Questões de Concurso Sobre flexão verbal de pessoa (1ª, 2ª, 3ª pessoa) em português

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Q1984832 Português

Cidadania


        Com base na trajetória histórica inglesa, o sociólogo T. H. Marshall estabeleceu uma divisão dos direitos de cidadania em três estágios. O primeiro ocorre com a conquista dos direitos civis (garantia das liberdades individuais, como a possibilidade de pensar e de se expressar de maneira autônoma), da garantia de ir e vir e do acesso à propriedade privada. A conquista desses direitos foi influenciada pelas ideias iluministas e resultou da luta contra o absolutismo monárquico do Antigo Regime. Esse processo teve como resultado maior o advento da isonomia, ou seja, da igualdade jurídica.

        O segundo estágio refere-se aos direitos políticos, entendidos como a possibilidade de participação da sociedade civil nas diversas relações de poder presentes em uma sociedade, em especial a possibilidade de escolher representantes ou de se candidatar a qualquer tipo de cargo, assim como de se manifestar em relação a possíveis transformações a serem realizadas. Os direitos políticos têm relação direta com a organização política dos trabalhadores no final do século XIX. Ao buscar melhores condições de trabalho, eles se utilizaram de mecanismos da democracia – por exemplo, a organização de partidos e sindicatos – como modo de fazer valer seus direitos.

        Por fim, o terceiro estágio corresponde aos direitos sociais vistos como essenciais para a construção de uma vida digna, tendo por base padrões de bem-estar socialmente estabelecidos, como educação, saúde, lazer e moradia. Esses direitos surgem em decorrência das reivindicações de diversos grupos pela melhora da qualidade de vida. É o momento em que cidadãos lutam por melhorias no sistema educacional e de saúde pública, pela criação de áreas de lazer, pela seguridade social etc.

        Por ter sido construída tendo como referência o modelo inglês, a tipologia cronológica de Marshall recebeu críticas ao ser aplicada como modelo universal.

        Ao longo desse percurso, muitas constituições, como a estadunidense (1787) e a francesa (1791), preconizaram o respeito aos direitos individuais e coletivos, o que hoje é incorporado pelas instituições de diversos países. Podemos destacar outras iniciativas que tinham o mesmo objetivo, como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948).

        E o que define hoje um cidadão? De acordo com Marshall, cidadão é aquele que exerce seus direitos civis, políticos e sociais de maneira efetiva. Percebe-se que o conceito de cidadania está em permanente construção, pois a humanidade se encontra sempre em luta por mais direitos, maior liberdade e melhores garantias individuais e coletivas. Ser cidadão, portanto, significa ter consciência de ser sujeito de direitos – direito à vida, ao voto, à saúde, enfim, direitos civis, políticos e sociais.

(SILVA, A. et al. Sociologia em movimento. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2016.)

Em relação ao emprego dos tempos verbais, é possível ao enunciador modalizar seu discurso para que alcance os resultados de sentido desejados. Considerando o exposto anteriormente, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) A partir do emprego do pretérito perfeito, fatos são apresentados sistematicamente, contribuindo para a apresentação do tema.

( ) O modo subjuntivo foi empregado predominantemente no último parágrafo em decorrência da expressão do ponto de vista do enunciador.

( ) A partir do emprego do presente do indicativo, apresentam-se fatos tidos como verdadeiros, mas que não ocorreram necessariamente no momento da enunciação.


A sequência está correta em

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Q1983841 Português

Como escrever bem

    É possível melhorar o texto de alguém? William Zinsser acha que sim. No meio da década de 1970, ele decidiu transformar seu curso sobre escrita, emYale, em livro. Desde 1976, “Como escrever bem” influencia muita gente (On Writing Well. São Paulo: editora Fósforo, 2021. Tradução de Bernardo Ajzenberg).

    O livro é claro e direto, sendo um exemplo em si das normas que ele debate. Um candidato a autor deve, ele diz logo à partida, evitar o excesso. Superar o defeito de muitas palavras! Cortar, eliminar a abundância desnecessária. Se o conselho já é bom para quem cultiva jornalismo nos EUA, imagine-se no Brasil, onde a tradição bacharelesca associou rebuscamento à erudição e à inteligência. O autor identifica, inclusive, expressões longas. Você imaginou a frase “perdeu totalmente a habilidade para” e seria melhor “não conseguiu”. Uma verdadeira “navalha de Ockam” da escrita: se há duas frases, a mais direta e simples é a melhor. Escrever é cortar.

    Alguns conselhos são gramaticais: advérbios e adjetivos são, com frequência, dispensáveis. Os parágrafos devem ser curtos. Há diretrizes mais metodológicas: reescrever é aperfeiçoar a escrita. Todo escrito apresenta algum problema com o começo; aceite o entrave dos princípios. Outras são digressões sobre subjetividade e pessoalidade de um texto. Há muitas indicações preciosas que me fizeram pensar e repensar o ato de escrever.

    O bom do livro é que apresenta capítulos específicos para entrevistas, depoimentos, histórias de família. Em alta nos EUA e ainda engatinhando por aqui, existem as histórias familiares. Ele oferece muitas indicações para quem se aventura nesse campo.

    Não quero acrescentar mais indicações a tantas do livro de Zinsser. Volto ao tripé que já escrevi nas crônicas: a) estude gramática formal, inclusive para abandoná-la de quando em vez; b) leia muito; c) encontre sua voz escrevendo e corrigindo bastante. Nem o livro do norte-americano nem esta sabedoria curta tripartite vão garantir que surja uma Clarice Lispector em cada lar, mas, com certeza, todos nós poderemos escrever melhor. Nada garantirá um talento literário, mas tudo o que você puder fazer, seguindo bons textos, pode melhorar seu desempenho na escrita.

    Encerro com um trecho lapidar do nosso autor: “Uma frase clara não é acidental. Poucas frases surgem prontas logo de cara, ou mesmo depois de duas ou três vezes. Lembre-se disso nos momentos de desespero. Se você acha difícil escrever, é porque é mesmo difícil”. Nunca perca a esperança de melhorar.

(Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,como-escrever-bem,70004121858. Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Publicado em: 27/07/2022.)

O verbo deve sua flexão de pessoa e número ao sintagma destacado em: 
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Q1976620 Português

Bruna Godoy. Desperta a dor. Internet: <https://www.psicologobh.com.br/desperta-dor> (com adaptações).

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item. 

No trecho “cada um de nós é capaz de desvendá-la” (linha 12), a substituição da forma verbal “é” por somos prejudicaria a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q1971643 Português
Leia a tirinha a seguir.



Nos dois quadrinhos da tirinha há a presença do verbo "ser":
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Q1969508 Português
A expressão “substituí-los” (linha 49) 
Alternativas
Q1969171 Português
Atenção: Para responder à questão, considere o poema do escritor mato-grossense Manoel de Barros.


É invariável quanto a gênero e a número o termo sublinhado no seguinte verso:
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Q1968304 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o poema abaixo do escritor mato-grossense Manoel de Barros.  


NÃO se verifica marca da primeira pessoa do plural no seguinte verso:
Alternativas
Q1965668 Português
Texto para o item. 



Machado de Assis. A semana. In: Obra Completa de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. III, 1994.
Internet: <machado.mec.gov.br>.
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.

São exemplos de formas verbais flexionadas na primeira pessoa do singular as seguintes ocorrências: “Convenci” (linha 20); “creio” (linha 23); e “continuei” (linha 25). 
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Q1963313 Português

Leia o texto.


Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela NASA aponta o Brasil como um dos países com maior número de incidências de raios do mundo, alcançando 70 milhões de descargas atmosféricas, um prejuízo de 500 milhões de reais e cerca de 100 pessoas atingidas anualmente no país.


Engenheiros e pesquisadores fizeram uma reanálise do método de proteção contra descargas atmosféricas, desde 2005 e, com isso, uma revisão da norma foi lançada pela Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT), buscando resguardar a estrutura da edificação e zelar pela integridade física de seus ocupantes, a norma NBR 5419:2015.


A NBR 5419 fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas, bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido, e aplica-se às estruturas comuns, utilizadas para fins comerciais, industriais, agrícolas, administrativas ou residenciais, e às estruturas especiais.


O novo texto se baseia no IEC 62305:2010, onde (sic) apresenta novos conceitos para aumentar não só a segurança das estruturas e instalações, mas também (sic) prevê meios de proteger seres vivos contra lesões causadas pelas tensões de passo e toque provenientes de descargas atmosféricas. A norma vem estruturada em quatro partes, dividida em Princípios Gerais, Gerenciamento de Risco, Danos Físicos às Estruturas e Perigo à Vida e Sistemas Elétricos e Eletrônicos Internos na Estrutura”, disse Juliana Bertoni, Coordenadora de Projetos da Focus Engenharia.


Ainda segundo ela, “com uma análise mais rebuscada para a classificação da classe do SPDA (Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas) em que a edificação se enquadrará, a nova NBR 5419 permitirá que os projetos se tornem mais eficientes, pois passa (sic) a analisar a descarga atmosférica sob mais de uma ótica como, por exemplo, leva-se (sic) em conta o raio que cai nas proximidades da edificação e não somente diretamente sobre esta”.


(https://focusengenharia.eng.br/noticias/nbr5419)

Assinale a alternativa cujos verbos estão conjugados na terceira pessoa do plural do presente do indicativo.
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Q1962916 Português
Atenção: Considere o texto abaixo, do pensador francês Voltaire (1694-1778), para responder à questão.

O preço da justiça 

  Vós, que trabalhais na reforma das leis, pensai, assim como grande jurisconsulto Beccaria, se é racional que, para ensinar os homens a detestar o homicídio, os magistrados sejam homicidas e matem um homem em grande aparato.

 Vede se é necessário matá-lo quando é possível puni-lo de outra maneira, e se cabe empregar um de vossos compatriotas para massacrar habilmente outro compatriota. [...] Em qualquer circunstância, condenai o criminoso a viver para ser útil: que ele trabalhe continuamente para seu país, porque ele prejudicou o seu país. É preciso reparar o prejuízo; a morte não repara nada.

  Talvez alguém vos diga: “O senhor Beccaria está enganado: a preferência que ele dá a trabalhos penosos e úteis, que durem toda a vida, baseia-se apenas na opinião de que essa longa e ignominiosa pena é mais terrível que a morte, pois esta só é sentida por um momento”.

   Não se trata de discutir qual é a punição mais suave, porém a mais útil. O grande objetivo, como já dissemos em outra passagem, é servir o público; e, sem dúvida, um homem votado todos os dias de sua vida a preservar uma região da inundação por meio de diques, ou a abrir canais que facilitem o comércio, ou a drenar pântanos infestados, presta mais serviços ao Estado que um esqueleto a pendular de uma forca numa corrente de ferro, ou desfeito em pedaços sobre uma roda de carroça. 

(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 18-20)

As formas verbais em vós que trabalhais, pensai e vede, uma vez flexionadas na 2ª pessoa do singular, ficarão, respectivamente:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CREMEGO Prova: Quadrix - 2022 - CREMEGO - Médico Fiscal |
Q1958288 Português
Texto para o item. 



Internet: <www.correiobraziliense.com.br> (com adaptações).
Em relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

Na linha 4, a flexão da forma verbal “foram” na terceira pessoa do plural justifica-se por ser indeterminado o sujeito da oração, não havendo referente ao qual se possa atribuir a noção verbal. 
Alternativas
Q1957896 Português
“O palco já parece maior do que aquele em que pisei no primeiro ato, e já não consigo englobar tudo em uma só imagem − não sei se é por causa da luz −, pois nem tudo é visível, e quando penso que vi tudo, um novo planeta surge, uma nova galáxia, novos satélites. E o palco agora está mais infinito, tão infinito que já não sei se conseguirei explorá-lo”. Dos verbos retirados do texto acima, ASSINALE aquele em que há distinção de pessoa. 
Alternativas
Q1956384 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 



Microplásticos estão em nossos corpos. Quanto eles nos prejudicam?


Por Laura Parker



Quanto à flexão dos verbos haver e poder, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 02 e 23. 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CFFA Prova: Quadrix - 2022 - CFFA - Técnico Administrativo |
Q1955637 Português

Texto para o item. 



Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto. 


A flexão da forma verbal “tende” (linha 14) na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância do verbo com o termo “maioria” (linha 13), que é o núcleo do sujeito da oração. 

Alternativas
Q1949248 Português

Acerca da tipologia do texto, das ideias nele expressas e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.


O núcleo do sujeito da oração que inicia o último parágrafo do texto é o termo “início” (linha 29), o que justifica a flexão verbal na terceira pessoa do singular.  

Alternativas
Q1944913 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir, para responder à questão que a ele se refere.

Texto 01


Fonte: AVEZEDO, Clô. Nossa casa, nosso coração. Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/nossa-casa-nosso-coracao/. Acesso em: 12 maio 2022. Adaptado. 
O uso da 1.ª pessoa do plural pela autora confere ao texto um caráter de
Alternativas
Q1941627 Português


Karina Gil. Inteligência emocional: como anda a sua? Internet: (com adaptações).

A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Em “prioriza-se” (linha 19), a flexão verbal na terceira pessoa do singular e o emprego da partícula “se” indicam que o sujeito da oração é indeterminado. 

Alternativas
Q1937358 Português

O Texto a seguir refere-se ao item. 


Adaptado de: https://www.novaserrana.mg.gov.br/portal/noticias/0/3/1559/comunicado--respostas-de-oficios. Acesso em: 16 mar. 2022. 

Considerando os aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o seguinte item. 


As expressões “Sua Excelência” e “Vossa Excelência” são empregadas no texto para se referir à terceira e à segunda pessoa do discurso, respectivamente.  

Alternativas
Q1936218 Português

A FÁBULA DOS PORCOS-ESPINHOS

(Fábula do Esopo)



“Durante uma era glacial, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos” (linhas 1 a 4). Marque a opção correta, que contém o tempo verbal da palavra sublinhada:
Alternativas
Q1932858 Português

Texto para o item.




Julgue o item, referente a aspectos linguísticos do texto. 


O vocábulo “doença” é o núcleo do sujeito da primeira oração do terceiro parágrafo do texto, por isso o verbo “tratar” está flexionado na terceira pessoa do singular.  

Alternativas
Respostas
321: A
322: D
323: C
324: C
325: B
326: B
327: C
328: C
329: E
330: B
331: E
332: D
333: D
334: C
335: E
336: A
337: E
338: C
339: A
340: E