Questões de Concurso
Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português
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Até meados do século XVII, a região do atual município de Lima Duarte não passava de uma área de mata virgem, quando por volta do ano de 1692, apareceram os primeiros bandeirantes. Este grupo era liderado por padre João Faria Filho, vigário de Taubaté, além de ter sido um dos pioneiros dos descobrimentos de Ouro Preto.
Padre João foi quem encontrou ouro no leito do Rio do Peixe. Desse descobrimento, Bento Corrêa de Souza Coutinho deu a notícia ao Governador-Geral do Brasil na Bahia, Dom João de Lencastre, através de carta enviada a 29 de julho de 1694. A partir daí, iniciou-se o povoamento daquele lugar com a migração de colonizadores vindos dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além de portugueses.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lima_Duarte_(Minas_Gerais)
Observe a frase:
“Padre João foi quem encontrou ouro no leito do Rio do Peixe.”
Todos os verbos das frases das alternativas estão empregados no mesmo tempo e modo que da frase acima, EXCETO:
Leia com atenção as manchetes:
I. O governo chinês divulgou o número de infectados com o coronavírus.
II. Embora o Brasil não tenha registrado nenhum caso suspeito de contaminação, o Ministério da Saúde está em alerta.
Assinale a alternativa em que as formas passivas preservam o modo e o tempo verbais dos trechos acima:
Observe:
Defender? Defendei vós.
Faça o mesmo com os verbos: vir, ver, trazer, pontuar e assinale a alternativa correta:
Leia a letra da música a seguir para responder à questão.
Vilarejo
Marisa Monte
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonhos semeando o mundo real
Toda a gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos
Os destinos e essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonhos semeando o mundo real
Toda a gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos
Os destinos e essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.
O último poema
Assim eu quereria o meu
último poema.
Que fosse terno dizendo as
coisas mais simples e menos
intencionais
Que fosse ardente como um
soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores
quase sem perfume
A pureza da chama em que se
consomem os diamantes mais
límpidos
A paixão dos suicidas que se
matam sem explicação.
Manuel Bandeira
Nos trechos:
“...eu quereria...
Que fosse ardente...”,
os verbos destacados referem-se, respectivamente, aos seguintes tempos verbais:
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.
Duas pessoas. Ambas têm a mesma escolaridade. A mesma origem social. As mesmas oportunidades. Porque a vida é generosa com uma e fecha a cara para a outra? O destino e a sorte têm pouco a ver com isso. O que tem a ver é o nosso comportamento. Coisas simples nas quais não prestamos atenção alguma. Coluna assumidamente autoajuda, aproveite a promoção.
Vou me demorar no que me parece mais importante: a forma com que cada um se comunica. A maioria dá o seu recado muito mal. Não estou me referindo apenas ao uso correto do português. A pessoa pode ser um acadêmico e mesmo assim ser um desastre ao transmitir o que pensa e o que deseja. Tampouco estou falando de sedução, xaveco. Estou falando de convocação para reuniões, convite para eventos, e-mails profissionais,bilhete para funcionários, mensagens de WhatsApp,postagens no perfil do Face e, claro, as conversas, todas elas: presenciais, telefônicas, gravação de áudios. A gente simplesmente reluta em deixar as coisas esclarecidas, não dá a informação completa, não contextualiza. É tudo racionado, fragmentado, e a culpa nem é dos atuais vícios tecnológicos: ser preguiçoso na comunicação vem da pré história. Sempre foi assim. As pessoas acreditam que as outras são adivinhas, têm bola de cristal.
“Olá, desculpe o atraso da resposta, muita correria, mas vamos em frente, queremos muito fechar um bate-papo com você. Pode ser dia 21 de outubro?”Exemplo que extraí da minha caixa de e-mails ontem,assinado por uma desconhecida. Fui checar na minha lista de excluídos se havia algum outro e-mail dela, para tentar descobrir do que se tratava. Havia. De fevereiro, quando ela fez um convite em nome de uma empresa. Ressurgiu agora como se tivesse pedido licença para ir ao banheiro e voltado em 10 minutos. Não, não posso dia 21, obrigada,fica para próxima.
Fazemos isso o tempo todo: não nos apresentamos direito, não retornamos contatos, não damos coordenadas, não cumprimos o que prometemos,não deixamos lembretes, não confirmamos presença, não explicamos nossos motivos, não avisamos cancelamentos,não falamos toda a verdade, não tiramos as dúvidas, não perguntamos, não respondemos. Parece tudo tão desnecessário. Aí o universo não coopera e a gente não entende por quê.
Além de se comunicar bem, há outros três grandes facilitadores na vida, coisas que interferem no modo como as pessoas nos analisam e que garantem nossa credibilidade: ser pontual, ser responsável e ser autêntico — esta última, das coisas mais cativantes, pois rara. Se o Papa Francisco não é presunçoso, por que raios você seria?
É quase inacreditável: as coisas dão certo por fatores que estão totalmente ao nosso alcance.
Martha Medeiros
Considerando o uso dos verbos, complete as lacunas das frases.
1. Nós havíamos ....................... a encomenda. (entregar)
2. O piso foi .................... por mim mesmo. (enxugar)
3. Eu ................. muito no verão. (suar)
4. Se tu .................... o fulano, diga a ele que quero lhe falar. (ver)
5. .................... para mim, quero ouvir tua voz. (cantar)
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Para a questão você usará o fragmento do poema de Carlos D. de Andrade, a seguir.
Os Ombros Suportam o Mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Fonte: https://www.culturagenial.com/poema-os-ombros-suportamo-mundo-de-carlos-drummond-de-andrade/ acesso em 14/01/2020
[...] Em suma, a política está colérica e os relacionamentos nas redes sociais ou mesmo fora delas são o seu retrato mais bem acabado. Um triste retrato de chorar lágrimas de esguicho. No ambiente amistoso ou não das mesas de bar não falávamos o que regurgitamos nesses ambientes. Conforme questionava Monteiro Lobato em A luz do baile, “como (o que mudou), se era a mesma gente?”. [...]
É necessário que ____________ ao inferno do autoconhecimento e ____________ a própria alma. É preciso que ____________ ao outro o que ____________ de receber. Mas nem as crianças, nem os idosos, nem os desvalidos, nem sequer o luto dos que sofrem, expressão máxima da dignidade humana, são respeitados mais. A urgência deve ser o amor ao próximo, não o ódio sem proximidade. A reação é do instinto humano, mas no ambiente álgido de hoje muitos contra-atacam sem serem importunados pelo simples prazer de atingir alguém. Ou mesmo por puro comportamento de manada – uma maneira estranha de ser aceito ou mesmo aplaudido em suas bolhas, em geral, formada por pessoas que abominam o contraditório. [...]
(Disponível em: https://istoe.com.br/o-maniqueismo-que-nos-alimenta--e-o-amor-que-nos-falta/. Adaptado.)
Julgue o item no que se refere às estruturas linguísticas do texto.
Sem prejuízo para a correção gramatical, a forma verbal “esteve” (linha 5) poderia sersubstituída por estaria.
INSTRUÇÃO: Leia o texto III a seguir, retirado da obra Gabriela, cravo e canela para responder à questão .
TEXTO III
— Bié...
— Seu Nacib...
— Por que “seu” Nacib? Sou seu marido, não seu patrão...
Ela sorriu, arrancou os sapatos, começou a arrumar, os pés descalços. Ele tomou-lhe da mão, repreendeu:
— Não pode mais não, Bié...
— O que?
— Andar sem sapatos. Agora você é uma senhora.
Assustou-se:
— Posso não? Andar descalça, de pé no chão?
— Pode não.
— E por que?
— Você é uma senhora, de posses, de representação.
— Sou não, seu Nacib. Sou só Gabriela...
— Vou te educar – tomou-a nos braços, levou-a pra cama.
— Moço bonito...
AMADO, Jorge. Gabriela, cravo e canela. 1958.
Releia este trecho.
“Ela sorriu, arrancou os sapatos, começou a arrumar, os pés descalços.Ele tomou-lhe da mão, repreendeu.”
Os verbos utilizados no trecho estão no
INSTRUÇÃO: Analise o texto a seguir para responder à questão .

Releia este trecho.
“Aprecie com moderação”
O único verbo encontrado no texto está no modo
Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos , julgue o próximo item relativo .
A forma verbal “propicie” (linha 10) está flexionada no tempo futuro do modo subjuntivo.

( ) A palavra "péssimo" é acentuada graficamente pela mesma razão que a palavra "ótimo". ( ) A palavra "me", no primeiro quadrinho, é classificada morfologicamente como um pronome pessoal. ( ) A expressão "a gente", no segundo quadrinho, é o sujeito do verbo "ir", que está conjugado na terceira pessoa do singular. ( ) A palavra "viesse" é um verbo conjugado no pretérito imperfeito do modo subjuntivo. ( ) A palavra "freguês" recebe acento circunflexo pois é uma oxítona terminada em "e".
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) Alfredo, filho de dona Arlinda, alumiou o caminho. O vocábulo em destaque é uma variação do verbo "iluminar" e está no pretérito imperfeito. ( ) Mário e eu fomos os melhores do time, no oitavo ano. O vocábulo em destaque é a forma conjugada do verbo "ser" e está no pretérito mais-que-perfeito. ( ) Quando ela vir os anúncios, poderá escolher o que melhor lhe convier. O vocábulo em destaque é a forma conjugada do verbo "ver" no futuro do subjuntivo. ( ) O anfitrião da festa foi homenageado pelos convidados. O vocábulo em destaque é a forma conjugada do verbo "ir" no pretérito perfeito.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
No trecho acima, as palavras destacadas designam ações consideradas, respectivamente:
Texto II
Leia atentamente o texto II e responda a questão.

Leia o texto a seguir, para responder às questões 01 a 03, elaboradas a partir dele:
Os anos de 1960 foram um período de grande tensão política no Brasil.
Em 1961, o presidente da República, Jânio Quadros, renuncia, declarando-se “vencido pela reação e por forças terríveis”. Os ministros militares, ato contínuo, declararam à Nação que o vice, João Goulart, o Jango, que se encontrava naquele momento na China Popular em visita oficial, não poderá tomar posse. O veto, conforme eles disseram ao presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzili, era sumário.
A resistência ao golpe desperta o Rio Grande do Sul, onde o governador Leonel Brizola mobiliza o povo gaúcho e a Brigada Militar e cria o Movimento da Legalidade, ao qual se somam, mais tarde, os comandos e as forças militares do III Exército. Em todos os estados, menos no Rio Grande do Sul, patriotas são perseguidos e presos, jornais e emissoras de rádio são censurados. Intolerantes, os ministros militares ameaçam bombardear o palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Tal ação, no entanto, é abortada pela ação corajosa de praças e sargentos da aeronáutica, que inutilizam os aviões da base aérea de Canoas. O governador Leonel Brizola faz um discurso memorável, que denuncia os planos dos ministros militares e informa que não arredará o pé do palácio. Diante da iminência de uma guerra civil, as elites políticas se reorganizam e criam a solução parlamentarista, monstrengo político-jurídico que o vice-presidente aceita como saída conciliatória para a crise.
AGUIAR, Ronaldo Conde. Os Reis da voz, p.86. Texto adaptado.
O texto está quase totalmente escrito com os verbos no presente do indicativo, apesar de relatar acontecimentos passados. Entretanto, se o autor colocasse os verbos no tempo pretérito (tipo “A resistência ao golpe despertou o Rio Grande do Sul”), o verbo “poder” (em destaque no segundo parágrafo) teria de ser conjugado no:

