as folhagens de um cajueiro ou qualquer outra árvore baixa e frondosa. Nas Concentrações, o flagelado era obrigado a mudar o seu comportamento. Deveria sentir-se envergonhado por não usar o banheiro para as necessidades fisiológicas. Na perspectiva da civilização baseada no saber médico, o homem deveria ficar distante de seus excrementos. Com efeito, o concentrado deveria incorporar novos parâmetros para definir o nojo. Para o sertanejo, o lugar dos dejetos fecais era os arredores de sua casa. Não havia necessidade de banheiro.

     Esse contraste entre noções diferenciadas da construção do nojo era uma das grandes tensões cotidianas dos Campos de Concentração. Enquanto os “inspetores de higiene” procuravam, a todo custo, mostrar a insubstituível função das “sentinas”, os sertanejos mostravam-se pouco motivados para abandonar seus hábitos tradicionais. Muitos concentrados usavam o aparelho sanitário, enquanto outros decidiam continuar com seus hábitos, criando toda sorte de conflitos.

     Ao ser entrevistado por jornalistas do Correio do Ceará, em março de 1932, o inspetor de higiene do Campo de Concentração do Urubu falou com detalhes e entusiasmo sobre a existência e a organização dos banheiros: “São todos muito bem fechados e foram construídos com madeira serrada, cobertos de zinco novos e muito bem feitos. Aqueles dois que ainda não foram totalmente cobertos não estão funcionando”. Ao passarem pela frente dos banheiros, os jornalistas receberam do Inspector a seguinte informação: “este é o banheiro ‘Major Manoel Tibúrcio’, este chama-se ‘Senhoras da Caridade’, este é o ‘Interventor Federal Roberto Carneiro de Mendonça’...” (Correio do Ceará, 06/05/1932). A homenagem a grupos ou pessoas importantes era figurada nos banheiros. Nesse sentido, é possível imaginar que esses lugares da higiene pessoal constituíam-se como templos do sanitarismo nesses Campos de Concentração.

     O momento do banho ganhava, respeitando as especificidades, ares de sacralidade em todos os Campos de Concentração. Na Concentração do Tauape, localizada em Fortaleza, mulheres e crianças banhavam-se vestidas numa Lagoa que ficava junto ao Campo. Entretanto, os higienistas afirmavam que neste momento – precisamente às cinco horas da manhã – formava-se um cordão de vigilantes para impedir qualquer tipo de indecoro ou de molestamento àquelas mulheres. No meio rural, homens, mulheres e crianças banhavam-se vestidos e juntos. Ao que parece, esse momento tinha mais o sentido do lazer do que do asseio pessoal. Nos Campos de Concentração, tentava-se inculcar uma nova maneira de pensar sobre o momento do asseio pessoal a partir da noção de vergonha. O banho, fosse realizado em banheiros ou açudes, deveria caracterizar-se como um momento de foro íntimo dominado pela ideia civilizada de moral, pudor e rapidez.

  Os jornalistas d’O Povo, numa tentativa de romantizar a cena, acrescentavam que as mulheres sentiam muita satisfação naquele momento, pois o encontro com a água traria de volta a lembrança do “sertão querido”. A descrição chega a imagens cinematográficas: “A lagoa, com as suas águas frescas e azuladas parecia atenuar a tristeza daquela gente... Dava gosto ver as sertanejas lembrando-se dos bons invernos e nadando a largas braçadas na superfície da Lagoa”. Mesmo ocupando-se largamente com a satisfação do banho, os jornalistas acabaram registrando o incômodo que causava nessas senhoras a constante vigilância do banho e da lavagem de roupa. Com um tom irônico, que procurava produzir o riso a partir de informações sobre “a vida do povo”, os jornalistas chegam a reproduzir o “falar do sertanejo pobre”: “Num sei pru qui é qui os diabo desses guarda num larga da gente”

(O Povo, 16/04/32).

(RIOS, K. S. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2014. p. 119-121).

A palavra “se” destacada é corretamente classificada como pronome apassivador ou partícula apassivadora somente no item: 
Alternativas
Q2043121 Português
Os adesivos na parede mostram sequências de atividades rotineiras: o passo a passo no banheiro, como usar o bebedouro, o comportamento dentro da escola. Se para a maioria das crianças é algo feito automaticamente, para aqueles com autismo pode ser um mecanismo fundamental. Juliana Lanser Mayer sabe disso e, quando o filho Rafael foi para a escola, ela percebeu que precisaria levar as figuras de dentro de casa para o colégio.
Isso permite que o menino de seis anos reconheça a ordem das atividades que deve desempenhar dentro da Escola Municipal Padre Martinho Stein, em Timbó. Na unidade, estudam outras quatro crianças autistas.
– Ele é muito visual, isso o ajuda __ seguir uma rotina, o que é importante para que ele não se desorganize – explica
__ mãe, que teve o cuidado de ir __ unidade antes do início do ano letivo conversar com __ direção e colar os adesivos nos principais pontos.[...]

Disponível em https://www.nsctotal.com.br/noticias/mae-adesiva-escola-de-timbo-para-filho-autista-reconhecer-rotina-na-unidade. Acesso em
14/02/2019. [adaptado] 
Assinale a opção que indica correta e respectivamente as relações que as palavras destacadas estabelecem no trecho “Se para a maioria das crianças é algo feito automaticamente, para aqueles com autismo pode ser um mecanismo fundamental. Juliana Lanser Mayer sabe disso e, quando o filho Rafael foi para a escola, ela percebeu que precisaria levar as figuras de dentro de casa para o colégio.”: 
Alternativas
Q2039232 Português
A palavra se, em “veem-se os extensos e plásticos aningais” (no enunciado I da questão anterior) e em “Atribui-se ao Pássaro Junino” (no enunciado IV), é, respectivamente:
Alternativas
Q2031149 Português
Paisagem com figuras

          Em meados dos anos 60, o poeta João Cabral de Mello Neto jantava na cantina Fiorentina, no Leme, com seus colegas Fernando Pessoa Ferreira e Felix de Athayde, pernambucanos como ele. Em certo momento, ouviu-se um rumor na varanda e João Cabral perguntou o que estava acontecendo. “É o Chacrinha, que acabou de chegar”, informou Fernando. 

        “Chacrinha? Quem é Chacrinha?”, quis saber João Cabral. “É um apresentador de tevê, muito famoso”, disseram. Cônsul do Brasil em Barcelona, com raras vindas ao Rio e famoso por não se interessar por música e tomar dez aspirinas por dia para a dor de cabeça, o poeta estava por fora do que acontecia por aqui.

       E, mesmo que estivesse a par, não podia haver ninguém menos Chacrinha do que João Cabral. Na sua poesia grave e desidratada, altamente cerebral, as palavras eram de pedra; os cães, sem plumas; e as facas, só lâminas. Já Chacrinha, o divino palhaço, era o barroco em Technicolor, embora a tevê ainda fosse em preto e branco. Em seu programa, apresentava os piores cantores do Brasil, atirava bacalhau para a plateia e promovia concursos de comer barata. Os comunicólogos ainda não o tinham descoberto como símbolo do “mau gosto genial”.

       Chacrinha entrou ventando pela Fiorentina, cercado de dez ou quinze aspones. Ao passar pela mesa de João Cabral, estacou e olhou-o fixamente. Então, abriu os braços e exclamou: “Cabral!!!”. O poeta levou um susto, mas não deixou a bola cair: “Abelardo!!!”, respondeu. Levantou-se no ato e os dois se jogaram nos braços um do outro, aos soluços. O poeta João Cabral de Mello Neto e o apresentador Abelardo “Chacrinha” Barbosa, colegas de curso primário no Colégio Marista, do Recife, e que não se viam havia mais de 30 anos, tinham acabado de se reencontrar, reconhecer e abraçar. É o Brasil. (Ruy Castro. A arte de querer bem. Rio de Janeiro, Estação Brasil, 2018) 
O pronome que, no contexto, contribui para apresentar o agente da ação verbal como indefinido está destacado em: 
Alternativas
Q2007448 Português
Instrução: A questão referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.

O treinamento mental serve para combater o declínio intelectual relacionado à idade?

      Nos últimos anos, popularizou-se a ideia de que o cérebro é como um músculo: se não for
exercitado, ele atrofia. Como consequência, exercitar o cérebro por meio da resolução de
problemas, quebra-cabeças, sudokus, etc., tem sido divulgado como um método não só para
minimizar o declínio intelectual que ocorre com a idade, mas também para diminuir o risco de
sofrer de demências senis ou de Alzheimer.
      A verdade, porém, é que as evidências científicas na área da neurociência para sustentar as
afirmações anteriores são muito frágeis. Como explica Steven Novella, neurologista e professor da
Escola de Medicina da Universidade de Yale: “O que mais de duas décadas de pesquisas mostram é
que, ao realizar uma atividade mental específica, você se torna mais hábil nessa atividade, e isso
é tudo. Se fizer sudoku, você resolverá sudokus melhor, não ficará mais inteligente".
     Essas conclusões da neurociência, no entanto, não foram obstáculo para a florescente indústria
do “treinamento cerebral” na forma de livros, videogames, música, cursos... De fato, um relatório
do setor prevê que o negócio da avaliação cognitiva e treinamento cerebral movimente mais de 8
bilhões de dólares (31,2 bilhões de reais) no mundo até 2022. Como quase sempre ocorre, o
marketing corre na frente da ciência, quando não a pisoteia diretamente.
      Um estudo publicado recentemente na revista médica British Medical Journal acrescenta outra
razão de peso para ser cético em relação ao treinamento cerebral. Pesquisadores da Universidade
de Aberdeen (Reino Unido) e da Universidade Nacional da Irlanda acompanharam 498 voluntários
durante 15 anos. Todos os participantes compartilhavam uma série de detalhes: tinham nascido
em 1936, viviam de forma independente no nordeste da Escócia e tinham participado de uma
pesquisa de saúde mental nesse país em 1947. Os cientistas queriam verificar como se relacionava
o grau de atividade mental com o declínio cognitivo associado ___ idade. Para isso, avaliaram a
atividade mental dos voluntários com o passar do tempo, e também seu rendimento cognitivo.
      Entre os resultados do estudo, descobriram que as pessoas que eram mais ativas
mentalmente ao longo da vida também possuíam habilidades cognitivas superiores. No entanto,
não é possível saber, pelo estudo, qual é a causa e qual é a consequência. Se aqueles que são
mais inteligentes tendem a ser mais ativos mentalmente (o que seria lógico) ou vice-versa, se são
mais inteligentes precisamente porque são mais ativos mentalmente. Seja como for, a essência da
questão do estudo é que uma maior atividade mental não está associada ___ um atraso no
declínio cognitivo em etapas mais tardias da vida, em comparação com o grupo de menor
atividade.
      Em outras palavras, ___ medida que a idade foi reduzindo as habilidades cognitivas, tanto os
voluntários ativos mentalmente como os passivos sofreram um declínio intelectual na mesma
velocidade (especificamente, problemas de memória e de velocidade de processamento). No
entanto, aqueles que tinham estado ativos ao longo de sua vida levaram vantagem, com
habilidades cognitivas mais elevadas, o que lhes permitiu desfrutar de mais tempo com melhores
funções cognitivas. Os próprios autores do estudo explicam: “Estes resultados indicam que o
envolvimento em atividades de resolução de problemas não protege contra o declínio individual,
mas proporciona uma posição de partida mais elevada, a partir da qual se observa o declínio, e
retrasa o ponto no qual a deficiência se torna significativa”.
      É claro que sempre devemos levar em conta as limitações desse tipo de pesquisa. Os pontos
fortes do estudo são os 15 anos de acompanhamento de uma população de quase 500 pessoas.
Apesar disso, trata-se de um estudo de observação (sem interferência dos pesquisadores nos
hábitos dos voluntários), o que nos impede de atribuir causas e efeitos. Em vez disso, podemos
apenas estabelecer correlações e conclusões gerais. Mesmo assim, a moral da história é clara: se
você for inteligente e tiver uma vida rica em aprendizagens e atividades mentais diversas,
provavelmente começará com uma função cognitiva superior, que não atrasará o declínio mental,
mas fará com que você parta de uma situação mais privilegiada − e os sintomas demorarão mais
para aparecer. Mas fazer treinamento mental com atividades específicas a partir de certa idade não
será a solução mágica para compensar toda uma vida anterior de preguiça mental.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/13/actualidad/1544694043_361581.html
(Texto adaptado para esta prova)
Associe a Coluna 1 à Coluna 2, relacionando o tipo de ocorrência do ‘se’ em diferentes trechos do texto.
Coluna 1 1. Partícula apassivadora. 2. Índice de indeterminação do sujeito. 3. Conjunção condicional.
Coluna 2 (  ) Nos últimos anos, popularizou-se a ideia de que o cérebro é como um músculo (l. 01). (  ) se não for exercitado, ele atrofia. (l. 01-02). (  ) Apesar disso, trata-se de um estudo de observação (l. 43).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2006357 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

CIDADANIA NO BRASIL

          Discorda-se da extensão, profundidade e rapidez do fenômeno, não de sua existência. A internacionalização do sistema capitalista, iniciada há séculos mas muito acelerada pelos avanços tecnológicos recentes, e a criação de blocos econômicos e políticos têm causado uma redução do poder dos Estados e uma mudança das identidades nacionais existentes. As várias nações que compunham o antigo império soviético se transformaram em novos Estados-nação. No caso da Europa Ocidental, os vários Estados-nação se fundem em um grande Estado multinacional. A redução do poder do Estado afeta a natureza dos antigos direitos, sobretudo dos direitos políticos e sociais.
         Se os direitos políticos significam participação no governo, uma diminuição no poder do governo reduz também a relevância do direito de participar. Por outro lado, a ampliação da competição internacional coloca pressão sobre o custo da mão de-obra e sobre as finanças estatais, o que acaba afetando o emprego e os gastos do governo, do qual dependem os direitos sociais. Desse modo, as mudanças recentes têm recolocado em pauta o debate sobre o problema da cidadania, mesmo nos países em que ele parecia estar razoavelmente resolvido.
          Tudo isso mostra a complexidade do problema. O enfrentamento dessa complexidade pode ajudar a identificar melhor as pedras no caminho da construção democrática. Não ofereço receita da cidadania. Também não escrevo para especialistas. Faço convite a todos os que se preocupam com a democracia para uma viagem pelos caminhos tortuosos que a cidadania tem seguido no Brasil. Seguindo-lhe o percurso, o eventual companheiro ou companheira de jornada poderá desenvolver visão própria do problema. Ao fazê-lo, estará exercendo sua cidadania. 

(http://www.do.ufgd.edu.br/mariojunior/arquivos/cidadania_brasil.pdf)


O TEXTO acima aborda aspectos sociológicos, ligados à formação do povo brasileiro. Sobre os aspectos linguísticos presentes no TEXTO, responda à próxima questão. 

A partícula “se” possui, na Língua Portuguesa, várias funções morfossintáticas e vários significados. Sobre tal partícula, presente neste trecho do texto "Se os direitos políticos significam participação no governo, uma diminuição no poder do governo reduz também a relevância do direito de participar." (linhas 7 e 8), pode-se afirmar que se trata de 
Alternativas
Respostas
681: D
682: C
683: A
684: A
685: C
686: C
687: C
688: B
689: A
690: C
691: B
692: A
693: D
694: B
695: D
696: C
697: A
698: A
699: D
700: B