Questões de Concurso
Sobre fonologia em português
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As palavras destacadas estabelecem relações de sentido no trecho. Se elas fossem retiradas, provocariam um problema de:

( ) Há dígrafo consonantal tanto em “profissionais” como em “pesquisadores”. ( ) Há ditongo nasal tanto em “visual” como em “ciência”. ( ) Há hiato tanto em “gaúcho” como em “reação”. ( ) Há um dígrafo consonantal e um dígrafo nasal em “equipamento”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. A palavra “táxis” tem 5 letras e 6 fonemas.
II. O vocábulo “trabalho” tem 8 letras e 7 fonemas.
III. A palavra “outra” tem 5 letras e 4 fonemas.
Quais estão corretas?
Sobre acentuação gráfica, marque (C) correto ou (I) incorreto e assinale a alternativa devida.
( ) Mesmo formando sílabas sozinho, -i leva acento gráfico se a sílaba seguinte for iniciada por nh.
( ) Mesmo formando sílabas sozinho, -u não leva acento gráfico se estiver precedido de ditongo em palavras paroxítonas.
( ) Ter e vir e seus compostos na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo, recebem acento.
( ) Recebe acento pôde (no tempo passado), para se distinguir de pode (tempo presente).
( ) Recebe acento pôr (verbo), para se distinguir de por (preposição).
( ) É facultativo o emprego do acento circunflexo no substantivo fôrma para se distinguir de forma, substantivo, e de forma, 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo formar.
VELHO TEMA. (Vicente de Carvalho).
Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
O eterno sonho da alma desterrada
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.
Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,
Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.

(Disponível em: https://www.contioutra.com/a-dor-de-se-sentir-invisivel/ – texto adaptado
especialmente para esta prova.)
I – Sempre que uma palavra tiver dígrafo, o número de letras será maior que o de fonemas.
II – Se as palavras terminal em –AM, -EM, - EN(S), tais terminações não são dígrafos vocálicos, mas sim ditongos decrescentes nasais.
III – A letra “H” é chamada de letra etimológica, pois se manteve do latim até o português atual; não representa fonema algum.
I – quanto ao modo de articulação.
II – quanto à zona de articulação.
III – quanto ao papel das cordas vocais.

(Disponível em: Correio do Povo, 6 de junho de 2017. Cidades - texto adaptado especialmente para
esta prova.)

(Disponível em: https://www.marinacolasanti.com – Texto especialmente adaptado para esta prova.)

(Disponível em: https://www.marinacolasanti.com – Texto especialmente adaptado para esta prova.)
( ) A palavra em destaque é um substantivo. ( ) Trata-se de palavra com quatro sílabas. ( ) A flexão no masculino singular é “generoso”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Instrução: A questão de número refere-se ao texto abaixo.


(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-a-cegueira-e-voluntaria/ – Texto adaptado
especialmente para esta prova.)
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.
RETRATO
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecília Meireles
( ) Hiato: é o encontro de dois fonemas vocálicos na mesma sílaba.
( ) Ditongo: é o encontro de dois fonemas vocálicos, cada um em uma sílaba.
( ) Tritongo: é o encontro de três fonemas vocálicos na mesma sílaba.
( ) Dígrafo: conjunto de duas letras que representa um único fonema.
( ) Classificação das palavras, quanto ao número de sílabas: monossílaba (seis), dissílaba (andei), trissílaba (esperto), polissílaba (esperteza).
( ) Classificação da palavra, quanto à silaba tônica: oxítona (urubu), paroxítona (cafezinho), proparoxítona (catastrófico).

Alexei Bueno. Uma história da poesia brasileira. Rio de Janeiro:
Germakoff Casa Editorial, 2007, p. 409 (com adaptações).
Leia o texto e responda a próxima questão.
O LABIRINTO DOS MANUAIS. (Livro do escritor russo Liev Tolstói).
Há alguns meses troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções!
Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio!
Quem me salvou foi um motorista de táxi.
— Manual só confunde – disse didaticamente. – Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!
Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” – um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?
Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-onda ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!
Eu sei que para a garotada que está aí, tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é?
Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente
necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo!
