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Questões de Concurso Comentadas sobre fonologia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.123 questões

Q3682767 Português
A separação das sílabas está CORRETA na palavra: 
Alternativas
Q3679608 Português
Assinalar a alternativa que apresenta um hiato:
Alternativas
Q3673597 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão:



EQUIDADE DE GÊNERO: O QUE ISSO QUER DIZER?



    Entendemos a necessidade de olhar para as mulheres como um grupo específico pois vivemos em uma sociedade que discrimina mulheres por seu gênero. Criando um ambiente de desigualdade social, econômica e política.


    De acordo com o relatório World Gender Gap 2020, do Fórum Econômico Mundial, no ritmo atual, seriam necessários 99,5 anos para que a igualdade de gênero fosse alcançada no mundo.


    Isso significa que a desigualdade entre os gêneros é uma realidade atual e histórica que resulta nas mais diversas formas de violência, opressão e desvantagens contra as mulheres.


    A fim de eliminar essas divergências e desequilíbrios, a busca pela equidade de gênero se torna cada vez mais urgente em nossa sociedade. Mas você sabe o que isso quer dizer? (...)


    O projeto Equidade é uma parceria entre a Politize!, o Instituto Mattos Filho e a Civicus, voltada a apresentar, de forma simples e didática, os Direitos Humanos e os principais temas que eles envolvem, desde os seus principais fundamentos e conceitos aos seus impactos em nossas vidas. E então, preparado(a) para entender sobre o que quer dizer equidade de gênero?



O que significa equidade de gênero?



    A concepção de equidade diz respeito ao reconhecimento das características próprias de um indivíduo ou grupo, em que se leva em consideração o direito de cada um com base na imparcialidade. Dessa forma, o princípio da equidade busca equilibrar a balança da justiça reconhecendo as diferenças, vulnerabilidades e necessidades particulares das pessoas.


    Por exemplo, imagine que uma gestante necessita de atendimento médico urgente. Mas o hospital na qual ela foi levada está lotado. Seguindo o princípio de que todos devem ser tratados iguais, os pacientes que já estavam esperando atendimento deveriam ser tratados primeiro.


    Contudo, isso não seria o mais justo a ser feito. Assim, reconhecendo a necessidade que a gestante possui, o princípio da equidade prevê que é ela quem deve receber o atendimento primeiro, colaborando para a justiça social. Já o gênero, segundo a antropóloga Adriana Piscitelli, refere-se ao caráter cultural das distinções entre homens e mulheres e entre ideias sobre feminilidade e masculinidade. Ou seja, gênero diz respeito às representações do masculino e do feminino na sociedade, não estando necessariamente vinculado ao sexo biológico.


    Isso significa que o gênero está vinculado com o comportamento e o papel social que são atribuídos a homens e mulheres, o que, consequentemente, cria estereótipos e generalizações. É assim que expressões como “homem não chora” ou “mulher não sabe dirigir” nascem. Na verdade, tanto a função de dirigir quanto o ato de chorar não são em nenhuma maneira influenciados pelos órgãos genitais humanos, mas as expressões refletem a visão socialmente construída em relação a atos e comportamentos masculinos e femininos.


    Dessa forma, o princípio da equidade visa garantir que independentemente de seu gênero, todas as pessoas devem ter as mesmas oportunidades para se desenvolver, com suas ações e opiniões sendo valorizadas igualmente.


    A equidade de gênero engloba uma compreensão formal, isto é, a garantia em lei que todas as pessoas devem receber um tratamento igualitário; e uma compreensão material, que abrange a ideia de que pessoas de gêneros distintos são diferentes e que as suas particularidades devem ser levadas em conta na garantia dos seus direitos e oportunidades. [...]


(ADAPTADO. Equidade de gênero: o que isso quer dizer? | Politize!. Acesso em 04/02/2023). 

Analise o trecho: “...o princípio da equidade prevê que é ela quem deve receber o atendimento primeiro, colaborando para a justiça social.”
Alternativas
Q3673302 Português
Assinale a alternativa em que a divisão silábica das palavras sussurro, saúde e piscina está correta.
Alternativas
Q3672690 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão



SERRA PELADA: ENTENDA A SAGA DO OURO NOS ANOS 1980


Garimpeiros de todo o Brasil exploraram 30 toneladas do metal precioso



    Serra Pelada, no Pará, ficou conhecida nos anos 80 como o maior garimpo a céu aberto do mundo. Pela grande quantidade de ouro, a região atraiu milhares de pessoas e se transformou em um formigueiro humano. A busca pelo ouro teve início no Brasil em uma época e local bem diferentes, foi em Minas Gerais, no século XVII, que a exploração começou sob o controle de Portugal. 


    A minissérie "Serra Pelada - A Saga do Ouro", que estreia na Globo no dia 21 de janeiro, revisita a exploração do ouro no Brasil. Com nomes de peso no elenco, como Sophie Charlotte, Wagner Moura, Juliano Cazarré, Júlio Andrade e Matheus Nachtergaele, a série conta a história de dois amigos de infância que se mudam para o Pará por causa da “febre do ouro”. O garimpo começa no final da década de 1970 e vive seu auge nos anos 80, a exploração em Curionópolis, no Pará, durou aproximadamente 11 anos.


    A Fazenda Três Barras era mais uma das centenas de propriedades da Bacia Amazônica, até que a notícia da descoberta de ouro atraiu garimpeiros de todo o Brasil para o local, a 800 km de Belém. A região foi desmatada - dando lugar ao garimpo - e dividida em barrancos de dois por dois metros. Cada unidade era ocupada por um garimpeiro, que tentava a sorte enquanto cavava: era possível encontrar apenas lama ou enriquecer com grandes quantidades de ouro.



Entenda a trajetória do ouro no período colonial 



    Em pouco tempo a Serra Pelada - um complexo mineral que abrange uma área de aproximadamente 5 mil hectares - se tornou o maior garimpo do mundo, com 80 mil homens trabalhando ao mesmo tempo. Durante o auge da produção aurífera, o governo federal decidiu intervir na área. Todos os garimpeiros e os barrancos foram registrados junto à Receita Federal. Todo metal precioso encontrado na área deveria ser vendido à Caixa Econômica Federal. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) foram extraídas, de forma oficial, 30 toneladas de ouro no local.


    Com o passar dos anos, o a extração de ouro foi se tornando cada vez mais perigosa, já que a área do garimpo ficava cada vez mais profunda. Deslizamentos de terra eram constantes e mortes também. No decorrer da década de 1980, a produção entrou em declínio e, em 1992, o governo Collor fechou o garimpo através de um decreto.


    Hoje, a área do garimpo deu lugar a um lago de 200 metros de profundidade, utilizado como fonte de lazer pela população local. No entanto, há sinais de que o ouro voltará a sair de Serra Pelada. A Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) e a mineradora canadense Colossus Minerals Inc. fecharam um acordo para explorar o complexo mineral de forma mecanizada.


(www.educação.globo.com/artigo/serra-pelada-saga-do-ouro-anos-1980.html. Acesso 02/02/2023) 

Analise o trecho, os elementos destacados e suas respectivas análises:


“O garimpo começa no final da década¹ de 1970 e vive seu auge nos anos 80, a exploração em Curionópolis², no Pará³, durou aproximadamente 11 anos.”


I. Em 1, tem-se uma palavra trissílaba e proparoxítona;


II. Em 2, tem-se a mesma regra de acentuação que “júris”;


III. Em 3, tem-se um substantivo coletivo e próprio. 


Marque a alternativa que possui a(s) opção(ões) correta(s): 

Alternativas
Q3671801 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.


         Quando eu nasci já tinha seis irmãos no mundo. Fui o sétimo da vez, entre 12 machos e fêmeas. Sou do ano de 36. Meu pai era mecânico de fordinho e minha mãe dava comida e banho na gente, além de arrumar a casa simples. A cidade era São Joaquim da Barra, perto de Ribeirão Preto, no caminho de Brasília, via Anhanguera. Sou paulista da velha Mogiana. Com dois aninhos e minha mãe carregando mais um no colo, a gente se arranchou na cidade de Guaíra, ali pertinho. Ficamos por aquelas bandas de poeira até o final da guerra.

         De Guaíra lembro o gasogênio, racionamento de açúcar, de pão e o fim da guerra, com a banda de música tocando de madrugada. Lembro a casa de quarto e cozinha de chão batido, sem guarda-roupa, sem fogão a gás, sem geladeira nem rádio.


(Fragmento. ABREU, Ieda de. Rolando Boldrin: palco Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Cultura – Fundação Padre Anchieta, 2005) 
Assinale a alternativa em que a divisão silábica está CORRETA. 
Alternativas
Q3671147 Português
Se nosso corpo fosse uma orquestra sinfônica, a tireoide seria a grande maestrina.

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ c1v9y9wyg36o. Adaptado.)

Assinale a opção correta quanto à divisão silábica das palavras. 
Alternativas
Q3670154 Português
Alguns autores como Lamprecht et al. (2012), afirmam que “na alfabetização, trabalhar a relação entre sons e letras, tirando proveito de uma capacidade cognitiva que a criança já possui, em certo grau, ao chegar à escola e que vai se desenvolver ainda mais no contato com o ensino formal da escrita, significa aproveitar um instrumental disponível, acessível, natural” (LAMPRECHT et al., 2012, p. 16). Assinale a opção CORRETA que esse processo corresponde. 
Alternativas
Q3670059 Português
TEXTO II 

Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável. 

(Augusto Branco)
Das palavras retiradas do texto, aquela em que o número de fonemas é menor que o número de letras é: 
Alternativas
Q3667511 Português
Em qual alternativa todas as palavras apresentam a correta separação silábica?
Alternativas
Q3667506 Português
Na frase: Os pássaros estão comendo todas as espigas de milho da roça. Em quais palavras da frase há dígrafo consonantal? 
Alternativas
Q3666831 Português
NÃO há encontro consonantal em qual dos vocábulos abaixo? 
Alternativas
Q3666830 Português
Qual alternativa apresenta um vocábulo cujo número de dígrafos é o mesmo do vocábulo “alimentos”?
Alternativas
Q3666828 Português
Qual a única alternativa que NÃO apresenta um vocábulo com o mesmo número de sílabas do vocábulo “extração”?
Alternativas
Q3666286 Português
A separação correta de sílabas foi feita em:  
Alternativas
Q3665942 Português

Atenção: O texto a seguir deve ser utilizado como base para responder à questão:


O cão e a máscara


    Um cão procurava um osso para roer, quando encontrou uma máscara. Era muito formosa, bemfeita e possuía muitas cores. Não procurou mais. Farejou-a e logo reconheceu que não era nada que pudesse ser comido, era apenas uma máscara. Então, o cão desviou-se e pensou: “A cabeça é bonita, mas não tem miolos”.



(Fonte: https://www.pensador.com/fabulas_mais_conhecidas_de_esopo_com_moral/. Acesso em 12/12/2022. Com adaptações)

Das palavras abaixo, encontradas no texto, a única que possui uma espécie de dígrafo é:
Alternativas
Q3663897 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Ortografia não é língua!


Vivemos numa cultura grafocêntrica, isto é, numa cultura em que a escrita exerce um papel central na vida diária das pessoas. Mesmo as analfabetas estão imersas nessa cultura, porque têm de pegar ônibus, fazer compras, lidar com dinheiro, cartão de banco, documentos, boletos, embalagens, ícones do telefone celular etc. A escrita está presente na vida delas o tempo todo, tanto quanto na das pessoas alfabetizadas. Aliás, justamente por isso, as especialistas no tema dizem que existem pessoas analfabetas, sim, mas não pessoas iletradas, já que todas têm de aprender a interagir a todo momento (com maior ou menor desenvoltura) com a letra, ou seja, com a escrita.


Nós também nos movemos no interior daquilo que se chama paisagem linguística. Por onde andamos, no meio urbano e também fora dele (dentro de um avião, por exemplo), estamos rodeadas de cartazes, letreiros de lojas, sinalização de trânsito, painéis de elevadores, publicidade colada nos postes, instruções escritas no asfalto, numeração das casas, folheto de cartomante, placas com nomes de ruas, inscrições em veículos etc. A paisagem linguística é objeto de conflitos em sociedades plurilíngues, onde os grupos de falantes de línguas minorizadas lutam para que todo esse universo de escrita também esteja grafado em sua língua não hegemônica. No Canadá, por exemplo, tudo o que chega às mãos da população tem de vir, obrigatoriamente, por lei, escrito em inglês e francês, assim como, na Bélgica, em neerlandês e francês. (...) Esse impacto da escrita na nossa vida em sociedade é tamanho que para muitas pessoas é difícil pensar em “língua” sem pensar imediatamente em “escrita”, quando não acham que são sinônimos! Mas não são.


Para essa enganosa sinonímia contribui muito o processo de escolarização. Mesmo sendo precário e quase indigente no Brasil, o ensino institucionalizado de língua se faz, evidentemente, por meio da escrita e da leitura do que está escrito. Isso explica, por exemplo, por que a grande maioria do que se chama “erro de português” é, na verdade, mero erro de ortografia: “Credo, o e-mail de fulano está cheio de erros de português”.


Vai ver, são basicamente erros de ortografia. Quando ouvimos alguém dizer [kizɛh], não temos a menor ideia de se, na hora de escrever, ela vai grafar quiser, com <s>, ou quizer, com <z>.  A pronúncia [kizɛh] é um fato de língua, mas a grafia considerada correta (por lei) é quiser, e isso não tem nada a ver com a língua, mas com as convenções que foram estabelecidas socioculturalmente para a representação escrita (sempre falha e incompleta) dos fatos de língua (por que existe debaixo, uma palavra só, e de cima, duas? Por que quiser com <s> e fizer, com <z>?). Tanto é assim que nossos avós escreviam physica mas pronunciavam [fizika], exatamente como pronunciamos hoje, apesar de escrevermos física. Por isso é que dizemos (e escrevemos): a ortografia não faz parte da língua. Aliás, até o início do século passado o que se escrevia era orthographia!


Quando, na linguística, falamos de língua, o que temos em mente é um conjunto de regularidades que permitem o funcionamento de um modo de falar presente numa dada comunidade humana: os sons que compõem esse idioma, a combinação deles, a morfologia e a sintaxe (ou seja, a gramática), as formas variantes que as e os falantes têm de dizer a mesma coisa (uma “pôça” ou uma “póça” d’água, por exemplo, é algo que independe da ortografia, que é poça para os dois casos, mas de fatores sociais variáveis, como a origem geográfica da pessoa) etc. É assim que aplicamos o rótulo de língua aos modos de falar de centenas de etnias indígenas diferentes, muito embora elas não tenham uma tradição escrita originária — são as pesquisadoras, antropólogas e linguistas, que, para empreender seus estudos, colocam no papel essas línguas, usando convenções gráficas que jamais passaram pela cabeça de quem as fala. Se nós escrevemos tupi, é porque falamos português. Se o Brasil tivesse sido invadido e colonizado por ingleses, por exemplo, o nome dessa etnia e de sua língua provavelmente seria escrito Toopee; se por franceses, toupi ou algo assim. Se fossem russos, nem sequer usariam o alfabeto latino… E nunca é demais lembrar: existem muitas centenas de línguas faladas no mundo hoje que não têm forma escrita, existem exclusivamente na forma oral — são as chamadas línguas ágrafas. No Brasil mesmo, passam de cem. São ágrafas, mas são línguas, em todos os sentidos da palavra.


Ortografia não é língua, ok. Mas é gramática? A resposta depende do que se entende por gramática. A grandíssima maioria das pessoas entende “gramática” como “livro de gramática”, uma obra que contém supostamente tudo o que existe na língua e, principalmente, tudo o que é “certo”. Assim, se o livro chamado “gramática” tem um capítulo que trata da ortografia, então a ortografia faz parte da gramática (foi disso que tentou me convencer a pessoa que me retrucou). Na ciência linguística, no entanto, gramática é um termo que desgina “todo o sistema e estrutura de uma língua ou das línguas em geral, habitualmente considerado como constituído de sintaxe e morfologia (incluindo flexões) e às vezes também fonologia e semântica”, conforme define o famoso dicionário Oxford da língua inglesa (pensei em usar a definição de um conhecido dicionário brasileiro, mas topei com um “estudo sistemático ... do sistema” e desisti).


Assim, para a teoria linguística, tanto “tu foi” quanto “tu foste” são regras da gramática do português brasileiro, assim como “as mesa pequena” e “as mesas pequenas”, para citar só esses mínimos exemplos. Significa que tudo o que é possível encontrar nos usos autênticos das pessoas que falam uma língua pertence à gramática dessa língua — e tudo o que é possível encontrar nesses usos pode ser sistematizado em regras. Sim, existe uma regra (cognitiva) que governa “as mesa pequena ficou lá fora”: se as gramáticas normativas não apresentam essa regra, o problema é delas. Observe que, na definição do dicionário Oxford, não aparece letra, pontuação, divisão silábica, acentuação gráfica… nada do que constitui o modo de escrever a língua. Por quê? Ora, porque a forma de escrever uma língua (e, principalmente, sua ortografia oficial) não faz parte da gramática dessa língua. Se eu enviar uma mensagem escrita assim: “quandu vossê xegá in caza, mi aviza”, a ortografia está errada, mas a gramática está perfeita, tanto que, lida em voz alta, qualquer falante de português brasileiro vai reconhecer ali sua língua.

[...]


A ortografia é uma decisão política, está regulamentada por lei, de modo que podemos, sim, dizer que existe erro de ortografia, mesmo sendo uma lei que não prevê sanções contra seu descumprimento. Por sua vez, a gramática (no sentido que se dá ao termo em linguística), seja de que língua for, não tem a mais remota possibilidade de ser regulamentada por lei, muito embora tanta gente acredite que os manuais de gramática normativa têm de ser seguidos à risca, como códigos penais. Não têm. Os usos da língua são múltiplos e variáveis, se transformam ao longo do tempo, o que provoca mudanças na gramática, mudanças às vezes acompanhadas pela ortografia oficial (como no caso do português, com tantas e obsessivas reformas ortográficas ao longo do século 20), às vezes não. (...)


A eficácia do ensino-aprendizagem da ortografia não depende do sistema de escrita nem da maior ou menor racionalidade de suas regras. O português tem uma ortografia bastante razoável no que diz respeito à relação letra-som, mas, com exceção de Portugal, os demais países que têm o português como língua oficial apresentam baixíssimos níveis de letramento de suas populações, incluindo o Brasil, em que o número de pessoas analfabetas funcionais ultrapassa facilmente os cem milhões (entre as quais, evidentemente, as pessoas que padecem de fome ou vivem na insegurança alimentar). Em contrapartida, o Reino Unido, que tem o inglês como língua de ensino, apresenta um índice de alfabetização superior a 99% de sua população de quase 68 milhões. O Sri Lanka, país em que se usa um sistema de escrito próprio e muito complexo para a língua cingalesa, tem 98% de sua população letrada. O espanhol tem uma ortografia muito racional e fácil de aprender, mas enquanto Cuba (11 milhões de habitantes) apresenta um índice de alfabetismo que beira os 100%, na Guatemala (17 milhões) 75% da população maior de 15 anos é analfabeta. A ortografia não faz parte da língua, mas oferecer (ou não) à população a oportunidade de aprendê-la para ler e escrever, como é direito de toda pessoa no mundo de hoje, faz parte do tipo de projeto que os diferentes governos têm para suas respectivas nações.


BAGNO, Marcos. Ortografia não é língua! (adaptado). Blog da Parábola Editorial, [s. l.], 2023. Disponível em: https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/ortografia-nao-e-lingua-1. Acesso em: 10 set. 2023. 

Releia o seguinte trecho:


Vai ver, são basicamente erros de ortografia. Quando ouvimos alguém dizer [kizɛh], não temos a menor ideia de se, na hora de escrever, ela vai grafar quiser, com <s>, ou quizer, com <z>.  A pronúncia [kizɛh] é um fato de língua, mas a grafia considerada correta (por lei) é quiser, e isso não tem nada a ver com a língua, mas com as convenções que foram estabelecidas socioculturalmente para a representação escrita... 


A respeito das ideias contidas no texto e em seu conhecimento sobre a relação entre fonema e grafemas, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3662651 Português
Assinale a alternativa correta quanto à separação silábica e à sua classificação.
Alternativas
Q3661877 Português
Reiniciam os trabalhos de limpeza na Serra do Rio do Rastro


Serra do Rio do Rastro segue interditada
na manhã desta quinta-feira, dia 7


De Caroline Sartori
8 dez, 2022



A Serra do Rio do Rastro, SC-390, continua interditada e sem previsão de liberação. A Polícia Militar Rodoviária (PMRv), Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), Defesa Civil e equipes de manutenção seguem em monitoramento e realizando trabalhos para retirada de material, que continua caindo da encosta.


“Daqui a pouco retomaremos os trabalhos de mitigação e restabelecimento. Nossa expectativa é liberar o trânsito ainda hoje”, disse o coordenador Regional Defesa Civil, Rosinei da Silveira.


Os motoristas que precisam subir a serra catarinense devem procurar uma rota alternativa. A Serra do Corvo Branco seguirá aberta durante a interdição da Serra do Rio do Rastro. A PMRv ressalta que em alguns trechos, o trânsito está em meia-pista.



Fonte: https://portallitoralsul.com.br/reiniciam-os-trabalhos-de-limpeza-na-serra-do-rio-do-rastro/ Acesso 08 dez 2022
Assinale a alternativa em que a divisão silábica de todas as palavras está correta.
Alternativas
Q3652840 Português
O Menino Azul


O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.


O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.


O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.


E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.


(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)



(Cecília Meireles)
É correto afirmar que a primeira estrofe possui o quantitativo de dígrafos:
Alternativas
Respostas
2161: B
2162: B
2163: B
2164: B
2165: C
2166: A
2167: A
2168: B
2169: A
2170: C
2171: B
2172: B
2173: A
2174: D
2175: D
2176: D
2177: A
2178: E
2179: E
2180: C