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Questões de Concurso Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.650 questões

Q782880 Português

      Freud uma vez recebeu carta de um conhecido pedindo conselhos diante de uma escolha importante da vida. A resposta é surpreendente: para as decisões pouco importantes, disse ele, vale a pena pensar bem. Quanto às grandes escolhas da vida, você terá menos chance de errar se escolher por impulso.

      A sugestão parece imprudente, mas Freud sabia que as razões que mais pesam nas grandes escolhas são inconscientes, e o impulso obedece a essas razões. Claro que Freud não se referia às vontades impulsivas proibidas. Falava das decisões tomadas de “cabeça fria”, mas que determinam o rumo de nossas vidas. No caso das escolhas profissionais, as motivações inconscientes são decisivas. Elas determinam não só a escolha mais “acertada”, do ponto de vista da compatibilidade com a profissão, como são também responsáveis por aquilo que chamamos de talento. Isso se decide na infância, por mecanismos que chamamos de identificações. Toda criança leva na bagagem alguns traços da personalidade dos pais. Parece um processo de imitação, mas não é: os caminhos das identificações acompanham muito mais os desejos não realizados dos pais do que aqueles que eles seguiram na vida.

      Junto com as identificações formam-se os ideais. A escolha profissional tem muito a ver com o campo de ideais que a pessoa valoriza. Dificilmente alguém consegue se entregar profissionalmente a uma prática que não represente os valores em que ela acredita.

      Tudo isso está relacionado, é claro, com a almejada satisfação na vida profissional. Mas não vamos nos iludir. Satisfação no trabalho não significa necessariamente prazer em trabalhar. Grande parte das pessoas não trabalharia se não fosse necessário. O trabalho não é fonte de prazer, é fonte de sentido. Ele nos ajuda a dar sentido à vida. Só que o sentido da vida profissional não vem pronto: ele é o efeito, e não a premissa, dos anos de prática de uma profissão. Na contemporaneidade, em que se acredita em prazeres instantâneos, resultados imediatos e felicidade instantânea, é bom lembrar que a construção de sentido requer tempo e persistência. Por outro lado, quando uma escolha não faz sentido o sujeito percebe rapidamente.

(Adaptado de KEHL, Maria Rita. Disponível em: rae.fgv.br /sites/rae.fgv.br/files/artigos)

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q782719 Português
Texto para responder à questão.

  A experiência brasileira passou a oferecer novas possibilidades de vida para as pessoas com diagnósticos psiquiátricos: dos cerca de 80 mil leitos existentes na virada dos anos 1970 para 1980, atualmente há menos de 30 mil. E, ao contrário do que argumentam as pessoas prejudicadas por tais mudanças, os pacientes que ocupariam estes leitos não foram abandonados nas ruas, ou deixados como sobrecarga às famílias. Foram e são ainda atendidos por centenas e milhares de novos serviços de atenção psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial, onde os usuários são acompanhados cotidianamente, em regime aberto e inclusivo. 
  Dias após o Brasil perder Antonio Lancetti — defensor da luta antimanicomial e das ações de enfrentamento à dependência química, um argentino que escolheu o Brasil para lutar, mesmo enquanto combatia um agressivo câncer, pela população de rua acometida de doenças mentais —, é muito importante lembrar que a reforma psiquiátrica não se reduz à lei ou às portarias ministeriais. Constrói-se cotidianamente no fazer e criar permanente de novas relações de cuidado e solidariedade às pessoas em sofrimento. Muitos daqueles internos em hospitais psiquiátricos, em cujos prontuários se lia que eram incapazes, perigosos e irresponsáveis, são hoje cidadãos em defesa e exercício de seus direitos, inclusive como defensores da reforma psiquiátrica antimanicomial. E isto é fundamental.
(Paulo Amarantes. O Globo. 19 de dezembro de 2016. Fragmento.) 
A manchete de 05/01/2017 “Bombeiros resgatam homem que caiu no Rio Tamanduateí”, publicada em http://g1.globo.com/, apresenta o emprego do pronome relativo “que”, sintaticamente a mesma função que tal pronome exerce na manchete pode ser identificada através do destacado em
Alternativas
Q780337 Português

                POR QUE VOCÊ TAMBÉM DEVE IR AO CINEMA (E

                          A OUTROS PROGRAMAS) SOZINHO

                                  Não tenha medo da solidão

      Você costuma ir ao cinema sozinho? E a shows? Que tal um jantar em um restaurante – mas #foreveralone? Existem aqueles que responderiam sim, sem hesitar. Agora há outras pessoas que entram em pânico só de pensar em se sentar em meio a gente que, ao contrário delas, estão acompanhadas.

      Mas uma pesquisa publicada no Journal of Consumer Research sugere que todas essas pessoas que acham que se sentiriam constrangidas jantando ou indo ao cinema sozinhas podem estar erradas. Estaríamos simplesmente perdendo a oportunidade de fazer uma atividade legal por medo.

      A pesquisa, feita por cientistas das universidades de Maryland e Georgetown, reuniu dados em cinco experimentos. Quatro deles foram questionários em que voluntários deveriam responder se preferiam fazer determinadas atividades sozinhos ou em grupos e o quinto foi uma tentativa real de tirar as pessoas de sua zona de conforto.

      Os resultados mostraram que pessoas preferem fazer atividades práticas sozinhas e atividades hedônicas (as voltadas ao prazer e à diversão) acompanhadas. O motivo, quase unanimidade, é o medo de que outras pessoas achem, ao ver alguém sozinho no cinema, por exemplo, que essa pessoa não tem amigos para acompanhá-la.

      Mas a boa notícia (além do fato de que essa preocupação não tem nada a ver) é que existem formas de fazer as pessoas se sentirem mais confortáveis ao realizar uma atividade hedônica sozinhas. A pesquisa apontou que pessoas se sentiam menos desconfortáveis em estar sozinhas em um café, por exemplo, se estivessem lendo um livro – o que dá a ilusão de um propósito a elas.

      Isso soa bobo, convenhamos, até para quem tem medo de ser visto sozinho. Afinal, por que outra pessoa se importaria com alguém sem companhia em um café/jantar/cinema? E por que o livro ou o jornal ou a revista [...] magicamente protegeria desse julgamento? [...] Então na última parte da pesquisa, os cientistas tentaram entender melhor esse mecanismo. Estudantes foram separados em pequenos grupos, ou sozinhos, e foram encarregados de visitar uma galeria de arte por 10 minutos.

      Os participantes deveriam dizer, antes, o quanto achavam que se divertiriam e, depois da visita, dar uma nota para a experiência. Como esperado, pessoas que estavam sozinhas disseram ter expectativas menores para a visita, mas o resultado final foi bem diferente das previsões. Tanto as pessoas em grupo quanto as desacompanhadas tiveram experiências similares na galeria, mostrando que, apesar das expectativas baixas, é possível, sim, se divertir sozinho.

      Agora os cientistas querem analisar a recepção de pessoas que veem outras sozinhas. Será que o julgamento realmente acontece?

      De qualquer forma, os pesquisadores acham importante ressaltar que esse medo de “parecer sem amigos” deve ser superado mesmo por quem realmente tem poucos amigos. Afinal, sair é uma forma de conhecer pessoas – e de não entrar em um ciclo vicioso de não sair por não ter amigos e não fazer amigos por não sair de casa.

Adaptado de:<http://revistagalileu.globo.com/Life-Hacks/noticia/2015/07/por-que-voce-tambem-deve-ir-ao-cinema-e-outros-programas-sozinho.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_ campaign=post>. Acesso em: 17 out. 2016.

Em relação aos termos destacados em “Mas uma pesquisa publicada no Journal of Consumer Research sugere que todas essas pessoas que acham que se sentiriam constrangidas jantando ou indo ao cinema sozinhas podem estar erradas.”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q780335 Português

                POR QUE VOCÊ TAMBÉM DEVE IR AO CINEMA (E

                          A OUTROS PROGRAMAS) SOZINHO

                                  Não tenha medo da solidão

      Você costuma ir ao cinema sozinho? E a shows? Que tal um jantar em um restaurante – mas #foreveralone? Existem aqueles que responderiam sim, sem hesitar. Agora há outras pessoas que entram em pânico só de pensar em se sentar em meio a gente que, ao contrário delas, estão acompanhadas.

      Mas uma pesquisa publicada no Journal of Consumer Research sugere que todas essas pessoas que acham que se sentiriam constrangidas jantando ou indo ao cinema sozinhas podem estar erradas. Estaríamos simplesmente perdendo a oportunidade de fazer uma atividade legal por medo.

      A pesquisa, feita por cientistas das universidades de Maryland e Georgetown, reuniu dados em cinco experimentos. Quatro deles foram questionários em que voluntários deveriam responder se preferiam fazer determinadas atividades sozinhos ou em grupos e o quinto foi uma tentativa real de tirar as pessoas de sua zona de conforto.

      Os resultados mostraram que pessoas preferem fazer atividades práticas sozinhas e atividades hedônicas (as voltadas ao prazer e à diversão) acompanhadas. O motivo, quase unanimidade, é o medo de que outras pessoas achem, ao ver alguém sozinho no cinema, por exemplo, que essa pessoa não tem amigos para acompanhá-la.

      Mas a boa notícia (além do fato de que essa preocupação não tem nada a ver) é que existem formas de fazer as pessoas se sentirem mais confortáveis ao realizar uma atividade hedônica sozinhas. A pesquisa apontou que pessoas se sentiam menos desconfortáveis em estar sozinhas em um café, por exemplo, se estivessem lendo um livro – o que dá a ilusão de um propósito a elas.

      Isso soa bobo, convenhamos, até para quem tem medo de ser visto sozinho. Afinal, por que outra pessoa se importaria com alguém sem companhia em um café/jantar/cinema? E por que o livro ou o jornal ou a revista [...] magicamente protegeria desse julgamento? [...] Então na última parte da pesquisa, os cientistas tentaram entender melhor esse mecanismo. Estudantes foram separados em pequenos grupos, ou sozinhos, e foram encarregados de visitar uma galeria de arte por 10 minutos.

      Os participantes deveriam dizer, antes, o quanto achavam que se divertiriam e, depois da visita, dar uma nota para a experiência. Como esperado, pessoas que estavam sozinhas disseram ter expectativas menores para a visita, mas o resultado final foi bem diferente das previsões. Tanto as pessoas em grupo quanto as desacompanhadas tiveram experiências similares na galeria, mostrando que, apesar das expectativas baixas, é possível, sim, se divertir sozinho.

      Agora os cientistas querem analisar a recepção de pessoas que veem outras sozinhas. Será que o julgamento realmente acontece?

      De qualquer forma, os pesquisadores acham importante ressaltar que esse medo de “parecer sem amigos” deve ser superado mesmo por quem realmente tem poucos amigos. Afinal, sair é uma forma de conhecer pessoas – e de não entrar em um ciclo vicioso de não sair por não ter amigos e não fazer amigos por não sair de casa.

Adaptado de:<http://revistagalileu.globo.com/Life-Hacks/noticia/2015/07/por-que-voce-tambem-deve-ir-ao-cinema-e-outros-programas-sozinho.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_ campaign=post>. Acesso em: 17 out. 2016.

Assinale a alternativa em que o termo destacado apresenta a mesma função sintática que o termo destacado em “[...] Como esperado, pessoas que estavam sozinhas disseram ter expectativas menores [...].”.
Alternativas
Q777895 Português

      As crianças de hoje estão crescendo numa nova realidade, na qual estão conectadas mais a máquinas e menos a pessoas, de uma maneira que jamais aconteceu na história da humanidade. A nova safra de nativos do mundo digital pode ser muito hábil nos teclados, mas encontra dificuldades quando se trata de interpretar comportamentos alheios frente a frente, em tempo real.

      Um estudante universitário observa a solidão e o isolamento que acompanham uma vida reclusa ao mundo virtual de atualizações de status e “postagens de fotos do meu jantar”. Ele lembra que seus colegas estão perdendo a habilidade de manter uma conversa, sem falar nas discussões profundas, capazes de enriquecer os anos de universidade. E acrescenta: “Nenhum aniversário, show, encontro ou festa pode ser desfrutado sem que você se distancie do que está fazendo”, para que aqueles no seu mundo virtual saibam instantaneamente como está se divertindo.

      De algumas maneiras, as intermináveis horas que os jovens passam olhando fixamente para aparelhos eletrônicos podem ajudá-los a adquirir habilidades cognitivas específicas. Mas há preocupações e questões sobre como essas mesmas horas podem levar a déficits de habilidades emocionais, sociais e cognitivas essenciais.

(Adaptado de: GOLEMAN, Daniel. Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso. Trad. Cássia Zanon. Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, p. 29-30) 

Considere a relação entre o vocábulo “que” e a expressão entre colchetes nas seguintes passagens do texto.

I. ... estão conectadas mais a máquinas e menos a pessoas, de [uma maneira] que jamais aconteceu na história da humanidade. (1° parágrafo)

II. Um estudante universitário observa [a solidão e o isolamento] que acompanham uma vida reclusa ao mundo virtual... (2° parágrafo)

III. Ele lembra que [seus colegas] estão perdendo a habilidade de manter uma conversa... (2° parágrafo)

IV. [Nenhum aniversário, show, encontro ou festa] pode ser desfrutado sem que você se distancie... (2° parágrafo)

V. ... [as intermináveis horas] que os jovens passam olhando fixamente para aparelhos eletrônicos... (3° parágrafo)

Tem função pronominal, por se referir à expressão entre colchetes e equivaler a ela em termos de sentido, o vocábulo “que” sublinhado APENAS em 

Alternativas
Q777546 Português
Texto para responder à questão.

Preto é cor, negro é raça

  O refrão de uma marchinha carnavalesca, de amplo domínio público, oferece uma pista interessante para a compreensão do critério objetivo que a sociedade brasileira emprega para a classificação racial das pessoas: “O teu cabelo não nega, mulata, porque és mulata na cor; mas como a cor não pega, mulata, mulata eu quero o teu amor”.
  Escrita por Lamartine Babo para o Carnaval de 1932, a marchinha realça a ambiguidade das relações raciais, ao mesmo tempo em que ilustra a opção nacional pela aparência, pelo fenótipo. Honesto e preconceituoso em sua definição de negro, Lamartine contribui mais para o debate sobre classificação racial do que muitos doutores.
  Com efeito, ao contrário do que pensa o presidente eleito, bem como certos acadêmicos, os cientistas pouco podem fazer nesta seara, além de, em regra, exibirem seus próprios preconceitos ou seu compromisso racial com a manutenção das coisas como elas estão.
  Primeiro porque, como se sabe, raça é conceito científico inaplicável à espécie humana, de modo que o vocábulo raça adquire relevância na semântica e na vida apenas naquelas sociedades em que a cor da pele, o fenótipo dos indivíduos, é relevante para a distribuição de direitos e oportunidades.
  Segundo, porque as pessoas não nascem negras ou brancas; enfim, não nascem “racializadas”. É a experiência da vida em sociedade que as torna negras ou brancas.
   “Todos sabem como se tratam os pretos”, assevera Caetano Veloso na canção “Haiti”.
  Em sendo um fenômeno relacional, a classificação racial dos indivíduos repousa menos em qualquer postulado científico e mais nas regras que regem as relações, intersubjetivas, econômicas e políticas no passado e no presente.
 Negro e branco designam, portanto, categorias essencialmente políticas: é negro quem é tratado socialmente como negro, independentemente de tonalidade cromática. É branco aquele indivíduo que, no cotidiano, nas estatísticas e nos indicadores sociais, abocanha privilégios materiais e simbólicos resultantes do possível mérito de ser branco. Esse sistema funciona perfeitamente bem no Brasil desde tempos imemoriais.
  A título de exemplo, desde a primeira metade do século passado, a Lei das Estatísticas Criminais prevê a classificação racial de vítimas e acusados por meio do critério da cor. Emprega-se aqui a técnica da heteroclassificação, visto que ao escrivão de polícia compete classificar, o que é criticado pela demografia, que entende ser mais recomendável, do ângulo ético e metodológico, a autoclassificação.
   Há um outro banco de dados no qual o método empregado é o da autoclassificação: o Cadastro Nacional de Identificação Civil, feito com base na ficha de identificação civil, a partir da qual é emitida a cédula de identidade, o popular RG. Tratase de uma ficha que pode ser adquirida em qualquer papelaria, cujo formulário, inspirado no aludido Decreto-Lei das Estatísticas Criminais, contém a rubrica “cútis”, neologismo empregado para designar cor da pele. Assim, todas as pessoas portadoras de RG possuem em suas fichas de identificação civil a informação sobre sua cor, lançada, em regra, por elas próprias.
  Vê-se, pois, que o Cadastro Nacional de Identificação Civil oferece uma referência objetiva e disponível para o suposto problema da classificação racial: qualquer indivíduo cuja ficha de identificação civil, dele próprio ou de seus ascendentes (mãe ou pai), indicar cor diversa de branca, amarela ou indígena, terá direito a reivindicar acesso a políticas de promoção da igualdade racial e estará habilitado para registrar seu filho ou filha como preto/negro.
  Fora dos domínios de uma solução pragmática, o procedimento de classificação racial, que durante cinco séculos funcionou na mais perfeita harmonia, corre o risco de se tornar, agora, um terrífico dilema, insolúvel, poderoso o bastante para paralisar o debate sobre políticas de promoção da igualdade racial.
  No passado nunca ninguém teve dúvidas sobre se éramos negros. Quiçá no futuro possamos ser apenas seres humanos.
SILVA JÚNIOR, Hédio. Preto é cor, negro é raça. Folha de S.Paulo, São Paulo, 21 dez. 2002. Opinião, p.A3.

O termo destacado em “Trata-se de uma ficha QUE pode ser adquirida em qualquer papelaria.”, no contexto, é:
Alternativas
Q775285 Português

No que se refere aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto acima, assim como às funções da linguagem e à tipologia textual, julgue o item subsequente.

O vocábulo “que” (linha 20) introduz uma oração subordinada no período em que ocorre.

Alternativas
Q773693 Português

Instrução: A questão a seguir está relacionada ao texto abaixo.


Considere as ocorrências da palavra que nos seguintes segmentos do texto.
1. que guiavam (l. 2) 2. que [...]vai se confrontar (l. 20) 3. em que critica (l. 25) 4. melhor do que temos feito (l. 29)
A palavra que exerce a função de sujeito apenas em  
Alternativas
Q772295 Português

Considere o seguinte período:

“Agora vem uma carta dizendo que ele caiu”.

Quanto a função assumida pelo termo “que” no período, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q770282 Português
Este é o assunto de que me lembrei. A palavra em destaque é:
Alternativas
Q770281 Português
“Estes sãos livros de que necessito.” A palavra em destaque é:
Alternativas
Q770280 Português
“Você é o filho que tanto pedi a Deus.” A palavra destacada é:
Alternativas
Q768165 Português

Para responder à questão, leia a tirinha a seguir.



Assinale a alternativa que contenha, correta e respectivamente, a classificação morfológica de "que", em "Que farão comigo?" e "Terá que pagar cinco cruzados". 

Alternativas
Q2805992 Português

Texto para as questões 12 e 13.


CHECK-UP


Este ano pretendo cumprir rigorosamente a resolução que tomei no fim do ano passado: não mais tomar resoluções de ano-novo. Elas são promessas que fazemos à nossa consciência em que nem a consciência acredita mais. A minha já estava reagindo com bocejos a cada juramento que eu fazia para o ano-novo.

– Vou começar uma dieta. Séria, desta vez.

– Sei, sei.

– Vou ser tolerante, justo, sóbrio, equilibrado... e arrumar meus livros.

– Tudo bem.

– Fazer exercícios diários. Usar fio dental. Reler os clássicos. Não tudo ao mesmo tempo, claro.

– Certo, certo.

Mesmo com ar de enfaro, minha consciência não deixa de se submeter ao exame anual que faço nela, sempre nos últimos dias de dezembro. Uma espécie de check-up moral. Seu estado geral é bom. Não teve grandes provações no ano passado. Fiz algumas coisas que não devia, não fiz outras que devia, nada grave. Vamos poder continuar nos encarando – principalmente agora que eliminamos este ridículo ritual das resoluções de fim de ano da nossa relação. O homem maduro é o que desiste da virtude impossível para não perder a possível.


Luis Fernando Verissimo. Check-up. In: As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Com relação aos aspectos gramaticais do texto, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2760439 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Governo economiza R$ 2,38 bi com correção de falhas na administração pública


O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, antiga Controladoria-Geral da União (CGU), divulgou que as ações de correção de falhas identificadas e de aprimoramento das políticas públicas federais geraram uma economia de R$ 2,38 bilhões em recursos da União, em 2015. O volume foi alcançado por meio das recomendações de controle interno, além da melhoria da qualidade dos serviços públicos.

Entre as ações estão a suspensão de pagamentos continuados indevidos, que resultou na maior economia, mais de R$ 1 bilhão. Os indicadores registram ainda que R$ 428 milhões foram economizados com a redução nos valores de contratos e licitações. O balanço do ministério aponta também que R$ 14 milhões foram poupados com o cancelamento de licitação devido a objeto desnecessário e R$ 46 milhões com a recuperação de valores pagos indevidamente.

Houve, ainda, segundo o ministério, a economia de R$ 6 milhões com a eliminação de desperdícios ou a redução de custos administrativos.

(agenciabrasil.ebc.com.br)

Releia e analise esta passagem do texto:


O balanço do ministério aponta também que R$ 14 milhões foram poupados [...]


Assinale a alternativa que contenha a classe morfológica a que a palavra "que", no contexto em que aparece na passagem acima, pertence.

Alternativas
Q2754703 Português

Que livro deleitável você escreveu!” A função morfológica da palavra destacada é:

Alternativas
Q2754691 Português

Texto para as questões de 25 a 27

“[...]

Na semana passada, o vírus B também foi associado à morte súbita de uma menina de oito anos em São Paulo. Houve um teste positivo, mas ainda não se sabe se foi ele o responsável pela parada cardíaca que a levou à morte.

[...]”.

(Folha de S.Paulo, 6/4/16 – B1)

“(...) mas ainda não se sabe se foi ele o responsável pela parada cardíaca que a levou à morte”.

Assinale a opção que apresenta, respectivamente, a correta análise das palavras destacadas.

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Q2749674 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.


A hipótese das avós


A maioria dos vertebrados morre quando o vigor reprodutivo chega ao fim. Seres humanos são uma das raras exceções.

Sob a perspectiva evolucionista, qual seria a explicação para que as avós, mulheres já estéreis que pouco contribuem para a produção de alimentos, permaneçam vivas e com a cognição preservada? Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) propõe uma explicação genética para esse fenômeno.

Em 1998, um trabalho de campo havia mostrado que no grupo Hazda, de caçadores-coletores da Tanzânia, sobreviviam mais crianças nas famílias com avós que ajudavam a alimentá-las e lhes transmitiam tradições culturais e ensinamentos ecológicos. Graças a essa atuação, seus genes levariam vantagem na passagem para as novas gerações, teoria que ficou conhecida como “a hipótese das avós”.

A deterioração da capacidade cognitiva associada ao envelhecimento, entretanto, compromete essas vantagens.

No estudo da PNAS, o grupo de Ajit Varki e Pascal Gagneux, da Universidade da Califórnia, avaliou a contribuição de um gene (CD33) envolvido no controle das respostas inflamatória e imunológica à doença de Alzheimer, enfermidade característica da fase pós-reprodutiva.

Pesquisas anteriores haviam documentado que esse gene tem duas variantes, uma das quais predispõe à doença, enquanto a outra protege contra ela. Para elucidar o papel do gene, o grupo comparou essas duas variantes com as dos chimpanzés, nossos parentes mais chegados. Verificaram que seres humanos e chimpanzés apresentam níveis semelhantes da variante deletéria, enquanto a protetora atinge níveis quatro vezes mais elevados entre nós. Esse achado sugere que os chimpanzés, primatas em que a morte costuma coincidir com o fim do período de fertilidade, nunca viveram o suficiente para usufruir as vantagens da variante protetora.

Pesquisando em bancos de dados do Projeto Genoma, os autores encontraram a variante protetora em etnias africanas, americanas, europeias e asiáticas.

O gene protetor, no entanto, não está presente em todas as pessoas. De qualquer forma, é muito interessante descobrir que nossa espécie selecionou uma variante para nos proteger de uma doença que somente se instalará na oitava ou na nona década de vida, fase distante da seleção reprodutiva. Esse mecanismo seletivo operaria no sentido de maximizar as contribuições de indivíduos em idade pós-reprodutiva, para a sobrevivência dos mais novos.

Os autores concluem que “as avós são tão importantes, que nós evoluímos genes para proteger suas mentes”.

(Drauzio Varella. www.cartacapital.com.br/revista/881/a-hipotese-das-avos, 27.12.2015. Adaptado)

No trecho do último parágrafo – … “as avós são tão importantes, que nós evoluímos genes para proteger suas mentes”. –, o termo destacado introduz, com relação à afirmação que o antecede, uma

Alternativas
Q2737367 Português

Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo

já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho.

Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

-Aí, Gaúcho!

-Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim.

Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

-Mas o Gaúcho fala "tu"! -disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

-E fala certo -disse a professora. -Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

-O pai atravessou a sinaleira e pechou...

-O que?

-O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

-O que foi que ele disse, tia?

-quis saber o gordo Jorge.

-Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

- E o que é isso?

-Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

-Nós vinha ...

- Nós vínhamos.

-Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas " pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!

-Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

Assinale a alternativa correta na qual o uso do "que" tenha valor de pronome relativo.

Alternativas
Q2736167 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Psicologia da Internet: ................ nos tornamos outras pessoas na vida digital.

01 Há cerca de duas décadas foi criada a expressão “Psicologia da Internet” para explicar a

02 razão pela qual o comportamento das pessoas se altera tanto dentro dos ambientes virtuais.

03 Qualquer um que já navegou na web percebeu alguma modificação, ainda que mais leve, em sua

04 conduta ou ação. Por ser um espaço muito atípico e diferente de tudo que já experimentamos na

05 vida concreta, descobriu-se que a realidade paralela exerce um tipo de “dinamização” da

06 personalidade, o que coloca as pessoas em inclinação para atitudes de maior risco e de

07 descontrole calculado, se comparadas ao que se vive no nosso dia-a-dia.

08 A respeito desse fenômeno, criou-se um termo para melhor definir tais alterações

09 comportamentais: “efeito de ________ online”, explicita, portanto, a variação de padrões.

10 Pesquisas demonstraram que essas alternâncias da vida off-line para a vida online se baseiam nas

11 seguintes crenças:

12 (A) “Você não sabe quem eu sou e não pode me ver”: à medida que as pessoas navegam na

13 internet, obviamente que não podem ser “vistas”, no sentido literal da palavra – diferentemente

14 de como ocorre no mundo concreto -, conferindo então aos internautas a falsa percepção de que

15 eles estão anônimos e, por esta razão, não há limites ou regras associadas ao comportamento

16 online. Esse fato também é descrito na literatura psicológica como “desindividualização”, ou seja,

17 um estado de _________ da identidade real e que favorece o aparecimento de maior grau de

18 insubordinação, agressividade e sexualidade exacerbada, se comparado ao que ocorre na vida

19 concreta.

20 (B) “Até logo” ou “até mais”: a internet, querendo ou não, uma vez que permite aos seus

21 usuários escaparem facilmente das situações mais embaraçosas, leva-os a correrem mais riscos e

22 tolerarem melhor as situações de ameaça. Como não existe uma consequência imediata dessas

23 ações virtuais (na verdade “existe” uma consequência, todavia, ela é mais demorada para que os

24 resultados apareçam), as pessoas então se tornam mais flexíveis a respeito das transgressões.

25 (C) “É apenas um jogo”: esta ________ dá ao usuário a ilusão de que o mundo online opera,

26 na verdade, em condição de fantasia, e que ninguém, de fato, seria prejudicado pelas “aventuras”

27 realizadas no mundo digital. Assim, a linha divisória entre a ficção e a realidade torna-se

28 facilmente mais turva, uma vez que existem centenas de atividades que, na verdade, “não

29 existem” na realidade concreta.

30 (D) “Somos todos amigos”: cria a ilusão de que, na vida paralela da internet, somos todos

31 iguais ou amigos, uns com os outros e que, portanto, as regras que determinam as relações

32 adequadas entre os diferentes grupos (por exemplo, crianças, adolescentes e adultos) existentes

33 no mundo real podem ser simplesmente desconsideradas. Este princípio também tem o poder de

34 diluir as hierarquias existentes entre diferentes indivíduos na sociedade, favorecendo aos

35 comportamentos de maior desrespeito e falta de cuidado interpessoal que tanto se observa nas

36 redes sociais e nas comunicações entre funcionários de uma empresa.

37 Portanto, esse efeito descontrói os ambientes formais e mais rígidos da realidade concreta

38 para liberar o indivíduo ao trânsito nos espaços altamente permissivos, tornando as pessoas mais

39 condescendentes e altamente plásticas em relação às transgressões. Vamos lembrar que todo

40 esse processo já tem um nome e se chama “personalidade eletrônica” (e-personality).

41 Imagine então, as crianças e jovens ainda em processo de formação, o que o ambiente

42 virtual poderia fazer com a consolidação de sua personalidade (ainda) em definição? No final das

43 contas, pensam muitos pais desavisados: “é apenas videogame” ou, ainda, “eles só estão usando

44 uma rede social”, que problema haveria com isso? No passado não muito distante, o

45 desassossego familiar vinha das amizades inadequadas, hoje deriva do próprio indivíduo em sua

46 relação consigo mesmo no ambiente virtual.

47 Para se pensar, não acha?


(Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/ — texto adaptado)

Analise as seguintes assertivas a respeito do emprego do ‘que’ no texto:


I. O ‘que’ da linha 05 classifica-se como conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.

II. O ‘que’ da linha 06 classifica-se como uma conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

III. O ‘que’ da linha 14 classifica-se como uma conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva completiva nominal.

IV. O ‘que’ da linha 28 (segunda ocorrência) e o da linha 31 (segunda ocorrência) são ambos pronomes relativos e introduzem uma oração subordinada adjetiva.


Quais estão corretas?

Alternativas
Respostas
1281: E
1282: D
1283: B
1284: A
1285: C
1286: B
1287: E
1288: A
1289: A
1290: B
1291: C
1292: D
1293: D
1294: B
1295: B
1296: B
1297: E
1298: D
1299: B
1300: B