Questões de Concurso
Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português
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Quanto às propostas de Said Ali, relativas às funções do uso do tempo presente no modo indicativo, que opção expõe, corretamente, em conjunto (descrição, classificação e exemplificação), as ideias do autor?
Nos contextos do modo subjuntivo, a posição do pronome pessoal oblíquo átono é frequentemente pós-verbal, exceto em casos de ênclise obrigatória ou para enfatizar o pronome.
Texto 04
Lembrança do mundo antigo
Clara passeava no jardim com as crianças.
O céu era verde sobre o gramado,
a água era dourada sob as pontes,
outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados,
o guarda-civil sorria, passavam bicicletas,
a menina pisou a relva para pegar um pássaro,
o mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era
tranquilo em redor de Clara.
As crianças olhavam para o céu: não era proibido.
A boca, o nariz, os olhos estavam abertos. Não havia perigo.
Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos.
Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,
esperava cartas que custavam a chegar,
nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava
no jardim, pela manhã!!!
Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!!!
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia Completa. São Paulo: Nova Aguilar, 2002.
I - No texto, predomina o uso dos verbos no pretérito imperfeito do modo indicativo, o qual expressa ações e acontecimentos passados e contínuos.
II - O verbo “pisou” é o único que foi usado no pretérito perfeito do indicativo, o qual expressa ação passada e concluída.
III - Em “Havia manhãs, havia jardins naquele tempo!!!”, o verbo “haver” foi usado como impessoal, formando orações sem sujeito e, por isso, foi usado no singular.
IV - Em “Não havia perigo [...]”, se o termo “perigo” fosse usado no plural, de acordo com a norma, o verbo deveria ser flexionado, resultando em “Não haviam perigos [...]”.
V - No trecho “Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas [...]”, o verbo “ter” foi usado no sentido de “haver”, e, por isso, encontra-se no singular.
Estão CORRETAS as afirmativas
De acordo com a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), as flexões verbais de modo são duas: modo indicativo e modo subjuntivo e as formas nominais são infinitivo, gerúndio e particípio.
Analise a ilustração abaixo:

https://professoracurtiaulaparticular.blogspot.com
O verbo “joga”, que aparece no primeiro balão, está no modo:
A pesquisa 'ouviu' cerca de 3 mil escolas urbanas e rurais de todo o Brasil entre agosto de 2023 e abril deste ano.
(Fonte: https://https://encr.pw/seguranca
-nas-escolas.adaptado)
Conjugando o verbo destacado no futuro do pretérito do indicativo, tem-se:
Para responder à questão, leia o texto IV.
Texto IV

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/516999232226210857/. Acesso em: 15 jul. 2024.
Analise as assertivas abaixo.
I- A oração “Cortamos a sua carne” não apresenta um problema de coerência textual.
II- As relações lógico-semânticas presentes na oração “Cortamos a sua carne” em relação à frase “na hora e a seu gosto” geram um efeito de sentido humorístico não pretendido.
III- Ao reescrever “Cortamos a sua carne” por “Fatiamos a sua carne”, o problema de coerência textual é resolvido.
IV- A forma verbal Aperte está conjugada no modo subjuntivo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
TEXTO II
RAPIDINHO
Todos nos beneficiamos e nos orgulhamos das conquistas da vida moderna, especialmente da crescente velocidade com que fazemos as coisas acontecerem. Mudanças que antigamente levavam séculos para se efetivarem, agora podem ser realizadas em poucas semanas, ou até em poucos dias.
Nas sociedades tradicionais, as normas de conduta, as leis tinham uma extraordinária capacidade de perdurar. Tudo se modificava, mas sempre muito devagar. Também na utilização dos meios de transporte, o tempo transcorria com lentidão. A partir da metade do século XIX, foram sendo adotados meios de locomoção mais velozes. Na utilização dos meios de comunicação, o que existia foi substituído pelas maravilhas da eletrônica contemporânea. Não somos bobos, tratamos de aproveitar as possibilidades criadas por todos os novos recursos tecnológicos. Para que perder tempo, se podemos fazer depressa o que nossos antepassados só conseguiam fazer devagar, por que não haveríamos de acelerar nossas ações?
Um dos expoentes do espírito pragmático da modernidade, o americano Benjamin Franklin, já ensinava no século XIII: “Tempo é dinheiro”. E explicava: se você desperdiça a possibilidade de ganhar uma moeda, não está perdendo apenas a moeda que deixou de ganhar, mas de fato está se privando das muitas pilhas de moedas que poderia adquirir por meio de bons e oportunos investimentos. Foi para assimilar a lição de Franklin que passamos a necessitar de relógios cada vez mais precisos e aperfeiçoados. Devemos medir rigorosamente o tempo para poder aproveitá-lo com rigor.
Dedicamo-nos, então, a uma frenética corrida contra os ponteiros do relógio. Para sermos eficientes, competitivos, apressamos cada vez mais nossos movimentos. Saímos de casa correndo para o trabalho, somos cobrados para dar conta correndo de nossas tarefas e — habituados à corrida — alimentamo-nos às pressas, para depois voltarmos, correndo para casa. Sabemos que, na nossa sociedade, os mais rápidos são os vitoriosos.
Impõem-se, contudo, algumas perguntas: nas condições em que somos obrigados a viver, não estaremos pagando um preço altíssimo, mesmo se formos bons corredores e nos mostrarmos aptos para vencer? Uma reflexão condenada a desenvolver-se num exíguo prazo predeterminado não será, inevitavelmente, superficial? O pensamento que se formula rapidinho não tende a ser sempre meio oco?
(KONDER,Leandro,in O Globo,29 set.1996. Apud:A palavra:
expressão e criatividade. Gil Carlos Pereira. São Paulo: Moderna.
1997. P. 47. Texto adaptado.).
Há correspondência modo-temporal entre a forma simples do verbo sublinhado e a composta conforme indica na opção
Considere a frase abaixo:
Eu _____ muito.
Assinale a alternativa que preenche a lacuna com a conjugação correta do verbo VALER no presente do indicativo:
Leia atentamente o poema Legado, de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, para responder à questão.
Legado
Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?
Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu
minha incerta medalha, e a meu nome se ri.
E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.
Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.
De tudo quanto foi meu passo caprichoso
Na vida, restará, pois o resto se esfuma,
Uma pedra que havia em meio do caminho.
(ANDRADE, Carlos Drummond de, Claro enigma, São Paulo: Companhia das
Letras, 2012, p. 19.)