Questões de Concurso Comentadas sobre fonologia em português

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Q3671179 Português

Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável.


(Augusto Branco)

Das palavras retiradas do texto, aquela em que o número de fonemas é menor que o número de letras é: 
Alternativas
Q3671147 Português
Se nosso corpo fosse uma orquestra sinfônica, a tireoide seria a grande maestrina.

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ c1v9y9wyg36o. Adaptado.)

Assinale a opção correta quanto à divisão silábica das palavras. 
Alternativas
Q3670154 Português
Alguns autores como Lamprecht et al. (2012), afirmam que “na alfabetização, trabalhar a relação entre sons e letras, tirando proveito de uma capacidade cognitiva que a criança já possui, em certo grau, ao chegar à escola e que vai se desenvolver ainda mais no contato com o ensino formal da escrita, significa aproveitar um instrumental disponível, acessível, natural” (LAMPRECHT et al., 2012, p. 16). Assinale a opção CORRETA que esse processo corresponde. 
Alternativas
Q3667511 Português
Em qual alternativa todas as palavras apresentam a correta separação silábica?
Alternativas
Q3667506 Português
Na frase: Os pássaros estão comendo todas as espigas de milho da roça. Em quais palavras da frase há dígrafo consonantal? 
Alternativas
Q3666831 Português
NÃO há encontro consonantal em qual dos vocábulos abaixo? 
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Q3666830 Português
Qual alternativa apresenta um vocábulo cujo número de dígrafos é o mesmo do vocábulo “alimentos”?
Alternativas
Q3666828 Português
Qual a única alternativa que NÃO apresenta um vocábulo com o mesmo número de sílabas do vocábulo “extração”?
Alternativas
Q3666286 Português
A separação correta de sílabas foi feita em:  
Alternativas
Q3665942 Português

Atenção: O texto a seguir deve ser utilizado como base para responder à questão:


O cão e a máscara


    Um cão procurava um osso para roer, quando encontrou uma máscara. Era muito formosa, bemfeita e possuía muitas cores. Não procurou mais. Farejou-a e logo reconheceu que não era nada que pudesse ser comido, era apenas uma máscara. Então, o cão desviou-se e pensou: “A cabeça é bonita, mas não tem miolos”.



(Fonte: https://www.pensador.com/fabulas_mais_conhecidas_de_esopo_com_moral/. Acesso em 12/12/2022. Com adaptações)

Das palavras abaixo, encontradas no texto, a única que possui uma espécie de dígrafo é:
Alternativas
Q3663897 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Ortografia não é língua!


Vivemos numa cultura grafocêntrica, isto é, numa cultura em que a escrita exerce um papel central na vida diária das pessoas. Mesmo as analfabetas estão imersas nessa cultura, porque têm de pegar ônibus, fazer compras, lidar com dinheiro, cartão de banco, documentos, boletos, embalagens, ícones do telefone celular etc. A escrita está presente na vida delas o tempo todo, tanto quanto na das pessoas alfabetizadas. Aliás, justamente por isso, as especialistas no tema dizem que existem pessoas analfabetas, sim, mas não pessoas iletradas, já que todas têm de aprender a interagir a todo momento (com maior ou menor desenvoltura) com a letra, ou seja, com a escrita.


Nós também nos movemos no interior daquilo que se chama paisagem linguística. Por onde andamos, no meio urbano e também fora dele (dentro de um avião, por exemplo), estamos rodeadas de cartazes, letreiros de lojas, sinalização de trânsito, painéis de elevadores, publicidade colada nos postes, instruções escritas no asfalto, numeração das casas, folheto de cartomante, placas com nomes de ruas, inscrições em veículos etc. A paisagem linguística é objeto de conflitos em sociedades plurilíngues, onde os grupos de falantes de línguas minorizadas lutam para que todo esse universo de escrita também esteja grafado em sua língua não hegemônica. No Canadá, por exemplo, tudo o que chega às mãos da população tem de vir, obrigatoriamente, por lei, escrito em inglês e francês, assim como, na Bélgica, em neerlandês e francês. (...) Esse impacto da escrita na nossa vida em sociedade é tamanho que para muitas pessoas é difícil pensar em “língua” sem pensar imediatamente em “escrita”, quando não acham que são sinônimos! Mas não são.


Para essa enganosa sinonímia contribui muito o processo de escolarização. Mesmo sendo precário e quase indigente no Brasil, o ensino institucionalizado de língua se faz, evidentemente, por meio da escrita e da leitura do que está escrito. Isso explica, por exemplo, por que a grande maioria do que se chama “erro de português” é, na verdade, mero erro de ortografia: “Credo, o e-mail de fulano está cheio de erros de português”.


Vai ver, são basicamente erros de ortografia. Quando ouvimos alguém dizer [kizɛh], não temos a menor ideia de se, na hora de escrever, ela vai grafar quiser, com <s>, ou quizer, com <z>.  A pronúncia [kizɛh] é um fato de língua, mas a grafia considerada correta (por lei) é quiser, e isso não tem nada a ver com a língua, mas com as convenções que foram estabelecidas socioculturalmente para a representação escrita (sempre falha e incompleta) dos fatos de língua (por que existe debaixo, uma palavra só, e de cima, duas? Por que quiser com <s> e fizer, com <z>?). Tanto é assim que nossos avós escreviam physica mas pronunciavam [fizika], exatamente como pronunciamos hoje, apesar de escrevermos física. Por isso é que dizemos (e escrevemos): a ortografia não faz parte da língua. Aliás, até o início do século passado o que se escrevia era orthographia!


Quando, na linguística, falamos de língua, o que temos em mente é um conjunto de regularidades que permitem o funcionamento de um modo de falar presente numa dada comunidade humana: os sons que compõem esse idioma, a combinação deles, a morfologia e a sintaxe (ou seja, a gramática), as formas variantes que as e os falantes têm de dizer a mesma coisa (uma “pôça” ou uma “póça” d’água, por exemplo, é algo que independe da ortografia, que é poça para os dois casos, mas de fatores sociais variáveis, como a origem geográfica da pessoa) etc. É assim que aplicamos o rótulo de língua aos modos de falar de centenas de etnias indígenas diferentes, muito embora elas não tenham uma tradição escrita originária — são as pesquisadoras, antropólogas e linguistas, que, para empreender seus estudos, colocam no papel essas línguas, usando convenções gráficas que jamais passaram pela cabeça de quem as fala. Se nós escrevemos tupi, é porque falamos português. Se o Brasil tivesse sido invadido e colonizado por ingleses, por exemplo, o nome dessa etnia e de sua língua provavelmente seria escrito Toopee; se por franceses, toupi ou algo assim. Se fossem russos, nem sequer usariam o alfabeto latino… E nunca é demais lembrar: existem muitas centenas de línguas faladas no mundo hoje que não têm forma escrita, existem exclusivamente na forma oral — são as chamadas línguas ágrafas. No Brasil mesmo, passam de cem. São ágrafas, mas são línguas, em todos os sentidos da palavra.


Ortografia não é língua, ok. Mas é gramática? A resposta depende do que se entende por gramática. A grandíssima maioria das pessoas entende “gramática” como “livro de gramática”, uma obra que contém supostamente tudo o que existe na língua e, principalmente, tudo o que é “certo”. Assim, se o livro chamado “gramática” tem um capítulo que trata da ortografia, então a ortografia faz parte da gramática (foi disso que tentou me convencer a pessoa que me retrucou). Na ciência linguística, no entanto, gramática é um termo que desgina “todo o sistema e estrutura de uma língua ou das línguas em geral, habitualmente considerado como constituído de sintaxe e morfologia (incluindo flexões) e às vezes também fonologia e semântica”, conforme define o famoso dicionário Oxford da língua inglesa (pensei em usar a definição de um conhecido dicionário brasileiro, mas topei com um “estudo sistemático ... do sistema” e desisti).


Assim, para a teoria linguística, tanto “tu foi” quanto “tu foste” são regras da gramática do português brasileiro, assim como “as mesa pequena” e “as mesas pequenas”, para citar só esses mínimos exemplos. Significa que tudo o que é possível encontrar nos usos autênticos das pessoas que falam uma língua pertence à gramática dessa língua — e tudo o que é possível encontrar nesses usos pode ser sistematizado em regras. Sim, existe uma regra (cognitiva) que governa “as mesa pequena ficou lá fora”: se as gramáticas normativas não apresentam essa regra, o problema é delas. Observe que, na definição do dicionário Oxford, não aparece letra, pontuação, divisão silábica, acentuação gráfica… nada do que constitui o modo de escrever a língua. Por quê? Ora, porque a forma de escrever uma língua (e, principalmente, sua ortografia oficial) não faz parte da gramática dessa língua. Se eu enviar uma mensagem escrita assim: “quandu vossê xegá in caza, mi aviza”, a ortografia está errada, mas a gramática está perfeita, tanto que, lida em voz alta, qualquer falante de português brasileiro vai reconhecer ali sua língua.

[...]


A ortografia é uma decisão política, está regulamentada por lei, de modo que podemos, sim, dizer que existe erro de ortografia, mesmo sendo uma lei que não prevê sanções contra seu descumprimento. Por sua vez, a gramática (no sentido que se dá ao termo em linguística), seja de que língua for, não tem a mais remota possibilidade de ser regulamentada por lei, muito embora tanta gente acredite que os manuais de gramática normativa têm de ser seguidos à risca, como códigos penais. Não têm. Os usos da língua são múltiplos e variáveis, se transformam ao longo do tempo, o que provoca mudanças na gramática, mudanças às vezes acompanhadas pela ortografia oficial (como no caso do português, com tantas e obsessivas reformas ortográficas ao longo do século 20), às vezes não. (...)


A eficácia do ensino-aprendizagem da ortografia não depende do sistema de escrita nem da maior ou menor racionalidade de suas regras. O português tem uma ortografia bastante razoável no que diz respeito à relação letra-som, mas, com exceção de Portugal, os demais países que têm o português como língua oficial apresentam baixíssimos níveis de letramento de suas populações, incluindo o Brasil, em que o número de pessoas analfabetas funcionais ultrapassa facilmente os cem milhões (entre as quais, evidentemente, as pessoas que padecem de fome ou vivem na insegurança alimentar). Em contrapartida, o Reino Unido, que tem o inglês como língua de ensino, apresenta um índice de alfabetização superior a 99% de sua população de quase 68 milhões. O Sri Lanka, país em que se usa um sistema de escrito próprio e muito complexo para a língua cingalesa, tem 98% de sua população letrada. O espanhol tem uma ortografia muito racional e fácil de aprender, mas enquanto Cuba (11 milhões de habitantes) apresenta um índice de alfabetismo que beira os 100%, na Guatemala (17 milhões) 75% da população maior de 15 anos é analfabeta. A ortografia não faz parte da língua, mas oferecer (ou não) à população a oportunidade de aprendê-la para ler e escrever, como é direito de toda pessoa no mundo de hoje, faz parte do tipo de projeto que os diferentes governos têm para suas respectivas nações.


BAGNO, Marcos. Ortografia não é língua! (adaptado). Blog da Parábola Editorial, [s. l.], 2023. Disponível em: https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/ortografia-nao-e-lingua-1. Acesso em: 10 set. 2023. 

Releia o seguinte trecho:


Vai ver, são basicamente erros de ortografia. Quando ouvimos alguém dizer [kizɛh], não temos a menor ideia de se, na hora de escrever, ela vai grafar quiser, com <s>, ou quizer, com <z>.  A pronúncia [kizɛh] é um fato de língua, mas a grafia considerada correta (por lei) é quiser, e isso não tem nada a ver com a língua, mas com as convenções que foram estabelecidas socioculturalmente para a representação escrita... 


A respeito das ideias contidas no texto e em seu conhecimento sobre a relação entre fonema e grafemas, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3662651 Português
Assinale a alternativa correta quanto à separação silábica e à sua classificação.
Alternativas
Q3661877 Português
Reiniciam os trabalhos de limpeza na Serra do Rio do Rastro


Serra do Rio do Rastro segue interditada
na manhã desta quinta-feira, dia 7


De Caroline Sartori
8 dez, 2022



A Serra do Rio do Rastro, SC-390, continua interditada e sem previsão de liberação. A Polícia Militar Rodoviária (PMRv), Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), Defesa Civil e equipes de manutenção seguem em monitoramento e realizando trabalhos para retirada de material, que continua caindo da encosta.


“Daqui a pouco retomaremos os trabalhos de mitigação e restabelecimento. Nossa expectativa é liberar o trânsito ainda hoje”, disse o coordenador Regional Defesa Civil, Rosinei da Silveira.


Os motoristas que precisam subir a serra catarinense devem procurar uma rota alternativa. A Serra do Corvo Branco seguirá aberta durante a interdição da Serra do Rio do Rastro. A PMRv ressalta que em alguns trechos, o trânsito está em meia-pista.



Fonte: https://portallitoralsul.com.br/reiniciam-os-trabalhos-de-limpeza-na-serra-do-rio-do-rastro/ Acesso 08 dez 2022
Assinale a alternativa em que a divisão silábica de todas as palavras está correta.
Alternativas
Q3653321 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


O conselheiro Vale morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta — segundo costumava dizer — e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em casa de um desembargador, seu amigo. O Dr. Camargo, chamado à pressa, nem chegou a tempo de empregar os recursos da ciência; o Padre Melchior não pôde dar-lhe as consolações da religião: a morte fora instantânea. No dia seguinte, fez-se o enterro, que foi um dos mais concorridos que ainda viram os moradores do Andaraí. Cerca de duzentas pessoas acompanharam o finado até a morada última, achando-se representadas entre elas as primeiras classes da sociedade. O conselheiro, posto não figurasse em nenhum grande cargo do Estado, ocupava elevado lugar na sociedade, pelas relações adquiridas, cabedais, educação e tradições de família. Seu pai fora magistrado no tempo colonial, e figura de certa influência na corte do último vice-rei. Pelo lado materno descendia de uma das mais distintas famílias paulistas. Ele próprio exercera dois empregos, havendo-se com habilidade e decoro, do que lhe adveio a carta de conselho e a estima dos homens públicos. Sem embargo do ardor político do tempo, não estava ligado a nenhum dos dois partidos, conservando em ambos preciosas amizades, que ali se acharam na ocasião de o dar à sepultura. Tinha, entretanto, tais ou quais ideias políticas, colhidas nas fronteiras conservadoras e liberais, justamente no ponto em que os dois domínios podem confundir-se. Se nenhuma saudade partidária lhe deitou a última pá de terra, matrona houve, e não só uma, que viu ir a enterrar com ele a melhor página da sua mocidade.

Autor: Machado de Assis. Trecho extraído da obra Helena.
Analise a frase Se nenhuma saudade partidária lhe deitou a última pá de terra, matrona houve e assinale a alternativa que apresenta uma análise gramatical INCORRETA
Alternativas
Q3652840 Português
O Menino Azul


O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.


O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.


O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.


E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.


(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)



(Cecília Meireles)
É correto afirmar que a primeira estrofe possui o quantitativo de dígrafos:
Alternativas
Q3651656 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

O ministro saiu do baile da embaixada, embarcando logo no carro. Desde duas horas estivera a sonhar com aquele momento. Ansiava estar só, só com o seu pensamento, pesando bem as palavras que proferira, relembrando as atitudes e os pasmos olhares dos circunstantes. Por isso entrara no coupé depressa, sôfrego, sem mesmo reparar se, de fato, era o seu. Vinha cegamente, tangido por sentimentos complexos: orgulho, força, valor, vaidade. Todo ele era um poço de certeza. Estava certo do seu valor intrínseco; estava certo das suas qualidades extraordinárias e excepcionais. A respeitosa atitude de todos e a deferência universal que o cercava eram nada mais, nada menos que o sinal da convicção geral de ser ele o resumo do país, a encarnação dos seus anseios. Nele viviam os doridos queixumes dos humildes e os espetaculosos desejos dos ricos. As obscuras determinações das cousas, acertadamente, haviam-no erguido até ali, e mais alto levá-lo-iam, visto que só ele, ele só e unicamente, seria capaz de fazer o país chegar aos destinos que os antecedentes dele impunham...

Autor: Lima Barreto. Trecho extraído da obra Os Bruzundangas.  
Analise os seguintes vocábulos do texto:
I. Só.
II. Sôfrego.
III. Intrínseco.
IV. Até.
Pode-se afirmar que:  
Alternativas
Q3651626 Português

Responda à questão com base no seguinte texto: 


A falta de infraestrutura para suportar e receber a nova demanda ocasiona recordes de engarrafamentos em muitas cidades. Além da superlotação nas vias e estradas de acesso, há um problema ainda mais grave, que é a violência no trânsito. O aumento de veículos nas rodovias, além de trazer transtornos, mata milhares de brasileiros, principalmente jovens.As principais causas apontadas para a violência no trânsito são a precariedade das estradas, a infraestrutura deficiente, a falta de ciclovias e as falhas na sinalização. Outros fatores de risco seriam a falta de segurança de alguns carros e a inabilidade dos motoristas no trânsito. Em torno de 95% dos desastres viários do país são o resultado de uma combinação de irresponsabilidade e imperícia. Entre as principais falhas causadas pelos brasileiros nas ruas e estradas estão usar o celular ao volante e dirigir alcoolizado. Dirigir acima da velocidade permitida também é apontada como uma das principais causas dos acidentes de trânsito. Além disso, outra infração comum é não ligar a seta. Para conscientizar a população sobre a violência, em suas diversas manifestações, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o dia 30 de janeiro como o Dia Internacional da Não-Violência.


Adaptado de: https://www.soma-ne.com.br/ 2016/06/ violencia-no-transito-a-terceira-maior-causa-de-mortes-nomundo/.  

Analise o seguinte trecho extraído do texto e leia as assertivas que seguem: O aumento de veículos nas rodovias, além de trazer transtornos, mata milhares de brasileiros, principalmente jovens.
I. Os dois vocábulos acentuados são classificados, respectivamente, como paroxítona e oxítona.
II. Predominam os vocábulos polissílabos.
III. Não há nenhum artigo indefinido.
IV. Há um verbo no infinitivo.
Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3650679 Português
Quantos dígrafos consonantais ocorrem na frase abaixo?
“Julho foi o mês mais quente da história recente e quebrou recordes de temperaturas.” PIVETTA, Marcos. Julho foi o mês mais quente da história recente e quebrou recordes de temperaturas. Pesquisa Fapesp, setembro de 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/julho-foi-o-mes-mais-quente-da-historiarecente-e-quebrou-recordes-de-temperaturas/. Acesso em: 24 set. 2023. 
Alternativas
Q3650672 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
A correta separação silábica das palavras “coagulante”, “nitroglicerina” e “sanguessugas” é:
Alternativas
Q3646840 Português

TEXTO I


   Do descobridor de talentos. Aquele cara que tem uma agência de testar e selecionar artistas para circo, teatro, televisão, o diabo. Tava ele lá, no seu escritório, no último andar do Empire State Building, quando a secretária anunciou o próximo candidato. 

   — Pode entrar, meu filho.

   O rapaz, tímido, entrou.

   — Que é que você sabe fazer?

   — Sei imitar passarinho.

  — IMITAR PASSARINHO??? — berrou o descobridor, pedavida. — Imitar passarinho!!! Pô! Então eu estou aqui no meu trabalho, cheio de coisas pra fazer e o senhor vem me importunar pra dizer que imita passarinho. Rua! Rua!!!

   O cara olhou muito triste pro descobridor, caminhou até a janela do escritório e saiu voando.


(Ziraldo. Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação, 1982. P.75.)

Observe a expressão: “IMITAR PASSARINHO???”. A palavra passarinho apresenta
Alternativas
Respostas
1981: A
1982: A
1983: B
1984: C
1985: B
1986: B
1987: A
1988: D
1989: D
1990: D
1991: A
1992: E
1993: E
1994: D
1995: C
1996: B
1997: B
1998: A
1999: A
2000: C