Questões de Concurso Comentadas sobre fonologia em português

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Q2143871 Português
Anitta de verde e amarelo com favela e Snoop Dogg.
1ª brasileira no Coachella

Vestida de verde e amarelo e com um cenário que imitava uma favela, a cantora Anitta cumpriu o que prometeu aos fãs: levar o funk carioca para o palco do Coachella, o festival de música pop mais importante do mundo. Ela foi a primeira brasileira da história nesse festival.

Após ser considerada a número 1 do mundo pelo Spotify, a cantora só vem ganhando a atenção do mundo. No show deste feriado prolongado na Califórnia, nos Estados Unidos, Anitta ainda contou com a participação do rapper Snoppy Dogg, ao cantar “Onda Diferente”, logo na abertura do show.

A apresentação chegou a ter 40 bailarinos ao mesmo tempo no palco, segundo a assessoria de Anitta, que encenou momentos sexys com dançarinas e tocou timbau. Depois da apresentação, Anitta disse que “as cores da bandeira brasileira pertencem aos brasileiros. Representam o Brasil em geral. Ninguém pode se apropriar do significado das cores da bandeira do nosso país”, afirmou a artista no Twitter.

Apresentação marcante

O show foi na última sexta-feira (15/04) e ainda vem repercutindo nas redes sociais e na mídia internacional.

Por causa da apresentação, o nome da cantora foi parar nos trends do Twitter. No Brasil, os fãs lançaram a hashtag #anichella.

Gratidão a Snoop Dogg

Após a apresentação, Anitta usou suas redes sociais para agradecer a presença de Snoop Dogg ao postar um clique nos bastidores abraçada com o rapper, que simulou um jogo de sinuca no palco.

“Sou muito grata a você. Muito obrigada por abrir meu show comigo. Te amo”, escreveu.

Entre as músicas escolhidas para a apresentação, hits em português, inglês e espanhol estavam no repertório, como “Envolver”, “Vai Malandra”, “Sua cara”, “Rave de favela” e “Bola rebola”.

Pabllo Vittar, que se apresentou neste sábado (16/04) no festival, estava na plateia ao lado de Diplo, e postou um vídeo dançando enquanto Anitta cantava “Sua cara”, música lançada por eles.

Disponível em: https://bityli.com/QIcdJ.
Acesso em: 18 abr. 2022 (adaptado).

Releia este trecho. 


“Ninguém pode se apropriar do significado das cores da bandeira do nosso país” 


A palavra destacada, quanto à sílaba tônica, pode ser classificada como

Alternativas
Q2120397 Português
Referindo-se a palavras, sílabas, divisão e tonicidade, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Sílaba é um fonema, ou grupo de fonemas, emitidos num só impulso da voz (impulso expiratório).
( ) Na Língua Portuguesa, a sílaba se forma, necessariamente com uma vogal, a que se agregam, ou não, semivogais, ou consoantes.
( ) A divisão silábica faz-se pela silabação, isto é, pronunciando as palavras por sílabas. Na escrita, separam-se as sílabas por meio do hífen.
( ) Na escrita, não se separam letras representativas da mesma sílaba. Não se separam letras que representam ditongo, tritongo, hiatos.
Alternativas
Q2119114 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


O que a Geração Z quer do trabalho? E por que saber isso é decisivo para o Brasil


Há uma equação a ser respondida urgentemente no Brasil. O que a Geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, quer do trabalho? Apesar de o recorte geracional trazer de uma criança de 10 anos a um jovem adulto de 25, o tema será melhor afinado se ficarmos entre 16 e 25 anos. Inclui aqueles que saem do Ensino Médio até os que concluíram a universidade e entraram no mercado de trabalho. Em resumo: o que costumamos chamar de força produtiva, a próxima geração a ocupar os espaços profissionais e a construir os índices de riqueza e crescimento do país. No Brasil, representam 15% da população, cerca de 31 milhões de pessoas.

Conhecer profundamente esse contingente será decisivo num momento em que as transformações tecnológicas aceleram, em especial com avanços massivos em três grandes áreas: o 5G, a computação em nuvem e as soluções de Inteligência Artificial. Empregos e carreiras desaparecerão ou estarão sob soluções computacionais e robóticas. Por outro lado, novas habilidades comportamentais serão exigidas nas vagas ocupadas pelas pessoas.

Por isso, será decisivo estudar, conhecer e enxergar as expectativas dessa geração. Só com esse tipo de informação, poderemos debater políticas educacionais e profissionais que prevejam gargalos e escassez no médio prazo. Nos Estados Unidos, a National Society of High School Scholars realiza, sistematicamente, uma pesquisa para compreender jovens nessa faixa etária. No levantamento deste ano, 11,4 mil estudantes opinaram - 72% concluem o Ensino Médio entre este ano e os próximos dois. Os resultados levam a um perfil que, em termos produtivos, traz ingredientes que não eram decisivos para gerações anteriores. São respostas que valem ouro a empresas de ponta, porque são cruciais na atração e, especialmente, na manutenção de talentos.

De acordo com os autores da pesquisa, pode-se dizer que a Geração Z traz quatro pilares que aparecem o tempo inteiro nas respostas: desejo de equidade para todos, interesse crescente pelas áreas de saúde e carreiras de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, afeição pela aprendizagem e a ansiedade para viver um mundo pós-Covid. A questão da equidade, um clássico problema brasileiro, alastrou-se também pelos Estados Unidos, em especial após a crise imobiliária de 2008. Mais de um quinto (22%) disseram que as próprias experiências com desigualdade influenciaram na escolha da carreira, afirma o documento.

Para enfrentar o problema, eles acreditam que o papel de responsabilidade social e forma de impactar o mundo positivamente está nas áreas de direitos humanos, justiça social, saúde e inovação tecnológica. Curiosamente, a tecnologia será essencial nos campos do direito e da saúde. E, aqui, está a maior pista para empresas e recrutadores: trata-se de uma geração que chega ao mercado esperando mais que sucesso, oportunidades e desafios. Eles querem, também, flexibilidade de jornada, ambientes acolhedores e, especialmente, uma causa e um propósito. 


(Disponível em: O que a Geração Z quer do trabalho? E por que saber isso é decisivo para o Brasil (msn.com). Adaptado.)

A questão da equidade, um clássico problema brasileiro, alastrou-se também pelos Estados Unidos, em especial após a crise imobiliária de 2008.

Assinale a alternativa CORRETA (obs.: atente-se às regras de separação silábica brasileira, não portuguesa).
Alternativas
Q2119110 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


O que a Geração Z quer do trabalho? E por que saber isso é decisivo para o Brasil


Há uma equação a ser respondida urgentemente no Brasil. O que a Geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, quer do trabalho? Apesar de o recorte geracional trazer de uma criança de 10 anos a um jovem adulto de 25, o tema será melhor afinado se ficarmos entre 16 e 25 anos. Inclui aqueles que saem do Ensino Médio até os que concluíram a universidade e entraram no mercado de trabalho. Em resumo: o que costumamos chamar de força produtiva, a próxima geração a ocupar os espaços profissionais e a construir os índices de riqueza e crescimento do país. No Brasil, representam 15% da população, cerca de 31 milhões de pessoas.

Conhecer profundamente esse contingente será decisivo num momento em que as transformações tecnológicas aceleram, em especial com avanços massivos em três grandes áreas: o 5G, a computação em nuvem e as soluções de Inteligência Artificial. Empregos e carreiras desaparecerão ou estarão sob soluções computacionais e robóticas. Por outro lado, novas habilidades comportamentais serão exigidas nas vagas ocupadas pelas pessoas.

Por isso, será decisivo estudar, conhecer e enxergar as expectativas dessa geração. Só com esse tipo de informação, poderemos debater políticas educacionais e profissionais que prevejam gargalos e escassez no médio prazo. Nos Estados Unidos, a National Society of High School Scholars realiza, sistematicamente, uma pesquisa para compreender jovens nessa faixa etária. No levantamento deste ano, 11,4 mil estudantes opinaram - 72% concluem o Ensino Médio entre este ano e os próximos dois. Os resultados levam a um perfil que, em termos produtivos, traz ingredientes que não eram decisivos para gerações anteriores. São respostas que valem ouro a empresas de ponta, porque são cruciais na atração e, especialmente, na manutenção de talentos.

De acordo com os autores da pesquisa, pode-se dizer que a Geração Z traz quatro pilares que aparecem o tempo inteiro nas respostas: desejo de equidade para todos, interesse crescente pelas áreas de saúde e carreiras de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, afeição pela aprendizagem e a ansiedade para viver um mundo pós-Covid. A questão da equidade, um clássico problema brasileiro, alastrou-se também pelos Estados Unidos, em especial após a crise imobiliária de 2008. Mais de um quinto (22%) disseram que as próprias experiências com desigualdade influenciaram na escolha da carreira, afirma o documento.

Para enfrentar o problema, eles acreditam que o papel de responsabilidade social e forma de impactar o mundo positivamente está nas áreas de direitos humanos, justiça social, saúde e inovação tecnológica. Curiosamente, a tecnologia será essencial nos campos do direito e da saúde. E, aqui, está a maior pista para empresas e recrutadores: trata-se de uma geração que chega ao mercado esperando mais que sucesso, oportunidades e desafios. Eles querem, também, flexibilidade de jornada, ambientes acolhedores e, especialmente, uma causa e um propósito. 


(Disponível em: O que a Geração Z quer do trabalho? E por que saber isso é decisivo para o Brasil (msn.com). Adaptado.)

O tema será melhor afinado se ficarmos entre 16 e 25 anos.

Assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q2115290 Português
O professor de língua portuguesa: modos
de ensinar e de apre(e)nder


    O tema é paradoxalmente árido e fértil: a sua aridez decorre do desgaste que a sociedade inflige ao professor com a superexposição, geralmente negativa, em todos os setores; a fertilidade vem da perseverança que os mestres realmente apaixonados pelo que fazem, conferem à sua atividade, não se desmotivando nunca, abertos à renovação, sempre prontos a considerar possibilidades que facilitem e/ou aperfeiçoem seu ofício. [...]
      Não abordaremos aqui conteúdos, porque já são exaustivamente contemplados, mas a postura, segundo nossa concepção, do professor de Língua Portuguesa. De como o percebemos. Da sua representação.
      Não há a menor dúvida de que o ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa são considerados difíceis e enfadonhos. Não se trata de dourar a pílula, dizer que há fórmulas infalíveis de se chegar ao aluno, com aprovação e receptividade tais, que nos esperarão nas salas, ansiosos, motivados e prontos para aulas magníficas e inesquecíveis.
     Por uma série de circunstâncias, não existe esse contexto, pelo menos em termos tão otimistas, infelizmente, para todos nós, professores de Língua Portuguesa.
     Quando falamos a respeito de ensino, não o fazemos com distanciamento. Somos (sempre seremos), por efetiva prática, professora de Educação Infantil (antigo Primário), Fundamental e Médio, durante anos (aposentando-nos no Município com tempo integral, dando aulas), estando atualmente no Ensino Superior com docência e pesquisa.
      [...]
     Voltando à questão central, qual deve ser realmente o perfil do professor de Língua Portuguesa?
     Primeiramente conscientizar-se de que professor de Língua Portuguesa não é só ser professor de Gramática. É ser polivante. Por tal, entenda-se, relacionar-se bem com Leitura, Literatura, Filologia, Filosofia, Antropologia, Sociologia, História, Geografia porque efetivamente uma língua viva se funda em tudo isso, é denominador comum, é fator de unidade, polariza, congrega, instiga, enfim, é agente de cultura.
      [...]
     A Língua Portuguesa está presente em tudo: dentro e fora da instituição escolar. Ela é o código maior de comunicação, o mais fácil, o mais à mão. Há de ser enriquecida diuturnamente.
   Voltando para a Gramática, para não dizer que não falei de flores (gramaticais ou verbais), torna-se claro que o professor de Língua Portuguesa precisa ensinar gramática. Então, acaba o encanto da globalização linguística? Respondemos que não, porque o professor não se limitará a reproduzir “gramatiquices”, regras e exceções, conceitos passados como verdades absolutas, nomenclaturas isentas de críticas, séries de exercícios monótonos e repetitivos.
        [...]
    A figura do professor que, então, transmitirá a tal gramática é essencial, não acessória, as luzes concentrando-se nele, brilhando sempre intensamente, lembrando um farol no meio da escuridão. Antes de mais nada, não será um acomodado, abrindo a Gramática e lendo conceitos ou usando o livro didático como muleta e não complemento. [...]
     Deve ser crítico e fazer com que seus alunos (com as adequações compatíveis ao nível) exerçam o sentido da crítica, conhecendo teorias diversas, sem medo de ser avançado (ousado) demais ou tradicional (antigo, ultrapassado), lembrando-se de que como usuário da língua (para comunicar-se simplesmente ou fazer uso de sua função expressiva, estética), ele tem direitos e deveres, não sendo indiferente, alheio, neutro. [...]
    Para nós, assim deve ser o professor de Língua Portuguesa: não limitado ou escravo de livros ou teorias, mas antenado à vida, comprometido tanto com a tradição quanto com a modernidade, evoluindo sem temer o novo, fiel à sua consciência sempre e preocupado em dar e fazer o melhor.
      [...]

(PEREIRA, Maria Teresa Gonçalves. Fragmento adaptado. O professor
de língua portuguesa: modos de ensinar e de apre(e)nder.)
Considerando os conhecimentos acerca dos fonemas e letras pode-se afirmar que está correta a indicação feita referente ao termo destacado em: “Não abordaremos aqui conteúdos, porque já são exaustivamente contemplados, mas a postura, segundo nossa concepção, do professor de Língua Portuguesa.”
Alternativas
Q2105176 Português
A internet expõe várias inadequações ortográficas de motivação fonético-fonológica; um exemplo disso é uma placa na qual se lê o seguinte: “Vendese quejo e mantega". Nesse texto, predomina um desvio ortográfico devido à:
Alternativas
Q2102016 Português

Assinale a alternativa em que a divisão silábica esteja CORRETA:

Alternativas
Q2070239 Português
Texto 1

Gato por lebre


Imagine que você está no supermercado ou na farmácia, na seção que vende leite em pó. Ao avaliar as marcas disponíveis, vê que, em algumas latas, o rótulo destaca que o produto é fonte de cálcio, ferro e zinco, além de conter um “mix” de vitaminas. Parece uma boa opção para crianças, certo? No entanto, se comprar esse produto pensando que é leite, você estará levando gato por lebre. Embora a embalagem seja muito semelhante à do leite em pó, esse produto é, na verdade, um composto lácteo – mistura de leite (51% no mínimo, de acordo com a legislação - Instrução Normativa 28/2007, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e de ingredientes diversos, como soro de leite, óleos vegetais, açúcar e substâncias químicas para dar sabor, aroma, aumentar a durabilidade etc., chamadas de aditivos alimentares.
Mais grave é o risco de confusão com fórmulas infantis e fórmulas de seguimento, alimentos artificiais substitutos do leite materno, indicados para recém-nascidos de até 6 meses e para bebês entre 6 meses e 1 ano de idade, respectivamente. “Embora não exista produto industrializado que se equipare aos benefícios e à proteção à saúde da mãe e do bebê proporcionados pelo aleitamento materno, as fórmulas infantis e de seguimento são desenvolvidas para suprir as necessidades nutricionais do bebê quando a amamentação não é possível”, explica Rosana de Divitiis, ex-presidente e atual conselheira da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN, na sigla em inglês) no Brasil.
O composto lácteo, ao contrário, não deve ser oferecido para crianças com menos de 1 ano. Porém, a IBFAN detectou problemas na oferta desses produtos, que podem levar o consumidor a erro em relação à sua composição e para quem ele é indicado.
Em 2017, a organização fez novamente seu monitoramento anual do cumprimento da legislação que visa a proteger o direito à amamentação no Brasil, a chamada NBCal, composta por resoluções, portarias e pela Lei Federal no 11.265/2006, regulamentada pelo Decreto no 8.552/2015. A norma reúne regras sobre rotulagem, comercialização e publicidade de uma série de produtos que podem atrapalhar o aleitamento materno, desde alimentos (leites artificiais, outros produtos lácteos e papinhas, por exemplo) a acessórios como chupetas, mamadeiras e bicos.

Adaptado de: https://idec.org.br/materia/gato-por-lebre-0. Acesso em: 13 fev. 2022.
Assinale a alternativa em que o número de fonemas e de letras não coincidam em cada uma das palavras. 
Alternativas
Q2066957 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras tem encontro vocálico. 
Alternativas
Q2066956 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras tem encontro consonantal.
Alternativas
Q2062481 Português

A humanidade levou milênios para estabelecer a relação entre um grafismo e um som. Durante esse período, a representação gráfica deixou de ser motivada pelos objetos e ocorreu um deslocamento da representação do significado das palavras para a representação convencional de sons dessas palavras.

Pesquisas sobre a construção da língua escrita pela criança mostram que, nesse processo, é preciso: 

Alternativas
Q2056837 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam o mesmo número de sílabas. 
Alternativas
Q2052457 Português
Ordem, progresso e desenrascanço
Gregório Duvivier*

Os portugueses, levaram pro Brasil, por exemplo, pelo menos 100 mil palavras. Tenho pena que tenham esquecido em casa algumas das minhas preferidas. Talvez não tenha sido esquecimento, mas ciúmes: gostavam tanto delas que não queriam vê-las em nossas bocas. Há, definitivamente, todo um rol de palavras que nunca atravessaram o Atlântico.

Gosto em especial da palavra ronha – e de praticá-la. A palavra parece outra coisa, e de fato já foi: uma espécie de sarna, e, também, uma doença de plantas. Ninguém mais usa nesse sentido. A expressão "ficar na ronha" se refere à prática de abrir os olhos, mas permanecer na cama. Não imaginam minha excitação ao descobrir que existe uma palavra pro meu esporte preferido.

A arte da ronha consiste em acordar sem, no entanto, se levantar. Trata-se do primeiro trambique do dia: a procrastinada inaugural de todas as manhãs. "Dormi pouco", dizem, "mas fiquei duas horas na ronha" – e pode parecer que ronha equivale à função soneca. Não, durante a soneca voltamos a dormir. E na ronha permanecemos naquele meio termo que Proust demorou dez páginas pra descrever, mas aos portugueses bastaram cinco letras.

Tenho muita pena de não usarmos a palavra javardo. Trata-se de um sinônimo pra javali, mas que nunca será usado pra designar o animal propriamente dito. Chamam de javardo alguém que se comporta como um javali, ou melhor, que se comporta como imaginamos que um javali se comportaria: de forma grosseira, estúpida, abjeta. Gosto porque a palavra soa precisamente o que ela significa.

Da mesma forma, não há xingamentos bons como "aldrabão", termo que designa com especial precisão um farsante muito específico, algo entre o trapaceiro e o impostor, que comete aldrabices, pequenas fraudes – não confundir com batotas, outra palavra que não viajou, que se refere às trapaças vultosas quando cometidas dentro de um jogo, por exemplo, embora algumas sem grande importância.

De todas as palavras esquecidas, tenho uma predileta, aquela que designa a solução que resolve um problema de maneira temporária, mas não em definitivo: desenrascanço. Trata-se de uma gambiarra, mas não necessariamente mecânica – pode ser qualquer coisa que nos safe, como um papelão que faz às vezes de guarda-chuva. Gambiarra é um achado importante e gambiarra se aceita nesse contexto.

Nunca ouvi essa palavra em nossas bandas, e ao mesmo tempo nunca uma palavra definiu tão bem a atividade diária do brasileiro, esse desenrascado. Queria essa palavra em nossa bandeira: ordem, progresso e desenrascanço.

* É ator e escritor. Também é um dos criadores do portal de humor Porta dos Fundos.
Folha de São Paulo, Ilustrada, 01 dez. 2021. Adaptado
Para se falar de texto é preciso considerar vários fatores que o complementam. Entre os vários aspectos mobilizados na sua construção, os linguísticos se voltam para o funcionamento da língua quanto a sua sistematização, conforme se aponta nos textos a seguir.
Texto I
“Da mesma forma, não há xingamentos bons como 'aldrabão', termo que designa com especial precisão um farsante muito específico, algo entre o trapaceiro e o impostor, que comete aldrabices, pequenas fraudes – não confundir com batotas, outra palavra que não viajou, que se refere às trapaças vultosas quando cometidas dentro de um jogo, por exemplo, embora algumas sem grande importância”.
Texto II Imagem associada para resolução da questão
Isto É, n. 2715, 09 fev. 2022, p. 12
A esse respeito, avalie as afirmações seguintes.
I - Na expressão “trapaças vultosas” (Texto I), o adjetivo pode ser substituído por “vultuosas” sem prejuízo para o sentido do texto.
II - No Texto II há uma inadequação quanto à grafia de uma das palavras usadas para reproduzir, na escrita, a fala do tenista Rafael Nadal.
III - Em “que se refere às trapaças” (Texto I), o sinal indicativo de crase foi indevidamente assinalado, pois não se verifica a contração da preposição “as” com o artigo feminino “as”.
IV - Na frase “... não há xingamentos bons como "aldrabão" (Texto I), o verbo “haver” pode ser trocado por “existir”, sem prejuízo de sentido e de acordo com a norma-padrão, assim: “... não existe xingamentos bons como 'aldrabão'...”
V - No Texto II se identifica a presença de monossílabos tônicos, acentuados por terminarem em vogais, e de monossílabos átonos, assim considerados pelo fato de não possuírem autonomia fonética e por dispensarem acentuação.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q2051522 Português

Assinale a alternativa que contem a separação das sílabas corretamente.


Alternativas
Q2051415 Português
Marque a alternativa correta:  
Alternativas
Q2050761 Português
Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista.

Cora Coralina
Nota: Trecho do poema Ofertas de Aninha
(Aos moços). 
Das alternativas citadas abaixo, assinale a que corresponde ao conjunto de palavras do poema com separação silábica correta. 
Alternativas
Q2039303 Português
Sobre fonologia, fonemas e grafias, analise as assertivas que seguem, assinalando V se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Como bem ensina Mattoso Câmara, “o fonema, entendido como um feixe de traços distintivos, individualiza-se e ganha realidade gramatical pelo seu contraste com outros feixes em idênticos ambientes fonéticos. Não é, pois, a diferença articulatória e acústica que distingue primariamente dois fonemas, senão a possibilidade de determinarem significações distintas numa mesma situação fonética. Compreende-se, assim, que um mesmo fonema possa variar amplamente na sua realização, conforme o ambiente fonético ou as peculiaridades do sujeito falante”.
( ) Conforme consta em Bechara, a fonologia não se opõe à fonética: a primeira estuda o número de oposições utilizadas e suas realizações mútuas, enquanto a fonética experimental determina a natureza física e fisiológica das distinções observadas. Ambas as disciplinas pertencem ao nível biológico do falar condicionado psicofisicamente.
( ) O homem tem um aparelho especial para a fala; os fonemas são produzidos apenas pelo uso do aparelho respiratório. Bechara nos diz que, em português, todos os fonemas são produzidos por meio da corrente de ar que sai dos pulmões, a qual encontra barreiras na boca, realizando todos os sons da fala.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2032373 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Conheça o jato de radiação capaz de viajar quase tão rápido quanto a velocidade da luz 



Um jato de radiação de duas estrelas de nêutrons em colisão viaja quase tão rápido quanto a velocidade da luz, de acordo com medições do Telescópio Espacial Hubble.

Embora nada possa viajar mais rápido que a velocidade da luz, a descoberta fornece informações importantes sobre misteriosas explosões de raios gama, que ainda não são totalmente compreendidas.

Os astrônomos do Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser detectaram uma onda produzida a partir da colisão de duas estrelas de nêutrons em 2017. Na ocasião, telescópios terrestres e espaciais capturaram um jato incrivelmente rápido em forma de explosão de raios gama.

As medições iniciais desta rede de telescópios, que usaram uma técnica chamada Interferometria de Linha de Base Muito Longa, descobriram que o jato viajava a pelo menos 95% da velocidade da luz e traçou sua direção aproximada de viagem.

No entanto, dada a distância de 130 milhões de anos-luz entre a Terra e as estrelas de nêutrons, juntamente com a relativa obscuridade da explosão de raios gama, ainda havia muitas incertezas sobre o jato.

Kunal Mooley, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e seus colegas compararam os dados do Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser com as medições do Telescópio Espacial Hubble feitas entre oito e cento e cinquenta e nove dias após a colisão, para alcançar um nível de precisão muito maior do que as medições anteriores.

Eles descobriram que o jato parece se mover sete vezes mais rápido que a velocidade da luz, mas isso é uma ilusão de ótica causada pelo fato de que a luz está apontada para a Terra e viaja na direção terrestre.

Um efeito semelhante acontece se você apontar um feixe de laser para a lua e movê-lo pela superfície. O ponto do laser parece se mover mais rápido do que a luz, mesmo que nenhum fóton individual o faça.

No entanto, a medição altamente precisa forneceu algumas informações importantes sobre a velocidade real do jato, a 99,97% da velocidade da luz, além de fornecer um controle muito mais preciso sobre sua localização, em uma pequena região da galáxia elíptica, localizada na direção da constelação de Hydra.

"Agora, o que podemos fazer é realmente ampliar entre mil e dez mil vezes mais neste evento e descobrir quais são as propriedades locais do mesmo", explicou Mooley.


Conheça o jato capaz de viajar sete vezes mais rápido que a velocidade da luz (msn.com). Adaptado.

A divisão silábica é a separação das diferentes sílabas que formam uma palavra. Uma sílaba é um pequeno conjunto de fonemas emitidos em uma única emissão de voz.


Assinale a opção que contenha a separação silábica corretamente. 

Alternativas
Q2032372 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Conheça o jato de radiação capaz de viajar quase tão rápido quanto a velocidade da luz 



Um jato de radiação de duas estrelas de nêutrons em colisão viaja quase tão rápido quanto a velocidade da luz, de acordo com medições do Telescópio Espacial Hubble.

Embora nada possa viajar mais rápido que a velocidade da luz, a descoberta fornece informações importantes sobre misteriosas explosões de raios gama, que ainda não são totalmente compreendidas.

Os astrônomos do Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser detectaram uma onda produzida a partir da colisão de duas estrelas de nêutrons em 2017. Na ocasião, telescópios terrestres e espaciais capturaram um jato incrivelmente rápido em forma de explosão de raios gama.

As medições iniciais desta rede de telescópios, que usaram uma técnica chamada Interferometria de Linha de Base Muito Longa, descobriram que o jato viajava a pelo menos 95% da velocidade da luz e traçou sua direção aproximada de viagem.

No entanto, dada a distância de 130 milhões de anos-luz entre a Terra e as estrelas de nêutrons, juntamente com a relativa obscuridade da explosão de raios gama, ainda havia muitas incertezas sobre o jato.

Kunal Mooley, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e seus colegas compararam os dados do Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser com as medições do Telescópio Espacial Hubble feitas entre oito e cento e cinquenta e nove dias após a colisão, para alcançar um nível de precisão muito maior do que as medições anteriores.

Eles descobriram que o jato parece se mover sete vezes mais rápido que a velocidade da luz, mas isso é uma ilusão de ótica causada pelo fato de que a luz está apontada para a Terra e viaja na direção terrestre.

Um efeito semelhante acontece se você apontar um feixe de laser para a lua e movê-lo pela superfície. O ponto do laser parece se mover mais rápido do que a luz, mesmo que nenhum fóton individual o faça.

No entanto, a medição altamente precisa forneceu algumas informações importantes sobre a velocidade real do jato, a 99,97% da velocidade da luz, além de fornecer um controle muito mais preciso sobre sua localização, em uma pequena região da galáxia elíptica, localizada na direção da constelação de Hydra.

"Agora, o que podemos fazer é realmente ampliar entre mil e dez mil vezes mais neste evento e descobrir quais são as propriedades locais do mesmo", explicou Mooley.


Conheça o jato capaz de viajar sete vezes mais rápido que a velocidade da luz (msn.com). Adaptado.

Um jato de radiação de duas estrelas de nêutrons em colisão viaja quase tão rápido quanto a velocidade da luz, de acordo com medições do Telescópio Espacial Hubble.

Em relação à acentuação gráfica, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q2032370 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Conheça o jato de radiação capaz de viajar quase tão rápido quanto a velocidade da luz 



Um jato de radiação de duas estrelas de nêutrons em colisão viaja quase tão rápido quanto a velocidade da luz, de acordo com medições do Telescópio Espacial Hubble.

Embora nada possa viajar mais rápido que a velocidade da luz, a descoberta fornece informações importantes sobre misteriosas explosões de raios gama, que ainda não são totalmente compreendidas.

Os astrônomos do Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser detectaram uma onda produzida a partir da colisão de duas estrelas de nêutrons em 2017. Na ocasião, telescópios terrestres e espaciais capturaram um jato incrivelmente rápido em forma de explosão de raios gama.

As medições iniciais desta rede de telescópios, que usaram uma técnica chamada Interferometria de Linha de Base Muito Longa, descobriram que o jato viajava a pelo menos 95% da velocidade da luz e traçou sua direção aproximada de viagem.

No entanto, dada a distância de 130 milhões de anos-luz entre a Terra e as estrelas de nêutrons, juntamente com a relativa obscuridade da explosão de raios gama, ainda havia muitas incertezas sobre o jato.

Kunal Mooley, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e seus colegas compararam os dados do Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser com as medições do Telescópio Espacial Hubble feitas entre oito e cento e cinquenta e nove dias após a colisão, para alcançar um nível de precisão muito maior do que as medições anteriores.

Eles descobriram que o jato parece se mover sete vezes mais rápido que a velocidade da luz, mas isso é uma ilusão de ótica causada pelo fato de que a luz está apontada para a Terra e viaja na direção terrestre.

Um efeito semelhante acontece se você apontar um feixe de laser para a lua e movê-lo pela superfície. O ponto do laser parece se mover mais rápido do que a luz, mesmo que nenhum fóton individual o faça.

No entanto, a medição altamente precisa forneceu algumas informações importantes sobre a velocidade real do jato, a 99,97% da velocidade da luz, além de fornecer um controle muito mais preciso sobre sua localização, em uma pequena região da galáxia elíptica, localizada na direção da constelação de Hydra.

"Agora, o que podemos fazer é realmente ampliar entre mil e dez mil vezes mais neste evento e descobrir quais são as propriedades locais do mesmo", explicou Mooley.


Conheça o jato capaz de viajar sete vezes mais rápido que a velocidade da luz (msn.com). Adaptado.

Agora, o que podemos fazer é realmente ampliar entre mil e dez mil vezes mais neste evento.
Assinale a opção que contenha um hiato e um ditongo, respectivamente. 
Alternativas
Respostas
2601: B
2602: A
2603: D
2604: D
2605: B
2606: A
2607: B
2608: E
2609: D
2610: C
2611: E
2612: C
2613: B
2614: D
2615: B
2616: C
2617: D
2618: E
2619: D
2620: A