Questões de Concurso
Comentadas sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português
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Leia esta tira e responda a seguir.

Estão entre os seis elementos essenciais da
comunicação, EXCETO:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder à questão que a ele se refere.
Sobre a construção do Texto 2, é CORRETO afirmar que se verifica o uso de




Sobre a construção do Texto 2, é CORRETO afirmar que se verifica o uso de
TEXTO 18
FRAGMENTO DA LETRA DE PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES
GERALDO VANDRÉ | Geraldo Pedrosa de Araújo Dias nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 1935. Compositor e cantor popular. Ingressa no curso de direito no Rio de Janeiro e no movimento estudantil. Integra o Centro Popular de Cultura (CPC). Lança seu primeiro LP em 1964. Recebe diversas premiações e consagração pública nos Festivais da Canção. Em 1968, teve sua obra censurada e seguiu para o exílio. Depois de viver no Chile e em vários países europeus, onde realiza alguns shows, fixa residência em Paris. Retorna ao Brasil em 1973, depois de ser forçado a retratar-se publicamente. Nesse ano lança seu último álbum, Das Terras de Benvirá.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Considerando o texto dado em relação aos Elementos da Comunicação, é correto afirmar que
neste ato comunicacional está ausente:
Uma loja mostrava o seguinte cartaz em sua entrada:
“Sorria, você está sendo filmado!”
Essa frase se dirige especialmente, aos
Uma grande placa no meio de uma rodovia dizia:
“Desculpe o transtorno: estamos em obras de asfaltamento
para poder atendê-lo melhor”.
Essa frase se dirige
A loja de roupas “O Príncipe” tinha o seguinte slogan:
“O Príncipe veste hoje o homem de amanhã!”
Por essa frase deduz-se que essa loja vendia roupas destinadas a
COLUNA A
I. Conativa
II. Emotiva.
III. Fática.
IV. Metalinguística.
COLUNA B
( ) Centrada no receptor predomina nos textos que privilegiam a persuasão ou o convencimento do receptor a uma mudança de comportamento.
( ) Centrada no canal predomina nos textos que privilegiam o favorecimento ou a manutenção do contato comunicativo.
( ) Centrada no emissor predomina nos textos que privilegiam a expressão das emoções e dos sentimentos do emissor.
( ) Centrada no código predomina nos textos que privilegiam as referências à própria linguagem utilizada.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício.
Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record.
Com relação ao gênero textual e a aspectos linguísticos do fragmento apresentado de Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, julgue o próximo item.
No fragmento em questão, predomina a função emotiva da
linguagem.
Será que entre os feijões Existe o preconceito? Será que o feijão branco Não gosta do feijão preto? Será que o feijão preto é revoltado Com seu predominador? Percebe que é subjugado? O feijão branco será um ditador?
Será que existem rivalidades Cada um no seu lugar? O feijão branco é da alta sociedade, Na sua casa o feijão preto não pode entrar? Será que existem desigualdades Que deixam o feijão preto lamentar? Nas grandes universidades O feijão preto não pode ingressar? Será que existem as seleções, Preto pra cá e branco pra lá? E nas grandes reuniões O feijão preto é vedado entrar? Creio que no núcleo dos feijões Não existem as segregações
JESUS, Carolina Maria de. Clíris: Poemas Recolhidos. Rio de Janeiro: Desalinho, Ganesha Cartonera, 2019.
Após a leitura do texto acima, julgue os seguintes itens.
I. Considerando a subjetividade e a linguagem figurada utilizada pela autora para abordar a temática da segregação racial, a linguagem predominante no texto é a conotativa. II. O eu lírico faz uso de linguagem figurada, com função apelativa, para convencer o leitor de que as segregações por cor podem existir até mesmo entre os feijões. III. A temática da segregação racial é construída no texto a partir das relações antitéticas que se estabelecem entre as imagens personificadas do feijão preto e do feijão branco. IV. Por se tratar de um texto que, conforme aponta o título, apresenta concepções sobre dois tipos específicos de feijão, percebe-se a predominância da função referencial da linguagem. V. Apesar das rimas e da estrutura de escrita em versos e estrofes, o texto não pode ser considerado um poema, pois a linguagem predominante é a literal e a coloquial.
Estão corretos:
A questão se refere ao texto a seguir.
O BBBismo
Mentor Neto*
A não ser que você more numa caverna, a essa altura já sabe que o BBB 21 está no ar e na mente de boa parte da população.
Como sempre acontece, antes da temporada começar, o programa é alvo de intensas críticas à Rede. Dizem que é um programa velho, que não aguentam mais, que a fórmula é repetida. Ou que é um absurdo encher uma casa de gente improdutiva para passar meses exercendo suas improdutividades.
Aí... ai, ai, ai!... O programa começa e todo mundo esquece as críticas. O País mergulha num experimento social seríssimo. O que parecem fofocas de um bando de aspirantes a celebridades são, na verdade, matéria bruta para estudos do comportamento humano. Nos quatro cantos das redes sociais surgem especialistas em ética, moral, neurolinguística, psiquiatria e outras disciplinas de humanas.
Então chegam às terças-feiras. Ah, às terças-feiras. O tribunal nacional se reúne para expulsar o fulano que tratou mal a fulana que por sua vez xingou o beltrano que está ficando com sicrana. O paredão é uma decisão tomada pelo espectador com seriedade. Muito mais do que em votações menos importantes.
Aí, então, muito melhor ir no popular e sugerir o óbvio. Uma forma de governo tipicamente brasileira: O BBBismo. Funciona assim: Em 22 a gente coloca todos os candidatos na mesma casa por 4 anos. Isso mesmo. Governo com transparência 24 horas por dia.
Toda semana, as prioridades do país serão decididas nas provas. Ganhou a prova do líder, governa o país por uma semana. E o melhor, como não sabem o que está acontecendo do lado de fora da casa, não atrapalham a gente.
Poderemos, enfim, construir o país que sempre sonhamos.
Sem políticos pra estragar tudo.
* Escritor e cronista.
Isto É n. 2665, 17 fev. 2021, p. 66. Adaptado.
Com base no que propõe a professora Chalhub, preencha corretamente as lacunas do texto.
Na frase transcrita do artigo “Uma forma de governo tipicamente brasileira: O BBBismo.”, identifica-se, fundamentalmente, uma mensagem de nível _______________. Ela implica que a _______________ operada no _______________ combine elementos do próprio código e os presentifique na mensagem.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
TEXTO 01
Gravidez e lactação
O omeprazol sódico não deve ser administrado
quando houver gravidez suspeita ou confirmada ou
durante a lactação, a não ser que, a critério médico,
os benefícios do tratamento superem os riscos
potenciais para o feto.
Estudos realizados evidenciaram que a administração de omeprazol sódico a mulheres grávidas em trabalho de parto, em doses de até 80 mg durante 24 (vinte e quatro) horas não acarretou qualquer efeito adverso para a criança. Além disso, estudos em animais de laboratório não demonstraram evidências de risco com a administração de omeprazol durante a gravidez e lactação e não se observaram toxicidade fetal, ou efeitos teratogênicos.
Categoria de risco na gravidez B: os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Disponível em: https://consultaremedios.com.br/
omeprazol/pa#leafletdescription.
TEXTO 01
Pudor
Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. "Sílfide", por exemplo. É dizer "Sílfide" e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta. Não tem nada a ver com o que a palavra significa. "Sílfide", eu sei, é o feminino de "silfo", o espírito do ar, e quer mesmo dizer uma coisa diáfana, leve, borboleteante. Mas experimente dizer "silfo". Não voou, certo? Ao contrário da sua mulher, "silfo" não voa. Tem o alcance máximo de uma cuspida. "Silfo", zupt, plof. A própria palavra "borboleta" não voa, ou voa mal. Bate as asas, tenta se manter aérea, mas choca-se contra a parede. Sempre achei que a palavra mais bonita da língua portuguesa é "sobrancelha”. Esta não voa, mas paira no ar, como a neblina das manhãs até ser desmanchada pelo sol. Já a terrível palavra "seborreia" escorre pelos cantos da boca e pinga no tapete.
"Trilhão" era uma palavra pouco usada, antigamente. Uma pessoa podia nascer e morrer sem jamais ouvir a palavra "trilhão", ou só ouvi-la em vagas especulações sobre as estrelas do Universo. O "trilhão" ficava um pouco antes do infinito. Dizia-se "trilhão" em vez de dizer "incalculável" ou "sei lá". Certa vez (autobiografia) tive de responder a uma questão de Geografia no colégio. Naquele tempo a pior coisa do mundo era ser chamado a responder qualquer coisa no colégio. De pé, na frente dos outros e - o pior de tudo - em voz alta. Depois descobri que existem coisas piores, como a miséria, a morte e a comida inglesa. Mas naquela época o pior era aquilo. "Senhor Veríssimo!" Era eu. Era irremediavelmente eu. "Responda, qual é a população da China?" Eu não sabia. Estava de pé, na frente dos outros, e tinha que dizer em voz alta o que não sabia. Qual era a população da China? Com alguma presença de espírito eu poderia dizer: "A senhora quer dizer neste exato momento?", dando a entender que, como o que mais acontece na China é nascer gente, uma resposta exata seria impossível. Mas meu espírito não estava ali. Meu espírito ainda estava em casa, dormindo. "Então, senhor Veríssimo, qual é a população da China?" E eu respondi:
- Numerosa.
Ganhei zero, claro. Mas "trilhão", entende, era sinônimo de "numeroso". Não era um número, era uma generalização. Você dizia "trilhão" e a palavra subia como um balão desamarrado, não dava tempo nem para ver a sua cor. E hoje não passa dia em que não se ouve falar em trilhões. O "trilhão" vai, aos poucos, se tornando nosso íntimo. É o mais novo personagem da nossa aflição. Quantos zeros tem um trilhão? Doze, acertei? Se os zeros fossem pneus, o trilhão seria uma jamanta daquelas de carregar gerador para usina atômica parada. Felizmente vem aí uma reforma e outra moeda, com menos zeros e mais respeito. Senão chegaríamos à desmoralização completa.
- E o troco do meu tri? - Serve uma bala?
Desconfio que o que apressará a reforma é a iminência do quatrilhão. "Quatrilhão" é pior que "seborréia". Depois de dizer "quatrilhão", você tem que pular para trás, senão ele esmaga os seus pés. E "quatrilhão" não é como, por exemplo, "otorrino", que cai no chão e corre para um canto.
"Quatrilhão" cai, pesadamente, no chão e fica. Você tenta juntar a palavra do chão e ela quebra. Tenta remontá-la – fica "trãoliqua" e sobra o agá. A mente humana, ou pelo menos a mente brasileira, não está preparada para o "quatrilhão". As futuras gerações precisam ser protegidas do "quatrilhão". As reformas monetárias, quando vêm, são sempre para acomodar as máquinas calculadoras e o nosso senso do ridículo, já que caem os zeros, mas nada, realmente, muda. A próxima reforma seria a primeira motivada, também, por um pudor linguístico. No momento em que o "quatrilhão" se instalasse no nosso vocabulário cotidiano, mesmo que fosse só para descrever a dívida interna, alguma coisa se romperia na alma brasileira. Seria o caos.
E "caos", você sabe. É uma palavra chicle-balão. Pode explodir na nossa cara.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comédias para se ler
na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, 97-99).
1 - “Zica com ‘c’ é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixoastral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma contração da palavra ziquizira.” (Parágrafo 1º)
2 - “Marcelo Castro disse que o Brasil ‘está perdendo feio’ a guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?” (Parágrafo 4º)
3 - “[...] pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).” (Parágrafo 1º)
Verifica-se, nas passagens acima, respectivamente, as seguintes funções de linguagem: