Questões de Concurso
Comentadas sobre fonologia em português
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Leia o texto e responda à questão.
A porta
Vinícius de Moraes
Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão
Leia o poema e responda a questão.
Pessoas são diferentes
Ruth Rocha
São duas crianças lindas
Mas são muito diferentes!
Uma é toda desdentada,
A outra é cheia de dentes…
Uma anda descabelada,
A outra é cheia de pentes!
Uma delas usa óculos,
E a outra só usa lentes.
Uma gosta de gelados,
A outra gosta de quentes.
Uma tem cabelos longos,
A outra corta eles rentes.
Não queira que sejam iguais,
Aliás, nem mesmo tentes!
São duas crianças lindas,
Mas são muito diferentes!
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
OMISSÃO E DESUMANIDADE
A desnutrição dos ianomâmis envergonha o país.
A TRAGÉDIA que ora acomete o povo ianomâmi, em Roraima, resulta de uma perversa mistura recorrente na história do Brasil: omissão e incompetência. É um vexame internacional que se soma a outros, quando se trata de questões envolvendo a Amazônia.
A mesma combinação de omissão e incompetência que acabou explodindo no delírio das invasões nos palácios dos três poderes, em 8 de janeiro, se revela agora no descaso com os ianomâmis. Nesse último caso, acrescenta-se um grau inimaginável de desprezo ao ser humano, à cultura e aos povos que habitavam o Brasil antes da colonização.
Elegantes e engajados do Brasil procuram causas humanitárias e alguns se voltam até para meritórias iniciativas no exterior, mas nós, como tomadores de decisão e formadores de opinião, não estamos sintonizados com a questão dos povos indígenas brasileiros, não sabemos como lidar adequadamente com a situação. Uma barreira de descaso e preconceito nos afasta do Brasil profundo e original.
A imprensa, tão vigilante para criticar, tampouco esteve devidamente atenta à tragédia que vem acontecendo há muito tempo no território que habita os ianomâmis. O pouco-caso com os povos indígenas é histórico em nosso país, incluindo a falta de proteção a seu hábitat e seus costumes. Tratar do tema oscilou entre a alegoria, o paternalismo e o descaso.
Por outro lado, busca-se ampliar as áreas de reservas indígenas, que já somam mais de 13% do território nacional. Antes de simplesmente ampliar áreas, que se definam determinadas políticas públicas e não somente para os povos originários. Que elas abranjam também caiçaras e quilombolas, por exemplo. Devemos saber o que eles querem de suas vidas, quais as suas necessidades e aspirações. E qual o grau de comprometimento que a nação tem com os compromissos constitucionais em direção a eles.
O país, enquanto sociedade e governo, deve dar prioridade à questão. Mas ela precisa envolver todo o assunto, especialmente aspectos básicos da vida, como saúde, segurança, educação, atividade econômica, preservação do meio ambiente e da cultura. Os povos indígenas devem ser cuidados e protegidos em seus direitos. Assim como suas terras. Protegê-los é inseri-los verdadeiramente na agenda nacional.
Também se deve considerar a monetização, desde que de forma sustentável, de seus recursos naturais. Muitas tribos querem explorar seus recursos naturais e terminam seduzidas pelo lucro fácil da derrubada indiscriminada de árvores ou pelo garimpo ilegal. Essa é uma realidade que deve ser combatida - ao passo que o desenvolvimento sustentável deve ser estimulado.
A busca pela solução à questão indígena deve ser imediata não apenas a trágica situação dos ianomâmis. E toda a nossa elite, distante desses povos, precisa se engajar nessa tarefa, bem como as Forças Armadas, a Defesa Civil, as organizações não governamentais, os empresários e a sociedade civil. Urge acabar com essa crise humanitária e inserir a questão de forma definitiva na agenda nacional.
Fonte: ARAGÃO, Murilo. Veja. Abril, 01/02/2023.

Onda de protestos no Peru impede brasileiras
moradoras de SP de saírem do país
As brasileiras Alice Ribeiro e Daniela de Oliveira, moradoras de São Paulo, estavam fazendo uma viagem turística pelo Peru desde o início do mês, mas não conseguem deixar o país por conta das manifestações contra a presidente Dina Boularte. Elas caminharam mais de 20 km para chegar em Andahuaylas, interior do Peru.
Segundo relato das turistas à CNN, as vias estão bloqueadas por barricadas e o comércio se mantém fechado, abrindo de maneira clandestina quando manifestantes contrários ao governo se distanciam do local. Em sua maioria, os protestos acontecem em cidades turísticas como Lima, Cusco, Puno e Arequipa.
As jovens pediram resgate aéreo para a Embaixada no Brasil. “Chegamos aqui no dia dez de janeiro, por volta das 16h, depois de caminhar desde o dia nove. Um deslocamento de mais de um dia, caminhando com mochilas pesadas, escassez de água e comida. Entrei em contato com a Embaixada no mesmo dia por telefone e por e-mail e não obtive nenhuma resposta satisfatória. A gente pergunta qual é o plano, se eles têm notícias ou se as barricadas estão sendo retiradas das estradas. Eles não dão qualquer resposta”, relata Alice.
Alice e Daniela desembarcaram em Lima no dia 4 de janeiro e realizavam um mochilão no país. A rota, com destino a Machu Picchu, em Cusco, foi alterada. “Fomos surpreendidas pela situação política do país, que tem impossibilitado a nossa viagem de forma extremamente devastadora. Não conseguimos fazer o básico: nos locomover. Tive uma notícia da assistência turística do Peru de que existe o risco de escassez de alimentos aqui. É uma situação muito preocupante”, contou Alice.
Os atos são contrários ao governo Boularte, que tomou posse após a prisão do expresidente Pedro Castillo, destituído pelo Congresso com a tentativa de aplicar um golpe de estado. Os protestos pedem a renúncia da presidente, a elaboração de uma nova Constituição e a libertação de Castillo, além de novas eleições. Segundo registros de autoridades peruanas, os confrontos entre forças de segurança e manifestantes já deixaram 48 mortos e mais de 600 feridos.
O Itamaraty foi procurado e não respondeu a solicitação da CNN até o momento.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ondade-protestos-no-peru-impede-brasileirasmoradoras-de-sp-de-sairem-do-pais/ Acesso em 16 de janeiro de 2023
Cresce o número de golpes digitais
Um estudo da OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda on-line do país, e do AllowMe, plataforma de prevenção à fraude e proteção de identidades digitais, mapeou os principais golpes e dados sobre esses crimes no país em 2022. O relatório, divulgado esta semana, aponta que o prejuízo estimado chegou a R$ 551 milhões no ano passado, sendo eletrônicos a categoria mais visada, com os smartphones ocupando o topo da lista dos produtos.
O levantamento aponta que o golpe da Compra Confirmada — que cresceu 75% em 2022 — lidera a lista das fraudes digitais, com 65% dos casos, seguido pelo do Anúncio Falso, com 30%. Roubo de Dados fecha a lista em terceiro lugar, com 5%. Apesar do baixo percentual, em 2022 ocorreu uma tentativa de roubo de contas por minuto.
De acordo com o levantamento, a maioria dos brasileiros que caíram em fraudes em 2022 é composta por homens (74%). Cerca de 72% das vítimas têm até 31 anos. A região Sudeste é a que teve mais fraudes confirmadas, com São Paulo liderando com 37%, seguido por Rio de Janeiro (14%) e Minas Gerais (8%). “Os fraudadores atuam principalmente na falta de conhecimento dos usuários sobre os processos de compra e venda on-line para aplicar a engenharia social e enganá-los” afirma a diretora de Produto da OLX, Beatriz Soares.
O estudo mostra ainda que os golpes são praticados por associações criminosas que se articulam em rede, criam contas falsas e tentam atrair o maior número de vítimas, seja com anúncios falsos ou com abordagens para a compra de produtos anunciados por clientes legítimos. Em 2022, mostra a pesquisa, 70% das tentativas de fraude aconteceram em horário comercial, sendo a quinta-feira o dia da semana com maior incidência. A cada hora, foram mapeadas, em média, 17 tentativas de fraude realizadas com dispositivos comprometidos, sejam eles celulares ou computadores. “No estudo assinado em parceria com a OLX, direcionamos o nosso olhar para as transações junto a sites, apps e contas digitais relacionadas ao e-commerce “explica Diana Herrera, head de Growth do AllowMe.
O estudo analisou dados do mercado digital brasileiro, incluindo sites, aplicativos e contas digitais, de janeiro a dezembro de 2022, em uma base de cerca de 20 milhões de contas abertas em plataformas on-line. Em grande parte dos golpes digitais, os criminosos usam a prática conhecida como “phishing” — um trocadilho com a palavra “fishing”, que, traduzindo, significa “pesca”. Assim como a “pesca”, o golpe de phishing consiste em jogar uma isca (um e-mail fraudulento, por exemplo) esperando que as vítimas “mordam” e caiam no golpe.
Fonte: Jornal Extra, Rio de Janeiro. Edição de 11 de fevereiro de 2023, página 10.
Cresce o número de golpes digitais
Um estudo da OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda on-line do país, e do AllowMe, plataforma de prevenção à fraude e proteção de identidades digitais, mapeou os principais golpes e dados sobre esses crimes no país em 2022. O relatório, divulgado esta semana, aponta que o prejuízo estimado chegou a R$ 551 milhões no ano passado, sendo eletrônicos a categoria mais visada, com os smartphones ocupando o topo da lista dos produtos.
O levantamento aponta que o golpe da Compra Confirmada — que cresceu 75% em 2022 — lidera a lista das fraudes digitais, com 65% dos casos, seguido pelo do Anúncio Falso, com 30%. Roubo de Dados fecha a lista em terceiro lugar, com 5%. Apesar do baixo percentual, em 2022 ocorreu uma tentativa de roubo de contas por minuto.
De acordo com o levantamento, a maioria dos brasileiros que caíram em fraudes em 2022 é composta por homens (74%). Cerca de 72% das vítimas têm até 31 anos. A região Sudeste é a que teve mais fraudes confirmadas, com São Paulo liderando com 37%, seguido por Rio de Janeiro (14%) e Minas Gerais (8%). “Os fraudadores atuam principalmente na falta de conhecimento dos usuários sobre os processos de compra e venda on-line para aplicar a engenharia social e enganá-los” afirma a diretora de Produto da OLX, Beatriz Soares.
O estudo mostra ainda que os golpes são praticados por associações criminosas que se articulam em rede, criam contas falsas e tentam atrair o maior número de vítimas, seja com anúncios falsos ou com abordagens para a compra de produtos anunciados por clientes legítimos. Em 2022, mostra a pesquisa, 70% das tentativas de fraude aconteceram em horário comercial, sendo a quinta-feira o dia da semana com maior incidência. A cada hora, foram mapeadas, em média, 17 tentativas de fraude realizadas com dispositivos comprometidos, sejam eles celulares ou computadores. “No estudo assinado em parceria com a OLX, direcionamos o nosso olhar para as transações junto a sites, apps e contas digitais relacionadas ao e-commerce “explica Diana Herrera, head de Growth do AllowMe.
O estudo analisou dados do mercado digital brasileiro, incluindo sites, aplicativos e contas digitais, de janeiro a dezembro de 2022, em uma base de cerca de 20 milhões de contas abertas em plataformas on-line. Em grande parte dos golpes digitais, os criminosos usam a prática conhecida como “phishing” — um trocadilho com a palavra “fishing”, que, traduzindo, significa “pesca”. Assim como a “pesca”, o golpe de phishing consiste em jogar uma isca (um e-mail fraudulento, por exemplo) esperando que as vítimas “mordam” e caiam no golpe.
Fonte: Jornal Extra, Rio de Janeiro. Edição de 11 de fevereiro de 2023, página 10.
Brasileiros na Irlanda: entenda aumento de 400% nos últimos anos e os desafios de morar no exterior
Os brasileiros que deixaram o país para viver na Irlanda cresceram mais de 430% nos últimos anos. Segundo o Itamaraty, o número de imigrantes brasileiros no país europeu mais que quintuplicou entre 2018 e 2022: saltou dos 15 mil para cerca de 80 mil. Imigrantes ouvidos pela reportagem apontam fatores como bons salários e ofertas de emprego como atrativos para imigração. Apesar disso, eles relatam as dificuldades que encontraram no país.
Na última semana, o caso do entregador brasileiro João Henrique Thomaz Ferreira, atropelado por um carro da polícia irlandesa colocou a imigração brasileira à Irlanda em evidência. Após o acidente, João precisou amputar a perna direita e está internado.
Testemunhas e amigos de João afirmam queo atropelamento foi proposital e cobram rigor nas investigações e justiça. O caso desencadeou um protesto em Dublin, capital da Irlanda, com adesão de muitos brasileiros e entregadores de comida, função bastante exercida por estrangeiros e, inclusive, pelo próprio João. A categoria relata que é alvo constante de violência na Irlanda. Agressões, roubos e perseguição por parte de gangues irlandesas são frequentes durante o trabalho.
Fundador do ‘edublin’, portal dedicado a brasileiros que moram ou querem visitar ou morar a Irlanda, Eduardo Giansante chegou ao país muito antes desse aumento de imigração. De São Paulo (SP), ele foi para a Irlanda em 2008 para estudar inglês e morou no país europeu até setembro deste ano, quando se mudou para a Califórnia, nos Estados Unidos.
Giansante explica que a facilidade de chegar à Irlanda e trabalhar, além do salário muito melhor em relação ao país, são os principais atrativos para brasileiros. “Conseguir o visto de estudante ou de trabalho para chegar à Irlanda não é difícil como em outros países, que complicam um pouco esse processo. Além disso, o país não é considerado atrativo para os próprios europeus, o que deixa abertas oportunidades no mercado de trabalho, que pode ser preenchido pelos brasileiros e outros imigrantes. Até sem inglês é possível trabalhar, embora os postos sejam menos valorizados”, afirma.
“Outro atrativo é o salário. O salário mínimo na Irlanda está em € 11,30 por hora. Já é um valor superior ao do Brasil, mas isso fica ainda mais evidente tendo em vista o poder de compra. Você supre as suas necessidades com o que ganha muito mais facilmente do que no Brasil”, completa.
Fonte: Brasileiros na Irlanda: entenda aumento de 400% nos últimos anos e os desafios de morar no exterior | Vale do Paraíba e Região | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO apresente dígrafo: