Questões de Concurso
Comentadas sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português
Foram encontradas 924 questões
No retrato que me faço – traço a traço – às vezes me pinto nuvem, às vezes me pinto árvore…
às vezes me pinto coisas de que nem há mais lembrança… ou coisas que não existem mas que um dia existirão…
e, desta lida, em que busco – pouco a pouco – minha eterna semelhança,
no final, que restará? Um desenho de criança…
QUINTANA, Mário. Apontamentos de História Sobrenatural.1. ed. São Paulo: Globo, 1976.
Considerando a linguagem do poema, é correto afirmar que o autor se utiliza da
Eu só quero um amor Que acabe o meu sofrer Um xodó pra mim do meu jeito assim Que alegre o meu viver [...]
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/dominguinhos/d357861/> Acesso em: 27 fev. 2023.
Há mensagens em que, além da exploração da linguagem conotativa, o emissor expressa sentimentos ou emite sensações a respeito do que diz ao receptor. Considerando-se a linguagem desse texto, verifica-se que as funções utilizadas são
Essa foi a descoberta de um estudo realizado com 666 pacientes de Covid do Hospital Comunitário de Madri, e publicado no British Journal of Dermatology. Deles, 304 apresentaram algum sintoma dermatológico. Na pele, as manifestações mais comuns foram manchas avermelhadas ou amarronzadas nos pés e nas mãos. Elas indicam a presença de linfócitos, células de defesa do organismo – que podem ter ido parar na pele como resultado de uma reação inflamatória exagerada do corpo. Em alguns casos, os pacientes também relataram coceira e sensação de ardor. Os sintomas na boca, que afetaram 78 pessoas, incluíram glossite (inflamação geral da língua), estomatite aftosa (aparecimento de aftas, bolhas ou machucados na boca) e papilite, uma inflamação das papilas gustativas. A papilite pode estar relacionada à perda de paladar que afeta os infectados pelo coronavírus – e tem sido atribuída, apenas, à destruição de células olfativas. (GARATTONI, Bruno. Covid pode causar inflamações na boca, mãos e pés. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/covid-podecausar-inflamacoes-na-boca-maos-e-pes/. Acesso em: 26/12/2022.)
A notícia anterior, publicada em uma revista de grande circulação, apresenta o resultado de um estudo acerca de reações inflamatórias advindas do Covid-19. Nessa situação comunicativa sobressai a função referencial da linguagem, pois o autor da notícia privilegia

Texto 2
Relações de poder e decisão: conflitos entre médicos e administradores hospitalares

RAM, Rev. Adm. Mackenzie 11 (6) • Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-
69712010000600004
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Emergência alimentar
Responsável pela alimentação básica, agricultura familiar deve ser valorizada
Por Nathalie Beghin
13 abr. 2022
Na última semana de março, o Datafolha revelou resultados assustadores de uma pesquisa que perguntou à população brasileira se achava que a comida dentro de casa era considerada suficiente para os seus moradores.
Como é possível que, em uma das economias mais ricas do mundo, uma em cada quatro pessoas responda que a alimentação domiciliar está muito aquém do necessário? E mais: entre os mais pobres, 35% avaliaram que não há comida suficiente. A pesquisa também explicitou as enormes desigualdades regionais, pois é no Nordeste que a situação de insegurança alimentar e nutricional é pior. Urge a implementação de medidas emergenciais.
As causas que explicam a deterioração do quadro alimentar e nutricional no Brasil são muitas. Temos um modelo agroalimentar que, infelizmente, pouco valoriza a agricultura familiar, principal responsável por nossa alimentação básica. As energias estão direcionadas para a agropecuária de grande porte, voltada à exportação. Assim, cresce a produção de soja e milho em detrimento da de arroz, feijão e mandioca, entre outras. Os trabalhadores do campo são expulsos de suas propriedades, engrossando as periferias empobrecidas das cidades, com enormes dificuldades para se alimentar.
[...]
Outro fator agravante é o da inflação, e, especificamente, da inflação alimentar, que penaliza os empobrecidos. O efeito da elevação dos preços é mais severo sobre os mais pobres. De acordo com o IBGE, os gastos com alimentação representam cerca de 20% da renda dos brasileiros. Se analisado entre as famílias que vivem com 1 a 5 salários-mínimos, o peso da alimentação chega a um quarto de seus rendimentos. Daí que a combinação da queda da renda com o aumento dos preços dos alimentos resulta em falta de comida dentro de casa.
[...]
Essa situação agrava as desigualdades raciais, pois é a população negra a mais afetada pela fome. Agrava também as desigualdades regionais, pois o Nordeste é o mais penalizado. E piora as desigualdades geracionais: de acordo com o Unicef, 61% das crianças e dos adolescentes vivem na pobreza, sendo, portanto, mais impactados pela carestia alimentar.
A fome tem pressa, não pode esperar. Urge implementar desde já uma ação emergencial de combate à fome. Urge, ainda, retomar a política nacional de segurança alimentar e nutricional para enfrentar as causas estruturais da fome no Brasil.
Disponível em: https://bityli.com/mBxPsWas.
Acesso em: 20 abr. 2022 (adaptado)
“A fome tem pressa, não pode esperar. Urge implementar desde já uma ação emergencial de combate à fome. Urge, ainda, retomar a política nacional de segurança alimentar e nutricional para enfrentar as causas estruturais da fome no Brasil.”
A construção desse trecho do texto é marcada pela função
No que diz respeito às figuras de linguagem, julgue o item.
Em “Lá vem o pato, pata aqui, pata acolá, lá vem o pato para ver o que que há”, observa-se uma aliteração.
No que diz respeito às figuras de linguagem, julgue o item.
Em “Lá vem Pedrinho para a cobrança, correu, bateu, chutou, Minha Nossa Senhora!”, observa-se uma ironia.
No que diz respeito às figuras de linguagem, julgue o item.
Em “Podem chamar um, dois, dez, vinte, ninguém vai passar por mim!”, observa-se uma prosopopeia.