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Questões de Concurso Comentadas sobre flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva) em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.398 questões

Q3134724 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


Governo desistiu de voltar com o horário de verão neste ano


A prática, que adianta os relógios em uma hora, era adotada anualmente em partes do Brasil para diminuir o consumo de energia pelo melhor aproveitamento da luz natural.


O governo atual começou a avaliar a volta da prática extinta em 2019.


O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que, após uma última reunião com o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), foi concluído que não havia necessidade para decretar a medida para este verão.


"Nós temos a segurança energética garantida, há o início de um processo de restabelecimento ainda muito modesto da nossa condição hídrica. Temos condições de, após o fim do verão, avaliar a volta dessa política em 2025", afirmou.


Em declarações de meses atrás, Silveira defendia a volta do horário de verão, sob argumento de que a medida cumpre dois objetivos importantes na gestão do sistema elétrico: garantir a segurança energética e a modicidade tarifária − isto é, que a conta de luz tenha preço justo.


O ministro frisou que o horário de verão sempre deve ser considerado, alegando que "ele não pode ser fruto de uma avaliação apenas dogmática ou de cunho político".


"É uma política que tem reflexos tanto positivos quanto negativos no setor elétrico e na economia; portanto, deve sempre estar na mesa para uma avaliação precisa do governo federal", declarou.


O horário de verão foi instituído pela primeira vez no Brasil em 1931 durante o governo de Getúlio Vargas. 


"A prática dessa medida, já universal, traz grandes benefícios ao público, em consequência da natural economia de luz artificial", dizia o texto do decreto assinado por Vargas, datado de primeiro de outubro daquele ano.


A medida foi repetida em períodos seguintes, sem regularidade. A partir de 1985 — ano marcado por uma seca histórica, que resultou em blecautes e racionamento de água —, o horário diferenciado foi adotado anualmente, com duração e abrangência territorial definidas por decretos presidenciais.


Em 2008, um decreto tornou o horário de verão permanente, vigorando do terceiro domingo de outubro até o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.


Em abril de 2019, o governo da época, também por decreto, extinguiu a prática.


O horário de verão costumava ser implementado entre o período de outubro a fevereiro. Já neste ano, caso fosse adotado, seria implementado somente a partir de novembro.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg4q9vz7724o.adaptado.

"Temos" condições de, após o fim do verão, avaliar a volta dessa política em 2025", afirmou.

O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:
Alternativas
Q3134018 Português
No estudo da gramática, as vozes verbais são classificadas em três tipos: voz ativa, voz passiva e voz reflexiva. Analise as frases a seguir e assinale qual alternativa apresenta um exemplo da voz passiva.  
Alternativas
Q3127690 Português
Analise o texto abaixo para responder a questão.

Focar numa pegada com resiliência (Ruy Castro)

Mas só se você 'subir o sarrafo', for 'assertivo' e tiver uma visão 'imersiva' da coisa 

    Já reparou que, a todo momento, lê-se ou se escuta que alguém "bateu o martelo"? Um desavisado achará que, pela quantidade de gente que "bate o martelo", vivemos sob uma sinfonia de marteladas. Mas é claro que, ao "bater o martelo", o sujeito apenas se decidiu por isto ou aquilo. É um martelo simbólico. E quando se diz que fulano "apostou todas as suas fichas" em alguma coisa? Significa somente que o cidadão botou suas esperanças nessa alguma coisa. Não é como no tempo dos cassinos, em que se garantia que eles tinham uma sala dos suicidas, um lugar discreto onde o jogador que perdera de verdade suas últimas fichas podia dar um tiro no ouvido sem ser incomodado. "Apostar as fichas" sem meter a mão no bolso é mole.
    E "subir o sarrafo"? Até há pouco, usava-se "baixar o sarrafo" — ou seja, dar uma surra em alguém. O sarrafo podia ser um porrete, uma vara, um relho, quem sabe até uma cadeira. Hoje, ao contrário, o normal é "subir o sarrafo", ou seja, estabelecer uma meta mais difícil do que a que se vinha praticando. O curioso é que, quando se "sobe o sarrafo" numa prova de salto em altura, e o atleta não consegue saltá-lo, o sarrafo cai lá de cima e ninguém diz que ele "baixou o sarrafo". [...]

(Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/10/focarnuma-pegada-com-resiliencia.shtml. Acesso em 09/10/2024)

Em “lê-se ou se escuta que alguém ‘bateu o martelo’?”, (1º§), há duas ocorrências do pronome “se”, que contribui para:
Alternativas
Q3122189 Português
Identifique, dentre os trechos abaixo, aquele que é estruturado em torno de uma oração na voz ativa. (Trechos extraídos da reportagem disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c7v3040n 023o. Acesso em: 17 nov. 2024.)
Alternativas
Q3120377 Português
TEXTO II


Por que é tão difícil um furacão atingir o Brasil?


A explicação é que a formação deles depende de uma
série de fatores que só foi registrada uma vez no país



O furacão Milton, que se aproxima dos Estados Unidos, foi classificado como de categoria 5 – a mais grave. Nessa categoria, os ventos ultrapassam os 252 km/h e há um risco elevado de danos a construções e bloqueios em rodovias. A previsão é que o furacão chegue à costa oeste da Flórida, segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões, dos Estados Unidos).


O presidente americano disse que o furacão pode ser o pior dos últimos cem anos nos Estados Unidos e pediu que moradores da Flórida que vivem na rota traçada como a mais provável da tempestade deixem suas casas imediatamente. “É uma questão de vida ou morte”, disse o presidente americano.


Mas por que, diferentemente dos EUA e de outros países periodicamente atingidos por fenômenos climáticos similares, o Brasil não precisa se preocupar tanto com isso?


Segundo meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil, as chances de que furacões aconteçam por aqui são mínimas – a explicação é que a formação de um fenômeno desses depende de uma série de fatores que só foi registrada uma vez no país.


“Por enquanto, é quase impossível que um furacão atinja o Brasil, a não ser que as mudanças climáticas também tenham alguma influência”, diz Michael Pantera, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergência de São Paulo.


A meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, explicou que um dos principais “combustíveis” para a formação de um furacão são as águas quentes do mar – que precisam estar acima de 27°C. “No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C”, diz.


“A umidade e a água quente do oceano é que dão força a um furacão. Quando ele chega ao solo, perde força”, acrescenta Pantera. Outro fator necessário para a formação de um furacão é o cisalhamento ou tesoura de vento – como são chamadas as mudanças de velocidade ou direção das correntes.


Os especialistas explicam que esse fenômeno é raro nos países localizados na linha do Equador, como o Brasil. Meteorologistas afirmam que esse é um fator que também inviabiliza que uma tempestade formada no Caribe atinja o Brasil, já que ela perderia completamente a força ao se aproximar da linha do Equador.


[...]


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
cotidiano/2024/10/por-que-e-tao-dificil-um-furacao-atingiro-brasil.shtml. Acesso em: 9 out. 2024 (adaptado).
Assinale a alternativa em que há ocorrência de verbo na voz passiva.
Alternativas
Q3120337 Português
Brics: como chegar a uma nova moeda de reserva internacional?

Paulo Nogueira Batista Jr

Os BRICS vêm discutindo há algum tempo a possibilidade de construir arranjos alternativos ao dólar norte-americano e ao sistema de pagamentos ocidentais. A atual ordem – mais correto seria dizer desordem – monetária e financeira internacional, dominada pelos Estados Unidos e seus aliados, se mostra crescentemente disfuncional e insegura. O sistema foi transformado em arma geopolítica para aplicação de sanções, punições e confiscos.

Nas últimas semanas, estive em Moscou e participei de três debates sobre essa temática, em eventos precursores da cúpula dos líderes dos BRICS, que ocorrerá em Kazan, na Rússia, de 22 a 24 de outubro. Tento fazer aqui um resumo das conclusões a que cheguei.

O desafio para os BRICS é, antes de tudo, político. Os americanos sempre foram apegados ao que De Gaulle, nos anos 1960, chamava de "privilégio exorbitante" dos Estados Unidos – entendido, em resumo, como a capacidade de pagar suas contas e dívidas simplesmente emitindo moeda. Os EUA não hesitam em acionar os aliados e clientes que possuem em outros países para minar iniciativas desse tipo.

China, Rússia e Irã não são provavelmente muito vulneráveis a esse tipo de pressão. Mas o mesmo não pode ser dito de outros países dos BRICS. Até Beijing pode hesitar em comprar essa briga com Washington.

O desafio também é técnico. Construir um sistema monetário e financeiro alternativo requer trabalho árduo e especializado, bem como negociações prolongadas e difíceis. Somos capazes de realizar isso? Acredito que sim. Mas será que fizemos progresso desde que o assunto ganhou as manchetes? Algum progresso foi feito, mas menos do que se poderia esperar.

Sob a presidência russa dos BRICS, em 2024, houve tentativas parcialmente bem-sucedidas de avançar. Por exemplo, foi criado um grupo de especialistas independentes, do qual faço parte, que discutiu a reforma do sistema monetário internacional e a possibilidade de uma moeda dos BRICS. O conhecido economista americano Jeffrey Sachs é parte desse grupo. Mais importante do que isso: a Rússia preparou uma proposta detalhada para um sistema alternativo de pagamentos transfronteiriços baseado em moedas nacionais – um passo importante na direção de um novo arranjo monetário e financeiro internacional.

Até agora, no entanto, poucos avanços foram feitos no que diz respeito à questão mais fundamental, que seria criação de uma nova moeda como alternativa ao dólar. E mesmo a discussão da proposta russa de um novo sistema de pagamentos ainda é incipiente. O Brasil exercerá a próxima presidência dos BRICS em 2025 e terá a oportunidade de coordenar a discussão, aprofundar a proposta da Rússia e preparar novos passos.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2024/10/1052542-brics-comochegar-a-uma-nova-moeda-de-reserva-internacional.html. Acesso em: 07 nov. 2024.
Observe esta frase: “a Rússia preparou uma proposta detalhada para um sistema alternativo de pagamentos transfronteiriços” (6º parágrafo). Na voz passiva, à luz da norma-padrão, essa frase passaria a: 
Alternativas
Q3119793 Português

Q13.png (411×352)

Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/. Acesso em:  30 out. 2024. (Adaptado).


Tendo como base a linguagem verbal dos quadrinhos, dadas as afirmativas,


I. Em: “E o sorvete é considerado um alimento perfeito”, há um exemplo da voz passiva analítica, cujo agente da passiva encontra-se explicitamente mencionado.


II. Ao ser transcrita para voz passiva sintética a estrutura verbal da fala no primeiro quadrinho, teremos a seguinte forma: Considerou-se o sorvete um alimento perfeito!


III. Caso sugeríssemos um possível agente da passiva à fala presente no terceiro quadrinho e passássemos a estrutura para voz ativa, teríamos: Alguém considera o sorvete um alimento perfeito.


verifica-se que está/ão correta/s


Alternativas
Q3119781 Português
Fios de cabelo de crianças são usados para fraudar exames toxicológicos e enganar o Detran

A operação Toxicoloko, realizada simultaneamente em três estados, prendeu oito suspeitos e recolheu provas de uma grave ameaça à segurança nas estradas do país.
Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2024/11/10/fios usados-para-fraudar-exames-toxicologicos-e-enganar-o-detran.ghtml

Assinale a alternativa em que as formas verbais sublinhadas estão corretamente analisadas quanto à voz verbal respectivamente.
Alternativas
Q3118860 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Café: mocinho ou vilão?

A cafeína é a droga psicoativa mais popular do mundo.

Os seres humanos tomam café − uma fonte natural de cafeína − há séculos, mas, nas últimas décadas, têm surgido orientações contraditórias sobre os seus efeitos para a saúde humana.

"Tradicionalmente, o café é considerado algo ruim", segundo o professor de epidemiologia do câncer Marc Gunter, do Imperial College de Londres. Ele já chefiou o departamento de nutrição e metabolismo da Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês).

"Pesquisas dos anos 1980 e 1990 concluíram que as pessoas que tomam café apresentam maior risco de doenças cardiovasculares", explica o professor, "mas os estudos evoluíram desde então."

Na última década, foram realizados novos estudos de base populacional, em escala maior. Com isso, Gunter afirma que os cientistas dispõem, agora, de dados de centenas de milhares de consumidores de café.

O que nos contam essas pesquisas? O consumo de café oferece riscos ou benefícios à saúde?

O café é associado ao aumento do risco de câncer por conter acrilamida, uma substância carcinogênica encontrada em alimentos como torradas, bolos e batatas fritas. Mas a IARC concluiu, em 2016, que o café não é carcinogênico (que causa câncer), a menos que seja bebido muito quente − acima de 65 °C.

Em um estudo de 2023, pesquisadores defenderam que, embora o café seja uma das principais fontes de acrilamida na nossa alimentação, ainda não existe uma base forte e conclusiva de evidências demonstrando sua relação com o risco de desenvolvimento de câncer.

Outras pesquisas também concluíram que o café, na verdade, tem efeito protetor. Estudos demonstraram, por exemplo, associação entre o consumo de café e menor risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer entre os pacientes.

Em 2017, Gunter publicou os resultados de um estudo que analisou os hábitos de consumo de café de meio milhão de pessoas em toda a Europa, por um período de 16 anos. As pessoas que bebiam mais café apresentaram menor risco de morrer de doenças cardíacas, AVC e câncer.

Estas conclusões são coerentes com pesquisas realizadas em outras partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, e as pesquisas mais recentes conduzidas no Reino Unido.

Gunter explica que existe consenso suficiente entre os estudos observacionais para confirmar que as pessoas que tomam até quatro xícaras de café por dia sofrem de menos doenças que aquelas que não consomem a bebida.

E os possíveis benefícios do café podem ser ainda maiores.

No estudo de Gunter, as pessoas que tomavam café apresentaram maior propensão a fumar e manter alimentação menos saudável do que as demais.

Esta é uma indicação de que, se o café realmente reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer, talvez ele seja mais poderoso do que pensamos. Afinal, seus efeitos compensariam os hábitos não saudáveis dos seus consumidores.

Estes mesmos benefícios são observados com o café descafeinado, que contém quantidades de oxidantes similares ao café normal, segundo as pesquisas.

Gunter não encontrou, nos seus estudos, nenhuma diferença entre a saúde das pessoas que consomem café tradicional e descafeinado. Isso o levou a concluir que os benefícios associados ao café se devem a outra substância, não à cafeína.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5ype30g24ro.adaptado.
Na última década, foram realizados novos estudos de base populacional, em escala maior.
Assinale a alternativa correta em relação ao verbo que se encontra na voz:
Alternativas
Q3116282 Português
Assinale a alternativa que possui o emprego de um agente da passiva: 
Alternativas
Q3101560 Português
Texto 4

Monstros de estimação

Outro dia, passando para mim mesmo o DVD de “O Lobisomem”, o clássico de 1941 com Lon Chaney Jr., mais uma vez fiquei revoltado: o Lobisomem, depois de estraçalhar dois ou três em defesa própria, é morto a tiros pelo próprio pai na penúltima cena — e, na última, quebrando-se a maldição de que fora vítima, volta a ser o inocente Lawrence Talbot, um sujeito que, de tão doce, é uma ameaça para diabéticos.

Já se fizeram muitos filmes de lobisomem. Em todos, ele morre no fim, e o roteirista nunca lhe concede a dádiva de uma lágrima em sua última agonia. Ninguém se comove com o fato de que o infeliz, por ter sido mordido por um lobo, transformou-se num deles e, daí, ficou proibido de ser recebido em casas de família. Mas que culpa teve nisso?

Ruy Castro, Folha de S. Paulo, 27/10/2024
Veja o trecho a seguir retirado do Texto 4:

“(…) o Lobisomem, depois de estraçalhar dois ou três em defesa própria, é morto a tiros pelo próprio pai na penúltima cena.”

Se passássemos a construção acima para a voz ativa, a alternativa correta seria:
Alternativas
Q3097608 Português
Escolha a alternativa em que o verbo está na voz recíproca.
Alternativas
Q3097607 Português

Analise a frase a seguir e identifique a voz verbal empregada. 


“A turma se organizou para o evento.”


A voz verbal é:

Alternativas
Q3095789 Português
Há diferença entre ser feliz e estar feliz?

(Eduardo Gianetti)


Não vou dar uma definição de felicidade, porque ela não existe. Há a felicidade do libertino, do monge, do hedonista; a felicidade aristotélica, a felicidade kantiana, entre outras. Existem muitas concepções de felicidade.

Uma coisa é o estar feliz, que é um estado de ânimo transitório, circunstancial: meu time ganhou o campeonato, eu acabo de me apaixonar ou eu consegui um novo emprego... Isso é o estar feliz, é estado de ânimo, sentimento transitório.

Outra coisa é o ser feliz, avaliando a minha existência como um todo em muitas dimensões: afetiva, profissional, espiritual e criativa. Seja lá o que for, no ciclo de vida, posso dizer que me reconheço na vida que tive e posso declarar, em sã consciência, que eu me realizo, estou me realizando. Isso é o ser feliz.

Nós temos esta dualidade do estar e do ser, que permite falar duas coisas que se confundem o tempo todo. Felicidade não é uma sucessão de picos de euforia, que podem até ser produzidos quimicamente, dado o estágio da nossa tecnologia. É a construção de uma vida, um enredo, uma trajetória.

Uma pessoa pode ser feliz sem nunca ter tido momentos de muita exuberância do estar feliz, e uma vida pode ter picos extraordinários de estar feliz, momentos realmente únicos de exuberância e de plenitude, mas que não constituem um caminho, não dão resultado para o ser feliz.

O jovem, de um modo geral, é muito mais orientado para o estar feliz do que para o ser feliz. É um certo amadurecimento e uma certa perspectiva em relação ao ciclo de vida que nos leva, com a passagem do tempo, a ficarmos mais atentos para o ser feliz – o qual, muitas vezes, implica o sacrifício do estar feliz.

Para conquistar um objetivo remoto, preciso abrir mão de alguns prazeres muito tangíveis, que estão ao meu alcance, para construir uma relação afetiva duradora. Eu não posso, a todo momento, estar aberto e disponível para o que der e vier. Para conquistar uma certa condição de conhecimento, vou ter que, eventualmente, me privar de muitos momentos deleitosos, de felicidade mundana, porque é necessário trabalhar, estudar. Há uma tensão entre o estar feliz e o ser feliz. (in: https://umbrasil.com/, com adaptações)

[Questão Inédita] 

Não vou dar uma definição de felicidade...


A transformação da frase acima em voz passiva resultará na seguinte estrutura verbal:

Alternativas
Q3093828 Português
Leia o texto a seguir:


Iniciativas de impacto socioambiental possibilitam futuro
mais justo



Impulsionadas pelo avanço tecnológico, organizações
desenvolvem projetos de sustentabilidade, justiça social e
economia colaborativa




Ana Luiza Prudente



A visão de que o mundo vai "de mal a pior" está equivocada. De fato, estamos enfrentando enormes e complexos desafios, mas, em contrapartida, assistimos em tempo real ao surgimento de inúmeras soluções potencializadas pelo avanço tecnológico.


E, melhor, guiadas pela "sociedade 5.0", conceito surgido no Japão, dentro de uma visão ousada e otimista do futuro, que integra avanços tecnológicos como inteligência artificial, internet das coisas, big data e robótica a valores humanos fundamentais, como empatia, criatividade e sustentabilidade.


É, sem dúvida, um novo modelo social no qual o ser humano é colocado no centro, enquanto a tecnologia deve atender às suas necessidades, solucionar seus problemas e impulsionar seu bem-estar.


Ainda que as notícias, em sua esmagadora maioria, sejam negativas, estamos em meio a um grande "tsunami do bem". Uma onda gigante de iniciativas alimentadas por indivíduos, comunidades e organizações dedicadas a criar impacto social e ambiental positivo.


Essa onda vem se deslocando em alta velocidade e, junto com a tecnologia, irá nos carregar para um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.


Enquanto o mundo enfrenta questões complexas como mudanças climáticas, desigualdade social e crises econômicas, é essencial reconhecer e celebrar esforços que estão sendo feitos para superar esses desafios.


Desde iniciativas de sustentabilidade e justiça social até a promoção de uma economia colaborativa e a implementação de tecnologias avançadas para o bem-estar social, esse movimento nos lembra que um mundo melhor é possível e que todos nós temos um importante papel a desempenhar nesse processo.


Dados do Relatório Global de Sustentabilidade de 2023 mostram que empresas que adotam práticas sustentáveis crescem 2,5 vezes mais rápido do que aquelas que não o fazem, e 90% dos consumidores afirmam preferir marcas que demonstram compromisso com a responsabilidade social.


Além disso, um estudo da McKinsey revela que iniciativas de diversidade e inclusão podem aumentar a probabilidade de desempenho acima da média em 35%.


Com a missão de garantir que a tecnologia não amplie desigualdades existentes, Isabel Opice e João Abreu decidiram aproveitar suas renomadas formações (os dois são mestres em desenvolvimento internacional pela Universidade Harvard) para fundar o ImpulsoGov.


A organização sem fins lucrativos nasceu para apoiar profissionais do SUS (Sistema Único de Saúde), impulsionando o uso inteligente de dados e tecnologia para que todas as pessoas no Brasil tenham acesso a serviços de saúde de qualidade.


Atualmente, o ImpulsoGov atua em mais de cem municípios, onde vivem 6 milhões de pessoas que dependem do SUS.


Rodrigo Belli e João Piedrafita fizeram o mesmo. Em 2020, dispostos a mudar a realidade de 35 milhões de brasileiros que não têm acesso à água limpa, os jovens moradores da zona sul do Rio de Janeiro uniram tecnologia e design para criar uma mochila que pode armazenar e filtrar até 15 litros de água e ser transportada para diferentes lugares.


A Água Camelo, startup de impacto socioambiental, atua hoje em 15 estados e em territórios como floresta amazônica, favelas e semiárido, já tendo impactado a vida de mais de 65 mil pessoas.


Esse fenômeno é a prova concreta de que somos capazes de grandes feitos quando unimos forças em prol de um objetivo comum. Celebrar e apoiar essas iniciativas é fundamental para inspirar mais pessoas, líderes e empreendedores a se envolverem e contribuírem para a transformação positiva da sociedade.


Cada ação conta e, juntos, podemos criar um futuro mais sustentável e possível a todos. 



Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/2024/08/iniciativasde-impacto-socioambiental-possibilitam-futuro-mais-justo.shtml.
Acesso em: 19 ago. 2024.



“[...] podemos criar um futuro mais sustentável e possível a todos” (16º parágrafo). À luz da norma-padrão, sem alteração de sentido, na voz passiva, essa frase passaria a:
Alternativas
Q3093218 Português
Quais são os piores (e melhores) alimentos para comer antes de dormir

1 Escolher corretamente o que comer antes de dormir tem um papel importante para evitar a insônia e não atrapalhar o seu sono. Também pode ser uma maneira de evitar pesadelos e até o ganho de peso. O ideal é apostar em alimentos leves que sejam de fácil digestão e não comer comidas muito pesadas ou calóricas.

2 Comer muita gordura durante a noite requer uma resposta eficiente do sistema digestivo em um momento em que ele deveria diminuir sua atividade. Logo, se o organismo está empenhado em digerir uma refeição muito calórica, terá dificuldades para relaxar.

3 Isso provavelmente ocorre porque, assim como a quantidade de luz no ambiente, a atividade do sistema digestivo e a quantidade de energia nas células do corpo ajudam o tal ciclo circadiano a descobrir se é dia ou noite — hora de dormir ou de descansar.

4 Um estudo, feito em parceria entre as universidades da Pensilvânia e Harvard, nos Estados Unidos, e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, em 2016, analisou mais de 15 mil homens com idades entre 58 e 93 anos. Os pesquisadores descobriram que os insones e os que se sentiam mais cansados consumiam mais calorias durante o dia. Essas duas turmas também tinham uma dieta pobre em frutas, legumes e verduras.

5 "Notamos que a insônia está associada a uma maior ingestão de gorduras trans, embora não saibamos os mecanismos por trás disso", explica Xiang Gao, diretor do Laboratório de Epidemiologia Nutricional da Universidade da Pensilvânia e um dos autores da investigação.

6 O que parece haver é um ciclo vicioso: quem dorme mal come pior e quem come pior costuma dormir mal. E não é só o descanso que sai prejudicado nessa história. "Outros trabalhos mostraram que petiscos calóricos e refeições tarde da noite podem estar relacionados à obesidade e a um maior risco de doenças cardiovasculares", comenta Gao.

7 O álcool pode até dar a impressão de que "apaga" o boêmio, mas esse efeito é ilusório. Na verdade, os drinques em excesso acabam piorando significativamente a qualidade do sono, em especial o REM, onde ocorrem os sonhos e a consolidação das memórias.

8 Café e bebidas energéticas, por serem estimulantes, também devem ser evitados quando a noite cai. Há ainda um terceiro grupo de alimentos que tem potencial para perturbar a paz noturna, os que aumentam a produção de calor no corpo, que precisa resfriar para embalar no sono. São as comidas como a pimenta, que aumentam nossa atividade metabólica, assim como alimentos e bebidas muito quentes.

9 Por outro lado, há nutrientes que ajudam a relaxar. Banana, abacate e leite são fontes de triptofano, substância que ajuda na liberação de melatonina, o hormônio do sono.

10 Outros grupos interessantes de incluir aqui são os carboidratos complexos, como os cereais integrais, e as gorduras insaturadas, como o ômega 3 dos peixes.

11 Mas, de novo, o que vale é o equilíbrio durante o dia todo. Não adianta comer uma banana antes de dormir se ao longo do dia há um consumo em excesso de gorduras, poucas fibras e um estilo de vida inadequado.

12 Por último, saiba que o tempo faz diferença. O recomendado é que as refeições sejam feitas até 3 horas antes de deitar. Se você sente fome, contudo, não precisa ficar preso a esse limite. 


Extraído de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/07/10/quais-sao-os-piores-e-melhores-alimentos-para-comer-antes-de-dormir.htm
Em “Xiang Gao, diretor do Laboratório da Universidade da Pensilvânia, advertira o paciente insone”, realizando a transposição da frase para a voz passiva analítica, a nova redação deverá ser:
Alternativas
Q3089872 Português
O cantar de um hino

     Já na origem grega da palavra hino (húmnos) está o sentido de canto, de cantar Também se diz que “canta sua terra” quem decide homenageá-la. Um hino é a homenagem que se presta à energia da natureza de um lugar, aos seus habitantes mais empenhados, à sua origem histórica, à sua vocação política. Nenhum desses compromissos falta ao Hino de Fortaleza, cujas palavras compôs o escritor cearense Gustavo Barroso (1888-1959).

   A natureza comparece no “emplumado e virente coqueiro”, nas “areias de prata”, na “manhã cristalina”; jangadas e jangadeiros são ícones locais que nos ocorrem imediatamente; um nome como Iracema, da tabajara “com alma de virgem”, acusa a presença forte dos povos originais; e a menção aos “escravos partindo os grilhões” é uma celebração da resistência do cativo.

    A um hino não costuma faltar um refrão — lugar onde a poesia se condensa e se repete ritualmente, que costuma ter grande efeito numa interpretação coral. O refrão escolhido pelo poeta desse hino invoca o nome querida e reiterado, a natureza luminosa e o compromisso afetivo dos filhos do lugar, ainda quando distantes: “Fortaleza! Fortaleza! / Irmã do Sol e do mar, / Fortaleza! Fortaleza! Sempre havemos de te amar”. Todos esses atributos, insiste o poeta, trarão de volta quem do lugar amado se afaste, pois tais encantos “Não se apagam no seu coração” — como diz o verso que arremata a homenagem prestada a Fortaleza com o hino de um filho seu.

(Justiniano Almeida Cunha, inédito)
Transpondo-se para a voz passiva a frase Todos esses atributos trarão de volta quem do lugar amado se afaste, as formas verbais ficarão, na ordem dada.
Alternativas
Q3089754 Português

Direito natural e direito dos homens


    O direito natural é aquele que a natureza mesma determina a todos os homens. Educastes vossos filhos, ele vos deve respeito como seu paí, reconhecimento como seu benfeitor. Tendes direito sobre a terra que cultivastes com vossas próprias mãos.


   O direito humano só pode ser fundado no direito da natureza, e o grande princípio, o princípio universal de um e outro, é em toda terra: “Não faças o que não gostarias que te fizessem”.


    Contentam-se alguns, noutras terras, em afirmar: “Crê em mim, ou eu te odiarei; crê, ou te farei todo o mal que eu puder. Monstro, não tens a minha religião, então não tens religião nenhuma.”


    O direito da intolerância é, então, absurdo e bárbaro: é o direito dos tigres, sendo no entanto bem pior, pois os tigres só se dilaceram por comida, e nós nos exterminamos por parágrafos.



(Adaptado de: VOLTAIRE. Tratado sobre a tolerância. Trad. Ana Luiza Reis Bedê. São Paula: Martim Cererê, 2017. p. 36)

Tendes direito sobre a terra que cultivastes com vossas próprias mãos.

Transpondo-se adequadamente o tratamento verbal para 2ª pessoa do singular e a forma ativa para a passiva da frase acima, ela ficará:
Alternativas
Q3079297 Português
O atleta negro brasileiro que enfrentou o nazismo
nas Olimpíadas de 1936
(Itan Cruz)


    A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, [...] a competição de 1936 tem muito a nos ensinar. Além de ter sido realizada em Berlim, capital da Alemanha nazista de Adolf Hitler, a competição internacional testemunhou a ascensão de um dos mais brilhantes esportistas de todos os tempos: o atleta negro estadunidense James Cleveland Owens, conhecido como Jesse Owens.

   Ele desafiou o nazismo com suas quatro medalhas de ouro no atletismo, derrubando a crença hitlerista na insignificância das habilidades da população negra que apregoaria a sua inferioridade racial. Mas do que pouco se fala é que um brasileiro, também negro, esteve ao lado de Owens nesse confronto.

    Seu nome era José Bento de Assis Junior, mais conhecido como Bento de Assis. Nasceu na capital paulista em 28 de fevereiro de 1914. Com muito custo, competindo pelo Vasco da Gama, o velocista e saltador reuniu as credenciais necessárias para integrar a delegação brasileira composta por 73 atletas, que embarcaram com destino às Olimpíadas de Berlim.

    Com apenas 22 anos de idade, esse atleta conheceria uma Europa orgulhosa da sua branquitude e do seu empenho colonial instrumentalizado pela violência na África. Certamente, entre as dezenas de competidores brasileiros, Assis não era o único negro a enfrentar esse desafio.

    Também corredor como Owen, Bento de Assis não conquistou medalha naquela competição – assim como toda a delegação brasileira. No entanto, a sua simples presença na competição, tal qual a de Owen e outros negros, serviria para confrontar Hitler e toda a Alemanha ariana.

    A habilitação de atletas negros para os jogos naquele ano significava a ruína dos parâmetros tidos como “científicos” do racismo, argumento usado pelos alemães para tentar comprovar a sua vanguarda civilizacional.

    Naquele ano, os partidários de Hitler tiveram de testemunhar vários esportistas negros nas disputas. No ano seguinte, Bento de Assis, além de ter sido escolhido para empunhar a bandeira do Brasil na abertura dos jogos latino-americanos, sagrou-se campeão em quatro modalidades diferentes na corrida dos 100 e 200 metros rasos, no revezamento 4 x 100 e 4 x 400 metros.

    A falta de conhecimento sobre a trajetória de Bento de Assis comprova como o racismo também pode se manifestar pela negação da memória, na manifestação deliberada e sistemática da política de esquecimento em relação às pessoas negras no Brasil.

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(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/presencahistorica/2024/07/17/o-atleta-negro-brasileiro-que-enfrentouo-nazismo-nas-olimpiadas-de1936.htm#:~:text=Seu%20nome%20era%20Jos%C3%A9%2 0Bento,conhecido%20como%20Bento%20de%20Assis. Acesso em 18 de julho de 2024.) 
Na oração “Mas do que pouco se fala” (2º§), tem-se uma crítica generalizada à determinada ação. Esse efeito é provocado pela seguinte ferramenta linguística:
Alternativas
Q3076933 Português
Assinale a frase com verbo na voz passiva. 
Alternativas
Respostas
121: B
122: B
123: B
124: C
125: C
126: C
127: C
128: E
129: C
130: D
131: C
132: D
133: E
134: B
135: C
136: D
137: D
138: D
139: D
140: D