Questões de Concurso
Comentadas sobre fonologia em português
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I. No trecho “[...] a identificação de vítimas da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.”, o termo destacado apresenta cinco letras e quatro fonemas.
II. Em “[...] a identificação de vítimas da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.”, os elementos destacados são exemplos de encontros consonantais.
III. No trecho “O trabalho faz parte de um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos [...]”, as palavras destacadas apresentam, ao todo, dois encontros consonantais e um dígrafo.
IV. Em “O grupo é composto por papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais, psiquiatras [...]”, os elementos destacados são exemplos de dígrafos.
Qual palavra no texto apresenta um tritongo?
Leia o texto abaixo, Furto de flor, Carlos Drummond de Andrande, para responder a questão.
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumiria a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/155Acesso em: 08 de jan. 2024.
Leia o texto para responder à questão.
Histórias de verão: O quinto túnel
Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:
— Estou aqui para matá-lo.
O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.
— Por quê?
Silêncio. Depois:
— Você sabe.
O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.
— Quando?
— No quinto túnel.
— Este túnel qual é, o terceiro?
— Você devia ter contado.
O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.
Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.
— O que foi isso?
— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.
— Como você sabia que ele ia matá-lo?
— Ele disse, você não ouviu?
— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.
— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.
— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.
— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.
— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?
— Como?
— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.
O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.
— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?
Silêncio. Depois ouve-se um estampido.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Ainda Bem. (Arnaldo Antunes / Marisa Monte)
Ainda bem
Que agora encontrei você,
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você.
Porque ninguém
Dava nada por mim,
Quem dava, eu não tava a fim,
Até desacreditei de mim.
O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão,
Quem diria que a meu lado
Você iria ficar.
Você veio pra ficar,
Você que me faz feliz,
Você que me faz cantar
Assim.
O meu coração
Já estava aposentado,
Sem nenhuma ilusão,
Tinha sido maltratado,
Tudo se transformou.
Agora você chegou,
Você que me faz feliz,
Você que me faz cantar
Assim,
Na, na, na, na,
Na, na, na, na, na, na,
Na, na, na, na, na, na, na,
Na, na, na, na, na, na, na,
Na, é,
Na, na, na, na,
Na, na, na, na, na, na,
Na, na, na, na, na, na, na,
Na, na, na, na, na, na, na.
Na, é.
O meu coração,
Já estava acostumado
Com a solidão,
Quem diria que a meu lado,
Você iria ficar.
Você veio pra ficar,
Você que me faz feliz,
Você que me faz cantar
Assim.
O meu coração
Já estava aposentado,
Sem nenhuma ilusão,
Tinha sido maltratado,
Tudo se transformou.
Agora você chegou,
Você que me faz feliz,
Você que me faz cantar
Assim,
Na, na, na, na
Na, na, na, na, na, na
Na, na, na, na, na, na, na
Na, na, na, na, na, na, na
Na, é
Ainda bem.
Assinale a opção correta quanto à divisão silábica.
Mas essa necessidade de ensaio pode ser outra causa do esquecimento diário.
Assinale a opção que contenha apenas encontro vocálico:
Assinale a opção correta quanto à divisão silábica:
Texto 1 para a questão.
A água
A água é uma substância muito importante para a vida no planeta terra. A água é uma substância que não tem cor, cheiro ou sabor. Podemos encontrála na natureza em três estados físicos:
Estado sólido: o gelo nós encontramos nas geleiras, na neve, etc.
Estado líquido: nos mares, rios, lagos, fontes, solo, subsolo, etc.
Estado gasoso: na atmosfera, em forma de vapor de água.
(Disponível em: https://acessaber.com.br/atividades/atividade-de-ciencias.)
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais
Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.
À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.
"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).
Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.
"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."
O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.
As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos.
Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.
Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.
Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.
"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.
"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."
Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.
De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.
Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.
"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.
Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.
"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."
Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.
Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.
Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados.
"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.
Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.
Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.
Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.
Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.
"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.
"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.
O vocábulo que possui a divisão silábica correta com presença de hiato é: