Questões de Concurso Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português

Foram encontradas 3.961 questões

Q1174481 Português

(Fonte adaptada:https//g1.globo.com>acesso em 29 de setembro de 2019)

O verbo destacado na frase abaixo está conjugado no:


“No caso do Australopithecus sediba, que viveu 1,95 milhão de anos atrás na África do Sul, [...]”

Alternativas
Q1174231 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão. 

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&tipo=resenha&edicao=129

As formas verbais “enviassem” e “contassem”, situadas no primeiro período do texto, estão devidamente conjugadas na terceira pessoa do plural do:
Alternativas
Q1173267 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

No sétimo parágrafo, o emprego do modo verbal em “reduzisse” assume a função argumentativa de criar:
Alternativas
Q1170395 Português
A questão se refere à seguinte notícia:

Cerca de 600 pessoas acompanharam na noite dessa quinta-feira, dia 31, mais uma edição do Recital de Música da Secretaria Municipal da Família (Pró-família). O evento foi realizado no Teatro Carlos Gomes e contou com mais de 300 alunos do Pró-Idoso, Criança e Adolescente. No espetáculo, foram realizadas apresentações de coral, violão, flauta-doce e violino, que encantaram o público presente.[...]
Disponível em: https://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/fundacao-pro-familia/pro-familia/teatro-carlos-gomes-recebe-mais-uma-ediacaaodo-recital-de-maosica-da-prao-famailia31. Acesso em: 01 nov. 2019. [modificado]
Os verbos “acompanharam, foi, contou, foram” indicam que as ações verbais aconteceram num determinado momento do passado, tendo o seu início e o seu fim no passado, ou seja, estão todos conjugados no:
Alternativas
Q1170283 Português

Observe a tirinha abaixo para responder a questão.


(Will Tirando. Disponível em:http://www.willtirando. com.br/tirando-da-cabeca-do-leitor-44/)


Diálogo da tirinha:

Quadro 1: Mãe, traga mais bolo!

Quadro 2: Moleque! Se você comer mais bolo você vai explodir!

Quadro 3: Então traga e saia de perto.

Considerando o contexto, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE o modo verbal dos verbos presentes na fala do menino no primeiro e terceiro quadro da tirinha.
Alternativas
Q1170047 Português

A matéria jornalística abaixo exposta, extraída de Veja, 24/04/19, relata um episódio no âmbito da esfera político-econômica, ocorrência que desencadeou uma série de ações num curto intervalo de tempo. Por essa razão, muito importante se faz o domínio quanto ao emprego dos tempos verbais para retratar a trajetória dos fatos. Atente para as formas verbais em destaque no texto, de modo a responder ao que se pede na questão.


“A quinta-feira 11 foi um marco duplo para o governo de Jair Bolsonaro. Na mesma data em que celebrava seus 100 primeiros dias na Presidência da República, Bolsonaro pôs em risco a imagem de adepto do liberalismo econômico, adotada durante a campanha eleitoral e, em grande parte, responsável por sua eleição. Ocorre que o dia 11 também era a data em que a Petrobras anunciaria o reajuste dos combustíveis, cujo preço permanecia congelado havia quinze dias. Em março, a companhia cedera a um apelo do governo, que pediu que o prazo de aumento do diesel fosse ampliado para pelo menos quinze dias. [...] Na noite da quinta-feira, o presidente da petroleira, Roberto Castelo Branco, estava no aeroporto do Rio de Janeiro, prestes a embarcar para os Estados Unidos, quando recebeu uma ligação do presidente da República. Segundo sua explicação no dia seguinte, no Twiter, Bolsonaro só queria entender como a estatal havia chegado àquele número, que, na repentina condição de conhecedor da matemática dos combustíveis, lhe parecia absurdo, “se comparado à inflação”. [...] Castelo Branco, que passaria a semana no exterior em conversa com investidores, convocou uma reunião de emergência com os diretores. A deliberação foi comandada do aeroporto mesmo, por telefone, e uma decisão saiu em minutos: o reajuste seria suspenso para que se revisitassem todos os cálculos e análises. [...] No fim da ligação, Castelo Branco informou aos diretores que anteciparia a volta ao Brasil para a segunda-feira. Não levou mais de meia hora para que a Petrobras alterasse o preço do diesel em seu site, voltando à cotação antiga. O que se deu a partir daí foi uma espécie de caos, no mercado e no governo [...].

Analise as afirmações a seguir que abordam o funcionamento do tempo verbal.


I- As formas verbais simples - ANUNCIAR, PASSAR e ANTECIPAR -, conjugadas no futuro do pretérito, são passíveis de substituição pelas locuções verbais: IA/IRIAANUNCIAR; IA/IRIAPASSAR e IA/IRIAANTECIPAR.

II- A forma verbal simples CEDERA, conjugada no pretérito mais que perfeito é passível de substituição pelo tempo composto HAVIACEDIDO, alternância também admissível entre as formas HAVIACHEGADO e CHEGARA.

III- As formas verbais simples – RECEBER, CONVOCAR e INFORMAR, conjugadas no pretérito perfeito são passíveis de substituição pelas formas RECEBERA, CONVOCARA e INFORMARA, no pretérito mais que perfeito.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q1169825 Português

Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/pessoassaudaveis-nao-saem-por-ai-ferindo-as-outras/. Acesso em 06 mai. 2019.

Assinale a opção que apresenta o significado mais preciso da forma verbal “impelisse” (l. 35), conjugada na terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do modo subjuntivo:
Alternativas
Q1169597 Português

A youtuber vegana que enfureceu fãs

ao ser filmada comendo peixe


      Nas redes, Yovana é Rawvana e se transformou em ídola de crudiveganos ao compartilhar, desde 2013, seu estilo de vida e sua alimentação sem produtos de origem animal e à base de alimentos crus.

      Moradora de San Diego, na Califórnia (EUA), ela compartilhava vídeos em inglês e em espanhol e fotos com receitas elaboradas com produtos crus, tratamentos de desintoxicação e conselhos de beleza veganos.

      Magra e saudável, Rawvana passou a atrair uma legião de admiradores. Contava com mais de três milhões de seguidores, muitos deles fanáticos, se somadas suas contas no YouTube e no Instagram.

      Patrocinadores passaram a financiar parte do conteúdo produzido por Rawvana, que aparecia cercada de frutas, verduras e legumes suculentos, cenários dos sonhos para veganos.

      Rawvana tinha uma imagem quase perfeita. Mas um aparente deslize de uma amiga e dela própria, durante uma viagem a Bali, na Indonésia, levou a credibilidade de Rawvana ao chão.

      Paula Galindo, uma colombiana especialista em assuntos de beleza e conhecida como Pautips, expôs Rawvana ao publicar no Instagram um vídeo em que a vegana está prestes a comer. O problema? Havia um filé de peixe no prato.

      Prescrição médica

      A imagem viralizou. Dias depois, Rawvana gravou um vídeo pedindo desculpas.

      "Sinto muito pela maneira como descobriram sobre a minha recente mudança de dieta. Comecei a incluir alimentos por causa das minhas condições de saúde", diz a jovem, com uma expressão triste e voz às vezes agitada.

      Rawvana explica que passou os últimos anos doente. Sofre com anemia e seu intestino estava repleto de bactérias. Chegou a ter o ciclo menstrual comprometido.

      Ela contou que começou a consumir ovos e peixes por prescrição médica.

      "Não tinha compartilhado antes porque precisava de tempo para me curar, para me sentir bem, e aí contar para vocês."

      Ela disse que há três anos passou a comer alguns produtos cozidos, algo incompatível com o estilo de vida crudivegano que pregava.

      Mas, segundo Rawvana, foi apenas em janeiro que ela aceitou os conselhos médicos e passou a incorporar outros alimentos à dieta.

      Ela anunciou no vídeo em que pediu desculpas que pretende retomar a dieta vegana assim que sua saúde permitir.

      "Nas últimas semanas tenho me sentido melhor, com mais energia. Quero retomar a alimentação que compartilho com vocês".

      Críticas

      Rawvana foi muito criticada - e "trolada" - nas redes sociais por não ter contado antes que havia abandonado a dieta que dizia seguir.

      Entre os milhares de comentários gerados pelo vídeo em que aparece prestes a comer um peixe, também estão o de pessoas que alertam para o perigo de seguir conselhos de nutrição de uma pessoa que não é profissional e que promovia práticas equivocadas como jejum de água por 25 dias. 

      "Os youtubers não são médicos", escreveu uma usuária do Twitter, dizendo que também ficou doente ao seguir os conselhos de Rawvana.

      Houve até uma petição online lançada para recolher assinaturas de apoio ao pedido pelo fim do canal da vegana no YouTube "por ser fraudulento e não informar bem sobre o veganismo".

      Problemas de saúde

      A nutricionista Rhiannon Lambert disse ao jornal britânico The Telegraph que tem aumentado o número de pacientes com sintomas variados, mas todos provocados por uma má alimentação.

      Segundo Lambert, muitos casos graves, inclusive com transtornos alimentares, são de pessoas que seguiram conselhos de celebridades das redes sociais.

      No ano passado, a socióloga Zeynep Tufekci escreveu um artigo no jornal americano The New York Times com o título "YouTube, o grande radicalizador", no qual dizia que a plataforma de vídeos estava estimulando as pessoas a tomarem atitudes mais extremas na busca por cliques e por mais visualizações.

      "Vídeos sobre o vegetarianismo levaram aos vídeos sobre veganismo. Vídeos sobre caminhadas levaram aos vídeos sobre como correr ultramaratonas", escreveu Tufekci. "Parece que você nunca é 'duro' o suficiente para o algoritmo de recomendação do YouTube."

      O futuro de Rawvana e de suas redes sociais ainda é um mistério.

      Sem novas postagens desde o vídeo das desculpas (e tendo perdido milhares de seguidores e o apoio de várias marcas patrocinadoras), a jovem disse que seu principal objetivo agora é focar na recuperação completa de sua própria saúde.

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/geral-47710433 

Analise: “a socióloga Zeynep Tufekci escreveu um artigo no jornal americano The New York Times” e assinale a alternativa que apresenta a classificação do verbo em destaque.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2019 - FURB - SC - Advogado |
Q1169454 Português

As redes sociais estão fervilhando com aplicativos que “envelhecem” as pessoas. Simular a aparência para quando se atingir idades projectas é uma brincadeira divertida, mas envelhecer no mundo real é um assunto sério.

Uma das maiores conquistas da humanidade foi o aumento da expectativa de vida, que foi acompanhada por uma melhoria substancial nos parâmetros de saúde das populações, embora essas conquistas estejam longe de serem distribuídas uniformemente. Atingir a velhice, que já foi privilégio de poucos, hoje se torna mais comum. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de pessoas com mais de 65 anos, que é de 7% em 2019, atingirá 15% da população em 2034, superando a barreira dos 20% em 2046. Em 2060, um em cada quatro brasileiros será idoso. Essa grande conquista do século 20, no entanto, tornou-se um desafio. [...]

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2019/07/envelhecer-no-mundo-real-e-um-assunto-seriocjyda32cl018801pb5nsc51yj.html. Acesso em: 21/jul/2019.[adaptado]

Assinale a alternativa correta que contenha um exemplo de verbo no modo no indicativo e outro no modo subjuntivo, respectivamente, utilizados no texto:
Alternativas
Q1169325 Português

Cem anos de perdão


    Quem nunca roubou não vai me entender. E quem nunca roubou rosas, então é que jamais poderá me entender. Eu, em pequena, roubava rosas.

      Havia em Recife inúmeras ruas, as ruas dos ricos, ladeadas por palacetes que ficavam no centro de grandes jardins. Eu e uma amiguinha brincávamos muito de decidir a quem pertenciam os palacetes. “Aquele branco é meu.” “Não, eu já disse que os brancos são meus.” “Mas esse não é totalmente branco, tem janelas verdes.” Parávamos às vezes longo tempo, a cara imprensada nas grades, olhando.

      Começou assim. Numa das brincadeiras de “essa casa é minha”, paramos diante de uma que parecia um pequeno castelo. No fundo via-se o imenso pomar. E, à frente, em canteiros bem ajardinados, estavam plantadas as flores.

      Bem, mas isolada no seu canteiro estava uma rosa apenas entreaberta cor-de-rosa-vivo. Fiquei feito boba, olhando com admiração aquela rosa altaneira que nem mulher feita ainda não era. E então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa para mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la. Se o jardineiro estivesse por ali, pediria a rosa, mesmo sabendo que ele nos expulsaria como se expulsam moleques. Não havia jardineiro à vista, ninguém. E as janelas, por causa do sol, estavam de venezianas fechadas. Era uma rua onde não passavam bondes e raro era o carro que aparecia. No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume.

      Então não pude mais. O plano se formou em mim instantaneamente, cheio de paixão. Mas, como boa realizadora que eu era, raciocinei friamente com minha amiguinha, explicando-lhe qual seria o seu papel: vigiar as janelas da casa ou a aproximação ainda possível do jardineiro, vigiar os transeuntes raros na rua. Enquanto isso, entreabri lentamente o portão de grades um pouco enferrujadas, contando já com o leve rangido. Entreabri somente o bastante para que meu esguio corpo de menina pudesse passar. E, pé ante pé, mas veloz, andava pelos pedregulhos que rodeavam os canteiros. Até chegar à rosa foi um século de coração batendo.

      Eis-me afinal diante dela. Paro um instante, perigosamente, porque de perto ela ainda é mais linda. Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos.

      E, de repente – ei-la toda na minha mão. A corrida de volta ao portão tinha também de ser sem barulho. Pelo portão que deixara entreaberto, passei segurando a rosa. E então nós duas pálidas, eu e a rosa, corremos literalmente para longe da casa.

      O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.

      Levei-a para casa, coloquei-a num copo d’água, onde ficou soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava mais e seu coração quase parecia vermelho.

       Foi tão bom.

      Foi tão bom que simplesmente passei a roubar rosas. O processo era sempre o mesmo: a menina vigiando, eu entrando, eu quebrando o talo e fugindo com a rosa na mão. Sempre com o coração batendo e sempre com aquela glória que ninguém me tirava.

      Também roubava pitangas. Havia uma igreja presbiteriana perto de casa, rodeada por uma sebe verde, alta e tão densa que impossibilitava a visão da igreja. Nunca cheguei a vê-la, além de uma ponta de telhado. A sebe era de pitangueira. Mas pitangas são frutas que se escondem: eu não via nenhuma. Então, olhando antes para os lados para ver se ninguém vinha, eu metia a mão por entre as grades, mergulhava-a dentro da sebe e começava a apalpar até meus dedos sentirem o úmido da frutinha. Muitas vezes na minha pressa, eu esmagava uma pitanga madura demais com os dedos que ficavam como ensanguentados. Colhia várias que ia comendo ali mesmo, umas até verdes demais, que eu jogava fora.

      Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.

LISPECTOR, Clarice. Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016. p. 408-410.

Eu, em pequena, roubava rosas.


A forma verbal em destaque, flexionada no pretérito imperfeito do indicativo, no contexto em que está inserida, DENOTA:

Alternativas
Q1169253 Português

Resgate no Museu Nacional está parado há um mês

por falta de material e mão de obra

Além de atrasar o cronograma para o início das obras de restauro, o tempo perdido aumenta a deterioração das peças. Não há luvas, máscaras, pás e enxadas para a equipe trabalhar no palácio que pegou fogo no ano passado.


      O resgate do acervo nos escombros do Museu Nacional está parado há um mês por falta de material. Não há luvas, máscaras, pás, enxadas e carrinhos de mão para a equipe trabalhar no palácio que pegou fogo no ano passado. Também não tem mais caixas e contêineres para armazenar os itens que foram retirados do local. Além da reposição de material, a equipe de resgate precisa de mão de obra para retirar escombros e ter acesso ao acervo científico que ainda está sob o entulho. Enquanto isso não é possível, o Núcleo de Resgate se dedica à organização e aos reparos do que já foi recuperado. A vice coordenadora do grupo, Luciana Carvalho, explica que a paralisação do resgate dentro do museu atrasa o cronograma da reforma:

      "Mas é claro que não poder tirar material lá de dentro aflige a gente. Nossa maior pressa é tirar esse material para liberar o palácio para a parte da reforma. Também porque as peças que estão lá dentro sofrem. Quanto mais tempo estão lá, mais riscos sofrem de deteriorar. Há algumas salas que ainda estão com acervo internamente. Então essas salas não podem passar por obra. Isso atrasa um pouco".

      O Museu Nacional recebeu verba de emendas parlamentares, do BNDES e da Vale e, atualmente, tem cerca de 120 milhões de reais disponíveis para realizar projetos e obras. Só que esse dinheiro tem destino pré-definido e não pode ser usado na compra do material necessário para continuar o resgate. Outro caminho são as doações recebidas pela Associação Amigos do Museu Nacional. Segundo a última prestação de contas, há 80 mil reais em caixa, mas apenas 25 mil ainda não estão comprometidos. O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, faz um apelo por mais doações.

      "É praticamente impossível dentro do esquema atual que a gente vive, de licitação, fazer isso com celeridade via Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para isso estamos precisando de ajuda. Vamos fazer novas solicitações à Alemanha para ver se podem nos auxiliar. Eles são muito mais rápidos. E também estamos contando com doações na SOS Museu Nacional", disse Kellner.

      O vice-reitor da UFRJ, Carlos Frederico Rocha, afirmou que o museu não tem problemas financeiros e que uma licitação foi aberta pra compra do material em falta. Ele promete que o trabalho de resgate será retomado nas próximas semanas, mas não há data definida.

      "Não há um problema de falta de recurso nesse momento. Tem alguns probleminhas pequenos porque temos que fazer licitações. Para uma compra pequena, demora um prazo. Mas a gente vai retomar os resgates proximamente", afirmou o vice-reitor.

      O projeto da reconstrução deve ser concluído até o início do ano que vem, mas um terço do espaço do Museu Nacional ainda não foi vasculhado pelas equipes de resgate.

Disponível em http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/276760/resgate-no-museu-nacional-esta-parado-ha-um-mes-po.htm 

Analise: “O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, faz um apelo por mais doações.” E assinale a alternativa que apresente em qual tempo o verbo está conjugado.
Alternativas
Q1168386 Português

Texto I


Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social


      Quando se fala em melhoria de saúde, a primeira coisa que vem à mente é a tecnologia com seu enorme potencial de transformar a maneira como lidamos com a saúde até hoje. As inovações se multiplicam em todas as especialidades e nos mais diversos campos, como genômica, robótica, nanotecnologia, big data, telemedicina etc., oferecendo novas possibilidades em diagnóstico, tratamento ou prevenção de doenças.

      A sofisticação tecnológica é responsável por grandes saltos na medicina e seus avanços têm contribuído para que as pessoas possam viver cada vez mais e melhor. Neste sentido, é natural que tenha destaque e seja admirada.

      Mas isso não pode ser impeditivo para que tenhamos uma visão mais ampla sobre a saúde e comecemos a prestar atenção em outros fatores igualmente impactantes, seja pelo potencial de gerar doenças ou de não permitir que as pessoas tenham uma vida saudável. Saúde não é somente ausência de enfermidade, e sim um estado de completo bem-estar físico, mental e social.

      A partir dessa definição, dada pela própria Organização Mundial de Saúde, é impossível pensarem melhoria de saúde sem um olhar mais amplo que considere outros elementos impactantes. Não se pode elevar o padrão de saúde sem melhorar as condições de saneamento básico e moradia, sem reduzira violência urbana, os acidentes de trânsito, o consumo abusivo de álcool ou o tabagismo e também sem tratar da questão nutricional.

      Combater a desnutrição em todas as suas formas é um dos maiores desafios que todos os países enfrentam porque quase um terço da população no mundo sofre, pelo menos, de uma forma de desnutrição, como deficiência de vitaminas e minerais, ou ainda de excesso de peso ou obesidade. A ONU considera a questão tão séria que mantém um plano de trabalho global prevendo ações para melhoria das condições nutricionais nos próximos dez anos.

      No Brasil, de acordo com dados recentes, um terço das crianças está acima do peso. Entre os jovens de 13 a 17 anos, o índice de obesidade já chega a 7,8%. Excesso de peso é fator de risco para doenças crónicas do coração, hipertensão e diabetes, responsáveis por 78% dos óbitos no Brasil.

      Parte desse problema ocorre, ou se agrava, porque substituímos alimentos e cereais in natura, ou minimamente processados, por produtos industrializados prontos para o consumo, em geral consumindo excesso de calorias, açúcar, sódio e outros ingredientes menos saudáveis. Além disso, não praticamos atividades físicas como é recomendável.

      Um novo olhar sobre a saúde é responsabilidade dos governantes, dos gestores em saúde e também de cada indivíduo.

Cláudio Lottenberg

Disponível em https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/ saude-e-um-estado-de-completo-bem-estar-fisico-mental-e-social/(Acesso em 20/05/2019). Adaptado. 

“um olhar mais amplo que considere outros elementos impactantes” (4° parágrafo)


A frase cujo verbo está empregado no mesmo tempo e modo do verbo em destaque acima é:

Alternativas
Q1167510 Português

Para o professor Pasquale, é preciso ler para escrever bem


https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2016/10/25/para-oprofessor-pasquale-e-preciso-ler-para-esc rever-bem

No excerto “O convite para que Pasquale viesse à Universidade partiu do professor Celso Dal Re Carneiro, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de Ciências da Terra (PEHCT) do Instituto de Geociência (IG).” (linhas 10 a 13), sob a ótica da coesão de natureza sequencial, entende-se que houve a adequada correlação, na sentença linguística, entre os seguintes tempos verbais:
Alternativas
Q1167443 Português

(Retirada de marcoeusebio.com.br/coluna, 24/09/2019)

Assinale a alternativa em que o verbo em destaque está no mesmo tempo e modo verbal que “abastecia”:
Alternativas
Q1167336 Português

E se… Vendêssemos a Amazônia?


      “Dar lugar pros gringo entrar”, como tocava o Raul, é uma das maiores lendas urbanas sobre a Amazônia. A idéia de que vão vender a floresta existe há décadas. E ganhou força de 2000 para cá. Coincidência ou não, foi depois que ongs ambientalistas dos EUA e da Europa começaram a comprar terrenos de floresta pelo mundo para impedir o desmatamento. Eles fizeram isso em lugares como Peru, Guiana, Serra Leoa e Ilhas Fiji – levantando suspeitas conspiratórias de que isso seria fachada para governos ricos se apoderarem das riquezas dos pobres. Esse tipo de coisa rola aqui também. Por exemplo: o magnata sueco Johan Eliasch, dono de ong, comprou uma área na Amazônia do tamanho da cidade de São Paulo – e revende partes de “sua” selva a ambientalistas (ou a cientistas do mal, como pensam os de imaginação fértil). Só que a lei brasileira não permite que um monte de Johans faça a mesma coisa: dois terços da Amazônia não podem sair das mãos do governo. Os 25% que sobram podem ser vendidos.

      Mas no mundo das teorias mirabolantes o que está em questão nem é esse tipo de comércio. Mas a venda da soberania mesmo – geralmente com o Estado entregando a floresta a um “consórcio de empresas” ou coisa que o valha a troco de dinheiro. Nesse cenário doido, em que o mapa do Brasil perderia sua Região Norte, o mais difícil seria encontrar um comprador disposto a pagar o justo. As estimativas do governo, afinal, é de que existam pelo menos US$ 15 trilhões em reservas minerais e US$ 5 trilhões em madeira sustentável, ou seja, que pode ser cortada, vendida e replantada. Ainda não entrou no cálculo a maior riqueza da região: metade das espécies vegetais e animais do planeta. Curas de doenças como a aids e o câncer podem estar escondidas em uma planta desconhecida, por exemplo – e, como a densidade de espécies de plantas lá é a maior do Universo conhecido, trata-se de um belo campo de pesquisas. Quanto isso vale? Bom, só a cura do câncer renderia US$ 50 trilhões a quem a descobrisse, segundo um estudo da Universidade de Chicago. Para comparar: a receita anual da maior farmacêutica do planeta, a Pfizer, é de US$ 12 bilhões. Por outro lado, uma “Amazônia internacional” até que ficaria bonitinha depois de receber uma enxurrada de investimentos. Já o Brasil, coitado, poderia acabar realmente mal. Olha lá.

Por Daniel Schneider Disponível em: https://super.abril.com.br/ideias/e-se-vendessemos-a-amazonia/. Acesso em: 10/01/2019

O verbo utilizado no título do texto está no modo:
Alternativas
Q1167247 Português

QUE TEMPOS, ESTES!

Lya Luft


      Em todas as épocas houve quem desse esta exclamação: que tempos!

      “A gente não entende mais nada” é outra. Mas as pessoas sempre querem saber tudo, entender tudo, com preguiça de usar a sua própria maravilhosa imaginação. Corremos com o tempo, ou contra ele, para outra vida, para novos horizontes, em círculo nos lugares e pessoas que amamos, finalmente para o nada ou para “um lugar melhor”, como se diz.

      Não dá pra ver só o vazio no copo, na vida, no país, no horizonte. O jeito é multiplicar o brilho dos afetos, o calor dos abraços.

      “De repente, eu tenho oitenta anos”, comentou com ar de surpresa minha mãe, antes que a enfermidade lhe roubasse a consciência de si e de nós. De repente, quem sabe, então, vão-se resolver nossas aflições civis de hoje, e as econômicas, e o sentimento de desamparo e confusão. E voltaremos a ser um país simpático, um pouco malandro, quem sabe, mas não criminoso, não corrupto, não destruidor do cotidiano digno ou possível de seus filhos.

      “Vivemos tempos estranhos” é frase repetida em todos os níveis. Tempos confusos, surpreendentes, cada dia uma chateação maior, uma confusão mais elaborada, uma perplexidade mais pungente. (Ainda bem que nos salvamos com novidades boas: os bebês que nascem, as crianças que começam a trotar naquele encantador jeito só delas, os amigos que recuperam a saúde, a família que se encontra, os amados distantes que se comunicam mais, o flamboyant delirando em vermelhos surreais na rua.) 

      Nós, os incautos pagadores de contas, contadores de trocados e trocadores de emprego (ou simplesmente sem ele), não sabemos bem o que fazer. “Tá tudo muito esquisito”, comentamos uns com os outros, alguns querendo ir embora, outros querendo aguentar até que tudo melhore, porque é a terra da gente, e muitos são, como esta que escreve, reis em sua zona de conforto.

      Todos imaginamos, procuramos, uma solução, que parece impossível ou distante.

      Mas que está ruim está, todas as providências hoje nos deixam duvidosos, e as festas andam sem o brilho de outros tempos, essa é a verdade. Onde estão as ruas iluminadas numa competição de beleza em tantos bairros da cidade no Natal, por exemplo? A gente pegava o carro para ver, de noite, toda aquela cintilação.

      Hoje mal saímos de casa na noite escura.

      Mas não dá pra ver só o vazio no copo, na vida, no país, no horizonte. O jeito é multiplicar outro brilho, nos tempos tormentosos: o brilho dos afetos, o calor dos abraços, a sinceridade na tolerância e o respeito pelas manias, esquisitices, aflições alheias – porque é tempo de aflições. Dá algum trabalho manter a ciranda emocional lubrificada e funcionando com certa mansidão, mas também traz um enorme conforto, apesar da unhada eventual da mágoa, da saudade ou da preocupação – que, diga-se de passagem, é a inefugível marca das mães.

      Complicado: se de um lado corre, de outro lado o rio parece se arrastar. Depende do ângulo pelo qual olhamos, do quanto sobra no bolso antes do fim do mês, depende do emprego seguro, da capacidade de alegria, depende de pessoas decentes, depende de recursos, para que a grande engrenagem enferrujada volte a funcionar, e o tempo seja de mais alegria e mais aconchego de uns com os outros.

Em: “[...] depende de recursos, para que a grande engrenagem enferrujada volte a funcionar, e o tempo seja de mais alegria e mais aconchego de uns com os outros.”, o verbo destacado está flexionado no
Alternativas
Q1167110 Português

Analise as proposições abaixo:


I- O Presente do Indicativo emprega-se para enunciar um fato atual, isto é, que ocorre no momento em se fala (presente momentâneo);

II- O Pretérito Imperfeito designa-se um fato passado, mas não concluído (imperfeito = não perfeito, inacabado);

III- O Futuro do Presente emprega-se para indicar uma ação que ocorreu antes de outra ação já passada.


Dos itens acima:

Alternativas
Q1167011 Português

Consumo diário de refrigerantes e sucos aumenta risco de câncer,

diz estudo

Pesquisa francesa acompanhou mais de 100 mil pessoas ao longo de quase uma década – e constatou que bebidas com muito açúcar, mesmo se forem naturais, podem fazer mal.

Por Guilherme Eler


      Você é daqueles que sempre preferem um suco de fruta a uma latinha de refrigerante? Não adianta fazer a troca se você tiver a mão pesada na hora de adoçar – ou o costume de exagerar na quantidade. Afinal, o consumo diário de bebidas açucaradas, quer sejam elas refrigerantes ou refrescos naturais, pode elevar seu risco de desenvolver vários tipos de câncer.

      Foi o que concluiu um estudo extenso, feito por pesquisadores franceses, que acompanhou 101.257 pessoas (78,7% eram mulheres) entre 2009 e 2018. A pesquisa foi publicada na revista científica BMJ na última quarta-feira (10), e é uma das primeiras a traçar uma relação direta entre consumo de bebidas doces e surgimento de câncer.

      Todos os participantes do estudo eram maiores de idade, e tinham, em média, 42 anos. No começo do levantamento, eles responderam questionários sobre seus hábitos alimentares a fim de mapear as fontes de calorias diárias do grupo. A cada seis meses, eles respondiam novamente as mesmas perguntas.

      A lista de itens considerados no estudo incluía 109 bebidas açucaradas ou adoçadas artificialmente – sucos de fruta diversos, refrigerantes, xaropes, refrescos, bebidas adoçadas quentes, chás, cafés, bebidas à base de leite, isotônicos e energéticos. Foram consideradas “adoçadas” bebidas que continham mais de 5% de açúcar em sua composição, além de sucos 100% naturais – sem nenhum açúcar extra e, portanto, só com o doce natural da fruta. Várias versões de suco de fruta in natura superam essa margem. Um copo de suco de uva, por exemplo, tem 14 g de açúcar. No de maçã são 10 g e no de laranja, 8 g.

      Ao longo dos nove anos de análise, os pesquisadores detectaram o surgimento de 2.193 novos casos de cânceres – sendo 693 de câncer de mama, 291 de câncer de próstata e 166 de câncer colorretal. Na maioria dos casos, os tumores se manifestaram por volta dos 58,5 anos.

      Em média, homens consumiam 90,3 mL de bebidas adoçadas todos os dias, contra 74,6 mL das mulheres. A partir desses valores, estimou-se o quanto o consumo poderia influenciar no surgimento de algum tumor.

      A pesquisa concluiu que, a cada 100 mL de aumento no consumo diário de bebidas açucaradas, a chance de que uma pessoa sofra de câncer aumenta em 18%. Ou seja: quem tomava 190 mL (quase um copo americano) de refri ou suco adoçado todo dia teve 18% mais chances de desenvolver um tumor do que quem estava na média (até 90 mL). Esse risco é ainda maior no caso do câncer de mama e, para os pacientes considerados no estudo, chegou aos 22%.

      Não se sabe ao certo qual o mecanismo fisiológico que explique o fato de as bebidas açucaradas terem relação com o surgimento de cânceres. É fato que uma dieta repleta de açúcar pode contribuir para a obesidade – o que, por tabela, amplia o risco de que alguém desenvolva até 13 tipos de câncer. Mas essa relação, de acordo com a pesquisa, não conta a história inteira.  

      Segundo os autores, a explicação pode estar na formação de depósitos de gordura visceral – localizada junto aos órgãos internos – e que pode facilitar a formação de tumores. Não é preciso, necessariamente, estar drasticamente acima do peso para que alguém apresente índices de gordura visceral maiores que o recomendado.

      Outro fator considerado pelos cientistas é que níveis altos de açúcar no sangue podem provocar reações inflamatórias no organismo, resposta que facilita o desenvolvimento de tumores.

      Ainda que o açúcar seja o fator mais determinante na conta, os cientistas pontuam que outros componentes químicos podem ter sua parcela de culpa. Um exemplo, segundo consta na pesquisa, é o 4-Metilimidazol, um dos produtos da degradação do corante Caramelo IV – usado em refrigerantes a base de cola e energéticos.

      “Estes dados mostram a importância das recomendações nutricionais em relação ao consumo de bebidas açucaradas, incluindo os sucos 100% à base de fruta, assim como outras ações, como impostos e restrições de propaganda para essas bebidas”, escrevem os pesquisadores.

      Antes que você, leitor, risque qualquer líquido com o menor traço de açúcar da dieta, vale lembrar que o surgimento de cânceres pode estar ligado a diversos fatores que não a alimentação. Entram na conta poluição, prática de atividade física, tabagismo e predisposição genética, por exemplo. [...]

Adaptado de https://super.abril.com.br/ciencia/consumo-diario-de-refrigerantes-esucos-aumenta-risco-de-cancer-diz-estudo/

Assinale a alternativa que apresenta um verbo conjugado no Pretérito Perfeito do Indicativo na 3ª pessoa do singular.
Alternativas
Q1166487 Português

Julgue as proposições abaixo em (V) verdadeiro ou (F) falso e a seguir assinale a alternativa correta:


( )- Os três tempos naturais são o Presente, o Pretérito e o Futuro;

( )- O Tempo Presente é indivisível;

( )- O Pretérito e o Futuro subdividem-se em Modo Indicativo e Modo Comparativo.

Alternativas
Q1164608 Português

      Além de ser a autora do quadro Abaporu (1928), a pintora Tarsila do Amaral (1886-1973) foi uma mulher à frente do seu tempo também no amor, ao contrário das várias jovens que mantinham casamentos a contragosto. Ao longo da vida, Tarsila, que atraiu olhares por sua beleza e vestuário ousado, teve quatro grandes relacionamentos – reprovados por seus irmãos. Seus pais, no entanto, ficavam do seu lado. Ela foi destemida.

      Seu primeiro marido era primo de sua mãe. Desníveis culturais e traições fariam a pintora paulista pedir o fim do enlace. Foi uma tensão muito grande, porque envolvia alguém do seu núcleo mais próximo.

     

Seu segundo amor foi o escritor Oswald de Andrade (1890-1954), um dos líderes dos modernistas, que a acompanharia em uma das fases mais profícuas, compreendida entre a metade dos anos 20 e o começo dos 30. Apesar do “vanguardismo” de ambos, eles mantinham discrição sobre o relacionamento. Nas cartas que trocavam quando ela estava em Paris, usavam pseudônimos. Somente se sentiriam libertos quando Tarsila conseguiu a anulação de seu primeiro casamento.

      A parceria intelectual e o carinho que emanavam do casal ilustre, no entanto, acabaram mal. Oswald traiu Tarsila com Pagu, pseudônimo da jornalista e poeta Patrícia Galvão (1910-1962). “Ela ficou tão furiosa que não deixou o Oswald entrar em casa para buscar suas coisas”, conta a sobrinha- -neta da pintora, Tarsilinha, que soube dos bastidores por familiares.

      Com a queda da bolsa de Nova York em 1929, a crise da pintora ganhou mais um elemento: sua família perdera a fortuna. Sua reação, inesperada, foi entender o novo cenário que se apresentava. Assim, em 1931, viajou para o Leste Europeu com seu novo parceiro, o psiquiatra paraibano Osório César (1895-1979), retornando ao Brasil em 1932. Antes de se afastar dele, pinta o quadro Operários (1933).

      Seu último relacionamento foi com o carioca Luís Martins (1907-1981). Vinte anos mais jovem, o jornalista, cronista e crítico de arte vai ser seu companheiro por cerca de dezoito anos. A felicidade duradoura não vai conseguir eliminar a preocupação acerca da diferença de idade entre os dois. Tarsila se sentia culpada por não poder compartilhar com Martins o sonho de ter filhos.

      O enredo chega ao fim, mais uma vez, com uma traição. Martins deixa a pintora para se casar com a sua prima Anna Maria Martins. Esta, depois de algum tempo, vai pedir perdão e conta que desistiu de Luís. Tarsila, generosa que era, a perdoa e a aconselha a não desistir da sua felicidade. As duas choram e se abraçam.

(Tatiane de Assis, Os quatro grandes amores da pintora Tarsila do Amaral. Revista Veja, 15.04.2019. Acesso em 19.08.2019. Adaptado)

No trecho do 5° parágrafo “… sua família perdera a fortuna.”, a forma verbal destacada indica
Alternativas
Respostas
1981: B
1982: E
1983: D
1984: A
1985: B
1986: E
1987: B
1988: E
1989: B
1990: A
1991: D
1992: B
1993: C
1994: A
1995: D
1996: B
1997: C
1998: A
1999: A
2000: E