Questões de Concurso Sobre flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) em português

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Q2041995 Português

As utilíssimas coisas inúteis

Marina Colasanti, quinta-feira, 16 de janeiro de 2020


Fui a uma liquidação de fim de ano porque precisava trocar uma roupa que havia ganho. E fiquei pasma com a quantidade de peças que cada um levava. Na demora da fila, as pessoas esticavam o braço para colher de arara ou prateleira uma bolsa, um cinto ou uma camiseta não vistos antes e acabavam ficando com ela. Tudo, mais que propriamente despertar desejo, era visto como um bom negócio. Afinal, os preços estavam em conta.

E ali mesmo me perguntei se aquela gente toda tiraria do armário o correspondente ao que estava levando, ou se apenas apertaria os cabides.

Compro muito pouco, mas tenho grande dificuldade para jogar fora. Acumulo. E embora tendo isenção profissional para acumular livros e papéis, não a tenho para o resto.

Calcula-se que um europeu ou americano possua em média 10 mil objetos. Para discutir consumismo e gênero no “The Pink and Blue Project”, a sul-coreana Jeongmee Yoon fotografou durante 10 anos crianças e adolescentes no seu quarto, com todos os seus objetos expostos. As fotos são surpreendentes, cada quarto parecendo um mercado.

Até hoje não consegui jogar fora a cama da minha cachorrinha que há três anos morreu, me parece ingratidão, depois de tanto amor que ela me deu. Nem consegui me desfazer dos tecidos para quimono que comprei no Japão e nunca fiz, ou da camisa de seda que comprei na Índia e já não uso. Se uma calça fica larga, penso que posso voltar a engordar, se uma saia fica larga, aperto. Nunca nada ficou apertado, o que me faz crer que dificilmente engordarei. Às vezes consigo jogar fora suéteres que ficaram com “bolinhas”.

Dizem os neurocientistas que acumular é comando do nosso cérebro, possivelmente vindo de tempos remotíssimos em que a abundância era rara ou inexistente, e qualquer pedaço de carne, qualquer pele de bicho, qualquer lasca de pedra era posse valiosa.

Hoje, os objetos de que nos rodeamos adquiriram outro sentido. Um deles é fazer parte da nossa identidade. Segundo o psicólogo Daniel Kahneman sofremos mais ao perder um objeto querido do que o prazer que tivemos ao adquiri-los – podemos imaginar o que sofreu Eike Batista ao perder a Lamborghini que, como um sofá, ficava estacionada na sala. Outro é dizer às multidões quem somos, qual o nosso patamar social.

É o que fazem alto e bom som as marcas. É a função do luxo.

Não compramos só em atendimento ao nosso desejo. Compramos também olhando pelos olhos dos outros, projetando nos olhos dos outros a imagem que teremos com nossas novas aquisições. Desse ponto de vista, quem compra muitas peças de roupa numa liquidação não está fazendo um bom negócio. Apesar do bom preço, está adquirindo o que já saiu de moda, o que se usou no ano anterior ou até mesmo no mês anterior. E tudo o que não é de hoje, é out.

Objetos podem ser inúteis, mas se dados com afeto temos dificuldade em nos desfazer deles. Xuxa tinha uma casa só para guardar memorabilia, presentes dados pelos fãs. Ninguém joga fora o bordado feito pela afilhada, o primeiro desenho do filho, a folha seca na página do livro dada pelo noivo. Os objetos tornamse então não apenas objetos, mas testemunhos do passado que cantam aos nossos olhos. E por isso os guardamos.

Marie Kondo, a japonesa famosa pelo método MarieKondo de arrumação, não se orienta pela ligação psicológica entre os humanos e seus objetos. O interesse dela é na ordem e na estética. Mas ao limpar nossos armários e gavetas corre o risco de nos deixar despidos.


Disponível em:<https://www.marinacolasanti.com/2020/02/expatriaram-o-gato.htmL>  . Acesso em: 17 fev. 2020.
Compro(1) muito pouco, mas tenho(2) grande dificuldade para jogar fora. Acumulo(3). E embora tendo(4) isenção profissional para acumular livros e papéis, não a tenho(5) para o resto.”

Todas as formas verbais destacadas e numeradas estão flexionadas no presente do indicativo, EXCETO
Alternativas
Q2035312 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Saneamento nada básico

Parametrização centralizada no âmbito federal não necessariamente tornaria o processo mais eficiente

    

    Desde a antiguidade, existe preocupação com o saneamento básico [...]. No Brasil, as primeiras iniciativas remontam a 1561.

    De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), dados de 2017, 83,5% da população brasileira tinham acesso a água tratada, 52,4% tinham acesso a coleta de esgoto, e apenas 46% dos esgotos do país são tratados. O volume médio de perdas ainda se encontra em 38,3%.

    As condições que não permitiram o desenvolvimento pleno do saneamento básico no país continuam presentes: volume incipiente de investimentos, ausência de planejamento adequado, experiências malsucedidas de gestão e dificuldade para obter financiamentos e licenças para obras. Destas, somente a última apresentou alguma evolução desde o Plano Nacional de Saneamento de 1971.

    Dentre as dificuldades de planejamento, destaca-se o fato de que a titularidade dos serviços, conforme lei 11.445/07, é dos municípios. Logo, criar arcabouço regulatório, planos de saneamento e licitar concessões é uma tarefa hercúlea para a gama de 5.570 municípios existentes. O problema é grande; o diagnóstico, antigo. Mas pouco se avançou desde a criação do marco regulatório. Apresento possíveis soluções para contribuir com o debate.

    Em primeiro lugar, é preciso que a reflexão sobre o marco regulatório ocorra previamente. As duas medidas provisórias de 2018 e 2019 (844 e 868) tiveram vício de origem, pois não foram fruto de uma discussão prévia com os principais agentes setoriais. Se empresas dos estados de SP, MG e PR foram responsáveis por 45% dos investimentos em saneamento no país em 2017, e 65% ao somarmos as privadas, uma reflexão deveria partir delas, juntamente com a sociedade civil e associações.    

     A experiência do setor elétrico quando da criação do Novo Modelo é um exemplo a ser lembrado. Houve praticamente um ano de discussões prévias com ampla adesão que culminaram com as MPs 144 e 145, de outubro de 2003. De exemplo negativo, temos a MP 579/12, cuja discussão prévia foi curta e circunscrita a agentes de mercado, em sua maioria eletrointensivos, e, portanto, interessados em redução de tarifas. O barato saiu caro, e a redução de 18% em 2013 foi sucedida por aumentos tarifários 41% acima da inflação de 2014 a 2018.

    A solução proposta é a simplificação dos processos e a não concentração de responsabilidade na Agência Nacional de Águas (ANA) ou a criação de arcabouço regulatório e plano de saneamento federais.

    [...].

    Em segundo lugar, deve-se repensar a proposta de se criar um plano de saneamento nacional como norte para planos municipais. Essa abordagem centralizada pode desconsiderar aspectos locais como características socioeconômicas do consumidor, estrutura dos ativos, distância a fontes de captação de água, topografia, restrições ambientais, entre outros. Enfim, não necessariamente uma parametrização centralizada no âmbito federal tornaria o processo mais eficiente ou atinente às características locais.

    Em terceiro lugar, por que não permitir que cada município baseie seu arcabouço regulatório em melhores práticas existentes e regras simplificadas de atualização de tarifas, qualidade e metas de cobertura dos serviços, além de penalidades claras e objetivas pelo não cumprimento destas?

    Em quarto lugar, a criação de uma cartilha de regras de licitação para auxiliar municípios seria um começo. Os dois outros pilares, regulação e plano de saneamento, poderiam ser disponibilizados por instituições independentes. Dessa forma, o processo seria parametrizado de maneira simples, descentralizada e com custo baixo.

    Investir em saneamento é processo civilizatório. Não há necessidade de se trazer complexidades, quando regras e melhores práticas já existem e podem nortear prefeituras a melhorar a condição de vida de seus habitantes sem uma mão visível da União.

PIRES, Adriano. Saneamento nada básico. Aesbe. Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento. Disponível em: https://aesbe.org.br/novo/opiniaoartigo-saneamento-nada-basico/. Acesso em: 27 ago. 2022.

Em relação às escolhas estilísticas do texto I, analise as afirmativas a seguir.
I. Há alternância de tempos verbais: o uso pretérito perfeito do indicativo predomina, mas é acompanhado em alguns trechos pelo uso do tempo presente, sempre com valor de passado.
II. A escolha das palavras utilizadas no texto revela o uso da variedade social da língua, uma vez que a norma-padrão predominante no texto é coerente com o veículo de publicação.
III. Há predominância do uso da voz ativa do verbo, com algumas ocorrências da voz passiva.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q4266971 Português
4 mil beagles resgatados nos EUA esperam por adoção 

        Cerca de 4 mil beagles estão em processo de adoção nos EUA. Os cachorros variam entre mais novos e filhotes e podem ser adotados no estado de Virginia. Eles foram resgatados das instalações da Envigo RMS LLC em Cumberland, Virgínia, que os criavam para serem vendidos a laboratórios para experimentação animal.

        "Quatro mil é um grande número", disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society. “E vai levar 60 dias para tirar todos esses animais, e trabalhar com nossos parceiros de abrigo e resgate em todo o país, trabalhando com eles para levar esses cães para um lar sempre amoroso”.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA processou a Envigo alegando violações da Lei de Bem-Estar Animal na instalação.

        Os inspetores do governo descobriram que os beagles estavam sendo mortos em vez de receber tratamento veterinário para condições facilmente tratadas; as mães beagles que amamentam foram negadas comida; a comida que recebiam continha larvas, mofo e fezes; e durante um período de oito semanas, 25 filhotes de beagle morreram de exposição ao frio.

        Em 2019, descobrimos que havia um lugar no condado de Cumberland que criava beagles, lindos cães beagle para experimentação”, disse Stanley. "Tentei fechá-los em 2019, mas não obtive sucesso. Mas, ao longo dos anos, nunca paramos de lutar."

        A Humane Society levou 201 beagles para seu centro de atendimento e reabilitação, onde receberão atendimento até serem transportados para organizações experientes em lidar com animais que vêm com traumas como os beagles, como a Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty para Animais (MSPCA), Wisconsin Humane e Dakin Humane.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/4-mil-beaglesresgatados-nos-eua-esperam-por-adocao.ghtml Acesso em 12 de agosto de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal do verbo em destaque no período: “Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA processou a Envigo alegando violações da Lei de Bem-Estar Animal na instalação”.
Alternativas
Q4263986 Português

Mistério! Cobra exótica é encontrada nas alturas de prédio no Bigorrilho, em Curitiba



        Uma cobra apareceu na noite de terça-feira (15) em um apartamento no nono andar no bairro Bigorrilho, em Curitiba. O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender a ocorrência e levou o animal para o Passeio Público para se fazer a identificação. Ninguém ficou ferido.


        De acordo com os bombeiros, a cobra foi encontrada atrás de um armário do apartamento, mas a responsável pelo imóvel não sabia informar como o animal foi parar ali. Outros moradores também foram questionados, mas ninguém se responsabilizou pela cobra.


        “Entrou um chamado de que havia sido avistado uma cobra dentro do apartamento e ela estava embaixo de um armário. Como ela chegou lá não foi possível apurar. Aparentemente é uma cobra exótica, que não parece ser da nossa fauna. A suspeita é que seja o animal de estimação de alguém”, disse o bombeiro Valdecir, que atendeu à ocorrência em entrevista ao Bom Dia Paraná, da RPC, desta quarta-feira.


        O susto foi grande por parte dos moradores e a cobra foi encaminhada ao Passeio Público, local em que o animal vai ser identificado e posteriormente definido o destino da cobra.



Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/misterio cobra-exotica-e-encontrada-nas-alturas-de-predio-no-bigorrilho-em curitiba/ Acesso em 19 de fevereiro de 2022.

Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal do verbo em destaque no período:


“Outros moradores também foram questionados, mas ninguém se responsabilizou pela cobra”.

Alternativas
Q4263800 Português

Menina de 5 anos morre vítima da Covid-19 no Paraná, diz hospital


    Uma menina de cinco anos morreu em decorrência da Covid-19, em Londrina, no norte do Paraná, segundo o Hospital Universitário (HU) da cidade. Sem velório, o enterro ocorreu no sábado (12), em Califórnia, também no norte.


    A princípio, a vítima foi levada pela família ao Hospital da Providência, em Apucarana, também no norte, onde ela morava. Depois, foi transferida ao HU de Londrina. Segundo o HU, a criança tinha bronquite asmática como comorbidade e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 6 de fevereiro.


    Conforme a família, a criança havia tomado a primeira dose da vacina Pfizer, mas o caso se agravou e ela não resistiu. Em 2020, a menina também teve Covid-19 e apresentou complicações por causa da comorbidade que tinha.


    Segundo a Secretaria de Saúde de Apucarana, até domingo (13), o município somava 526 mortes por Covid-19 e 31.043 diagnósticos positivos do novo coronavírus.


Fonte: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2022/02/14/menina de-5-anos-morre-vitima-da-covid-19-no-parana-diz-hospital.ghtml Acesso em 19 de fevereiro de 2022. 

Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal do verbo em destaque no período: Sem velório, o enterro ocorreu no sábado (12), em Califórnia, também no norte: 
Alternativas
Q4252894 Português
Leia o texto para responder a questão.

Planos não podem mais limitar sessões com psicólogos, fisioterapeutas e outros
Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias

        A nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que determinou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas começa valer a partir de desta segunda-feira, 1º para todos os planos de saúde regulamentados, contratados após a Lei 9.656/1998 ou adaptados à lei, que tiverem cobertura ambulatorial, ou seja, de consultas e exames. 

        A decisão foi tomada no dia 11 de julho em reunião extraordinária da diretoria colegiada da agência. 

        “Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias que forem prescritas pelo médico assistente para pacientes com qualquer doença ou condição de saúde listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como, por exemplo, o transtorno do espectro autista, a paralisia cerebral, a síndrome de Down, a esquizofrenia”, disse o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.

        Segundo Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.

        Consumidor

        Para a coordenadora do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, essa resolução ocorre após intensa cobrança de diferentes instituições de pacientes e consumidores que já chamavam a atenção para a “abusividade” de limitar o número de consultas com essas categorias.

        “Antes, essa lista limitava o número de consultas com esses profissionais a 12 no ano. Se precisasse mais, o consumidor pagava ou acionava a Justiça, que, na maioria dos casos, determinava a cobertura pelo plano de saúde”, disse Ana Carolina.

        A especialista lembra que se o plano negar a cobertura ou impuser algum limite a consultas e sessões com as quatro categorias profissionais, o consumidor deve tentar resolver em primeiro lugar com a operadora. “Se isso não resolver, aí deve fazer uma reclamação no Procon do seu estado ou município ou então diretamente na própria ANS”.

        Quem vinha fazendo as terapias e pagando o limite ultrapassado não terá direito a reembolso para consultas realizadas antes da validação da nova regra. 

        Tem direito a consultas sem limites estabelecidos pelos planos, todo usuário que receber encaminhamento médico para tais terapias. Todas as doenças que fazem parte da Classificação Internacional de Doenças (CID) estão cobertas pela nova regra que obriga os planos de saúde a ofertarem os tratamentos com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

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Assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta do trecho a seguir no Presente do Indicativo: “Segundo Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.”
Alternativas
Q4252787 Português

ELVIS PRESLEY VEM AÍ: SAIBA TUDO SOBRE O NOVO FILME DO REI DO ROCK

Felipe Machado Publicado em 01/04/2022


        Ao contrário do que dizem os fãs, Elvis Presley morreu – e isso já faz quase cinco décadas. Vítima do abuso de drogas, aos 42 anos, o ídolo foi encontrado pela namorada em Graceland, sua exótica residência em Memphis, no Tennessee. É curioso notar que a vida de um dos maiores ícones da cultura norte-americana, com milhões de admiradores em todo o mundo e detentor de quase todos os recordes da indústria fonográfica, até agora não tivesse servido de inspiração para uma grande produção nas telas. Apesar de ter estrelado dezenas de filmes como ator, abusando dos enredos singelos que serviam apenas como desculpa para ele mostrar o corpo e o vozeirão, fica a impressão de que sua vida era um tabu grande demais até para os megalomaníacos padrões de Hollywood. Talvez seja por isso que, depois de sua morte, em 16 de agosto de 1977, o cantor tenha sido tema somente de um modesto projeto realizado em 1979 e voltado apenas para a TV americana, com direção de John Carpenter e estrelado por Kurt Russell.


        Isso mudará daqui a um mês, quando estreia no Festival de Cannes a cinebiografia Elvis, de Baz Luhrmann – o filme chega aos cinemas brasileiros em julho. Foi preciso um australiano de origem judaica para levar às telas a história do garoto pobre e talentoso do sul dos EUA, que ascende vertiginosamente até o topo do mundo e, como um Ícaro que se aproxima demais do Sol, despenca rumo à tragédia. “Sempre fui fã de Elvis, mas não foi esse sentimento que me levou a fazer o filme”, afirma Luhrmann. “Nesses tempos modernos, sua vida é como uma tela em branco perfeita para explorar os EUA dos anos 1950 e 1960. Fui atraído por essa parte da história. E também por um cara chamado Coronel Tom Parker.”


        Luhrmann se refere ao arrogante e malhumorado empresário de Elvis, interpretado por Tom Hanks. Como o próprio personagem anuncia no início, ele parece ter orgulho de ser “o vilão do filme”. Figura mítica do showbiz – pelas piores razões possíveis –, o agente não era coronel, nem americano e sequer se chamava Tom Parker. Nascido na Holanda, Andreas Cornelis van Kujik era adestrador de cães. Fugiu de seu país após o misterioso assassinato da amante, morte de autoria atribuída, por muitos, a ele mesmo. Foi expulso do exército por ser considerado um psicopata, trabalhou no circo e, em 1955, convenceu o jovem Elvis a deixá-lo controlar todos os aspectos de sua carreira.


        Mesmo sem entender nada de música, dividia com o cantor tudo que ele ganhava e até escolhia quais músicas podia gravar. Com receio de eventuais problemas jurídicos com a imigração, Parker nunca viajou para o exterior – e nem permitiu que Elvis fizesse shows fora do país, nem mesmo diante de ofertas milionárias. Há quem diga que ele o teria obrigado a se casar com a namorada assim que descobriu que ela estava grávida – Priscilla Presley, papel de Olivia DeJonge.

Adaptação: https://istoe.com.br/elvis-presley-vem-ai/ , acesso em 08 de abril de 2022. 

Considere o período abaixo e marque a alternativa correta quanto aos tempos e aos modos dos verbos sublinhados:
“Parker nunca viajou para o exterior – e nem permitiu que Elvis fizesse shows fora do país”.
Alternativas
Q4252606 Português
Família de São José dos Pinhais pede ajuda para encontrar homem de 42 anos


    A família de Edilberto dos Santos, de 42 anos, pede ajuda para encontrá-lo após o registro do desaparecimento dele no dia 15 de maio. Edilberto é morador do bairro Jardim Cruzeiro, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

    A tia dele, Terezinha Santos, contou que a última vez em que o sobrinho foi visto foi saindo do Hospital Cajuru, em Curitiba, depois de ter sido atendido no pronto-socorro. Não há informações sobre o estado de saúde dele quando foi atendido, apenas que foi encaminhado ao hospital pelo Samu. A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil comunicando o desaparecimento de Edilberto.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/cacadores-de-noticias/sao-jose-dospinhais/familia-de-sao-jose-dos-pinhais-pede-ajuda-para-encontrar-homemde-42-anos/ Acesso em 25 de mio de 2022.
Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal do verbo em destaque no período: “A família de Edilberto dos Santos, de 42 anos, pede ajuda para encontrá-lo após o registro do desaparecimento dele no dia 15 de maio”.
Alternativas
Q4252427 Português
História Hoje: Cantor Jessé morria há 24 anos após acidente de carro no Paraná


    Há 24 anos, morria o cantor e compositor Jessé. E a música perdia uma das vozes mais românticas dos anos 80 e 90. Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro e ainda menino se mudou para Brasília com a família. Filho de evangélicos, começou a carreira musical cantando os hinos religiosos da igreja. Ao atingir a maior idade, largou tudo para trás e se mudou para São Paulo em busca de um sonho. Conquistar uma carreira como cantor. Começou se apresentando em boates. Depois integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

    Na década de setenta, a exemplo de Fábio Junior, Raul Seixas e Cristhian, da dupla Cristhian e Ralph, chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Mas sua grande oportunidade ocorreu em 1980, ao ser revelado ao grande público pelo Festival MPB Shell, da Rede Globo com a música Porto Solidão. Neste festival, Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete.

    Três anos depois, conquistou o Décimo Segundo Festival da Canção Televisão Ibero-Americana, realizado em Washington, nos Estados Unidos, levando os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo com a música "Estrelas de Papel" de sua autoria, em parceria com Elifas Andreato.

    Mas Jessé conquistou mesmo o grande público foi com sua voz potente. Ele gravou doze discos com destaque para os álbuns duplos “O Sorriso ao Pé da Escada e “Sobre Todas as Coisas". Entretanto nunca conseguiu agradar a crítica especializada, que o considerava um cantor brega. Jessé Florentino dos Santos morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, onde iria fazer um espetáculo.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/acervo/cultura/audio/2017-03/historia-hoje-cantor-jesse-morria-ha-24-anos-apos-acidente-de-carro-no-parana/ Acesso em 25 de maio de 2022.
Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal do verbo em destaque no período: “Mas Jessé conquistou mesmo o grande público foi com sua voz potente”.
Alternativas
Q4248175 Português

Texto 1 para a questão.



https://www.google.com/search?q=textos+sobre+velhice+&tbm=isch&ved= Acesso em 12.07.2022 

Se no texto 1, o verbo “haver” fosse substituído por “existir”, mantendo-se o tempo verbal do texto original , estaria CORRETO o que se indica na alternativa 
Alternativas
Q4247937 Português

Texto 01 para à questão.


O Respeito às Diferenças


Atualmente, muito se fala sobre a igualdade social de nossos direitos. De fato, é um direito de todos. Deveríamos ter os mesmos direitos à saúde, educação, alimentação e cultura. Entretanto, o que percebemos é que muito se fala sobre o direito à igualdade e nos esquecemos do respeito às diferenças. Na verdade, somos todos diferentes. Cada indivíduo com suas peculiaridades, raça, credo, política, valores e costumes. Somos um povo diferente e, portanto, precisamos conviver com as diferenças da melhor forma possível. O respeito ao outro e as suas peculiaridades é fundamental, pois através deste respeito temos a possibilidade de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa.

https://www.google.com/search?q=textos+sobre+respeito+ao+pr%C3%B3ximo. Acesso em 05/10/2022.

Observe o fragmento de texto abaixo:


“O respeito ao outro e as suas peculiaridades...”


Sobre esse fragmento, se o determinante inicial (O) fosse substituído pelo pronome NÓS, detendo-se apenas nesse fragmento, sem se apoiar no texto 01, analise os itens abaixo: 


I. Nós respeitamos ao outro e as suas peculiaridades.


II. Nós respeitávamos o outro e as suas peculiaridades.


III. Nós respeitaríamos o outro e às suas peculiaridades.


IV. Nós respeitamos ao outro e à suas peculiaridades.


Está CORRETO o que se afirma apenas em  


Alternativas
Q4241469 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 



Mobilidade urbana no Brasil



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(Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana-no-brasil.htm – texto especialmente adaptado para esta prova).  

O verbo “acelerou” (linha 09) está conjugado em qual tempo verbal? 
Alternativas
Q4236197 Português

Espécies escondidas nas profundezas do Atlântico



(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55470722 – texto especialmente adaptado para esta prova). 

O verbo “envolveu” (l. 20) está conjugado em que tempo verbal?
Alternativas
Q4225336 Português
Assinale a única alternativa em que a forma verbal destacada foi utilizada incorretamente.
Alternativas
Q4225331 Português

Assinale a única alternativa em que o verbo destacado foi utilizado obedecendo-se


às regras da Língua Portuguesa. 

Alternativas
Q4194839 Português

Leia o texto e responda a questão.

À medida que vencemos a covid-19, com diminuição dos números da doença em todo o Brasil, cresce a flexibilização das restrições trazidas pela pandemia, o que aumenta a circulação de outros vírus respiratórios, como a influenza.


Com a possiblidade de circulação dos dois vírus, influenza e covid-19, é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças. A vacina vai reduzir a carga da doença, prevenindo hospitalizações, mortes e consultas ambulatoriais, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

Já a vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação do vírus no país, minimizando a carga da doença e protegendo a população, em especial as nossas crianças, que são mais vulneráveis, e os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição ao vírus.


Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo/a-importancia-da-vacina

Assinale a alternativa que apresenta um verbo.
Alternativas
Q4191499 Português
Saudade do que não vivemos


Fomos enganados, acredite em mim.

Esses mal-intencionados donos das grandes redes sociais e de impérios tecnológicos nos convenceram que nossas vidas seriam muito melhores se nós todos nos conectássemos.

Todos nós, amigos, parentes, até você e eu, querido leitor, conectados para sempre.

Nos convenceram de que deveríamos empacotar os nossos relacionamentos profissionais e pessoais, nosso lazer, nossos planos, projetos e sonhos dentro de seus conglomerados.

Disseram que, pela primeira vez na história, o ser humano comum como você e eu, teríamos voz e poderíamos expor nossas opiniões para o mundo inteiro ouvir. E com isso, seríamos muito mais felizes.

Tá. Vai nessa.

Depois de uns dez ou quinze anos dessa mudança sociocultural, não me sinto muito mais feliz do que no passado.

Primeiro porque, sempre que eu decido falar nas redes sociais, ninguém me escuta.

Depois, “estar conectado” com o mundo não tem se mostrado ser uma grande vantagem já que, a cada dia que passa me convenço que o mundo precisa muito mais de mim, do meu tempo e do meu dinheiro, do que eu dele.

Não está nada equilibrada essa brincadeira.

Antigamente, meu jovem, éramos desconectados, mas a vida era simples.

Você acordava pela manhã e ia trabalhar.

No Metrô, lia o jornal do dia, com as notícias de ontem.

Uma vez no escritório, encontrava o chefe em sua sala, os clientes na sala de reunião, os colegas de trabalho no café.

Voltava para casa olhando a paisagem.

Beijava a mulher e os filhos, jantavam todos juntos e depois assistiam o jornal e a novela, que eram – pasmem – de graça.

Hoje tudo mudou.

Acordo e, ainda na cama, repasso todas as notícias do dia, da noite, da véspera e o que vai acontecer pelo mundo nas próximas horas.

Nem tiro a cabeça do travesseiro e já levo, garganta abaixo, um direto de direita de informações.

A caminho do trabalho, sem jornal para ler, eu poderia, quem sabe, conversar com o cidadão sentado ao meu lado no ônibus.

Isso, claro, se ele levanta os olhos da tela, num jogo que aparentemente tem como objetivo organizar guloseimas coloridas.

Ao chegar ao escritório, o chefe, os clientes e os colegas de trabalhos estão nos mesmos lugares que estão sempre: no WhatsApp.

Curiosamente, nenhum deles parece utilizar o mesmo sistema de horas que eu.

Mensagens apitam num fluxo interminável, que não respeita qualquer pausa que eu tente dar ao meu analógico cérebro.

No caminho de volta para casa, a paisagem é, de novo, as guloseimas na tela do sujeito ao lado. Num momento de fraqueza, baixo o jogo e me junto ao exército de zumbis que ocupam a mesma condução.

Em casa, mulher e filhos estão cada um no seu canto.

Um deles pergunta no grupo da família, se alguém pediu comida.

É bem provável que quando a pizza chegar, cada um coma no momento e local que melhor lhe convier.

Quem sabe, no próximo sábado, nos encontraremos na sala. 

Cansado, ligo a TV para assistir a um filme.

A TV não é mais de graça.

Numa conta assim, por cima, descubro que com o que gasto em assinaturas de serviços de streaming, poderia ter comprado um cinema pequeno no interior.

Não me levem a mal.

Nem imaginem que não admiro os avanços tecnológicos que vivemos hoje.

Mas tenho saudade, ora.

Saudade de um tempo em que você e eu não estávamos conectados.

Mas já que estamos, se tiver umas vidas aí do joguinho das guloseimas, por favor, me mande, ok?


Disponível em: https://istoe.com.br/saudade-do-que-nao-vivemos/
Analise as duas frases a seguir e assinale qual é o tempo verbal correto de ambas.

I. No Metrô, lia o jornal do dia, com as notícias de ontem.
II. Você acordava pela manhã e ia trabalhar.
Alternativas
Q4188308 Português
Frases feitas Certas frases, de tão repetidas, viraram uma fórmula pronta para expressar uma ideia. Estão tão assimiladas ao idioma que às vezes, sem querer, pronto: soltamos uma frase feita. Às vezes, elas querem dizer uma coisa bem diferente do que pensamos ao ouvi-las pela primeira vez. Mas até isso mostra a riqueza e a poesia dessas expressões. Alguns exemplos são: 1. “Dar uma colher de chá”, 2. “Conversa mole para boi dormir”, 3. “Dor de cotovelo”, 4. “Minhoca na cabeça”.


Fonte: AZEVEDO, Ricardo. Bazar do folclore: tradição popular. São Paulo: Ática, 2001. (com alterações)
Assinale a alternativa que apresenta o tempo e o modo verbal predominantes no texto.
Alternativas
Q4178696 Português
Atriz de ‘Game of Thrones’ sofre ataque gordofóbico

Emilia Clarck, que interpretou Daereys Targaryen na série Game of Thrones, foi alvo de comentários preconceituosos do CEO da TV australiana Foxtel, Patrick Delany. Durante discurso no lançamento de A Casa do Dragão, em Sidney, Delany assim se referiu à atriz: “Que série é essa, com essa personagem baixinha e cheinha que anda sobre o fogo, pensei a primeira vez que assisti à Game of Thrones?”. Repercutiu muito mal, o que o fez se desculpar publicamente. Delany disse que “foi mal compreendido e não queria ofender ninguém”.

(Texto adaptado. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/)
O texto é uma notícia com características próprias do gênero, inclusive mudanças de tempo verbal. A relação correta entre o tempo verbal e a explicação ocorre em:
I- O verbo no presente do indicativo indica uma ação habitual no momento em que ela ocorre, na fala da personagem.
II- O pretérito perfeito exprime um fato concluído e caracteriza a matéria noticiada.
III- A alternância de tempos verbais se faz para dar dinamicidade ao texto, relatando os acontecimentos e a voz da personagem.
Alternativas
Q4178604 Português
O Homem Trocado

O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.

- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.

- Eu estava com medo desta operação...

- Por quê? Não havia risco nenhum.

- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...

E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.

- E o meu nome? Outro engano.

- Seu nome não é Lírio?

- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...

Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.

- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.

- O senhor não faz chamadas interurbanas?

- Eu não tenho telefone! Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.

- Por quê?

- Ela me enganava.

Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:

- O senhor está desenganado. Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

- Se você diz que a operação foi bem... A enfermeira parou de sorrir.

- Apendicite? - perguntou, hesitante.

- É. A operação era para tirar o apêndice.

- Não era para trocar de sexo?

Luís Fernando Veríssimo (Comédias para se ler na escola, OBJETIVA, 2004)
A relação correta entre o tempo verbal e a explicação ocorre em
I – “O homem acorda da anestesia e olha em volta” – presente do indicativo, porque situa o tempo presente indicando uma ação habitual no momento em que ocorre.
II – “Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais” – pretérito perfeito, porque exprime um fato concluído.
III – “Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade” – pretérito imperfeito, porque é uma ação anterior ao momento da fala ao tempo da narração.
Alternativas
Respostas
1281: D
1282: B
1283: A
1284: D
1285: C
1286: A
1287: D
1288: C
1289: B
1290: D
1291: C
1292: C
1293: A
1294: C
1295: D
1296: B
1297: D
1298: B
1299: D
1300: C