Questões de Concurso Comentadas sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

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Q838749 Português

                     O Lado Negro do Facebook


                                                                       Por Alexandre de Santi


      O Facebook é, de longe, a maior rede da história da humanidade. Nunca existiu, antes, um lugar onde 1,4 bilhão de pessoas se reunissem. Metade de todas as pessoas com acesso à internet, no mundo, entra no Facebook pelo menos uma vez por mês. Em suma: é o meio de comunicação mais poderoso do nosso tempo, e tem mais alcance do que qualquer coisa que já tenha existido. A maior parte das pessoas o adora, não consegue conceber a vida sem ele. Também pudera: o Facebook é ótimo. Nos aproxima dos nossos amigos, ajuda a conhecer gente nova e acompanhar o que está acontecendo nos nossos grupos sociais. Mas essa história também tem um lado ruim. Novos estudos estão mostrando que o uso frequente do Facebook nos torna mais impulsivos, mais narcisistas, mais desatentos e menos preocupados com os sentimentos dos outros. E, de quebra, mais infelizes.

      No ano passado, pesquisadores das universidades de Michigan e de Leuven (Bélgica) recrutaram 82 usuários do Facebook. O estudo mostrou uma relação direta: quanto mais tempo a pessoa passava na rede social, mais infeliz ficava. Os cientistas não sabem explicar o porquê, mas uma de suas hipóteses é a chamada inveja subliminar, que surge sem que a gente perceba conscientemente. Já deve ter acontecido com você. Sabe quando você está no trabalho, e dois ou três amigos postam fotos de viagem? Você tem a sensação de que todo mundo está de férias, ou que seus amigos viajam muito mais do que você. E fica se sentindo um fracassado. “Como as pessoas tendem a mostrar só as coisas boas no Facebook, achamos que aquilo reflete a totalidade da vida delas”, diz o psiquiatra Daniel Spritzer, mestre pela UFRGS e coordenador do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas. “A pessoa não vê o quanto aquele amigo trabalhou para conseguir tirar as férias”, diz Spritzer.

      E a vida em rede pode ter um efeito psicológico ainda mais assustador. Durante 30 anos, pesquisadores da Universidade de Michigan aplicaram testes de personalidade a 14 mil universitários. O resultado: os jovens da geração atual, que cresceram usando a internet, têm 40% menos empatia que os jovens de três décadas atrás. A explicação disso, segundo o estudo, é que na vida online fica fácil ignorar as pessoas quando não queremos ouvir seus problemas ou críticas – e, com o tempo, esse comportamento indiferente acaba sendo adotado também na vida offline.

      Num meio competitivo, onde precisamos mostrar como estamos felizes o tempo todo, há pouco incentivo para diminuir o ritmo e prestar atenção em alguém que precisa de ajuda. Há muito espaço, por outro lado, para o egocentrismo. Em 2012, um estudo da Universidade de Illinois com 292 voluntários concluiu que, quanto mais amigos no Facebook uma pessoa tem, e maior a frequência com que ela posta, mais narcisista tende a ser – e maior a chance de fazer comentários agressivos.

      Esse último resultado é bem surpreendente, porque é contraintuitivo. Ora, uma pessoa que tem muitos amigos supostamente os conquistou adotando comportamentos positivos, como modéstia e empatia. O estudo mostra que, no Facebook, tende a ser justamente o contrário.

                              Adaptado de Superinteressante. Disponível em:

    http://super.abril. com.br/tecnologia/o-lado-negro-do-facebook/

Em “Já deve ter acontecido com você. Sabe quando você está no trabalho, e dois ou três amigos postam fotos de viagem?”, em função da valorização a um elemento da comunicação, predomina qual função da linguagem?
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Q836106 Português

“ […] Mas quem sou eu para censurar os culpados? O pior é que preciso perdoá-los. É necessário chegar a tal nada que indiferentemente se ame ou não se ame o criminoso que nos mata. Mas não estou seguro de mim mesmo: preciso amar aquele que me trucida e perguntar quem de vós me trucida. E minha vida, mais forte do que eu, responde que quer porque quer vingança e responde que devo lutar como quem se afoga, mesmo que eu morra depois. Se assim é, que assim seja [...]”. (Fragmento de A hora da estrela, de Clarice Lispector)


As funções da linguagem estão aí buscando explicar as minúcias de cada tipo de discurso e conhecê-las aprimora a comunicação, bem como o entendimento da finalidade de um texto.


Assinale a alternativa que indica a função de linguagem utilizado no fragmento do texto “A Hora da estrela” apresentada acima:

Alternativas
Q836090 Português

                                        Retrato

                      Eu não tinha este rosto de hoje,

                      assim calmo, assim triste, assim magro,

                      nem estes olhos tão vazios,

                      nem o lábio amargo.


                       Eu não tinha estas mãos sem força,

                        tão paradas e frias e mortas;

                        eu não tinha este coração

                        que nem se mostra.


                        Eu não dei por esta mudança,

                        tão simples, tão certa, tão fácil:

                        - Em que espelho ficou perdida

                        a minha face?

MEIRELES, Cecília. Obra Poética de Cecília Meireles. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958. 

A função de linguagem predominante no texto é a:
Alternativas
Q832857 Português
Quanto às funções da linguagem, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q787799 Português
Texto I para responder à questão.

Onde o Direito e a Literatura se encontram 

  “Porque esse é o meu nome! Porque não posso ter outro em minha vida! Porque estaria mentindo e assinando mentiras. Porque não valho a poeira dos pés daqueles que mandou enforcar! Eu já dei a minha alma ao Senhor, deixe-me ficar com meu nome!”. A citação acima foi retirada da obra As Bruxas de Salém, de Arthur Miller, que também foi tema de filme, lançado em 1996. O trecho em questão, porém, também foi utilizado como argumentação em uma decisão judicial a favor da autora que reclamava de atentado à honra. 
  A argumentação não só mostra como a Literatura ajuda a fundamentar a realidade, mas como o próprio Direito se utiliza dessa ferramenta para interpretar a sociedade. Essa relação entre Direito e Literatura pode ser analisada de três formas: o Direito na Literatura; o Direito da Literatura, que trata dos direitos do autor ou de uma obra e de temas relacionados, como a liberdade de expressão; e, ainda, a utilização de práticas da crítica literária para compreender e avaliar os direitos, as instituições e procedimentos judiciais, o que seria o Direito como Literatura. 
  Esta última relação do Direito com a Literatura, como explica Vera Karam, professora da disciplina de Direito e Literatura da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é o estudo de temas jurídicos – e da própria realidade em que estão inseridos – com a ajuda das obras literárias. “A Literatura surge como uma metáfora que o direito usa para tentar articular uma boa solução para aquilo que é chamado a responder”, explica. [...]
  “O aplicador do direito é constantemente demandado a dar respostas a conflitos concretos e diversos, e a Literatura justamente abre um espaço de reflexão e de ação mais crítico, porque é mais sensível às especificidades do humano”, aponta Vera.
  
“A Literatura amplia os horizontes, já que possibilita ao leitor experimentar, de um modo seguro, situações que ele provavelmente jamais viveria. A boa literatura estimula a reflexão e desperta o senso crítico”, complementa Lenio Streck, procurador de Justiça do Rio Grande do Sul e professor de Pós-Graduação em Direito na Unisinos-RS. 
  Para Vera, além de trazer novas perspectivas aos operadores do Direito, a Literatura antecipa temas relacionados ao universo jurídico. “A ficção literária tem essa riqueza, essa sutileza, essa sensibilidade que permite que o Direito às vezes fique até mais bem preparado para o enfrentamento de conflitos que seriam inimagináveis fora da ficção”, diz.
  A linguagem, que no Direito encontra suas especificidades e na Literatura é registrada de maneira mais diversa e livre, também é apontada pelos especialistas como um ponto-chave da interpretação jurídica por meio das obras. “Olhando a operacionalidade, a realidade não nos toca, as ficções, sim. Com isso, confundimos as ficções da realidade com a realidade das ficções. Ficamos endurecidos. A Literatura pode ser mais do que isso. Faltam grandes narrativas no Direito, e a Literatura pode humanizá-lo”, finaliza Streck.
(Katna Baran, especial para a Gazeta do Povo 21/03/2013. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/justica-direito/onde -o-direito-e-a-literatura-se-encontramb2yn714yocf2hz62cladr6p1q>Acesso em janeiro de 2017. Adaptado.)  
Considerando as ideias e informações trazidas ao texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas para o que se afirma a seguir:
( ) O caráter metalinguístico do texto configura-se mediante estratégia utilizada no primeiro parágrafo cuja análise literária antecipa o assunto a ser tratado. ( ) Dentre os elementos que contribuem para a interpretação jurídica através da Literatura, a linguagem se apresenta como protagonista no processo de interação entre tais matérias. ( ) A Literatura possui um papel fundamental na sociedade contemporânea, não apenas no que diz respeito à arte da palavra, mas também como base argumentativa para a aplicação do Direito.
A sequência está correta em
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Q780578 Português

INSTRUÇÃO: Leia o poema de Paulo Leminski e responda à questão.

                                     Despropósito geral


                                   Esse estranho hábito,

                                   escrever obras-primas,

                                   Não me veio rápido.

                                   Custou-me rimas.

                                   Umas, paguei caro,

                                    liras, vidas, preços máximos.

                                    Umas, foi fácil.

                                    Outras, nem falo.

                                     Me lembro duma

                                     que desfiz a socos.

                                     Duas, em suma.

                                     Bati mais um pouco.

                                     Esse estranho abuso,

                                     adquiri, faz séculos.

                                     Aos outros, as músicas.

                                     Eu, senhor, sou todo ecos.

                      (Melhores poemas. São Paulo: Global, 1997.)  

Leminski, em Despropósito geral, trata da composição de poemas, segundo o eu lírico, obras-primas. Essa função da linguagem – no caso, a poesia que fala do fazer poético – denomina-se Função
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Q776648 Português

Julgue o item subsecutivo, referente às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior.

No texto predomina a função referencial da linguagem

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Q776629 Português

Imagem associada para resolução da questão

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

No terceiro período do texto, predomina a função fática da linguagem, dada a finalidade comunicativa do texto.

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Q770602 Português
A linguagem tem várias funções ou finalidades, conforme as intenções ou pontos de vista do emissor. Veja com atenção os textos, procurando perceber os objetivos do emissor e assinale a alternativa incorreta.
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Q763553 Português
Ao realizar um ato de comunicação verbal, o indivíduo escolhe e seleciona as palavras, para depois organizá-las e combiná-las, conforme a sua vontade. E todo esse trabalho de seleção e combinação não é aleatório, não é realizado por acaso, mas está intimamente ligado à intenção do emissor. Assim sendo, a linguagem passa a ter funções. A respeito das funções de linguagem e suas definições assinale a alternativa CORRETA.
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Q763552 Português
Leia o texto abaixo e assinale a alternativa CORRETA sobre os tipos de linguagem. Imagem associada para resolução da questão
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Q2797111 Português

TEXTO III

O poeta

O poeta não gosta de

palavras: escreve para se ver livre delas.

A palavra

torna o poeta

pequeno e sem invenção.

Quando,

sobre o abismo da morte,

o poeta escreve terra,

na palavra ele se apaga

e suja a página de areia.

Quando escreve sangue

o poeta sangra

e a única veia que lhe dói

é aquela que ele não sente.

Com raiva,

o poeta inicia a escrita

como um rio desflorando o chão.

Cada palavra é um vidro em que se corta.

O poeta não quer escrever.

Apenas ser escrito.

Escrever, talvez,

apenas enquanto dorme.

COUTO, Mia. Vagas e lumes. Lisboa: Editorial Caminho, 2014.

Considerando-se as funções da linguagem, ao se discorrer sobre o fazer do poeta, dentre os elementos adotados na construção do texto, empregou-se a

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Q2762675 Português

AS QUESTÕES DE 01 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


MENTE SADIA



1 _____ Experimente jogar uma pelada depois de meses sem chegar perto da bola. As

2 dores musculares do dia seguinte são o sinal de que seu corpo está atrofiado. O

3 mesmo vale para a mente.

4 _____ Assim como o resto do corpo, o cérebro também envelhece. Ao longo dos anos,

5 essa massa de 1,4Kg não escapa dos ataques dos radicais livres e de outros danos

6 celulares. Como consequência, os neurônios ficam cada vez mais frágeis, até que

7 começam a morrer. Aos poucos, o cérebro vai encolhendo e perdendo parte de seus

8 86 bilhões de neurônios. De acordo com uma pesquisa recente da University of

9 Western Ontário, no Canadá, depois dos 26 anos o órgão perde 20 gramas por década.

10 Ou seja: depois dos 80 anos, o cérebro já perdeu quase 10% de sua massa – e isso está

11 relacionado a sintomas clássicos do envelhecimento, como a perda de memória de

12 curto prazo.

13 _____ [...] Quando o cérebro está ativo, imerso em atividades intelectuais, a corrosão

14 do órgão, aparentemente, é menor. “Quanto mais os neurônios são usados, mais

15 fortes ficam as conexões entre eles”, explica o neurologista Norberto Frota,

16 presidente da Academia Brasileira de Neurologia. Entre as atividades que ele

17 recomenda estão jogos de tabuleiro, palavras cruzadas, estudar uma língua nova e até

18 mesmo discutir política. E é preciso pegar pesado. “Não basta ler um livro. O ideal é

19 fazer um resumo ou contar a história para alguém. É necessário processar a

20 informação”, afirma.

21 _____ Incorporar desafios mentais na rotina pode, além de prevenir, até mesmo

22 reverter o envelhecimento cerebral que já está em andamento.


Adaptado de DOSSIÊ SUPERINTERESSANTE. FOREVER YOUNG – MENTE SADIA, ed. 359-A, abr. 2016, p.38-39.

“Experimente jogar uma pelada depois de meses sem chegar perto da bola. As dores musculares do dia seguinte são o sinal de que seu corpo está atrofiado. O mesmo vale para a mente.” (L. 2/3)


No trecho acima, a função de linguagem predominante é:

Alternativas
Q2762465 Português

Leia o texto a seguir para responder às próximas sete questões.


“Sentimento que não espairo; pois eu mesmo nem acerto com o mote disso – o que queria e o que não queria, estória sem final. O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito – por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava”


(ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: veredas. 1994. P. 449).

Os textos literários, assim como os publicitários, podem ser considerados aqueles que mais uso fazem das funções de linguagem, uma vez que sempre querem imprimir um sentimento no leitor, convencê-lo de algo ou mesmo fazê-lo aderir a sua ideia. E o entendimento desses recursos é de fundamental importância na interpretação do texto. Analisando o excerto de Guimarães Rosa apresentado nesta prova, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna: o texto apresentado tem a predominância da função ________________.

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDAPE Órgão: UFAC Prova: FUNDAPE - 2016 - UFAC - Contador |
Q2760543 Português

POEMA E NCONTRADO POR THIAGO DE MELLO

NO ITINERÁRIO DE PASÁRGADA

Vênus luzia sobre nós tão grande,

Tão intensa, tão bela, que chegava

A parecer escandalosa, e dava

Vontade de morrer.

No texto do poema, observa-se o uso a língua direcionado para pôr em relevo a função poética, conforme denominação de Roman Jakobson. Ao par dessa, sobressai uma outra que é a função:

Alternativas
Q2760531 Português

Segundo Jakobson, a linguagem possui uma variedade de funções, para compreendê-las é necessário considerar os elementos que constituem o ato de comumicação (remetente, contexto, mensagem, canal, código e destinatário). Com base nesses elementos, o autor identifica seis funções da linguagem, cada uma delas centrada em um deles. Leia as assertivas, a seguir, a respeito das funções da linguagem e marque a alternativa correta.


I. O trecho “[...] a gente almoça e só se coça, e se roça, e só se vicia [...]”, da música flor da idade de Chico Buarque (1973), é um exemplo de função poética, visto que caracteriza-se pelo foco na mensagem e em seu sentido.

II. “Quem faz inglês, faz mais sucesso.” Este texto foi tirado de um outdoor de uma escola de idiomas, trata-se de um exemplo de função conativa, dado que centra-se no destinatário e objetiva persuadí-lo.

III. Chamamos de função fática aquela que está centrada no canal. Um exemplo dela seria a utilização da palavra “alô” ao atender o telefone.

IV. Em maio de 1994, o jornal Folha de São Paulo publicou a seguinte manchete: “Acidente mata Ayrton Senna”, podemos afirmar que trata-se de função referencial, pois está centrada no contexto e visa transmitir informação.


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Q2754699 Português

Toda mensagem tem um objetivo e uma função do ponto de vista do emissor.

Assinale a opção correta com relação às funções da linguagem.

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Q2738118 Português

TEXTO


Olivia


Querida Olivia Schmid, muito obrigado pela carta que você me mandou no hospital Pró−Cardíaco, quando soube que eu estava internado lá, na semana passada. Sua carta me emocionou, bem como as muitas mensagens que recebi de amigos e de desconhecidos como você, desejando meu restabelecimento.

O restabelecimento era garantido, pois eu estava nas mãos dos médicos Claudio Domenico, Marcos Fernandes, Aline Vargas, Felipe Campos e toda a retaguarda de craques do hospital, além do dr. Alberto Rosa e do dr. Eduardo Saad, que instalou no meu peito o marca−passo que, se entendi bem, vai me permitir competir nas próximas Olimpíadas.

Mas, infelizmente, não pude responder sua cartinha, porque você não colocou seu endereço. Só sei que você se chama Olivia (lindo nome), tem 10 anos, mora na Tijuca e cursa o quinto ano da Escola Municipal Friedenreich. E que gosta muito de ler.

Você me fez uma encomenda: pediu que eu escrevesse uma história sobre pessoas que não gostam de acordar cedo de manhã, como você. Vou escrever a história, Olivia, inclusive porque pertenço à mesma irmandade.

Concordo que não existe maldade maior do que tirar a gente do quentinho da cama com o pretexto absurdo de que é preciso ir à escola, trabalhar etc., todas essas coisas que não se comparam com o prazer de ficar na cama só mais um pouquinho.

Acho até que poderíamos formar uma associação de pessoas que pensam como nós, uma Associação dos que Odeiam Sair da Cama de Manhã (AOSCM). Poderíamos até fazer reuniões do nosso grupo — desde que não fossem muito cedo de manhã, claro.

Você me fez um pedido e eu vou fazer um a você, Olivia. Por favor, continue sendo o que você é. Não, não quero dizer leitora dos meus livros, se bem que isto também. Continue sendo uma pessoa que consegue emocionar outra pessoa com um simples ato de bondade, sem qualquer outro pretexto a não ser sua vontade de ser solidária.

Você deve ter notado que o pessoal anda muito mal− humorado, Olivia. Se desentendem e brigam porque um não tolera a opinião do outro. Conversa vira bate−boca, debate vira, às vezes, até troca de tapas.

Uma das crises em que o Brasil está metido é uma crise de civilidade. Não deixe que nada disso mude a sua maneira de ser, Olivia. O seu simples ato de bondade vale mais do que qualquer um desses discursos rancorosos. Animou meu coração mais do que um marca−passo.

O Brasil precisa muito de você, Olivia.

VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Olivia. Disponível em:

http://noblat.oglobo.globo.com/cronicas/noticia/2016/04/olivia.html.

Acessado em: 10 abr. 2016.

A função da linguagem predominante no texto é:

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Q2730937 Português

Zika: Agência dos EUA pede que grávidas evitem Brasil e outros países da AL


Camilla Costa - @camillacostaDa BBC Brasil em São Paulo 15 janeiro 2016


O Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) recomendou que gestantes evitassem viajar para o Brasil e outros 13 países da América Latina onde há transmissão do zika vírus, por causa dos casos de microcefalia em bebês que estão sendo relacionados à doença.

Na noite de sexta-feira, o CDC — principal agência voltada para proteção da saúde pública nos Estados Unidos — atualizou seus alertas para pessoas que pretendem viajar a Brasil, Colômbia, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Suriname, Venezuela e Porto Rico.

Os alertas já recomendavam medidas de proteção contra a doença nesses países, mas foram atualizados com informações sobre possíveis efeitos em gestantes.

"O zika vírus pode passar da mulher grávida para o bebê. Há relatos de um sério defeito no cérebro chamado microcefalia e de outros problemas em bebês de mulheres que foram infectadas pelo virus na gravidez", diz O texto.

Para as grávidas em qualquer trimestre da gestação, o CDC recomenda adiar a viagem para algum destes países. E para as que planejam engravidar, a recomendação é conversar com seus médicos sobre os riscos.

Em entrevista à BBC Brasil um dia antes da atualização do alerta, o diretor da Divisão de doenças transmitidas por vetores do CDC, Lyle Petersen, afirmou que o Brasil não seria o único país ao qual a recomendação se referiria, apesar de ter sido o primeiro país do hemisfério ocidental a registrar uma epidemia do zika vírus e o único, até o momento, a detectar casos de microcefalia associados à doença.

"O Brasil foi o país do continente que primeiro teve uma epidemia de zika. Mas pode ser razoável assumir que o pior já tenha passado, enquanto que em outros países, ainda pode estar começando", disse.


Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160115_cdc_zika_atualizacao_cc

Assinale a função da linguagem que é predominante no texto acima:

Alternativas
Q2726995 Português

Leia o texto e responda a questão 6


TRÊS APITOS


Quando o apito

Da fábrica de tecidos

Vem ferir os meus ouvidos,

Eu me lembro de você.

Mas você anda,

Sem dúvida, bem zangada

E está mesmo interessada

Em fingir que não me vê.


Você que atende ao apito

De uma chaminé de barro

Por que não atende ao grito,

Tão aflito,

Da buzina do meu carro?


Você no inverno

Sem meias vai pro trabalho,

Não faz fé com agasalho,

Nem no frio você crê.


Mas você é mesmo

Artigo que não se imita,

Quando a fábrica apita

Faz reclame de você.


Nos meus olhos você lê

Que eu sofro cruelmente

Com ciúmes do gerente Impertinente,

Que dá ordens a você.


Sou do sereno,

Poeta muito soturno,

Vou virar guarda-noturno

E você sabe por quê.

Mas você não sabe

Que, enquanto você faz pano,

Faço junto do piano

Estes versos pra você.


ROSA, Noel. In: Noel Rosa. São Paulo:

Abril Educação, 1982. p. 86.

Marque a alternativa CORRETA quanto à função da linguagem que evidencia, pela ordem, a predominante e demais funções existentes no texto

Alternativas
Respostas
681: B
682: C
683: B
684: D
685: B
686: D
687: C
688: E
689: C
690: C
691: B
692: B
693: B
694: C
695: D
696: B
697: C
698: B
699: B
700: B