Questões de Concurso
Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra que em português
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"Certo dia, uma tartaruga começou a contar vantagem dizendo que corria muito depressa, que a lebre era muito mole e, enquanto falava, a tartaruga ria e ria da lebre".
Cartão vermelho contra o preconceito
Por Ernesto Neves
- O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
- superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até
- dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
- conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
- livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar
- até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às
- execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio,
- quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
- campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
- Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
- exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
- atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
- discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
- autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
- desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
- na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
- Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
- de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
- mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
- o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
- atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
- problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
- compliance antidiscriminatório.
- A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
- a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
- intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
- Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
- promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
- na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
- Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
- clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
- cânticos embalados pela intolerância.
- Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
- Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
- Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
- interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
- tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
- Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
- — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
- próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
- dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
- as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
- sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
- “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
- aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
- governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.
(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual o “que” sublinhado NÃO é classificado como pronome relativo.
Atente aos enunciados abaixo e responda ao que se pede.
I- Os relatos que ouvi são graves e exigem respostas imediatas do Governo, que tem se comportado de maneira omissa em relação às questões que dizem respeito aos direitos humanos.
II- É isto que te desejo: paz, saúde e harmonia. isto
III- Faze tais coisas, pois isto pode te agradar.
IV- Quando tudo parece perdido, eis que me vem a salvação.
V- Vi uma foto sua no ônibus 524.
Marque a alternativa CORRETA.
Atente ao texto a seguir para responder às questões 8, 9 e 10.
O ChatGPT é uma ferramenta de processamento de linguagem natural impulsionada pela tecnologia AI que permite que você tenha conversas semelhantes às humanas e muito mais com um chatbot. O modelo de linguagem pode responder a perguntas e ajudá-lo com tarefas como redação de e-mails, ensaios e código.Atualmente, o uso é aberto ao público gratuitamente porque o ChatGPT está em fase de pesquisa e coleta de feedback.Apartir de 1º de fevereiro, também há uma versão de assinatura paga chamada ChatGPT Plus.
Certamente causou um grande impacto. “ChatGPT é assustadoramente bom. Não estamos longe de uma IAperigosamente forte”, disse Elon Musk, que foi um dos fundadores da OpenAI antes de sair. Sam Altman, chefe da OpenAI, disse no Twitter que o ChatGPT teve mais de 1 milhão de usuários nos primeiros cinco dias após o lançamento. Altman disse a Musk que o custo médio de cada resposta foi em “centavos de um dígito”, mas admitiu que precisará monetizá-lo eventualmente por causa de seus custos de computação “de dar água na boca”.
De acordo com a análise do banco suíço UBS, o ChatGPT é o aplicativo de crescimento mais rápido de todos os tempos. Em janeiro, apenas dois meses após seu lançamento, a análise do UBS estima que o ChatGPT tinha 100 milhões de usuários ativos. Para comparação, levou nove meses para o TikTok chegar a 100 milhões.
O ChatGPT é um modelo de linguagem criado com o objetivo de manter uma conversa com o usuário final. Um mecanismo de pesquisa indexa páginas da Web na Internet para ajudar o usuário a encontrar as informações solicitadas. O ChatGPT não tem a capacidade de pesquisar informações na Internet. Ele usa as informações que aprendeu com os dados de treinamento para gerar uma resposta, o que deixa espaço para erros.
Apesar de parecer muito impressionante, o ChatGPT ainda tem limitações. Essas limitações incluem a incapacidade de responder a perguntas formuladas de uma maneira específica, pois é necessário reformular a redação para entender a pergunta de entrada. Uma limitação maior é a falta de qualidade nas respostas que oferece – que às vezes podem soar plausíveis, mas não fazem sentido prático ou podem ser excessivamente prolixas.
Em vez de pedir esclarecimentos sobre questões ambíguas, o modelo apenas adivinha o que sua pergunta significa, o que pode levar a respostas não intencionais às perguntas. Isso já levou o site de perguntas e respostas do desenvolvedor StackOverflow a proibir, pelo menos temporariamente, as respostas geradas pelo ChatGPT às perguntas.
“O principal problema é que, embora as respostas que o ChatGPT produz tenham uma alta taxa de incorretas, elas geralmente parecem boas e as respostas são muito fáceis de produzir”, dizem os moderadores do Stack Overflow em um post . Os críticos argumentam que essas ferramentas são muito boas em colocar as palavras em uma ordem que faça sentido do ponto de vista estatístico, mas não conseguem entender o significado ou saber se as afirmações feitas estão corretas. Outra grande limitação é que os dados do ChatGPT são limitados a 2021. O chatbot não tem conhecimento de eventos ou notícias que ocorreram desde então. Portanto, alguns prompts que você perguntar não renderão resultados, como “Quem ganhou a Copa do Mundo em 2022?”
As pessoas estão expressando preocupação com os chatbots de IA substituindo ou atrofiando a inteligência humana. Por exemplo, o chatbot pode escrever um artigo sobre qualquer tópico com eficiência (embora não necessariamente com precisão) em segundos, eliminando potencialmente a necessidade de um redator humano. O chatbot também pode escrever uma redação completa em segundos, tornando mais fácil para os alunos trapacear ou evitar aprender a escrever corretamente. Isso levou alguns distritos escolares a bloquear o acesso a ele.
Outra preocupação com o chatbot de IA é a possível disseminação de desinformação. Como o bot não está conectado à Internet, ele pode cometer erros nas informações que compartilha. O próprio bot diz: “Minhas respostas não devem ser tomadas como fatos e sempre incentivo as pessoas a verificarem todas as informações que receberem de mim ou de qualquer outra fonte”. O próprio OpenAI também observa que o ChatGPT às vezes escreve “respostas que parecem plausíveis, mas incorretas ou sem sentido”.
(Disponível em: <https://expertdigital.net/o-que-e-chatgpt-e-por-que-isso-importa-aqui-esta-tudo-o-que-voce-precisa-saber/#Quem_criou_o_ChatGPT>. Data daconsulta: 25/03/2023.
Atente aos enunciados abaixo e responda ao que se pede.
I- Como o bot não está conectado à Internet, ele pode cometer erros nas informações que compartilha.
II- É necessário reformular a redação para entender a pergunta de entrada
Está CORRETO o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Por que popularização de painéis solares pode causar 'bomba ambiental'
"O mundo instalou mais de um terawatt - um trilhão de watts - de capacidade solar. Os painéis solares comuns têm uma capacidade de cerca de 400 W, portanto, se você contar os telhados e as fazendas solares, há até 2,5 bilhões de painéis solares", diz Rong Deng, especialista em reciclagem de painéis solares da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com o governo britânico, existem dezenas de milhões de painéis solares no Reino Unido. Mas falta a infraestrutura especializada para descartá-los e reciclá-los.
Especialistas em energia pedem ação urgente do governo para evitar um desastre ambiental global iminente. "Será uma montanha de lixo até 2050, a menos que coloquemos em prática as cadeias de reciclagem agora", diz Ute Collier, vice-diretora da Agência Internacional de Energia Renovável. "Produzimos cada vez mais painéis solares, o que é ótimo, mas como vamos lidar com o lixo?" ela pergunta.
Espera-se que um grande passo seja dado no final de junho, quando a primeira fábrica do mundo dedicada à reciclagem total de painéis solares abrir oficialmente na França.
A ROSI, empresa especializada em reciclagem solar proprietária da instalação, na cidade alpina de Grenoble, espera extrair e reutilizar 99% dos componentes de uma unidade.
Além de reciclar as frentes de vidro e molduras de alumínio, a nova fábrica recuperará quase todos os materiais preciosos contidos nos painéis, como prata e cobre que, normalmente, são alguns dos materiais mais difíceis de extração. Esses materiais raros podem ser, posteriormente, reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares mais potentes.
Os métodos convencionais de reciclagem de painéis solares recuperam a maior parte do alumínio e do vidro, mas a ROSI diz que o vidro, em particular, é de qualidade baixa. O vidro recuperado por esses métodos é utilizado na confecção de ladrilhos ou no jateamento de areia; também é misturado a outros materiais para fazer asfalto, mas não pode ser utilizado em aplicações que requeiram vidro de alta qualidade, como a produção de novos painéis solares.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4vpveq7pyo. Adaptado.
O vidro recuperado não pode ser utilizado em aplicações 'que' requeiram vidro de alta qualidade.
Do ponto de vista morfossintático, o elemento destacado trata-se de:
Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada
Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.
Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.
Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.
Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.
Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.
Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.
Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.
(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)
No enunciado “... como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.”, o termo sublinhado é classificado como:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
Fábrica de farmacêutica chinesa vai gerar 450 empregos na Paraíba
No último dia 28 de agosto, a Paraíba deu um passo importante rumo à expansão de seu setor farmacêutico e à geração de empregos com a assinatura de uma Carta de Intenções entre o Governo da Paraíba e a farmacêutica chinesa Tonghua Dongbao Pharmaceutical. O objetivo? Estabelecer uma fábrica para a produção de insulina no município de Caaporã, no Litoral Sul do estado.
O encontro contou com a presença de representantes Tonghua Dongbao Pharmaceutical, incluindo Victoria Jing Xu (CEO), Lennox Lewis (diretor e representante chefe da América do Sul) e Chunsheng Leng (presidente do Conselho e Gerente Geral) e o Governador João Azevêdo.
A Tonghua Dongbao Pharmaceutical é uma empresa chinesa situada na Dongbao New Village, Tonghua County, Tonghua City - Jilin Province, que tem uma sólida reputação como fabricante de produtos farmacêuticos, com pontos fortes em pesquisa e desenvolvimento (P&D), produção e comercialização de produtos farmacêuticos, particularmente medicamentos de patente chinesa, medicamentos químicos e produtos biológicos.
A empresa farmacêutica distribui medicamentos para mais de 10 mil hospitais municipais. O grupo já tratou mais de 6,5 milhões de pessoas em 20 anos e exporta seus produtos para Polônia, Geórgia e Bangladesh, além de outros países europeus e asiáticos.
De acordo com o governador da Paraíba, João Azevêdo, a chegada da Tonghua Dongbao Pharmaceutical ao estado será dividida em três fases, abrangendo a importação do produto, a liberação das licenças necessárias e, finalmente, a instalação da fábrica, ao longo de um período de 12 meses.
"Esse é um investimento muito importante pelo momento que o país vive com relação ao abastecimento de insulina e estamos trazendo não só uma solução para a Paraíba, mas para o Brasil", enfatizou o governador, destacando a relevância da iniciativa para o cenário nacional.
Azevêdo também ressaltou as potencialidades econômicas do estado, enfatizando a capacidade de atração de novos investimentos, além da localização estratégica da Paraíba no Nordeste do Brasil, com acesso a um mercado de mais de 50 milhões de consumidores.
O presidente do Conselho da Laurel Internacional Corporation, Peace Pingan Lau, destacou a escolha estratégica da Paraíba para a expansão internacional da Tonghua Dongbao Pharmaceutical. Ele expressou confiança de que a empresa construirá na Paraíba o mesmo sucesso que teve na China.
Em agosto, os representantes da Tonghua Dongbao Pharmaceutical e uma empresa de consultoria chinesa também visitaram o Laboratório Industrial Farmacêutico do Estado da Paraíba (Lifesa), uma unidade pertencente à rede estadual de saúde que desempenhará um papel fundamental na instalação da empresa no estado.
Com a geração de 450 empregos diretos, a Paraíba se prepara para colher os frutos dessa parceria promissora no setor farmacêutico.
Fonte https://pfarma.com.br. Em 05/09/2023
Ele expressou confiança de que a empresa construirá na Paraíba o mesmo sucesso que teve na China.
As palavras destacadas são respectivamente:
Registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Em "O aluno só queria QUE a professora explicasse novamente o conteúdo", a palavra QUE, no contexto em que foi empregada, é classificada como conjunção coordenada sindética explicativa.
(__)Na frase: "Será que ela está chateada comigo PORQUE eu não fui ao aniversário dela?", o PORQUE foi corretamente empregado.
(__)O acento grave foi utilizado na expressão destacada em "A situação foi relativa às professoras defensoras da pedagogia crítica", uma vez que a palavra "relativa" rege a preposição A, a qual se funde com o artigo feminino A.
(__)O pronome poderá vir proclítico quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra atrativa. Exemplos: É preciso achar um caminho de não o machucar / É preciso achar um caminho de não machucá-lo.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Considere a seguinte sentença: “Você terá que lidar com esta situação da melhor forma possível.” Na sentença dada, a palavra “que” atua como:
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox
digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos
negativos que já foram amplamente descritos pelos
cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o
5 distanciamento dessas plataformas também pode
diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos
usuários.
Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a
reduzir as experiências negativas – como comparação
10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por
outro, o jejum também minora ações que trazem
sensações de recompensa social, como likes, crescimento
do número de seguidores e mensagens positivas.
O resultado surpreendeu os próprios cientistas
15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação
como inesperada.
"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos
positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de
experiências socialmente gratificantes das redes sociais",
20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é
professor do departamento de psicologia da Universidade
de Durham, no Reino Unido.
"As nossas descobertas sugerem que as redes
oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção
25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções
positivas, porque essas recompensas já não estão
disponíveis", diz o cientista.
O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na
revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda
30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que
avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a
questionários em que os próprios participantes mensuram
e descrevem seus sentimentos.
Em muitos dos trabalhados dessa área, a
35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta
para medir os efeitos psicológicos.
Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por
mesclar esses questionários com diversas abordagens,
incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal
40 era captar certas consequências implícitas da abstinência
das redes.
"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma
realista, os efeitos da redução do consumo [das redes
sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um
45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.
Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus
smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma
avaliação mais naturalista do humor e dos
comportamentos", descreve Niklas Ihssen.
50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma
avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do
experimento, o grupo avaliado respondia a um
questionário mais abrangente.
Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer
55 visitas também a um laboratório da Universidade de
Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados
que mensuravam outras componentes, como percepção
temporal e de esforço e a reação a estímulos.
Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma
60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.
Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes
sociais e a desabilitarem as notificações, eles não
precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.
Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos
65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros
dispositivos para acessar as redes. Essa configuração
permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais
"recaídas" no uso das ferramentas.
No próprio experimento, aliás, vários participantes
70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51
envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios
durante os sete dias determinados. A maioria, porém,
reduziu drasticamente o uso.
A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi
75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o
recrutamento para o experimento.
"Os participantes precisavam estar preparados para
se absterem das redes sociais durante uma semana, e
muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os
80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO
[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em
inglês]", diz o autor.
Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total
tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode
85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,
saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de
30 minutos durante o experimento.
O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,
os participantes também não tiveram manifestações
90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de
abstinência.
"Em última análise, os nossos resultados implicam
que é possível reduzir substancialmente o uso das redes
sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e
95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,
parece difícil abster-se completamente", completa o
autor.
(Giuliana Miranda.
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos negativos que já foram amplamente descritos pelos cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o distanciamento dessas plataformas também pode diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos usuários. (L.1-7)
As duas ocorrências do QUE no período acima se classificam, respectivamente, como
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 41 a 47.
A escuta nas práticas de leitura
Mesmo antes do surgimento da escrita, o homem lia o mundo com o seu olhar, com suas experiências sensoriais. Utilizando-se da linguagem oral e das imagens, trocava ideias, refletindo sobre tudo o que o cercava. E, mesmo depois da invenção da escrita, continua utilizando-se da palavra oral e das imagens para fazer observações, construir conhecimentos, partilhar suas impressões sobre a vida e discutir as questões que ocorrem a sua volta.
A produção de sentidos a partir da leitura, seja pela criança, pelo leitor jovem ou adulto, está relacionada a vários elementos, entre os quais podemos destacar: o ambiente de leitura; a formação histórico-cultural do leitor; sua disposição pessoal para a leitura; as leituras anteriores feitas pelo leitor; a forma como a leitura é mediada etc.
Na escola, especificamente, as apropriações feitas pelo aluno são múltiplas, com diversas interpretações, valorizações que estão ligadas aos elementos mencionados, como também ao trabalho desenvolvido em sala de aula, na biblioteca, na totalidade da escola ou fora dela. A leitura com envolvimento proporciona uma simbiose entre o leitor e o livro, mas quando esta não é acompanhada e orientada pode não atingir os seus objetivos. Um sujeito que tem uma história de mediação afetivamente positiva com relação a essas práticas de leitura desenvolverá a capacidade de "ouvir" nas entrelinhas dos textos.
O livro Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura, da pesquisadora argentina Cecilia Bajour, trata justamente dessas discussões sobre o papel do mediador e a qualidade de suas intervenções, tendo como propósito principal refletir sobre a escuta como vínculo pedagógico entre docentes e alunos em diversas práticas de leitura literária [...].
Para Bajour, a tarefa do professor é "escutar e se nutrir de leituras e saberes", a fim de descobrir como ocorre a construção de mundos com palavras e imagens. O mediador deve esboçar perguntas que instiguem a discussão, o pensamento sobre o lido. Para isso, entra a necessidade primeira de se conhecerem a fundo os textos que serão escolhidos. Somente assim tem-se uma escuta apurada no momento da conversa.
No primeiro capítulo do livro, a autora [...] discorre sobre a importância da escuta para o sucesso no trabalho com a leitura e enfatiza o papel do mediador como sujeito ativo na interlocução entre o texto e o leitor. Destaca, ainda, o potencial da conversação literária como possibilidade de mudança nos métodos tradicionais de leitura adotados na escola e aponta a seleção de textos como sendo um dos pilares no trabalho de formação de leitores [...].
No segundo capítulo, o texto debruça-se sobre a conversa literária como uma situação de ensino. A partir da análise de falas dos professores que participaram do curso de especialização em Literatura Infantil e Juvenil, a autora ressalta que diversas experiências relatadas mostraram a necessidade de um posicionamento crítico por parte dos professores a respeito da relação entre seleção de textos e teoria. Quanto mais esses mediadores conhecerem a respeito dos textos e das maneiras de lê-los, menos ficarão presos a receitas, esquemas, critérios fixos etc. no momento de fazer escolhas. Esses pontos de partida muitas vezes desprezam a importância do estético e propõem classificações e tipologias que deixam o literário e o artístico em segundo plano [...].
O título que introduz o terceiro capítulo traz uma indagação provocativa: "O que a promoção da leitura tem a ver com a escola?". Inicialmente, a autora tece críticas sobre algumas versões que são dadas ao conceito de "promoção", associando-o à ideia de "animação", "espetáculo", "show", que acabam deixando o livro e a leitura em segundo plano ou, em casos mais graves, nos quais eles quase não aparecem. Por outro lado, ela mostra-se a favor de muitas práticas artísticas ligadas ao campo da "promoção" que colocam a leitura e os livros como o centro das propostas. Artes como o teatro, a narração oral, o cinema e as canções podem oferecer novas possibilidades sempre que valorizam esteticamente os textos e os colocam em destaque.
Entretanto, Bajour não defende a desescolarização da leitura. De acordo com a autora, "não há motivo para que a responsabilidade da escola de propiciar aos alunos experiências culturais ricas e variadas seja concebida de forma apartada da responsabilidade de ensinar".
No quarto e último capítulo, a autora, no intuito de ampliar as discussões sobre as escolhas, trata da questão do cânone referente à literatura infantil. Ela propõe uma forma possível de mudar essa ideia de cânone, concebido como algo totalitário, sagrado, surdo e autorreferencial, que consagra os textos e define sua circulação. Bajour aponta que se deve pensar em um cânone que escute, que se ofereça ao diálogo, que se abra para a cultura que corre fora das instituições e que não se reduza a seus ditames.
A partir da leitura da obra, pode-se concluir que a literatura na escola deve se pautar em textos que possibilitem o desenvolvimento do senso crítico. Os alunos devem ser percebidos como leitores plurais e as mediações necessitam de critérios e ações capazes de levar o leitor iniciante a valorizar a leitura e a reconhecê-la como um processo de escuta que conduz a novos horizontes.
Retirado e adaptado de: Revista Presença Pedagógica. A escuta nas práticas de leitura. Editora Pulo do Gato. Disponível em: http://www.editorapulodogato.com.br/pagina.php?id=102 Acesso em: 05 nov., 2023.
Fonte: Revista Presença Pedagógica.
Analise as seguintes orações, retiradas de "A escuta nas práticas de leitura":
I. O mediador deve esboçar perguntas que instiguem a discussão, o pensamento sobre o lido.
II. Um sujeito que tem uma história de mediação afetivamente positiva com relação a essas práticas de leitura desenvolverá a capacidade de "ouvir" nas entrelinhas dos textos.
III. "O que a promoção da leitura tem a ver com a escola?"
IV. Artes como o teatro, a narração oral, o cinema e as canções podem oferecer novas possibilidades sempre que valorizam esteticamente os textos e os colocam em destaque.
V. O título que introduz o terceiro capítulo traz uma indagação provocativa.
Sobre essas sentenças, assinale a afirmação correta:
I. As virgulas existentes estão separando corretamente um aposto explicativo.
II. O período é composto por subordinação e contém duas orações.
III. “Que”, sendo um pronome relativo está formando uma oração adjetiva restritiva.
IV. A forma verbal “temos” poderia ser trocada por “têm”, concordando com “todos”.
V. As formas é, seja e for são pertinentes a um mesmo verbo, classificado como anômalo devido à origem ser de vários verbos latinos e não seguir nenhum paradigma.
Estão corretas apenas
Texto 01 (Questões de 01 a 14)
Bibliotecas
Márcio Tavares D'Amaral
A biblioteca de Alexandria foi a maior da Antiguidade. Fundada no século III a.C., teve a missão de engaiolar ao menos um exemplar de todos os livros escritos no mundo. Setecentos mil rolos e papiros foram protegidos pelas suas paredes! Estava aberta a todas as áreas da poderosa inquietação que nos move a ser e saber mais do que temos sabido e sido. Uma fonte, uma torrente, uma gula de inundar desertos. A biblioteca de Alexandria existiu de verdade. E, tendo sido destruída, é também, até hoje, para quem gosta de livros, um mito. A mãe das bibliotecas. A casa dos sábios.
Alguns dos nossos fundadores trabalharam nela e inventaram uma parte da nossa cultura, a que, dizem hoje alguns, perdeu sua força e vai para as gôndolas de perfumaria no megamercado do mundo. Custa crer. Se ela não tivesse sido incendiada, bastaria ir lá, intoxicar-se com o ar de séculos de poeira acumulada, respirar a História e desmentir essa profecia. Mas ela de fato foi incendiada. Setecentos mil livros! Se parássemos um pouco nossas correrias, poderíamos olhar com veneração para essa fogueira. Nela ardem também outras bibliotecas, aposentam-se da vida outros livros. É triste. E tem um sabor de símbolo nessa época voraz de informação. À época do Kindle, biblioteca portátil.
Pensem que Ptolomeu, o grande astrônomo que defendeu a ideia de que a Terra era o centro do universo, trabalhou lá. Como, antes dele, Aristarco de Samos, que, ao contrário, postulava o sol como centro, e a Terra como humilde circuladora em tomo da sua estrela. Não lhe deram ouvidos. Mas seu livro ficou lá, mudamente dando testemunho da verdade. Foi copiado. Escapou assim do incêndio. E cimentou parte do mundo que é o nosso. E Arquimedes? Também ele trabalhou ali. Pode ter encontrado entre suas prateleiras e armários a ideia extraordinária de com uma alavanca e um apoio mover o mundo, A biblioteca de Alexandria era uma alavanca. E um apoio. Moveu o mundo antigo, pai e mãe do nosso. E Euclides, cujo nome por vinte e três séculos, até o nosso XIX, foi sinônimo de matemática. Euclides também. Como Galeno, que frequentou aquelas salas e foi longamente o mestre da medicina. A mim encanta Hipatia. Foi diretora da Biblioteca, astrônoma e matemática. Mas, sobretudo, até o século XX, a única filósofa registrada na nossa corporação. A única mulher filósofa, É incrível. A filosofia é mulher. A solitária Hipatia aponta um dedo acusador para a nossa cultura de machos. Era pagã. Foi morta por cristãos durante uma sublevação. Também isso fala mal de nós. Devíamos pensar um pouco nessas coisas no tempo em que as bibliotecas, dizem, vão em breve se tornar obsoletas. Cabem num Kindle.
O incêndio da biblioteca de Alexandria é de autoria incerta. Já foi atribuído a Júlio César, e estaria envolvido na história de amor do cônsul romano com a rainha Cleópatra do Egito. Amor e poder, incêndio na certa. A história mais cenográfica é a da queima ordenada pelo governador do Egito logo depois da sua conquista pelo califa Omar. Teria sido em 646. E não um incêndio qualquer: os papiros e pergaminhos teriam sido levados para as caldeiras que esquentavam os banhos públicos e queimados lentamente, esquentando a água, dias a fio. Não tanto o incêndio do prédio: a biblioteca ela mesma, os livros, combustível para a água quente dos alexandrinos. Que imagem! Que sofrimento. Mas o mais provável é que o imperador romano a tenha incendiado de fato 50 anos antes, em 595, como ato de guerra. Guerras, destinos mortais de bibliotecas? Em todo caso, feridas no corpo da nossa história. A Inquisição e o Terceiro Reich também queimaram algumas. A leitura é a nossa arma de combate.
Bibliotecas não apenas guardam. Também geram. Quando, no século IX, Carlos Magno quis restaurar o Império do Ocidente destruído pelos germânicos, precisou de livros. A Europa conservara sua memória nas grandes bibliotecas dos mosteiros da Irlanda, Vieram, os monges e os livros. E a Europa começou de novo. E as universidades foram criadas - em torno de bibliotecas, A Universidade de Paris depois se chamou Sorbonne porque o colégio criado por Robert de Sorbon para moradia e lugar de trabalho para estudantes pobres tinha muitos livros. Os livros criaram a Sorbonne. Era assim, então.
Hoje bibliotecas não merecem mais a admiração quase religiosa dos tempos passados. A nossa cultura transforma-se rapidamente numa experiência de estocagem e uso de informação. Arquivamento e consumo. Temos o Kindle. O Kindle é que não haja a menor dúvida, uma das maravilhas da nossa civilização tecnológica. Cabem nele a biblioteca de Alexandria e as dos mosteiros irlandeses, talvez. É verdade. Mas não tem maciez. Não cheira. Não se desfaz, como os livros velhos. Não vive.
Quem tiver uns livros em casa, guarde-os. Se você ainda ama os livros, de fato, conserve-se. São pedaços de História. Podem desaparecer. Podem também salvar.
(Jornal O Globo, Sábado 5.9.2015. Texto adaptado)
Analise a sentença abaixo:
“Estava aberta a todas as áreas da poderosa inquietação que nos move [...]" (1º§)
Assinale a opção em que o vocábulo sublinhado tem a mesma função sintática do termo destacado acima.
Assinale a frase em que a expressão “é que” tem valor expletivo ou enfático.
Vida e tempo
Outrora as pessoas morriam mais cedo e nem assim deixavam de fazer as obras que as notabilizavam. Parece que a consciência da brevidade da vida levava-as a intensificar seu trabalho. Era como se, intuitivamente, soubessem que não tinham tempo a perder. Ameaçadas por um número maior de doenças sem cura, não podiam se dar ao luxo de adiar projetos e sonhos. Nossos poetas românticos, por exemplo, deixavam este mundo na flor da idade, ceifados pela sífilis ou pela tuberculose, mas as suas obras pareciam consumadas. Eram o melhor que eles poderiam fazer.
Hoje é diferente. Graças aos avanços da medicina e da farmacologia, nossa média de vida aumentou. Não podemos nos queixar de falta de tempo. Quem antes tinha quarenta ou cinquenta anos se considerava um velho. Hoje o indivíduo com sessenta sente-se disposto a recomeçar a vida. Supõe que ainda terá muito caminho pela frente.
Antigamente o desafio era viver mais. Hoje, é viver melhor. Fala-se muito em qualidade e não em quantidade de vida. Uma vida longa, mas deficiente, não parece valer a pena. Isso nos remete à velha questão: o ideal é viver pouco, mas com intensidade, ou viver muito, porém de forma rotineira e insípida?
Muitos alegam que viver da primeira forma é melhor, mas o que desejam mesmo é permanecer vivos (mesmo que isso implique enfrentar os contratempos da velhice). Há um consenso segundo o qual quem vive muito triunfa sobre os que morrem mais cedo. A longevidade aparece como um troféu que confere ao indivíduo admiração e prestígio, e só os incompetentes e desleixados se deixam colher precocemente pela morte.
Para ganhar esse troféu é preciso se submeter a um tipo de corrida diferente, no qual ganha quem chega por último. Diante disso, é melhor não se apressar. Certamente a melhor fórmula para obter esse prêmio é viver com moderação, evitando o estresse e outros males que nos impulsionam a uma existência trepidante. São grandes os malefícios que essa trepidação traz ao nosso organismo.
Viver devagar, no entanto, é um enorme desafio num mundo em que se exalta a excelência e o acúmulo de realizações. Como botar um freio na rotina se somos permanentemente convocados à competição e, em vista disso, a nossa agenda está sempre cheia? Quem tenta frear o ritmo não raro se sente excluído. Ao buscar se desprender das amarras que o vinculam à engrenagem do dia a dia, é tomado pelo tédio e a insatisfação. Conheço gente que, embora se queixe do excesso de trabalho, não suporta os domingos e feriados. Acha que neles falta alguma coisa.
O fato é que, mesmo com as cobranças do mundo moderno, hoje vivemos mais. Isso não significa que vivamos melhor nem que o maior tempo de que dispomos nos leve a realizações significativas. Todos temos alguns momentos-chave, em que as coisas acontecem, e outros em que nos limitamos a “tocar” biologicamente a vida. Ninguém garante que, se vivesse mais de 24 anos, Castro Alves teria feito poemas superiores aos que fez. Viver mais também não deixa de ser um problema; implica um desafio maior para a conquista e a manutenção da felicidade.
(Disponível em: http://chviana.blogspot.com.br/. Em: abril de 2016. Adaptado.)
Assinale a afirmativa na qual o “que” é pronome relativo.
Julgue o item a seguir.
Nas frases “Sei que a vida vale a pena”, “A vida que
poderia ter sido” e “Que cena mais linda!”, o termo “QUE”
funciona, respectivamente, como conjunção integrante,
pronome relativo e pronome indefinido.