Questões de Concurso
Comentadas sobre fonologia em português
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I. O termo “Deus” é classificado como monossílabo.
II. A sílaba tônica da palavra “Tivemos” é “Ti”.
III. O vocábulo “a gente”, usado no texto, foi incorretamente grafado. Deveria ser, portanto, escrito da seguinte forma: “agente”.
IV. A separação silábica do termo “Reaprender” é “Re-a-pren-der”.
Dentre as afirmações mencionadas acima, quais estão corretas?
Marque a alternativa que contém todas as palavras com encontro consonantal da charge abaixo:

Menino (Pai, você sabe quem mexeu no meu cofrinho?)
Pai (Só falo na presença do meu advogado)
I) O fonema exerce simultaneamente função distintiva e função formadora, sendo responsável por criar palavras e diferenciá-las entre si, como se observa em pares mínimos do tipo cal/gal/sal.
II) A NGB admite dupla análise para certos encontros vocálicos, permitindo interpretar ditongos crescentes finais como hiatos em palavras proparoxítonas eventuais, ao mesmo tempo em que considera os ditongos decrescentes nas terminações -am, -em, -en(s) como nasalizados e foneticamente unitários.
III) Na translineação silábica, recomenda-se evitar a formação acidental de vocábulos impróprios, bem como impedir o isolamento de vogal constituindo sílaba única; além disso, quando o hífen coincide com o final da linha, o Novo Acordo determina sua repetição no início da seguinte para garantir clareza gráfica.
IV) O apóstrofo deve ser empregado exclusivamente para indicar supressão de vogal, jamais sendo admitido para marcar elisão facultativa em expressões de uso tradicional.
V) No sistema atual, I e U tônicos em hiato deixam de receber acento quando precedidos por ditongo decrescente em palavras paroxítonas (feiura, baiuca), embora o acento se mantenha quando o ditongo é crescente (Guaíba, suaíli).
Assinale a alternativa que indica o número correto de afirmativas verdadeiras:
De acordo com as regras de acentuação, é CORRETO afirmar que:
Identifique a alternativa que apresenta uma afirmativa falsa quanto à separação silábica dos vocábulos presentes no trecho.
I - A palavra “tábua” é acentuada por ser uma proparoxítona.
II - A palavra “pôde” recebe acento para diferenciar-se da palavra “pode”; trata-se, portanto, de caso de acentuação diacrítica (diferencial).
III - A palavra “baú” é acentuada por regra especial dos hiatos, já que o “u” é tônico, forma sílaba sozinho e não vem seguido de “s”.
IV - A palavra “hífens” recebe acento porque é um monossílabo tônico terminado em “ens”.
Assinale a alternativa correta:
● excessão → ex-ces-são
● substância → subs-tân-ci-a
● carro → car-ro
● haver → ha-ver
Com base na grafia correta e na separação silábica adequada, analise as afirmativas:
I - A palavra “excessão” está grafada corretamente e sua separação silábica também está correta.
II - A palavra “substância” está grafada corretamente e sua separação silábica também está correta.
III - A palavra “carro” está grafada corretamente, mas apresenta separação silábica incorreta, pois o dígrafo “rr” nunca se separa.
IV - A palavra “haver” está grafada corretamente, e a separação silábica apresentada está correta.
Marque a alternativa correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ministério da Saúde envia força-tarefa para enfrentar surto de gripe em indígenas de Maturacá, no Amazonas
O Ministério da Saúde enviou, nesta sexta-feira (28), uma força-tarefa para intensificar o monitoramento e os atendimentos a casos de gripe registrados no Polo Base de Maturacá, no Amazonas. A medida faz parte das ações preventivas adotadas após a notificação do aumento recente de casos da doença na localidade. O foco principal é a proteção de crianças menores de cinco anos.
Na região, onde vivem cerca de 2.600 indígenas, foram registrados aumento de casos de gripe nas últimas semanas, chegando a mais de 130 casos e três óbitos confirmados, além de outros quatro em investigação.
Todos de crianças. As amostras coletadas indicam circulação de diferentes agentes virais, como vírus sincicial respiratório, metapneumovírus, rinovírus e adenovírus. A equipe, que contará com cerca de 30 profissionais, vai atuar na contenção de casos e na assistência para evitar agravamento.
Segundo a secretária-adjunta de Saúde indígena, Lucinha Tremembé, o Ministério da Saúde tem garantido a maior presença de profissionais no território, além de enviar insumos, medicamentos e todo o aparato necessário para combater os agravos de saúde. "Reforçamos as equipes de rotina e vamos enviar uma força-tarefa com infectologistas, antropólogos e outros profissionais de saúde que vão se somar à equipe do polo e realizar busca ativa por pacientes para controlar o surto".
Os profissionais estão se deslocando para o município de São Gabriel da Cachoeira (AM), onde fica a sede do Polo Base Maturacá. Além de especialistas da Sesai, a força-tarefa contará agentes do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS), que atuam em situações de surtos e epidemias, além de dois profissionais da Força Nacional do SUS para apoiar no diagnóstico da situação local. A equipe contará com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionista, agente de endemias, entre outros profissionais.
O Polo Base Maturacá fica no estado do Amazonas no município de São Gabriel da Cachoeira e é atendido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami. Essa população, assim como todas as demais atendidos pelos polos da região, recebem vacinas contra influenza e outras doenças. O número de doses aplicadas no primeiro semestre deste ano aumentou 59,5% em relação ao mesmo período em 2023.
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/novembro/ministerio-da-saude-envia-forca-tarefa-para-enfrentar-surto-de-gripe-em-indig enas-de-maturaca-no-amazonas
Identifique a alternativa que apresenta uma afirmativa falsa quanto à separação silábica dos vocábulos presentes no trecho.
Qual das palavras a seguir está corretamente escrita com “ch”, assim como “boliche”?
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Ricos demais
Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.
A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima.
Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros.
O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.”
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).