Questões de Concurso
Comentadas sobre fonologia em português
Foram encontradas 4.122 questões
1. A letra "B" é representada pelo código fonético "Bravo", garantindo clareza em situações onde a comunicação verbal pode ser comprometida (ICAO, 2023).
2. A letra "N" é representada pelo código fonético "November", sendo amplamente utilizada em comunicações militares e civis (ICAO, 2023).
3. A letra "S" é representada pelo código fonético "Sierra", uma prática comum em comunicações para garantir que o som "S" não seja confundido com outros sons similares (ICAO, 2023).
4. A letra "X" é representada pelo código fonético "Xenon", devido à similaridade sonora que minimiza a confusão durante a comunicação (ICAO, 2023).
5. A letra "E" é representada pelo código fonético "Echo", um termo que é fácil de entender mesmo em condições de sinal fraco ou interferência (ICAO, 2023).
Alternativas:
Texto I para responder a questão
Bombinhas é um município localizado no litoral centro-norte de Santa Catarina. A cidade é uma península que avança para o Oceano Atlântico com apenas 35,913 km² e 25.058 habitantes (IBGE 2022).
As principais atividades econômicas de Bombinhas são o turismo, a pesca artesanal e a maricultura (criação de mariscos e ostras), herança dos colonizadores dessa região, que foram povos indígenas, e mais tarde, açorianos.
Fonte:https://turismo.bombinhas.sc.gov.br/sobre-a-cidade/#:~:text=Bombinhas%20%C3%A9%20considerada%20um%20dos,por
%20trilhas%20ou%20pelo%20mar.
I. Diz-se que sons foneticamente semelhantes estão em variação livre quando a ocorrência de um ou de outro som, em um ambiente comum, não modifica o significado das palavras.
II. Não são somente os aspectos fonológicos que atuam sobre os diferentes usos na fala, sendo as variantes sociolinguísticas circunstâncias extrafonológicas que também podem afetar o falar.
III. Uma forma estigmatizada é aquela que é considerada como de menor prestígio, caracterizando o usuário como membro de classes sociais inferiores ou de pessoas sem instrução, sendo que tais julgamentos advêm, em sua maioria, de membros da comunidade que usa essa forma socialmente marcada.
Quais estão corretas?
Visão do Correio: Lei Maria da Penha completa 18 anos sem comemoração
O país registrou alta de 0,8% no número de feminicídios em 2023, ante o total de 2022. As tentativas desse tipo de crime aumentaram em proporção ainda maior no mesmo período: 7,1%
Postado em 07/08/2024 06:00
1 Completando 18 anos de sua sanção hoje, a Lei Maria da Penha é um inquestionável marco no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Brasil, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial e/ou moral. Logo em seu primeiro título, o texto de 2006 ressalta que "cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos enunciados" na legislação.
2 Os 18 anos da lei, no entanto, convivem com um cenário ainda muito cruel contra a mulher. De acordo com o mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e publicado no mês passado, o país registrou alta de 0,8% no número de feminicídios em 2023, ante o total de 2022. As tentativas desse tipo de crime aumentaram em proporção ainda maior no mesmo período: 7,1%.
3 A efeméride e os números deixam claro que a Lei Maria da Penha ainda é muito recente — mesmo que reconhecida internacionalmente por sua ampla redação. Chama a atenção como um problema social tão grave da sociedade brasileira só foi alvo de prevenção por meio de uma política pública específica há menos de duas décadas. Essa morosidade até a criação da legislação evidencia uma população que ainda mata ou tenta matar uma mulher a cada duas horas, simplesmente pela questão de gênero, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
4 A mudança da cultura violenta da sociedade brasileira, sobretudo dos homens, deve passar por uma transformação drástica de comportamento e pela intensificação do debate social sobre o tema, até mesmo promovendo atualizações constantes na Maria da Penha. Desde que foi criada, a lei recebeu adendos importantes, como a medida protetiva de urgência sem a necessidade de registro de boletim de ocorrência ou abertura de inquérito e o acompanhamento psicossocial do agressor.
5 Essas atualizações, na toada do "antes tarde do que nunca", são peças-chave do complexo quebra-cabeça da violência contra a mulher no Brasil. O fato de o descumprimento de medida protetiva se tornar crime no país somente em 2018 é representativo para o cenário. A morosidade do Legislativo para discutir e aprovar as necessárias atualizações da Maria da Penha e criar novas políticas públicas sobre o tema tem como fator principal a predominância de homens no Congresso Nacional. Apesar de formarem 48,52% da população nacional, conforme o Censo de 2022, eles ocupam 85% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 81% das vagas do Senado Federal, segundo dados das próprias casas.
6 Toda jovialidade da Maria da Penha, representada por sua maioridade completada hoje, é refletida na sociedade. Parte dela ainda não entendeu que todos têm o dever, como deixa claro o primeiro título da legislação em vigor desde 2006, de combater a violência contra a mulher. É fundamental reafirmar mais uma vez que em briga de homem e mulher é preciso, sim, meter a colher.
7 Os indicadores acompanhados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública destacam a necessidade de mudança comportamental da população brasileira — especialmente dos homens — para além dos 46 artigos da Lei Maria da Penha. Entre 2022 e 2023, o total de mulheres estupradas cresceu 5,5%; as ameaças contra elas aumentaram 16,5%; e as lesões corporais se intensificaram em cerca de 10%.
8 Se há crescimento nos mais diferentes indicadores de violência contra a mulher, é preciso refletir o papel da sociedade, não só do poder público, nesse contexto. Torna-se urgente o combate a cada flagrante e a denúncia a cada suspeita, independentemente de vínculos familiares, para o Brasil poder, de fato, ter o que comemorar no enfrentamento a esse tipo de crime.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/08/6914867-visao-do-correio-lei-maria-da-penha-completa-18-anos-sem-comemoracao.html
Leia o texto para responder à questão.
Extraordinário
Extraordinário é um livro tocante e profundo que aborda questões como bullying, aceitação,
amor e superação e nos ensina que, acima de tudo, devemos amar a nós mesmos e lutar para
construir um mundo melhor.
Conforme avançamos na trama, visualizamos o seguinte panorama: de um lado temos
Auggie, que com todas as suas complicações e empecilhos, luta para viver como um garoto normal
da sua idade, e do outro, crianças e adultos, que de modo preconceituoso, o excluem do meio social
apenas por ser diferente. Acompanhamos gradativamente a família e os únicos amigos que o
menino possui, nos impressionamos com a bondade, pureza de seu coração que abraça e acolhe
aqueles que querem fazer o bem.
[...]
Extraordinário é ao mesmo um tempo uma obra bela e triste, pois consegue nos passar de
modo extremamente delicado e bonito uma realidade que muitas vezes é negligenciada, aquela que
fundamenta o preconceito; mas que ensina diversos valores como respeito, compaixão e
humanidade.
A jornada do menino começa propriamente quando os pais decidem colocá-lo na escola,
pois agora com 10 anos, não podem mais ficar ensinando lições apenas dentro de casa. Num
primeiro momento Auggie se torna relutante e argumenta que os alunos não gostariam dele, mas
com a insistência dos pais, ele logo se dá uma chance.
Infelizmente os piores medos de Auggie se tornam realidade. Não que ele já não esperasse tudo
aquilo, mas os olhares tortos e a ignorância machucam mais de que podemos imaginar.
Diversos acontecimentos permeiam a história, porém o que torna este livro realmente
brilhante é o fato de que é trazido pra realidade do leitor, a valorização da vida, que muitos se
queixam por razões egocêntricas e que são tão “pequenas” perante as reais dificuldades passadas
por outros trazendo assim, uma espécie de autorreflexão para aquele que o está lendo.
Extraordinário é uma obra que mescla crítica e humor de uma forma fluida e gentil, que vai
te conquistar logo no primeiro parágrafo!
https://deolhonaestante.wordpress.com/2015/08/11/resenha-do-livro-extraordinario-de-r-j-palacio/adaptado
Leia o texto para responder às próximas três questões.
Orgulho. (Waldir Rocha/Nelson Wederkind).
Tu me mandaste embora, eu irei,
Mas comigo também levarei
O orgulho de não mais voltar.
Mesmo que a vida se torne cruel,
Se transforme numa taça de fel,
Este trapo tu não mais verás.
Eu seguirei com o meu dissabor,
Com a alma partida de dor
Procurando esquecer.
Deus sabe bem quem errou de nós dois
E dará o castigo depois,
O castigo a quem merecer.
Em se tratando de encontros vocálicos, as palavras do texto (não, meu, dois) são respectivamente:
Açaí
Por Giullya Franco
- O açaí é um fruto brasileiro cultivado predominantemente na região amazônica. Com cor
- escura, que vai do roxo ao preto ▅ o fruto arredondado nasce em cachos e ▅ na maioria das
- vezes, em locais com solos mais úmidos ou alagados. Mesmo sendo um fruto característico da
- região Norte do país, o açaí se popularizou nacionalmente e é utilizado de diversas formas na
- culinária brasileira, já que possui muitas propriedades nutricionais.
- O açaizeiro, ou Palmeira-açaí (Euterpe oleracea), planta responsável pela produção do açaí,
- é uma monocotiledônea da família Arecaceae, nativa da região amazônica, que abran...e, além
- do Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Guianas e Peru. No Brasil, cerca de 90% da produção
- está no estado do Pará.
- A Palmeira-açaí pode atingir mais de 20 metros de altura, e o fruto é formado em cachos.
- Cada palmeira costuma ter _____ quatro cachos por ano e cada um deles pode produzir uma
- quantidade aproximada de três a seis quilos do fruto.
- Curiosamente, cada região do Brasil tem um costume diferente para consumir o açaí. No
- Norte e Nordeste, principalmente, ele ocupa um lugar de alimentação básica e é consumido com
- outros alimentos, como arroz, feijão, carnes, camarão, farinha de tapioca e outros.
- Os nortistas e nordestinos também costumam consumir o suco do açaí. O fruto é amassado
- .... mão ou em máquinas específicas, peneirado e adicionado à água para ser consumido. Já nas
- regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, o açaí é mais considerado uma sobremesa. Sua polpa é
- utilizada para .... produção de sorvetes, vitaminas e diversas misturas geladas que recebem o
- acré...imo de frutas e guloseimas.
- Em relação .... nutrientes, o açaí é rico em proteínas, gordura vegetal, vitaminas (B1, C e
- E), minerais e fibras. A cor forte do açaí também tra... consigo uma importante característica
- que beneficia a saúde: a casca do fruto possui antocianina, substância antioxidante que ajuda a
- combater as células mortas do organismo, refletindo na melhora da pele e aparência. Pela
- quantidade de fibras, o açaí também contribui para a melhora do funcionamento intestinal, o que
- é fundamental para o bom funcionamento do organismo.
- Para finalizar, o açaí também está presente na rotina alimentar de muitos atletas, levando
- em consideração que a presença dos minerais ferro e cálcio ajuda no fortalecimento dos ossos e
- articulações, além de contribuir com as funções energéticas e cardiovasculares do corpo.
(Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/acai.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
A palavra “quantidade” tem quantos fonemas?
O prazer e o risco de emprestar um livro
“Empresto até dinheiro, mas não me peça meus livros.” Perdi a conta de quantas vezes ouvi amigos repetirem essa frase e muitas de suas variações. Alguns diziam o mesmo sobre os CDs, quando o CD ainda existia. O mundo mudou. As coleções de CDs acumulam poeira e, hoje em dia, é difícil achar alguém que queira pegar um deles emprestado. Para os leitores, a vida mudou pouco. Nunca vi alguém pedir um Kindle emprestado. Mas enquanto tivermos livros impressos – e os temos aos montes –, nos veremos frequentemente diante dessa questão: emprestar ou não emprestar? A decisão de emprestar um livro é em sua natureza um gesto de amor à leitura. O prazer de ler é tão grande que precisamos compartilhá-lo. Nada mais frustrante do que terminar uma história incrível e não ter com quem conversar sobre ela. Emprestar um livro é buscar companhia num mundo em que os leitores infelizmente ainda são minoria.
Quem é contra o empréstimo de livros costuma ter um argumento forte para justificar sua postura: por mais que confiemos em quem pediu o livro emprestado, há uma enorme chance de que o livro não seja devolvido. O mundo fora da estante é perigoso. Mesmo ambientes aparentemente seguros escondem armadilhas. Já fui vítima de uma delas. Pouco depois do lançamento de “A visita cruel do tempo”, de Jennifer Egan, deixei meu exemplar com um colega de trabalho. Ele gostou tanto do romance quanto eu. Animados com a nossa conversa, outros colegas se interessaram pela obra. O livro passou de mão em mãos e o perdi de vista. Não posso dizer que o revés foi inesperado. Outros livros tiveram um destino parecido. Continuo a emprestar livros, mesmo correndo o risco de perdê-los. Gosto de saber que meu exemplar de “A visita cruel do tempo” foi parar nas mãos de um leitor misterioso, em vez de acumular poeira em minha estante. (…)
VENTICINQUE, Danilo. Disponível em:
<https://epoca.oglobo.globo.com/colunas-e-blogs/daniloventicinque/noticia/2014/04/o-prazer-e-o-risco-de-bemprestar-umlivrob.html>. (adaptado).
Benefícios de uma viagem para a saúde
- Você gosta de viajar? Então já deve ter percebido que esse hábito promove uma série de
- melhorias na qualidade de vida, seja para a alma ou para ganhar conhecimento, visitar novos
- lugares, ter acesso a culturas diferentes e fazer novas amizades é muito bom. Além disso, esse
- hábito também traz muitas vantagens à saúde, como falaremos a seguir.
- Fuga da rotina: o primeiro e talvez mais importante benefício de uma viagem é a fuga da
- rotina, que por muitas vezes se torna pesada e altamente estressante. Afastar-se dessa rotina,
- mesmo que apenas por uns dias, e esquecer dos problemas focando apenas em descansar
- promove um bem-estar imenso.
- Maior criatividade: as viagens sempre aguçam a criatividade, e o motivo para isso acontecer
- é simples. Quando nos mantemos presos a uma rotina, nossa visão do mundo acaba sendo
- reduzida. Logo, ao viajarmos mais, nos mantemos sempre em contato com coisas novas, o que
- aumenta a criatividade.
- Maior confiança e autoestima: por mais que uma viagem seja cuidadosamente planejada,
- sempre podem acontecer imprevistos e, ao conseguir superá-los, sua confiança e autoestima
- serão elevadas.
- Aumento da habilidade social: pessoas tímidas e com problemas de socialização se tornam
- capazes de superar essas condições quando criam o hábito de viajar, porque durante uma viagem
- é praticamente impossível evitar o contato social.
- Criação de boas lembranças: ter boas memórias é fundamental para se manter feliz nos
- períodos em que não se está viajando e evitar problemas como a depressão, por exemplo. Isso
- acontece porque boas lembranças aumentam a produção de serotonina e de outros hormônios,
- como a endorfina, que é um poderoso analgésico natural do organismo humano
.
(Disponível em: www.catracalivre.com.br/viagem-livre/8-beneficios-de-uma-viagem-para-a-saude/– texto adaptado especialmente para esta prova).
A palavra “problemas” é: