Questões de Concurso
Comentadas sobre fonologia em português
Foram encontradas 4.027 questões
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Palavras e Ideias
01---------Há alguns anos, o Dr. Johnson Oconor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston,
02---e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu ____ um teste de vocabulário
03---100 alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais. Cinco anos mais
04---tarde, verificou que os 10% que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de
05---direção, ao passo que dos 25% mais “fracos” nenhum alcançara igual posição.
06---------Isso não prova, entretanto, que, para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário;
07---outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias.
08---------Mas parece não haver dúvidas de que, dispondo ____ palavras suficientes e adequadas
09---___ expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições
10---de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja
11---insuficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação.
12---------Pensamento e expressão são interdependentes, tanto é certo que as palavras são o
13---revestimento das ideias e que, sem elas, é praticamente impossível pensar. Como pensar que
14---“amanhã tenho uma aula ____ 8 horas”, se não figuro mentalmente essa atividade por meio
15---dessas ou de outras palavras equivalentes? Do mesmo modo que um vocabulário escasso e
16---inadequado, incapaz de veicular impressões e concepções, mina o próprio desenvolvimento
17---mental, tolhe a imaginação e o poder criador, limitando a capacidade de observar, compreender
18---e até mesmo de sentir.
19---------Portanto, quanto mais variado e ativo é o vocabulário disponível, tanto mais claro, tanto
20---mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão. Reciprocamente, quanto mais escasso
21---e impreciso, tanto mais dependentes estamos do grunido, do grito ou do gesto, formas
22---rudimentares de comunicação capazes de traduzir apenas as expansões instintivas dos primitivos,
23---dos infantes e dos irracionais.
(Texto adaptado: Garcia, Othon Moacir. Comunicação em Prosa Moderna. 27ª edição, FGV editora, 2011)
Avalie as assertivas que seguem em relação às palavras do texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) No vocábulo “submeteu”, pode-se considerar a existência de 9 fonemas e um encontro consonantal.
( ) Em “expressão”, ocorre encontro consonantal e um dígrafo; a ocorrência desse dígrafo provoca a diferença numérica entre fonemas e letras.
( ) No vocábulo “reflexão” há um encontro consonantal e 9 fonemas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia atentamente o texto, fragmento do romance Iracema, de José de Alencar, para responder às quatro próximas questões.
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos.
Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.
Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste
A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.
Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.
Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta.
Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.
Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.
De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada, mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d'alma que da ferida.
O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.
A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.
O guerreiro falou:
– Quebras comigo a flecha da paz?
– Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu?
– Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.
– Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras, senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema.
Quanto ao número de sílabas, as palavras do texto, “graúna, linguagem, aldeia”, são, respectivamente:
Leia atentamente o texto, fragmento do romance Iracema, de José de Alencar, para responder às quatro próximas questões.
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos.
Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.
Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste
A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.
Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.
Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta.
Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.
Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.
De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada, mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d'alma que da ferida.
O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.
A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.
O guerreiro falou:
– Quebras comigo a flecha da paz?
– Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu?
– Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.
– Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras, senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema.
As palavras do texto, “oiticica, crautá, primeiro”, quanto ao acento tônico são, respectivamente:
Uma vela para Dario
Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.
Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros que se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario ronqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.
Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.
Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora , comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade
Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio - quando vivo - só destacava molhando no sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.
A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.
[1964] (De "Cemitério de Elefantes", Rio, Civilização Brasileira, 6. ed. , 1980)
Alguém informa da farmácia na outra rua. A opção que apresenta a mesma regra de divisão silábica da palavra em destaque acima, é:
Analise os vocábulos a seguir e indique a alternativa em que todas as palavras são paroxítonas.
INSTRUÇÕES: As questões de 1 a 4 dizem respeito ao TEXTO 1. Leia-o atentamente antes de respondê-las.
TEXTO 1
Aprenda a cuidar melhor dos pés, esses injustiçados
1 Normalmente não dispensamos a esses fiéis
escudeiros a atenção que merecem. Pior: quase
sempre os ignoramos, quando não os castigamos
com excesso de peso e sapatos que são
5 verdadeiros instrumentos de tortura. Mas ainda
está em tempo de tratar melhor os pés, que depois
dos 50 exibem os tristes resultados de décadas de
negligência. Pacientes diabéticos já são orientados
pelos médicos para redobrar os cuidados com essa
10 parte do corpo, mas mesmo quem não sofre da
doença ou de problemas como joanetes ou artrose
deve tomar precauções. Não perca seus pés de
vista: depois do banho, enxugue bem entre os
dedos, porque a umidade facilita a proliferação de
15 fungos. Verifique se a pele apresenta bolhas,
manchas avermelhadas ou algum ferimento. E
aprenda a tratá-los com mais carinho, porque são
fundamentais para nos manter ativos. Alguns
cuidados fundamentais para os pés são: manter
20 uma boa hidratação, manter as unhas sempre
limpas e aparadas, evitar sapatos inadequados,
promover o descanso, bem controlar o peso. em
G1 Disponível https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/aprenda-a-cuidar-melhor-dos-pes-esses-injusticados.ghtml (Fragmento adaptado) - Acesso em 22. jan. 2018
“...quando não os castigamos com excesso de peso e sapatos que são verdadeiros instrumentos de tortura.” (linhas 3 a 5). A correta divisão silábica da palavra destacada é:
INSTRUÇÕES: As questões de 1 a 4 dizem respeito ao TEXTO 1. Leia-o atentamente antes de respondê-las.
TEXTO 1
Aprenda a cuidar melhor dos pés, esses injustiçados
1 Normalmente não dispensamos a esses fiéis
escudeiros a atenção que merecem. Pior: quase
sempre os ignoramos, quando não os castigamos
com excesso de peso e sapatos que são
5 verdadeiros instrumentos de tortura. Mas ainda
está em tempo de tratar melhor os pés, que depois
dos 50 exibem os tristes resultados de décadas de
negligência. Pacientes diabéticos já são orientados
pelos médicos para redobrar os cuidados com essa
10 parte do corpo, mas mesmo quem não sofre da
doença ou de problemas como joanetes ou artrose
deve tomar precauções. Não perca seus pés de
vista: depois do banho, enxugue bem entre os
dedos, porque a umidade facilita a proliferação de
15 fungos. Verifique se a pele apresenta bolhas,
manchas avermelhadas ou algum ferimento. E
aprenda a tratá-los com mais carinho, porque são
fundamentais para nos manter ativos. Alguns
cuidados fundamentais para os pés são: manter
20 uma boa hidratação, manter as unhas sempre
limpas e aparadas, evitar sapatos inadequados,
promover o descanso, bem controlar o peso. em
G1 Disponível https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/aprenda-a-cuidar-melhor-dos-pes-esses-injusticados.ghtml (Fragmento adaptado) - Acesso em 22. jan. 2018
Assinale a alternativa em que a palavra retirada do Texto 1 é acentuada pela seguinte razão: Assinalam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo, seguidas ou não de “s”.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou
Por Nadia Drake
- Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
- ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
- quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
- o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
- dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
- ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
- relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
- de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
- Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
- Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
- Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
- mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
- Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
- retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
- improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
- concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
- sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
- americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
- recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
- planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
- Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
- planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
- externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
- que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
- devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
- levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
- de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
- mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
- o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
- fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
- ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
- cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
- Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
- como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
- mais sustentáveis.
- A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
- O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
- fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
- que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
- este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
- manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
- mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
- mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
- mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
- ao nosso lar.
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Os vocábulos a seguir, retirados do texto, têm o acento gráfico determinado pela regra referente às palavras paroxítonas, EXCETO:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou
Por Nadia Drake
- Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
- ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
- quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
- o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
- dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
- ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
- relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
- de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
- Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
- Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
- Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
- mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
- Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
- retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
- improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
- concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
- sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
- americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
- recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
- planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
- Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
- planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
- externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
- que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
- devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
- levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
- de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
- mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
- o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
- fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
- ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
- cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
- Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
- como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
- mais sustentáveis.
- A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
- O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
- fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
- que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
- este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
- manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
- mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
- mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
- mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
- ao nosso lar.
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa em que um dos vocábulos, retirados do texto, apresenta mais fonemas do que letras.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou
Por Nadia Drake
- Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
- ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
- quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
- o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
- dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
- ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
- relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
- de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
- Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
- Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
- Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
- mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
- Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
- retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
- improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
- concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
- sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
- americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
- recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
- planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
- Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
- planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
- externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
- que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
- devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
- levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
- de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
- mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
- o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
- fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
- ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
- cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
- Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
- como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
- mais sustentáveis.
- A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
- O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
- fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
- que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
- este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
- manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
- mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
- mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
- mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
- ao nosso lar.
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Identifique os fenômenos fonéticos que ocorrem nos vocábulos da Coluna 2, relacionando-os aos seus respectivos nomes, constantes na Coluna 1.
Coluna 1
1. Dígrafo.
2. Encontro consonantal.
3. Hiato.
4. Ditongo.
Coluna 2
( ) necessidades
( ) chances
( ) concepção
( ) oasis
( ) perfeito
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I - Podemos afirmar que a fonética descreve a pronúncia efetiva dos sons da língua entre os falantes. Já a fonologia extrai dessas pronúncias uma estrutura abstrata que permite organizar os sons da língua. II - Podemos sintetizar as diferenças entre fonética e fonologia na dicotomia saussuriana entre língua e fala. Dessa forma, a fonética estaria ao lado da língua; a fonologia, ao lado da fala. III - A separação entre fonética e fonologia permite prever que, ao lado do fonema abstrato e invariante, suas realizações fonéticas podem apresentar, ao contrário, variantes. Isso nos permitiria saber se essas diferentes realizações são explicáveis por variáveis sociais ou se, ao contrário, permitem estruturar o grupo social.
Sobre a palavra disciplina marque a opção CORRETA.
Quanto à divisão silábica, analisar os itens abaixo:
I - A palavra “propensos” se divide “pro-pens-os”.
II - A palavra “ignorando” se divide “i-gno-ran-do”.
I. ( ) Bolha. II. ( ) Luz. III. ( ) Cassar. IV. ( ) Frio. V. ( ) Bola. VI. ( ) Consagrar. VII. ( ) Exceto. VIII. ( ) Câimbra. IX. ( ) Encharcado. X. ( ) Importante.
a. Apenas dígrafo vocálico. b. Apenas dígrafo consonantal. c. Dígrafo vocálico e consonantal simultâneo. d. Sem dígrafo vocálico e/ou consonantal.
I. Clava, mnemônica. II. Hiato, água. III. Baú, saída. IV. Uruguai, arguiu.
a. Encontro consonantal. b. Encontro vocálico em hiato. c. Encontro vocálico em ditongo. d. Encontro vocálico em tritongo.
(1) Homófonas somente. (2) Homógrafas somente. (3) Homônimas perfeitas.
( ) Apesar de ter chegado mais cedo, eu cedo o lugar para o senhor. ( ) Como a sede do local tem poucos lugares, ele sempre cede seu assento