Questões de Concurso Comentadas sobre fonologia em português

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Q3179712 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que acontece quando o corpo é exposto a temperaturas extremas

Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série  de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna.

No caso da exposição ao calor, primeira reação do organismo é dissipar calor através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberar calor para o ambiente.

No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao super-aquecimento corporal, insolação e possíveis  danos aos órgãos.

"Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência  cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial", explica Lucas Albanaz,  clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas. 

Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.

A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), a sede intensa e fadiga.

"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro pode evoluir para choque térmico, com confusão mental, convulsões, e seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito", explica ele, que é coordenador do Núcleo de Medicina de  Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

De acordo com o relatório do The Lancet, nos últimos 20 anos o aumento da mortalidade relacionado com o  calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%.

Apenas na Europa, em 2022, ocorreram 61.672 mortes atribuíveis ao calor entre 30 de maio e 4 de setembro de 2022, segundo uma análise recente publicada na Nature Medicine.

Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor  ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que por algum motivo os tornem mais vulneráveis ao calor.

"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos, por exemplo. Eles naturalmente já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação", aponta Daudt.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw02gy1jeelo adaptado)
Em relação a separação silábica, analise as afirmativas abaixo:
I. 'exposto' = ex-pos-to = trissílaba.
II. 'atribuídas' é polissílaba, assim como 'juízes'.
III. excessivo = ex-ces-si-vo= polissílaba.
IV. 'choque' e 'órgãos são dissílabas, assim como 'pneu'.
V. 'periféricos' e fisiológicas' são palavras polissílabas, assim como 'subscrito'.
VI. 'estresse' e 'dissipar' são trissílabas, assim como 'invicto' e 'convicção'.
Estão corretas:
Alternativas
Q3178163 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

No trecho "Não é à toa que suspira 'trem' para qualquer 'treco'", o uso das palavras "trem" e "treco" permite uma análise fonética e fonológica das semelhanças entre os dois termos.

Sobre a relação sonora e fonológica entre as palavras no contexto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3168481 Português
O professor Tiago quer ajudar seus alunos a entenderem que a escrita representa a fala. Qual atividade seria mais eficaz para ensinar esse conceito? 
Alternativas
Q3168477 Português
A professora Lúcia quer desenvolver a consciência fonológica de seus alunos. Qual atividade ajudaria os alunos a reconhecerem que as palavras são compostas por diferentes sons?
Alternativas
Q3168420 Português
Analise as afirmações que seguem:
I.A palavra Lâmpada é acentuada por ser uma proparoxítona.
II.A separação correta da palavra até é "A - TÉ".
III.A palavra Previlégio está corretamente escrita.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3150230 Português
CINISCA, A PRINCESA ESPARTANA QUE FOI A PRIMEIRA MULHER A VENCER UMA COMPETIÇÃO OLÍMPICA

O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi, sem dúvida, um grande feito. Ela ganhou louros em dois Jogos Olímpicos consecutivos em 396 e − 392 AC. -, o que já é algo a se destacar.

Mas conseguir isso quando uma pessoa como ela não poderia sequer estar presente na competição em homenagem ao deus Zeus é algo ainda mais memorável.

Cinisca, mesmo sendo princesa, filha e irmã de reis poderosos, era uma mulher de cerca de 50 anos, e as mulheres daquela época não podiam competir. Foram até proibidas de frequentar o recinto sagrado do Santuário Olímpico. E as mulheres casadas corriam risco de pena de morte caso fossem vistas no evento, mesmo como meras espectadoras. Para elas havia lugar em um festival diferente, em homenagem a Hera, esposa de Zeus.

Pouco se sabe sobre esses jogos além do que o viajante, geógrafo e historiador grego Pausânias contou em sua extensa obra "Descrição da Grécia" do século 2 dC. Segundo esse registro, essa competição era organizada e supervisionada por uma comissão de 16 mulheres das cidades de Elis, que acontecia a cada quatro anos e incluía corridas de meninas vestidas com uma túnica que pendia do ombro esquerdo e com os cabelos soltos.

Mas as atletas tinham que ser jovens e solteiras, então Cinisca também não poderia participar desses jogos. Então, como ela conseguiu a vitória se a competição olímpica era tão cuidadosamente reservada aos homens?

Cinisca se aproveitou de uma brecha legal. Ela participou de corridas de bigas (carruagens) de quatro cavalos seguidas, mas não precisou conduzi-las para vencer, nem precisou estar em Olímpia. Ontem, como hoje, as vitórias, nas corridas equestres, são atribuídas aos proprietários dos cavalos e não aos jóqueis.

Essa foi uma honra importante; o local era reservado para cerimônias religiosas e apenas os reis espartanos eram lembrados dessa forma, e nunca uma mulher. Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada.

Junto com esculturas de sua carruagem e cavalos de bronze, foram os primeiros monumentos dedicados para uma mulher para comemorar vitórias em competições pan-helênicas.

Assim, embora pouco se saiba sobre sua vida, seu nome entrou para a história e ficou gravado na base de sua estátua: "Eu, Cinisca, vencedora com uma carruagem de corcéis velozes, (...) declaro-me a única mulher, em toda a Grécia, que conquistou esta coroa."

Disponível em: https://hojepe.com.br/cinisca-a-princesa-espartana-quefoi-a-primeira-mulher-a-vencer-uma-competicao-olimpica/

"Ela participou de corridas de bigas (carruagens) de quatro1 cavalos seguidas2 [...]"


Em se tratando dos pares /qu/ e /gu/ nas palavras , quatro e seguidas , verdadeiro dizer que

Alternativas
Q3150091 Português
As regras ortográficas determinam a divisão silábica das palavras. Nesse sentido, assinale a alternativa em que as silabas estão separadas adequadamente.
Alternativas
Q3150090 Português
O Folhetinista


Machado de Assis

Uma das plantas europeias que dificilmente se têm aclimatado entre nós, é o folhetinista. Se é defeito de suas propriedades orgânicas, ou da incompatibilidade do clima, não o sei eu. Enuncio apenas a verdade.

Entretanto eu disse — dificilmente — o que supõe algum caso de aclimatação séria. O que não estiver contido nesta exceção, vê já o leitor que nasceu enfezado e mesquinho de formas.

O folhetinista é originário da França, onde nasceu, e onde vive a seu gosto, como em cama no inverno. De lá espalhou-se pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções tomava o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal.

Espalhado pelo mundo, o folhetinista tratou de acomodar a economia vital de sua organização às conveniências das atmosferas locais. Se o tem conseguido por toda a parte, não é meu fim estudá-lo; cinjo-me ao nosso círculo apenas.

Mas comecemos por definir a nova entidade literária.

O folhetim, disse eu em outra parte, e debaixo de outro pseudônimo, o folhetim nasceu do jornal, o folhetinista por consequência do jornalista. Esta íntima afinidade é que desenha as saliências fisionômicas na moderna criação. O folhetinista é a fusão admirável do útil e do fútil, o parto curioso e singular do sério, consorciado com o frívolo. Estes dois elementos, arredados como polos, heterogêneos como água e fogo, casam-se perfeitamente na organização do novo animal.

Efeito estranho é este assim produzido pela afinidade assinalada entre o jornalista e o folhetinista. Daquele cai sobre este a luz séria e vigorosa, a reflexão calma, a observação profunda. Pelo que toca ao devaneio, à leviandade, está tudo encarnado no folhetinista mesmo; é capital próprio.

O folhetinista, na sociedade, ocupa o lugar do colibri na esfera vegetal: salta, esvoaça, brinca, tremula, paira e espaneja-se sobre todos os caules suculentos, sobre todas as seivas vigorosas. Todo o mundo lhe pertence; até mesmo a política. [...]


Disponivel em: https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/87029 .pdf
Quando duas consoantes aparecem juntas em uma palavra e o som de cada uma delas é mantido, tem-se o encontro consonantal; quando as duas consoantes formam um único fonema, tem-se um dígrafo. Nesse sentido, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3149800 Português
Marque a alternativa cujo vocábulo destacado contém um dígrafo e ditongo crescente, respectivamente.
Alternativas
Q3149112 Português
A palavra cujo número de letras corresponde à quantidade de fonemas é: 
Alternativas
Q3149110 Português
Assinale a alternativa em que apresenta, respectivamente, por quantas letras e por quantos fonemas são compostas as palavras "competência" e "retratação". 
Alternativas
Q3148554 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Será que uma planta consegue imitar a aparência de outras plantas?

A natureza está cheia de bons imitadores, como as corais-falsas, serpentes inofensivas que imitam a coloração das peçonhentas corais-verdadeiras. Essas imitações, chamadas de mimetismo, geralmente trazem vantagens para os imitadores, como o de inibir o ataque de predadores. Mas será que as plantas também fazem mimetismo?

A resposta é sim. E embora essa pareça ser uma estratégia menos comum no reino vegetal, há uma espécie de planta em particular cuja habilidade de imitação deve fazer inveja a muito bicho por aí.

Boquila trifoliolata é uma trepadeira muito especial, que ocorre em florestas temperadas do Chile e da Argentina. Como toda trepadeira, ela é muito boa em usar outras plantas como apoio para se desenvolver. Mas essa não é a sua principal habilidade. Embora tenha sido descrita em 1839, foi só em 2014 que cientistas mais atentos perceberam que esta espécie imita as folhas de outras plantas.

À medida que a planta cresce, as folhas da Boquila vão mudando de cor, tamanho e forma para se parecerem com as das plantas em que ela está apoiada. Um mesmo indivíduo da trepadeira pode ter folhas de vários tipos, se seus ramos crescerem se apoiando em diferentes espécies. Os cientistas perceberam que as folhas "miméticas" da trepadeira são menos atacadas por herbívoros do que suas folhas "normais", mostrando uma clara vantagem desse disfarce.

(https://chc.org.br/artigo/disfarce-vegetal/)
A alternativa que apresenta 4 palavras trissílabas é:
Alternativas
Q3148553 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Será que uma planta consegue imitar a aparência de outras plantas?

A natureza está cheia de bons imitadores, como as corais-falsas, serpentes inofensivas que imitam a coloração das peçonhentas corais-verdadeiras. Essas imitações, chamadas de mimetismo, geralmente trazem vantagens para os imitadores, como o de inibir o ataque de predadores. Mas será que as plantas também fazem mimetismo?

A resposta é sim. E embora essa pareça ser uma estratégia menos comum no reino vegetal, há uma espécie de planta em particular cuja habilidade de imitação deve fazer inveja a muito bicho por aí.

Boquila trifoliolata é uma trepadeira muito especial, que ocorre em florestas temperadas do Chile e da Argentina. Como toda trepadeira, ela é muito boa em usar outras plantas como apoio para se desenvolver. Mas essa não é a sua principal habilidade. Embora tenha sido descrita em 1839, foi só em 2014 que cientistas mais atentos perceberam que esta espécie imita as folhas de outras plantas.

À medida que a planta cresce, as folhas da Boquila vão mudando de cor, tamanho e forma para se parecerem com as das plantas em que ela está apoiada. Um mesmo indivíduo da trepadeira pode ter folhas de vários tipos, se seus ramos crescerem se apoiando em diferentes espécies. Os cientistas perceberam que as folhas "miméticas" da trepadeira são menos atacadas por herbívoros do que suas folhas "normais", mostrando uma clara vantagem desse disfarce.

(https://chc.org.br/artigo/disfarce-vegetal/)
" E embora essa pareça ser uma estratégia menos comum no reino vegetal..."
A alternativa abaixo que apresenta palavras grafadas corretamente com o mesmo dígrafo da palavra destacada no texto é: 
Alternativas
Q3148332 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Será que uma planta consegue imitar a aparência de outras plantas?

A natureza está cheia de bons imitadores, como as corais-falsas, serpentes inofensivas que imitam a coloração das peçonhentas corais-verdadeiras. Essas imitações, chamadas de mimetismo, geralmente trazem vantagens para os imitadores, como o de inibir o ataque de predadores. Mas será que as plantas também fazem mimetismo?

A resposta é sim. E embora essa pareça ser uma estratégia menos comum no reino vegetal, há uma espécie de planta em particular cuja habilidade de imitação deve fazer inveja a muito bicho por aí.

Boquila trifoliolata é uma trepadeira muito especial, que ocorre em florestas temperadas do Chile e da Argentina. Como toda trepadeira, ela é muito boa em usar outras plantas como apoio para se desenvolver. Mas essa não é a sua principal habilidade. Embora tenha sido descrita em 1839, foi só em 2014 que cientistas mais atentos perceberam que esta espécie imita as folhas de outras plantas.

À medida que a planta cresce, as folhas da Boquila vão mudando de cor, tamanho e forma para se parecerem com as das plantas em que ela está apoiada. Um mesmo indivíduo da trepadeira pode ter folhas de vários tipos, se seus ramos crescerem se apoiando em diferentes espécies. Os cientistas perceberam que as folhas "miméticas" da trepadeira são menos atacadas por herbívoros do que suas folhas "normais", mostrando uma clara vantagem desse disfarce.

Para perceber quais folhas imitar à sua volta, acreditava-se que a Boquila pudesse sentir as pistas químicas ("cheiro") das plantas vizinhas ou até mesmo pegar informações a partir das bactérias transmitidas por elas. Mas um recente experimento mostrou algo ainda mais surpreendente: ela pode imitar até mesmo folhas de plantas artificiais, que não possuem cheiro nem bactérias. Ou seja, aparentemente, a Boquila enxerga as folhas que precisa imitar! Futuras pesquisas vão tentar explicar como funciona a visão nessa planta e quem sabe até descobrir outras habilidades desta verdadeira mestra do disfarce.

(https://chc.org.br/artigo/disfarce-vegetal/)
" E embora essa pareça ser uma estratégia menos comum no reino vegetal..."
A alternativa abaixo que apresenta palavras grafadas corretamente com o mesmo dígrafo da palavra destacada no texto é:
Alternativas
Q3147329 Português
O único par de palavras em que ambos os vocábulos apresentam o mesmo tipo de dígrafo, cujo valor é o de consoante, é:
Alternativas
Q3146969 Português

Vegetais quentinhos


Não estamos falando de legumes recém-cozidos, mas de plantas que podem gerar seu próprio calor!


Muitas reações químicas que ocorrem dentro dos corpos dos seres vivos liberam energia na forma de calor. Quando sentimos frio, por exemplo, trememos para que nossos músculos liberem calor ao se contraírem. Alguns organismos aproveitam esse calor metabólico para controlar a temperatura do próprio corpo, sendo chamados endotérmicos. Ao fazerem isso, eles conseguem manter estáveis importantes funções vitais, como a digestão, mesmo em dias muito frios.


Mas o que poucas pessoas sabem é que também existem plantas endotérmicas!


Para muitas espécies de plantas, é importante manter as flores aquecidas. As flores são órgãos reprodutivos e, por isso, muito importantes para a planta. E a temperatura é um fator fundamental para o crescimento e o desenvolvimento da flor, para a germinação do pólen e até mesmo para atrair polinizadores.


As plantas geralmente se aquecem usando o calor do Sol, e muitas desenvolveram flores com características (tamanho, posição, direcionamento, forma e cores) que favorecem a captação da radiação solar. Mas algumas espécies, de pelo menos 11 famílias de plantas diferentes, se aquecem por conta própria.


A maioria das flores endotérmicas usa o calor para garantir a polinização, já que as flores quentinhas atraem insetos que buscam se aquecer. Em alguns casos, o calor também ajuda a dispersar o cheiro das flores, atraindo polinizadores a maiores distâncias. Um detalhe interessante é que muitas dessas flores endotérmicas são polinizadas por moscas e besouros saprófagos − que se alimentam de restos de animais e vegetais − e, por isso, o perfume que espalham lembra carne podre ou fezes frescas. Não é que espalhar fedor pode ter lá suas vantagens?!


(https://chc.org.br/artigo/vegetais-quentinhos/)

O trecho que apresenta pelo menos 3 palavras trissílabas, 4 dissílabas e 2 polissílabas , independente da ordem         
Alternativas
Q3146907 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Será que uma planta consegue imitar a aparência de outras plantas?

A natureza está cheia de bons imitadores, como as corais-falsas, serpentes inofensivas que imitam a coloração das peçonhentas corais-verdadeiras. Essas imitações, chamadas de mimetismo, geralmente trazem vantagens para os imitadores, como o de inibir o ataque de predadores. Mas será que as plantas também fazem mimetismo?

A resposta é sim. E embora essa pareça ser uma estratégia menos comum no reino vegetal, há uma espécie de planta em particular cuja habilidade de imitação deve fazer inveja a muito bicho por aí.

Boquila trifoliolata é uma trepadeira muito especial, que ocorre em florestas temperadas do Chile e da Argentina. Como toda trepadeira, ela é muito boa em usar outras plantas como apoio para se desenvolver. Mas essa não é a sua principal habilidade. Embora tenha sido descrita em 1839, foi só em 2014 que cientistas mais atentos perceberam que esta espécie imita as folhas de outras plantas.

À medida que a planta cresce, as folhas da Boquila vão mudando de cor, tamanho e forma para se parecerem com as das plantas em que ela está apoiada. Um mesmo indivíduo da trepadeira pode ter folhas de vários tipos, se seus ramos crescerem se apoiando em diferentes espécies. Os cientistas perceberam que as folhas "miméticas" da trepadeira são menos atacadas por herbívoros do que suas folhas "normais", mostrando uma clara vantagem desse disfarce.

Para perceber quais folhas imitar à sua volta, acreditava-se que a Boquila pudesse sentir as pistas químicas ("cheiro") das plantas vizinhas ou até mesmo pegar informações a partir das bactérias transmitidas por elas. Mas um recente experimento mostrou algo ainda mais surpreendente: ela pode imitar até mesmo folhas de plantas artificiais, que não possuem cheiro nem bactérias. Ou seja, aparentemente, a Boquila enxerga as folhas que precisa imitar! Futuras pesquisas vão tentar explicar como funciona a visão nessa planta e quem sabe até descobrir outras habilidades desta verdadeira mestra do disfarce.

(https://chc.org.br/artigo/disfarce-vegetal/)
A alternativa que apresenta 4 palavras trissílabas é:
Alternativas
Q3145930 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como o cérebro humano se reconfigura a partir dos quarenta anos

À medida que envelhece, o corpo humano perde suas capacidades físicas de forma mais gradual.

Especialmente, entre os quarenta e os cinquenta anos, período chamado pelos médicos de quinta década, tem início, em vários órgãos do nosso corpo, um processo de deterioração. Perdemos massa muscular, a visão se torna menos aguçada e as articulações começam a falhar, por exemplo.

Mas, no cérebro, o processo é um pouco diferente. Mais do que um processo de deterioração progressiva, ocorre uma espécie de reconfiguração interna. O cérebro, embora represente apenas dois por cento do nosso corpo, consome vinte por cento da glicose que entra em nosso organismo. Mas, com a idade, ele perde a capacidade de absorver esse nutriente.

O cérebro configura uma espécie de reengenharia dos seus sistemas para aproveitar da melhor forma possível os nutrientes que, agora, pode absorver.

Segundo os cientistas, este processo é radical. E, como resultado, as diferentes redes de neurônios se tornam mais integradas nos anos seguintes, com efeitos sobre o processo cognitivo.

A principal conclusão é que o nosso cérebro é composto por uma complexa rede de unidades que, por sua vez, estão divididas em regiões, subregiões e, em alguns casos, neurônios individuais.

Com isso em mente, durante nosso crescimento e juventude, essa rede e suas unidades se encontram em processo de alta conectividade, o que é refletido, por exemplo, no aprendizado de temas específicos.

É por isso que, nessa idade, é mais fácil aprender esportes especializados e novos idiomas, além de desenvolver nossas habilidades em geral.

Segundo a análise realizada por uma equipe de cientistas, esses circuitos se alteram radicalmente quando chegamos à década dos quarenta anos. O resultado é um pensamento menos flexível, menor inibição de resposta e redução do raciocínio verbal e numérico.

Estas mudanças são observadas nas pessoas durante a chamada quinta década, o que coincide com as descobertas de que as mudanças de conectividade dessas redes atingem seu ponto máximo quando você passa dos quarenta para os cinquenta anos.

Isso ocorre porque os circuitos se conectam mais com as redes que dirigem os temas gerais e não específicos, como ocorre nos anos anteriores.

É como se, antes dos quarenta, os circuitos passassem pelas unidades do cérebro conectados a redes muito sofisticadas. Após essa idade, esses circuitos se conectam com todos os demais de forma generalizada.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51z402jjz4o.adaptado.
Mas, no cérebro, o processo é um pouco diferente. Mais do que um processo de deterioração progressiva, ocorre uma espécie de reconfiguração interna. O cérebro, embora represente apenas dois por cento do nosso corpo, consome vinte por cento da glicose que entra em nosso organismo.
Assinale a opção em que todos os vocábulos possuem apenas encontro vocálico oral.
Alternativas
Q3145399 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

As células que protegem, mas também podem destruir nosso cérebro

O cérebro é composto por dois tipos de células. Os neurônios, também conhecidos como células nervosas, são os mensageiros do cérebro, enviando informações para todo o corpo por meio de impulsos elétricos.

O outro tipo — chamado glia — compõe o resto. A micróglia é o menor membro da família da glia e representa cerca de 10% de todas as células cerebrais. Estas pequenas células possuem um corpo central de formato oval, do qual emergem braços delgados semelhantes a ramificações. "Elas possuem muitas ramificações que se movimentam continuamente na pesquisa do ambiente", diz Paolo d'Errico, neurocientista da Universidade da Alemanha.

"Em condições normais, elas as estendem e retraem para sentir o que acontece ao seu redor."

Quando apresentam bom desempenho, as micróglias são essenciais para o funcionamento saudável do cérebro. Durante nossos primeiros anos de vida, elas controlam o desenvolvimento do nosso cérebro, eliminando conexões sinápticas desnecessárias entre os neurônios.

Elas permitem que células se transformem em neurônios, além de reparar e manter a mielina — uma camada protetora de isolamento que envolve os neurônios, sem a qual a transmissão de impulsos elétricos seria impossível.

Ao longo da nossa vida, a micróglia protege o nosso cérebro de infecções, procurando e destruindo bactérias e vírus.

Elas limpam os detritos que se acumulam entre as células nervosas, erradicam e destroem proteínas tóxicas disformes, como as placas amiloides — os aglomerados de proteínas que desempenham um papel na progressão do Alzheimer.

No entanto, em certas circunstâncias, elas se rebelam. Quando as micróglias detectam que há algo errado no cérebro, como uma infecção ou uma grande presença de placas amiloides, elas entram em um estado super-reativo.

Elas se tornam muito maiores, contraem seus apêndices e começam a se movimentar, devorando os danos.

A micróglia ativada também libera substâncias conhecidas como citocinas inflamatórias, chamando outras células do sistema imunológico para entrar em ação.

Às vezes, a micróglia permanece neste estado de superestimulação muito tempo depois de o agente infeccioso ter desaparecido. Estas micróglias fora de controle estão por trás de uma série de doenças e condições modernas, como o vício por exemplo.

Quando a micróglia detecta drogas como opiáceos, cocaína ou metanfetamina, ela libera citocinas, o que faz com que os neurônios que estão ativos no momento do consumo da droga se tornem mais estimulados.

Crucialmente, isso leva à formação de conexões novas e mais fortes entre os neurônios e à liberação de mais dopamina, fortalecendo o desejo e a vontade do uso de drogas.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crejp807xq7o.adaptado.
O outro tipo — chamado glia — compõe o resto. Estas pequenas células possuem um corpo central de formato oval, do qual emergem braços delgados semelhantes a ramificações.
Assinale a opção em que todos os vocábulos possuem dígrafo consonantal.
Alternativas
Q3142811 Português

Etólogo(a)!


Quem tem um cachorro ou um gato adoraria descobrir o que passa na cabeça desses bichinhos. É ou não é? E quem nunca desejou saber por que outros animais, como macacos ou golfinhos, se comportam de determinada forma, ou quis entender o que eles sentem e do que gostam? Pois existem pessoas que usam métodos de pesquisa muito criativos e eficientes para poder responder a essas perguntas! São os(as) etólogos(as), profissionais que se dedicam a estudar o comportamento, a inteligência e as emoções animais.


Observação dos animais


A palavra etologia vem do grego e quer dizer "estudo do hábito ou do costume", que já diz muito sobre a profissão: "Cada vez mais a ciência reconhece a importância de entendermos o comportamento dos animais. A partir desses estudos, conseguimos entender a evolução, o desenvolvimento, a função e o funcionamento de várias capacidades dos bichos, além de sugerir melhores formas de lidar com eles", explica a bióloga e etóloga Natalia de Souza Albuquerque, doutora, pela Universidade de São Paulo (USP), em comportamento animal.


Natalia já trabalhou com cachorros, gatos, cabras, tartarugas marinhas, macacos-prego e até golfinhos selvagens! Cada projeto traz sua experiência e aprendizado. Mas, em comum, o que define os(as) etólogos(as) é a observação dos outros animais. "Seja com binóculos ou com câmeras de vídeo, observamos o que os bichos estão fazendo em situações como alimentação, reprodução, interação com outro animal etc., e depois analisamos esses registros", conta.


Com programas cada vez mais avançados de computador, os(as) etólogos(as) verificam, segundo a segundo, as imagens gravadas. Foi assim no projeto mais recente da Natalia, que pesquisava a expressão de emoções em cães domésticos. "Passamos alguns meses codificando os vídeos, quer dizer, utilizamos programas específicos que nos ajudam a olhar em detalhes tudo o que o indivíduo fez durante nosso teste. Depois, analisamos os resultados das nossas observações", explica.


 (https://chc.org.br/artigo/etologoa/)





Em relação à separação silábica dos vocábulos retirados do texto, analise as afirmativas:


I. São trissílabas 'programas', 'nossas' e 'imagens'.


II. 'Observações' = o-bser- va-ções = polissílaba.


III. 'cães' = cã-es = dissílaba.


IV. 'tudo' é dissílaba, assim como 'meio'.


V. 'interação', 'alimentação' e ' emoções' são polissílabas.


Estão corretas:

Alternativas
Respostas
1381: A
1382: C
1383: C
1384: C
1385: B
1386: C
1387: C
1388: B
1389: C
1390: D
1391: D
1392: D
1393: A
1394: B
1395: B
1396: D
1397: A
1398: A
1399: C
1400: D