Questões de Concurso Sobre flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva) em português

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Q1886661 Português

"Os rapazes acompanhavam o pai”.


A construção verbal que corresponde à voz passiva da frase acima é

Alternativas
Q1883188 Português

Para responder à questão, considere o fragmento de texto abaixo.



Segundo Bechara, ‘Voz ou diátese – Determina a relação entre o acontecimento comunicado e seus participantes. O primeiro participante lógico, o sujeito, pode ser agente do acontecimento (voz ativa) ou objeto do acontecer (voz passiva), ou agente e objeto ao mesmo tempo (voz média, incluído o reflexivo). Cegalla, por sua vez, diz que ‘voz do verbo é a forma que este assume para indicar que a ação verbal é praticada ou sofrida pelo sujeito’. Relativamente às vozes verbais, descritas por Bechara e por Cegalla, e a determinadas ocorrências no fragmento de texto, avalie as afirmações que seguem:


I. Na voz ativa, o verbo se apresenta para normalmente indicar que a pessoa a que se refere é o agente da ação. A forma verbal ‘garantimos’ (l. 06) é exemplo de voz ativa.

II. ‘são colocadas’ (l. 02) é exemplo de voz passiva, que indica que a pessoa é objeto da ação verbal, neste caso, paciente da ação verbal.

III. Na voz reflexiva, o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente: faz uma ação cujos efeitos ele mesmo sofre ou recebe, conforme se verifica em ‘queixam-se’ (l. 01).


Quais estão corretas? 

Alternativas
Q1879942 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


(Disponível em: https://exame.com/blog/sofia-esteves/volta-pandemia-comunicacao-nao-verbal/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego da voz passiva, assinale a única alternativa que apresenta o uso dessa voz verbal.
Alternativas
Q1877156 Português
Quanto ao estudo das vozes verbais, o professor Evanildo Bechara estabelece uma importante distinção entre passividade e voz passiva. Considerando essa distinção, assinale a alternativa que corresponde a um exemplo de passividade:
Alternativas
Q1874039 Português

Instrução: A questão a abaixo refere-se ao texto.



Assinale a alternativa que indica a correta transposição do trecho a seguir para a voz passiva sintética: “considerava sagradas as férias de janeiro e julho” (l. 39).
Alternativas
Q1873358 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto aos verbos, assinale a alternativa em que o verbo na voz passiva está na voz passiva pronominal. 
Alternativas
Q1866249 Português

Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, leia as assertivas:


A escritora moçambicana Paulina Chiziane é a vencedora do Prêmio Camões 2021, o mais importante da língua portuguesa. Aos 66 anos, ela é a primeira mulher africana a vencer o prêmio e leva para casa 100 mil euros. O anúncio foi feito pela Biblioteca Nacional e o júri — composto por seis intelectuais conhecedores da literatura da língua portuguesa — destacou a vasta produção e recepção crítica de Paulina, bem como o reconhecimento acadêmico e institucional da sua obra.

Redação PublishNews. “Prêmio Camões 2021 vai para a

moçambicana Paulina Chiziane”. Adaptado. 21 de outubro de 2021.


I. A primeira vírgula empregada no texto foi utilizada para marcar o aposto, sendo este representado pelos termos o mais importante da língua portuguesa.

II. Considerando as vozes do verbo, na frase O anúncio foi feito pela Biblioteca Nacional tem-se voz ativa.

III. Os termos que se encontram entre os travessões são termos acessórios da oração e, portanto, podem ser retirados da frase sem nenhum prejuízo para o entendimento.


Pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q1864412 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Assinale a alternativa que apresenta uma oração na voz passiva.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FCC Órgão: TJ-SC Prova: FCC - 2021 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar |
Q1860529 Português
Verifica-se a ocorrência de voz passiva no seguinte trecho:
Alternativas
Q1859580 Português

Texto para responder à questão.


Jornalismo – crise versus oportunidade 


   O jornalismo está fustigado não apenas por uma crise grave. Vive uma mudança cultural vertiginosa, enlouquecida, mas fascinante. A revolução digital é um processo disruptivo. Quebra todos os moldes e exige uma baita reinvenção pessoal. Quem não tiver disposição de mudar a própria cabeça, rápida e efetivamente, deve comprar uma rede e contemplar as belezas do mar.

   O jornalismo vai morrer? Não. Nunca se consumiu tanta informação como na atualidade. O modelo de negócios está na UTI. A publicidade tradicional evaporou-se. E não voltará. Além disso, perdemos o domínio da narrativa.

   O modo de produzir informação e o diálogo com o consumidor romperam o modelo tradicional. As pessoas rejeitam intermediações – dos partidos, das igrejas, das corporações, dos veículos de comunicação. 

   O que fazer? Olhar para trás? Tentar fazer mudanças cosméticas? Fazer o papel ridículo das velhas de minissaia? Não. Precisamos olhar para a frente e descobrir incríveis oportunidades.

   Mas é preciso, previamente, fazer uma autocrítica corajosa a respeito do modo como vemos o mundo e dialogamos com ele. 

   Qual é o nosso mundo? Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembra-se disso, amigo leitor? Lá estavam nossas lembranças, nossos registros afetivos, nossa saudade. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava. Era bem legal.

   Agora fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos de nossos dispositivos móveis. Temos overdose de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Fica para depois. E continuamos fotografando e arquivando. Pensamos, equivocadamente, que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de um instante. É importante guardar imagens. Mas é muito mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas estão sucumbindo à coletiva solidão digital.

   Algo análogo, muito parecido mesmo, acontece com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado. Será?

   Não creio, sinceramente. Penso haver uma crescente nostalgia de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma demanda reprimida de reportagem. É preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e a magia do jornalismo de sempre.

   Jornalismo sem alma e sem rigor. É o diagnóstico de uma perigosa doença que contamina redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. É preciso dar novo brilho à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, isento.

   É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história.

   Sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto. Certas matérias, algemadas por chavões inconsistentes que há muito deveriam ter sido banidos das redações, mostram o flagrante descompasso entre essas interpretações e a força eloquente dos números e dos fatos. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um veículo, se esvai pelo ralo dos preconceitos.

   A crise do jornalismo está intimamente relacionada com a perda de qualidade do conteúdo, com o perigoso abandono de sua vocação pública e com sua equivocada transformação em produto mais próprio para consumo privado. É preciso recuperar o entusiasmo do “velho ofício”. É urgente investir fortemente na formação e qualificação dos profissionais. O valor do jornalismo se chama informação de alta qualidade, talento, critério, ética, inovação. O Brasil precisa da segurança da informação confiável.


(Carlos Alberto Di Franco. O Estado de São Paulo. Acesso em:

06/09/2021. Adaptado.)

A transposição do trecho para a voz passiva está INCORRETA em: 
Alternativas
Q1858572 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

A crônica em sua função

   A palavra crônica é conhecida e designa um gênero de texto. Vem por vezes acompanhada de adjetivo: política, esportiva, social, policial etc. Se vier desacompanhada de qualquer qualificativo, é porque ela serve a um cronista não especializado, um escritor de linguagem cativante que pode falar de qualquer coisa que desperte o interesse do leitor. Não há jornal ou revista que dispense esse tipo de cronista. Que função terá essa modalidade de crônica, livre que está para abordar não importa o que seja?
     Quando, ao ler um jornal, nos detemos nela, é porque sabemos que a mão do escritor, com leveza de estilo, com algum humor, com um mínimo de sabedoria e perspicácia, nos conduzirá por um texto que nos poupa da gravidade dos grandes assuntos da política ou da economia e chamará nossa atenção para algum assunto que, não sendo manchete, diz respeito à nossa vida pequenina, ao nosso cotidiano, aos nossos hábitos, aos nossos valores mais íntimos. Uma crônica pode falar de uma dor de dente, de um incidente na praia, de um caso de amor, de uma viagem, de um momento de tédio ou até mesmo da falta de assunto. O importante é que o cronista faça de seu texto um objeto hipnótico, do qual não se consegue tirar os olhos. Para isso, há que haver talento. 
    Entre nós, pontifica até hoje o nome do cronista Rubem Braga (1913-1990). É uma unanimidade: todos o consideram o maior de todos, o mestre do gênero. De fato, Rubem Braga cumpriu com excelência o alcance de um cronista: deu-nos poesia, reflexão, análise, lucidez, ironia, humor − tudo numa linguagem de exemplar clareza e densidade subjetiva. A crônica de Rubem Braga cumpriu à perfeição o papel fundamental desse gênero literário pouco homenageado. Nas palavras do crítico Antonio Candido, uma crônica “pega o miúdo da vida e mostra nele uma grandeza, uma beleza ou uma singularidade insuspeitadas. Isto acontece porque ela não tem a pretensão de durar, uma vez que é filha do jornal e da era da máquina, onde tudo acaba tão depressa”. O crítico não tem dúvida em considerar que as boas crônicas, “por serem leves e acessíveis talvez comuniquem, mais do que poderia fazer um estudo intencional, a visão humana do homem na sua vida de todo dia”. Não é pouca coisa. Vida longa aos bons cronistas. 
(Jeremias Salustiano, inédito)
Há ocorrência de forma verbal na voz passiva e plena observância das normas de concordância na frase:
Alternativas
Q1856988 Português
Texto para a questão. 

Geraldo Galvão Ferraz. Um futuro para o passado.
Internet: : <https://revistacult.uol.com.br>  (com adaptações)


Considerando a classificação do vocábulo “se” (linha 23) no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1856976 Português
A frase abaixo que se encontra na voz ativa é:
Alternativas
Q1856566 Português
A química cerebral dos peixes expostos também diferia dos não expostos foram detectadas várias mudanças nas substâncias químicas do cérebro que correspondem ao que é visto em casos de dependência em humanos. (linhas 21 e 22)
A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:
I. No período ocorre um erro de comparação. II. O pronome relativo QUE em "que correspondem" apresenta como antecedente o substantivo "mudanças". III. Há quatro orações, duas em voz ativa e duas em voz passiva.
Assinale 
Alternativas
Q1855023 Português
As frases podem aparecer expressas em duas vozes verbais: ativa e passiva; a frase abaixo que está integralmente na voz ativa é: 
Alternativas
Q1854773 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Do funk 150 bpm ao rock, Planeta Atlântida 2020 celebra a diversidade musical 




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/musica/noticia/2020/02/ – texto

adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que apresenta as formas verbais resultantes da passagem da frase I para a voz passiva analítica, e da frase II para a voz ativa:

I. O festival refletiu, mais uma vez, as tendências musicais e da moda... II. Essa tendência pôde ser conferida pelo público no show de Anitta...
Alternativas
Q1848205 Português

Texto 02 – O que é inovar na educação? 



Fonte: Disponível em: < https://revistaeducacao.com.br/2021/05/27/inovar-educacao-blikstein/> Acesso em 04/junho/2021.

Sobre o enunciado “O livro didático foi absorvido pela aula tradicional e pelo sistema escolar [...]" (linha 9) é CORRETO afirmar que


I- “O livro didático” exerce função sintática de sujeito composto.

II- Aexpressão “foi absorvido” é classificada morfologicamente como forma passiva.

III- “pela aula tradicional e pelo sistema escolar” ocupam a mesma função sintática.


É CORRETO o que se afirma apenas em

Alternativas
Q1847041 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão. 

A REDENÇÃO DAS MALDITAS. 
As usinas nucleares podem ser a solução para um mundo poluído que precisa de energia limpa, mas, se quiserem continuar a existir, elas terão de se reinventar.

   Trinta e cinco anos depois do maior acidente nuclear da história, na cidade de Chemobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, seus impactos ainda são sentidos. Em abril de 1986, uma sucessão de falhas técnicas e erros humanos resultou na explosão de um reator na usina, que acabou por espalhar radiação pela região, ameaçando toda a Europa. Parcialmente ocultado pelas autoridades soviéticas à época, o vazamento poderia ter sido muito pior se um grupo de trabalhadores locais não tivesse sacrificado a saúde - e em muitos casos a própria vida - para isolar o reator. Apesar disso, uma área de 2600 quilômetros quadrados, mais que o dobro da cidade do Rio de Janeiro, continua inabitável. No entanto, mesmo à sombra deste caso - e de outro desastre igualmente grave ocorrido em Fukushima, no Japão, dez anos atrás -, as usinas nucleares ainda pulsam: respondem atualmente por cerca de 10% da eletricidade do planeta, suprindo lares, escritórios, hospitais e fábricas em diversas partes do mundo. São tidas como uma fonte energética que confere estabilidade à malha elétrica, evitando os chamados apagões.
   As usinas nucleares são como grandes chaleiras que produzem vapor de água e, assim, movimentam turbinas para gerar eletricidade. O calor, no entanto, não vem do fogo, mas da fissão controlada de átonos de urânio. Existem hoje 440 reatores em funcionamento em 32 países, incluindo o Brasil. China e Índia pretendem construir novos reatores, assim como Estados Unidos, Reino Unido e Finlândia. A ascensão de fontes alternativas, como as energias eólica e solar, ampliou o leque de opções, mas as usinas nucleares continuam sendo, para muitos países, sinônimo de energia limpa, já que não emitem gases de efeito estufa. Segundo a Agência Internacional de Energia, os reatores atômicos evitaram, nos últimos cinquenta anos, a descarga de 60 gigatoneladas de CO2 na atmosfera, o que talvez justifique o posicionamento da França quanto às usinas nucleares, ora neutro, ora a favor: o país é o segundo maior gerador de eletricidade a partir delas, atrás apenas dos Estados Unidos.
   Os detratores das usinas nucleares costumam apontar o risco sempre presente de contaminação tanto por acidente quanto pelo descarte de combustível, capazes de provocar incontáveis mortes. Os números, porém, dizem o contrário: segundo levantamentos recentes, o carvão e o petróleo são responsáveis, respectivamente, por 24,6 e 38,4 mortes por terawatt de energia fornecida, enquanto a energia nuclear teria provocado 0,07 morte por terawatt - incluindo na conta as tragédias de Chernobyl e Fukushima. Já para o lixo atômico, um subproduto inevitável da operação, existem rigorosas regras de estocagem e reciclagem que têm funcionado a contento.
   Uma alternativa às grandes usinas, que custam caro, levam tempo para ser construídas e exigem rigorosa manutenção, seriam os small modular reactors, reatores modulares pequenos, quase totalmente automatizados, sem necessidade de armazenamento externo e transporte de lixo atômico. Trata-se de uma opção que tem atraído alguns dos mais prestigiados cérebros do planeta. Hoje, a empresa TerraPower - que tem Bill Gates, fundador da Microsoft, como presidente do conselho - está desenvolvendo um dos pequenos reatores mais avançados, capaz de alimentar a rede de uma cidade de 200000 habitantes.
   Por aqui, as usinas de Angra | e Il, no Estado do Rio de: Janeiro, geram cerca 3% de energia elétrica consumida no Brasil. A construção de Angra Ill foi interrompida em 2015 e ainda aguarda investimentos para ser finalizada. Segundo Leonam dos Santos Guimarães, presidente da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, as instalações de Angra Ill estão preservadas, faltando apenas 40% para sua conclusão. “Não dá para pensar em um mundo descarbonizado sem energia nuclear”, disse o executivo a VEJA, corroborando a opinião de outros especialistas. O Brasil ainda demandará muita energia para crescer e, em algum nível, dependerá das usinas nucleares, sejam elas pequenas ou grandes. Implementá-las de forma segura será o enorme desafio.
Fonte: VEJA,14 DE ABRIL,2021. 
A transformação de: “Os detratores das usinas nucleares costumam apontar o risco sempre presente de contaminação (...)" em voz passiva presentifica-se em: 
Alternativas
Q1845622 Português
Texto  para responder à questão.

O Mato Grosso do Sul e sua arquitetura

Disponível em: <https://revistacontinente.com.br/edicoes>.
Acesso em: 27 ago. 2021, com adaptações.
Tendo como referência a norma-padrão, as questões gramaticais e os sentidos que envolvem o texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1844662 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

LEITURA EM FAMÍLIA
(1º§) São muitos os benefícios que o contato com livros, ainda na primeira infância, é capaz de proporcionar. Várias funções psicológicas podem ser desenvolvidas, entre elas, a memória e a capacidade de estruturar as informações. A leitura em voz alta para uma criança de até 3 anos ajuda a despertar sua sensibilidade para diferentes formas da fala e ainda tem o efeito positivo sobre a chamada atenção seletiva - a capacidade de se desligar de outras fontes de estímulo, mantendo-se concentrada numa só atividade por períodos mais longos. Ler histórias também ajuda no desenvolvimento da noção de tempo. O bom e velho "era uma vez" carrega em si a ideia de algo que acontecia e já não acontece, apresentando à criança a existência do antes, do agora e do depois. "Com a prática da leitura, os bebês desenvolvem estruturas para ordenar o mundo com base no critério de temporalidade", diz Fraulein (moça, professora) Vidigal de Paula.
(2º§) Na capital mineira, um projeto que estimula o envolvimento dos pais no incentivo à leitura tenta potencializar todas as vantagens que a proximidade com livros pode oferecer aos pequenos. E, assim como a Leitura no Berçário, também vem colhendo bons resultados. Trata-se do Espaço de Ler, Direito de Todos, que foi implementado em nove creches e atende 950 crianças. Ele é mantido pelo Instituto C&A, que, por meio de seu programa Prazer em Ler, apoia iniciativas para a formação de leitores, com suporte do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Nas creches de Belo Horizonte, são realizadas mediações de leitura com as professoras e também com funcionários das lojas C&A, que participam como voluntários. A cada 15 dias, os próprios pais são convidados a ler histórias para toda a turma. Isso estimula os pequenos a levar livros para casa e continuar por lá a "brincadeira" de leitura com o resto da família.
(3º§) "Crianças, familiares e educadores participam ativamente do espaço das bibliotecas, coisa que não acontecia antes de implementarmos o projeto", diz Leandro Gomes, coordenador pedagógico da Creche Elizabeth Santos e integrante do conselho gestor do projeto. Outras atividades de incentivo à leitura são especialmente aguardadas pelos pequenos. Uma delas: eles podem escolher, entre vários livros colocados sobre a mesa, quais são os que querem ler enquanto tomam lanche.
(4º§) O Espaço de Ler, "Direito de Todos", é apenas um dos projetos que apostam na participação intensiva de pais e familiares para garantir o envolvimento das crianças com a leitura. Em Curitiba, outra iniciativa segue a mesma linha. Ela acontece na CEMEI Santa Izabel e tem por trás o "Instituto Avisalá", de São Paulo, cujas principais ações se concentram na formação continuada de profissionais que trabalham com Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental.
(5º§) A pedagoga Andreia Bonatto, que planejou a atividade, explica: "Toda sexta-feira, as crianças voltam para casa com uma sacolinha de pano. Dentro dela vai um livro, que elas mesmas escolheram, e um caderno, com um bilhete solicitando aos pais que façam a leitura com o filho. Na segunda-feira, os pequenos trazem consigo o livro lido e o caderninho, com anotações feitas pela família sobre a experiência do fim de semana. Então, a professora lê em voz alta o que foi escrito".
(6º§) O resultado é que, muitas vezes, além de querer recontar a história para os colegas, as crianças também anseiam por compartilhar suas próprias impressões sobre a leitura - exatamente como feito por escrito, no caderno. "A atividade os fez tornarem-se ávidos contadores de histórias. Toda segunda-feira é uma farra, porque cada um quer contar primeiro aquilo que leu no fim de semana", diz Andreia. 
* Fraulein quer dizer: "moço"; "moça"; "professora" para os alemães.
(Julia Priolli é Colaboradora da Revista Escola)
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/ alfabetizacao-inicial/fraldas-livros-423723. shtml?page=1 - (Adaptado)
Analise as assertivas: I.A ortografia do "porque" na frase: "Diga-nos apenas um porquê de se estimular a leitura em família". - deve-se à derivação imprópria que impôs a mudança de classe gramatical. II.A expressão sublinhada no período: "Isso estimula os pequenos a levar livros para casa e continuar por lá a 'brincadeira' de leitura com o resto da família". - exerce função sintática de adjunto adverbial de companhia. III.Os verbos do período: "Dentro dela vai um livro, que elas mesmas escolheram, ..." - exemplificam o presente do modo indicativo e o pretérito perfeito do mesmo modo. IV.A crase do trecho: "Outras atividades de incentivo à leitura". - é imposta pela regência verbal. V.Se houver mudança de voz da frase: "Ele é mantido pelo Instituto C&A", tem-se a correspondência correta em: "O Instituto C&A manteria ele". Estão CORRETAS, apenas: 
Alternativas
Respostas
561: C
562: D
563: A
564: D
565: B
566: D
567: A
568: D
569: B
570: A
571: E
572: A
573: B
574: E
575: B
576: C
577: E
578: A
579: A
580: A