Questões de Concurso Sobre flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva) em português

Foram encontradas 1.918 questões

Q3414486 Português
O Enigma de Reigate

         Depois de trabalhar intensamente mais de 15 horas por dia, eis que Sherlock Holmes ficou doente. Para seu amigo e fiel escudeiro Dr. Watson, era necessário tirá-lo de Londres e levá-lo ao campo. Assim, eles foram passar uns dias na casa do coronel Hayter, um veterano militar morador nas proximidades de Reigate. O descanso, porém, durou pouco. Logo na manhã seguinte, o mordomo do Coronel Hayter avisou sôfrego: o cocheiro William Kirwan, que trabalhava havia anos na casa dos Cunninghams, foi assassinado com um tiro no coração. A notícia é que um ladrão entrara pela janela da copa e William lutou com ele para defender a propriedade do seu nobre patrão, o Sr. Cunningham, juiz de paz da cidade. Isso tudo aconteceu por volta da meia-noite.
         O palpite do Coronel Hayter é que os mesmos criminosos que mataram William foram os mesmos que saquearam a casa do Sr. Acton na última segunda-feira: “Os ladrões saquearam a biblioteca, e conseguiram muito pouco pelo trabalho”.
         Todo o lugar foi revirado. As gavetas e os armários foram arrombados, resultando no desaparecimento de um bizarro volume de Homero, tradução de Pope, dois candelabros de prata, um peso de marfim para papéis, um pequeno barômetro de carvalho e um rolo de barbante.” — explicou Coronel Hayter para Sherlock e Watson. Para o jovem inspetor Forrester, responsável pelo caso, não resta dúvida: foi a mesma quadrilha que agiu nos dois crimes. Ele afirmou que no caso da invasão da casa de Acton não houve nenhum vestígio. Agora, porém, algumas pistas foram deixadas. Após o sinal do alarme, o assassino foi visto fugindo tanto pelo Sr. Cunningham quanto pelo filho dele, Sr. Alec Cunningham, que disseram que ele tinha estatura média e estava vestido de preto. As investigações ainda estão apurando se ele é uma pessoa da comunidade ou alguém de fora dela.
         Com o morto foi encontrado um fragmento de carta, entre o indicador e polegar que dizia: “Se você vier um quarto para a meia-noite ao portão oriental, verá quanta surpresa o espera...” [...].
(Fonte: DOYLE, Arthur Conan. Mundo Sherlock — adaptado.)
Em “O outro reduziu o tempo gasto nessas redes em 30 minutos diários durante sete dias.”, a expressão sublinhada: 
Alternativas
Q3407039 Português
Bebê reborn, polêmica real: quando o afeto encena o inanimado

(Tauane Paula Gehm, doutora em psicologia)


Após um vídeo seu viralizar na internet, Yasmim Becker, de 17 anos, acabou no centro de uma onda de ataques virtuais. Nele, a jovem narra o que descreveu como “um dos dias mais corridos e assustadores” de sua vida, quando precisou levar seu filho, Bento, “às pressas” ao hospital porque ele não estava se sentindo bem. Acontece que Bento não era uma criança — nem um pet —, mas um boneco inanimado: um bebê reborn, modelo hiper-realista com aparência idêntica à de um recém-nascido. Tudo não passou de uma encenação. Yasmim é colecionadora desses bonecos e costuma gravar vídeos fictícios voltados ao público infantil.

Coleções exóticas não são novidade: há quem junte desde objetos banais até os mais extravagantes. Certa vez, soube de um rapaz que colecionava fotos 3×4 de desconhecidos. Curioso, no mínimo. O episódio de Yasmim serve como pano de fundo para casos ainda mais absurdos envolvendo os famigerados bebês reborn. A advogada Suzana Ferreira contou ter sido procurada para defender o “direito à guarda” de um desses bonecos após o fim de um relacionamento. “A mãe ficou muito nervosa e me acusou de ‘intolerância materna’ por eu ter recusado o caso”, relatou. Esse é apenas um dos muitos relatos que circulam pela internet, fundindo invenção com realidade e despertando indignação e incredulidade.

O que ninguém parece conseguir explicar é o nível de insensatez que tudo isso alcançou — tanto por parte daqueles que tratam um objeto inanimado como um ser humano, quanto daqueles que reagem a isso com ódio. A fronteira entre fantasia e realidade está cada vez mais diluída. Criamos versões editadas de nós mesmos nas redes, montamos cenários para exibir afetos, performamos relações.

O bebê reborn surge como símbolo extremo de um fenômeno bastante familiar: um afeto cuidadosamente encenado para parecer real, que só se sustenta porque pode ser controlado e exibido. Um afeto esteticamente agradável, limpo, sereno — e, ao mesmo tempo, sem risco, sem contradição, sem frustração. O quanto temos investido emocionalmente em simulacros? E o quanto, nesse desejo por relações absolutamente controláveis, revelamos uma carência profunda numa sociedade perdida em seus vínculos reais?

O bebê reborn está ali. Parado. Imóvel. E ainda assim é cuidado como se fosse real. Não responde. Não sente. Não cresce. E talvez seja justamente por isso que tanta gente o escolhe. Não por loucura, mas por uma tentativa de encenar o cuidado em um tempo em que as relações reais parecem, para muitos, assustadoras ou distantes demais. Ou talvez como forma de produzir o olhar e o interesse do outro — ainda que digital —, aquele que carrega, mesmo que ilusoriamente, a promessa de uma relação verdadeira.


(in: https://saude.abril.com.br/, com adaptações)
Observe o trecho em destaque: “E o quanto, nesse desejo por relações absolutamente controláveis, revelamos uma carência profunda numa sociedade perdida em seus vínculos reais?”
Caso a oração destacada seja transformada em voz passiva analítica, o resultado será:
Alternativas
Q3402202 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


     Ano Novo Chinês 2024: quando começa e qual é o animal do novo ano?

    O ano de 2024 já começou para muitas pessoas nos quatro cantos do mundo lá no dia 1º de janeiro. Só que na China e em outros países com grandes comunidades chinesas, como Taiwan, Cingapura e Malásia, além de Coréia do Sul e Tibete, somente agora com o Ano Novo lunar é que será dado início ao Ano Novo Chinês, como explicam alguns artigos da National Geographic Estados Unidos sobre o tema.

    O Ano Novo Chinês é também conhecido como Festival da Primavera, e ocorre durante a Lua nova – anualmente entre o final de janeiro a meados de fevereiro, como explica a Encyclopædia Britannica (plataforma de conhecimento do Reino Unido). A data é importante para a cultura chinesa e possui vários rituais tradicionais, sendo este o feriado em que há mais migração interna de pessoas na China.

    Quando é o Ano Novo Chinês em 2024?

    Em 2024, o Ano Novo Chinês é celebrado no sábado, dia 10 de fevereiro, sendo que na China e em outros países as comemorações duram cerca de 15 dias ou até mais, como conta a Britannica. A data é celebrada nas grandes e pequenas cidades e é cercada de muitos mitos e tradições seculares da cultura chinesa.

    As comemorações que encerram o ano velho e trazem a sorte e a prosperidade do novo ano geralmente incluem cortar e arrumar os cabelos no último dia antes da virada de ano, soltar muitos fogos de artifício, usar roupas e decorações vermelhas, além de desfrutar de comidas típicas. Há ainda, o costume de dar e receber dinheiro em envelopes vermelhos (as crianças e jovens são os que recebem esses presentes). Além disso, o Ano Novo Chinês é uma época de festas em templos e visitas a familiares. 

    Ano Novo Chinês: 2024 é o ano do dragão

   No dia 10 de fevereiro começou o ano 4.722, de acordo com o calendário chinês – que é bem diferente do calendário gregoriano, usado pela maioria dos países ocidentais.

    Segundo a cultura da China, o horóscopo chinês é muito importante e uma tradição milenar. Como explica um artigo da National Geographic dos Estados Unidos, há 12 signos do horóscopo chinês e ele é composto por animais em um ciclo que se repete a cada 12 anos.

    Por conta disso, cada ano é representado por um animal diferente e no novo ano 2024, o dragão será o animal regente – sendo que ele tem um lugar especial na mitologia chinesa e é considerado autoritário, forte e bem-sucedido.

    O dragão é um símbolo chinês de boa sorte, como observa um artigo da Britannica. Eles ainda afirmam que, na China, o dragão não é visto como o monstro maligno como certos mitos de outras culturas ao redor do mundo. Ele tem uma representação positiva de força e sucesso.

    Na China, o dragão era e ainda é considerado uma criatura justa e benevolente. A população, em geral, considera o dragão como um símbolo de sorte e portador de riqueza, conforme diz um artigo da World History Encyclopedia (WHE) intitulado “The Dragon in Ancient China”, publicado em 2017.

    Portanto, como este será o “Ano do Dragão”, é esperado que as celebrações do Ano Novo Chinês sejam repletas dessa simbologia e que remetam a este importante animal da cultura do país. Desfiles com imagens de dragões devem encher as ruas e templos com suas cores vibrantes e dançarinos usando fantasias representando diferentes tipos desse animal.

    "A dança do dragão se destaca nas comemorações do festival em muitas regiões da China e em outros países. Esse desfile consiste em um dragão longo e colorido carregado pelas ruas por vários dançarinos", explica o artigo da Britannica.

    Seja na China, em outros países asiáticos ou em comemorações da comunidade chinesa em diversas partes do mundo, será o início de um novo ano regido pelo dragão e, seguindo as tradições desse povo, ele deve trazer boa sorte e esperança – independentemente se é 2024 ou 4722.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2024/02/ano-novo-chines-2024-quandocomeca-e-qual-e-o-animal-do-novo-ano (adaptado).
Considere as afirmações abaixo sobre aspectos gramaticais presentes no texto:

I. A palavra "celebrado", em “o Ano Novo Chinês é celebrado no sábado” é um exemplo de voz passiva, indicando que a ação é recebida pelo sujeito.
II. "Cerca de 15 dias" exemplifica o uso de uma locução adverbial de tempo.
III. A expressão "segundo a cultura da China" introduz uma ideia de contraste ou oposição.

Das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3401974 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que se verifica voz verbal passiva analítica.
Alternativas
Q3382710 Português
A sentença em que o verbo se apresenta na voz passiva analítica é:
Alternativas
Q3381140 Português
Leia atentamente a capa de revista abaixo.
Imagem associada para resolução da questão
Em PROCURA-SE temos a voz verbal
Alternativas
Q3381016 Português

“No texto em geral, a cadeia das ideias, as unidades de sentido distribuem-se segundo o movimento que o autor pretende dar à sua exposição. Acentua-se, pois, a função do parágrafo enquanto espaço onde se distribuem os fatores de coesão estrutural, bem como os de coerência conceptual.



E, por conseguinte, de suma importância que nos processos constituintes da organização do texto se dê especial relevo à maneira como se integram, se estruturam, se combinam e se desenvolvem no texto os elementos que garantem a coesão e a coerência discursiva.”


Elisa Guimarães



Sobre os textos está CORRETO afirmar que: 

Alternativas
Q3377609 Português
Ninguém pode realmente estudar o futuro ou saber qualquer coisa sobre ele. O que os futuristas procuram é estudar imagens do futuro. Fazem inventários de possibilidades, baseados nas especulações bem-informadas (ou mal-informadas) de cérebros do passado e do presente, incluindo os seus próprios...”.
Fredric Litto

Os trechos sublinhados, no texto acima, indicam que a voz do verbo é respectivamente: 
Alternativas
Q3376390 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade


Por Alexandre Henderson


A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.


"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos. O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.


"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia. 


"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.


Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.


"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.


Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.


"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.


Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam. 


A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.


"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.


Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.


"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.


Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.


"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.


Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.


"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.


Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome. 


"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.


Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/ 2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-lutados-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado)
Leia com atenção os trechos abaixo retirados do texto:

I.O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki.
II.O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto.
III.O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais.
IV.Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região.

Em quais das afirmativas lidas há a presença de um verbo de ligação?
Alternativas
Q3357295 Português
Quando quebrei a Cara.


Quando iniciei a docência no ensino superior, atribuíram-me aulas de Sociologia e de Filosofia. Afastei-me das aulas de História, área em que concluirá o mestrado, mas continuei pensando numa maneira de facilitar a leitura de textos de ciências humanas e sociais. Esbocei projeto de extensão universitária: uma oficina de criação literária que indicaria o caminho da escrita clara, objetiva e coesa aos alunos e, em segundo momento, aos interessados da comunidade. 


O projeto naufragou. Com ele, o desejo de apresentar escritores contemporâneos que seriam lidos, analisados, criticados e reescritos pelos eventuais alunos. Joguei os rabiscos na gaveta sem esperança de retomá-los. Até que, recebendo as aulas de Filosofia e de Sociologia no curso de Pedagogia em Presidente Epitácio (S.P.), acrescentei nova atividade: seminários.


As alunas escolheriam um dos títulos. Fariam uma leitura superficial (posteriormente complementada de maneira mais profunda por mim), análise sociológica, reflexão filosófica, impressões pessoais. Os autores Luiz Antônio de Assis Brasil, Moacyr Scliar, Cyro dos Anjos, Autran Dourado, Josué Guimarães e Sérgio Faraco. Dezesseis romances resgataram minha paixão de trabalhar com Literatura, aplicando conceitos sociológicos e temas filosóficos discutidos nas aulas.


Os romancistas selecionados escrevem fluentemente. Guardam o máximo de significado na economia das frases. A opção pelos títulos considera a qualidade literária - comprovada por teses e prêmios -, o preço acessível, a diagramação, o convite gráfico, a disponibilidade nas redes de livrarias virtuais e o cuidado de possuir, no máximo, duzentas páginas. Cautelas indispensáveis na tentativa de convencer as alunas a efetivamente lerem os enredos.


A possibilidade de resumos na internet tirou-me o sono. Preparei-me com unhas, dentes, falas e fúrias para desmontar as expositoras com arguições violentas. Entretanto, as arguições violentas cederam lugar ao espanto: as meninas não apenas leram os livros, mas também recorreram a filmes e críticas literárias, comprovando pormenorizadamente a análise sociológica (grupos sociais, processos de aproximação, de distanciamento e de isolamento, fato Social, Papéis Sociais) e a reflexão filosófica (felicidade de Epicuro, questionamentos socráticos, ideias platônicas, aquisição aristotélica da virtude, interpretações de Santo Agostinho e de Santo Tomás de Aquino, niilismo de Nietzsche).


Compartilhei minhas intenções malignas e reconheci-lhes a capacidade: uma felicidade indizível me invadiu quando, nas comemorações festivas de encerramento do semestre, confessei que - ainda bem! quebrara a cara em meus objetivos perversos.


(Vicentônio Regis do Nascimento Silva, 66 Conhecimento Prático Literatura)
A transposição para voz passiva analítica de: "As alunas escolheriam um dos títulos." está adequada em:
Alternativas
Q3342821 Português
Assinale a alternativa em que a frase foi construída na voz passiva.
Alternativas
Q3340929 Português

Texto 8A2-I


    Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.


 John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino.

São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).

Considerando as relações estabelecidas entre o significado dos vocábulos e sua configuração sintática no texto 8A2-I, julgue os itens a seguir.



I No último período do texto, o verbo dobrar, em suas duas ocorrências, pode ser classificado como intransitivo.


II Em “A morte de cada homem diminui a mim” (terceiro período), o verbo diminuir está empregado na forma intransitiva.


III O vocábulo “perdido” (segundo período) é a forma participial do verbo perder, o que indica que a oração em que se insere esse termo está na voz passiva analítica.


IV Na primeira oração do último período, o verbo procurar é empregado como intransitivo, e o sujeito da oração desempenha papel semântico de agente.



Assinale a opção correta.

Alternativas
Q3334298 Português
A importância da solidariedade para o desenvolvimento social

Comportamento moral une indivíduos e grupos em torno de um bem comum, seja em uma comunidade local ou mundial


   Atualmente, muito se fala sobre o poder da empatia. Ela é, de fato, importante para a nossa sociedade. Você sabia, por exemplo, que o FBI aplica a empatia em situações envolvendo reféns? Porém, a empatia por si só pode não ser suficiente para mudar o mundo. Isto é: você pode até sentir empatia por vítimas de guerras ou desastres, mas não mudar sua rotina por conta disso. Para ter outro cenário, é necessário um componente diferente: a solidariedade.

    A solidariedade é um valor muito importante, já que tem o poder de engajar pessoas de uma comunidade em torno de um objetivo comum. E por “comunidade”, pode-se compreender desde um bairro até mesmo o planeta como um todo. Afinal, os problemas globais são sentidos da mesma maneira pelas pessoas que os enfrentam. A dor da fome, por exemplo, é igual para pessoas em qualquer lugar do mundo.

    Praticar a solidariedade é ter empatia à flor da pele. Assim, a pessoa ou a comunidade se sente compelida a agir em situações de calamidade, seja ela social, política ou ambiental. Dessa maneira, é importante que a solidariedade seja estimulada desde cedo nas pessoas. Afinal, elas podem se tornar adultas mais conscientes do seu papel na sociedade.

   O sociólogo francês Émile Durkheim descreveu a solidariedade em sua obra intitulada “Da Divisão do Trabalho Social”, publicada em 1983. Segundo o pensador, a solidariedade é uma relação moral que permite aos indivíduos se sentirem pertencentes a uma sociedade. Além disso, ela depende de fatores como as tradições e os costumes desse próprio grupo.

   Durkheim também separou a solidariedade em três categorias: solidariedade comunitária – o sentimento social que agrega interesses comuns de um grande grupo de indivíduos que lutam juntos pelo mesmo objetivo; solidariedade orgânica – como os indivíduos de uma mesma sociedade estão cada vez mais especializados em determinados assuntos, cria-se uma dependência social em que cada um é importante para uma finalidade; solidariedade mecânica – neste tipo, os indivíduos realizam suas atividades de maneira individual e independente de seus pares, dando continuidade às crenças e aos costumes comuns que possibilitam a vida em sociedade.

   Em um mundo cada vez mais digital, tem surgido um novo termo: a solidariedade de dados. As práticas digitais têm gerado uma infinidade de dados sobre assuntos importantes, como meio ambiente, educação, desigualdade e autoritarismo. O acesso a essas informações pode ser crucial para tomada de decisões rápidas e assertivas.

   Por conta disso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criou o Laboratório de Políticas Inclusivas. Dessa maneira, busca-se uma maior compreensão de como essas informações devem estar acessíveis. Porém, muitas vezes, elas vão de encontro a leis de proteção de dados pessoais, mostrando a necessidade de debate sobre o assunto.

   Ou seja, esses mesmos formuladores de leis precisam compreender como os dados pertinentes a mudanças sociais devem ser armazenados e compartilhados. Assim, a solidariedade de dados visa facilitar o acesso a informações de valor público significativo, considerando todos os riscos possíveis dessa prática.


https://grupomarista.org.br/blog/solidariedade/
Encontra-se somente oração na voz ativa na seguinte alternativa:
Alternativas
Q3299422 Português
Empresas abandonaram o home office?
Modalidade perde espaço ao presencial


       O home office ganhou força na pandemia da covid-19 e parecia ter vindo para ficar. Mas, agora, parece estar com os dias contados - ou, pelo menos, dando espaço para o modelo híbrido. [...]

     “___ medida que a empresa crescia, nós percebemos o desafio relacionado à comunicação entre os setores e a interação do time também. Não houve uma queda drástica na produtividade (com o home office), mas sentimos que alguns pontos poderiam ser aprimorados para garantir um ambiente de trabalho mais dinâmico e colaborativo. Observamos que, ao estarmos fisicamente juntos, ___ comunicação se tornou mais clara, ___ colaboração entre os setores fluiu muito melhor e ___ concentração no trabalho também. 


Extraído de:
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2025/03/22/em
presas-abandonaram-o-home-office.htm
Passando a oração “Empresas abandonaram o home office?”, para a voz passiva analítica, a nova redação será: 
Alternativas
Q3295705 Português
Trump faz ofensiva para redesenhar América Latina como 'quintal' dos EUA

Um país transformado em uma prisão para deportados dos EUA. Outro chantageado para romper compromissos com a China e um governo pressionado a fechar um pacto de defesa para assegurar a operação de uma petroleira americana. Isso sem contar com a decisão de rebatizar o Golfo do México, nome que designa uma região há mais de 300 anos. Em apenas dois meses no governo, Donald Trump lançou uma verdadeira ofensiva para redesenhar a América Latina como “quintal” dos EUA e frear a ofensiva da China na região.

Abandonado por diversas administrações americanas, o continente passou a ser um foco da expansão chinesa. Em dez anos, o presidente Xi Jinping fez dez viagens pela região e transformou grande parte do hemisfério Sul em um aliado comercial. Não por acaso, num gesto pouco comum na diplomacia americana, o secretário de Estado, Marco Rubio, fez duas viagens para a região latino-americana em apenas dois meses no cargo. Filho de cubanos exilados nos EUA, Rubio admitiu que nem sempre os americanos tiveram o que oferecer para a região. Mas prometeu que, desta vez, será diferente. 

A questão da falta de uma estratégia americana para a América Latina foi alvo de uma conversa de enviados do Itamaraty aos EUA, antes mesmo da eleição de Donald Trump. Os diplomatas brasileiros ouviram da equipe do republicano que a meta era impedir a expansão chinesa na região. Mas tiveram de reconhecer que o avanço de Pequim ocorre, acima de tudo, por conta da ausência de uma agenda positiva por parte dos americanos. Trump, ao assumir, decidiu que era o momento justamente de adotar essa estratégia, ainda que com variações importantes. Quem estiver ao lado dos EUA terá algum benefício. Mas aqueles que optarem por não se alinhar, principalmente os países menores, sofrerão consequências. (Jamil Chade, com adaptações)
[Questão Inédita] Assinale a alternativa que permite a transposição para a voz passiva.
Alternativas
Q3294231 Português
As vozes verbais nas orações abaixo são, respectivamente:
I. Ana se cortou ontem à noite. II. Escrevi um grande poema para minha amada. III. O estudante foi recebido pela gestão da escola. IV. Descobre-se quase sempre o assassino. 
Alternativas
Q3291218 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Eloquência singular

Fernando Sabino

Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:

— Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...

O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular:

— Não sou daqueles que...

Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem — que recusa? — ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:

— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante do povo nesta Casa, não sou...

Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.

— ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...

Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:

— Não sou daqueles que...

Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou no plural:

— Não sou daqueles que, dizia eu — e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...

Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas. Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:

— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.

Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticoide por aí, qualquer um sabia que levava sempre o verbo ao plural:

— ...não sou daqueles que, conforme afirmava...

Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:

— Senhor Presidente. Meus nobres colegas.

A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...

— Como?

Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:

— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.

Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.

— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem — e apontava, agoniado, um dos deputados mais próximos.

— Eu? Mas eu não disse nada...

— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.

O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a agonia do heroi e a agonia da tarde.

— Que é que você acha? — cochichou um.

— Acho que vai para o singular.

— Pois eu não: para o plural, é lógico.

O orador seguia na sua luta:

— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...

Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira desta...

— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.

— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de vinte anos de vida pública...

E entrava por novos desvios:

— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica... senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...

O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:

— Senhor Presidente, meus nobres colegas!

Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:

— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.

Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado. 
Assinale a alternativa que apresenta a análise sintática CORRETA da oração "O orador foi vivamente cumprimentado.". 
Alternativas
Q3289908 Português

Leia o texto a seguir:


Rússia anuncia vacina contra o câncer, e prevê distribuição gratuita em 2025


Avanço tecnológico inclui mRNA e vírus oncolíticos desenvolvidos por centros de pesquisa russos


    A Rússia anunciou o desenvolvimento de uma vacina mRNA contra o câncer, que será disponibilizada gratuitamente aos pacientes no país. Segundo o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa Radiológica do Ministério da Saúde da Rússia, Andrey Kaprin, o lançamento para uso geral está previsto para o início de 2025. A informação foi divulgada pela agência estatal TASS nesta semana.

    O desenvolvimento é resultado de esforços conjuntos entre centros de pesquisa, incluindo o Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. De acordo com Alexander Gintsburg, diretor do Gamaleya, os testes pré-clínicos da vacina já demonstraram eficácia na supressão do desenvolvimento de tumores e no potencial controle de metástases.

    A abordagem mRNA utiliza a análise genética individual para criar vacinas personalizadas que programam o sistema imunológico a identificar e destruir células cancerígenas. Esse método analisa o perfil mutacional do tumor (neoantígenos) e projeta vacinas direcionadas, permitindo um combate específico a cada tipo de tumor.

    Além disso, o país estuda uma frente de vacinas oncolítica chamada de EnteroMix, desenvolvida em colaboração com o Instituto Engelhardt. Ela utiliza um conjunto de quatro vírus não patogênicos capazes de destruir células malignas e, ao mesmo tempo, ativar a imunidade antitumoral do paciente. De acordo com o Centro Nacional de Pesquisa Radiológica, os estudos pré-clínicos do EnteroMix já foram concluídos, confirmando sua segurança e eficácia.

    Os cientistas russos informam que os testes clínicos e o recrutamento de pacientes para as fases iniciais do EnteroMix começarão entre o final de 2024 e o início de 2025. Enquanto isso, a vacina mRNA avança para os testes finais de eficácia e deve ser liberada ao público em 2025.



Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2024/12/1053478-russia-anuncia-vacinacontra-o-cancer-e-preve-distribuicao-gratuita-em-2025.html. Acesso em 27/12/2024

“A informação foi divulgada pela agência estatal TASS nesta semana” (1º parágrafo). Na voz ativa, essa frase seria reescrita da seguinte forma:
Alternativas
Q3286768 Português
Todas as frases a seguir estão na voz passiva à exceção de uma.

Assinale a única que se mostra na voz ativa.
Alternativas
Q3283804 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


01 Itinerários formativos impactaram negativamente a educação pública no Brasil


Fernando Cássio explica por que a implementação da mudança afetou de maneira desigual escolas públicas e particulares


Q1_5.png (365×517)
Q1_5_.png (368×301)
Q1_5__.png (366×485)
Q1_5___.png (365×260)


Fonte: PEROSSI, J. Itinerários formativos impactaram
negativamente a educação pública no Brasil. Jornal da USP,
11 nov. 2024. Disponível em: <https://jornal.usp.br/radio-usp/
itinerarios-formativos-impactaram-negativamente-educacaopublica-no-brasil/>. Acesso em: 13 nov. 2024. (Adaptado)
Conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta no que diz respeito ao emprego das vozes verbais.
Alternativas
Respostas
141: A
142: A
143: A
144: B
145: C
146: A
147: A
148: A
149: X
150: B
151: E
152: A
153: C
154: C
155: C
156: B
157: A
158: A
159: E
160: B