Questões de Concurso
Sobre flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) em português
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( ) No primeiro parágrafo, primeiro período, o verbo surpreendeu está na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo e pertence à segunda conjugação.
( ) No segundo parágrafo, a palavra que é um pronome relativo e se refere ao antecedente Emgepron.
( ) No sétimo parágrafo, primeiro período, a expressão a fim de é uma locução conjuntiva.
( ) No décimo parágrafo, terceiro período, a palavra que é um pronome relativo e introduz uma oração subordinada adjetiva.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
O IMPACTO DA TECNOLOGIA EM NOSSAS VIDAS
Vivemos o ápice da influência tecnológica no mundo e não tem como negar. Estamos conectados o tempo todo, seja pelo celular ou computador. O impacto da tecnologia em nossas vidas é extremamente visível. Mas, isso é algo bom ou ruim?
A tecnologia facilita muito a nossa rotina e é um ótimo entretenimento. Com apenas uns cliques, compartilhamos coisas pessoais, entramos em contato com aquele parente distante, descobrimos uma nova música e assistimos a vários episódios de determinada série, mesmo off-line.
Conseguimos armazenar milhares de músicas na palma de nossas mãos, temos televisões com a maior definição de imagem existente, guardamos todos os tipos de fotos e documentos pessoais na nuvem e podemos acessá-los a qualquer hora e em qualquer lugar.
Há alguns anos, não tínhamos o hábito de olhar o celular assim que acordávamos, ou passar a noite inteira em claro vagando pelas redes sociais. Hoje em dia, se uma tragédia acontecer há milhares de quilômetros de distância de onde estamos, sabemos instantaneamente. A tecnologia modificou completamente nosso cotidiano, trazendo muitos benefícios e alguns malefícios também.
O lado ruim é que estamos tão ligados nas nossas vidas on-line, que esquecemos de manter o contato off-line. Não prestamos mais atenção no mundo a nossa volta, não conversamos mais pessoalmente.
Por recebermos tantas informações o tempo todo, tornamo-nos mais desatentos. Parece que não podemos ficar sem encontrar coisas novas, é um pecado deixar o celular de lado, ficamos dependentes dessa conexão.
Outros pontos ruins são os problemas de visão que foram desenvolvidos nos últimos anos por ficar muito tempo vendo a tela do celular e os problemas de audição por ouvir coisas muito altas no fone de ouvido.
A obesidade também é um fator que vem encadeando essas mudanças de hábito. As pessoas ficam a maior parte de seu tempo sentadas, por conta da comodidade de comprar on-line, não precisam mais ir até a loja, nem sair para pedir o almoço, pois existem vários aplicativos para isso.
Segundo a OMS, o sedentarismo está presente em 23% dos adultos; já nos mais jovens, esse índice é de 81%. Consequência direta do uso de videogames, celulares e computadores.
É importante ter um planejamento de quantas horas por dia você vai dedicar à tecnologia, para não perder o foco e a produtividade. Apesar de ser algo incrível, ela também pode trazer consequências sérias e permanentes a nossa saúde. Como todas as outras coisas, ela deve ser apreciada com moderação.
Disponível em: https://www.madeinweb.com.br/o-impacto-da-tecnologia-em-nossas -vidas/Adaptado
"Apesar de ser algo incrível, ela também pode trazer consequências sérias e permanentes a nossa saúde".
Marque a opção correta cuja frase encontra-se no futuro do pretérito do indicativo.
O texto seguinte servirá de base para responder questão a seguir.
Sócrates e a fofoca
Na Grécia antiga, Sócrates era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido que lhe disse:
- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria de que você passasse por um pequeno teste. Chama-se "Teste dos 3 filtros".
- Três filtros?
- Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vais me dizer. O primeiro filtro é o da Verdade. Estás completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade?
- Bem... Acabo de saber...
- Então, sem saber se é verdade, ainda assim quer me contar? Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário. - Então, interrompeu Sócrates, queres me contar algo de ruim sobre ele, que não sabes se é verdade! Ora veja! Ainda podes passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, que é o da Utilidade. O que queres me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito.
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, não ser bom e pode não ser útil, então para que contar?
Esse episódio demonstra a grandeza de Sócrates e porque era tão estimado.
https://www.contandohistorias.com.br/html/contandohistorias.html
Observe os seguintes trechos do texto:
"Certo dia, o grande filósofo se ENCONTROU com um conhecido que lhe disse:"
"- Sim, CONTINUOU Sócrates."
"- Então, INTERROMPEU Sócrates..."
Em que tempo verbal estão conjugadas as formas verbais destacadas nos trechos:Avalie as seguintes afirmações acerca do uso de verbo em situações textuais, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Na linha 06, a forma verbal ‘fora’ poderia ser substituída por ‘consistia’ sem provocar qualquer alteração ao contexto.
( ) As lacunas das linhas 09 e 23, ao serem completadas pelo verbo ‘ter’ no presente do indicativo, devem receber a forma verbal grafada com acento circunflexo, atendendo a regras de concordância.
( ) Na frase ‘não há inversão dos polos magnéticos da terra’ da linha 22, não se pode determinar o sujeito da forma verbal ‘há’, visto que o verbo haver é impessoal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
( ) No trecho “Se não houver frustração e fracasso, não aprendemos a desenvolver em nossas vidas”, os verbos em destaque foram empregados na forma nominal do infinitivo.
( ) No trecho “Se não houver frustração e fracasso, não aprendemos a desenvolver em nossas vidas”, “houver” indica possibilidade, enquanto “aprendemos” indica certeza.
( ) Em “Se houvesse mais honestidade sobre as vulnerabilidades, nos sentiríamos mais livres para experimentar todos os tipos de emoções.”, os verbos destacados foram empregados no modo subjuntivo, indicando uma hipótese.
( ) Na sentença “(...) ‘não se preocupe, seja feliz’, diga ‘estou aqui para você’.”, os verbos destacados foram empregados no modo imperativo, apresentando uma orientação, conselho.
( ) Na sentença “(...) ‘não se preocupe, seja feliz’, diga ‘estou aqui para você’.”, o verbo em destaque foi empregado no presente do indicativo.
Como funciona o toboágua?
Ao descer em um toboágua, apesar da velocidade em que você está, não há risco de sair voando do brinquedo. A velocidade nas curvas do trajeto é sempre menor do que seria na queda livre de uma pessoa. Além isso, a velocidade da descida varia a cada trecho, garantindo a segurança.
A tendência natural do corpo é seguir reto. Mas um toboágua com curvas muda essa lei da física: quando aparece uma curva na pista, entramos em contato com a lateral da estrutura, que nos empurra de volta e nos obriga ____ seguir pelo caminho que não é o reto. O filete de água presente durante toda a descida também ajuda na condução do corpo humano pelo trajeto certo.
A velocidade de descida em um toboágua varia de pessoa para pessoa: quanto mais massa (peso) você tiver, maior será ____ velocidade que pode atingir. Outros fatores influenciam, como a área de contato com a pista (quanto menor, maior é a velocidade), o tipo de tecido e o comprimento da roupa que você está usando (quanto mais comprida ela for, menor é a velocidade).
Apesar de parecer que você chega ao final do trajeto em uma velocidade menor, isso não é verdade – o impacto ao atingir a água é proporcional ____ velocidade que você manteve durante o caminho.
Contudo, a maneira como nosso corpo bate na água da piscina (com os pés, por exemplo) pode alterar a sensação, deixando-a mais suave. E a curvatura do toboágua também engana: cria a sensação de suavidade na inclinação para que o impacto pareça menor.
(Fonte: Uol - adaptado.)
Instrução: A questão refere-se ao texto 2,
abaixo.

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir.
( ) O tempo verbal predominante no primeiro parágrafo do texto é o pretérito imperfeito do modo indicativo.
( ) Na frase da linha 20, o verbo da oração principal está conjugado no presente do indicativo, ao passo que o verbo da oração subordinada está conjugado no imperativo negativo.
( ) O verbo precisar (l. 39) está conjugado no futuro do subjuntivo.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Ainda me lembro de meu pai. Era um homem alto e bonito, com uns olhos grandes e um bigode preto. Sempre que estava comigo, era a me beijar, a me contar histórias, a me fazer os gostos. Tudo dele era para mim. Eu mexia nos seus livros, sujava as suas roupas, e meu pai não se importava. Às vezes, porém, ele entrava em casa calado. Sentava-se numa cadeira ou passeava pelo corredor com as mãos para trás, e discutia muito com minha mãe. Gritava, dizia tanta coisa, ficava com uma cara de raiva que me fazia medo. E minha mãe saía para o quarto aos soluços. Eu não sabia compreender o porquê de toda aquela discussão. Sei que, com um pouco mais, lá estava ele com a minha mãe aos beijos. E o resto da noite, até ir me deitar, era só com ela que ele estava, com os olhos vermelhos de ter chorado também.
Eu o amava porque o que eu queria fazer ele consentia, e brincava comigo no chão como um menino da minha idade. Depois é que vim a saber muita coisa a seu respeito: que era um temperamento excitado, um nervoso, para quem a vida só tivera o seu lado amargo. A sua história, que mais tarde conheci, era a de um arrebatado pelas paixões, a de um coração sensível demais às suas mágoas. Coitado do meu pai! Parece que ainda o vejo quando saía de casa levado pelos soldados, no dia de seu crime. Que ar de desespero ele levava, no rosto de moço! E o abraço doloroso que me deu nessa ocasião! Vim a compreender, com o tempo, porque tinha se deixado levar ao desespero. O amor que tinha pela esposa era o amor de um louco.
(José Lins do Rego, Menino de Engenho. 94 ed. Rio de Janeiro:
José Olympio, 2007. Excerto adaptado)
Na frase acima, a forma verbal destacada está flexionada no presente do indicativo. Se passarmos essa frase para o pretérito perfeito do indicativo a forma verbal correta será
I. A frase Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas atesta que o texto está narrado em primeira pessoa.
II. Os elementos apresentados no texto indicam que a personagem é casada, possui filhos e que, ao longo de sua existência, teve uma vida sem grandes embaraços ou necessidades existenciais.
III. Há, no texto, muitos verbos conjugados no pretérito mais-que-perfeito, cuja utilização é muito limitada e, portanto, são verbos pouco utilizados na linguagem coloquial.
Pode-se afirmar que:
I. (_) vários acidentes na rodovia no último feriado prolongado.
II. (_) 11 horas no relógio da Catedral.
III. Comecei meu tratamento odontológico (_) três semanas.
IV. Tudo (_) ilusões da juventude.
V. (_) muita criança alérgica a glúten na escola.
A alternativa que completa, corretamente, com as formas verbais, as frases acima é:
CONTO DE FANTASMAS
Quando a Velhinha entrou na Livraria e perguntou se havia Livros que ensinassem a conversar com Fantasmas, todos nos surpreendemos. Era uma velha daquelas que se veem sorridentes em propagandas de plano de Saúde e certamente pareceria mais verossímil procurando livros de Tricô ou culinária. Mas fantasmas, não.
A mulher explicou à Vendedora, que, surpresa, a levou aos livros esotéricos, sob o olhar sorridente da Clientela próxima.
“Até sábado passado eu não acreditava em fantasma.” – disse – “Mas nesse dia, de repente, eles começaram a aparecer. Moro só. Só eu e meus Gatos.” – comentou, enquanto folheava livros a esmo. Todos nos aproximávamos disfarçadamente. Pessoas cúmplices entre desconhecidos, todos interessados neste Assunto novo e inaudito.
“Sábado, quando acordei, estavam sentados no Sofá da Sala. Não eram fantasmas de Lençol, nem daqueles que aparecem em Filmes de Terror. Eram fantasmas comuns, daquela palidez triste que não se encontra entre os Vivos.” – e já todos ríamos meio abertamente, pensando no quanto a solidão mexe com as Pessoas, ao tempo em que a velha escolhia dois livros sem maior critério.
“Conversamos Horas, desde então. Há Anos ninguém conversava tanto comigo e com os gatos.” – e nós, rindo de tudo, sabendo que devíamos nos condoer, enquanto a vendedora pegava os livros e levava-os ao Caixa.
“Ontem, me falaram que eu era especial, depois foram embora.” – “e eu não soube o que queriam dizer com isso. Por esta razão, quero os livros: para entender melhor nossa próxima conversa.”
O Senhor ao meu lado riu alto, como se lhe contassem uma Piada. Estávamos todos divertidos com a História da velha; a Culpa era para depois. “Quero entender por que sou especial”, – questionou, quando todos nós já ríamos indisfarçados.
Mas quando a velha pagou os livros e desapareceu no Ar, no meio da livraria, todos paramos de rir.
Disponível em: www.henriqueschneider



