Questões de Concurso Sobre fonologia em português

Foram encontradas 6.292 questões

Q2630452 Português

As três bonecas


Ju morava numa rua tranquila com nome de heroína: Anita Garibaldi. Dali, das amigas da mãe, guarda boas lembranças: colos, cafunés, filhos, mimos, conselhos e broncas. Uma, ao ver Ju lavando alface como quem esfrega roupa, havia lhe ensinado a delicadeza das folhas. Outra, Marieta, lhe deixou uma lição. Numa visita, aproximou-se de Ju, que brincava de bonecas. E disse:

– Tenho uma boneca pra você!

Um forte desejo se acendeu na menina.

– Grande, como um bebê! Cabelos claros e curtos. Enroladinhos.

A menina sorriu. Mais tarde, folheando uma revista, adivinhou a boneca.

– É assim! – disse, abraçada à revista.

Deu-lhe o nome de Cecília. Chamaria as amigas, cada uma traria sua filha e fariam um lanche. Brincariam no jardim e ririam um bocado, até tarde. Cansadas, iriam cedo pra cama. Adormecer com Cecília seria melhor que mil mundos.

Foi uma espera em vão. Ainda lidava com a frustração, quando a mulher retornou. A claridade, que vinha do corredor, marcava a comprida silhueta que entrou falando:

– Tua boneca está lá guardada, esperando.

“Esperando o quê?”.

– Podia ter trazido. Comprei outra.

“Agora são duas bonecas!”, empolgou-se.

A mulher continuava:

– É moreninha, bem escura, cabelos compridos, arrumados em trança até a cintura. “Seria cor de jabuticaba?” Ju amava. Imaginou a boneca. “Será de pano? Fofa? Tem pano que tem cheiro bom, fino e macio, gostoso de pegar. Tem pano que é mais duro e pinica… Carmela!” Agora, numa só festa, apresentaria Cecília e Carmela às amigas. Já as via juntas, duas irmãs, cada uma de uma cor.

“Mas por que ela não trouxe logo as bonecas?”; “Vai ver que ela não sabia que ia passar aqui.”; “Vai ver que, outro dia, traz as duas.”; “Vai ver que…”; “vai ver…” Pensou durante a aula, em casa e antes de dormir.

Sonhou com Cecília e Carmela. Andaram de roda gigante, tão alto… Tocando as nuvens, Ju pegou um pedaço e experimentou. Azeda demais! Torceu o nariz, as outras riram. Ao acordar, procurou as bonecas e não achou. Onde estavam? Embaixo da cama? Dentro do armário? Na gaveta? Ou na casa de Marieta? Será que ela entregou para depois sequestrá-las? Se ela ia tirar, pra quê iria dar? Além de tudo, era amiga da mãe, por que faria isso? Só se a mãe não soubesse quem era a verdadeira Marieta…

Meses depois, ela chegou. A boneca não, Marieta! E falou pela terceira vez:

– Tenho outra boneca pra você. Podia ter trazido.

“Três? Sério?”

Daqui a pouco, só um reboque pra tanta promessa. Ju não se deixou enrolar. Um dia, fantasiou com Anita. Com nome de guerreira, lutaria, salvaria todas do cativeiro. A essa altura, era o que pensava: cativeiro.

Volta e meia, acontecia de sonhar com as três. Faziam estripulias, criavam brincadeiras e danças malucas e rolavam de rir. Um dia, Ju rolou pro chão mesmo. Doeu cotovelo, doeu bumbum, doeu tudo! Até a alma.

O tempo passou, tanto e mais um tico. Ju cresceu e se mudou da Rua Anita Garibaldi. De Marieta, ficou a lição: heroína mesmo era a criança que sobrevivia a certos adultos…


(Crônicas da infância: lembranças, afetos e reflexões [livro eletrônico] / organização Rosana Rios, Flávia Côrtes, Severino Rodrigues; ilustração Sandra Ronca. 1. ed. São Paulo: Edições AEILIJ: RR Literatura, 2021. PDF. Vários autores.)

Considere os termos sequencialmente elencados: “[...] colos, cafunés, filhos, mimos, conselhos e broncas.” (1º§). É correto afirmar que todos eles, à exceção da conjunção “e”, têm em comum o fato de serem:

Alternativas
Q2630013 Português

Rússia solicita reunião do Conselho de Segurança da ONU após bombardeio em Belgorod; 14 pessoas foram mortas.


A Rússia solicitou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU após ataques aéreos realizados neste sábado (30) contra a cidade de Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia, informou a agência de notícias estatal RIA, citando a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que 14 pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas e 108 ficaram feridas em ataques ucranianos “indiscriminados”, que supostamente incluíram bombas de fragmentação na capital da província. “O ataque terrorista em Belgorod será objeto de procedimentos no Conselho de Segurança da ONU – a Rússia solicitou uma reunião do Conselho de Segurança”, disse Zakharova.

O bombardeio de sábado ocorre após a Rússia lançar da noite de quinta (28) para sexta-feira (29) o maior ataque aéreo à Ucrânia desde o início de sua invasão em grande escala, resultando em pelo menos 39 mortes e mais de 150 feridos. Os ataques ucranianos às regiões russas perto da fronteira vem ocorrendo quase diariamente há mais de um ano, por vezes resultando em vítimas civis. Se confirmado, este é um dos incidentes mais mortais.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi informado sobre o ataque em Belgorod, disse o Kremlin. Putin ordenou que uma equipe do Ministério da Saúde e equipes de resgate do Ministério de Emergências fossem enviadas à cidade para ajudar as pessoas afetadas.

Cerca de 40 instalações civis foram danificadas na cidade devido ao bombardeio, que causou 10 incêndios que já foram extintos. As autoridades russas disseram que Belgorod já havia sido bombardeada na noite de sexta-feira, com um civil morto, disse o governador da região, Vyacheslav Gladkov. Outras quatro pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas, acrescentou. No sábado, uma criança também morreu em consequência do bombardeamento ucraniano na região russa de Bryansk, disse o governador da região, Aleksandr Bogomaz.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que destruiu 32 UAVs ucranianos que sobrevoavam as regiões russas de Bryansk, Oryol, Mursk e Moscou, de acordo com uma postagem no Telegram do Ministério da Defesa no sábado. A Ucrânia não comentou publicamente os incidentes e raramente assume a responsabilidade pelos ataques ao seu vizinho.


Fonte: Rússia solicita reunião do Conselho de Segurança da ONU após bombardeio em Belgorod; 14 pessoas foram mortas | CNN Brasil

Assinale a alternativa cuja palavra NÃO apresente dígrafo:

Alternativas
Q2630002 Português

TEXTO II


Atente para o post feito veiculado numa rede social para responder as questões seguintes.


De todas as palavras retiradas do post, aquela que possui o número de sílabas diferente das demais é:

Alternativas
Q2629647 Português

O pavão


Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.

Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


(BRAGA, Rubem. Portal da Crônica Brasileira, 1958.)

As palavras a seguir foram retiradas do texto; assinale a divisão silábica INCORRETA.

Alternativas
Q2628798 Português

Marque a alternativa, onde temos uma palavra paroxítona.

Alternativas
Q2628663 Português

Quanto à classificação das palavras, referente ao número de sílabas, marque a alternativa onde temos apenas dissílabas.

Alternativas
Q2628658 Português

Leia o poema para responder às próximas três questões.


Quem é você que me faz ouvir músicas românticas,

Que ao mesmo tempo que me faz sorrir...me faz chorar?

Quem é você que me faz ter vontade de acordar todos os dias?

Quem é você que está sendo sempre meu herói, quando eu preciso?

Quem é você que sempre está em meus pensamentos?

Quem é você que está sempre onde preciso?

Você é um super herói?

Eu posso pegar sua mão e voar para qualquer lugar?

Você lê minha mente, como se fosse um outdoor...e sempre diz tudo que eu quero ouvir.

Você está sendo meu herói, está sendo tudo que eu preciso.

Se você é o garoto certo para mim, como a gravidade, ninguém vai me parar.

Porque eu, eu posso ser tudo que você precisa.


(Vanessa Pimentel).

Quanto a encontros vocálicos, as palavras do texto (dia, sua, voar) são:

Alternativas
Q2628400 Português

A cidade como mundo, ou o mundo como cidade


Por Fabrício Carpinejar


  1. Minha infância não foi globalizada. Não havia internet, redes sociais, celular. Eu mal saía do
  2. meu bairro. Minha experiência pode parecer tacanha ___ nova geração que se desloca para longe
  3. desde o berço, que fala com gente de qualquer parte, que tem o inglês como um segundo idioma
  4. básico.
  5. Mas eu ainda prefiro ter a cidade como meu mundo a ter o mundo como cidade,
  6. diferentemente de quem nasceu depois dos anos 2000.
  7. Hoje você tem mais facilidades de adaptação, de comunicação, de locomoção. Só que não
  8. sossega num lugar fixo. Não tem um lugar sagrado, uma residência definitiva. Não conhece sua
  9. cidade “como quem examinasse a anatomia de um corpo”, para lembrar verso emblemático de
  10. Mario Quintana.
  11. Você é de todos os lugares, e um turista do seu berço natal. Não se apegou ___ atmosfera
  12. de um parque ou de uma praça. Não treinou a falta. Não gritou “cheguei” abrindo a porta de
  13. casa. Não sofreu picos de nostal...ia com uma mudança. Não chorou por um amor perdido. Não
  14. suspirou pela primavera das árvores mudando a cor da calçada e dos passos com suas folhas
  15. alaranjadas. Não namorou no drive-in da orla, com o sol descendo na tela do Guaíba.
  16. Troca de endereço com desembara...o, aceita empregos distantes sem crise de consciência,
  17. realiza intercâmbios com ___ adrenalina do desafio. Suas relações são do momento, para o
  18. momento, absolutamente circunstanciais. O presente tem a dinâmica de Stories, durando 24h.
  19. Termina romance apartado da fossa e do medo ... jamais ver a pessoa. O passado não pesa. O
  20. guarda-roupa mora nas malas.
  21. Não vou cometer o crime da vaidade e da velhice de dizer que no meu tempo era melhor.
  22. Balbucio na hora de explicar para a linhagem digital a minha época de formação, até meu
  23. vocabulário é arcaico.
  24. Posso garantir que ela era sentimental e exclusivamente presencial. Não se faziam contatos
  25. na distância. O amor platônico acontecia pelo vizinho ou vizinha, ali na janela paralela do mesmo
  26. prédio, jamais por alguém de outro país.
  27. Quando sou obrigado a viajar, eu quero sempre voltar. A saudade é maior do que a
  28. aventura. Talvez a saudade seja a minha mais fremente aventura.
  29. Não consigo ficar longe da minha churrasqueira, da minha varanda, da minha biblioteca,
  30. das minhas plantas, do fardamento das manhãs, da minha cama, dos afetos que frequentam o
  31. meu lar desde criança. Tenho uma posse...ividade provinciana. Minha alma é incuravelmente
  32. bairrista.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/11/a-cidade-como-mundo-ou-o-mundo-como-cidade – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “natal” (l. 11):


I. Trata-se de um substantivo.

II. A palavra é oxítona quanto à posição da sílaba tônica.

III. Um sinônimo dela seria a palavra “festivo”.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2612329 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda as questões de 01 a 05:


SAMU registra mais de 10 mil ligações falsas no primeiro trimestre deste ano


O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da capital registrou mais de 10 mil ligações falsas no primeiro trimestre deste ano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

De acordo com a pasta, são quase cinco trotes por hora, com pedidos de ajuda para emergências falsas que atrapalham o funcionamento do serviço.

No ano passado, a central de atendimento recebeu 673 mil ligações. Destas, quase 40 mil foram identificadas como trotes. O número representa 5% de todos os chamados para o 192.

O coordenador geral do SAMU, coronel Luciano Sarmento, afirma que é realizado um trabalho de conscientização das pessoas de que os trotes não são brincadeira.

"Então a gente reforça esse apelo, para que as pessoas evitem de passar o trote. Isso não é uma brincadeira sadia. Você está ocupando uma ligação, você pode estar solicitando o envio de um recurso para algo que não vai acontecer, ao invés dessa ambulância estar atendendo alguém que realmente precise de um salvamento. Nós estamos sempre fazendo programas, junto às escolas municipais, programas de conscientização para que não realizem o trote, para que a gente consiga minimizar e conscientizar as pessoas de que isso não é uma brincadeira sadia."


Fonte: https://www.band.uol.com.br/bandnews-fm/rio-de-janeiro/noticias/samu-registra-mais-de-10-mil-ligacoes-falsas-no-primeiro-trimestre-deste-ano-16678429 (adaptado).

Sobre a formação do vocábulo “conscientização”, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2612328 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda as questões de 01 a 05:


SAMU registra mais de 10 mil ligações falsas no primeiro trimestre deste ano


O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da capital registrou mais de 10 mil ligações falsas no primeiro trimestre deste ano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

De acordo com a pasta, são quase cinco trotes por hora, com pedidos de ajuda para emergências falsas que atrapalham o funcionamento do serviço.

No ano passado, a central de atendimento recebeu 673 mil ligações. Destas, quase 40 mil foram identificadas como trotes. O número representa 5% de todos os chamados para o 192.

O coordenador geral do SAMU, coronel Luciano Sarmento, afirma que é realizado um trabalho de conscientização das pessoas de que os trotes não são brincadeira.

"Então a gente reforça esse apelo, para que as pessoas evitem de passar o trote. Isso não é uma brincadeira sadia. Você está ocupando uma ligação, você pode estar solicitando o envio de um recurso para algo que não vai acontecer, ao invés dessa ambulância estar atendendo alguém que realmente precise de um salvamento. Nós estamos sempre fazendo programas, junto às escolas municipais, programas de conscientização para que não realizem o trote, para que a gente consiga minimizar e conscientizar as pessoas de que isso não é uma brincadeira sadia."


Fonte: https://www.band.uol.com.br/bandnews-fm/rio-de-janeiro/noticias/samu-registra-mais-de-10-mil-ligacoes-falsas-no-primeiro-trimestre-deste-ano-16678429 (adaptado).

Em relação à composição fonética de vocábulos do texto, analise as assertivas:


I. O vocábulo “brincadeira” possui 10 fonemas e 1 dígrafo.

II. O vocábulo “consiga” possui 6 fonemas e 1 dígrafo.

III. O vocábulo “realmente” possui 8 fonemas e 1 dígrafo.


Das assertivas, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q2612327 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda as questões de 01 a 05:


SAMU registra mais de 10 mil ligações falsas no primeiro trimestre deste ano


O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da capital registrou mais de 10 mil ligações falsas no primeiro trimestre deste ano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

De acordo com a pasta, são quase cinco trotes por hora, com pedidos de ajuda para emergências falsas que atrapalham o funcionamento do serviço.

No ano passado, a central de atendimento recebeu 673 mil ligações. Destas, quase 40 mil foram identificadas como trotes. O número representa 5% de todos os chamados para o 192.

O coordenador geral do SAMU, coronel Luciano Sarmento, afirma que é realizado um trabalho de conscientização das pessoas de que os trotes não são brincadeira.

"Então a gente reforça esse apelo, para que as pessoas evitem de passar o trote. Isso não é uma brincadeira sadia. Você está ocupando uma ligação, você pode estar solicitando o envio de um recurso para algo que não vai acontecer, ao invés dessa ambulância estar atendendo alguém que realmente precise de um salvamento. Nós estamos sempre fazendo programas, junto às escolas municipais, programas de conscientização para que não realizem o trote, para que a gente consiga minimizar e conscientizar as pessoas de que isso não é uma brincadeira sadia."


Fonte: https://www.band.uol.com.br/bandnews-fm/rio-de-janeiro/noticias/samu-registra-mais-de-10-mil-ligacoes-falsas-no-primeiro-trimestre-deste-ano-16678429 (adaptado).

A palavra "encontro" tem a sílaba tônica na posição:

Alternativas
Q2611785 Português
Texto para responder à questão.

APIAÍ E OS ESCRAVOS

    Na sua evolução histórica que teve início lá bem longe, quando se começavam a contar os anos do século XVII, Apiaí recebeu permanentemente o concurso do trabalho do escravo negro para sobreviver, ou talvez para ter dias melhores, às custas da mais ignominiosa mão de obra: o homem, a mulher, a criança, o jovem, e mesmo o ancião, labutando de sol a sol, sem ganhar nada mais que um rústico catre para dormitar por poucas horas, e uma ou duas rações de fubá para fortalecer seus músculos. A primeira notícia escrita que se tem da vida que transcorria no “Pião”, paragem em que se assentou “Santo Antônio das Minas de Apiahy” já se refere a escravos. Lá, foi batizado, no dia 02 de julho de 1.737, o criolinho Antônio, filho adotivo de uma escrava de Francisco Xavier da Rocha!
    A escravidão teve um impacto profundo na cultura e sociedade de Apiaí, assim como em todo o Brasil colonial. Vou destacar alguns aspectos relevantes:

Cultura e Tradições:
A influência africana na cultura brasileira é inegável. Os escravos trouxeram consigo suas línguas, religiões, danças, músicas e tradições. Em Apiaí, essa influência se manifestou em festas, celebrações religiosas e práticas culturais. A capoeira, por exemplo, é uma arte marcial que tem raízes na cultura afro-brasileira e foi praticada por escravos como forma de resistência e expressão.

Religião:
Os escravos mantiveram suas crenças religiosas mesmo sob a opressão. O culto aos orixás, voduns e outras divindades africanas foi adaptado e sincretizado com o catolicismo, resultando nas religiões afro-brasileiras como o candomblé e a umbanda. Em Apiaí, essas práticas religiosas também deixaram sua marca na espiritualidade local.

Arquitetura e Artesanato:
A mão de obra escrava contribuiu para a construção de igrejas, casas e outras estruturas em Apiaí. Muitos elementos arquitetônicos têm influência africana. O artesanato, como a cerâmica e a tecelagem, também refletiu a cultura dos escravos.

Linguagem e Expressões:
Palavras e expressões de origem africana foram incorporadas ao vocabulário brasileiro. Algumas delas ainda são usadas em Apiaí e regiões próximas.

Relações Sociais e Hierarquia:
A escravidão criou uma divisão social rígida, com os senhores de escravos no topo e os escravos na base. Essa hierarquia afetou as relações interpessoais e a estrutura da sociedade. A resistência dos escravos, como fugas e revoltas, também moldou a dinâmica social. 
“Na sua evolução histórica que teve início lá bem longe” na classificação quanto ao número de silabas, nesta oração do texto, o TERMO grifado é um
Alternativas
Q2609831 Português

Assinale a opção que contém apenas palavras oxítonas:

Alternativas
Q2609828 Português

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada atualmente a maior palavra técnica dicionarizada da língua portuguesa. Quantas sílabas há nesta palavra?

Alternativas
Q2609825 Português

Assinale a alternativa com dígrafo:

Alternativas
Q2608731 Português

Leia o texto para responder às próximas quatro questões.


Dourado: (Salminus maxillosus).



https://www.cpt.com.br/cursos-criacaodepeixes/artigos/peixes-de-agua-doce-do-brasil-dourado-salminus-maxillosus


O peixe de água doce chamado Dourado é conhecido popularmente como Piraju e Pirajuba. Sua espécie é distribuída nas Bacias do Paraná, de São Francisco, do Rio Doce e do Paraíba do Sul (Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e no Sul de Goiás). O Dourado habita águas rápidas, corredeiras e cachoeiras, assim como as margens de barrancos, bocas de corixos e galhadas no meio dos rios. Costuma nadar em cardumes. É um peixe carnívoro, alimentando-se de qualquer espécie de peixe, inclusive de pequenas aves, embora prefira lambaris e sardinhas.

Necessita da correnteza dos rios para completar o seu ciclo reprodutivo, durante a Piracema. O Dourado é um peixe muito apreciado por seu sabor, sendo conhecido como o “Rei do Rio”. É um peixe de escamas. Cada escama tem um pequeno risco preto no meio, formando linhas longitudinais da cabeça à cauda. Possui uma coloração dourada por todo o corpo, com reflexos avermelhados. Tem uma cabeça grande, com uma boca que alcança a metade desta, repleta de caninos em forma cônica. Possui uma barbatana caudal bastante robusta. Pode atingir mais de 25 kg e alcançar 1m de comprimento.

Em se tratando de encontros vocálicos, as palavras do texto (espécie, rio, bacias) são respectivamente:

Alternativas
Q2608006 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda as questões de 01 a 10:


Brasileira surda defende doutorado em Libras no Rio


A pesquisadora surda defendeu o doutorado em Libras na Universidade Federal do Rio de Janeiro. - Foto: Arquivo pessoal.


Uma pesquisadora surda defendeu o doutorado sobre Libras, a Língua Brasileira de Sinais e reivindicou o protagonismo para surdos na academia.

Heloise Gripp Diniz, de 48 anos, inovou e defendeu a tese em Libras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O ineditismo da conquista é só mais um que ela venceu durante os estudos.

Agora, a primeira surda a conquistar o título no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade, Heloise quer que mais pessoas com deficiência auditiva liderem a produção de conhecimento sobre si próprias.

Na academia, a pesquisadora formada em Letras-Libras, com mestrado em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina, inovou no tema. A tese foi sobre Variação fonológica das letras manuais na soletração manual em Libras. Assim como o português, a língua de sinais também tem suas variações. “Minha pesquisa evidencia que há variação fonológica nas letras manuais de acordo com a soletração manual, destacando a diversidade e a riqueza linguística presente nesse aspecto das libras”, explicou.

Para ela, chegar em uma universidade prestigiada como a UFRJ, e defender a pesquisa acadêmica sobre a língua de sinais por meio dela própria, é um avanço para toda a comunidade. “Este avanço não apenas celebra as conquistas individuais, mas também fortalece o movimento mais amplo em prol dos direitos, inclusão social e reconhecimento dos povos surdos e das comunidades surdas, tanto acadêmicas, quanto não acadêmicas”, destacou.

Heloise fez questão de frisar que a conquista dela avança em direção a uma maior valorização da comunidade. “Essa conquista simboliza um passo significativo rumo à valorização, visibilidade e respeito pelas contribuições e perspectivas únicas dos surdos em todos os aspectos da sociedade”.

A pesquisadora defende que pessoas surdas possam se comunicar sem a necessidade de intérpretes: “Incialmente, os povos surdos eram convidados a participar com informantes em pesquisas, algumas vezes com a presença de intérpretes de libras”, concluiu.


Fonte <https://www.sonoticiaboa.com.br/2024/02/15/brasileira-surda-defende-doutorado-libras-rio-pioneira>.

Acesso em 16/02/2024.

Das palavras abaixo, retiradas do texto, a única que possui um dígrafo, nasal ou não, é:

Alternativas
Q2605724 Português
Com relação a diferença entre fonemas e letras, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2605208 Português
As três bonecas

        Ju morava numa rua tranquila com nome de heroína: Anita Garibaldi. Dali, das amigas da mãe, guarda boas lembranças: colos, cafunés, filhos, mimos, conselhos e broncas. Uma, ao ver Ju lavando alface como quem esfrega roupa, havia lhe ensinado a delicadeza das folhas. Outra, Marieta, lhe deixou uma lição. Numa visita, aproximou-se de Ju, que brincava de bonecas. E disse:
         – Tenho uma boneca pra você!
         Um forte desejo se acendeu na menina.
         – Grande, como um bebê! Cabelos claros e curtos. Enroladinhos.
         A menina sorriu. Mais tarde, folheando uma revista, adivinhou a boneca.
         – É assim! – disse, abraçada à revista.
       Deu-lhe o nome de Cecília. Chamaria as amigas, cada uma traria sua filha e fariam um lanche. Brincariam no jardim e ririam um bocado, até tarde. Cansadas, iriam cedo pra cama. Adormecer com Cecília seria melhor que mil mundos.
      Foi uma espera em vão. Ainda lidava com a frustração, quando a mulher retornou. A claridade, que vinha do corredor, marcava a comprida silhueta que entrou falando:
         – Tua boneca está lá guardada, esperando.
         “Esperando o quê?”.
         – Podia ter trazido. Comprei outra.
        “Agora são duas bonecas!”, empolgou-se.
         A mulher continuava:
        – É moreninha, bem escura, cabelos compridos, arrumados em trança até a cintura. “Seria cor de jabuticaba?” Ju amava. Imaginou a boneca. “Será de pano? Fofa? Tem pano que tem cheiro bom, fino e macio, gostoso de pegar. Tem pano que é mais duro e pinica… Carmela!” Agora, numa só festa, apresentaria Cecília e Carmela às amigas. Já as via juntas, duas irmãs, cada uma de uma cor.
       “Mas por que ela não trouxe logo as bonecas?”; “Vai ver que ela não sabia que ia passar aqui.”; “Vai ver que, outro dia, traz as duas.”; “Vai ver que…”; “vai ver…” Pensou durante a aula, em casa e antes de dormir.
     Sonhou com Cecília e Carmela. Andaram de roda gigante, tão alto… Tocando as nuvens, Ju pegou um pedaço e experimentou. Azeda demais! Torceu o nariz, as outras riram. Ao acordar, procurou as bonecas e não achou. Onde estavam? Embaixo da cama? Dentro do armário? Na gaveta? Ou na casa de Marieta? Será que ela entregou para depois sequestrá-las? Se ela ia tirar, pra quê iria dar? Além de tudo, era amiga da mãe, por que faria isso? Só se a mãe não soubesse quem era a verdadeira Marieta…
       Meses depois, ela chegou. A boneca não, Marieta! E falou pela terceira vez:
     – Tenho outra boneca pra você. Podia ter trazido.
    “Três? Sério?”
    Daqui a pouco, só um reboque pra tanta promessa. Ju não se deixou enrolar. Um dia, fantasiou com Anita. Com nome de guerreira, lutaria, salvaria todas do cativeiro. A essa altura, era o que pensava: cativeiro.
    Volta e meia, acontecia de sonhar com as três. Faziam estripulias, criavam brincadeiras e danças malucas e rolavam de rir. Um dia, Ju rolou pro chão mesmo. Doeu cotovelo, doeu bumbum, doeu tudo! Até a alma.
    O tempo passou, tanto e mais um tico. Ju cresceu e se mudou da Rua Anita Garibaldi. De Marieta, ficou a lição: heroína mesmo era a criança que sobrevivia a certos adultos…

(Crônicas da infância: lembranças, afetos e reflexões [livro eletrônico] / organização Rosana Rios, Flávia Côrtes, Severino Rodrigues; ilustração Sandra Ronca. 1. ed. São Paulo: Edições AEILIJ: RR Literatura, 2021. PDF. Vários autores.)
Considere as duplas de palavras retiradas do texto e elencadas nas alternativas a seguir e assinale aquela cuja dupla apresenta simultaneamente as mesmas classificações quanto à sílaba tônica e ao número de sílabas.
Alternativas
Q2595051 Português
A variação recorrente no uso de falantes do português brasileiro entre os fones [dʒ] e [d], a exemplo da palavra “dia”, que não produz mudança fonológica, é um caso de
Alternativas
Respostas
2521: D
2522: E
2523: B
2524: D
2525: C
2526: A
2527: A
2528: B
2529: B
2530: D
2531: A
2532: D
2533: A
2534: B
2535: C
2536: A
2537: C
2538: B
2539: D
2540: D