Questões de Concurso
Sobre fonologia em português
Foram encontradas 6.317 questões
(__)A expressão "Voz cava" remete à ideia de "voz rouca".
(__)A frase exclamativa: "Atenção, meninos!" inicia com termo trissílabo oxítono, seguido de substantivo com função sintática de vocativo.
(__)No trecho: "tão ansiado pela gente miúda como pela gente grande", temos elemento coesivo conjuntivo com ideia comparativa; ocorrências de contração prepositiva impostas pela regência nominal, e predominância de termos dissílabos paroxítonos.
(__)A expressão: "Pelo que se vê" tem o mesmo sentido contextual de "Pelo que fora visto".
(__)No período: "ele tossiu, mudou de tom e disse", temos três orações coordenadas assindéticas.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
A divisão silábica de algumas palavras do texto está correta em

Homeschooling
Por Audry Branco

(Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/homeschooling.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) Apresenta 1 dígrafo.
( ) Apresenta 12 fonemas e 11 letras.
( ) Apresenta o mesmo número de letras e fonemas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Homeschooling
Por Audry Branco

(Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/homeschooling.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. “França” e “Noruega” são paroxítonas.
II. “Canadá” é proparoxítona e “Bélgica” é oxítona.
III. As palavras “Áustria” e “Austrália” são paroxítonas acentuadas pela mesma regra.
Quais estão corretas?






I
A senhora estranhou, na última vez que estivemos juntos, a minha excessiva indulgência pelas criaturas infelizes, que escandalizam a sociedade com a ostentação do seu luxo e extravagâncias.
Quis responder-lhe imediatamente, tanto é o apreço em que tenho o tato sutil e esquisito da mulher superior para julgar de uma questão de sentimento. Não o fiz, porque vi sentada no sofá, do outro lado do salão, sua neta, gentil menina de 16 anos, flor cândida e suave, que mal desabrocha à sombra materna. Embora não pudesse ouvir-nos, a minha história seria uma profanação na atmosfera que ela purificava com os perfumes da sua inocência; e — quem sabe? — talvez por ignota repercussão o melindre de seu pudor se arrufasse unicamente com os palpites de emoções que iam acordar em minha alma.
Receei também que a palavra viva, rápida e impressionável não pudesse, como a pena calma e refletida, perscrutar os mistérios que desejava desvendar-lhe, sem romper alguns fios da tênue gaza com que a fina educação envolve certas ideias, como envolve a moda em rendas e tecidos diáfanos os mais sedutores encantos da mulher. Vê-se tudo; mas furta-se aos olhos a indecente nudez.
Calando-me naquela ocasião, prometi dar-lhe a razão que a senhora exigia; e cumpro o meu propósito mais cedo do que pensava. Trouxe no desejo de agradarlhe a inspiração; e achei voltando a insônia de recordações que despertara a nossa conversa. Escrevi as páginas que lhe envio, as quais a senhora dará um título e o destino que merecerem. É um perfil de mulher apenas esboçado.
Desculpe, se alguma vez a fizer corar sob os seus cabelos brancos, pura e santa coroa de uma virtude que eu respeito. O rubor vexa em face de um homem; mas em face do papel, muda e impassível testemunha, ele deve ser para aquelas que já imolaram à velhice os últimos desejos, uma como essência de gozos extintos, ou extremo perfume que deixam nos espinhos as desfolhadas rosas.
De resto, a senhora sabe que não é possível pintar sem que a luz projete claros e escuros. Às sombras do meu quadro se esfumam traços carregados, contrastam debuxando o relevo colorido de límpidos contornos.
ALENCAR, José de. Lucíola. Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional - Departamento Nacional do Livro.
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000035.pdf>. Acesso em: 04 jun 2021.
As palavras em destaque no primeiro capítulo da obra Lucíola, de José de Alencar, possuem uma característica em comum: todas elas são acentuadas. Considerando a regra de acentuação que determina que todas as proparoxítonas são acentuadas, assinale a alternativa que apresenta apenas palavras do texto que pertencem a esse grupo.
I – Paroxítonas terminadas em r, l, n, x, ps são acentuadas.
II – Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.
III – Ditongos abertos em oi e ei, em palavras paroxítonas, não são acentuados.
IV – Vogais tônicas i e u precedidas de ditongo decrescente, em paroxítonas, são acentuadas.

(Otávio Pinheiro.)
A pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional, conduzida pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa, aponta que apenas 22% dos brasileiros que chegaram à universidade têm plena condição de compreender e se expressar. Na prática, esses jovens adultos estão no chamado nível proficiente, o mais avançado estágio de alfabetismo. São leitores capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Mais ainda, compreendem e elaboram textos de diferentes modalidades (email, descrição e argumentação) e estão aptos a opinar sobre um posicionamento ou estilo de autores e textos. Em contrapartida, a pesquisa de 2016 aponta que 4% dos universitários estão no grupo dos analfabetos funcionais.
Os dados de leitura, escrita e interpretação no Brasil ajudam a entender algumas origens desse baixo índice de letramento como, por exemplo, os resultados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014, que mostra que 537 mil alunos zeraram a redação da prova [...] e em 2017, por sua vez, 309 mil zeraram a redação, e apenas 53 tiraram a nota máxima.
(Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2018/07/ nunca-se-escreveu-tanto-tao-errado-e-se-interpretou-tao-mal.shtml. Acesso em: 22/07/2022.)
Os problemas relacionados na reportagem têm como base questões bem complexas, sociais e econômicas, além das educacionais. Particularmente, temos que o professor deve ser alfabetizador no sentido estrito durante todo o processo de escolarização. O professor alfabetizador precisa, dentre outros fatores, ter um bom conhecimento do nosso sistema gráfico para poder melhor sistematizar o ensino, para entender as dificuldades ortográficas de seus alunos e para auxiliá-los a superá-las. A língua portuguesa tem uma representação gráfica alfabética com memória etimológica. Isto significa dizer que:
I. As unidades gráficas – letras – representam basicamente unidades sonoras como as consoantes e as vogais, e não palavras ou sílabas.
II. A escrita alfabética tem, como princípio geral, a ideia de que cada unidade sonora será representada por uma determinada letra e de cada letra representará uma unidade sonora.
III. O princípio da memória etimológica toma como critério para fixar a forma gráfica de certas palavras não apenas as unidades sonoras que as compõem, mas também sua origem.
IV. Ao operar também com a memória etimológica, o sistema gráfico relativiza o princípio geral da escrita alfabética, a relação unidade sonora-letra não será 100% regular, introduzindo uma certa faixa de representações arbitrárias.
Está correto o que se afirma em