Questões de Concurso Sobre fonologia em português

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Q979825 Português
Assinale a alternativa em que há, respectivamente: hiato, ditongo crescente, ditongo decrescente e tritongo.
Alternativas
Q979777 Português

Mundo de mentira

Paulo Pestana


    Tem muita gente que implica com mentira, esquecendo-se de que as melhores histórias do mundo nascem delas: algumas cabeludas, outras mais inocentes, sempre invenções da mente, fruto da criatividade — ou do aperto, dependendo da situação.

    Ademais, se fosse tão ruim estaria na lista das pedras que Moisés recebeu aos pés do monte Sinai, entre as 10 coisas mais feias da humanidade, todas proibidas e que levam ao inferno; ficou de fora.

    A mentira não está nem entre os pecados capitais, que aliás eram ofensas bem antes de Cristo nascer, formando um rol de virtudes avessas, para controlar os instintos básicos da patuleia. Eram leis. E é preciso lembrar também que ninguém colocou a mentira entre os pecados veniais; talvez, seja por isso que o mundo minta tanto, hoje em dia.

    E tudo nasceu na forma mais poética possível, com os mitos — e não vamos falar de presidentes aqui — às lendas, narrativas fantásticas que serviam para educar ou entreter. Entre tantas notícias falsas, há muitas lendas que, inclusive, explicam por que fazemos tanta festa para o ano que começa.

    Os japoneses, por exemplo, contam que um velhinho, na véspera do ano-novo, não conseguiu vender os chapéus que fabricava e colocou-os na cabeça de seis estátuas de pedra; chegou em casa coberto de neve e sem um tostão. No dia seguinte, recebeu comida farta e dinheiro das próprias estátuas, para mostrar que a bondade é sempre reconhecida e recompensada.

    Os brasileiros vestem roupas brancas na passagem do ano, mas poucos sabem que esta é uma tradição recente, de pouco mais de 50 anos, e que veio do candomblé, mais precisamente da cultura yorubá, com os irúnmolés’s funfun — as divindades do branco. E atenção: para eles, o regente de 2019 é Ogum, o guerreiro, orixá associado às forças armadas, ao mesmo tempo impiedoso, impaciente e amável. Ogunhê! 

    Mas na minha profunda ignorância eu não conhecia a lenda da Noite de São Silvestre, que marca a passagem do ano. E assim foi-me contada pelo Doutor João, culto advogado, entre suaves goles de vinho — um Quinta do Crasto Douro (sorry, periferia, diria o Ibrahim Sued).

    Disse-me ele: ao ver a Virgem Maria desolada contemplando o Oceano Atlântico, São Silvestre se aproximou para consolá-la, quando ela disse que estava com saudades da Atlântida, o reino submerso por Deus, em resposta aos desafios e à soberba de seu soberano e dos pecados de seu povo.

    As lágrimas da Virgem Maria — transformadas em pérolas — caíram no oceano; e uma delas deu origem à Ilha da Madeira — chamada Pérola do Atlântico, na modesta visão dos locais — ao mesmo tempo em que surgiram misteriosas luzes no céu, que se repetiriam por anos a fio; e é por isso que festejamos a chegada do ano-novo com fogos de artifício.

    Aliás, agora inventaram fogo de artifício sem barulho para não incomodar os cachorros. A próxima jogada politicamente correta será lançar fogos sem luz para não perturbar as corujas buraqueiras. E isso está longe de ser lenda: é só um mundo mais chato.

Disponível em: <http://df.divirtasemais.com.br/app/noticia/mais-lei-tor/2018/12/28/noticia-mais-leitor,160970/cronica-de-paulo-pestana>. Acesso em: 18 fev. 2019.

Em relação aos aspectos fonológicos relacionados às palavras a seguir, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q975948 Português
Utilize o Texto I para responder a questão.

Projetos e Ações: Papo de Responsa

O Programa Papo de Responsa foi criado por policiais civis do Rio de Janeiro. Em 2013, a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio de policiais da Academia de Polícia (Acadepol) capixaba, conheceu o programa e, em parceria com a polícia carioca, trouxe para o Estado.
O ‘Papo de Responsa’ é um programa de educação não formal que – por meio da palavra e de atividades lúdicas – discute temas diversos como prevenção ao uso de drogas e a crimes na internet, bullying, direitos humanos, cultura da paz e segurança pública, aproximando os policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes.
O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada. No último processo, o “Papo no Chão”, os alunos e os policiais civis formam uma roda de conversa no chão e trocam ideias relacionadas a frases, questões e músicas direcionadas sempre no tema proposto pela instituição. Por fim, acontece um bate-papo com familiares dos alunos, para que os policiais entendam a percepção deles e também como os adolescentes reagiram diante das novas informações.
Disponível em . Acesso em: 30/ jan./2019.



Quando se redige um texto manuscrito, é necessário conhecer as regras de separação silábica. Considerando essa afirmação, assinale a alternativa em que os vocábulos apresentam separação silábica correta.
Alternativas
Q962246 Português
Na frase “Tipo aquele cenário que parece lindo, mas é falso e vazio” retirada do texto, se a palavra “cenário” fosse flexionada no plural, quantas outras palavras deveriam ter a escrita modificada para garantir a correta concordância verbo-nominal?
Alternativas
Q2822319 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Palavras e Ideias


01---------Há alguns anos, o Dr. Johnson Oconor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston,

02---e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu ____ um teste de vocabulário

03---100 alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais. Cinco anos mais

04---tarde, verificou que os 10% que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de

05---direção, ao passo que dos 25% mais “fracos” nenhum alcançara igual posição.

06---------Isso não prova, entretanto, que, para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário;

07---outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias.

08---------Mas parece não haver dúvidas de que, dispondo ____ palavras suficientes e adequadas

09---___ expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições

10---de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja

11---insuficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação.

12---------Pensamento e expressão são interdependentes, tanto é certo que as palavras são o

13---revestimento das ideias e que, sem elas, é praticamente impossível pensar. Como pensar que

14---“amanhã tenho uma aula ____ 8 horas”, se não figuro mentalmente essa atividade por meio

15---dessas ou de outras palavras equivalentes? Do mesmo modo que um vocabulário escasso e

16---inadequado, incapaz de veicular impressões e concepções, mina o próprio desenvolvimento

17---mental, tolhe a imaginação e o poder criador, limitando a capacidade de observar, compreender

18---e até mesmo de sentir.

19---------Portanto, quanto mais variado e ativo é o vocabulário disponível, tanto mais claro, tanto

20---mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão. Reciprocamente, quanto mais escasso

21---e impreciso, tanto mais dependentes estamos do grunido, do grito ou do gesto, formas

22---rudimentares de comunicação capazes de traduzir apenas as expansões instintivas dos primitivos,

23---dos infantes e dos irracionais.


(Texto adaptado: Garcia, Othon Moacir. Comunicação em Prosa Moderna. 27ª edição, FGV editora, 2011)

Avalie as assertivas que seguem em relação às palavras do texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) No vocábulo “submeteu”, pode-se considerar a existência de 9 fonemas e um encontro consonantal.

( ) Em “expressão”, ocorre encontro consonantal e um dígrafo; a ocorrência desse dígrafo provoca a diferença numérica entre fonemas e letras.

( ) No vocábulo “reflexão” há um encontro consonantal e 9 fonemas.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2770624 Português

Leia atentamente o texto, fragmento do romance Iracema, de José de Alencar, para responder às quatro próximas questões.


Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.

Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos.

Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.

Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste

A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.

Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.

Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta.

Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.

De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada, mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d'alma que da ferida.

O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.

A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.

O guerreiro falou:

– Quebras comigo a flecha da paz?

– Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu?

– Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.

– Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras, senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema.

Quanto ao número de sílabas, as palavras do texto, “graúna, linguagem, aldeia”, são, respectivamente:

Alternativas
Q2770621 Português

Leia atentamente o texto, fragmento do romance Iracema, de José de Alencar, para responder às quatro próximas questões.


Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.

Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos.

Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.

Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste

A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.

Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.

Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta.

Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.

De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada, mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d'alma que da ferida.

O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.

A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.

O guerreiro falou:

– Quebras comigo a flecha da paz?

– Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu?

– Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.

– Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras, senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema.

As palavras do texto, “oiticica, crautá, primeiro”, quanto ao acento tônico são, respectivamente:

Alternativas
Q2769685 Português

Uma vela para Dario

Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.

Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.

Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros que se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario ronqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.

Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.

A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.

Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.

Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora , comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.

Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade

Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.

O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio - quando vivo - só destacava molhando no sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.

A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.

Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.

Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.

Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.

[1964] (De "Cemitério de Elefantes", Rio, Civilização Brasileira, 6. ed. , 1980)

Alguém informa da farmácia na outra rua. A opção que apresenta a mesma regra de divisão silábica da palavra em destaque acima, é:

Alternativas
Q2757944 Português

Analise os vocábulos a seguir e indique a alternativa em que todas as palavras são paroxítonas.

Alternativas
Q2753763 Português

Sobre a divisão silábica, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2749766 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 1 a 4 dizem respeito ao TEXTO 1. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Aprenda a cuidar melhor dos pés, esses injustiçados


1 Normalmente não dispensamos a esses fiéis

escudeiros a atenção que merecem. Pior: quase

sempre os ignoramos, quando não os castigamos

com excesso de peso e sapatos que são

5 verdadeiros instrumentos de tortura. Mas ainda

está em tempo de tratar melhor os pés, que depois

dos 50 exibem os tristes resultados de décadas de

negligência. Pacientes diabéticos já são orientados

pelos médicos para redobrar os cuidados com essa

10 parte do corpo, mas mesmo quem não sofre da

doença ou de problemas como joanetes ou artrose

deve tomar precauções. Não perca seus pés de

vista: depois do banho, enxugue bem entre os

dedos, porque a umidade facilita a proliferação de

15 fungos. Verifique se a pele apresenta bolhas,

manchas avermelhadas ou algum ferimento. E

aprenda a tratá-los com mais carinho, porque são

fundamentais para nos manter ativos. Alguns

cuidados fundamentais para os pés são: manter

20 uma boa hidratação, manter as unhas sempre

limpas e aparadas, evitar sapatos inadequados,

promover o descanso, bem controlar o peso. em


G1 Disponível https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/aprenda-a-cuidar-melhor-dos-pes-esses-injusticados.ghtml (Fragmento adaptado) - Acesso em 22. jan. 2018

“...quando não os castigamos com excesso de peso e sapatos que são verdadeiros instrumentos de tortura.” (linhas 3 a 5). A correta divisão silábica da palavra destacada é:

Alternativas
Q2749761 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 1 a 4 dizem respeito ao TEXTO 1. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Aprenda a cuidar melhor dos pés, esses injustiçados


1 Normalmente não dispensamos a esses fiéis

escudeiros a atenção que merecem. Pior: quase

sempre os ignoramos, quando não os castigamos

com excesso de peso e sapatos que são

5 verdadeiros instrumentos de tortura. Mas ainda

está em tempo de tratar melhor os pés, que depois

dos 50 exibem os tristes resultados de décadas de

negligência. Pacientes diabéticos já são orientados

pelos médicos para redobrar os cuidados com essa

10 parte do corpo, mas mesmo quem não sofre da

doença ou de problemas como joanetes ou artrose

deve tomar precauções. Não perca seus pés de

vista: depois do banho, enxugue bem entre os

dedos, porque a umidade facilita a proliferação de

15 fungos. Verifique se a pele apresenta bolhas,

manchas avermelhadas ou algum ferimento. E

aprenda a tratá-los com mais carinho, porque são

fundamentais para nos manter ativos. Alguns

cuidados fundamentais para os pés são: manter

20 uma boa hidratação, manter as unhas sempre

limpas e aparadas, evitar sapatos inadequados,

promover o descanso, bem controlar o peso. em


G1 Disponível https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/aprenda-a-cuidar-melhor-dos-pes-esses-injusticados.ghtml (Fragmento adaptado) - Acesso em 22. jan. 2018

Assinale a alternativa em que a palavra retirada do Texto 1 é acentuada pela seguinte razão: Assinalam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo, seguidas ou não de “s”.

Alternativas
Q2734386 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou

Por Nadia Drake


  1. Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
  2. ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
  3. quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
  4. o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
  5. dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
  6. ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
  7. relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
  8. de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
  9. Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
  10. Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
  11. Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
  12. mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
  13. Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
  14. retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
  15. improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
  16. concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
  17. sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
  18. americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
  19. recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
  20. planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
  21. Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
  22. planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
  23. externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
  24. que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
  25. devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
  26. levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
  27. de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
  28. mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
  29. o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
  30. fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
  31. ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
  32. cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
  33. Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
  34. como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
  35. mais sustentáveis.
  36. A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
  37. O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
  38. fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
  39. que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
  40. este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
  41. manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
  42. mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
  43. mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
  44. mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
  45. ao nosso lar.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Os vocábulos a seguir, retirados do texto, têm o acento gráfico determinado pela regra referente às palavras paroxítonas, EXCETO:

Alternativas
Q2734385 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou

Por Nadia Drake


  1. Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
  2. ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
  3. quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
  4. o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
  5. dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
  6. ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
  7. relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
  8. de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
  9. Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
  10. Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
  11. Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
  12. mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
  13. Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
  14. retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
  15. improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
  16. concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
  17. sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
  18. americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
  19. recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
  20. planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
  21. Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
  22. planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
  23. externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
  24. que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
  25. devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
  26. levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
  27. de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
  28. mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
  29. o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
  30. fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
  31. ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
  32. cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
  33. Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
  34. como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
  35. mais sustentáveis.
  36. A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
  37. O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
  38. fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
  39. que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
  40. este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
  41. manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
  42. mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
  43. mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
  44. mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
  45. ao nosso lar.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa em que um dos vocábulos, retirados do texto, apresenta mais fonemas do que letras.

Alternativas
Q2734382 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou

Por Nadia Drake


  1. Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
  2. ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
  3. quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
  4. o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
  5. dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
  6. ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
  7. relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
  8. de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
  9. Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
  10. Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
  11. Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
  12. mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
  13. Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
  14. retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
  15. improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
  16. concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
  17. sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
  18. americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
  19. recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
  20. planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
  21. Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
  22. planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
  23. externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
  24. que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
  25. devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
  26. levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
  27. de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
  28. mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
  29. o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
  30. fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
  31. ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
  32. cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
  33. Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
  34. como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
  35. mais sustentáveis.
  36. A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
  37. O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
  38. fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
  39. que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
  40. este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
  41. manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
  42. mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
  43. mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
  44. mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
  45. ao nosso lar.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Identifique os fenômenos fonéticos que ocorrem nos vocábulos da Coluna 2, relacionando-os aos seus respectivos nomes, constantes na Coluna 1.


Coluna 1

1. Dígrafo.

2. Encontro consonantal.

3. Hiato.

4. Ditongo.


Coluna 2

( ) necessidades

( ) chances

( ) conceão

( ) oasis

( ) perfeito


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2722245 Português

TEXTO I

José

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

E agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?


E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

(Carlos Drummond de Andrade; Poesias -1942. Adap)

Das alternativas abaixo, marque a que apresenta a mesma regra de divisão silábica da palavra teogonia:

Alternativas
Q2062007 Português

A QUESTÃO ESTÁ RELACIONADA AO TEXTO ABAIXO


TEXTO




Revista Veja. (Adaptado.)

Sobre o elementos linguísticos presentes no texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2057652 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Quanto à relação entre grafias e fonemas de palavras do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055035 Português
Com base no texto abaixo, responda às questões 11 e 12:

“As línguas mudam todos os dias, evoluem, mas a essa mudança diacrônica se acrescenta uma outra, sincrônica: pode-se perceber numa língua, continuamente, a coexistência de formas diferentes de um mesmo significado.”

(CALVET, Louis-Jean. Sociolinguística: uma introdução crítica, p. 89-90. São Paulo: Parábola, 2002).
É bem conhecida a diferença entre a fonética e fonologia e sua aplicabilidade nas pesquisas acerca das variantes linguísticas. Dessa forma, com base em seus conhecimentos a respeito desse assunto, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.
I - Podemos afirmar que a fonética descreve a pronúncia efetiva dos sons da língua entre os falantes. Já a fonologia extrai dessas pronúncias uma estrutura abstrata que permite organizar os sons da língua. II - Podemos sintetizar as diferenças entre fonética e fonologia na dicotomia saussuriana entre língua e fala. Dessa forma, a fonética estaria ao lado da língua; a fonologia, ao lado da fala. III - A separação entre fonética e fonologia permite prever que, ao lado do fonema abstrato e invariante, suas realizações fonéticas podem apresentar, ao contrário, variantes. Isso nos permitiria saber se essas diferentes realizações são explicáveis por variáveis sociais ou se, ao contrário, permitem estruturar o grupo social. 
Alternativas
Q2050241 Português
O ato de estudar

   
 Tinha chovido muito toda noite. Havia enormes poças de água molhada nas partes baixas do terreno. Em certos lugares, a terra, de tão molhada, tinha virado lama. Às vezes, os pés apenas escorregavam nela. Às vezes, mais do que escorregar, os pés se atolavam na lama até acima dos tornozelos. Era difícil andar. Pedro e Antônio estavam transportando numa caminhoneta cestos cheios de cacau para o sitio onde deveriam secar. Em certa altura, perceberam que a caminhoneta não atravessaria o atoleiro que tinha pela frente. Passaram. Desceram da caminhoneta. Olharam o atoleiro, que era um problema para eles. Atravessaram os dois metros de lama, defendidos por suas botas de cano longo. Sentiram a espessura do lamaçal. Pensaram. Discutiram como resolver o problema. Depois, com a ajuda de algumas pedras e de galhos secos de árvores deram ao terreno a consistência mínima para que as rodas da caminhoneta passassem sem atolar. Pedro e Antônio estudaram. Procuraram resolver e, em seguida, encontraram uma resposta precisa.
    Não se estuda apenas na escola.
    Pedro e Antônio estudaram enquanto trabalhavam. Estudar é assumir uma atitude séria e curiosa diante de um problema.
    Esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos caracteriza o ato de estudar. Não importa que o estudo seja feito no momento e no lugar do nosso trabalho, como no caso de Pedro e Antônio, que acabamos de ver. Não importa que o estudo seja feito noutro local e noutro momento, como o estudo que fazemos no Círculo de Cultura. Em qualquer caso, o estudo exige sempre esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos que observamos. Um texto para ser lido é um texto para ser estudado. Um texto para ser estudado é um texto para ser interpretado. Não podemos interpretar um texto se o lemos sem atenção, sem curiosidade; se desistimos da leitura quando encontramos a primeira dificuldade. Que seria da produção de cacau naquela roça se Pedro e Antônio tivessem desistido de prosseguir o trabalho por causa do lamaçal?
    Se um texto às vezes é difícil, insiste em compreendê-lo. Trabalha sobre ele como Antônio e Pedro trabalharam em relação ao problema do lamaçal. Estudar exige disciplina. Estudar não é fácil porque estudar é criar e recriar e não repetir o que os outros dizem. Estudar é um dever revolucionário!

Paulo Freire. A importância do ato de ler

Sobre a palavra disciplina marque a opção CORRETA.

Alternativas
Respostas
4981: B
4982: B
4983: D
4984: D
4985: C
4986: A
4987: C
4988: D
4989: A
4990: C
4991: A
4992: D
4993: D
4994: A
4995: B
4996: D
4997: C
4998: C
4999: A
5000: A