Questões de Concurso
Sobre fonologia em português
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TEXTO I
Respeito ao outro e boas histórias
A cultura do cancelamento está instalada. Faz estragos na sociedade. Também no nosso ofício informativo. Precisamos, todos, reinvestir no jornalismo factual de qualidade. Menos adjetivo e mais substantivo.
A crise do jornalismo não pode ser explicada, exclusivamente, pelo fenômeno da disrupção digital. Sua raiz mais profunda está em equívocos na condução do noticiário e das coberturas. O problema, frequentemente, está no conteúdo.
Pesquisas, inúmeras, dão uma pista precisa: as pessoas estão cansadas do olhar cinzento da imprensa. Ler jornal deixou de ser prazeroso. O negativismo permanente é uma forma de falsear a verdade. A vida, como os quadros, é composta de luzes e sombras. Precisamos denunciar com responsabilidade. Mas devemos, ao mesmo tempo, mostrar o lado positivo da vida. (Carlos Alberto Di Franco. “Respeito ao outro e boas histórias”. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao.12.12.2022. Adaptado)
O CORPO TEM UM SALDO NEGATIVO DE SONO ACUMULADO?
Mais ou menos. Você até pode dormir 10h no sábado para compensar aquele ronco de 4h horas que você puxou na sexta. Mas essa hora extra na cama, embora nos deixe perceptivelmente mais despertos e tentos, não cancela magicamente os danos de longo prazo à saúde: as chances de desenvolver hipertensão, diabetes, doenças coronárias e até a propensão a fazer lanchinhos após o jantar (que são ruins para o metabolismo) permanecem maiores.) Um estudo calculou que, para compensar os malefícios de uma única hora de sono perdida, precisamos de até quatro noites com oito horas de sono regular – o tempo exato depende da vulnerabilidade de cada um à privação do sono. Chutar o balde é fácil, difícil é ir buscar.
Fonte: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/o-corpo-tem-um-saldo
negativo-de-sono-acumulado/.
No trecho “embora nos deixe perceptivelmente mais despertos e tentos”, a palavra destacada tem a divisão silábica feita de forma correta em
CADA VEZ MENOS INSETOS ESTÃO ATINGINDO O PARA-BRISA DO SEU CARRO
Todo verão, quase nos últimos 20 anos, voluntários da Kent Wildlife Trust y Buglife e da Buglife, ambas no Reino Unido, têm rastreado as placas dos carros. Mas não da maneira que você imagina. O objetivo das inspeções é registrar o número de insetos voadores atingidos por veículos.
Embora isso possa parecer insignificante, a escala desse projeto de ciência cidadã o torna importante. Com quase 700 participantes, a campanha Bugs Matter de 2023 coletou dados de 6.358 viagens, o que pode ajudar a tirar conclusões muito mais amplas.
Os resultados da campanha de 2022 mostraram uma redução, em menos de 20 anos, de 64% no número de insetos atropelados por carros. Esses resultados reforçam uma tese que está preocupando os cientistas: essa perda maciça de vida de insetos demonstra que estamos nos aproximando cada vez mais da sexta extinção em massa.
Infelizmente, estudos mostram que o Reino Unido não é o único lugar onde as populações de insetos estão diminuindo; foram realizados estudos em toda a Europa que chegaram a conclusões semelhantes. Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas.
Na Alemanha, um estudo de 27 anos foi publicado em 2017, mostrando que 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais.
Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros, como a andorinha-das-chaminés, que se alimentam deles.
As sociedades científicas de entomologistas da Espanha e de Portugal se reuniram em junho deste ano em Alicante para o XX Congresso Ibérico de Entomologia.
Alarmados com o declínio das populações de insetos, eles publicaram um manifesto com o objetivo de aumentar a conscientização social sobre essa situação sem precedentes e pôr um fim a ela.
Entretanto, a situação não está causando alarme apenas na Europa, que é densamente povoada e exposta às pressões da atividade humana. Estudos realizados em florestas tropicais de Porto Rico compararam os números atuais de insetos com os de 36 anos atrás, com resultados igualmente catastróficos: uma redução de mais de 78% na biomassa de insetos que vivem no solo. Esse estudo também mostrou um declínio paralelo em animais que comem insetos, como lagartos, sapos e pássaros.
Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/cada-vez-menos-insetos-estao
atingindo-o-para-brisa-do-seu-carro-entenda-por-que/.
“liderança”: é um vocábulo polissílabo, que apresenta encontro consonantal perfeito.
“humanizado” e “reputação” não possuem dígrafos.
“hierárquico” apresenta dígrafo do tipo vocálico.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.
"IARA, UM MITO BEM ENCANTADOR"
(1º§) A Iara é um dos mitos mais conhecidos, também dos mais confundidos da região amazônica, o que naturalmente inclui o Pará. Geralmente, as pessoas acham que a Iara é uma mulher loura, de olhos azuis e a parte inferior do corpo em forma de peixe. Esta descrição, na verdade é da sereia europeia e não da Iara amazônica, idolatrada na região.
(2º§) A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra. Em certos locais dizem-na boto-fêmea, também a encantar os homens e levá-los para o fundo, e em outros dizem ser a própria Boiúna (cobra preta), que traduzem erroneamente por cobra grande.
(3º§) Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua a banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas. Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séqüitos e cortes de encantados... e é preciso muita reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Um pajé tão bom de reza para representação de sua tribo.
(4º§) Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado.. Quanto à possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe; não é parte do corpo de Iara, razão por que os peixes vão se afastando dela.
(5º§) Confundida ou não com crenças de outras plagas, a Iara até hoje exerce um grande fascínio e maior encantamento nos homens da região. Você gostou das informações sobre Iara? Viva a Iara com sua beleza!
*Glossário: "Plagas" − quer dizer: Região ou país; local habitado.Extensão de terra; espaço de um território; terreno.
Fonte:(http://www.f9.felipex.com.br/f9/le_iara.htm) −
(Acesso em 20.11.2023) − (Adaptado)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.
"IARA, UM MITO BEM ENCANTADOR"
(1º§) A Iara é um dos mitos mais conhecidos, também dos mais confundidos da região amazônica, o que naturalmente inclui o Pará. Geralmente, as pessoas acham que a Iara é uma mulher loura, de olhos azuis e a parte inferior do corpo em forma de peixe. Esta descrição, na verdade é da sereia europeia e não da Iara amazônica, idolatrada na região.
(2º§) A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra. Em certos locais dizem-na boto-fêmea, também a encantar os homens e levá-los para o fundo, e em outros dizem ser a própria Boiúna (cobra preta), que traduzem erroneamente por cobra grande.
(3º§) Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua a banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas. Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séqüitos e cortes de encantados... e é preciso muita reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Um pajé tão bom de reza para representação de sua tribo.
(4º§) Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado.. Quanto à possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe; não é parte do corpo de Iara, razão por que os peixes vão se afastando dela.
(5º§) Confundida ou não com crenças de outras plagas, a Iara até hoje exerce um grande fascínio e maior encantamento nos homens da região. Você gostou das informações sobre Iara? Viva a Iara com sua beleza!
*Glossário: "Plagas" − quer dizer: Região ou país; local habitado.Extensão de terra; espaço de um território; terreno.
Fonte:(http://www.f9.felipex.com.br/f9/le_iara.htm) −
(Acesso em 20.11.2023) − (Adaptado)
" A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra".
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.
"IARA, UM MITO BEM ENCANTADOR"
(1º§) A Iara é um dos mitos mais conhecidos, também dos mais confundidos da região amazônica, o que naturalmente inclui o Pará. Geralmente, as pessoas acham que a Iara é uma mulher loura, de olhos azuis e a parte inferior do corpo em forma de peixe. Esta descrição, na verdade é da sereia europeia e não da Iara amazônica, idolatrada na região.
(2º§) A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra. Em certos locais dizem-na boto-fêmea, também a encantar os homens e levá-los para o fundo, e em outros dizem ser a própria Boiúna (cobra preta), que traduzem erroneamente por cobra grande.
(3º§) Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua a banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas. Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séqüitos e cortes de encantados... e é preciso muita reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Um pajé tão bom de reza para representação de sua tribo.
(4º§) Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado.. Quanto à possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe; não é parte do corpo de Iara, razão por que os peixes vão se afastando dela.
(5º§) Confundida ou não com crenças de outras plagas, a Iara até hoje exerce um grande fascínio e maior encantamento nos homens da região. Você gostou das informações sobre Iara? Viva a Iara com sua beleza!
*Glossário: "Plagas" − quer dizer: Região ou país; local habitado.Extensão de terra; espaço de um território; terreno.
Fonte:(http://www.f9.felipex.com.br/f9/le_iara.htm) −
(Acesso em 20.11.2023) − (Adaptado)
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.
O antigo chá de sumiço ganhou
uma série de novas variantes na era atual
Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.
A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um relacionamento de repente, interrompendo toda a comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação.
O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir, em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.
O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.
Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé", "chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.
No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou "passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma. Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca.
Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar pensão, não conviver, sumir.
Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo", praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um "mantemos contato".
Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem condição de trabalhar com você".
Também existe o "ghosting de amizade", quando um conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos de amigos vacilões.
Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e tampas de caneta.
Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma satisfação.
(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flaviaboggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantesna-era-atual.shtml. 5.jul.2023)