Questões de Concurso Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português

Foram encontradas 4.053 questões

Q1731248 Português
Texto

Até quando o Brasil vai se arrastar e se humilhar pelas escadas da exclusão da pessoa com deficiência?

    Um professor de 62 anos, do Rio, é o novo expoente da tragédia brasileira do descuidado com a pessoa com deficiência. Na semana passada, ele se arrastou por dois lances de escadas em uma agência do INSS onde ia requerer sua aposentadoria. O caso foi exposto pela TV Globo.
    Embora a parte que provoque mais desgosto nesta história seja a crueza do ato do professor Jorge Crim, o contexto mostra uma sequência de ilegalidades, de falta de consciência social e de pouco avanço em cidadania.     As leis que obrigam prédios públicos a fornecerem ampla acessibilidade remontam à década de 1990 e foram sendo reafirmadas com outras medidas legais ao longo dos anos 2000, ou seja, é um descuidado, um desleixo, que dura mais de uma década.     “O elevador estava quebrado. É do jogo haver problemas pontuais, deixem de mimimi!” A realidade conhecida é que elevadores em prédios públicos estarem em perfeito estado de conservação e funcionando é a exceção. A regra é estarem imundos e com defeitos.
     Sendo assim, por que raios uma agência do INSS, onde centenas de pessoas com problemas de mobilidade os mais diversos passam todos os dias, não tem um plano de contingência para esses casos?         A perícia é no segundo andar? Desce o perito. O gabinete do gerente é no piso superior? Que ele trabalhe na portaria, mas que dê condições de acesso dignas às pessoas, não as exponha, as acolha!         Há alguns anos, relatei na Folha quando uma executiva com deficiência se arrastou pelas escadas de um avião porque não havia condições de embarque ideal para ela naquele momento. Foi um escândalo nacional, o caso se tornou emblemático, algumas mudanças ocorreram.     O que não muda é a exposição perigosa das pessoas com deficiência à inabilidade do país em promover condições de ir e vir razoáveis para todos.     O Rio de Janeiro, em especial, por ter prédios públicos que remontam à própria história do país, enfrenta questões de acessibilidade ardidas e dispendiosas. Mas em nenhum ponto histórico de relevância no mundo se desrespeita tanto a diversidade de ser com lá.
    O governo Bolsonaro fez diversos compromissos informais com a inclusão, o presidente do INSS, Renato Rodrigues Vieira, se indignou com o escárnio vivido pelo professor Jorge, mas nada indica que o episódio tenha despertado as autoridades da gravidade do problema.     Talvez se todos os que se deparassem com escadas e obstáculos arquitetônicos, atitudinais e sensoriais em seu dia a dia se arrastassem e povoassem as redes sociais com seus sacrifícios pessoais face à inoperância do poder público fosse possível conseguir um despertar para esse descaso que persiste, humilha e envergonha.

(https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2019/07/17/ate-quando-o-brasil-vai-se-arrastar-e-se-humilhar-pelas-escadas-da-exclusao-da-pessoa-com-deficiencia/ Acesso em 21/09/2019)
Assinale a alternativa em que ocorre o emprego adequado da flexão dos verbos sublinhados.
Alternativas
Q1731150 Português
A questão se refere ao trecho da notícia a seguir:

Estão em andamento na sede do CRAS de Guabiruba as oficinas socioeducativas oferecidas em parceria com o Centro Integrado Empresa Escola (CIEE) para adolescentes interessados em se preparar para o mercado de trabalho.
Serão quatro aulas no total. A primeira aconteceu na tarde de hoje. Todas serão com a psicóloga e socioeducadora do CIEE Maria Guadalupe Fuentes Graf, que, em aulas divididas em módulos, passa aos jovens dicas sobre planejamento de carreira. “As aulas _______ o objetivo de oferecer informações e auxiliar no planejamento de vida, com orientação profissional para que o jovem saiba como _______ se inserir no mercado de trabalho”, explica.
De acordo com Leandro Alfarth, da Secretaria de Assistência Social, Habitação e Emprego de Guabiruba, um dos organizadores das oficinas, qualquer adolescente de Guabiruba pode participar das aulas. O objetivo é promover a integração desses adolescentes ao mundo do trabalho com atividades teóricas e dinâmicas de grupo, trabalhando conhecimentos e habilidades necessárias para a inserção e a permanência no mundo do trabalho.[...]
Disponível em: https://www.guabiruba.sc.gov.br/noticias/index/ver/codMapaItem/4487/codNoticia/580702 Acesso em 11/nov/2019.[modificado]
No texto, “serão” está conjugado na terceira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo. Assinale a alternativa em que o verbo SER esteja conjugado na terceira pessoa do plural do imperativo afirmativo:
Alternativas
Q1730026 Português

Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
[...]

ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988. p. 5.

O emprego das formas verbais no pretérito imperfeito do indicativo, em relação à infância do eu lírico, procura sugerir uma
Alternativas
Q1730025 Português

Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
[...]

ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988. p. 5.

As formas verbais negritadas no texto estão no pretérito imperfeito do modo indicativo. Quanto ao aspecto relativo ao tempo, essas formas, no contexto do poema, exprimem
Alternativas
Q1730024 Português

Certa ocasião, um jornal deu a seguinte recomendação aos estudantes que, em uma prova de vestibular, deveriam produzir um texto dissertativo na prova de redação:

Como escrever

Olho vivo para não maltratar o português. Preste atenção ao enunciado. Se fugir do tema, copiar o texto apresentado ou fazer uma narração (relato de uma história), a redação será anulada.

AMARAL, Emília. Et al. Novas palavras. 2 ed. São Paulo, FTD, 2013. p. 238.

No texto, os verbos “fugir” e “copiar” estão flexionados na 3ª pessoa do singular do
Alternativas
Q1730023 Português

Certa ocasião, um jornal deu a seguinte recomendação aos estudantes que, em uma prova de vestibular, deveriam produzir um texto dissertativo na prova de redação:

Como escrever

Olho vivo para não maltratar o português. Preste atenção ao enunciado. Se fugir do tema, copiar o texto apresentado ou fazer uma narração (relato de uma história), a redação será anulada.

AMARAL, Emília. Et al. Novas palavras. 2 ed. São Paulo, FTD, 2013. p. 238.

A passagem do texto em que o próprio redator escreve em desacordo com as regras gramaticais, quanto ao tempo e ao modo verbal, é
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IDHTEC Órgão: Prefeitura de Maragogi - AL Provas: IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Advogado | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Médico Psiquiatra | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Nutricionista | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Biblioteconomista | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Cirurgião Dentista | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Contador | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Enfermeiro | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Farmacêutico | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Procurador | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Professor de Educação Física | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Professor de Geografia | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Fisioterapeuta | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Professor de Inglês | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Professor de Português | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Professor de Matemática | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Psicólogo | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Fonoaudiólogo | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Jornalista | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Médico Cardiologista | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Médico Pediatra | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Professor de História | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Analista de Sistemas | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Arquiteto Urbanista | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Assistente Social | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Auditor de Controle Interno | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Auditor Fiscal | IDHTEC - 2019 - Prefeitura de Maragogi - AL - Terapeuta Ocupacional |
Q1729253 Português

ESSA QUE EU HEI DE AMAR…


Essa que eu hei de amar perdidamente um dia

será tão loura, e clara, e vagarosa, e bela,

que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,

trazer luz e calor a essa alma escura e fria.


E quando ela passar, tudo o que eu não sentia

da vida há de acordar no coração, que vela…

E ela irá como o sol, e eu irei atrás dela

como sombra feliz… — Tudo isso eu me dizia,


quando alguém me chamou. Olhei: um vulto louro,

e claro, e vagaroso, e belo, na luz de ouro

do poente, me dizia adeus, como um sol triste…


E falou-me de longe: "Eu passei a teu lado,

mas ias tão perdido em teu sonho dourado,

meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!"

(ALMEIDA, Guilherme de. Meus versos mais queridos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1988.)

A forma verbal “hei”:
Alternativas
Q1727250 Português

A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la. 


1.png (345×461)

Se o verbo “vive” (linha 7) fosse conjugado na primeira pessoa do plural do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, a alternativa CORRETA seria:
Alternativas
Q1727197 Português

INSTRUÇÃO: A questão diz respeito à Charge. Leia-a atentamente antes de respondê-la. 


(CHARGE)


É correto afirmar que o verbo “terão” está conjugado no:
Alternativas
Q1726839 Português

TEXTO 2     

O garçom, o cão e os direitos humanos


        A cena inusitada se deu em um restaurante. Eu acabara de pedir a conta e, enquanto esperava, fazia anotações em uma caderneta. O garçom, velho conhecido, me pergunta:

       – E aí? Preparando uma reportagem?

       – Não – eu disse, explicando que estava listando tópicos para um debate sobre direitos humanos para o qual fora convidado.

       – Direitos humanos? Sou contra! – exclamou o garçom, com o cenho franzido.

       Eu levei um susto. Perguntei a ele como alguém pode ser contra os direitos humanos. E só então percebi o tamanho do mal-entendido:

       – Esse pessoal dos direitos humanos vive defendendo os bandidos sem se importar com as pessoas de bem!

        A reação amarga e mal-humorada do garçom, sujeito boa-praça e brincalhão, é a prova de um tipo de corrupção que se tornou praga no Brasil: a da linguagem. A expressão "direitos humanos" foi destituída de seu sentido original para virar um aparato, um grupo, uma instituição – uma "coisa" talvez seja a palavra mais adequada – que existe "para ir lá e defender os bandidos".

        [...] Eu trabalho com linguagem. Defendê-la contra sua distorção, portanto, é também uma tarefa minha como jornalista.

        Imbuído dessa missão, e ciente de que precisava de mais e melhores argumentos para convencer meu amigo garçom de que ele estava sendo enganado pela corrupção da linguagem, peguei meu celular, dei uma busca no Google até achar uma conhecida charge do cartunista André Dahmer. Chamei meu camarada e mostrei o desenho: era um cachorrinho falando para outro simplesmente o seguinte: "sou contra os direitos dos animais!".

        – Que cusco burro! – divertiu-se o garçom, de supetão, para depois cair em si e coçar a careca.

        Paguei a conta e fui embora feliz de ter ao menos lhe deixado uma pulga atrás da orelha.

Marcelo Canellas. Disponível em: https://diariosm.com.br/cultura/cr%C3%B4nica-o-gar%C3%A7om-o-c%C3%A3o-e-os-direitos-humanos-1.2126493Acesso em: 10.08.19.  

No trecho “Esse pessoal dos direitos humanos vive defendendo os bandidos”, a forma verbal destacada
Alternativas
Q1726076 Português

Leia a tirinha abaixo para responder a questão.



Quanto à classificação morfológica das palavras, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1722624 Português

    Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega tudo malandro velho começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

    – Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

    – É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco.

A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente.

Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

    Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco.

No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai!

    O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas às vezes, o que ela levava no saco era areia. Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

    – Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

    – Mas no saco só tem areia! insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

    – Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

    – O senhor promete que não “espáia”? quis saber a velhinha.

    – Juro, respondeu o fiscal.

    – É lambreta.

Stanislaw Ponte Preta

“A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo...”


Conforme demonstrado no trecho acima, o verbo “adquirir” está conjugado no:

Alternativas
Q1722449 Português
Analise a tabela abaixo com a conjugação do verbo fazer no Futuro do Presente do modo Indicativo:
FUTURO DO PRESENTE FUTURO DO PRETÉRITO Farei
Farás Fará Faremos Fareis Farão
Assinale a alternativa que preenche adequada e respectivamente o modo Indicativo do Futuro do Pretérito do verbo fazer na coluna em branco:
Alternativas
Q1722053 Português
INSTRUÇÃO: A questão diz respeito à Tirinha. Leia-a atentamente antes de respondê-la.


Na frase “Nós não venceremos”, se o verbo destacado estivesse conjugado na 3ª pessoa do Singular no Futuro do Pretérito do Modo Indicativo, a alternativa correta seria:
Alternativas
Q1721893 Português
Analise as afirmações abaixo: I. O verbo apresenta variações de número, de pessoa, de modo, de tempo, de grau e de perífrase; II. Chamam-se modos as diferentes formas que toma o verbo para indicar a atitude da pessoa que fala em relação ao fato que enuncia. Há três modos em português: indicativo, subjuntivo e imperativo; III. Tempo é a variação que indica o momento em que se da o fato expresso pelo verbo. Há três tempos em português: presente, pretérito e futuro; IV. Quanto à flexão o verbo pode ser regular, irregular, defectivo e abundante. Dos itens acima:
Alternativas
Q1721087 Português
São verbos regulares da 3.ª conjugação conjugados no futuro do pretérito composto do indicativo:
Alternativas
Q1720367 Português
“Tenho certeza de que...” (terceira fala). É correto afirmar que o verbo “ter” está conjugado no:
Alternativas
Q1719962 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Vacinação é _______ para evitar a volta de doenças erradicadas 



Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.proteste.org.br/saude-e-bem-estar/doencas/noticia/vacinacao/

A forma verbal ‘veem’ (l. 09) segue um modelo de conjugação que é o mesmo que se emprega para conjugar outros verbos. Os seguintes verbos derivam desse modelo, EXCETO:
Alternativas
Q1719218 Português
Eu estou pensando há muito tempo em propor o novo tipo de professor. É um professor que não ensina nada, não é professor de Matemática, de História, de Geografia. É um professor de espantos. O objetivo da educação não é ensinar coisas, porque as coisas já estão na Internet, estão por todos os lugares, estão nos livros. É ensinar a pensar. Criar na criança essa curiosidade.
Para mim, este é o objetivo da educação: criar a alegria de pensar. Eu já tive uma experiência muito interessante com uma menininha de sete anos. Eu estava com a cabeça quente e eu resolvi então, para descansar a cabeça, fazer uma prateleira. Peguei minha serra circular, minha chave de fenda, as ferramentas, levei lá pra cima e comecei a me preparar. Nessa hora chega a minha empregada com a filha dela. A empregada disse bom dia. Eu cumprimentei, e foi embora. A menina não foi embora. Ela ficou parada lá, ela estava intrigada com os objetos que estavam lá, ela queria saber o que era aquilo. O que é que esse homem vai fazer com isso, ficou parada lá. Aí eu peguei a trena, abri a trena e ela:
–“O que é isso?”
– “Isso é uma trena”
– “Pra que serve a trena”?
– “Serve para medir”.
– “Como é que a trena mede”?
– “Vem cá que eu te mostro”.
Aí, mostrei a trena, os centímetros.
-“Presta atenção, que de dez em dez risquinhos, tem um risquinho vermelho”.
Veja o que eu fiz: ensinei o sistema decimal pra ela. Ela percebeu que as coisas vêm em pacotinhos de dez. Essa é a situação certa pro ensino; quando o professor fala, provoca a curiosidade da criança, e a criança interage, a criança pergunta. Como é que eu incentivo a leitura? Não mandando ninguém ler, porque a relação com a leitura é uma relação amorosa. Quando o professor manda, já estragou. Então você tem que criar o gosto, o gosto pela leitura. E como você cria o gosto pela leitura? Não mandando ler, mas lendo. 
Uma hora muito boa para leitura é quando as crianças e os adolescentes vão para a cama. Então a mãe se senta ao lado e vai ler um livro. A missão do professor não é dar as respostas prontas. As respostas estão nos livros, estão na Internet. A missão do professor é provocar a inteligência, é provocar o espanto, é provocar a curiosidade.

Rubem Alves
FONTE: https://www.portalraizes.com/rubem-alves-professor-de-espantos/ 
Na passagem “Eu estou pensando há muito tempo em propor o novo tipo de professor”, se o termo “tempo” fosse substituído pelo termo “anos”, e se o verbo “haver” fosse substituído pelo verbo “fazer”, mantendo-se o mesmo tempo e o mesmo modo verbal, respeitando-se a gramática normativa e fazendo-se as alterações necessárias, teríamos:
Alternativas
Q1718727 Português
Sócrates ensina como não ligar para a opinião dos outros
O filósofo foi a julgamento e teve a chance de renegar suas ideias, mas preferiu beber veneno
Tiago Cordeiro

     O fundador da filosofia ocidental foi condenado à morte por não adorar os deuses de Atenas e "corromper" a juventude com ideias não aceitas pela sociedade da época. Sócrates (469 a.C. – 399 a.C.) foi a julgamento e teve a chance de renegar suas ideias. Preferiu beber cicuta. Pagou com a vida o preço da impopularidade, mas não abriu mão de seus conceitos. Com isso, ele deixava uma última lição clara: não é possível levar a sério as opiniões alheias o tempo todo. Muitas vezes, é preciso ter a coragem de assumir suas próprias posições, por mais complicado que isso seja.
     É difícil agir assim. Afinal, ser popular é prazeroso. Observe: em uma roda de conversa, sempre aparece aquela pessoa simpática, carismática, que conta piadas de que todos riem e sente o prazer de ser bem-recebido pelo grupo. Sócrates fazia o contrário: abordava estranhos na rua e perguntava, insistentemente, o que era a felicidade, quais os motivos para realizar sacrifícios para deuses ou por que homens que vão às guerras são tão valorizados. 


     Era irritante, porque demonstrava o quanto os lugares-comuns não se sustentavam logicamente. “Sócrates era o chato que ninguém quer por perto”, afirma o filósofo Robert Rowland Smith, autor de Breakfast With Socrates ("Café da Manhã com Sócrates", sem edição brasileira). “Suas perguntas irritavam quem não tinha interesse em debater com profundidade questões que pareciam óbvias, mas não eram.”
     Seus poucos discípulos entendiam o espírito de tantos questionamentos. Aristóteles sugeria que a amizade verdadeira só poderia existir quando duas pessoas compartilhassem sal – ou seja, dividissem refeições, impressões, opiniões. Já Platão registrou, em seus mais de 30 diálogos socráticos, a dialética do mestre. Suas conversas se iniciavam com uma pergunta, que resultava em opiniões do interlocutor, primeiramente aceitas. Depois, era mostrado o contraditório daquelas opiniões, levando o interlocutor a reconhecer seu desconhecimento sobre o assunto.
     Para Sócrates, o importante era ter em mente que todos os seus conceitos de vida podem estar errados. Por isso, precisam ser examinados até que provem ter lógica. Mesmo que isso traga impopularidade. Até porque ninguém consegue ser popular e agradar a todos.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Filosofia/noticia/2016/08/socrates -ensina-como-nao-ligarpara-opiniao-dos-outros.html. Acesso em: 28 fev. 2019. [Adaptado]
Para responder à questão, considere o parágrafo transcrito abaixo.

O fundador da filosofia ocidental foi condenado à morte por não adorar os deuses de Atenas e "corromper" a juventude com ideias não aceitas pela sociedade da época. Sócrates (469 a.C. – 399 a.C.) foi a julgamento e teve a chance de renegar suas ideias. Preferiu beber cicuta. Pagou com a vida o preço da impopularidade, mas não abriu mão de seus conceitos. Com isso, ele deixava uma última lição clara: não é possível levar a sério as opiniões alheias o tempo todo. Muitas vezes, é preciso ter a coragem de assumir suas próprias posições, por mais complicado que isso seja.
Acerca da composição do parágrafo, analise as assertivas abaixo.
I Nos dois últimos períodos, entrecruzam-se as sequências descritiva e argumentativa, sendo a primeira manifestada em uma caracterização que se pode atribuir ao autor do texto. II Os quatro primeiros períodos organizam-se com base na sequência descritiva, caracterizada pelo uso de verbos no pretérito imperfeito do indicativo e pela apresentação de eventos simultâneos. III Nos dois últimos períodos, entrecruzam-se as sequências descritiva e argumentativa, sendo a segunda manifestada em uma opinião que se pode atribuir ao autor do texto. IV Os quatro primeiros períodos organizam-se com base na sequência narrativa, caracterizada pelo uso de verbos no pretérito perfeito do indicativo e pela apresentação de eventos em ordem sucessiva.
Dentre as assertivas, estão corretas
Alternativas
Respostas
1921: D
1922: C
1923: A
1924: E
1925: B
1926: D
1927: E
1928: A
1929: D
1930: B
1931: C
1932: C
1933: C
1934: B
1935: C
1936: A
1937: A
1938: D
1939: B
1940: B