Questões de Concurso
Comentadas sobre fonologia em português
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Quanto à separação de sílabas dos vocábulos do trecho, identifique a alternativa INCORRETA.
I. Tóxicas: tó-xi-ca-s.
II. Mamífero: mamí-fe-ro.
III. Hidrelétricas: hi-dre-lé-tri-cas.
Está CORRETO o que se afirma:
I. A palavra “descanso” possui 7 fonemas, apresentando 1 dígrafo vocálico.
II. A palavra “ressentimento” possui 11 fonemas, apresentando 2 dígrafos consonantais.
III. A palavra “barulhento” possui 8 fonemas, contendo 1 dígrafo vocálico e 1 dígrafo consonantal.
Está correto o que se afirma em:
Dígrafos são combinações de duas letras que, juntas, representam um único som.
Com base nesse postulado, é correto afirmar que todas as palavras retiradas do texto que possuem um dígrafo estão indicadas em
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os bichos sonham?
Ainda não existe uma máquina ou qualquer tecnologia capaz de ler exatamente o que se passa na mente de um ser vivo. Por esse motivo, ainda é um grande desafio para a ciência tentar responder questões relacionadas a sentimentos, pensamentos e até mesmo ao sono dos bichos. Nestes casos, é preciso observar seus comportamentos em busca de pistas. É assim que sabemos, por exemplo, que a maioria dos animais dorme, incluindo invertebrados como artrópodes, vermes e águas-vivas. Mas será que a bicharada também sonha?
Para responder a isso precisamos entender primeiro que o período de sono se divide em diferentes fases, e que, aparentemente, os sonhos ocorrem apenas em uma fase específica, chamada de sono REM. Nesta fase, a musculatura do corpo relaxa, ocorrendo contrações breves e involuntárias dos membros (espasmos) e rápidos movimentos dos olhos − em inglês, dizemos 'rapid eye moviments', daí a sigla REM.
Ao monitorar a atividade cerebral de pessoas e outros animais durante o sono, com o uso de equipamentos especiais em laboratório, foi possível mostrar que o cérebro está tão ativo na fase REM como quando estamos acordados. Isso, somado aos movimentos dos olhos, sugere que o cérebro esteja imaginando cenas e situações, que é o que chamamos de sonhos visuais.
Dito isto, basta observar um cachorro ou um gato dormindo por algum tempo para notar que, em dados momentos, os espasmos musculares e movimentos oculares (perceptíveis mesmo quando as pálpebras estão fechadas) também se tornam mais frequentes. Tudo indica que nestes momentos eles estejam sonhando!
Disponível em: https://chc.org.br/artigo/os-bichos-sonham/ fragmento
Quanto à palavra 'fronteiras', é INCORRETO afirmar que:
Identifique a alternativa que apresenta a separação silábica e a classificação quanto ao número se sílabas de forma INCORRETA.
I. Conforme o Novo Acordo Ortográfico, perderam o acento agudo as vogais tônicas 'i' e 'u' de palavras paroxítonas, quando antecedidas de ditongo. Essa regra não se aplica as palavras oxítonas, por isso o vocábulo 'Piauí' manteve o acento.
II. O vocábulo 'Goiás' é acentuado de acordo com a regra das palavras em que a vogal tônica forma hiato com a anterior.
III. Os vocábulos 'órgãos' e 'violência' são palavras paroxítonas terminadas em ditongo nasal e ditongo crescente, respectivamente, por essa razão são acentuadas.
IV. Os vocábulos 'Paraíba' e 'Pará' são acentuados pela mesma regra das oxítonas terminadas em 'a'.
É correto o que se afirma em:
I. Na palavra “aumentativo”, há um ditongo e um dígrafo.
II. Na palavra “casebre”, há um encontro consonantal.
III. Na palavra “fronteira”, há dois encontros consonantais e um ditongo.
IV. Na palavra “melhor”, há um dígrafo.
Leia o texto para responder à questão.
Paradoxo. (J.G. de Araújo Jorge).
A dor que abate, e punge, e nos tortura,
que julgamos às vezes não ter cura
e o destino nos deu e nos impôs,
é pequenina, é bem menor, e até
já não é dor talvez, dor já não é
dividida por dois.
A alegria que às vezes num segundo
nos dá desejos de abraçar o mundo,
e nos põe tristes, sem querer, depois,
aumenta, cresce, e bem maior se faz,
já não é alegria, é muito mais dividida por dois.
Estranha essa aritmética da vida,
nem parece ciência, parece arte;
compreendo a dor menor, se dividida,
não entendo é aumentar nossa alegria,
se essa mesma alegria, se reparte.
Leia o texto para responder à questão.
Paradoxo. (J.G. de Araújo Jorge).
A dor que abate, e punge, e nos tortura,
que julgamos às vezes não ter cura
e o destino nos deu e nos impôs,
é pequenina, é bem menor, e até
já não é dor talvez, dor já não é
dividida por dois.
A alegria que às vezes num segundo
nos dá desejos de abraçar o mundo,
e nos põe tristes, sem querer, depois,
aumenta, cresce, e bem maior se faz,
já não é alegria, é muito mais dividida por dois.
Estranha essa aritmética da vida,
nem parece ciência, parece arte;
compreendo a dor menor, se dividida,
não entendo é aumentar nossa alegria,
se essa mesma alegria, se reparte.