Questões de Concurso
Comentadas sobre flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva) em português
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Analise as assertivas a seguir:
I. As palavras “semente” e “maníaco” têm dígrafos.
II. A palavra “extraoficial” é formada por derivação sufixal.
III. A frase "Ana Maria tem realizado trabalhos incríveis”, está na voz passiva.
Quais estão corretas?
Texto 1
Que Língua Devemos Ensinar?
Trecho do ensaio “Algumas características do português do Brasil”,
Ana Maria Stahl Zilles
Que língua devemos ensinar? A que os alunos já aprenderam em sua comunicação ou a língua de que vão precisar para o exercício pleno da cidadania? Certamente esta última, que prefiro chamar de língua culta, para fazer uma distinção entre a língua culta (a dos falantes cultos: professores, médicos, engenheiros, jornalistas etc.) e a língua padrão (a que, tecnicamente, sofreu o processo de padronização, que inclui a confecção de dicionários, de gramáticas e a explicação de normas, inclusive por órgãos como a Academia Brasileira de Letras, e de leis, como as diversas reformas ortográficas promovidas pelo governo).
A meu ver, essa distinção entre língua culta/língua
padrão e o reconhecimento da variação linguística
são condições necessárias para que os professores
compreendam mais claramente o seu papel de formar
cidadãos capazes de usar a língua com flexibilidade,
de acordo com as diversas exigências da vida e da
sociedade. A meu ver, isso só pode ser feito mediante
a explicitação da realidade na sala de aula. Por isso,
julgo de fundamental importância que se discuta
abertamente a variação, que se comparem modos
de falar e de escrever, desde a primeira série, que se
desvelem os valores sociais atribuídos às variedades
do português e se discutam as atitudes de prestígio e
estigma associadas a cada forma de dizer ou de escrever o quê, para quem, em que circunstâncias, com que
propósito etc.
Observe o trecho abaixo extraído do texto 1:
“…para que os professores compreendam mais claramente o seu papel de formar cidadãos capazes de usar a língua com flexibilidade, de acordo com as diversas exigências da vida e da sociedade.”
Assinale a alternativa que indica corretamente a passagem para a voz passiva desse trecho, respeitando a norma culta:
A semiótica é uma área nova das Ciências Humanas e teve origem em três regiões: (1) vertente originada nos Estados Unidos; (2) vertente originada na antiga União Soviética; e (3) vertente originada na Europa Ocidental. Essa área de estudo tem como foco de análise a investigação de todos os tipos de linguagens existentes, seja oral, verbal, gestual, entre outras. A origem da denominação “semiótica” vem da raiz grega semeion, que significa ciência dos signos, Semiótica é a Ciência dos signos. Nesse contexto, o signo é entendido como linguagem verbal e nãoverbal.
A semiótica é a ciência que tem por objeto a investigação de todas as linguagens possíveis, ou seja, tem o intuito de examinar os modos de constituição de todo e qualquer fenômeno de produção de significação e de sentido. Os homens são mediados por uma rede de linguagem que proporciona nossa interação com o mundo e que dá orientação aos sinais, às imagens e aos gráficos disponibilizados no dia a dia. Entre os sinais que orientam os seres humanos, estão os sinais de trânsito.
No Brasil, os sinais de trânsito integram o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a fim de condicionar civilizadamente à atitude ética no trânsito, com base em regras convencionadas na forma de lei. Tais convenções são expressadas por intermédio de sinais e sinalizações percebidos pelos motoristas na condução dos veículos diversos sobre as vias de circulação. Os sinais e as sinalizações devem proporcionar a ação efetiva de direção segura para todos os envolvidos nesse contexto: veículos, motoristas, pedestres e animais.
Os sinais de trânsito fazem parte da vida cotidiana, especialmente nos meios urbanos, e do nosso mundo; portanto, entendê-los e respeitá-los, em se tratando do trânsito, é uma questão de sobrevivência. Ao se considerar dados de 2012 apenas, registraram-se 46.051 vítimas fatais no trânsito, segundo o Ministério da Saúde. Com a intenção de reduzir as vítimas no trânsito, principalmente aquelas decorrentes de colisões frontais, que apresentam maior possibilidade de morte, em 2014 foram agravadas as punições para as infrações de trânsito, reclassificando o valor da multa por ultrapassagem indevida pela contramão. Essa multa antes tinha o valor de R$191,54; a partir de 1º de novembro de 2014 passou a valer R$ 957,70.
Devido ao tema deste artigo, uma análise de parte do CTB, elegeu-se como objeto do estudo o subsistema de regulamentação de ultrapassagem, que compõe o sistema nacional de sinalização, mais especificamente o sistema de sinalização horizontal e a classificação das marcas longitudinais. A regulamentação de ultrapassagem possui vários aspectos a serem avaliados, como as determinações expressas na lei, as placas de sinalização, as pinturas sobre as pistas de trânsito e as linhas que regulam a ultrapassagem. Neste estudo, serão analisadas as marcas longitudinais, particularmente as representações gráficas visuais do sistema de regulamentação de ultrapassagem – linha de divisão de fluxos opostos (LFO) e linha de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS). Essas linhas indicam a intenção objetiva de regulamentar a ultrapassagem e, principalmente, de suscitar atitudes a serem tomadas pelos usuários das vias, por meio da interpretação das marcas pintadas, entre outras sinalizações, que comunicam significados às pessoas que circulam a pé e especialmente aos condutores dos veículos. O significado que cada linha do sistema de representação de ultrapassagem tem na composição da sua linguagem pode ser analisado pela sua própria imagem, pela sensação que ela proporciona, ou seja, pela representação simbólica.
(Adaptado de: MACHADO, Andreia de Bem; TRUPPEL FILHO, José Onildo; SOUSA, Richard Perassi Luiz de; LOPES, Luciana Dornbusch. A codificação do código de trânsito brasileiro para o sistema de representação de ultrapassagem de acordo com a segunda tricotomia da análise semiótica de Peirce. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 14, n. 1, 2016, 14-23, p. 15-16).
Assinale a alternativa cuja forma verbal exprime o mesmo conteúdo que a voz passiva no trecho acima exprime, sem alterar as suas nuances expressivas.
Muita lógica para nada?
1 Muitas pessoas, ao longo da história, já esbravejaram contra a tentativa de racionalização e organização do pensamento por meio da lógica. Desde Sócrates, que via os sofistas como um grupo que se aproveitava da argumentação para confundir o povo e distorcer a verdade, até os pós-modernos (que desacreditam da própria noção de verdade e da lógica), temos visto todo tipo de argumentação contra a argumentação. E dentre os muitos exemplos que existem nesse sentido, talvez uma das mais espirituosas seja essa frase de Dostoiévski:
2 O homem tem tal predileção por sistemas e deduções abstratas que está disposto a distorcer intencionalmente a verdade, a negar a evidência dos seus sentidos só para justificar sua lógica. (Dostoiévski)
3 Por mais que pareça estranho esse tipo de desapreço pelo racional, especialmente se o que nos define como seres humanos é justamente a capacidade de organizar o pensamento, é importante considerar que a descrença na lógica decorre muitas vezes da observação do uso da racionalização para distorcer a realidade ou ganhar debates fingindo a verdade a que não se tem. Uma das coisas que Nietzsche criticava na filosofia era justamente a quantidade gigantesca de autores que, fingindo agir em nome da razão, lutavam impiedosamente para defender suas paixões. Nada de errado com as paixões, obviamente, o problema é não assumir a real intenção da filosofia: se esconder atrás de argumentos lógicos apenas para convencer os leitores de crenças e desejos muito particulares.
4 Não acho que a lógica é um problema. Mas concordo que devemos ponderar sobre sua utilização, pensando especialmente sobre o fato de que, muitas vezes, a ausência de argumentos sistematizados pode trazer benefícios evidentes (e a arte é o melhor exemplo disso). Por outro lado, vale ponderar também sobre o fato de que a lógica por si só não é sinal de verdade. Afinal, um bom argumento é aquele que tem a forma correta, não o conteúdo. E quem estuda lógica (olha só a utilidade dela aqui) geralmente consegue perceber essa diferença.
Extraído de: https://marcosramon.net/posts/muita-logica-para-nada/
Julgue o item a seguir.
A voz passiva se divide em duas formas: sintética e
analítica. Na primeira forma, o que vai determinar a sua
definição é o verbo transitivo direto. Enquanto na
analítica, essa perspectiva só pode ser levantada com o
uso do verbo auxiliar.
Julgue o item a seguir.
Pela perspectiva da voz passiva, o sujeito deverá sofrer a
ação. Desse modo, ele deixa de ser ativo e se torna
paciente. Ex: "A comida foi feita por Lucas" e "O livro foi
deixado na biblioteca por Lucas".
Ronnie Lessa diz que matou Marielle por promessa de chefiar nova milícia no Rio
Por Fantástico

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:
Imunoterapia e tratamento direcionado têm resultados promissores contra câncer colorretal
Combinação de estratégias mostraram desfechos positivos para pacientes com câncer de intestino,
segundo estudo publicado na Nature Medicine.
Pacientes com câncer colorretal, também chamado de câncer de intestino ou de câncer de cólon e reto, que receberam tratamento combinado de imunoterapia e terapia direcionada apresentaram melhores respostas no combate ao tumor.
O estudo, liderado por pesquisadores do Mass General Cancer Center, nos Estados Unidos, incluiu 37 pacientes com mutações encontradas em cerca de 10% desses tipos de câncer, chamada BRAF V600.
Em um artigo publicado no periódico Nature Medicine, a equipe relata uma resposta duradoura entre os pacientes que responderam ao tratamento combinado e revela como uma terapia direcionada pode contribuir com a imunoterapia para obter melhores resultados.
“A imunoterapia e a terapia direcionada representam dois dos maiores avanços no tratamento do câncer na última década”, disse Ryan Corcoran, diretor do Gastrointestinal Cancer Center Program e pesquisador do Mass General Cancer Center, em comunicado. “Ao combinar essas duas abordagens, vimos um aumento significativo no número de pacientes que responderam ao tratamento e uma durabilidade sem precedentes, com 18% dos pacientes permanecendo no estudo por um ano ou mais”, completa.
Para o coautor do estudo, Nir Hacohen, as descobertas sugerem que há um grande potencial para que essas duas terapias sejam administradas juntas. “Isso merece mais investigação clínica e experimentos pré-clínicos para determinar a melhor abordagem direcionada para aumentar a reatividade imunológica contra o câncer colorretal com BRAF com mutações”, aponta Hacohen, diretor do MGH Center for Cancer Immunotherapy.
Fonte <https://www.cnnbrasil.com.br/saude/imunoterapia-e-tratamento-direcionado-tem-resultados-promissores-contra-cancer-colorretal/>.Acesso em 17/03/2024. Com adaptações.
Silva e Martin buscaram o socorro da genética (3º parágrafo).
Ao se transpor o trecho acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
A transformação da frase acima em voz passiva resultará na formação verbal:
A respeito do período acima, indique a alternativa correta.
Texto I
No divã com a IA: os jovens que fazem terapia com bots de inteligência artificial
Harry Potter, Elon Musk, Beyoncé, Super Mario e Vladimir Putin. Estas são apenas algumas das milhões de personas de inteligência artificial (IA) com as quais você pode conversar no Character.ai – uma plataforma onde qualquer um pode criar chatbots baseados em personagens reais ou fictícios, popular especialmente entre jovens.
A tecnologia de IA é a mesma do ChatGPT, mas o supera em termos de tempo gasto pelos usuários na plataforma. E um bot tem sido mais procurado do que os conhecidos nomes citados acima. Chama-se Psychologist (psicólogo, em inglês). Um total de 78 milhões de mensagens, 18 milhões desde novembro, foram compartilhadas com o bot desde que ele foi criado por um usuário chamado Blazeman98, há pouco mais de um ano.
O bot apresenta-se como “alguém que ajuda nas dificuldades da vida”. A empresa de São Francisco minimiza a popularidade da conta, argumentando que os usuários estão mais interessados em role-playing para entretenimento. Os bots mais populares são personagens de anime ou jogos de computador. No entanto, entre os milhões de personagens existentes na plataforma, poucos são tão populares como o Psicólogo com muitos usuários compartilhando comentários elogiosos no Reddit. “É um salva-vidas”, postou uma pessoa. O usuário por trás do Blazeman98 é Sam Zaia, 30 anos, da Nova Zelândia.
“A intenção nunca foi que ele se tornasse popular, que outras pessoas o procurassem ou o usassem como uma ferramenta”, diz ele. O estudante de psicologia diz que treinou o bot usando princípios de sua formação, conversando com ele e moldando as respostas a serem dadas aos problemas de saúde mental mais comuns, como depressão e ansiedade.
Ele criou o bot para uso próprio, quando seus amigos estavam ocupados e ele precisava, em suas palavras, de “alguém ou alguma coisa” com quem conversar, e a terapia com um humano era muito cara. Sam ficou tão surpreso com o sucesso do bot que está trabalhando em um projeto de pesquisa de pós-graduação sobre a tendência emergente de terapia de IA e o porquê de ela atrair os jovens.
Sam também acha que os jovens se sentem mais confortáveis com o formato de texto. “Falar por mensagem de texto é potencialmente menos assustador do que pegar o telefone ou ter uma conversa cara a cara”, teoriza ele.
Theresa Plewman é psicoterapeuta profissional e já experimentou conversar com o Psychologist. Ela diz que não está surpresa que esse tipo de terapia seja popular entre os mais jovens, mas questiona a eficácia. “O bot tem muito a dizer e rapidamente faz suposições, como me dar conselhos sobre depressão quando eu disse que estava triste. Não é assim que um humano responderia”, disse ela. Theresa diz que o bot não é capaz de reunir todas as informações que um ser humano seria e não é um terapeuta competente. Mas ela diz que a sua natureza imediata e espontânea pode ser útil para quem precisa de ajuda.
Ela diz que o número de pessoas que utilizam o bot é
preocupante e pode apontar para elevados níveis de
problemas de saúde mental e falta de recursos públicos. Mas
a Character.ai é um espaço estranho para sediar uma
revolução terapêutica. “Estamos felizes de ver que as pessoas
estão encontrando grande apoio e conexão através dos
personagens que elas e a comunidade criam, mas os usuários
devem consultar profissionais certificados na área para obter
aconselhamento e orientação legítimos,” disse uma porta-voz
da empresa.
É um lembrete de que a tecnologia subjacente, chamada Large Language Model (LLM), não pensa da mesma forma que um ser humano. Os LLMs funcionam como a predição de mensagens de texto, encadeando palavras de maneiras que sejam mais prováveis que apareçam em outros textos nos quais a IA foi treinada.
Alguns psicólogos alertam que os bots de IA podem estar
dando conselhos inadequados aos pacientes ou podem trazer
preconceitos de raça ou gênero. Mas em outros lugares o
mundo médico começa a provisoriamente aceitar os bots de
IA como ferramentas a serem utilizadas para ajudar a lidar com
a alta demanda nos serviços públicos.
No ano passado, um serviço de IA chamado Limbic Access tornou-se o primeiro chatbot de saúde mental a receber do governo, no Reino Unido, uma certificação de dispositivo médico. Agora é usado em muitos postos do serviço público de saúde britânico para classificar e fazer a triagem de pacientes.
Adaptado de:
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8025nkdjd3o
I - “E um bot tem sido mais procurado do que os conhecidos nomes citados acima.” (2º parágrafo)
II - “O bot apresenta-se como ‘alguém que ajuda nas dificuldades da vida’.” (3º parágrafo)
III - “Um total de 78 milhões de mensagens [...] foram compartilhadas com o bot desde que ele foi criado por um usuário chamado Blazeman98” (2º parágrafo)
“Por que, décadas depois, a lógica manicomial ainda é usada como aparato de punição?”
I – A pergunta, apresentada no subtítulo do texto, além de denunciar o viés argumentativo do autor, funciona como elemento incentivador da leitura, já que desperta expectativa no leitor a respeito do assunto tratado.
II – Segundo a ortografia oficial, a palavra “que”, presente na expressão “por que”, deveria receber acento circunflexo, já que é forma tônica e antecede um sinal de pontuação.
III – A palavra “ainda” possui, no período, valor temporal, indicando continuidade de evento que se inicia em tempo passado.
IV – A pergunta feita encontra-se estruturada na voz passiva analítica e tem como núcleo do sujeito paciente a palavra “lógica”.
Assinale a alternativa que apresenta a correta análise das afirmações feitas acima.
( ) Na voz passiva, o particípio concorda em gênero e número com o sujeito, como os adjetivos.
( ) Quando o núcleo do sujeito é um coletivo numérico, pode-se, em geral, efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha.
( ) Referindo-se a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes, o particípio concordará no masculino plural.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Texto 1
REVOLTAS Quilombo de Maricá

Richard Enbel, graduando no curso de História da UFF e
pesquisador do projeto “Um Rio de Revoltas” – FAPERJ –
CNE/2018-2021). Adaptado. Disponível em
https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/revolta/quilombode-marica/. Acesso em: 11 mar. 2024.
Leia o fragmento seguinte para responder à questão:
“No ano de 1814, são emitidas ordens para destruir o quilombo.” (Linhas 06-08)
O enunciado em análise está na voz
passiva analítica. Na voz passiva sintética, de
acordo com a norma padrão, teria a seguinte
estrutura:
I - Ele se machucou durante o treino na academia. II - Essa queda monumental no valor das ações aconteceu durante a pandemia de covid-19. III - Essa nova minissérie foi considerada muito perturbadora por muitos espectadores. IV - Renovou-se todo o conteúdo do site.