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Questões de Concurso Sobre fonologia em português

Foram encontradas 6.056 questões

Q4088217 Português
Certa vez, uma grande festa no céu reuniu muitos convidados. Naturalmente, para chegar até lá, em uma festança nas alturas, era necessário saber voar. Por isso, somente as aves poderiam participar. O sapo, porém, cismou que também iria à festa; mas, como sapo não sabe voar, foi elaborado um plano envolvendo um grande urubu.

No dia da festa, a enorme ave negra foi visitar o sapo, que a havia convidado exatamente para poder executar seu plano. À vontade, o urubu conversava entretido com a sapa. Enquanto isso, com a desculpa de ter que ir para a festa na frente, pois anda muito devagar, o sapo se enfiou sorrateiramente na viola que o urubu levaria para animar a festa. E, pacientemente, aguardou a hora de viajar.

Sem desconfiar da trama do sapo, o urubu alçou voo com a viola a tiracolo, rumo ao céu. Chegando à festa, em um momento de distração do feliz urubu, o sapo espertalhão saltou para fora da viola e surpreendeu a todos com sua presença no folguedo celeste. Durante toda a noite, divertiu-se bastante. Quando a festança chegava ao final, o maroto aproveitou a confusão e meteu-se de novo na viola do urubu, mas, cansado de esperar e impaciente para chegar logo em casa, o sapo começou a se mexer dentro da viola.

Durante o voo, um barulho estranho chamou a atenção do urubu. Percebendo que havia alguma coisa dentro da viola, imediatamente virou o instrumento de boca para baixo e, espantado, observou o sapo despencar como uma pedra das alturas. A queda foi tremenda. Um verdadeiro tombo do céu. O bicho ainda tentou voar, mas, como sapo não voa, esborrachou-se ao chão. Desde então ficou assim: boca enorme de tanto gritar, olhos esbugalhados de pavor e o corpo todo amassado, cheio de dobras e manchas, o que restou do maior tombo de sua vida.


(Adaptado de: https://dana.com.br/social/nossosprojetos/lendas-brasileiras/a-festa-no-ceu/ – Acesso em: 17/10/2022)
Assinale a alternativa CORRETA sobre a classificação dos vocábulos:
Alternativas
Q4087257 Português
Nunca se escreveu tanto, tão errado e se interpretou tão mal

(Otávio Pinheiro.)

    A pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional, conduzida pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa, aponta que apenas 22% dos brasileiros que chegaram à universidade têm plena condição de compreender e se expressar. Na prática, esses jovens adultos estão no chamado nível proficiente, o mais avançado estágio de alfabetismo. São leitores capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Mais ainda, compreendem e elaboram textos de diferentes modalidades (email, descrição e argumentação) e estão aptos a opinar sobre um posicionamento ou estilo de autores e textos. Em contrapartida, a pesquisa de 2016 aponta que 4% dos universitários estão no grupo dos analfabetos funcionais.
    Os dados de leitura, escrita e interpretação no Brasil ajudam a entender algumas origens desse baixo índice de letramento como, por exemplo, os resultados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014, que mostra que 537 mil alunos zeraram a redação da prova [...] e em 2017, por sua vez, 309 mil zeraram a redação, e apenas 53 tiraram a nota máxima.

(Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2018/07/ nunca-se-escreveu-tanto-tao-errado-e-se-interpretou-tao-mal.shtml. Acesso em: 22/07/2022.)

Os problemas relacionados na reportagem têm como base questões bem complexas, sociais e econômicas, além das educacionais. Particularmente, temos que o professor deve ser alfabetizador no sentido estrito durante todo o processo de escolarização. O professor alfabetizador precisa, dentre outros fatores, ter um bom conhecimento do nosso sistema gráfico para poder melhor sistematizar o ensino, para entender as dificuldades ortográficas de seus alunos e para auxiliá-los a superá-las. A língua portuguesa tem uma representação gráfica alfabética com memória etimológica. Isto significa dizer que: 

I. As unidades gráficas – letras – representam basicamente unidades sonoras como as consoantes e as vogais, e não palavras ou sílabas.
II. A escrita alfabética tem, como princípio geral, a ideia de que cada unidade sonora será representada por uma determinada letra e de cada letra representará uma unidade sonora.
III. O princípio da memória etimológica toma como critério para fixar a forma gráfica de certas palavras não apenas as unidades sonoras que as compõem, mas também sua origem.
IV. Ao operar também com a memória etimológica, o sistema gráfico relativiza o princípio geral da escrita alfabética, a relação unidade sonora-letra não será 100% regular, introduzindo uma certa faixa de representações arbitrárias.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4086858 Português
Um pé de milho


         Os americanos, através do radar, entraram em contato com a lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.

     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.

       Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.

        Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(Rubem Braga. 1913-1990. 200 crônicas escolhidas. 31ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2010. Com adaptações.)
Os dígrafos ocorrem quando duas letras são usadas para representar um único fonema, ou seja, uma única emissão de som. Trata-se de dígrafo vocálico:
Alternativas
Q4086138 Português
Ter a habilidade de consciência fonológica é ter a consciência de que a fala pode ser segmentada e que os segmentos (palavras, sílabas, fonemas) podem ser manipulados. Essa habilidade é desenvolvida gradualmente conforme a criança experimenta situações lúdicas (cantigas de roda, jogos de rima, identificação de sons iniciais de palavras) e é instruída formalmente em atividades grafofonêmicas. Desta forma, após a consciência da palavra, pode-se afirmar, de acordo com Madril (2014), que esse tipo de percepção/habilidade é subdividido em três níveis:  
Alternativas
Q4085872 Português
A palavra “porque”, presente no segundo quadrinho da tira, contém:
Alternativas
Q4082387 Português
Acessível e Evitável são palavras acentuadas por serem:
Alternativas
Q4082386 Português
Todas as palavras abaixo possuem 4 sílabas, com exceção de: 
Alternativas
Q4082120 Português
Assinale a alternativa cuja divisão silábica da palavra esteja INCORRETA:
Alternativas
Q4080251 Português

A separação silábica das palavras está correta em:

 

Alternativas
Q4080078 Português

A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.



Dona Colô


Manuela Cantuária*



Tamanho o desespero da neta quando encontra a avó, no auge de seus 82 anos, no alto de uma escada, buscando uma caixa no armário. As duas haviam acabado de chegar de uma consulta médica com uma bomba-relógio dentro de um envelope. O diagnóstico de Alzheimer de Colotildes de Jesus.


A neta oferece ajuda, mas a avó insiste que ainda sabe se virar sozinha. Abre a caixa com um vestido de noiva embolorado. Sob o olhar desconfiado da jovem de 20 e poucos anos, rasga o vestido num rompante. Meu casamento foi o dia mais feliz da minha vida, diz Dona Colô.


Dona Colô gostava de costurar. Costurou seu vestido de noiva por meses. E agora o transformava em retalhos para fazer uma colcha. Uma colcha de memórias que ela decidiu costurar para não esquecer de si mesma.


O segundo dia mais feliz da vida de Colotildes foi quando enterrou seu marido. Ele morreu rápido. E se viu, finalmente, livre. Usou sua toalha de mesa favorita para receber seus familiares, com uma estampa de passarinhos. Mais um retalho, enquadrando a mancha de vinho deixada por sua cunhada, que, segundo ela, também era um pudim de cachaça, mas boa gente.


Os primeiros desenhos da neta também viraram retalhos alegres. Ela, apesar de jovem, já despontava como artista plástica, o que era um grande motivo de orgulho para sua avó, dona de casa.


A cortina do quarto agora tinha um buraco em forma de retalho. O vestido do batizado de um bebê despedaçado sobre a mesa. Fantasias de Carnaval, panos de prato com os dias da semana bordados, a bandeira do Bangu Atlético Clube.


A neta desabotoa sua camisa xadrez preferida para que sua avó meta-lhe a tesoura. O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita. A trilha sonora de uma vida inteira.


O tempo era marcado pela mesma pergunta: você viu minha agulha? A neta escutava pensativa. E, pacientemente, ajudava Colotildes a recuperar o inquieto fio da meada. Até que veio a noite escura, e ela pode cobrir sua avó de memórias.



* Roteirista e escritora, faz parte da equipe do canal Porta dos Fundos. Folha de São Paulo, 16 maio 2022. Adaptado.

Com base nos dois textos a seguir, avalie o que se informa acerca dos aspectos fonético, ortográfico e do emprego da crase.



TEXTO I



“A neta desabotoa sua camisa xadrez preferida para que sua avó meta-lhe a tesoura. O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita. A trilha sonora de uma vida inteira.”



TEXTO II



Imagem associada para resolução da questão



I – No Texto II, os termos “violência” e “silêncio” estão acentuados obedecendo à mesma regra que determina a acentuação da palavra “avó” (Texto I).


II – Em “O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita.” (Texto I), existe um erro de revisão, porque a crase é obrigatória antes de pronome possessivo.


III – Nos pares de palavras: “desabotoa”/“desabotua” há palavras parônimas, pois apesar de apresentarem semelhanças na grafia e na pronúncia, têm significados diferentes.


IV – No Texto II, “é” representa um monossílabo tônico, “seu” é monossílabo átono, “pior” é uma palavra oxítona, além de existirem vocábulos paroxítonos terminados em ditongo.



Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q4078831 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras possuem encontro consonantal: 
Alternativas
Q4078211 Português
Assinale a alternativa que tem encontro consonantal:
Alternativas
Q4074177 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Imagem associada para resolução da questão

https://www.google.com.


O marido pergunta à mulher:

– O que você quer ganhar amanhã no seu aniversário?

– Um radinho!

– Só um radinho?

– É… desses pequenininhos que tem um carro do lado de fora!



De acordo com as palavras do texto, marque a alternativa onde temos um Hiato. 

Alternativas
Q4073155 Português
Mas a ciência também tem muito a dizer sobre isso!

Assinale a opção CORRETA quanto à separação silábica.
Alternativas
Q4072935 Português
O Instituto Nacional de Meteorologia informou que o início de novembro será de frio intenso e atípico em quatro das cinco regiões do país.

Assinale a opção CORRETA quanto à acentuação gráfica.
Alternativas
Q4072114 Português

Leia o texto para responder à próxima questão. 


                                                                                              Captura_de tela 2026-05-26 092710.png (193×160)


A professora pergunta ao aluno:


– Por que você não escova os dentes? Posso até ver o que você comeu no café da manhã.


Então o menino questiona:


– E o que foi?


E a professora responde:


– Pão com queijo.


Confiante, o aluno retruca:


– Errou! Pão com queijo eu comi ontem!



De acordo com as palavras do texto, marque a alternativa onde temos um hiato. 

Alternativas
Q4068677 Português
Tempo de infância

        Quando se é criança, o mundo é apenas um grande parque de diversões. E são essas as primeiras lembranças que trago em mim.

        Lembro que, ainda bem pequeno, gostava de sair correndo atrás de meus irmãos e primos maiores. Era uma corrida sem finalidade. Corria-se para repetir os gestos dos calangos que dividiam com a gente o espaço da aldeia.

        Meus irmãos e eu andávamos sem paradeiro e sem destino. Íamos a todos os cantos que nos eram permitidos pelos adultos. O igarapé era nosso principal objetivo, mas também tínhamos as árvores, enormes mangueiras que cresciam por toda a aldeia. Os maiores subiam com destreza e depois me ajudavam a subir também. Passávamos horas ali, brincando de navegar nos galhos da velha árvore, comendo mangas com farinha de mandioca.

        Depois, descíamos daquela parenta – é assim que tratamos a natureza – para procurar outras aventuras e brincadeiras. Arcos e flechas em punho, descia parte do igarapé à procura de peixes. Pés descalços, corpo nu, pintado apenas com motivos de clã, percorria grande distância numa solitária busca por alimento. É claro que isso não durava muito tempo, pois logo meus olhos avistavam frutas ao alcance das mãos.

        Assim passava de uma atividade à outra sempre exercitando a minha curiosidade pueril e a minha destreza.

(Daniel Munduruku. Antologia de contos indígenas de ensinamento. São Paulo. 2005. Adaptado.)
As palavras oxítonas são aquelas que têm a última sílaba tônica, ou seja, a última sílaba dessas palavras é pronunciada com mais força. Trata-se de expressão oxítona citada no texto:
Alternativas
Q4068520 Português
Uma Louca Tempestade

Ana Carolina


Eu quero uma lua plena

Eu quero sentir a noite

Eu quero olhar as luzes,

que teus olhos não me têm deixado ver

Agora eu vou viver

Eu quero sair de manhã

Eu quero seguir a estrela

Eu quero sentir o vento

pela pele um pensamento me fará

Uma louca tempestade

Eu quero ser uma tarde gris

Quero que a chuva corra sobre o rio

O rio que por ruas corre em mim

As águas que me querem levar tão longe

Tão longe que me façam esquecer de ti. 
Considere a alternativa que destaque uma palavra com dígrafo consonantal: 
Alternativas
Respostas
3861: D
3862: A
3863: A
3864: A
3865: C
3866: X
3867: C
3868: A
3869: B
3870: B
3871: B
3872: D
3873: C
3874: C
3875: D
3876: B
3877: B
3878: A
3879: C
3880: B