Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

Foram encontradas 2.260 questões

Q3622070 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 02 


TEXTO_2.png (536×424)

Disponível em: https://www.culturagenial.com/. Acesso em: 13 ago. 2025. 
Em “Que eu possa dignificar/ minha condição de mulher” e em “dos valores que vão desmoronando”, o termo “que” foi usado, respectivamente, como 
Alternativas
Q3621803 Português
Retrovisor

O Teatro Mágico

(...)

Retrovisor nos mostra o que ficou

O que partiu, o que agora só ficou no pensamento

Retrovisor é mesmice em trânsito lento

Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas

Mostra as ruas que escolhi

Calçadas e avenidas

Deixa explícito que se for pra frente

Coisas ficarão pra trás

A gente só nunca sabe que coisas são essas.

Composição: Fernando Anitelli. Texto Adaptado


https://www.letras.mus.br/o-teatro-magico/1681182/
No trecho "Mostra as ruas que escolhi" e "A gente só nunca sabe que coisas são essas.", as orações introduzidas pelo pronome relativo "que" e pela conjunção integrante "que" exercem funções sintáticas distintas. Com base na análise das orações subordinadas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3621664 Português

Texto para a questão.


Nova lei do luto parental passa a vigorar em agosto de 2025


Casos recentes vividos pela cantora Lexa e pela apresentadora Tati Machado deram visibilidade a esse tema tão delicado: o luto parental. A realidade é que várias famílias brasileiras já enfrentaram essa dor sem o acolhimento adequado, em meio a estruturas hospitalares despreparadas para tratar tamanha fragilidade emocional. Mas esse contexto está prestes a mudar, pois entrará em vigor a Lei do Luto Parental (Lei nº 15.139/2025), a qual estabelece uma política nacional de atendimento digno e humanizado a pais e mães que passam por esse difícil momento.


 A partir de agosto de 2025, a Lei nº 15.139/25 garantirá maior acolhimento, dignidade e respeito às famílias acometidas pela dor da perda gestacional, fetal ou neonatal.


Principais pontos da nova lei


Acomodação separada para mães enlutadas: as maternidades deverão garantir um espaço físico separado para as mães que perderam seus bebês, evitando o contato com outras puérperas e recém‑nascidos. O objetivo é minimizar o sofrimento emocional e proporcionar um ambiente mais acolhedor e respeitoso.


Direito ao momento de despedida: o hospital providenciará local apropriado e um tempo suficiente para se despedir do bebê, com a presença de pessoas previamente autorizadas pelos pais.


Registro simbólico do bebê: os pais poderão registrar simbolicamente o nome escolhido para o bebê natimorto, além de solicitar itens como impressões digitais e plantares, fotos e outros elementos que preservem a memória da criança.


Acompanhante no parto, mesmo em caso de perda: a presença de um acompanhante durante o parto será garantida, inclusive nos casos de natimorto ou quando a perda for identificada no momento do parto.


Encaminhamento para apoio psicológico pós‑alta: os profissionais de saúde encaminharão a família para acompanhamento psicológico contínuo, preferencialmente realizado em domicílio ou na unidade de saúde mais próxima da residência.


Investigação da causa da perda: a equipe médica realizará, sempre que possível, exames para investigar a causa da perda gestacional, fetal ou neonatal. 


Apoio nos trâmites de sepultamento ou cremação: a assistência social dos hospitais prestará apoio às famílias nos procedimentos relacionados ao sepultamento ou cremação do bebê, considerando as crenças e necessidades da família.


Internet: (com adaptações).

Considerando os trechos a seguir, assinale a opção na qual o elemento “que” configura função coesiva anafórica ao substituir um termo, evitando sua repetição na oração posterior.
Alternativas
Q3621308 Português

A maioria das coisas com que me preocupei nunca aconteceram


Por Martha Medeiros






(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/07/amaioria-das-coisas-com-que-me-preocupei-nunca-aconteceu – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra “que” tenha sido empregada como pronome relativo. 
Alternativas
Q3616846 Português
A última crônica

        A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

        Ao fundo do botequim um casal acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma menininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

        Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

        A menininha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

        São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”.

        Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A menininha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

        Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

(SABINO, Fernando. In: Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1979-1980. Adaptado.) 
Os elementos de coesão textual são cruciais para a construção de um texto coeso e coerente, permitindo a retomada de ideias e fatos de forma clara e organizada. Tendo em vista os termos destacados a seguir, o referente está corretamente indicado, EXCETO em:
Alternativas
Q3613383 Português

O caso do mendigo


Os jornais anunciaram, entre indignados e jocosos, que um mendigo, preso pela polícia, possuía em seu poder valores que montavam à respeitável quantia de seis contos e pouco. Ouvi mesmo comentários cheios de raiva a tal respeito. O meu amigo X, que é o homem mais esmoler desta terra, declarou-me mesmo que não dará mais esmolas. E não foi só ele a indignar-se. Em casa de família de minhas relações, a dona da casa, senhora compassiva e boa, levou a tal ponto a sua indignação, que propunha confiscar o dinheiro ao cego que o ajuntou. Não sei bem o que fez a polícia com o cego. Creio que fez o que o Código e as leis mandam; e, como sei pouco das leis e dos códigos, não estou certo se ela praticou o alvitre lembrado pela dona da casa de que já falei. O negócio fez-me pensar e, por pensar, é que cheguei a conclusões diametralmente opostas à opinião geral. O mendigo não merece censuras, não deve ser perseguido, porque tem todas as justificativas a sua defesa. Não há razão para indignação, nem tampouco para perseguição legal ao pobre homem. Tem ele, em face dos costumes, direito ou não a esmolar? Vejam bem que eu não falo de leis; falo dos costumes. Não há quem não diga: sim. Embora a esmola tenha inimigos, e dos mais conspícuos, entre os quais, creio, está M. Bergeret, ela ainda continua a ser o único meio de manifestação da nossa bondade em face da miséria dos outros. Os séculos a consagraram; e, penso, dada a nossa defeituosa organização social, ela tem grandes justificativas. Mas não é bem disso que eu quero falar. A minha questão é que, em face dos costumes, o homem tinha direito de esmolar. Isto está fora de dúvida.


Schwarcz, Lilia Moritz. - Lima Barreto: triste visionário. São Paulo: Companhia das Letras, 2017 (adaptado)

Assinale a opção na qual o que possui função sintática diferente dos demais.
Alternativas
Q3604041 Português
As frases listadas nas opções a seguir foram reescritas de forma a eliminar-se o “que”, com substituição do verbo por um substantivo semanticamente correlato.

Assinale a frase em que a substituição foi feita de forma adequada.
Alternativas
Q3600834 Português
Texto 1


CARTA DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE O PAPEL DA LITERATURA NA EDUCAÇÃO


Papa Francisco


Q1_10.png (373×497)
Q1_10_.png (370×224)


Disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/letters/2024/documents/ 20240717-lettera-ruolo-letteratura-formazione.html Acesso em: 16 jun. 2025. Fragmento adaptado.
Leia o enunciado a seguir para responder à questão:

“Muitas vezes, no tédio das férias, no calor e na solidão dos bairros desertos, encontrar um bom livro para ler torna-se um oásis, afastando-nos de outras escolhas que são nocivas.” (Linhas 1-4)

O pronome “que”, sublinhado em “que são nocivas”, é uma forma
Alternativas
Q3598791 Português

Atenção: Leia o trecho a seguir do poema de Ferreira Gullar para responder à questão.



A estrela




Retoma uma expressão anteriormente mencionada o que se sublinha em: 
Alternativas
Q3598139 Português

ROMANI, Simone; RAJOBAC, Raimundo. Iluminismo pedagógico: educação e adolescência no Livro III do Emílio de Rousseau. Revista Espaço Acadêmico. Maringá, n. 125, out., 2011, p. 109. 

Qual oração apresenta a mesma função que tem este fragmento oracional “que a natureza lhe ofereceu” (l. 20)? 
Alternativas
Q3597363 Português
Você deve errar

    Até recentemente, pesquisadores da evolução humana acreditavam termos nos tornados bípedes obedecendo a um processo gradual, passando por diversos estágios, sequencialmente. Hoje, sabemos ter acontecido de maneira diferente. Foi uma sucessão de tentativas, havendo retornos para um andar sobre os quatro membros, para só depois culminar na forma que temos agora. Ressalve-se: isso traz consigo uma série de problemas em termos posturais, mas essa adaptação, por outro lado, nos elevou a “donos” do planeta. Faço esta observação, apelando para a ciência, a propósito de algo cada vez mais marcado no cotidiano: perdemos a capacidade de reconhecer a presença do erro em nosso DNA. Tudo precisa acontecer em linha reta, sem margem para equívocos. Essa cobrança se dá no mercado de trabalho, estendendo-se nas relações entre amigos e familiares. Estamos criando o desejo totalitarista de perfeição. Ele não cabe na prática e menos ainda na subjetividade de cada ser. A busca de um ideal que desconsidera o bom senso nos leva a sofrer por nos sentirmos distanciados de tal propósito.
    Sou da turma que exige bastante de si, visando um grau de excelência. Há um elemento louvável, mas corre-se o risco de adoecer a alma, cobrando sempre mais. Evitar isso costuma ser a abertura para a multiplicação de sucessos no futuro. Acrescente-se uma razoável dose de paciência e ela contribuirá para a mudança de mentalidade. Porque na vida — a natureza nos ensina — é preciso de um longo tempo para promover alterações de ordem marcante. O correto é manter o espírito apto a continuar tentando e substituir a palavra fracasso por aprendizado.
    A análise das nossas origens é um ________ para desenvolver inúmeras coisas. De muitas “falhas” surgiram modelos que nos definem como raça, ampliando as chances de sobrevivência. Assim, cumpre ver para além do imediato. Diminuir o grau de exigência, testar, voltar novamente ao ponto de partida — são condutas valiosas para alcançar propósitos que estão na base de um entendimento profundo. Se você faz tudo com plena consciência e atenção, acontecerá um previsível ajuste e, lá adiante, significará o alcance de grandes propósitos.
    Ainda me sinto desconfortável se constato ter realizado algo abaixo da minha expectativa. No entanto, já me permito fazer essa revisão no meu modo de pensar. Um bom conselho? Esteja disposto ___ extrair novas lições, pouco importa de onde venham. Elas te levarão ___ uma saudável reconciliação com você mesmo.
     Estaríamos ainda nas florestas, pulando de galho em galho, se não tivéssemos ousado caminhar como o fazemos. No começo pode ter parecido impossível. Hoje estamos aqui, contando essa proeza. Desistir não faz parte do projeto de evolução. Errar, sim.
Autor: Gilmar Marcílio – GZH (adaptado). 
Na oração “Sou da turma que exige bastante de si, visando um grau de excelência”, o termo “que” funciona como ______, enquanto o termo “si” é classificado como ________.
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima? 
Alternativas
Q3593731 Português
Em todas as frases a seguir houve a eliminação do QUE sublinhado e a substituição do verbo por um substantivo correlato.
Assinale a afirmativa em que isso foi elaborado de forma adequada.
Alternativas
Q3583577 Português
RIM DE PORCO É REMOVIDO DE MULHER NOS ESTADOS UNIDOS APÓS REJEIÇÃO DO ÓRGÃO

Roni Caryn Rabin
12 abr. 2025, às 11h04


   Cirurgiões removeram o rim de um porco geneticamente modificado de uma mulher do Alabama (Estados Unidos) após ela sofrer rejeição aguda do órgão, disseram na sexta-feira (11) autoridades do NYU Langone Health.

   Towana Looney, 53, viveu com o rim por 130 dias, o que é mais tempo do que qualquer outra pessoa tolerou um órgão de um animal geneticamente modificado. Ela retomou a diálise, disseram autoridades do hospital.

   Robert Montgomery, cirurgião de Looney e diretor do Instituto de Transplantes do NYU Langone, disse que o explante não foi um retrocesso para o campo do xenotransplante – o esforço de usar órgãos de animais para substituir aqueles que falharam em humanos.

   Este é o maior tempo que um desses órgãos durou", disse ele [Robert Montgomery] em uma entrevista, acrescentando que Looney tinha outras condições médicas que poderiam ter complicado seu prognóstico. "Tudo isso leva tempo", disse ele. "Este jogo será vencido por melhorias incrementais, simples e duplas, não tentando acertar um home run".

   Um tratamento adicional de Looney poderia ter salvado o órgão, mas ela e sua equipe médica decidiram que não era adequado, disse Montgomery.

   “A prioridade número um é a segurança; precisávamos ter certeza de que ela ficaria bem”, disse ele. Looney, que voltou para sua casa no Alabama após ir a Nova York para tratamento, disse em um comunicado que estava grata pela oportunidade de participar do procedimento inovador.

   “Pela primeira vez desde 2016, aproveitei o tempo com amigos e família sem ter que me planejar em torno dos tratamentos de diálise”, disse em um comunicado fornecido pelo NYU Langone.

   “Embora o resultado não seja o que ninguém queria, sei que muito foi aprendido com meus 130 dias com um rim de porco, e que isso pode ajudar e inspirar muitos outros em sua jornada para superar a doença renal”, disse ela.

   Autoridades do hospital declararam que a função renal de Looney caiu após ela sofrer rejeição do órgão. Acausa estava sendo investigada, afirmou Montgomery. A resposta ocorreu após uma redução nos medicamentos imunossupressores que ela estava tomando para tratar uma infecção não relacionada, acrescentaram.


Fonte: RABIN, Roni Caryn. Rim de porco é removido de mulher nos Estados Unidos após rejeição do órgão. Folha de São Paulo [on-line], 12 abr. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/04/rim-de-porco-e-removido-de-mulher -nos-estados-unidos-apos-rejeicao-do-or gao.shtml. Acesso em: 24 jun. 2025.

Observe o seguinte período composto e em seguida analise as assertivas sobre ele. 


Imagem associada para resolução da questão


I- Aoração (1) é subordinada adverbial concessiva.

II- Aoração (2) é coordenada assindética.

III- Apalavra que na oração (3) é uma conjunção integrante.

IV- A oração (3) é subordinada substantiva completiva nominal.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3577329 Português
As frases a seguir mostram pronomes relativos sublinhados.

Assinale a frase em que o antecedente de um desses pronomes está corretamente indicado.
Alternativas
Q3577270 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Chuvas e constelações


    Um tema pouco veiculado na literatura etnológica brasileira é o calendário das atividades de subsistência de um grupo indígena – os Desâna, do rio Tiquié –, determinado pelo aparecimento de certas constelações. O conhecimento empírico dos Desâna divide o clima da região em certo número de “verões”, alguns muito curtos, outros mais longos, entremeados por chuvas, estas anunciadas pelas constelações. A ambas – constelações e chuvas – estão associados os ciclos econômicos naturais: início, amadurecimento e término das safras de frutas; ocorrência de piracemas; safras de insetos, como a maniuara e a saúva, de grande importância alimentar. Às referidas mudanças climáticas vincula-se também o ciclo agrícola, pois a queima das roças é feita nas estiagens. 

    O ano dos indígenas Desâna começa em outubro, quando surge no poente a constelação “Iluminação da jararaca” (añá siñoliru). A pesada chuva que ela anuncia também tem esse nome. Logo surgem, uma em seguida à outra, as constelações que completam a figura da cobra: a “Cabeça de jararaca” (añá dihpuro puiró) e o “Corpo de jararaca” (añá dëhpë puiro). É época de fazer a limpeza do solo e a derrubada das árvores para abrir novas roças.

    Em janeiro vem o “verão do abiu” (kané were: abiu, verão), que dura cinco dias. É quando essa fruta começa a escassear. Vem em seguida o “verão do ingá” (mené were: ingá, verão), também assinalado pelo término da safra dessa fruta de vagem comprida. Esse verão dura de oito a 15 dias, tempo dedicado à queima da roça aberta na mata virgem derrubada em outubro. Quando acaba esse verão, no fim de janeiro, começa a chuva “Fêmur de tatu”, anunciada pela constelação do mesmo nome (pamo ngoá dëhka).

    As observações climáticas dos Desâna contradizem a noção de que, na região, há apenas duas estações: seca e chuvosa, ou “verão” e “inverno”. Também superam outra classificação simplista, que só distingue no solo amazônico a terra firme, a campina e a várzea. Disso se conclui que o conhecimento indígena dos fenômenos climáticos deve ser considerado para a compreensão da etnoecologia da Amazônia.


(Berta Ribeiro e Tolamãn Kenhíri. Chuvas e Constelações: Calendário econômico dos índios Desâna. Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=chuvas-e-constelacoes)
Assinale a alternativa em que a expressão entre colchetes substitui aquela destacada, sem prejuízo da norma­-padrão da língua.
Alternativas
Q3564857 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Nave-mãe


Avista-se daqui, neste início do século 21, um horizonte que nos interroga acerca da curta, mas acidentada viagem da nave humana no planeta, que avança feito cabra-cega sobre o ecossistema terrestre, feito astronauta perdido em Marte que ainda não encontrou água.

Apesar dos anúncios cheios de expectativa, água assim, na superfície, somente no planeta azul. Água que brota das fontes e abraça as águas que descem do céu em pura simbiose criadora de vida alimentando o organismo Terra, essa sim, nave-mãe de incontáveis organismos vivos: só aqui.

Nossos biólogos, na contemporaneidade, estão se debruçando no horizonte tomados pela seguinte pergunta: quanto planeta ainda temos? Pois a biologia – uma ciência da vida – que não poderia seguir refém do pensamento utilitário (que andou sequestrando o campo das ciências). Ela ocupa-se do organismo vivo, que nós humanos também integramos dentro da teia da vida.

Menos de três décadas nos elevaram à marca de 1,5 ºC sobre o limite do clima viável no planeta. Lembremos que, até a década de 1990, ou seja, anteontem, ainda havia a possibilidade de manobrarmos as nossas escolhas, como humanidade, para contar com o clima necessário à manutenção da diversidade biológica dessa nave-mãe, mas perdemos a chance. Perdemos a ocasião de trabalhar a favor da teia da vida, com as condições necessárias para restaurar os ecossistemas danificados.

Com a perda da diversidade e da base resiliente dos muitos organismos da Gaia – deusa da Terra, mãe primordial –, chegamos rápido à condição de mitigação de danos. Essa é a nossa realidade global hoje. Além disso, alcançamos todos os continentes e tornamos a base natural de reprodução da vida insustentável.

Sustentabilidade tornou-se um lema corporativo, descolado da condição material necessária à produção da vida em abundância. É fato que a base de resiliência dos sistemas da vida para todos os seres mudou, mesmo que o animal sapiens insista em progredir em sua fúria cartesiana, prospectando futuros. Como menciona o arquiteto Oscar Niemeyer: "A força da inteligência do ser humano, que nasceu animal, outro animal qualquer, hoje pensa e, daqui a pouco, está andando entre as estrelas, está conversando com os outros seres que estão por essas galáxias. […]”. Concordo com o mestre: sou otimista que o mundo pode melhorar, mas o ser humano, não.

O mestre, que fez da vida um labor incessante de criar mundos possíveis, nada esperava desse animal, que teve origem com todos os outros, e que, dentro do ciclo evolutivo, "deu de pensar". Esse humano, que se divorciou da teia da vida, precisa escapar da ilusão do ego narcisista e experimentar, no dizer do poeta Carlos Drummond de Andrade, "a viagem de si a si mesmo" ao "pôr o pé no chão do seu coração".

Somos enfim, bicho pequeno da Terra.


Krenak, Ailton. Nave-mãe. Folha de S. Paulo, Ilustríssima, 10 nov. 2024, p. B8. Adaptado.
Preencha corretamente as lacunas do texto, considerando a análise morfológica proposta.

No trecho do texto: “O mestre [...] nada esperava desse animal, que teve origem com todos os outros...”, a palavra __________ se classifica como __________, cuja função é a de __________ e fazer a ligação entre a oração principal e a subordinada.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
Alternativas
Q3564769 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Progep realiza ações para a melhoria da saúde do servidor


Cada vez mais as instituições têm preocupação com a promoção da saúde do trabalhador, tanto a física quanto a mental. A segunda reportagem do UFPA em série Saúde Mental fala sobre as atividades exercidas pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (Progep), por meio da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), da Universidade Federal do Pará, as quais buscam a melhoria da saúde do servidor.


Coordenadorias - A DSQV desenvolve ações que objetivam promover a saúde integral e a segurança do servidor, sendo subdividida em três coordenadorias. A Assistência Psicossocial ao Servidor (CAPS) trata do atendimento psicológico ao servidor, podendo ser acionada tanto por iniciativa pessoal quanto por indicação de um supervisor. A CAPS realiza o acolhimento e a abordagem inicial. Após esse primeiro contato, caso seja necessário, o servidor passa por um acompanhamento que pode incluir seus familiares. A equipe conta com assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras.


A Coordenadoria de Qualidade de Vida e Responsabilidade Social (CQVRS) promove atividades voltadas para o lúdico, a fim de proporcionar o bem-estar e a integração entre os colegas de trabalho, oportunizando a melhoria das relações no ambiente de trabalho. Entre as principais ações desenvolvidas pela CQVRS estão: Dança de Salão, Música no Trabalho, Coral Flor de Lótus, Feira de Talento dos Servidores Artesãos, Ginástica Laboral Interativa, Inclusão do Saber Digital, Alimentação Saudável e preparação para a aposentadoria.


Já a Coordenadoria de Vigilância à Saúde do Servidor (CVSS) cuida de questões relativas à qualidade do ambiente de trabalho, como a insalubridade e a ergonomia, e atua diretamente com o Sistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS), responsável pelo fornecimento de licenças e a realização dos exames periódicos.


Para conseguir acolher os servidores da UFPA, a DSQV conta com uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, odontólogos, engenheiros de segurança do trabalho, enfermeiros do trabalho, nutricionista, fonoaudiologista, assistentes sociais e psicólogos.


Melhorias − Segundo a diretora da DSQV, Bárbara Troeira, a saúde mental e física do servidor é fundamental para o bom desempenho no trabalho. "Passamos boa parte do nosso dia no trabalho, então é importante que este seja um ambiente salutar que nos proporcione satisfação, valorização e reconhecimento, que são fatores que, além de proporcionar motivação, colaboram para o equilíbrio e saúde mental", afirma.


Bárbara conta que essas ações de atenção, prevenção e promoção da saúde são indispensáveis, pois colaboram com a redução do número de adoecimentos dos servidores, afastamentos e rotatividade, o que é muito positivo para a produtividade da Instituição. Por isso, ela reafirma a importância das atividades desenvolvidas pela DSQV, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida e saúde dos servidores públicos da Universidade.

 

https://progep.ufpa.br/progep/noticias-em-destaque-progep/progep-realiza-acoes-para-a-melhoria-da-saude-do-servidor

"Após esse primeiro contato, caso seja necessário, o servidor passa por um acompanhamento que pode incluir seus familiares."


A oração destacada no trecho, é classificada como:

Alternativas
Q3563725 Português
    A língua portuguesa é o idioma falado por mais de 265 milhões de pessoas espalhadas por todos os continentes, e a língua mais falada no hemisfério sul. O português tem origens romanas, assim como o espanhol, italiano e francês.

    Esse grupo de idiomas tem raízes no latim, uma língua considerada morta, ou seja, que não possui falantes nativos. O português falado no Brasil é a mistura do idioma trazido pelos colonizadores de Portugal, das línguas indígenas faladas pelos povos originários brasileiros e das línguas africanas dos povos traficados para o país durante o período escravista.

    A língua portuguesa tem influência do que é chamado de latim vulgar, uma variação do latim culto, e das línguas árabes dos povos que habitavam a região da península ibérica, onde fica Portugal e Espanha. Infelizmente, não há registros de como seria o latim vulgar. Isso porque ele era falado por povos que não dominavam a escrita.

    Segundo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o português é reconhecido como idioma oficial não só em Portugal, mas também em outras nações, incluindo Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. 

    O português também é uma das línguas oficiais em Macau, uma região autônoma na costa sul da China. Macau foi colonizada e administrada pelos portugueses por mais de 400 anos. 

    A língua portuguesa contém sons únicos para os falantes nativos de outros idiomas. O português tem uma das fonologias — ramo da linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma — mais ricas entre as línguas derivadas do românico.

    O idioma, no Brasil, tem raízes europeias, já que a língua foi trazida e imposta pelos colonizadores em 1500. Porém, após mais de cinco séculos, a língua que falamos por aqui se distanciou consideravelmente da língua-mãe.

    A primeira diferença que notamos ao comparar as duas variedades é o sotaque. Além disso, há diversas palavras e expressões que podem colocar em uma verdadeira saia-justa os falantes dos idiomas do Brasil e de Portugal durante uma conversa. Por exemplo, “canalha”, para os falantes de português europeu, significa um grupo de crianças.


Fonte: Academia Brasileira de Letras. Adaptado.
Considerar o fragmento do texto a seguir:

“Além disso, há diversas palavras e expressões que podem colocar em uma verdadeira saia-justa os falantes dos idiomas do Brasil e de Portugal durante uma conversa”.

O pronome relativo destacado no excerto poderia ser substituído, mantendo o mesmo sentido e a correção gramatical, por:
Alternativas
Q3553599 Português

Copom crava Selic em 15% e juros mais altos por tempo ‘bastante prolongado’


Mais importante que a decisão em si era o conteúdo do comunicado desta quarta-feira, que traria sinais sobre os rumos da política de juros no Brasil. E as mensagens foram claríssimas.

 O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (18) elevar a taxa básica de juros para 15% ao ano, maior patamar em quase 20 anos.

Havia dúvida no mercado sobre se a diretoria do Banco Central (BC) manteria a Selic inalterada ou optaria por uma pequena elevação. (...)

“O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.”

O BC sempre divulga um balanço de riscos, que reúne os fatores considerados em suas decisões sobre a taxa de juros. De acordo com o comunicado, os riscos para a inflação — tanto de alta quanto de baixa — continuam "mais elevados do que o habitual". (...)

"Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado."

O principal recado do comunicado está aqui: o BC pretende interromper a elevação da taxa básica de juros para observar seus impactos na economia, considerando que os juros devem permanecer elevados por um período "bastante prolongado". (...)

(MARTINS, Raphael. Copom crava Selic em 15% e juros mais altos por tempo ‘bastante prolongado’. São Paulo, g1 Economia, 19/06/2025.)  

A respeito dos recursos de coesão na estruturação do texto, analise o trecho e, em seguida, as afirmativas:
“O BC sempre divulga um balanço de riscos, que reúne os fatores considerados em suas decisões sobre a taxa de juros.”.
( ) O termo “que” é um elemento de coesão que retoma “BC”.
( ) O termo “que” não é um elemento de coesão, pois inicia um novo período e tem função de sujeito.
( ) O termo “suas” é um elemento de coesão e remete ao Banco Central.
( ) A palavra “os” é um elemento de coesão e refere-se a “fatores”.

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3552298 Português

Texto para a questão. 



   



Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).



Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o vocábulo “que” (linha 30) poderia ser substituído por
Alternativas
Respostas
481: B
482: B
483: C
484: C
485: A
486: C
487: B
488: E
489: E
490: B
491: D
492: E
493: A
494: B
495: D
496: C
497: B
498: A
499: B
500: D